Olá, pessoas lindas! Antes de qualquer coisa, desejo-lhes um feliz Dia das Bruxas com um dia de atraso, mas está valendo, não é?
Como hoje não tive nenhuma atividade importante, consegui um tempinho para vir aqui e postar esse capítulo que está me deixando tão ansiosa, fazia tempo que estava pronto e eu estava DOIDA para chegar nessa parte! Sério, eu gostei muito de escrever isso, porque sempre imaginei o Naraku num contexto como esse. Bem... chega de tecer comentários sobre o que ainda não veio, nas notas finais eu falo mais um pouquinho. Só gostaria de deixar uma indicação antes da leitura: três músicas que me inspiraram bastante enquanto eu redigia as linhas a seguir, Hate me, Rescue me e The Wish, todas da mesma artista - uma cantora chamada Eurielle - que eu particularmente considero como uma sucessora da Enya. Ela é maravilhosa, aconselho-os a darem uma olhada no canal dela lá no Youtube. Acredito que as letras têm tudo a ver com a relação entre Naraku e Annabelle. Ai, ai, ai... até suspirei aqui!
Bem, pessoal, é sim, sem mais enrolação desejo-lhes uma LINDA leitura! Vamo que vamo!
Capítulo 20 - Conforto
Refugiaram-se em uma gruta não tão longe do cenário onde se encontraram minutos atrás, Naraku formou um campo de força na entrada para que ninguém percebesse a sua presença ou a de Annabelle.
A ocidental sentava-se em frente à pequena fogueira que ele acendera e aproximava as palmas do calor. Enquanto isso, o hanyou jazia sentado sobre uma das várias pedras espalhadas pelo pequeno espaço. Gotículas escorriam do teto e pingavam no chão rochoso formando diversas poças em diferentes localidades, o som da água a pingar entoava sons brandos como uma canção de ninar.
Não se olhavam, não se atreviam. Tanto o meio-youkai quanto a humana pegavam-se aturdidos em seus pensamentos sobre tudo o que viveram juntos e não sabiam o que fazer a respeito dos diversos tipos de experiência.
— Você não pode fazer essa tempestade passar? — mirando a entrada da caverna, Naraku quebrou o silêncio.
— Eu poderia, mas não quero. — vidrava-se no fogo dançante.
— Por quê? — enfim a fitou.
— Quando a chuva passar, eu terei que sair daqui de dentro e enfrentar essa situação e eu não sei o que fazer.
— O que você quer fazer?
— Fugir, ir embora daqui, voltar para a minha terra natal e fingir que nada disso aconteceu.
— Então você não é tão diferente de mim no fim das contas, — levantou-se da pedra e foi até a escocesa, ajeitou-se ao seu lado, também observando o movimento das chamas — prefere fugir a enfrentar a situação de frente.
— É completamente diferente Naraku, você não pode comparar...
— Não, não é nada diferente. — fitou-a.
— Eu nunca passei por cima dos outros para construir a minha felicidade. — persistiu a assistir os movimentos do pequeno fogaréu.
Ouviu-o suspirar aborrecido, percebeu que ao menos naquele momento Naraku não estava disposto a discutir. Aliviou-se pela ausência de ironia e sadismo, por enquanto.
— Quando você tiver a Joia de Quatro Almas completa, o que pretende? — abriu e fechou as mãos, testando as articulações dos dedos.
— Me transformar em um youkai completo.
— E depois? — abraçou-se às pernas e apoiou o queixo sobre os joelhos.
— Como assim?
— Você vai se transformar em youkai completo e acaba aí? Sua vida se resume a isso?
— Quando eu for um youkai completo, estarei livre de meu coração humano... — abeirou-se da fogueira e passou a palma sobre as flâmulas ardentes — estarei livre de Onigumo.
— Tudo isso para esquecer a sacerdotisa Kikyou? — olhou-o de soslaio, apreensão tomou-a por dentro.
— Para me ver livre de todo e qualquer tipo de sentimento. — cerrou o punho.
— Dói tanto assim? — virou o rosto e contemplou-o ajoelhado diante das labaredas que o alumiavam, contornando de luz alaranjada seu semblante atormentado.
— Me diga você, veja como está agora por causa de seus sentimentos por Kagewaki e por ter perdido seus queridos amigos quando Inuyasha descobriu sobre nós.
— É verdade, eu gostaria de esquecer tudo, apagar o que vivi nos últimos meses e voltar a ser o que eu era. Gostaria de recuperar minha autoconfiança, a minha esperança em dias melhores...
— Você pode esquecer. — tornou a sentar ao lado dela.
— Mas o que seria de mim sem essas experiências? Elas são parte do que sou. Se eu abrir mão de tudo o que vivi, o que resta de minha essência? Se eu deixar de sentir, o que serei eu no mundo? Serei como uma planta ou uma pedra? Deixar de sentir seria como deixar de existir. É isso que quer para você, Naraku? — o azul da íris sombreou marcado pela angústia — Você quer morrer?
Os rubis estreitaram-se, analisando-a. Percebiam na humana a expectativa, mas não só... a melancolia evidenciava-se em cada pedaço, deixava o seu rastro na expressão arrefecida e ela não fazia o menor esforço para disfarçá-la.
— Por que me olha assim? — agora era ele quem se via cheio de questões — Não preciso que sintam pena de mim, Annabelle. — sorriu — Aquele que dedicar sua piedade a mim se arrependerá amargamente. — inclinou-se para trás, quase se deitando sobre o solo pedregoso. As largas ondas escuras arrastaram-se, formando um tapete — Nunca se esqueça, eu não sou o seu Hitomi.
— Eu sei que você não é ele. — disse convicta — Foi-se o tempo em que eu olhava para você e reconhecia outra pessoa. Sei quem você é, sei que quando essa tempestade passar você voltará a cometer as mesmas atrocidades. Talvez Kikyou esteja certa e não haja cura para a mancha em sua alma... No entanto, se você fosse tão monstruoso quanto os outros relatam, não estaria comigo nessa gruta agora, cuidando para que eu não adoeça. — notou-o sentar brusco, fechando-se em própria defesa — Está um pouco tarde para se fazer de indiferente, não comece com isso... — virou-se de frente para ele — Não se feche, não agora. — arrastou a mão pelas pedras até alcançar a dele, tensa — Confie em mim, jamais usarei isso contra você.
— Annabelle... — proferiu o nome em tom de aviso.
— Eu não posso mudar a sua natureza ou a minha, não posso moldá-lo a como gostaria que você fosse, também não posso fazê-lo esquecê-la... — arrastou os dedos gelados sobre os dele, afagando-os.
— Está emotiva assim só porque eu disse que talvez me importe com você? — fingiu um riso tão falso que Annabelle pôde identificar.
— Talvez eu me importe com você também, Naraku. — aproximou-se mais — Talvez você tenha razão sobre muitas coisas a meu respeito, assim como eu tenho sobre você.
— Está apaixonada por mim? — tornou a se sentar, assim esteve mais perto da face surpreendida da avermelhada protegida das fadas. Tocou-lhe o rosto, suave — Ah, você deveria ter ouvido Kikyou... — sibilou — Ela me conhece melhor do que ninguém.
— Eu o conheço melhor do que ela. — ajuntou sem pestanejar — Ela não é a única mulher de sua vida, não mais.
— Oh! — arregalou os olhos e arreganhou o sorriso — cuidado, Annabelle Rose... — mirou-a chegar mais perto, devagar e destemida. Sentiu as mãos afagarem suas maçãs e afastarem-lhe os grossos fios, colocando-os para trás da orelha. O riso se fechou e as pupilas dilataram sutilmente.
"E se houver uma chance de alcançá-lo?" — sonhou acordada enquanto desenhava os traços dele com os dedos. Contornava-lhe o nariz, depois a boca reta e afagava o queixo. Naraku não ousou fechar os olhos, como se pudesse evitar entorpecer-se por ela. — "E se a sacerdotisa estiver errada?" — quis acreditar. A pele de babuíno escorregou por seu corpo e ela estremeceu de frio. Sentiu braços envolverem-na e a trazerem para perto, acolhida num estranho enredo.
— Você deveria tirar essas roupas, camadas de tecido encharcado a deixarão doente. — concluiu ao pousar a mão nas costas ensopadas.
— Está muito frio... — encolheu-se dentro do abraço e foi apertada pelas mãos firmes.
— Eu cedo as minhas, estão apenas úmidas. — sugeriu — "O que estou fazendo?".
— Obrigada. — escondeu um sorriso por baixo das mechas arruivadas. Era como se naquele instante fossem apenas pessoas comuns dividindo um momento – pensou. Secretamente, desejou que aquilo pudesse se realizar um dia.
Naraku desfez-se das camadas superiores da vestimenta enquanto Annabelle, de costas para ele, desamarrava as fitas do vestido e livrava-se dos tecidos pesados. Discreto, o hanyou mirou-a por cima do ombro – sentada sobre o piso frio, a esfregar os braços e tremelicar – e a abraçou pelas costas, aquecendo-a com seu próprio corpo, repousando o queixo sobre o ombro dela. O respirar chiado adentrava a orelha da ocidental e ironicamente a acalmava.
"E se eu for especial para ele?" — volveu-se de frente para o antigo algoz e salvador recente — "Eu quero ser especial para ele" — balançou a cabeça sutilmente — "O que estou pensando?" — quase riu de si mesma por se fazer tão absurda, então sentiu os panos cobrirem-na. Naraku ajeitou a parte de cima de sua roupa sobre o corpo delicado, depois cobriu-lhe as pernas despidas com a manta branca.
Conversaram por gestos, Annabelle cativou a mão dele, trouxe ao peito e a acarinhou. Naraku, a respirar fundo, fez-se mais próximo ao arrastar-se para frente, inclinar o rosto de modo que o nariz tocasse o da humana friorenta e lá parasse num singelo pedido: que ela, dali em diante, tomasse as rédeas da situação.
"O que será daqui para frente?" — ele se perguntou antes de sentir a suavidade de um ósculo gentil — "O que pretendemos com isso?" — fechou os olhos devagar e se concentrou nas sensações — "Quente..." — amoleceu-se inteiro. O calor era diferente, não se relacionava a simples e pura luxúria dessa vez, aparentava algo maior, denso. Algo imensurável para se saber onde haveria começado e onde terminaria, inexprimível para se enclausurar em um simples nome.
Naraku, ameno, abriu a boca. Os ares se misturaram, o ápice molhado da língua dela afagou seus contornos e adentrou com calma pelo pequeno espaço aberto, depois se retirou cerimoniosa. Dedos trêmulos seguravam o rosto araneídeo e o alisavam, depois perpassavam por seus cabelos aveludados até pousarem carinhosos em seu pescoço.
— Isso é bom, não é? — espalhou beijos castos por toda a extensão do rosto dele para em seguida abraça-lo afável.
— Sim... — murmurou enrouquecido e inebriado enquanto sentia afagos sobre a cicatriz nas costas.
— Eu não quero que desista do seu coração. — confessou timidamente — Mesmo sabendo que não é a mim que ele quer. — soltou-o devagar, confundindo seus sentidos.
— Você me amaria? — tocou-lhe os ombros com firmeza, preenchido de esperanças.
Serena e vidrada no olhar ansioso do híbrido, perguntou:
— O que é o amor, afinal?
"Eu gostaria que me mostrasse" — puxou-a pela nuca e tornou a beijá-la, agora com a intensidade que fazia jus à sua personalidade tórrida e inconstante. E se ela o amasse? Ele seria capaz de abdicar todas as suas ambições para viver uma vida comum com ela?
Naraku desejou ser amado por Annabelle, era tudo o que sabia. Naqueles instantes de fugaz reciprocidade, Naraku não quis se apartar dos sentimentos humanos, usufruiu-os como se lhe fosse proporcionado o melhor da vida.
Deitaram enquanto beijavam-se afoitos, não por sexo, mas por dividirem as sensações. Abraçaram-se, cingiram-se, acomodaram-se grudados um ao outro. Annabelle jurou poder ouvir o coração não de Onigumo, mas de Naraku, palpitando exaltado.
— Inuyasha está muito esquisito... O que será que aconteceu, ele e Anna brigaram? — Sango indagava, acompanhada de Kagome, Shippou e Miroku.
— Ele não quer falar, não importa o quanto perguntemos a ele. — o monge ajuntou pensativo.
— Inuyasha idiota, sempre estraga tudo! — a raposinha chacoalhou-se nervosa.
— Eu vou conversar com ele... — Kagome levantou decidida.
Enquanto estavam sentados dentro de uma cabana, protegendo-se da chuva, o hanyou aborrecido sentava ao lado de fora, sem se importar com a torrente a ensopá-lo.
— Kagome, saia daqui ou vai se resfriar. — disse ao sentir o cheiro da colegial se aproximando.
— Não irei embora enquanto não me contar o que houve entre você e Annabelle. — sentou-se ao lado do emburrado — Eu sei por que você não quer falar nada, provavelmente ela te viu com a Kikyou.
— Não diga besteiras! — ralhou.
— Mas você estava com a Kikyou, não estava?
Inuyasha cruzou os braços e fitou o lado oposto, suas bochechas rosaram discretamente.
— Eu sabia... — suspirou desapontada.
— Não tem nada a ver com isso Kagome! — tornou a encará-la — Eu não quero ter que falar isso para você, porque sei que gosta muito da Anna, assim como os outros. — os orbes âmbares enevoaram cabisbaixos.
— Me conta... — tocou-lhe o braço por cima da larga manga avermelhada — divide isso comigo. — pediu meiga.
— Kagome... — surpreendido pela atitude da menina, mirou-a comovido.
O araneídeo aplainava o rosto adormecido da humana aconchegada em seus braços enquanto os últimos respingos de chuva anunciavam o amanhecer. Durante a noite, teve de acalmar os espasmos de Annabelle, ela parecia ter sonhos horrendos e Naraku admitia ser culpado. Ao invés de se sentir satisfeito, atormentava-lhe ser o pivô dos traumas da garota.
Que situação inusitada, ele, o causador das moléstias, sentir-se mal por ser o responsável pela tristeza de alguém... Um sorriso abobalhado lhe foi surrupiado.
Você está se perdendo do objetivo. — uma voz conhecida ecoou no abismo de sua consciência — Dê uma olhada na Joia e veja o que ela fez...
Os orbes carminados piscaram várias vezes, confusos. Naraku meteu a mão dentro da carne, à altura do ombro esquerdo, e tirou a pedra — estava límpida, o rosa tornara-se quase transparente e esplandecia pontos ebúrneos de luz —, então o semblante tranquilo transmutou-se a assombrado, encoberto pela escuridão da qual não conseguia se livrar. Fitou-a dormir tranquila e se afastou súbito.
"Ela purificou a joia!" — apertou a pérola mística entre os dedos — "Como eu não percebi?!" – poderia tê-lo matado e ele sequer sentiria!
Se você não se livrar dessa mulher, ela o reduzirá a cinzas. — a voz persistia — Seu coração humano o destruirá. Mate-a, mate as duas!
A mão feroz cercou o delicado pescoço, quase o tocou, teve ímpetos de esmagá-lo. Os olhos de céu abriram-se demorados e ela se sentou tranquila. A calmaria, todavia, se estilhaçou assim que a agraciada pelas Fadas distinguiu as intenções diabólicas nos traços furiosos do meio-youkai.
— Pensa que não sei o que está pretendendo? — não a deixou se manifestar, encobriu-a com sua ira — Você e Kikyou me tomam por tolo, mas as verdadeiras idiotas são vocês! — os olhos ardiam em chamas, ele abriu os dedos e mostrou a joia purificada ser escurecida novamente por seu miasma.
— Naraku, do que está falando?! — tentou chegar perto e foi repelida pela energia sinistra.
— Annabelle, — levantou-se altivo — se um poder como o seu não existe para me servir, então terei que me livrar dele!
— Depois de tudo o que vivemos ontem à noite, é sério que você quer fazer isso?! — imitou-o, ficou ereta e de queixo erguido. Despiu-se das vestes dele e as atirou a seus pés — Pois bem, então tente me matar! — e o lume esbranquiçado a envolveu, clareando todo o interior da caverna.
Naraku, irracional, envolveu-se de miasma e encaminhou a nuvem escura à Rosa Branca. Fumaça chocou-se com luz e o encontro provocou faíscas, os orbes turquesa miraram a pedra protegida pela palma do sujeito e um raio endereçou-se do corpo de Annabelle a ela. Um campo de força formou-se em volta dele e o facho ebúrneo pipocou na camada até se desfazer. Então, longos tentáculos esverdeados escaparam do abdome de Naraku, um agarrou-se ao pescoço dela, os outros encurralaram seus braços e suas pernas. A pressão do aperto a entonteceu, a Joia de Quatro Almas tornara o descendente de Onigumo extremamente forte. As esferas cerúleas rolaram e, enfim, mãos e pés penderam, assim como a cabeça inconsciente.
Os tentáculos a trouxeram para perto de seu captor, tendo-a rente a si, a cativou nos braços.
— Annabelle... — apertou-a, trêmulo. Cobriu-a com a manta antes de sair da caverna e sobrevoar a floresta com ela no colo. — "Eu não quero matá-la"...
Se não quer matá-la, que a corrompa, acabe com a luz, somente assim estará livre de ser purificado por ela.
— Corrompê-la... transformá-la em minha marionete como fiz com Kohaku?
É o único jeito.
Naraku fitou a jovem desacordada e depois a Joia em mãos.
— Então que seja assim, terei o poder de Annabelle a meu favor e continuarei a perseguir meu objetivo.
Isso, Naraku, cumpra o seu destino — a voz se transformou em um imponente coral sussurrando-lhe as ideias. Enquanto isso, fraca luminosidade ondulava ao redor da preciosidade amaldiçoada.
Continua...
E estava tudo tão lindo, fofo, meigo, cheio de purpurina... mas o Naraku tinha que estragar tudo! Né não?
Não gente, não foi o Naraku, foi a Joia. Sim, para mim o grande vilão da história de Inuyasha é essa maldita Shikon no Tama, no fim das contas o meu aranhudo virou um escravo dessa pedra e agiu conforme a vontade dela, assim vejo. Tudo o que ele queria, no fundo, era o amor da Kikyou... E aqui em Teia de Mentiras, como vocês podem ver, Nana-kun quer muito o amor da Annabelle - insiram um coração partido aqui - porque eu quero assim, acho que a sacerdotisa de barro não o merece (por favor, não me batam) XD.
Então, combinemos que o final foi tenso, mas o decorrer da coisa foi tão gostosinho! Não rolou hentai dessa vez, não fiquem tristes comigo, é porque antes de rolar o sexo selvagem eu queria que Naraku tivesse essa vivência, só pra deixar o bichinho feliz e também mais confuso. É como a Belle disse antes: Naraku está preparado para ser apedrejado, odiado e retalhado, e para ele é mais fácil receber esse tipo de tratamento do que um abraço, por exemplo. O capítulo 20 foi o momento de Naraku conhecer o carinho e ao mesmo tempo, reconhecer o lado "bom" dentro de si. Agora, sim, eu digo a vocês que o aranhudo está ferrado, pois uma vez tendo experimentado o conforto, já não há mais volta, e não tenham dúvidas de que isso vai deixar o Naraku doidinho da cabeça, desejando se livrar da humanidade e usufruir dela ao mesmo tempo. ADORO!
Bem, nem preciso dizer que o próximo capítulo será o oposto desse, né? O que esse aqui teve de fofo, o seguinte terá de enervador. E que assim seja, quando comecei esse projeto, a última coisa que tinha em mente era fazer uma história leve com todo mundo feliz, pulando e cantando de mãos dadas. Não consigo pensar em um enredo assim quando o protagonista da fanfic é o Naraku, me perdoem. :'(
É isso, pessoal, um bom feriado para vocês amanhã e me desculpem caso eu tenha esquecido de comentar algo importante ou tenha cometido alguma gafe na escrita.
Kissuuuuuus!
