Oi pessoal, consegui vir e cumprir com o combinado! Dois capítulos no feriadão! YEY!
Então... o anterior vocês devem ter notado que estava mais curtinho, esse aqui nem tanto, o próximo está uma ligeira saga, mas tudo recheado com emoção - assim eu senti e tentei redigir.

Espero que gostem, que não morram de raiva, e deixo aqui um aviso: 18+
Sem mais delongas, boa leitura e nos vemos nas notas finais!


Capítulo 21 – Joia de Quatro Almas

"Minha cabeça está dando voltas" Annabelle virou o corpo sobre o que parecia ser um futon e cobriu os lábios, abafando a sensação de náusea. Abriu os olhos e viu o teto do cômodo escuro girar em intermináveis círculos "Estou tão pesada!" tomou ciência ao tentar se sentar. Impulsionou a coluna para frente e tombou de volta, uma força maior a mantinha cativa. Olhou para o lado e identificou a mulher trajada em um ostentoso quimono, alumiada pela tênue luz de uma vela.

— Nossa, até que enfim você acordou! riu de braços cruzados Naraku disse para eu ficar te olhando, parece que você é uma garota muito sapeca!

— E essa agora... tornou a mirar o teto, sabia onde estava e o fato de se localizar a deixava ainda mais enjoada. Aos poucos, lembrou-se do conflito antes de perder os sentidos e uma pontada no íntimo a fez estremecer.

Enquanto Naraku brinca com seus sentimentos, ele me rodeia como um abutre. Jamais se sinta especial. os dizeres da sacerdotisa a perseguiam nesse momento, todavia a escocesa não se permitiu chorar, arregalou os olhos e os manteve estáticos, perdidos na parede envelhecida, as mãos entrelaçaram-se sobre o ventre.

— Então quer dizer que você e Naraku... a mestra dos ventos expandiu o malicioso sorriso Hmmm...

— Onde ele está?

— Ah, não se preocupe, não demorará muito a vê-lo de novo! abriu o leque e abanou-se.

— Ela já acordou? outra voz feminina deu o ar de sua graça, alguém conhecido por Annabelle desde o nascimento.

— Ailyn... semicerrou os orbes em desapontamento "Desgraçado, aproveita-se da ambição e da vaidade dela para manipulá-la".

— Naraku a espera em seus aposentos, não é melhor vestir alguma coisa decente? a irmã ponderou ao notá-la coberta apenas pela pele de babuíno Vejamos o que temos aqui, me ajude Kagura. abriu a grande arca e remexeu os figurinos Vamos, pare de enrolar! referiu-se a outra serva.

— Era só o que me faltava, agora vou ter que vestir a putinha do Naraku?! bufou enquanto analisava com a mulher alourada um traje verde com flores cor-de-rosa bordadas em sua espessa saia Esse aí está bom, eu hein! atirou a peça ao alcance de Annabelle.

— Ela não tem condições de se vestir sozinha. Você é burra? alfinetou-a em tom de deboche.

— Não tem amor pela vida? Não se esqueça de que é só uma humana enquanto eu sou uma youkai! Ela é sua irmã, vista-a você. levantou-se abrupta e deu fortes passos para fora, provocando pequenos estrondos no piso de madeira.

— Ela é assim mesmo, mal-humorada, você vai se acostumar. enfim, foi ao leito onde a apática primogênita jazia e a ajudou a sentar.

— Por que está fazendo isso, se sujeitando aos caprichos dele? fitou-a enquanto tinha a sua ajuda para vestir-se.

— Ah, não se engane, não faço nada que eu não queira. apertou-lhe o espartilho com tamanha força que a deixou zonza E agora, com o fragmento da Joia, posso ser jovem e poderosa para sempre. passou a amarrar as fitas róseas que enfeitavam o busto verde e as largas mangas brancas Pronto, está linda como sempre, apesar dessa cara de enterro.

— Ele não vai permitir que fique com esse fragmento, Ailyn... segurou o braço de sua única parente com a pouca força que tinha.

— Vamos, ele a espera. tomou-lhe a mão e puxou-a. Com alguma dificuldade, Annabelle conseguiu ficar de pé.

— Eu não quero ir... protestou em vão enquanto a irmã a guiava. Abraçando-a de lado, recebia o suporte para o equilíbrio necessário.

Annabelle desejou que o sombrio corredor jamais atingisse o fim, mas viu-se assolada pela cruel realidade quando chegou a seu destino e foi atirada pela irmã para dentro do quarto da Aranha.

Espalmou as mãos no piso amadeirado, por pouco não bateu o rosto, ergueu a vista e alcançou-o sentado ao fundo do salão devastadoramente vazio, decorado por um largo tatame próximo à parede e só. Novamente, apenas uma vela do lado de dentro alumiava os contornos do recinto, da janela a lua cheia resplandecia o brilho prata.

Silente, Naraku se levantou e em passos calmos aproximou-se de seu alvo. Ela, agoniada, arrastou-se na tentativa de sair pela porta e deu-se com a única entrada fechada.

— Está sofrendo? perguntou sereno, de pé diante da humana, analisando-a Sabe que não precisa ser assim.

Ela esmurrou miseravelmente a porta, arfante e trêmula. O hanyou sabia que Annabelle faria de tudo para ignorá-lo, sabia que ela estava muito machucada e ao invés de continuar a cutucar a ferida, ajoelhou-se e a puxou pelos braços, trazendo-a para si.

— Por que está fazendo isso comigo? choramingou derrotada O que eu fiz para você me torturar desse jeito? a saliva desceu amarga quando a vista reparou o visual do opressor, o traje noturno branco com bordados em lilás, os cabelos soltos e bagunçados que faziam-na rememorar o passado e sentir-se uma traidora.

— É você quem tortura os meus pensamentos, Annabelle Rose. Não posso mais permitir que isso aconteça... emaranhou os dedos nas ondas arrepiadas.

— Eu fui a única pessoa que já o tratou com decência, com carinho! protestou.

— Exato, e por isso mesmo você se tornou um problema. pegou-a no colo e a carregou até o futon.

— Então sua amada Kikyou estava certa e eu fui tola quando optei por ignorar o seu alerta... lamentou estática sobre o leito, como uma boneca.

— Eu não posso e nem irei deixar que meu coração humano sabote o meu objetivo Annabelle, sinto muito, realmente sinto. afastou algumas madeixas que cobriam parcialmente a face letárgica de sua prisioneira.

— É isso o que você realmente quer? encarou-o, balançando-o em seu íntimo.

— Não se preocupe, não vai doer e você não irá mais sofrer, eu prometo... mudou de assunto, partiu ao que lhe interessava, mesmo relutante. A mão escorregou por dentro da gola do quimono.

— Vai me matar? parecia conformada com a ideia. Era preferível ser assassinada à situação vinda a seguir: Naraku tirou de dentro da roupa um losango enegrecido, envolto por luminescência vermelha. Não... finalmente, a forasteira agitou-se e tentou levantar, sua aura oscilou e ela, arrastando-se, quis se afastar da cama, o hanyou a impediu apenas com um braço e a fez cair deitada onde antes estava Não se atreva!

— Você me obrigou a isso. escorou-se sobre ela, prendeu as pernas agitadas entre as dele, suspendeu-a pela nuca e aproximou a partícula da joia a seu peito arfante Se não consigo corrompê-la com meus atos, que a Joia de Quatro Almas o faça.

— Não! Cravou os dedos e as unhas nos ombros do captor, empurrando-o. Os braços tremeram enfraquecidos e dobraram conforme Naraku inclinava-se sobre ela. A fraca luz límpida a envolvendo não foi suficiente para clarear o fragmento próximo ao seu seio aflito Me solte! gritou histérica, debatendo-se. O braço firme a envolveu e a prensou contra o abdome rijo do hanyou, imobilizando-a Está me sufocando! protestou. A resposta veio em forma de um chiado respirar em seu pescoço.

Naraku escondeu o rosto por dentro dos cabelos flamejantes e respirou fundo. Afagou as costas da presa até que ela parasse de se remexer. Annabelle, com o queixo encaixado no vão entre o ombro e o pescoço dele, olhou a esfera lunar além da moldura, o véu de estrelas cintilantes refletiu no azul de seus globos nevoados.

— Olhe para mim. disse-o não como uma ordem, e sim quase numa súplica enquanto segurava a nuca endurecida Vamos, Annabelle, eu quero ver seus olhos.

Após piscar demoradamente, a estrangeira desencostou do apoio e jogou a cabeça para trás. Naraku viu através da raiva o imensurável pesar azulado, nessa noite os céus não eram ensolarados, uma torrente se prendia dentro deles e não ousava descer.

— Lindos... contornou-lhe a tez, afundou-se no tom celeste vidrado em seus rubis Nunca vi e nunca verei nada igual a você. trançou os dedos numa mecha caída sobre o peito dela Você provavelmente não se lembrará de nada disso daqui a alguns minutos, então não vejo por que esconder, o nariz deslizou sobre o dela você mexe com meus sentidos, tão ou mais do que Kikyou. e as turquesas dilataram-se, a boca abriu e um breve som escapou, quando uma palavra se formaria outra boca a calou afoita.

Annabelle urrou dentro do beijo enquanto uma garra afiada abria rasa ferida em sua pele. Depois, algo queimou em seu peito – era o objeto depositado lá. Tudo a sua volta enegreceu, não havia mais lua ou estrelas, não havia Naraku, não havia nada além de uma queimação dos infernos e de milhares de vozes ressoando, cantando os seus maiores medos e piores sentimentos como se a conhecessem desde o berço.

De repente, um clarão. O quarto de Naraku pintou-se no tom mais puro de branco e o corpo dele foi arremessado longe.

— Mas o que é isso?! exclamou enquanto estreitava os olhos e tentava enxergar o cenário adiante: o corpo de Annabelle levitando em meio ao cômodo fantasmagórico. As madeixas revoltadas serpenteando nos ares.


O nariz de Inuyasha empesteou-se de um aroma conhecido e detestado. Ele virou o corpo para todos os lados, certificando-se de que descobrira a direção certeira:

— Sinto o cheiro do Naraku! anunciou ao restante do grupo Não está muito perto, mas acredito que consigamos chegar até o castelo do maldito antes do amanhecer!

— Há algo de diferente acontecendo, eu também posso sentir! Kagome comentou ao vislumbrar o balanço das árvores diante da estranha ventania, todo o firmamento encobria-se de nuvens acinzentadas.


— A barreira se desfez... Kanna, inexpressiva, afirmou enquanto observava o céu escurecer, sentada sobre o chão da varanda.

— Droga! Não vai demorar muito para algum dos inimigos do Naraku chegar aqui! Kagura se queixou Nós deveríamos fugir!


— Annabelle! o hanyou tentou se aproximar e foi violentamente repelido. Seu corpo, atirado ao piso, afundou-se na madeira e se encaixou entre as toras despedaçadas "Não consigo me mover!" tentou erguer a face, todavia somente os olhos rolaram. Não consigo alcançar a mente dela... afligiu-se. Geralmente, com Kohaku era fácil. Naraku sabia tudo o que o menino pensava e sentia, por isso conseguia induzi-lo a agir. Annabelle, na atual conjuntura, era um completo mistério.

Os pés, enfim, tocaram o chão. A saia espessa e rodada parou de esvoaçar, bem como os cabelos e as mangas. O pingente de lua jazia caído ao chão. A escocesa caminhou errante, absorta na figura de um sujeito atado na própria teia.

— Annabelle, me escute! alertou-a quando a sentiu perto. Ela estava de pé, sobre ele, tendo-o entre as pernas "A Joia se aproveita do que há de pior em seu detentor e potencializa isso" lembrou-se, pois sua natureza sádica fortalecia a cada fragmento que juntava. Então, viu a roupa íntima de sua nova marionete escorrer por entre as pernas e ser lançada para longe desmazeladamente. Os orbes dantes esbugalhados comprimiram-se, um sorriso malicioso ilustrou-se.

Luxúria.

Naraku despertava em Annabelle a mais profunda lascívia, e se um dia a humana conseguira controlar o instinto, agora se via escrava dele. Sem muita delicadeza, ela levantou a saia na altura das coxas e se colocou de cócoras sobre o corpo inerte.

— Eu quero me mover. o meio-youkai reivindicou e foi ignorado.

A indignação deu espaço à excitação ao sentir o encaixe suave por cima de suas calças, a pele femínea arrastou-se sobre o volume coberto por tecido e a forasteira remexeu os quadris devagar, a erguer o rosto para cima. Deslumbrado, Naraku mordiscou o lábio inferior. Um gemido abafado escapou por entre os dentes.

Dedos vorazes subiram pela barriga e pelo peito do aracnídeo imóvel, escancarando a fresta de seu claro traje de dormir. Pensou que a mulher rasgaria suas roupas, talvez a ideia tivesse lhe ocorrido, contudo algo a fez mudar o percurso dos atos e despi-lo até os ombros.

— O que pretende? ele perguntou quando a nova marionete baixou o rosto e mirou-o. Annabelle? arqueou uma sobrancelha, impaciente. Novamente, os lábios da jovem mantiveram-se selados Quer estar no controle, hum? inferiu, ligeiramente entusiasmado Por que não me deixa tocá-la? eriçou-se todo com o roçar das unhas nos redores de seu peito "Não consigo controlá-la..." o resquício de preocupação não se dissipara, e as mãos persistiam a experimentarem-no. Dedos deslizavam pela palidez e a apalpavam por todos os cantos, até uma mão pousar sobre o seu ombro e a outra se meter no cós da calça e descê-la.

Um riso escapou ao ter o sexo apanhado pela mão faminta, um murmúrio impetrante rasgou a garganta quando a fresta tórrida o engoliu, estrangulando-o entre as paredes encharcadas. Enquanto o lume albugíneo esparramava-se sobre a silhueta de Annabelle, o fulgor das Trevas ardia ao redor de Naraku e as energias se misturavam.


— Quanto mais perto estamos, mais estranho sinto o ar! Miroku, angustiado, comentou. Montava Kirara junto a Sango.

As rajadas de vento atrapalhavam a locomoção do felino gigante, mesmo assim o youkai persistia valente a jornada. As árvores balançavam tanto que algumas envergavam e outras partiam ao meio, os ruídos de agitação das folhas mesclavam-se ao retumbar dos trovões.

— É como se a natureza estivesse em fúria... Sango comentou espantada.

— Eu já posso ver o castelo do Naraku! Inuyasha, à frente, carregando Kagome e Shippou nas costas, ajuntou Falta pouco!


Naraku, atarantado, tentava a todo custo mover os braços, os dedos fechavam e abriam-se e ele grunhia. Sua boneca curvara o corpo sobre o seu e lhe devorava o pescoço com lambidas e mordidas. Requebrava os quadris para cima e para baixo com tamanha volúpia que se o sujeito fosse humano ficaria com o falo inutilizável nos próximos dias. Não se sabia ao certo se além de satisfazer os próprios desejos, Annabelle queria castigá-lo por tudo o que passara por responsabilidade dele.

Então, a mão apoiada no ombro do algoz afundou na carne dele e, repentina, arrancou-lhe o generoso pedaço da Joia de Quatro Almas ali guardado. Os olhos semicerrados de Naraku esbugalharam-se e sua energia sinistra emanou intensa.

Sem dar importância, Annabelle agarrou a fatia da pedra e saltou para longe. O alarde súbito fez o hanyou lembrar de seus poderes e materializar seus infindáveis tentáculos. Mesmo os largos e poderosos apêndices ficaram presos, como ele todo estava.

— Kagura, Kanna! gritou pelos nomes das criaturas.

De volta a desafiar as leis da gravidade, a humana flutuou ereta, fixada na pedra que tinha sobre a palma de sua mão.

Dança das Lâminas de Vento! ouviu o grito, e só, nada a atingiu. Via-se protegida por uma cúpula cristalizada ao redor, assemelhava-se ao vidro apenas no aspecto, pois em resistência comparava-se a diamante.

Annabelle alçou voo, o teto acima de sua cabeça desmoronou ao entrar em atrito com a bolha a guardá-la.

— Tire-me daqui, agora! Naraku, exacerbado entre os escombros, deu a ordem Onde está a irmã dela?!

— E eu que sei? Kagura resmungou enquanto tentava puxá-lo, no entanto seu mestre permanecia grudado no chão Faça alguma coisa, Kanna! apelou à irmã mais velha recém-chegada à porta.


— Vejam aquela luz! Shippou apontou o clarão não tão distante, fundindo-se com o enevoado céu da aurora.

— Já vi algo parecido antes, quando estava com Anna no castelo de Naraku e o poder dela se manifestou. Sango rememorou.

— Sinto a presença de fragmentos da joia, e são muitos! Kagome apertou os ombros do rapazote que a carregava.

— Naraku está lá em pessoa, parece que finalmente as coisas estão favoráveis pra gente! Inuyasha afirmou risonho e confiante.

— Inuyasha, eu não me animaria muito se fosse você... Miroku chamou-lhe a atenção enquanto aterrissavam sobre o terreno desértico. Assim que chegaram, depararam-se com a mulher descontrolada de braços erguidos para o alto, o pedaço de pedra amaldiçoado levitava à sua frente enquanto raios atingiam-no, um seguido do outro.

— O que aquela maluca está tentando fazer?! o cão prateado ralhou e sacou a espada.

— Annabelle... Kagome saltou na terra escura e correu até estar o mais perto possível da amiga. Percebeu que os raios emanados dos céus à preciosidade começavam a trincá-la Ela está tentando destruir a Joia de Quatro Almas!

Ah! a jovem arruivada contorceu-se. Uma menina toda de branco, ereta sobre o telhado da construção apontava-lhe um espelho redondo e a fazia sentir sugada.

— Inuyasha, quanto tempo! Kagura atravessou as persianas da grande entrada e parou no degrau da pequena escada.

— Inuyasha, vá procurar o Naraku, eu cuido dela! Miroku ergueu o braço, apontou a mão à oponente e iniciou a desamarrar o cordão de contas ao redor.

— Monge, eu não faria isso se fosse você... espirituosa, lançou-lhe uma piscadela enquanto uma nuvem de insetos venenosos se aproximava.

Osso Voador! depois do grito, o objeto quase atingiu a insípida menina ebúrnea.

Kanna saltou do telhado ao chão e caiu graciosamente de pé. Despreocupada, caminhou para dentro da morada sombria. Annabelle caiu dos ares como uma pluma, teve a sorte de ser alcançada a tempo pelo meio-youkai. A pérola incompleta repetiu o movimento, entrou em queda livre e enterrou-se na areia.

— Ele está no castelo... à beira da inconsciência, a moçoila contou o paradeiro do vilão É a sua chance, ele não pode se mexer, mas por pouco tempo...

O par de contas douradas alargou-se em misto de confusão e surpresa, em seguida, o jovem destemido repousou o corpo de Annabelle na terra e chamou a companheira:

— Kagome, cuide dela!

— Tarde demais... a voz grave e odiada por tantos deu o ar de sua graça. Bruma púrpura escapou pelos vãos das portas e janelas enquanto, do rombo na telha, Naraku surgia imponente.

Imediatamente, o grupo se reuniu alarmado. Todos se preparavam para um embate custoso. A sacerdotisa apontava uma de suas afiadas flechas, a exterminadora continha o graúdo bumerangue, o monge estava pronto para usar o Buraco do Vento, mesmo sabendo do risco que corria e o grande rival de Naraku, com a Tessaiga empunhada, atentava-se ao movimento dos ventos para poder desferir um poderoso golpe.

— Ela os atraiu até aqui, hum? Quanta astúcia, Annabelle Rose... mirou a mulher desfalecida sobre a terra escura.

Kagura e Kanna reuniram-se ao líder, cada uma de um lado. O sorriso de Naraku, porém, não durou muito:

— Ei, garota, o que está fazendo?!

Primeiro, a reação do aracnídeo deixou os oponentes confusos. Entretanto, quando decifraram a direção em que os orbes vermelhos vidravam-se e viraram-se para vislumbrar também, deram-se conta do tamanho problema: Ailyn, sorrateira, surgiu como uma sombra, desenterrou a pedra maligna quase completa e a tinha em mãos.

— Agora a Joia de Quatro Almas é minha! a boca carminada expandiu-se em meia lua.

— Ailyn! os olhos de Annabelle abriram de súbito e seu corpo ergueu com a ajuda do místico véu alabastrino.

Imediatamente, as auras se chocaram – o negro e o branco – provocando tremores no solo. O losango no peito da Rosa Branca oscilava entre o rosa e o roxo.

Continua...


É, amigos, no próximo capítulo teremos uma boa briga entre irmãs, acho que ficou mais do que evidente né!
Espero que a coisa não tenha ficado muito confusa aqui, Naraku achou que poderia controlar Anna se depositasse um fragmento corrompido nela, e acabou que o coitado se deu mal. Bem, na minha cabeça, de acordo com o que entendo sobre a Joia, ela se aproveita da fraqueza das pessoas - no caso da Annabelle, sua fraqueza é o tamanho desejo que sente por Naraku, então a bichinha teve um breve surto e botou quente em cima dele (até parece que o engraçadinho achou ruim), só que ela não perdeu o juízo de todo, aproveitou-se da "empolgação" do hanyou e arrancou a Joia dele, não por querer a pedra, e sim por alimentar esperanças de que poderia destruí-la e acabar com aquilo. Enfim, estava fora de si e deu nessa cagada toda.

Eu não sei se ficou muito claro também, mas sim, a Anna acabou por atrair o grupo de Inuyasha - e foi proposital. Ela sabia que se quebrasse a barreira, deixaria Naraku vulnerável. Então, o nosso aranhudo estava certo ao dizer que ela fora astuta.

Hoje vimos que por mais boazinha que uma pessoa seja, tudo tem seu limite, e Naraku conseguiu deixar Annabelle furiosa. Se ela já tinha um poder fora de série, agora com o fragmento no peito e o colar de lua caído em algum canto do castelo, ninguém segura essa mulher - a não ser Ailyn, que tem a vantagem de estar com a Joia quase completa na mão. AI SEM OR! Sim, o capítulo 22 está pronto e ENORME. Imaginem só se dá para fazer o pau comer entre toda essa galera em poucas linhas? heheheheheh

Enfim, estou ansiosa para saber o que acharam dessa confusão aqui!

Kissuuuuus e um bom final de semana! 3 3 3