Naruto não me pertence de forma alguma.

TRINTA DIAS A DOIS

O telefone de Uchiha Sasuke apitou e ele olhou para tela iluminada, que indicava mensagens da esposa. Minimizou a planilha na qual vinha trabalhando e desbloqueou a tela do telefone utilizando sua digital, abrindo o aplicativo de comunicação instantânea.

[22/04, 11:30] Hinata Hime: Oi, Heika. Estou te encaminhando o número dos meninos pra você poder entrar em contato com eles. Espero que você esteja tendo um bom dia!

Após a singela mensagem, os contatos de Aburame Shino e Inuzuka Kiba. Que ótimo, ele não tinha se atentado para o fato de que aquele desafio chegaria tão rápido. Afastou o cabelo que caía de forma insistente nos olhos, tamborilando os dedos esguios sobre a mesa.

Não ia mandar para Hinata os contatos de Sakura e Naruto – além, claro, de ela possuir o número de ambos, ele não queria a esposa às voltas com aquele loiro extravagante. Por mais que Sakura fosse estar junto, Naruto era extremamente sem noção. Sasuke não queria causar um mal estar à relação do casal de amigos.

Claro que aquela era a verdadeira motivação e que ele não tinha um pingo de ciúmes de Hinata com Naruto. Sasuke era maduro o suficiente para não sentir esse tipo de coisa, certamente.

Suspirou, girando em sua cadeira e contemplando a visão que a janela atrás de si oferecia. Depois fechou a expressão em uma careta desgostosa, balançando a cabeça para os lados. Desde quando virara um sujeito contemplativo e preocupado com detalhes românticos? Raios. Voltou-se para sua mesa novamente, pegando o aparelho para responder à Uchiha.

x

Hinata olhou com estranheza para os contatos que Sasuke lhe enviara. Nunca tinha ouvido o marido falar no nome de nenhuma das duas pessoas que agora estavam em sua tela – sequer sabia que Sasuke tinha amigos próximos além de Naruto e Sakura, pelos céus!

Bela esposa você, Uchiha Hinata. É claro que Sasuke tinha outros amigos, que ideia! E, parando para pensar, Naruto e Sakura estariam ocupados esta noite, assim como ela e Sasuke. Afinal, todos eles estavam envolvidos no mesmo cronograma e estavam no mesmo dia, não é mesmo? Fazia todo o sentido o marido ter lhe fornecido nomes diferentes dos deles.

Ainda assim, não tinha a mínima ideia de como abordar ou o que fazer com aqueles dois estranhos. Imaginava que Sasuke também estaria no mesmo dilema quanto a Shino e Kiba...

Largou o aparelho eletrônico sobre a mesa e apoiou o queixo na mão, suspirando. Aquele era, de longe, o desafio mais complicado proposto até o momento.

NOVE – Marquem um encontro com os amigos do seu amor, para que vocês possam conhecer melhor as pessoas que fazem parte da vida um do outro

– Oi, vocês devem ser Karin e Suigetsu. – O sorriso brilhante era acompanhado de bochechas coradas. Hinata expirou baixinho, aliviada por não ter gaguejado. Viu a mulher de cabelos vermelhos empurrar os óculos para cima na ponte do nariz, afastando os fios ruivos dos olhos e levantando-se para cumprimentá-la.

– Meu senhor, como você é bonita! – Karin disse, avançando para beijar-lhe as faces. Hinata sentiu o rosto esquentar mais. – Olha só essa mulher, Suigetsu.

– Sem dúvidas, lindíssima. O bastardo deu sorte. – O homem que a acompanhava levantou-se também, estendendo a mão para a recém-chegada. A Uchiha colocou a mão sobre a do albino, tentando disfarçar o quanto a aparência do homem a deixara impressionada. Sentiu os lábios dele beijarem os nós de seus dedos e desviou o olhar, tímida.

– Se fecha, borboleta – A ruiva ralhou, dando um safanão no marido. – Tu tá muito saidinho pro meu gosto, hein, branquelo. A coitada da Hinata tá até sem graça, olha aí.

– Ela tá sem graça desde que você levantou pra cumprimentá-la com aquele escândalo, sua louca. – Suigetsu retrucou de forma rabugenta, esfregando o braço onde a esposa o agredira. – A moça praticamente só disse oi até agora...

– Deve ser por isso que aquele emo nunca convidou a gente pra casa dele até hoje. A esposa dele é um anjinho e a gente... – Estralou a língua, abanando a cabeça. Então olhou para Hinata e sorriu amarelo, colocando a mão atrás da nuca num gesto que não era estranho à Uchiha – Desculpa.

– T-Tudo bem – Hinata riu, sem conseguir evitar. – Vocês são sempre assim?

– Sim, porque a Karin é doida.

– E o Suigetsu, sem noção. – A mulher completou prontamente, como se fosse um acontecimento totalmente comum eles se alfinetarem o tempo inteiro. Hinata suspeitou que fosse normal mesmo.

– Vocês estão sentados aqui? – A morena perguntou, apontando para a mesa, tentando desviar o assunto.

– Ah, sim. Que falta de educação, a nossa. Senta com a gente, por favor.

Os três se acomodaram e Hinata finalmente reparou no ambiente. Estavam em um barzinho cheio de posteres de bandas de rock clássico ocidental, as paredes escuras, luzes baixas, música ambiente.

Hinata estava tendo dificuldades em imaginar Sasuke ali, principalmente acompanhado daqueles dois.

– A gente vinha muito aqui na época da faculdade, depois da aula. – Suigetsu concedeu espontaneamente a informação, bebendo sua cerveja direto da garrafa long neck. – A gente era uma turma um pouco roqueira...

– Uma galera meio esquizo, na real. Não sei como eu me enfiei no meio de vocês dois.

– Você gosta; se não, não tinha se casado comigo. – Suigetsu piscou par a ruiva, mandando um beijinho no ar.

– Eu devo mesmo ser louca – Karin revirou os olhos, bufando.

– Vocês se conheceram todos na faculdade? Eu não me lembro de ter vocês estudando na mesma escola que a gente no colegial. – Hinata perguntou e depois acenou para o garçom, tentando chamar a atenção dele.

– Ah, eu conheci Sasuke quando eu era pequena. Ele é melhor amigo do meu primo cabeça-oca.

– Você é prima do Naruto-kun? – Hinata perguntou surpresa, abaixando a mão e observando Karin com mais cuidado. Os olhos e cabelos vermelhos não lembravam em nada os fios dourados e olhos brilhantes do Uzumaki. Isso, porém, não fazia da ruiva menos bonita; sua beleza era diferente e chamava a atenção.

– Sou! Eu morava no interior quando era pequena, e ele ia passar as férias lá em casa às vezes. Em um desses verões o Sasuke foi junto.

– E você andando só com macho desde sempre, né, Karin – Suigetsu disse e apesar de o intento ser de repreender, não parecia uma repreensão de jeito nenhum. Hinata riu, porque ela também "andava só com macho desde sempre". Era engraçado como a configuração era a mesma, mas, na prática, o trio de amizade dela e de Sasuke eram tão diferentes.

– Sou culpada desse crime também – A Uchiha confessou, rindo – Mas meus amigos são muito diferentes de vocês. – Ela disse, balançando a cabeça com diversão – E do Sasuke também, claro.

– Você deve ter uns amigos bem nerds que tem profissões chatas, que nem bibliotecários.

– SUIGETSU! RUDE! – Karin berrou, dando um tapa na garrafa que o marido segurava, fazendo a mesma voar da mão dele e cair com um estalido agudo no chão.

Agora Hinata conseguia ver perfeitamente Sasuke interagindo com o casal a sua frente. Aquele tipo de provocação era a cara do marido, muito embora geralmente ele fizesse aquilo direcionado à ela, e não a terceiros que eventualmente fossem o assunto dos dois.

Não que ela se ofendesse. Sabia que tratavam-se de brincadeiras, e sabia lidar com elas também.

– Claro, Suigetsu-san, e posso garantir que nenhum deles tem cabelos brancos e azuis nem gostam de se achar especiais porque tem gostos diferentes dos outros. – Sorriu de forma educada, finalmente conseguindo chamar a atenção do garçom. – Por favor, uma cerveja artesanal da casa.

– Gostei dessa garota. – Ele anunciou, sorrindo com seus dentes estranhamente pontudos.

– Eu também – Karin concordou, pegando um baralho ao qual ninguém tinha dado um pingo de atenção e que estava no canto da mesa. – Vamos jogar?

– Claro.

Hinata sorriu. Gostara deles também.

x

Sasuke estava parado em frente a um prédio com ares de antigo, olhando para o letreiro luminoso que poderia chamar de vintage, se fosse gentil, mas a verdade era que o negócio era velho, mesmo. Lâmpadas brilhavam ritmadamente ao redor da placa, que anunciava, em letras garrafais:

"PSICOPATA AMERICANO

SEGUNDA – 08:30 P.M."

E, logo abaixo, a fachada do estabelecimento, informando que ele estava diante do Cinema Yoko.

Aquele cinema deveria ter uns sessenta anos. Curiosamente, não teve dificuldade de ver Hinata, Shino e Kiba naquele lugar, comendo pipoca cheia de manteiga e assistindo à filmes ocidentais antigos; afinal, os três eram dados às artes.

O Uchiha não conseguia ver vestígio de nenhum dos dois amigos de sua esposa, então se adiantou para a bilheteria e comprou três tíquetes para o filme que começaria dali a dez minutos. Olhou para os bilhetes em sua mão e pensou em comprar algo para comerem, também, mas não o fez. Não queria parecer um baba-ovo bonzinho e simpático – só comprara a entrada para ter algo com o que se ocupar.

Não estava tentando comprar os amigos de Hinata.

– Sasuke – Ele ouviu uma voz chamando-o e viu o peculiar Aburame Shino se aproximando, um Kiba emburrado ao seu lado –, desculpe nosso atraso. Este homem ao meu lado claramente tem problemas com horários.

– Não seja desagradável. – Kiba resmungou, enfiando as mãos nos bolsos do casaco de couro. – Oi, Sasuke. Desculpa por isso.

– Hm. – Ele disse, porque não tinha mesmo muito o que dizer. – Comprei os ingressos.

– Você gosta de pipoca, Sasuke? – Kiba perguntou, sentindo o cheiro característico rondar-lhes. Viu o Uchiha assentir, então assentiu de volta. – Vou buscar pra gente, então. – E saiu.

– Desculpe. Não queríamos começar esse encontro assim. – Shino disse após um instante de um silêncio pesado. – Podemos começar de novo? – Pediu, estendendo a mão.

– Certo, mas pare de fazer parecer que estamos em um encontro romântico fracassado ainda no início – Sasuke concedeu, apertando a mão que lhe era oferecida. Shino sorriu.

– O filme está quase começando – Kiba voltou afobado, escondido atrás de uma montanha de pipoca e refrigerantes, sem parecer de jeito nenhum com o homem emburrado que era há apenas alguns minutos – Vamos, vamos!

Foram. A antiga sala de cinema era pequena e aconchegante, e os poucos assentos não estavam nem perto de serem todos preenchidos. Os três se sentaram na fileira mais alta, Sasuke, Kiba e Shino, nessa ordem.

Os 101 minutos de filme passaram em um piscar de olhos, e, de repente, Sasuke se viu sentado, meio chocado, com os olhos pregados na tela que já não exibia nada.

Kiba riu.

– Vamos, Uchiha. Não tem cena pós-créditos. Agora a gente vai pra segunda parte, que é sentar pra comer e discutir o filme.

Sasuke piscou duas vezes antes de se levantar e seguir o casal para fora do estabelecimento. Sua experiência com cinema se resumia a filmes de herói, então era perfeitamente compreensivo que estivesse um pouco chocado com o longa que tinham acabado de ver, que diferia de tudo o que ele costumava passar os olhos.

– Vocês sempre assistem filmes assim? – Ele perguntou quando se sentaram numa lanchonete pequena que havia ao lado do cinema.

– Inteligentes? Que fazem pensar? Cheios de reviravoltas? – O Inuzuka perguntou, entregando o cardápio que já conhecia de cor para Sasuke.

– Estranhos. – O Uchiha retorquiu, franzindo o cenho para as opções diante de si – Tudo aqui tem a ver com filme?

– Sim – Shino respondeu –, essa lanchonete é como se fosse extensão do cinema. Todas as opções tem o nome de algum clássico.

– Hinata adora – Kiba disse, apontando por cima do cardápio – Ela sempre pede uma poção de Dançando na Chuva, que na verdade são rolinhos de canela.

Sasuke riu.

Kiba e Shino pareceram quase tão chocados com isso quanto Sasuke com o filme que tinham assistido.

– O Uchiha sabe rir – Kiba não se conteve, recebendo um cutucão do marido. – Desculpe.

– Tudo bem, eu realmente não sou de rir. – Ele arqueou uma sobrancelha, voltando a olhar o cardápio – Mas nem eu consegui segurar depois de ler "De volta para o Futuro, Marty MacFly retorna todos os dias para saborear as fritas mais deliciosas da cidade, você vai perder isso?".

– E eu achando que você ia achar o passeio bobo – Shino retorquiu, chamando a garçonete.

– Na verdade, está sendo bem agradável. Inclusive, gostaria de aproveitar e te elogiar pela exposição de Harry Potter, muito bem feita.

– Obrigado, deu muito trabalho – Shino sorriu.

– Muito trabalho? Shino, você quase me deixou LOUCO nos dias anteriores à inauguração!

– Foi uma semana estressante – O outro deu de ombros, e então virou-se para a moça parada diante deles. – O de sempre, por favor, Yumi.

– Claro. E você, senhor? – Ela disse, voltando a atenção para Sasuke.

– Um Sexto Sentido Burguer e um refrigerante de limão, por favor.

– Certo. Com licença.

– Eu acho que vou precisar de terapia depois desse filme – Sasuke se viu puxando assunto naturalmente. Era agradável estar com o casal à sua frente, percebeu.

– Imagine se você assistisse A Pele Que Habito – Kiba comentou, os caninos avantajados aparecendo em seu sorriso. – Mas Psicopata Americano é perturbador também.

– O livro sofreu boicote na América, a editora que iria publicá-lo quebrou contrato com o autor e tudo.

E a conversa deslanchou, enquanto os três comiam, bebiam, debatiam, riam, concordavam e discordavam. Era confortável. Sasuke admitiu que Hinata tinha amigos bons, e Kiba e Shino reconheceram que Sasuke não era apenas uma pedra de gelo corporativa. Nenhum deles viu o tempo passar, até que o celular de Sasuke começou a tocar insistentemente.

– Licença – Ele pediu ao olhar para a tela e ver o nome de Karin brilhando. Levantou-se e afastou-se alguns passos antes de atender. – Alô?

– E aí, bastardo – A voz feminina soou no seu ouvido, e ele revirou os olhos.

– Oi, Karin. O que foi?

– Eu acho melhor você vir buscar sua garota. Ela tá um pouco...

Saaaaaskeeee. – Reconheceu a voz leitosa de Hinata ao fundo. – A Karin num tá deixano eu beber mais.

– Bêbada. – A ruiva completou, rindo. – Cuidado, Hina-chan, senta aí. Suigetsu, dá mais água pra ela.

– Mas eu guero sakê!

– Hinata, toma, é sakê transparente com gosto de água.

– Eu tô bêbada, não tapada, Suigetsu – Ela reclamou ao fundo e o Uchiha ouviu a risada do Hozuki.

– Karin. – A voz de Sasuke soou repreensiva. Ele segurou a ponte do nariz, exalando. – Você embebedou minha esposa.

– Cala a boca, a gente não cometeu nenhum crime. E ela tá bem, tá com a gente. Só não pode dirigir.

– Tá, tá certo. Me manda a localização, eu tô indo.

Sasuke voltou para a mesa, sentando-se.

– Podemos pedir a conta? Preciso ir buscar a Hime, ela ficou bêbada com meus amigos.

– O que? – Kiba perguntou. Shino riu.

x

– O emo chegou – Suigetsu avisou, rindo de alguma coisa que Sasuke não ouvira. Hinata virou-se, mole, e deu um sorriso alcoolizado para o marido.

– Oi, Heika – Ela disse, levantando-se um pouco vacilante. Ele adiantou-se e ela deu dois passos bamboleantes para então jogar os braços ao redor do pescoço dele. – Zeus amigoz zão muito legaizzzz.

– Você também é, Hina-chan. – Karin sorriu com carinho. – Obrigada, nos divertimos muito. E, Sasuke – Ela virou o olhar para o moreno, repentinamente ameaçadora –, cuide direitinho dessa mulher.

– Tsc – Ele estralou a língua para os dois e se virou para ir embora, apoiando Hinata pela cintura. – Tchau.

– Tchaaaaaau – A Uchiha olhou para trás para acenar com uma mão, a outra segurando firmemente na blusa de Sasuke para não cair – Tchau!

– Cuidado com o degrau – Sasuke orientou enquanto escoltava uma Uchiha desequilibrada até o carro. Abriu a porta do automóvel e acomodou a mulher no banco, colocando o cinto de segurança nela e então indo para o próprio assento.

Hinata ligou o som e foi o caminho todo cantando. Sasuke achou engraçado, ela ficava mais desinibida quando bêbada. Cantava alto, batia palmas, fazia dancinhas esquisitas e empolgadas.

– Oi, gatoz – Ela cumprimentou com energia quando chegaram em casa e os felinos vieram recebe-los, cheios de ronronados – Eu eztou bêbada. – Declarou com propriedade, e então riu.

– Vem, Hime. – O homem chamou com carinho, rindo da esposa balançando a cabeça para todo aquele entusiasmo alcóolico.

– Eu num vou conseguir subir az ezcadaz – Ela resmungou, fazendo biquinho para Sasuke.

– Não tem problema – Ele disse e a pegou no colo como se ela fosse uma noiva, eles tivessem acabado de se casar e estivessem chegando à casa nova. Hinata passou os braços ao redor do pescoço do marido, encaixando a cabeça no ombro dele e fungando ali.

– Vozê é tão cheiroso – Ela falou e beijou o pescoço dele, lambendo o local em seguida. – E tem um goztinho bom também. – Um arrepio desceu pela espinha do Uchiha e ele ficou tenso de repente, muito concentrado em subir um degrau de cada vez.

– Hime... – Ele advertiu, finalmente alcançando o último degrau mas sem colocá-la no chão.

– Hmm? – Ele atravessou a passos largos até o quarto enquanto ela continuava a esfregar o nariz na pele sensível entre o queixo e o ombro dele. Ele a depositou com cuidado na cama e estava se afastando, mas ela o segurou pelo pescoço e o fez cair de volta sobre si.

– Fica aqui – Ela pediu, segurando o rosto dele com ambas as mãos, as alças da blusa caindo pelos ombros. Sasuke sustentava o peso de seu corpo tendo uma mão de cada lado dos ombros dela, firmes no colchão. Então, ela o puxou e o beijou.

Hinata era doce mesmo com o seu gosto misturado ao do álcool. A língua dela reivindicou a dele, exigente, e as mãos dela desceram pelo abdômen dele, encontrando a barra da camiseta masculina e entrando por baixo dela, os dedos gelados passeando pela pele quente dele.

Sasuke reprimiu um gemido, quebrando o beijo para olhar nos olhos de Hinata.

– Hime. Você está bêbada. – Ele repreendeu com cuidado, sentando-se e segurando as mãos dela entre as dele com afeto. Ele a queria – claro que a queria, e a queria muito – mas não era nenhum babaca para se aproveitar de uma mulher bêbada.

Mesmo que ela estivesse subindo em seu colo e o forçando com o peso de seu corpo a deitar novamente e beijando seu pescoço, distribuindo mordidas e chupões ali com vontade.

– Hinata. – Ele disse sério, mas ela continuou. Ela desceu, enrolando os dedos nos seguradores do cinto da calça dele, deslizando um pouco para baixo... e então parou. – Hinata?

Ela não respondeu. Sasuke respirou fundo, se acalmando e tentando colocar seus hormônios no lugar, e então ouviu um leve ressonar.

Hinata tinha dormido.