Música: You're Mine (Você é Minha) por Disturbed
Título com trocadilho infame… sei disso, mas não sou uma boa menina. Desde que eu ouvi esta música vi as três brigando por Tatsumi, o Rei do Harém!
Akame Ga Kiru!
A Assassina de Olhos Vermelhos
Mate Mine
Por Kath Klein
'Execução pública?' Akame repetiu entre os dentes enquanto cerrava os punhos com força.
'Exatamente. Eu… eu sinto muito, Akame-chan.' A voz de Pavati era quase um sussurro no beco escuro da capital onde as duas estavam. 'Ele não apresenta machucados graves… ainda… Esdeath tentou convencê-lo a se unir a ela, mas ele recusou.' Soltou um suspiro. 'Ele pelo menos tem culhões… ou é louco mesmo.'
'Quando será a execução?' Perguntou, ignorando o comentário.
'Amanhã. Hoje colocaram os panfletos avisando a população da capital. Eles querem um público grande para o espetáculo de horrores.' Ela falou e ajeitou o capuz que cobria seus cabelos e parte do rosto. 'Eu sinto muito, Akame-chan… não gostaria de ser eu a dar esta notícia para você.'
Akame respirou fundo e soltou o ar devagar. A noite estava fria, condensando parte do ar que saía de seus lábios. 'Najenda estava querendo me deixar fora da capital até a chegada do exército revolucionário.'
Pavati franziu a testa. 'Você desobedeceu uma ordem dela?'
'Mais uma.'
A mulher sorriu de lado. 'Por conta deste rapaz?'
Akame levou uma das mãos até o rosto, cobrindo-o. 'Tatsumi é realmente uma péssima influência.' Soltou sem conseguir esconder a irritação e o medo pela situação de Tatsumi. Arregalou os olhos assustada com a gargalhada estridente de Pavati.
Pavati tentou se controlar colocando as duas mãos na boca e tentando desesperadamente parar de rir. Os olhos chegavam a sair lágrimas incontroláveis.
Akame olhava para ela sem saber o que fazer. Deu alguns passos até a entrada do beco, olhando em volta para ver se alguém se aproximava. Levou a mão direita até a empunhadura de Murasame, pronta para sacar caso fosse necessário. Voltou-se para a amiga. 'O que está acontecendo com você?!' Exclamou alarmada com aquela atitude. Ela só poderia ter enlouquecido! Será que estava tomando drogas como Kurome?
Pavati aos poucos começou a se controlar, ainda ria baixinho. Inutilmente colocava a mão a boca para abafar de forma desesperada seu surto. Parte por se dar conta do que estava acontecendo com Akame e parte de nervosismo pela situação.
Akame se aproximou olhando-a com estranheza quando Pavati parou de rir e secou os olhos com as mãos, para finalmente voltar a fitá-la. 'O quê está acontecendo com você?' Repetiu a pergunta realmente preocupada com a amiga.
A espiã revolucionária balançou a cabeça. 'Estou bem. Está tudo bem…' Ainda falou. Fechou os olhos e respirou fundo tentando se controlar. Quando voltou a abri-los parecia mais controlada. 'Nunca em minha mais louca imaginação imaginei que a veria apaixonada, Akame-chan.'
'O quê?!' Ela exclamou agora alto. Olhou para trás observando por um segundo a saída do beco que estavam. 'Está louca?! Claro que não! Já falei que Tatsumi é um dos nossos. Mania que você tem de distorcer essas coisas…'
'Sei? Distorcer?' Ela voltou a seriedade semicerrando os olhos na jovem a sua frente. Soltou um suspiro. 'Bem que imaginei que Tsukushi-chan nunca teve mesmo chances… você realmente gosta de outra coisa.'
Akame rodou os olhos. 'Esta história de novo?! Você realmente vai vir com ela todas as vezes que a gente se encontrar?'
'Claro! É maravilhoso ver você vermelha sem graça!' Pavati falou, balançando a cabeça de leve. 'Faz me lembrar quando eu a conheci.'
'Aquela garota não existe mais…' Soltou um suspiro. 'Ainda bem, né? Ela matava para o Império, apenas para poder voltar a ver a irmã.'
Pavati tinha o rosto sério agora. 'Najenda está te querendo longe da capital por conta de Kurome. Sua irmã é o único motivo capaz de fazer você desobedecer uma ordem dela. Você perde o prumo e o foco por conta de Kurome.'
'Kurome é o que eu mais amo no mundo! Acha que não tenho o desejo de voltar a conviver com ela como irmãs?!'
'Não seja idiota! Não tem o direito de ser, Akame-chan!' Pavati falou com a voz dura, fazendo a assassina engolir em seco, era raro ouvir a amiga falando naquele tom. Parecia não combinar com ela. Pavati soltou um suspiro. 'Já dei o meu relatório sobre Kurome para Najenda-san. Ela deve ter passado para você, não?' Akame apenas assentiu com a cabeça. 'Fiquei de olho nela este tempo todo, Akame-chan… Sua irmã praticamente vive na cama. Está sempre rodeada pelos dois Jaegers que sobraram, Wave e Run.'
Akame franziu a testa. 'O que eles querem com ela? São amigos? Kurome nunca teve o hábito de ter amigos…'
'O tal do Wave, usuário da Grand Chariot, parece ter sentimentos por sua irmã… não… não… não… não sorria desta forma!' Pavati censurou a morena que sorria de forma doce pensando num possível futuro para Kurome, mas pelo jeito Pavati tinha a mesma opinião de Najenda. Pavati passou a mão no rosto. 'Kurome vive a base de drogas. O Dr. Stylist testou alguma droga mais forte nela… eu não sei direito, Akame-chan… Eu ainda não consigo entender como a mente daquela gente doida funciona mesmo espionando-os a anos…' Ela falava desolada.
Akame tentou relaxar os músculos do pescoço, tentando diminuir a tensão. 'Eu preciso ter esperança, Pavati-chan… Preciso ter esperança sobre Kurome ou parece que não tenho mais razão para viver.'
'Para de falar merda! Você tem muita coisa ainda para fazer e não é por conta da sua irmã. Lembre-se de quantas pessoas você matou por conta desta porcaria de Império! Você precisa continuar a matar por elas, entendeu?!'
Akame fechou os olhos e apenas assentiu com a cabeça. Ficaram em silêncio uma ao lado da outra, olhando para a saída do beco que estavam. A iluminação era fraca, ajudando-as a tentar serem discretas naquele encontro.
'Logo a guarda imperial passará… melhor… eu ir…' Akame começou a falar e estava para dar um passo a frente quando Pavati segurou seu braço com força, impedindo-a de continuar.
'Eu não tenho ninguém no mundo, todos da minha família foram mortos quando a Capital resolveu expandir seus domínios para as terras do norte. Vi meus pais morrerem, minhas irmãs serem violentadas e mortas na minha frente. Meu irmão com menos de cinco anos decapitado. Sobrevivi por covardia. Fingi-me de morta debaixo dos corpos dos meus pais… Não sou forte como você, Akame-chan. A única coisa que consigo fazer bem feito é ser insignificante a ponto de ninguém perceber minha presença e conseguir informações para a revolução…' Ela soltou um suspiro dolorido. 'Não consigo amar… ou pensei que não conseguiria me importar com mais ninguém no mundo. Até que você me mostrou que existe ago chamado força de vontade... ' Pavati virou-se para Akame que a encarou com a testa franzida tentando entender o que a amiga falava. 'Eu verdadeiramente desejo que você seja feliz… mas não posso deixar que você se iluda com relação a saúde física e mental de Kurome.'
Akame assentiu com a cabeça entendendo o que a amiga tentava lhe falar. Sentiu os olhos arderem e engoliu o bolo que sentia se formar na garganta. Kurome estava realmente condenada.
Pavati soltou um suspiro. 'Quando a conheci, você não deveria ter mais de 12 anos. Pescava de forma irracional pegando a maior quantidade de peixe possível para com a venda pudesse comprar carne.' Ela sorriu de leve. 'Sempre achamos que você deveria comprar vestido e prendedores de cabelo como Cornélia-chan ou Tsukushi-chan… mas você só queria saber de carne. Martha teve que lhe dar um vestido para que pudesse deixar de usar aquele uniforme… Você tinha ficado linda com ele.'
Akame balançou a cabeça de leve. 'Martha não era espiã, não é?'
'Não… eu quem era… Mas a missão nunca foi você matar uma espiã, Akame-chan… A missão era que você fosse capaz de matar alguém que gostasse. Martha no fundo foi usada para se aproximar de você, fazer você gostar dela para depois ser obrigada a matá-la. Isso fazia parte do seu treinamento. Você sempre foi a mais gentil dos sete. Você era o mais distante dos discípulos de Gozuki-sama e no entanto era a que mais chamava a atenção dele. Por isso ele lhe treinou para ser a usuária de Murasame e tirar o máximo até ativar sua trump card.'
'Como assim?'
Pavati soltou um suspiro. 'É fácil para um assassino matar pessoas que não dá a mínima. Fácil para um assassino simplesmente matar sem nem saber quem é a pessoa ou por quem tem ódio e rancor. Mas matar alguém por quem tem sentimentos fortes? Aí estamos falando de outra classe. A classe de assassinos por quem Murasame aceita como seu verdadeiro mestre. A classe de assassinos ao qual você se encaixa.'
Akame abaixou o rosto, mordendo o lábio inferior. 'Por que está me contando isso agora, Pavati-chan?'
'Para você não esquecer de como o Império trabalha. Em como ele manipula as pessoas e os sentimentos delas para tirar o maior proveito. Não se iluda, Akame-chan… Kurome é apenas uma carcaça do que já foi um dia. Ela não é mais sua irmã.'
Akame colocou uma das mãos no rosto e secando as lágrimas que lutava de forma desesperada para não derramar.
Pavati respirou fundo. 'Você vai conseguir superar tudo, Akame-chan… Como sempre, você saberá o que é para ser feito, mesmo que pareça ao primeiro instante frieza. Enfim... o rapazinho de olhos verdes…' Ela voltou ao ponto. 'Ele precisa de alguém para salvá-lo, não é?'
Akame precisou de alguns instantes para se dar conta que a espiã falava de Tatsumi.'A-acho que sim.'
Pavati ajeitou novamente o capuz na cabeça. 'Lubbock só perdeu a vida por conta da fraqueza de Miriam… Ela foi uma idiota em se deixar levar pelo desespero e falsas promessas daquele porco do Surya, ele talvez estivesse vivo. Nunca vou traí-la ou a nossa causa, Akame-chan… porque se existe algo que aprendi em ser insignificante para as pessoas, é saber o que é importante para mim. Espero você amanhã… Estarei no momento que você precisar quando for resgatá-lo, mas não se dê ao luxo de morrer. Você deve muito ainda…' Falando isso, fez o mesmo da última vez, antes de se afastar deu um beijo no rosto dela, fazendo-a ficar embaraçada tanto pelas palavras quanto pelo gesto.
Observou Pavati caminhando para fora do beco e deixando-a sozinha com seus pensamentos. Ainda custava a acreditar que não existia nenhuma esperança para Kurome. Tinha lutado contra a irmã, tinha visto toda a loucura que Kurome era capaz de fazer. Precisava estar novamente cara a cara com a irmã para tentar ou talvez aceitar tudo que Pavati e Najenda falaram para ela.
Colocou o capuz por cima da cabeça e fechou melhor o sobretudo, começando a caminhar em direção ao esconderijo dos Night Raids dentro da capital, a livraria da família de Lubbock. Sabia que Najenda e os outros estariam lá, considerando o fracasso da missão de eliminar o primeiro Ministro. Caminhou por cerca de dez minutos nas ruas vazias da Capital. Olhou em volta e viu preso no muro de uma das casas o seu cartaz de procura-se. Desviou os olhos e finalmente viu o que Pavati havia lhe falado sobre o cartaz da execução pública de Tatsumi. O cartaz dela estava ali a pelo menos um ano e nunca conseguiram pegá-la.
Sorriu de lado, não conseguiriam executar Tatsumi. Ela não deixaria que isso acontecesse. Precisava apenas pensar melhor num plano para libertá-lo, aumentando as chances dos dois saírem vivos. Ela tinha ainda muito o que fazer, conforme Pavati a lembrou bem. Não podia morrer tentando salvá-lo. Tinha que aumentar suas chances de sair viva com Tatsumi e só conseguiria isso com ajuda dos outros Night Raids.
I've begun to realize
Eu comecei a entender
That I'm better when I am with you
Que eu sou melhor quando estou com você
You deliver me from the pain in my life
Você me livra da dor na minha vida
Parou em frente a livraria de Lubbock e levantou o rosto vendo a placa com o nome do estabelecimento. Lubbock tinha lhe dito que gostaria de continuar com aquele lugar, vendendo livros, tendo uma vida tranquila ao lado da mulher que amava. Queria filhos. Sorriu de forma triste lembrando-se do amigo. Ele tinha tantos planos tão mais belos e tão mais importantes que ela que não pode deixar de pensar que era injusto ela ainda estar viva e ele não. Balançou a cabeça com força. Ela vingaria Lubbock. O amigo não pode realizar seus sonhos, mas ela lutaria com todas as forças para que outras pessoas, outros rapazes pudessem encontrar a paz e tranquilidade para poderem se casar com as mulheres que amavam e viverem num país bem diferente daquele que combatiam.
Levantou o braço e abriu a porta da frente do estabelecimento. Estava escuro e silencioso. Franziu a testa de leve olhando para os lados. Os companheiros deveriam estar verificando a situação na capital. Tirou o sobretudo e pendurou numa das cadeiras do local, logo retirando as proteções nos antebraços. Ouviu passos vindo do porão, franziu a testa e caminhou até a passagem para o porão, logo encontrando Mine que carregava Pumpkin nas costas.
Mine a encarou. Primeiro surpresa por vê-la ali. Najenda havia lhe dito que Akame seguiria para o Sul e chegaria na capital junto com o vice-rei e parte do exército revolucionário. Franziu a testa, deduzindo que a morena voltou assim que soube sobre a execução de Tatsumi.
'Não me impeça.' Mine falou de forma decidida. 'Eu vou de qualquer forma.'
Akame inclinou a cabeça de leve observando-a. 'Se for agora provavelmente será pega em alguma armadilha, não acha?'
'Eu já sei. Não é preciso que me diga.' Mine rebateu. 'Mas simplesmente não posso deixar Tatsumi ser executado!'
Akame não conseguiu evitar que um sorriso sarcástico brotasse em seus lábios. 'Como você está diferente…' Comentou, no fundo estava feliz ao perceber aquela mudança no comportamento da companheira. 'Uma vez, foi você que tentou me deter.'
Mine desviou os olhos dela. 'Para mim ele é uma outra pessoa agora.'
Tinha impressão de que a amiga estava interessada em Tatsumi, tinha percebido assim como todos que Mine não gritava mais com o rapaz como antes. Nos últimos tempos sempre procurava estar perto dele, falando de forma mais calma e com o tom carinhoso. Talvez quando tudo terminasse, eles poderiam ter uma chance para se conhecerem melhor e quem sabe… Desviou os olhos de Mine… Talvez Tatsumi tivesse os mesmos sonhos de Lubbock. Casar com a mulher que amava, ter filhos… talvez até voltar para sua vila natal e viver de forma tranquila com sua família. Mine também merecia ser feliz.
Easy now to recognize
Agora é fácil de se reconhecer
All the misery I have been through
Toda a miséria que eu passei
It was beating me to submission
Estava me batendo para submissão
'Til the day you arrived
Até o dia que você chegou
'Eu vou te ajudar. Vou com você.' Akame falou fazendo Mine arregalar os olhos e fitá-la surpresa.
'Não tem motivo para você se arriscar. Enlouqueceu?'
Akame franziu a testa. Mine tinha uma péssima memória ou agora estava agindo como idiota. 'Você fala que o vê de forma diferente. Talvez da forma que sempre o vi. Então aqui a única louca é você!' Falou irritada. 'Se trabalharmos juntas nossas chances de sobreviver são maiores.'
Suddenly I felt alive
De repente eu me senti vivo
Strength I had lost was revived
A força que tinha perdido foi revivida
And building inside
E construída por dentro
And we both know why
E nós dois sabemos porquê
Mine a encarou alguns instantes com o rosto sério, mas logo abriu um sorriso sarcástico. 'Você também ficou mais mole, hein?'
Akame rodou os olhos. 'Não sou obrigada a ouvir isso de você.'
'Está bem. Está bem… Não sou tão boba assim.' Mine falou subindo os degraus. 'Já que se dispõe a ir, então vamos…'
'Já terminaram a discussão de quem vai ficar com aquele baka depois que o libertarmos?' Ouviram a voz zombeteira de Leone que logo apareceu no alto da escada. Ela havia chegado um pouco depois de Akame.
Leone estava com os braços cruzados encarando as duas de forma zombeteira. 'Quem será que vai ficar com Tatsumi no final, hein? Posso entrar na disputa?'
Akame soltou um suspiro desolada. 'Você não tem jeito.'
A loira soltou uma gargalhada gostosa. Pelo que constatava o jeitinho caipira, ingênuo e bobo de Tatsumi tinha conquistado a todas, até a doida da Esdeath.
'Fui eu que achei e recrutei aquele baka.' A loira falou dando de ombros, fitou Akame por alguns instantes e soltou um suspiro. Lembrava-se bem que a morena era contra a entrada de Tatsumi no grupo. 'Se eu deixá-lo ser executado acabarei ficando com remorso… ainda mais porque deixei de ouvir uma amiga tentando me alertar que ele não era um bom assassino.'
'Então você vai conosco?' Mine perguntou, surpresa.
'Você está bem lerda, Mine. Claro que vou!'
Leone virou-se para trás encarando Najenda que havia chegado junto com ela no esconderijo e ouvido a discussão das duas integrantes do grupo. 'Considerando a situação, Boss, acho que não tentará nos deter, não é?'
Najenda soltou um suspiro. 'Tentar deter quem?' Ela falou dando uma passo a frente, observando as duas subirem até o salão principal da livraria de Lubbock. 'Esta execução pública tem como objetivo derrubar a moral da força revolucionária. É nosso dever interrompê-la.' Tentou ser objetiva. 'Sem contar que Incursio pode ser de grande importância para a batalha final. É uma das teigus mais poderosas.'
Leone se virou para ela e deu uma piscadinha. 'Ora, ora, você não está sendo sincera…' Falou fazendo Najenda estreitar os olhos nela que balançou a mão à frente do rosto. 'Ah deixa para lá…'
'Está decidido então.' Boss falou com a voz assertiva observando o trio a sua frente. 'Faremos o resgate de Tatsumi numa missão de emergência.' Ela virou-se para Akame e franziu a testa. 'Mas faremos de forma estratégica e não irracional. Entenderam?'
Mine assentiu com a cabeça sorrindo. Sabia que agora teria mais chances de salvar Tatsumi daquela execução. Desviou os olhos para Akame pensando que ela não deveria estar ali, Najenda tinha a designado para acompanhar o vice-rei do sul quando o exército viesse para invadir a capital. Akame parecia uma caixa de surpresas.
Mine sabia que poderia contar sempre com ela, mas nunca sabia exatamente o que esperar dela. Murasame estava presa em sua cintura fina e reparou que ela apenas retirou as proteções dos antebraços deixando-os em cima de algum móvel da livraria junto com o sobretudo coberto de poeira. Será mesmo que ela tinha voltado por conta de Tatsumi? Ou por Kurome? Ela teria realmente desobedecido mais uma ordem de Boss? Franziu a testa. No fundo, agora não gostava da proximidade de Akame e Tatsumi. Agora aquela proximidade lhe incomodava.
Cause you're mine
Por que você é minha
I knew I could be whole if
Eu sabia que eu poderia estar completo se
You were mine
Você fosse minha
I'll vanquish any foe because you're mine
Irei derrotar todos meus inimigos porque você é minha
Najenda acendeu um cigarro e caminhou pela sala da livraria, sentando-se no sofá e solicitando a todos que fizessem o mesmo. 'Não temos muito tempo para traçar um plano. Precisamos nos apressar. Se está aqui Akame, provavelmente foi porque se encontrou com Pavati, não?'
Akame sentou-se a frente de Najenda. 'Exatamente.'
Najenda sorriu de lado. 'Que informações ela passou para você?'
'A execução será amanhã pela manhã, conforme os cartazes que espalharam.' Ela soltou um suspiro ajeitando o corpo. 'Tatsumi está na masmorra. Soube que Esdeath chegou hoje também da expedição e falou com ele.'
Mine virou-se para ela. 'O que ela fez com ele?'
'Deve ter tirado uma casquinha, aquela sádica louca.' Leone falou com a voz séria, o que era bem difícil de acontecer.
Akame fitou Leone. 'Talvez…' Depois soltou um suspiro cansado. Tinha viajado o dia inteiro sem parar para chegar na capital. Estava cansada, as roupas ainda sujas de poeira pela viagem feita de forma quase desesperada. Ela passou uma das mãos no rosto, fechando os olhos e tentando relaxar os ombros.
Leone acompanhou os movimentos da amiga. Ela estava exausta. 'Como soube do resultado da missão?' Leone perguntou, estreitando os olhos nela.
A morena arregalou os olhos de leve, fitou por um instante Leone e depois desviou os olhos da amiga. Sabia que Leone tinha aquele sexto sentido aguçado demais. Parecia que lia a mente das pessoas através dos olhos, no fundo sentia como se não conseguisse esconder nenhum segredo dela, o que era bem incômodo já que a loira adorava colocá-la em situação constrangedora. 'Eu apenas… presenti… apenas isso, Leone.'
'Ora, ora… e eu que sempre pensei que tivesse um bom sexto sentido.' Ela falou meneando a cabeça. 'Mas você só tem isso com ele, não é?'
'Isso não vem ao caso, Leone.' Akame falou e percebeu que Mine se ajeitou no sofá, incomodada. Olhou para Najenda que mantinha-se calada observando-a. Sabia que quando aquilo acabasse provavelmente receberia um bom sermão dela por ter sido novamente insubordinada.
Leone olhou de uma para outra. No fundo estava se divertindo com a situação.
Najenda pensou que era hora de traçarem um plano. 'Sabe-se que o comandante Budou estará presente na execução assim como Esdeath. Pelas informações que tivemos, será a própria Esdeath que se encarregará da decapitação…'
'Sádica como sempre…' Leone sibilou.
'Comandante Budou?' Mine perguntou, não conhecia aquele nome.
'Budou é o oficial de mais alto escalão do Exército Imperial.' Akame começou a passar as informações que havia pego com Pavati e também que conhecia do tempo que trabalhou para o Império. 'Ele é responsável por toda a guarda imperial. E é um usuário de Teigu cujo o nome é Adramelec.'
'Adramelec é uma teigu em forma de luvas que faz com que o usuário tenha como poder a manipulação da eletricidade. É uma arma imperial muito destrutiva e poderosa, assim como o seu usuário. Precisamos ter cuidado, pois enfrentaremos dois adversários poderosos na linha de frente.' Najenda completou as informações.
'Caramba!' Leone exclamou.
'Susanoo.' Najenda chamou o grandão que estava atrás dela. 'Está com nosso trunfo preparado?'
'Sim. Quando der a ordem posso invocar minha trump card.'
'Ótimo.' A ex-general imperial falou satisfeita. 'Possivelmente enfrentaremos Esdeath. Será a melhor estratégia separá-la de Budou. Enfrentar os dois juntos é suicídio.'
'O que pretende fazer, Boss?' Leone perguntou inclinando o corpo a frente.
Susanoo abriu um mapa da arena principal da capital e onde estava marcada a execução. Akame e Mine também inclinaram o corpo a frente observando a planta baixa.
'Acredito que Lubbock tenha conseguido instalar os explosivos nos lugares que estão assinalados com pontos vermelhos. Era planejado acioná-los quando o exército revolucionário invadisse a capital, mas servirá para nossos propósitos.' Ela falou, cruzando as pernas e esticando o corpo enquanto as três observavam o mapa com interesse. 'Outros explosivos foram plantados pela capital por Mine e Leone que poderam ser usados para nosso propósito mais adiante.'
'Lubba era incrível.' Leone soltou com um sorrisinho de lado.
Najenda assentiu. 'Escolhemos os pontos mais sensíveis dentro da estrutura do Palácio e arredores e que provocaram um grande impacto, destruição e principalmente, desnorteio das forças imperiais.'
'Um grande número de soldados foram deslocados já com receio do exército revolucionário.'
'Exatamente.' Najenda concordou. 'Temos a guarda pessoal do imperador que é composta por homens fortes e não sabemos se alguns são possuidores de teigus ou não. Temos Budou e Esdeath… além dos Jaegers.'
Akame se ajeitou na cadeira e fitou os joelhos por alguns instantes antes de voltar a encarar Najenda. 'Pavati me falou que Kurome está debilitada, e os outros dois que restaram foram praticamente esquecidos por Esdeath.'
'Mas eles podem intervir, não?'
Akame meneou a cabeça. 'Pelas as informações que tive, o usuário da Grand Chariot não sai de perto de Kurome.' Ela falou se forçando a não sorrir de satisfação por saber disso.
'O outro é o usuário de Mastema, Run…'
'Mastema?!' Akame perguntou, intrigada.
'Sim… você o conhece?' Najenda perguntou, avaliando a companheira.
Akame respirou fundo soltando o ar devagar. Estava realmente confusa sobre o seu encontro com o usuário daquela arma imperial. 'Eu o encontrei uma vez, logo depois que havia enfrentado Ibara, no cemitério onde encontramos a entrada para o túnel de fuga de Borick em Kyoroch.'
'Você lutou contra ele?'
Akame respondeu negando com a cabeça a pergunta de Leone. 'Ele me atacou e eu apenas desviei do ataque, quando pensei que travaria uma luta, ele apenas falou que estava ali para me conhecer e ver minha luta com Murasame contra Ibara. Ele… me pareceu… muito… estranho…' Ela falou, franzindo a testa e colocando um dedo no queixo, pensativa. Realmente estava tentando entender o que aquele homem queria com ela naquele dia.
'Eu levantei a ficha dele.' Najenda chamou a atenção. 'Não vou entrar em detalhes, mas acredito que talvez tanto ele quanto o marinheiro se entenderem o que está acontecendo podem se unir a nós.'
Akame fechou as mãos sobre os joelhos pensando que gostaria de ter aquela esperança com relação a Kurome.
'Kurome está debilitada e não tentará nos enfrentar. Acredito que os Jaegers não serão um problema a ser enfrentado.' Boss esclareceu. 'No entanto, precisamos além de resgatar Tatsumi, recuperar Incursio.'
'Bom ponto.' Leone concordou. 'Como poderemos fazer isso?'
Najenda apagou o cigarro, amassando-o contra o cinzeiro na mesa enquanto observava a planta da arena. 'Isso é um complicador. Não sabemos exatamente onde Incursio pode estar guardada pelo Império.'
'Eu a pego.' Akame falou de repente fazendo as três virarem-se para ela.
Najenda franziu a testa. 'Tem certeza? Você terá que entrar sozinha no palácio para tentar encontrá-la. Não teremos muito tempo.'
'Sou a mais rápida. Sei que conseguirei achá-la. E caso, não consiga. Vocês resgatam Tatsumi e podem me deixar para trás. Eu saberei agir sozinha.'
'Não pretendo trocar você por Tatsumi, Akame.' Najenda falou séria. 'Se eu for racional, ter você como adversária de Esdeath aumenta minhas chances de vitória.'
Akame franziu a testa. 'Como eu falei, Boss. A prioridade é o resgate de Tatsumi. Eu saberei como sair do palácio… sei que terei ajuda.'
Najenda soltou um riso e balançou a cabeça de leve. 'Você já armou tudo com Pavati, não é?'
A morena deu de ombros. 'Sei que ela vai me ajudar… como sempre. Além disso, ela vai ficar de olho para que eu não vá atrás de Kurome. Pavati acha que ando sentimental demais…' Falou levantando de leve os braços e ao lado do corpo.
Leone ergueu uma sobrancelha. 'E ela não está certa, Akame?'
Akame estreitou os olhos na amiga. 'O que ela vê de romance, você vê de sacanagem.'
Ela se fez de ofendida. 'Oh! Acha mesmo isso de mim? Não sou eu que estava brigando para decidir quem vai ficar com aquele baka depois que salvarmos das perversões de Esdeath.'
Akame rolou os olhos. Leone não tinha jeito. Mesmo a situação exigindo seriedade ela só pensava nisso.
'Eu ficarei encarregada de libertar ele.' Mine falou colocando-se em pé. 'Pumpkin é uma arma de longo alcance. Ficarei num ponto estratégico e impedirei a execução.'
Leone soltou uma risadinha. 'Pelo jeito quer mesmo salvar Tatsumi em grande estilo, não é Mine?'
'Oras essa! Estou tentando ser objetiva.' Rebateu sem esconder a irritação.
A loira riu e balançou as mãos a frente, depois olhou para Najenda. 'Suponho que você vai querer acertar as coisas com Esdeath, não?'
Najenda não conseguiu evitar que um sorriso perigoso surgisse no canto de seus lábios. 'Vou acabar com ela e com todos aqueles porcos. Nós vamos acabar com eles… todos eles.' Ela pegou algo que estava a seu lado e ergueu o braço. Akame sorriu reconhecendo o objeto que pertencia antes a Lubba. 'Devemos triunfar em prol dos nossos companheiros falecidos.' Boss fechou os olhos e naquela hora, Akame não precisava ter o sexto sentido de Leone para saber que aquela mulher forte a sua frente estava sofrendo calada . 'Que eles descanse em paz... Lubbock.'
Akame olhou para Leone que sorriu de leve. Najenda era uma mulher incrível.
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Akame ouviu o povo que ovacionava o Imperador depois de um discurso que estava na cara que havia sido preparado pelo Primeiro Ministro. Endireitou o corpo pensando que as pessoas de uma maneira geral eram bem covardes. Estavam todas sendo oprimidas pelo moleque e pelo velho, mas em vez de mostrarem sua revolta e se juntarem para se salvarem, era muito mais cômodo se encolherem pelo medo e acreditarem que aquele tipo de bajulação pouparia suas vidas da ganância e sadismo deles.
Najenda havia lhe pedido para invadir apenas quando elas atacassem para que a guarda imperial fosse deslocada para a arena. Infelizmente, ela tinha desobedecido novamente sua supervisora. Cortou a espada no ar, limpando-a do sangue que escorria por ela. Ela sempre fora uma assassina das sombras, mesmo a luz do dia, ela conseguia se estreitar pelas parcas sombras e fazer seu trabalho. Olhou para o lado vendo os soldados imperiais mortos e encostados no muro.
Continuou a caminhar em volta da arena principal matando um por um. Quando atacassem, seus companheiros só deveriam se preocupar com Esdeath e Budou. Apesar da missão ser apenas resgatar Tatsumi, acabar com aqueles dois pilares estruturais do Império avançaria muito a revolução.
'Akame…' Mine veio correndo atrás dela, olhando para os corpos. 'Vo-você os matou? Todos?'
'Vá por esta entrada, e suba a escada.' Falou apontando. 'Você conseguirá chegar até um dos pontos mais alto da arquibancada. Terá visão privilegiada.' Ela falou sem responder as perguntas da companheira. 'Mantenha-se viva, Mine.' Falou encarando a jovem.
Mine ajeitou o corpo. Era impressionante como Akame conseguia matar de forma tão rápida e silenciosa, apesar que a gritaria da arena também ajudava e muito a abafar qualquer outro som.
'Você também, Akame. Mantenha-se viva. Vamos salvar Tatsumi.'
Ela assentiu com a cabeça e já correu se afastando de Mine. Ainda tinha a entrada principal para atacar que provavelmente era protegida por mais guardas. Aproximou-se, escondendo-se atrás de um grande pilar. Tinha recebido uma mensagem de Pavati informando que o depósito de armas imperiais era naquele setor. Ela não tinha certeza, já que as armas eram sempre bem escondidas e quem tinha acesso a elas eram pouquíssimas pessoas além do primeiro ministro. Ela como uma servente, nunca teria acesso. No entanto, Pavati era habilidosa na arte da espionagem e ela conseguia passar de forma tão discreta e tão escorregadia que sua presença era ignorada.
Apertou a empunhadura de Murasame com força. Tinha que ser mais rápida do que nunca. Sabia que sua missão era apenas pegar Incursio e se encontrar com os outros no esconderijo dos Night Raids, no entanto, não era isso que estava nos planos dela.
Estreitou os olhos, contando os oponentes. Exatos dezesseis homens. Não eram fortes, alguns tinham armas de fogo. Isso seria interessante. Assim que um passou perto dela, começou o massacre.
Akame levantou Murasame acima da sua cabeça e deu um passo a frente, atacando o primeiro soldado pelas costas e simplesmente cortando-o de cima a baixo, fazendo os seus dois lados caírem ao chão como dois pedaços de carne. Ela era uma assassina, não era uma espadachim com honra como Izou havia falado. Estava de saco cheio. Tatsumi estava em perigo, todos seus companheiros estavam se colocando em risco. Não era hora de pensar em honra e atos de heroísmos.
Girou o corpo, aumentando sua força com a inércia e golpeando fortemente o segundo que nem teve tempo de puxar a espada que tinha na cintura.
Ouviu o barulho de engatilhamento da arma e virou o rosto para a direita olhando sobre o ombro um dos guardas apontando a arma para ela. Se jogou a frente, fazendo um rolamento e ouvindo os tiros e os gritos. O idiota atirou na direção dela, e cego de medo e desespero acertou os companheiros que estavam no sentido oposto a ele.
Ela se levantou, protegendo-se atrás de um dos pilares. Os tiros acertando a estrutura de concreto arrancando-lhe pedaços que voavam pelo ar. Assim que a munição acabou, ela deu um passo, saindo do esconderijo e jogando Murasame na direção do atirador que foi acertado pela perigosa katana entre os olhos, tombando para trás.
Um adversário, tentou acertá-la com a espada pela direita. Ela saltou saindo do alcance da arma dele, e assim que pousou no chão, teve que desviar do ataque de um outro. Abaixou-se de leve, e estendeu a perna, girando e atingindo-o na altura do abdômen com força, fazendo-o ser arremessado longe. Mal terminou o movimento do golpe, vou obrigada a inclinar-se para trás, para evitar mais um ataque e impulsionou as pernas para golpeá-los enquanto fazia a cambalhota para trás.
Novamente foi obrigada a desviar do ataque de outros dois adversários. Conseguiu atingir um com força com dois potentes golpes no tronco dele, completando com uma gancho fazendo-o ser jogado para trás com o rosto encharcado de sangue. O outro, quando foi acertado por um chute alto dela já havia tombado no chão.
Um soldado com aparência mais velha, começou a atirar na direção dela. Akame movimentou-se para a direita e para esquerda, desviando de forma precisa de cada projétil. Passou ao lado do que havia tombado com Murasame cravada no seu rosto, pegou a empunhadura da espada e aproximou-se do atirador. Assim que ele estava ao seu alcance, freou o movimento, arrastando os pés alguns centímetros, e com um corte de baixo para cima, cortou-o ao meio jorrando sangue para os lados.
Ela virou-se para trás e observou os últimos soldados que a observavam aterrorizados. Inclinou a cabeça de um lado para o outro, sem tirar os olhos deles enquanto girou Murasame na mão direita. Flexionou os joelhos levantou sua teigu para o lado direito do rosto e avançou na direção deles, degolando-os de forma rápida para continuar seu caminho.
Assim que todos estavam mortos espalhados pelo chão, foi em direção ao portal principal e o empurrou observando o ambiente amplo e ricamente decorado. Logo um novo contingente de homens se formou a frente dela.
Ela observou os novos alvos com desprezo. Um imenso desprezo a vida daqueles homens. O plano de Najenda era que ela não lutasse, apenas penetrasse na fortaleza do Império para buscar Incursio. Mas não era isso que ela queria. No fundo, não podia controlar o que realmente era. Empunhou Murasame sem tirar os olhos dos seus alvos. 'Não vou lutar… Humph… apenas eliminar.'
Não deu nem tempo de alguns sacarem as armas e ela já tinha mutilado-os fazendo que uma pilha enorme de pedaços de corpos se espalhasse pelo luxuoso recinto.
O cheiro de sangue fresco e morte circulava pelo lugar, que mais parecia um matadouro humano, onde existia apenas um carrasco.
Talvez pelo nervosismo, pela adrenalina, ou simplesmente pela quantidade de sangue que havia visto jorrar em jatos a sua frente em tanto pouco tempo, Akame sentia de alguma forma que havia voltado a ser quem era antes.
'Renda-se!' Um dos homens gritou para ela.
Akame estreitou os olhos nos nove alvos restantes a sua frente. Deu alguns passos a frente, apertando a empunhadura de Murasame..
Abaixou o rosto, flexionando os joelhos de leve e pegando um novo impulso para avançar na direção deles, desviando dos ataques desesperados de alguns enquanto decapitava, mutilava, degolava. Era um verdadeiro demônio da morte para aqueles homens que haviam cruzado seu caminho.
Ela saltou em direção ao último que tentou se proteger com sua espada, mas foi golpeado de maneira tão forte, que sua espada assim como seu corpo foi cortado ao meio por Murasame.
Akame ergue o corpo e olhou em volta o piso coberto de vermelho, assim como as paredes do local. Franziu a testa, trincando os dentes pensando para onde seria o arsenal das teigus. Deveria ter deixado um vivo para torturá-lo até lhe dizer onde era.
Ouviu um barulho na lateral e sorriu, aliviada por achar um sobrevivente que poderia arrancar a informação que queria. Como havia se escondido, era o mais covarde. Covardes sempre eram os que soltavam a língua com apenas alguns socos. Correu na direção do local e estava para golpear o intruso quando arregalou os olhos, finalmente reconhecendo o vulto que tentava se esconder nas sombras dos altos pilares do salão.
'Aka-Akame… Akame-chan…' Ela ouviu seu nome sussurrado.
Deu um passo para trás, abaixando Murasame do pescoço de Pavati que a olhava com os olhos mostrando tanto pânico que fazia ter certeza do que realmente era: um demônio.
Akame engoliu em seco. Pavati sabia quem ela era: Uma assassina, uma genocida…. Mas a mulher nunca havia visto-a matando, apenas ouvi as histórias, os relatos e algumas vezes os corpos que Akame havia deixado pelo seu caminho. Talvez Pavati nunca tivesse realmente a associado aquele demônio odiado e temido por todos.
Ouviu-se o barulho alto de explosões sequências. Akame franziu a testa, reconheceu o barulho de Pumpkin e logo depois de explosivos. Provavelmente Najenda já estava atacando junto com Mine, esperava que tivesse matados todos, ou pelo menos uma grande parte da guarda imperial que protegia a arena para que elas não se preocupassem com peixes pequenos.
'Pavati-chan… Preciso achar o arsenal de armas imperiais.' Akame pediu quase em súplica. Sabia que a amiga estava ali justamente para ajudá-la no entanto parecia que ela estava em estado de choque ainda. 'Por favor…'
Pavati balançou a cabeça com força. Parecia querer jogar para fora alguma coisa de sua mente. Passou a mão no rosto e depois voltou-se para Akame. 'Venha comigo.' Ela ordenou começando a correr e sendo seguida pela assassina.
A Espiã revolucionária chegou a escorrer quando passou correndo pelas poças de sangue espalhadas pelo piso do salão, obrigando Akame a segurá-la.
'Precisa firmar os pés quando passar pelo sangue, ou desviar.' Akame a instruiu.
Pavati olhou para ela sobre o ombro direito. Abriu a boca para falar algo, mas pelo jeito havia desistido. Voltou a correr, desviando das poças conforme a recomendação dela. Atravessaram uma pesada porta e chegaram a um corredor longo e vazio.
Pavati estranhou mas logo deduziu que provavelmente os guardas foram deslocados por conta das explosões para proteger o moleque o o porco. 'Vamos.'
Correram pelo corredor longo, passando por várias portas fechadas. Viraram a esquerda descendo por uma longa escadaria de pedra com as paredes revestidas também de granito. Pavati apoiava uma das mãos nas paredes tentando descer de forma mais rápida até o final da escadaria.
'Me informaram que era por aqui. Espero estar certa.'
'Quem lhe informou isso?'
'Um oficial.' A espiã respondeu.
'Ele pode ter mentido.'
Pavati solto uma risadinha. 'Homens não constumam mentir depois de alguns copos de bebida e na cama com uma mulher... Cada um usa as armas que tem.'
Akame apertou mais forte a empunhadura de Murasame. Descia os degraus também de forma apressada atrás da amiga. Voltou a ouvir explosões ao longe que reverberam nas paredes. Não reconhecia o barulho então deduziu que possivelmente eram explosões provocadas por Adramelec, a teigu do general Budou. Sentiu uma gota de suor escorrer pelo seu rosto de nervosismo. Sabia que tinha como missão apenas pegar Incusio em fugir, mas não era isso que queria.
Assim que chegaram ao final da escadaria encontraram uma câmara média.
'Está vazia!' Pavati exclamou feliz. 'Devem ter deslocado os guardas.' Correu em direção a porta quando foi empurrada com força para trás, sem nem conseguir entender o que tinha acontecido. Caiu de costa no chão com força e quando levantou o rosto viu Akame a sua frente. Murasame em contato com outra lâmina perigosa, os dois adversários medindo forças, até que o homem saltou para trás e finalmente Pavati conseguiu ver seu rosto, arregalando os olhos.
'Najasho-kun?' Perguntou ainda incerta.
O rapaz desviou os olhos dourados de Akame e fitou Pavati que não conseguia se levantar tamanho o susto em revê-lo. Najasho levantou o canto dos lábios, num sorriso maldoso. 'Oras… então você era a espiã…' Voltou-se para Akame. 'Você matou a pessoa errada, Akame-chan. Ou quem sabe tanto ela quanto Martha deveriam ser eliminadas.'
Akame ainda estava com Murasame a sua frente, olhando para ele por cima da perigosa lâmina. 'Então você não morreu… Najasho-kun.'
Ele balançou a cabeça de leve. 'Você sempre teve dificuldade de me chamar de "Chefe" como os outros, não é?' Estreitou os olhos nela. 'Sempre a considerei peixe pequeno, Akame-chan. Realmente me surpreendeu saber que Papai colocou-a como líder da Elite depois que me abandonaram naquele fosso.'
'Poney-chan pensou que estivesse morto.'
'Ela é quem deveria. Fui um idiota em optar por salvá-la.'
'Foi uma decisão sua.'
'Que você soube aproveitar muito bem, pegando o meu lugar. Empunhando a espada que deveria ser minha.' Ele falou levantando a espada na direção dela. 'Mas outra teigu me aceitou. Murasame não representa mais nada para mim.'
Akame percebeu a mentira nas palavras dele. Gostaria de tentar convencer o antigo companheiro sobre a lavagem cerebral que estavam, mas não tinha tempo. Trincou os dentes.
'Najasho-kun… não tenho tempo para resolver isso com você agora.' Ela falou. 'Deixemos uma luta entre nós para outra hora.'
'Só um de nós sairá vivo desta câmara.' Ele falou já avançando em direção a ela.
Akame pensou em desviar do ataque dele, mas ficou com receio do ex-colega atingir Pavati. Defendeu com Murasame as estocadas violentas e sequenciadas de Najasho tentando acertá-la.
'Afaste-se Pavati-chan!' Akame gritou e foi obedecida prontamente.
Assim que percebeu que a espiã estava segura, semicerrou os olhos em Najasho. Não dava para tentar negociar ou convencê-lo de se juntar a ela ou deixar o acerto de qualquer mágoa pra depois. Começou a atacar assim que viu a falha do ataque dele.
As duas espadas se chocaram com violência, considerando que os dois foram discípulos do mesmo mestre e possuíam estilo de luta muito parecidos.
Akame tentou acertar Najasho pela esquerda, que defendeu do ataque, não quis medir força novamente com o ex-colega, precisava finalizar aquela luta o quanto antes. Deu uma passo para o lado e tentou acertá-lo pelo outro lado, formando um arco perigoso com Murasame. O rapaz saltou para trás ficando fora do alcance da lâmina, mas Akame novamente se aproximou dele voltando desferir golpes fortes contra ele e fazendo as lâminas faíscarem.
Najasho era obrigado a dar alguns passos para trás tentando se defender das estocadas da jovem, trincou os dentes, irritado por perceber a superioridade dela. Odiava Akame por ter sido a sucessora daquele que admirava mais do que como mestre, mas como pai.
Tomado pela fúria, ele acertou tão forte Akame que se protegeu com as proteções de seus antebraços e sentiu que seus pés haviam sido arrastados por alguns metros. Ela arregalou os olhos percebendo a energia que envolvia tanto a teigu dele quanto o próprio rapaz, que logo voltou a se aproximar dela.
Akame desviou do ataque dele, fazendo o rapaz acertar com tudo um dos pilares da câmara, destruindo-o. Ela sentiu quando um pedaço da estrutura atingiu seu ombro, machucando-o. Assim que voltou a fitar Najasho, ele estava praticamente na sua frente já descendo a espada para cortá-la de cima a baixo.
Akame levantou Murasame, e foi necessário se ajoelhar segurando com as duas mãos a empunhadura de sua arma para evitar de ser atingida.
'Morra, Akame!' Ele gritou raivoso, forçando a espada para baixo.
Os dois fitaram-se através das lâminas.
'Najasho-kun…' Ela sussurrou o nome dele. Trincou os dentes, pensando que não dava mais. Não podia perder mais tempo ali. Empurrou-o com mais força fazendo-o se afastar dela, e girou o corpo acertando-o com um chute alto e lançando-o contra a parede próxima. 'Eliminar.'
Been betrayed too many times
Fui traído muitas vezes
Didn't think I would ever recover
Não achei que eu nunca iria me recuperar
Let it haunt me for the rest of my life
Deixei-me assombrar pelo resto da minha vida
Nashajo tentou se recompor mas Akame não deu mais tempo, avançou na direção dele e com apenas um corte preciso e poderoso, arrancou-lhe a cabeça fazendo-a rolar pela câmara. O corpo caiu sem vida no chão a frente dela e uma poça de sangue escorreu sujando a sola dos seus sapatos.
Ela deu dois passos para trás. O silêncio agora era quase ensurdecedor.
Pavati se aproximou dela devagar e tocou seu ombro. 'Vamos. O que procura está atrás daquela porta.'
Akame assentiu e fazendo um movimento brusco com a espada para limpar o sangue que a sujava antes de guardá-la na proteção. Virou-se e com apenas um chute forte conseguiu quebrar a fechadura abrindo a pesada porta que lacrava as teigus. Entrou no recinto e olhou em volta, observando algumas armas imperiais. Logo seus olhos cravaram em Incurso que repousava na mesa central.
'Achei…' Finalmente sorriu aliviada. 'Tatsumi… aguente mais um pouco.'
Then you opened up my eyes
Então você abriu meus olhos
And you helped me rediscover
E você me ajudou a redescobrir
With what you resurrected
Com o que você ressuscitou
A man who had died
Um homem que havia morrido
Ela caminhou até a espada e a pegou. Virou-se para trás e viu o rosto de Pavati que também sorria aliviada.
'Obrigada.'
'Agora vá. Faça o que tem que fazer. Estarei esperando por você.' A espiã falou. 'Nos encontraremos na revolução.'
Akame concordou e com as duas teigus nas mãos, saiu correndo ao encontro de seus companheiros.
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'Mine!' Tatsumi gritou observando a jovem que acabara de abater o General Budou com Pumpkin. 'Mine!' Ele gritou mais uma vez tentando se livrar das tiras de couro que ainda o prendiam. Sentiu quando cortaram-as de forma precisa fazendo-o cair para frente e como sempre sentia quando via o rosto dela, sentiu-se aliviado pra caramba.
'Tatsumi!' Ela o chamou, jogando Incursio na direção dele . 'Vá!'
Ele a pegou no ar e logo solicitou o poder de sua arma imperial, voando na direção de Mine que caía do alto das ruínas da arena imperial e amortecendo a queda da jovem que estava altamente debilitada devido a violenta batalha.
Your power, it gave me new life
Seu poder me deu uma nova vida
Made me reborn and refined
Me fez renascer e me aperfeiçoar
Rebuilt from inside and we both know why
Reconstruir-me e nós dois sabemos porquê
Akame voltou sua atenção ao fosso onde ocorria a batalha. Caminhou na direção dele parando na beirada e estreitou os olhos na luta entre Esdeath e Susanoo. Destravou Murasame da proteção com o polegar e estava para interferir quando sentiu que seguraram seu braço. Virou para o lado e viu Leone. Ela estava muito machucada.
'Missão cumprida. Recuar!' As duas ouviram a ordem de Najenda.
Akame franziu a testa e deu mais um passo na direção tentando intervir.
'Não! Akame!' Leone segurou o braço dela mais firme. 'Ela é um monstro!' Falou referindo-se a Esdeath.
A morena olhou-a com reprovação. 'Então o jeito é se tornar outro, não?'
'Não agora.'
Susanoo saltou para trás afastando-se de Esdeath que revoltou-se ao ouvir a ordem de retirada.
'Tatsumi! Não vou deixar que fujam!' Ela falou entre os dentes se preparando para atacar.
Cause you're mine
Porque você é minha
I knew I could be whole if
Eu sabia que eu poderia estar completo se
You were mine
Você fosse minha
I'll vanquish any foe because you're mine
Irei derrotar qualquer inimigo, porque você é minha
'Ameno Murakuno!' Susanoo materializou sua poderosa lança para deter a general imperial. A enorme lança começou a cortar o ambiente em direção a Esdeath que ainda levantou uma parede de gelo ao qual não conseguiu impedir a poderosa arma.
'Te peguei!' Najenda gritou, acionando mais explosivos que levantaram uma cortina de fogo em volta de Esdeath.
Akame observou sem se mexer, não era a primeira vez que encontrava Esdeath. Quando ainda era assassina imperial tinha cruzado com ela uma ou duas vezes. Trocaram poucas palavras, quando ela tinha sido designada a eliminar Najenda. Arregalou os olhos, sentindo a explosão de energia e deu um passo a frente, afastando de forma delicada a mão de Leone que segurava ainda seu braço.
'Tudo há de congelar diante de mim.' Akame ouviu apesar do barulho das explosões. 'Makahodoma!'
Akame percebeu a expansão da energia em volta da militar, e sentiu algo atravessar seu corpo, como uma forte rajada de vento. Mal acreditou quando seus olhos viram Esdeath aparecer com a espada cravada no peito de Susanoo.
Ela trincou os dentes. 'Parado de tempo.' Sibilou entendendo o que tinha acontecido. 'Merda.'
'O que aconteceu?' Najenda soltou alarmada olhando para Susanoo que começava a ser coberto por gelo.
'Eu congelo o tempo e o espaço.' Esdeath clarificou. 'Fui obrigada a usar esta técnica não só para impedir Tatsumi de fugir mas também garantir a derrota dos que se opõem a mim. Eis o meu triunfo.'
I never thought I would ever escape
Eu nunca pensei que eu jamais iria escapar
At times I wanted to die
Às vezes eu queria morrer
Feared that at times it was a little too late
Temia que às vezes era um pouco tarde demais
Thought that I wouldn't survive
Pensei que eu não iria sobreviver
I let you in and let go of the hate
Eu te deixei entrar e larguei o ódio
My heart recovered, now I
Meu coração recuperado, agora eu
Owe you a debt that I can never repay
Te devo uma que nunca conseguirei retribuir
I still believe
Eu ainda acredito
Cause you're mine
Porque você é minha
'Susanoo! Fuja!' Najenda gritou ordenando para sua arma imperial, mas Esdeath atingiu o bloco de gelo que havia prendido o grandão quebrando-o em milhares de partes.
O núcleo de Susanoo caiu no chão próximo de Esdeath que pisou com força nele quebrando-o em diversos pedaços e encarando Najenda que caiu de joelhos no chão sem acreditar no que acontecia.
'Fim da linha.' Esdeath falou chamando a atenção da ex-general imperial. 'Acompanhem-me a câmara de tortura.' Ela ordenou de forma triunfante.
Mas a madame do gelo ainda não tinha visto toda a força de vontade do exército revolucionário e olhou admirada para o núcleo que ela havia destruído de Susanoo ser envolvido por uma energia dourada e se reconstruir diante de seus olhos. Logo o grandão começava a se regenerar completamente. Ela finalmente entendeu que Najenda nem por um minuto havia considerado que estava derrotada. Apenas precisou de um instante para pensar num novo plano.
'Najenda… sua…' Estava para xingá-la enquanto avançava sobre ela que encontrava-se debilitada, porém Susanoo partir para proteger sua mestre.
Akame pulou no fosso, tinha vontade de se unir a Susanoo para eliminar aquele demônio do gelo, mas tinha prioridade agora. Tinha que proteger Najenda. Ela era um dos pilares da Revolução, se ela morresse ali, seria um impacto enorme na moral revolucionária.
Parou ao lado de Boss, pegando o braço dela e colocando sobre seus ombros. Najenda olhou para ela, para variar Akame havia novamente desobedecido suas ordens, mas desta vez estava aliviada de vê-la ali. 'Vamos sair daqui.'
'Sim.' Ela concordou.
Akame virou-se para Tatsumi que tinha Mine desacordada nos braços. 'Tatsumi… precisamos partir.'
'Não! Preciso ajudar Sus!
Ouviram uma explosão de poder pela luta de Susanoo e Esdeath.
'Não! Tatsumi! Retirada!' Najenda ordenou mais uma vez para o teimoso rapaz.
Akame não teve como não olhá-lo com reprovação. Tatsumi achava que apenas ele é que queria ajudar Susanoo? Que se importava com o grandão?
'Decida-se Tatsumi! Tem Mine nos braços. Irá socorrê-la ou bancar o herói e morrer junto com ela?' Akame foi dura, tão dura que até a própria Najenda a olhou de forma assustada.
Tatsumi apertou Mine nos braços e trincou os dentes. Inferno… Ela sempre tinha que estar certa daquela forma.
'É que assim… Su… ele vai…' O rapaz falou tentando se convencer a deixar o campo de batalha. 'Merda.'
I'm burning inside and we both know why
Estou queimando e nós dois sabemos porquê
Cause you're mine
Porque você é minha
I knew I could be whole if
Eu sabia que eu poderia estar completo se
You were mine
Você fosse minha
I'll vanquish any foe because you're mine
Irei derrotar qualquer inimigo, porque você é minha
'Morto não vai conseguir proteger ninguém!' Akame falou olhando para ele sobre o ombro esquerdo. 'Quer acabar morto ou preso por Esdeath novamente?! É isso que quer?!'
Tatsumi desviou os olhos dela e voltou a fitar Mine desacordada em seus braços. Ela tinha se arriscado para salvá-lo. Todos tinham se arriscado para salvá-lo. Akame estava certa, ele tinha que se manter vivo.
Akame irritou-se com a indecisão dele, passou o braço na cintura de Boss, segurando-a mais firme e saltou por cima dos escombros carregando-a. Najenda estava debilitada demais. Leone já estava em cima de Air Manta. Logo as duas estavam em cima da besta domada para partirem.
'Susanoo está no seu limite. A força dele não aumentou de fato. Neste estado, nem de longe, ele conseguirá derrotá-la. Nem com sua ajuda!' Najenda novamente tentou convencer Tatsumi.
'Vamos.' Akame falou. 'Tatsumi com Incursio poderá nos alcançar quando se decidir.'
'Akame está certa.' Leone apoiou a amiga. 'Precisamos partir.'
Najenda concordou, sabia que Susanoo não conseguiria segurar por muito tempo Esdeath. A missão tinha sido concluída com relativo sucesso. Tatsumi salvo e Budou morto. Não tinha visto nenhum guarda do palácio aparecer e já deduziu que Akame havia sido a responsável por isso. A moral do Império havia sido pisoteada. Os telespectadores daquele espetáculo macabro com certeza deram de cara com todos os guardas mortos ao redor da construção. Entenderiam quem é que estava com o poder agora.
'Vamos.'
Air Manta levantou voo afastando-se da arena imperial. Akame se ajoelhou e olhou para baixo, vendo Incursio partir do lugar com Mine nos braços. Soltou um suspiro aliviado. Apesar de lento, Tatsumi tinha tomado a decisão certa por ora. Logo eles poderiam vingar todos. Cerrou os punhos. Logo se encontraria novamente com Esdeath e não fugiria de um confronto. Ela não queria Tatsumi… Sorriu de forma perigosa, que viesse tentar pegá-lo novamente.
I will regain control because you're
Vou recuperar o controle, porque você é
Mine
Minha
I can take over the world because you're
Eu posso dominar o mundo porque você é
Mine
Minha
Mine
Minha
