Notas da Autora:Capítulo baseado nos capítulos 58, 59 e 60 do mangá Akame ga Kill. Acabei focando bastante o capítulo na Leone, pq achei esta luta dela com a Dorothea muito legal.

Música: A Beast Am I de Amon Amarth

Akame Ga Kiru!

A Assassina de Olhos Vermelhos

Por Kath Klein

Mate a Alquimista

'Finalmente….' Leone soltou entusiasmada.

O alvo havia saído da toca de Hosnet. A alquimista estava acompanhada de uma dezena de soldados e se encaminhavam para a direção sul até as sedes de tortura do império. Provavelmente a tal Dorothea, líder dos alquimistas, testaria algum experimento macabro nos prisioneiros. Era a única chance para Leone e Tatsumi acabarem com eles.

Tatsumi e Leone estavam de tocaia num ponto mais alto do terreno para terem uma visão da estrada de terra que levava ao sul. Eles haviam recebido ordens de Boss para esperarem lá pois Najenda havia pego informações sobre o deslocamento de Dorothea. Não seria todo o grupo, mas saber que eliminariam a cabeça do grupo já abalaria qualquer que fosse o plano de Hosnet.

O rapaz estreitou os olhos, observando com atenção as duas diligências que eram guiadas por cavalos correrem pela estrada de terra levantando poeira. Franziu a testa, deveriam estar com muita pressa ou muito medo.

'Vamos, Tatsumi.' Leone falou estalando os dedos das mãos já com a transformação de Lionel ativada.

Ele não conseguiu nem responder e a loira já descia pela encosta em alta velocidade na direção a primeira diligência. Saltou por cima dela, atacando os condutores e jogando-os para longe. Tatsumi balançou a cabeça de leve, esperar e seguir um plano não era o forte de Leone. Força bruta, sim. Materializou incursio que cobriu seu corpo e correu para atacar a segunda diligência, matando de forma rápida dois dos soldados que seguiam no veículo. Cortou as rédeas dos animais, soltando-os do veículo e estes galopavam em disparado, apavorados, para longe. Saltou, dando uma volta em torno do corpo e posando com desenvoltura no chão. Apesar de Incurso ser incrivelmente pesada, agora estava mais forte, fazendo com que tivesse uma agilidade incrível usando-a.

Observou ainda o carro se arrastar alguns metros antes de bater numa árvore e finalmente parar. Outros soldados saltaram do veículo e assim que se recuperaram seguiram na direção do assassino tentando acertá-lo.

Tatsumi desviou da primeira investida do inimigo, abaixou de leve o corpo e fechou o punho dando um gancho forte e atingindo-o no abdômen. O soldado voou longe batendo numa árvore e caindo no chão desacordado ou morto. Lutou contra mais três soldados imperiais, golpeando-os de forma moderada. Eles eram fortes, sem dúvida, e talvez merecessem morrer, mas o alvo da missão eram a alquimista e não os soldados. Não queria perder tempo.

Assim que o último caiu no chão, virou o rosto e observou Leone acabando com os outros soldados. Diferente dele, a loira não fora nem um pouco comedida em sua fúria contra os soldados, tinha literalmente massacrado-os com suas garras.

'Ora, ora, ora… Se não é o amado da Madame de Gelo.' A voz infantil chamou a atenção de Tatsumi que se virou para ela.

'Quem é você?'

O que Tatsumi via a sua frente era uma jovenzinha que parecia ter no máximo uns quinze anos, parecia mais nova que ele. Tinha os cabelos claros e lisos na altura dos ombros. Estava com um vestido azul celeste com renda branca nas bainha. Tinha um avental branco por cima e nos cabelos uma laço preto. Calçava sapatos que pareciam de boneca. Aquela garota conseguia ser mais infantil que Mine em sua forma de vestir, parecia uma criança. Sua aparência em nada batia com a descrição tão horripilante que foi dada para ele por Najenda.

A loirinha encolheu os ombros e sorriu de forma divertida. 'Meu nome é Dorothea. Estava muito curiosa para conhecê-lo, Incursio… ou melhor… Tatsumi.' O sorriso antes até mesmo inocente, tornou-se malicioso.

Leone parou ao lado de Tatsumi. 'Tem algo errado com essa fedelha.'

'Onde estão os outros dois?'

'Matei todos do outro veículo.'

Tatsumi tirou os olhos de Dorothea e olhou para o veículo parcialmente destruído atrás dela.

'Esta mulher… ela cheira a morte.' Leone falou trincando os olhos. 'Fede demais a morte e a coisa podre.'

Dorothea fechou o sorriso, claramente não gostando do comentário da loira.

'Você é quem fede demais, animal selvagem.'

'Exatamente isso que eu sou… um animal selvagem… e estou louca para arrancar sua cabeça com as minhas garras.'

A usuária de Lionel estava para atacá-la quando a diligência explodiu e um inseto gigantesco saltou.

'Mas que merda é essa?!' Gritou Tatsumi olhando para a enorme besta.

Conceived was I

Concebido eu fui

From chaos and hate

Do caos e ódio

Of malice, deceit and blood

Da malícia, engano e sangue

And how would they know

E como eles saberão

My fate is to rise

Meu destino é se levantar

Against the asagods

Contra os asagods

My being is full, full of a rage

Meu ser está cheio, cheio de ira

An evil that can't be tamed

Um mal que não pode ser domado

It darkens my soul

Que escurece minha alma

And blackens the blood

E enegrece o sangue

A fire that fills my veins

Um fogo que enche minhas veias

'Comida! Quero comida!' A besta falou encarando-os enquanto salivava pela boca. Parou atrás de Dorothea que sorria vitoriosa.

'Esta é Cosmina.' Falou virando-se rapidamente para o monstro. 'Pelo menos era Cosmina antes de participar de uma experiência minha.' Voltou a fitar a dupla a sua frente. 'Não posso dizer que a experiência deu 100% certo, mas…' Meneou a cabeça de leve. 'Acho que acertei pelo menos algo acima de 50%. Bem… pena que ela não poderá voltar mais a forma humana, mas… quem disse que isso importa, né?'

Tatsumi olhava abismado para Dorothea. 'Ela usou uma companheira em suas experiências?! Que tipo de abominação é você?'

'Ela é um verdadeiro monstro. Não se deixe enganar pela figura aparentemente frágil.' Leone o advertiu. 'Não tenha pena.'

Tatsumi segurou mais forte o cabo de Neuntote, a arma auxiliar de Incursio. 'Não hesitarei.'

'Mate-os, Cosmina! Coma-os! Devore-os!'

'Eu cuido da loirinha e você do bicho feio, Tatsumi.' Leone falou antes de correr em direção a Cosmina, desviou dela e tentou acertar Dorothea.

Tatsumi flexionou de leve os joelhos, pegando impulso e saltando em direção a Cosmina. o monstro tentou acertá-lo pela direita, mas o rapaz desviou do ataque e ergueu sua arma acima da sua cabeça descendo em um arco violento contra o adversário.

Cosmina colocou suas garras a frente, conseguindo apartar o poderoso golpe e sendo jogada para trás. Derrubou várias árvores da floresta tamanha fora a força do golpe do rapaz.

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Leone mantinha-se em posição observando Dorothea que ainda tinha as mãos para trás do corpo e balança-o de leve. Estava se divertindo, com o quê? Leone começava a suspeitar. Dorothea achava-se onipotente.

'Ah… é uma pena.' A loirinha falou depois de um suspiro. 'É uma pena que você seja minha oponente.' Ela falou finalmente saindo daquela posição e arrastando o pé de lado enquanto fechava o punho, ficando na posição de luta. 'Seu sangue provavelmente tem o gosto do de um animal, e eu já estou cansada de beber sangue ruim…'

Leone franziu a testa. Uma vampira?

'O sangue do amado de Esdeath com certeza deve ter o gosto muito mais saboroso.'

'Humph.' Leone bateu a mão direita na palma da esquerda e estalou os dedos sorrindo de lado. 'Acho que vou ter que ensinar boas maneira para você.'

Dorothea caiu na gargalhada. 'Você?' Perguntou debochada. 'Isso foi engraçado.'

Leone se colocou em posição para iniciar o combate. 'Muito bem… vamos lá então, pirralha.'

A loirinha abriu os braços. 'Pode vir. Não vou mexer nem mesmo um centímetro.'

'Isso nós vamos ver.' Leone murmurou antes de finalmente avançar em direção a Dorothea.

A jovem continuou sorrindo enquanto observava Leone se aproximar dela como uma verdadeira leoa. Reparou que a usuária de Lione ergueu o braço direito para lhe aplicar um direto e levantou a mão apartando o golpe. As duas se encararam.

'Uma alquimista nunca mente.' Falou informando a Leone que manteria a palavra não se movendo do lugar. Fechou a mão que havia se chocado com a da adversária e fazendo-a gritar e dor. Leone sentiu suas falanges se quebrarem. 'Sou muito mais forte fisicamente do que aparento. Não se deixe enganar pelo meu rostinho lindo e meu charme.'

Leone tentou recuar em vão. Dorothea ainda tinha sua mão presa e não pode evitar o golpe poderoso que a garota contra ela.

'Está com medo agora? Pois deveria.'

Leone ouviu a risadinha da alquimista enquanto a torturava e logo depois ser jogada com força contra o chão. Tentou se levantar mas novamente foi golpeada. Era como se aquela pirralha estivesse pisando sobre ela, mas parecia ter milhares de quilos e força. Não fazia sentido aquele corpo tão pequeno e mirrado ter aquela força descomunal. Gritou novamente sentindo alguns ossos serem quebrados.

'Ah! Não há necessidade de apressar as coisas. Apenas fique aí deitada como uma boa garota. Quero provar o sangue do amante de Esdeath. Estou curiosa.' Dorothea falou colocando as mãos na cintura. 'Além disso… quero saber onde está meu outro exército particular. Tinha uma garota de cabelos negros nos perseguindo.'

'A-Akame…' Leone murmurou, sabendo que só poderia estar falando de sua companheira.

'Ah! Então aquela era a famosa Akame. A assassina de olhos vermelhos.' Dorothea falou com entusiasmo. 'Preciso depois voltar então para pegar os restos do corpo dela. Gostaria de fazer algumas experiências com aquele corpo.'

'Oras sua…' Leone tentou se levantar.

'Você pode até pensar que ela tem alguma chance, mas já vou avisando que ela está enfrentando a minha tropa. Não é como esses soldados imperiais idiotas.'

Leone riu. 'Então porque estavam fugindo como desesperados?'

Dorothea franziu a testa. 'Não estávamos fugindo.'

'Não foi isso que eu vi. Farejei medo em vocês. Akame a assustou, não?'

Dorothea não gostou do comentário, levantou a perna e pisou com força a cabeça de Leone. 'Não existe destino para Akame e nem para você. Vocês duas e Incursio morrerão e eu levarei os seus corpos para o meu laboratório. Tenho planos muito especiais para todos.' Deu um passo para trás caindo na gargalhada, mas esta morreu ao ver Leone levantar o rosto sangrando ainda com um sorriso leve nos lábios.

'Pirralha… Akame mesmo empunhando Murasame... Suas habilidades não dependem apenas dela.' A alquimista franziu a testa. 'Quando luta, ela sempre mira nos pontos vitais de seus oponentes. Essa habilidade acaba se manifestando com mais força quando ela se vê sem poder usar sua arma.' Leone ergueu parcialmente o corpo, percebendo o temor de Dorothea. 'Resumindo, pirralha… Akame, independente de sua teigu, é letal.'

'Humph…' Dorothea soltou, estreitou os olhos em Leone. 'Assim como eu!' Gritou pronta para golpear novamente a loira que desta vez teve tempo suficiente para se recuperar e esquivar do poderoso golpe. 'O quê?!'

Leone encarou a jovem, novamente se posicionando para o confronto. 'No que se refere a tenacidade e resistência… Eu tenho de sobra. Obrigada pelo tempo para me recuperar.'

Dorothea inclinou a cabeça de leve e sorriu. 'Oras oras… Você realmente daria uma cobaia ideal para os meus experimentos.'

'Certo! Vamos tentar de novo.' Leone alertou, voltando a correr na direção da oponente para tentar golpeá-la novamente.

Dorothea soltou um suspiro. 'Mesmo não sendo páreo para mim você quer tentar de novo? Assim você não me deixa outra escolha.' Levantou o braço para apartar o golpe da loira. 'Quando eu te pegar, será o seu fim.'

Leone sorriu de lado e sendo mais rápida do que antes, por um segundo apenas para que diferente da primeira vez, Dorothea não segurasse seu punho, acertou em cheio um cruzado de direita no antebraço da jovem.

A alquimista de um passo para trás trincando os dentes de dor.

'Você pode até ter a vantagem na força, mas quando se trata de velocidade, parece que eu saio por cima.'

'Droga.' Dorothea grunhiu enquanto tentava pegar os punhos rápidos de Leone que investiam contra ela com fúria. 'Tudo o que eu preciso é pegar você…'

Leone finalmente viu uma brecha na defesa de adversário. Fechou o punho com força e levou o braço direito um pouco para trás apenas para pegar mais impulso e atingir com toda fúria um gancho poderoso no abdômen da loirinha que ao ser atingida foi empurrada para trás alguns metros.

Dorothea se abraçou sentindo a dor do golpe e cuspindo sangue. 'Merda…'

Leone endireitou o corpo e observou a adversário ferida. 'Mesma fortalecida, um rato de biblioteca sempre será um rato de biblioteca. Você realmente se engana em pensar que uma pessoa como você pode lutar de igual para igual com alguém que está sempre na linha de frente.'

So how

Então como

Did I ever end up here?

Vim acabar aqui?

Humiliated, broken and weak

Humilhado, débil e fraco

I've waited

Eu esperei

For a thousand years

Por milhares de anos

To break these chains apart and

Para quebrar estas correntes e

To finally break myself free

Finalmente me soltar

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Akame observava o grupo de cinco criaturas a sua frente. Havia interceptado as diligências que saíram da capital em direção a prisão imperial sul. Paes havia lhe dado a dica assim que havia eliminado seu último alvo e sem perder tempo e aproveitando que estava na capital tentou ela mesma eliminar a alquimista.

Porém não contava com aquelas aberrações a sua frente. Eram parte humanos, parte animal. Obra de Dorothea. Já havia lido na ficha dela que a loira fazia experiências com humanos sem o menor pudor assim como o maldito Stylist.

Um deles armado com uma katana avançou na direção de Akame para golpeá-la. A assassina puxou Murasame de sua proteção e golpeou com força o inimigo. Este soltou um grito de dor horrendo.

Akame franziu a testa percebendo que sua teigu havia ficado presa ao corpo dele. Era como se o corpo dele fosse feito de algo grudento que a impedia de agora liberar sua arma. Puxou com mais força a empunhadura de sua arma em vão. Ela estava definitivamente presa aquele corpo. Percebeu a aproximação dos outros adversários e antes que eles pudessem a atingir, soltou sua arma e saltou por cima deles, posando com desenvoltura.

Eles a cercaram prontos para atacá-la.

Akame olhou para eles tentando entender sua estratégia e pensando na melhor solução. Percebeu que o primeiro que havia tentado acertá-la na verdade foi usado como sacrifício para que ela fosse separada de Murasame. Não pode negar que eles usaram de uma boa estratégia para desarmá-la da perigosa katana que mata com um só golpe.

Reparou que agora eles se moviam de maneira que ficaram todos entre ela e sua espada. Aquilo era uma armadilha, se ela fosse direto na tentativa de recuperar sua teigu seria morte certa. No entanto, eles estavam substimando-a ao pensarem que ela tinha apenas como arma Murasame.

Ergueu o corpo sem tirar os olhos dos inimigos e estalou os nós das mãos pronta para uma boa luta a moda antiga de punhos. Fazia um certo tempo que ela não usava suas habilidades em combate, normalmente apenas treinava com Leone.

Posicionou os punhos à frente e arrastou de leve a perna direita para trás, usando-a como base. Estava pronta para o combate.

Um dos inimigos se aproximou, ela desviou da primeira tentativa de golpeá-a no rosto, girou o corpo e acertou um forte chute no abdomen fazendo o inimigo dar alguns passos para trás. O segundo se aproximou e ela acertou um cruzado no rosto dele fazendo-o cair no chão.

Saltou para a direita, evitando ser atingida por outro que tentava acertá-la com uma espada, desviou uma, duas, três vezes dos golpes rudimentares dele. O cara era muito pior que Tatsumi pensou para si. E finalmente viu a brecha, conseguindo pegar o pulso do inimigo e puxando-o o braço com força, ao mesmo tempo que levantava a perna direita acertando-o com uma joelhada fortíssima e fazendo o adversário se dobrar ao meio cuspindo sangue.

Akame não soltou o braço dele, pelo contrário, golpeou-o novamente quebrando o membro da criatura que gritava de dor e finalmente sendo solta pela morena que o viu caído no chão em agonia.

Tentou se aproximar de Murasame mais uma vez, porém foi impedida pelo que parecia mais forte que se colocou a frente dela. Trocaram golpes poderosos entre si, até finalmente Akame com sua habitual calma e frieza em combate conseguir ver a brecha para saltar por cima dele e pousando em seus ombros prender a cabeça dele entre seus joelhos e girar o corpo, quebrando assim sem dificuldade a cervical do inimigo que caiu ainda em espasmos.

Olhou para cima e percebeu que mais daqueles monstros se aproximavam. Trincou os dentes, eram muitos. Correu até Murasame e novamente outro se colocou no seu caminho. Saltou na direção dele golpeando-o com tudo com uma voadora na altura do rosto.

Akame pousou no chão e nem olhou para o inimigo abatido, com alguns passos finalmente conseguiu chegar até Murasame e a puxou com força finalmente a liberando daquela coisa grudenta.

Voltou-se para os que vinham na direção dela e agora sabendo o que deveria fazer, Akame avançou na direção deles. Girou o corpo em torno do eixo do seu próprio corpo, apenas para pegar impulso e golpeá-los tão forte literalmente cortando-os ao meio na altura da cintura e evitando assim que sua espada fosse novamente presa por qualquer substância grudenta.

Outros se aproximaram e como a maioria dos inimigos da assassina de olhos vermelhos, foram totalmente mutilados antes de caírem mortos no chão com seus membros decepados ao redor.

Akame observou em volta os vários cadáveres espalhados a sua volta. Soltou um suspiro cortando Murasame no ar para limpar o sangue daquelas criaturas. Elas fediam. Fediam muito. Guardou a katana em sua proteção e olhou para a estrada de terra a frente. Tinha que chegar a tempo de ajudar Leone e Tatsumi.

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Dorothea tentava se recuperar do poderoso golpe de Leone. Sabia que tinha sido atingida de forma perigosa por aquela aberração animal a sua frente. Tinha se enganado em pensar que apenas a assassina de olhos vermelhos era um perigo para si. 'Pois bem… neste caso, eu vou te mostrar o que um alquimista é capaz de fazer.' Falou tirando dentro de sua roupa uma ampola com líquido efervescente e jogou com força contra o chão fazendo uma nuvem de fumaça tóxica rodeá-las.

I bit the hand, off the mighty Tyr

Eu arranquei fora, a mão do poderoso Tyr

When I couldn't, tare my ties

Quando eu não podia, romper minhas amarras

Now banished I dwell

Agora exilado eu vivo

A sword in my jaw

Com uma espada em minha mandíbula

Awaiting the end of time

Aguardando o fim dos tempos

In darkness I drown

Na escuridão eu me afogo

Consumed by my hate

Consumido pelo meu ódio

Longing for revenge

Ansiando por vingança

Allfather will pay

O Todo-Poderoso pagará

For his deceit

Por seu erro

At the battle

Na batalha

Of Ragnarök

Do Ragnarök

Leone percebeu que era veneno e não poderia inalar ou estaria acabada. Colocou uma mão cobrindo a boca e nariz na tentativa de evitar isso. Sabia que precisava detê-la de uma vez, aquela pirralha era muito mais perigosa do que havia nos relatórios de boss. Segurou a respiração e avançou na direção de Dorothea para tentar golpeá-la.

'Você tem certeza que avançar por este gás é a atitude mais inteligente…' A alquimista falou observando a usuária de Lionel avançar na sua direção envolvida pela nuvem tóxica. Sorriu de lado. 'Este gás não é venenoso…' Clarificou enquanto observava de forma calma a tentativa de investida de Leone contra ela.

Leone olhou assustada para Dorothea, sentindo seus músculos se enrijecerem aos poucos e logo encontrando-se completamente paralisada. O punho ainda estava projetado na direção do rosto zombeteiro da adversária. 'Que merda é essa?!' Soltou sem entender o que estava acontecendo com seus corpo.

Dorothea sorria para ela enquanto se aproximava. Levantou a mão afastando sem medo algum os cabelos loiros de Leone e expondo o pescoço dela. 'Este gás só paralisa a pessoa alguns instantes, mas este pequeno instante é tudo o que eu preciso.' Explicou antes de finalmente seus caninos crescerem e ela abocanhar com fúria a jugular de Leone que gritou com a dor.

Leone sentiu seu sangue ser sugado por aquela garota, como se sua vida fosse também sugada por ela, quando conseguiu se mexer apenas caiu para frente sentindo-se tão fraca como se sua vida estivesse por um fio... por uma gota de sangue.

Dorothea limpou o filete de sangue com as costas da mão. 'Você viu de perto a combinação de uma alquimista com uma teigu.' Soltou um suspiro observando o corpo debilitado de Leone. 'Um sabor bem rústico e exótico. Melhor do que eu havia pensado inicialmente. Realmente foi algo surpreendentemente apreciável de se degustar.' Ela deu as costas para o corpo da adversária. 'Bem… vamos ver se Cosmina conseguiu dar cabo daquele rapazinho. Tomara que não tenha o matado ainda. Gostaria de experimentar o sangue dele.' Passou de leve a língua nos lábios. 'Se o sangue daquela mulher foi tão interessante, tenho certeza de que dele será bem especial também.' Passou a mão no rosto, afastando de leve a franja lisa da testa. 'Ah… ainda tem Akame… se a minha tropa não conseguiu acabar mesmo com ela vou ter que enfrentar outro inimigo.' Bocejou. 'Ah que dia agitado. Não tenho dia assim a décadas.'

Estava caminhando quando arregalou os olhos observando o imenso corpo de Cosmina ser jogado a sua frente como um imenso boneco. 'O quê?!'

Levantou o rosto vendo Incurso voando na direção delas, gritou para que Cosmina fizesse algo e sentiu aliviada ao perceber que seu monstro usou um de seus truques soltando uma poderosa onda de choque contra Tatsumi, o que deixaria qualquer um desnorteado. No entanto, novamente fora surpreendida pela força do rapaz que não fora detido pelo ataque desesperado de Cosmina.

'Isso não vai funcionar!' Tatsumi gritou, levantando sua arma e num arco mortal decepou o braço, ou melhor, a garra direita de Cosmina que gritou de dor.

O rapaz pousou no chão, deslizando alguns metros e levantando uma nuvem de poeira de seus pés. Voltou a saltar na direção do titã que também investia na direção dele. Desviou da única garra que tentava pegá-lo e ergueu Neuntote para acima de sua cabeça e descendo-a brutalmente para atingir a cabeça do adversário, abrindo-a quase ao meio.

'Este monstro é muito resistente.' O rapaz constatou, observando-o. Cosmina estava com vários ferimentos pelo seu gigantesco corpo, um rastro de sangue era visto por onde ele passava, mas ainda se mantinha em pé. Ele tinha que dar um golpe definitivo ou aquela luta nunca terminaria. Apertou mais forte o cabo de sua arma e flexionou os joelhos, estava para avançar novamente contra Cosmina quando arregalou os olhos vendo alguns tentáculos sairem das costas dela e seguirem em direção a ele para acertá-lo. Era como aquelas armas do Dr. Stylist.

Usando sua arma conseguiu rebater a maioria deles, acreditando ter conseguido evitar o perigo mas fora surpreendido sendo atingido em algumas partes do corpo. Aqueles tentáculos eram afiados demais. Tinham conseguido penetrar a armadura de Incursio, ferindo-o.

Ele deu um passo para trás, sentindo os ferimentos, mas eles não eram grande coisa. Balançou a cabeça de leve, sentindo uma leve vertigem e finalmente entendeu o perigo real, eles estavam envenenados. Merda. Isso não vai pará-lo. Ele tinha que derrotar aquele monstro, tinha que acabar com aquela alquimista. Tinha que reencontrar Akame.

Estreitou os olhos em Cosmina. 'Agora chega.' Falou para si, flexionando os joelhos de leve para pegar impulso e literalmente voar em direção aquele inseto gigante. Atingiu-o com tudo no meio do peito, cravando Neuntote até o cabo e sentindo o sangue melar suas mãos. Literalmente abriu uma enorme buraco no corpo de Cosmina conseguindo atravessar através dele e pousar no chão. Incurso estava vermelha, banhada de sangue do adversário que rugia em agonia.

A beast am I

Uma besta eu sou

So vicious and grim

Tão perversa e cruel

They fear my mean

Eles temem meu malvado

Grinning teeth

Ranger de dentes

I bide my time

Eu espero minha vez

My sweet revenge

Minha doce vingança

Soon my ties will fall

Logo minhas amarras cairão

And finally I will by free

E finalmente estarei livre!

Dorothea olhava desesperada para a situação, imaginou que o rapaz assim que havia sido atingido pelos tentáculos envenenados, seria abatido. Ele era muito mais forte e resistente do que havia pensado. Merda! Havia subestimado aquela dupla, achando que seu maior perigo era apenas Akame. Tinha que ajudar Cosmina ou as suas seriam abatidas.

Estava correndo na direção do confronto dos dois quando sentiu ser golpeada com força pelas costas sendo arremessada alguns metros para frente. 'Nós ainda não terminamos.' Ela reconheceu a voz daquela maldita mulher leoa.

Dorothea caiu no chão completamente desorientada, sem entender o que a atingiu com tanta violência. Levantou o rosto, sentindo o gosto do seu próprio sangue na boca. Levou a mão até o rosto tentando se controlar. Estava com tanta raiva, tanta fúria que sentia todo o seu corpo tremer dor, mas também de raiva.

Leone franziu a testa, tinha certeza que tinha usado toda a sua força e atingido-a no meio das costas. Era para a coluna vertebral dela ter se espatifado. Era para ser um golpe fatal.

'Eu te ataquei com a intenção de matar, deveria ter funcionado… Talvez você tenha ficado mais forte depois que bebeu o meu sangue.' A loira concluiu observando a adversária tentando erguer o corpo, mas ainda de joelhos no chão.

'Você tirou as palavra da minha boca, sua maldita!' A alquimista gritou descontrolada. 'Por… Por quê?! Como diabos você ainda está viva?'

Leone sorriu de lado. 'Eu sou boa em fingir de morta. Aprendi com o melhor…' Falou lembrando-se de Lubbock que havia ensinado a ela aquela útil estratégia, principalmente para ela que tinha o poder de regeneração.

Dorothea ainda de joelhos, sem conseguir se levantar, olhava para Leone perplexa. 'Como pode estar tão bem após eu ter tirado praticamente todo o seu sangue?'

A loira cruzou os braços. 'Eu já te disse, se tem algo que eu tenho confiança é na minha resistência e persistência. Esse é o tipo de teigu que eu tenho.' Ela se colocou em posição para novamente atacar. 'O sangue que me faltava, eu recuperei me alimentando de pequenos animais, porque agora… eu sou o próprio leão.'

'Humph… Você é totalmente primitiva.'

Leone franziu a testa e estreitou os olhos na adversária. 'Hei… Você está com algumas rugas no rosto.'

'Hã?!' A alquimista arregalou os olhos e levou as mãos ao rosto sentindo sua pele enrugada. Entrou em desespero, sendo observada atentamente por Leone.

'Entendi… Depois de se ferir esta sua máscara começou a se despedaçar. Eu deve mo referir a você como vovó ou algo mais respeitoso para pessoas de idade?'

'Vai a merda!' Dorothea gritou irada. 'Você não passa de uma animal selvagem!' Dorothea mordeu sua mão e com seu próprio sangue começou a desenhar algo no chão. 'Vou lhe ensinar… Eu vou te mostrar do que realmente eu sou capaz.'

Leone franziu a testa pensando no que diabos agora aquela mulher estaria fazendo. 'Ah merda!'

'Venha!' A alquimista gritou batendo com força a palma de sua mão ensanguentada no chão. Um círculo de energia negra, das trevas, circulou o pequeno corpo de Dorothea. Era tão nociva e perigosa, que obrigou Leone a proteger o rosto e dar alguns passos para trás.

'Que porra é aquela?!' Leone soltou observando a energia negra começar a tomar forma de um ser monstruoso. Ela não sabia nem descrever o que era aquilo, parecia partes de vários corpos, tinha uma bocarra imensa onde um rosto aparecia dentro dele. Era horrendo, fedia a morte e enxofre.

Leone não teve tempo nem de entender direito o que havia se formado a sua frente e percebeu quando milhares de membros estavam vindo em sua direção para tentar atacá-la. Deu alguns saltos para trás, defendendo-se com seus braços das investidas violentas da criatura contra ela. Tentou correr, para se afastar dela, mas o monstro foi em seu encalço tentando novamente atacá-la e apesar de se esquivar bem dos primeiros golpes, acabou sendo atingida e jogada contra algumas árvores.

A loira trincou os dentes, sentindo mais uma vez o corpo todo doer. Trincou os dentes observando Dorothea se aproximando devagar com aquela criatura horrenda atrás de si.

'É inútil. Isso está muito além do seu poder.' Dorothea voltou a sorrir, apesar do rosto enrugado.

So when you hear me howling

Então quando me ouvir uivando

You'll know that I have come for you

Você saberá que vim por você

When you hear me call your name

Quando me ouvir chamar por seu nome

Your life will end in nameless pain

Sua vida acabará em uma dor indescritível

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Tatsumi respirou fundo e soltou o ar devagar. Estava cansado e sentia que aquele maldito veneno estava deixando sua mente mais lenta. Saltou para o lado evitando ser atingido novamente por Cosmina e percebendo que ela tinha atingido algumas árvores arrancando-as. Ela era forte demais.

Estreitou os olhos pensando no que Susanoo havia lhe dito, um inimigo por maior que fosse sempre tinha um ponto fraco. Uma vez que descobrisse este ponto fraco ele cairia, independente do seu tamanho ou força.

Novamente desviou de mais uma investida daqueles malditos tentáculos envenenados, cortando-os para que não fosse atingido novamente. Se recebesse mais uma vez a toxina poderia perder os sentidos.

Saltou de um lado para outro, ao mesmo tempo que fugia das investidas violentas de Cosmina, estava tentando analisá-la. Não adiantava atingi-la a esmo, tinha que achar o maldito ponto fraco para finalizar de uma vez aquela luta que estava se arrastando por tanto tempo. Quando passou por cima dela e a viu levantando o rosto percebeu um brilho alojado do seu pescoço. Franziu a testa e assim que pousou em uma rocha por perto daquele campo de batalha pegou impulso para tentar se aproximar do brilho. Sorriu de lado, percebendo pela primeira vez que a única garra de Cosmina agora tinha parado de tentar atingí-lo para proteger aquele ponto.

'Agora… é o seu fim…' Ele murmurou antes de correr por terra, abaixou-se escorregando por baixo do enorme corpo e com sua arma passou cortando as pernas direitas do monstro que desorientado e sem equilíbrio, tombou para a direita.

Assim que atravessou o corpo, saltou pousando sobre o corpo de Cosmina e correndo sobre ele, os tentáculos novamente tentaram acertá-lo mas ele os cortou antes de que o atingisse. Assim que estava próximo o suficiente, com um arco violento da direita para a esquerda decapitou o grande inseto, percebeu que o brilho era uma pedra vermelha e percebeu que os tentáculos tinham agora parado de tentar acertá-lo para seguirem em direção a ela.

Correu sem se preocupar e atirou sua arma que a atingiu em cheio quebrando-a em pedaços. Sorriu satisfeito por ter destruído o que quer que fosse aquilo e olhou para baixo percebendo que o corpo de Cosmina agora parecia de forma bizarra se decompor rapidamente. Saltou para longe e observou realmente abismado aquela coisa enorme e antes tão poderosa se tornar um monte de carne podre.

Soltou um suspiro aliviado pela derrota do inimigo. Pelo menos daquele, agora tinha que ajudar Leone com a tal alquimista. Esperava que a loira estivesse bem. Correu na direção de onde tinha visto as duas duelando e arregalou os olhos vendo a outra criatura medonha que Dorothea havia criado. 'Mas que merda é essa agora?'

A alquimista olhou para trás e sorriu de leve vendo o guerreiro de armadura. Um dos tentáculos do monstro estava envolta de Leone que tentava se soltar dele.

'Ora ora… Chegou bem a tempo para a festa.' Ela falou rindo.

'Também quero participar.' Tatsumi ouviu a voz familiar e olhou para trás, sorriu observando Akame caminhando devagar na direção deles. Estava toda suja, provavelmente vinha de uma luta intensa e tinha o olhar fatal em direção a alquimista. Parou ao lado de Tatsumi sem desviar os olhos da velha. 'Que bom que cheguei a tempo.'

'Akame…' Tatsumi murmurou feliz em revê-la, mas reparou que ela estava assim como ele com pequenos machucados pelo corpo. Gostaria de perguntar se ela estava bem, mas não era hora para isso. Desviou os olhos da amada e voltou a fitar o inimigo.

'Agora sim… a festa vai começar. E a entrada será carne de leoa!' Dorothea debochou. 'Devore esta mulher!' Ordenou para sua criatura que começou a puxar Leona em direção a sua bocarra.

'Tatsumi.' Akame chamou o rapaz e numa rápida troca de olhares se entenderam. Os dois avançaram na direção do monstro.

Dorothea pensou que seria atacada por Akame e já se posicionou para defender-se mas olhou assustada para o corpo pequeno da jovem desviar sua trajetória, passando por ela e pulando em direção a criatura.

Tatsumi fez o mesmo, pelo outro lado. Saltou na direção do tentáculo que aprisionava Leone e o cortou libertando a loira que caiu no chão. O rapaz sentiu que outra daquelas coisas que pareciam línguas ou seja lá o que fossem que saiam daquela criatura disforme aprisionou seu pé direito e rodou-o como um boneco fazendo-o se chocar com diversas árvores. Por mais que Incurso o protegesse, não conseguia absorver todo os impactos violentos. Gritou de dor sentindo como se os ossos estivessem se quebrando quando finalmente percebeu que algo havia o libertado e caiu forte no chão rolando alguns metros.

Akame havia cortado aquela coisa que prendia o pé de Tatsumi e agora com sua velocidade tentava não ser também pega por aquela coisa. Corria por cima do corpo da criatura, atingindo os olhos que conseguia ver pelo corpo e aquelas coisas que se projetavam para tentar agarrá-la. Murasame não fazia efeito nela, então não era uma criatura viva. Provavelmente era um zumbi.

Leone ergueu o corpo e balançou a cabeça com força para tentar voltar ao foco. Viu Dorothea caminhando devagar em direção a Tatsumi que estava caído no chão. A velhinha realmente estava obcecada pelo rapaz. Quem naquela história toda não ficava fascinada por ele? Garoto azarado. Desviou os olhos e percebeu que Akame lutava contra a criatura com fúria. Há havia cortado várias partes do corpo dela que estavam jogados pelo chão banhados de sangue.

Conceived was I

Concebido eu fui

From chaos and hate

Do caos e ódio

Of malice, deceit and blood

Da malícia, engano e sangue

And how would they know

E como eles saberão

My fate is to rise

Meu destino é se levantar

Against the asagods

Contra os asagods

My being is full, full of a rage

Meu ser está cheio, cheio de ira

An evil that can't be tamed

Um mal que não pode ser domado

It darkens my soul

Que escurece minha alma

And blackens the blood

E enegrece o sangue

A fire that fills my veins

Um fogo que enche minhas veias

Dorothea caminhava saltitante sem tirar os olhos de Tatsumi. Cantarolava baixinho pensando que era só beber um pouco do sangue dele e com certeza sua bela juventude retornaria. Chegou a salivar e teve que limpar o canto dos lábios com o polegar. Estava a poucos metros do corpo do rapaz quando ouviu um barulho ao seu lado direito, como de um animal correndo e saltando pelo terreno parcialmente destruído pelas inúmeras lutas. Olhou para o lado e arregalou os olhos, tentou ainda sacar uma arma e atirar naquela mulher animal desgraçada que vinha em sua direção novamente e atrapalharia mais uma vez.

Leone desviou dos projéteis e saltou na direção de seu alvo, ou melhor de sua caça. Alcançou a cabeça da alquimista e com um movimento rápido rotatório, girou a cabeça de Dorothea fazendo todo o seu corpo parecer de uma boneca de pano retorcida. Ouviu satisfeita o barulho da coluna quebrar e um grito desesperado de sua vítima.

Dorothea foi ao chão gemendo de dor, e se mantinha viva apenas por conta de sua teigu e alquimia.

Leone se virou observando-a. Soltou um suspiro aliviado. 'Ufa… bem a tempo.' Falou, sentindo-se satisfeita por ter evitado que aquela velha macabra chegasse no amigo. Tatsumi lhe devia uma. Mais uma.

'Im… Impossível.' Dorothea balbuciou, estatelada no chão. Não conseguia se mexer. 'Como isso pode acontecer comigo.' Tentou virar o rosto, mas apenas mexia agora os olhos e conseguiu observar Akame ainda dar o golpe final na sua criatura, acertando em cheio a cabeça dentro da bocarra do monstro. Sentiu lágrimas nos olhos, vendo mais uma de suas criaturas serem destruídas por eles. Sua tropa deveria ter sido aniquilada por Akame. Cosmina padeceu contra Tatsumi. Ela havia sido atingida tão fortemente em seu corpo quanto em seu ego por aquela mulher animal maldita. Gritou num misto de raiva e desespero por sua situação, fazendo Leone desviar os olhos do monstro abatido por Akame para o pequeno corpo da alquimista que agora se arrastava na direção de Tatsumi.

Leone rodou os olhos e deu alguns passos pisando na mão de Dorothea que estava estendida na direção do rapaz. 'Olha sei que ele é irresistível e tal, mas não é para o seu bico.'

Dorothea trincou os dentes de dor. Leone tinha pisado com força, se fosse uma pessoa comum, tinha quebrado os ossos da mão. Ela levantou os olhos para a loira que agora era nitidamente sua algoz. 'Eu… eu me arrependo de tudo.' Choramingou.

'Hum…' Aquela tinha pego Leone de surpresa.

'Me matar seria uma grande perda para a humanidade. Posso me tornar um de seus companheiros. Posso me tornar um Night Raid… É assim que vocês se chamam, não?'

Leone ergueu uma sobrancelha. 'Como é que é?'

'Eu tenho pesquisado. Imortalidade para os humanos pode parecer apenas um sonho, mas sugando e roubando energia de outras pessoas, é possível estender a vida de uma pessoa por muitos anos.'

'Então é isso que você vem fazendo todo este tempo?' Leone soltou a mão dele e caminhou se afastando da alquimista que sorriu.

'Sim! Eu posso… eu posso ser uma peça importantíssima para a tal revolução… é a revolução que vocês querem, não é?'

Leone abaixou-se pegando uma enorme pedra com as mãos. 'É… é a revolução… A eliminação de pessoas… como você.' Esclareceu erguendo a enorme pedra acima de sua cabeça e se aproximando de Dorothea que entendeu o que a mulher faria.

'Não!' A alquimista gritou desesperada entre lágrimas. 'Eu não quero morrer! Eu quero continuar acumulando mais conhecimento e continuar linda para sempre!"

Leone franziu a testa, sem tirar os olhos dela. 'Todas as pessoas que você matou… tenho certeza que nenhuma delas queria morrer também.'

'Pare! A expectativa de vida humana não tem que ser tão pequena assim! Nós, eu e você, podemos entendê-la e viver bem mais que…'

Dorothea não conseguiu completar a frase, Leone finalmente tinha jogado com toda a sua força a imensa pedra sobre o corpo pequeno, fŕagil e velho da alquimista, esmagando-o.

'Você tem razão…' A loira falou observando a imensa poça e sangue surgir por baixo do pedregulho que agora servia como sepultura da vampira. 'A expectativa de vida humana é de fato bem curta.' Virou-se para o lado e viu Akame se aproximando.

A morena cumprimentou a companheira com um leve aceno e olhou para as pernas de Dorothea que estava para fora do pedregulho. Balançou a cabeça de leve e se aproximou de Tatsumi, abaixando-se ao lado dele e levantando-o.

'Tatsumi…' Ela o chamou com carinho. 'Tatsumi…'

O rapaz abriu os olhos e sorriu de leve vendo o rosto da assassina. 'Akame…' Falou e levantou o braço direito tocando de leve o rosto dela. 'Você voltou.'

Ela pegou a mão dele com carinho e beijou de leve. 'Eu voltei.'

'Estava com saudades.'

'Eu também.'

Fitaram-se com carinho.

Tatsumi tentou se levantar e gemeu de dor. Sentia o corpo dolorido.

'Vou levá-lo para casa.' Akame falou levantando-se e ajudando-o. Passou o braço dele sobre seus ombros para dar apoio.

'Você, no final, sempre é quem me ajuda a voltar para casa.' Ele falou em tom jocoso.

Akame sorriu. 'Sempre.'

Leone observou os dois de longe. Akame ainda se virou chamando-a para voltarem para a sede. A loira soltou um suspiro cansado mas feliz observando os dois pombinhos. Olhou em direção a sepultura de Dorothea. 'Você só não entendeu que é por isso que você tem que aproveitar bastante e viver sua vida ao máximo.' Começou a caminhar em direção aos amigos, sentia-se feliz por não ter perdido nenhum companheiro mais. 'Acho que hoje vou abrir mais uma daquelas garrafas com a nossa bebida favorita, Lubbock.' Espreguiçou-se. 'Ah! Hoje, definitivamente, eu mereço.'

A beast am I

Uma besta eu sou

So vicious and grim

Tão perversa e cruel

They fear my mean

Eles temem

Grinning teeth

Rangendo os dentes

I bide my time

Eu espero minha vez

My sweet revenge

Minha doce vingança

Soon my ties will fall

Logo minhas amarras cairão

And finally I will by

E finalmente irei

Finally break myself!

Finalmente me soltarei!

Finally I will be free!

Finalmente estarei livre!