NA: Olá! Finalmente o capítulo, longo e difícil. Pelo titulo, vocês devem ter adivinhado que neste cap. estão os acontecimentos do Festival, que me demandaram muita pesquisa e escrita descritiva, assim, mais tempo.
Se vocês quiserem visualizar todas as descrições que faço do novo Beco Diagonal, publiquei fotos no grupo do facebook e acho que valerá a pena, assim, quando lerem, poderão já ter uma ideia do que estou descrevendo.
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Espero que gostem e, se o fizerem, por favor, revisem, é um grande incentivo.
Até Mais, Tania
PS: Uma revisão, ficou muito grande e demoraria muito para revisar outra vez, assim, sejam pacientes com os erros.
Capítulo 57
Harry sabia que o dia seria longo e cheio de maravilhas, assim, acordou antes do sol nascer e foi correr. Ele chamou os amigos acampados no Chalé, Duda, Hermione e Terry se levantaram resmungando, os outros nem se dignaram a responder. Sirius se juntou a eles e correram na estrada com neve recém caída por 4 km em um bom ritmo.
Quando voltaram, o sol tinha nascido e Harry se apressou em se arrumar e ajudar com o café da manhã, aos poucos os sonolentos hospedes foram aparecendo, bocejando e com olhos semicerrados, sentaram-se a mesa e se serviram. Em meia hora, o primeiro grupo, que consistia em Sirius, Falc, Harry, Petúnia e Duda deixaram, os outros só iriam mais tarde, perto do horário da inauguração, mas, Harry tinha que estar presente antes porque queria ajudar com algumas coisas e conversar com os Sarid sobre os cardápios especiais.
Assim, às 7 horas, eles fluíram direto ao escritório da GER, que já estava super movimentado, com todos os funcionários indo e vindo para todos os lugares. O círculo de secretárias tinha copos de café cheios e vazios, papeis e pastas por toda a parte, mostrando o trabalho duro dos que ficaram a noite trabalhando. De maneira impressionante, os funcionários não pareciam sonolentos e sim cheios de energia e excitação.
Quando o viram, pararam o que faziam por um segundo e gritaram em saudação, mas, rapidamente, retornaram aos seus afazeres.
— Harry! — Sr. Edgar se aproximou. — Isto está uma loucura, mas, está tudo pronto, estamos apenas acertando os últimos detalhes. — Seu rosto era sorridente e cansado, seus olhos brilhantes e alegres.
— Pensei que encontraria os funcionários mais cansados depois de virarem a noite, Sr. Edgar. — Disse Harry sorrindo.
— Esses assumiram às 6 da manhã, os que passaram a noite foram enviados para casa e voltarão às 13 horas. — Edgar informou e os levou para sua sala. — Bom que chegou cedo, temos alguns últimos detalhes e os Sarids querem você ao lado deles, sei que relutou em se tornar garoto propaganda, mas...
— Garoto propaganda? — Sua tia Petúnia interrompeu confusa.
— Oh! Me desculpa, que falta de educação a minha, nem me apresentei. — Edgar olhou para sua tia e Duda. — Eu sou Edgar Schubert, Diretor Executivo da GER, a senhora é?
— Petúnia Dursley, tia de Harry, este é meu filho Dudley. — Disse ela estendendo a mão em cumprimento. — Prazer em conhecê-lo, Sr. Schubert.
— Ora, o prazer é todo meu. Como vai, Dudley? — Edgar, sempre sorridente apertou a mão de seu primo também.
— Você pretende ser garoto propaganda? — Petúnia encarou Harry que engoliu em seco ao perceber que ninguém lhe contara.
— Não é exatamente garoto propagando, isso é modo de falar. — Disse Harry tentando justificar.
— É uma promoção especial. — Explicou Edgar excitadamente. — O Hotel, The Magic será um grande cartão de entrada para o Beco Diagonal, queremos atrair o turismo internacional e acreditamos que, internacionalizar o hotel e restaurante é o primeiro passo. Além de preços, serviços e ambientes convidativos, claro.
— Exato. O The Magic tem uma decoração especial, que será explicado na inauguração e o Restaurante The True Magic terá alguns cardápios especiais. — Falc explicou com mais calma. — O cardápio principal será internacional, chamaremos de O Cardápio Mundo, teremos também o Cardápio Estações, que terão alimentos que proporcionam uma melhor interação entre o que comemos e nossa magia.
— Isso parece muito interessante, não sabia que a alimentação influenciava a magia de um bruxo. — Disse Petúnia curiosa.
— É por isso que os alimentos são colhidos em determinadas estações ou meses, tia. — Explicou Harry. — A magia da natureza ou mãe natureza como é conhecida pelos trouxas, em sua sabedoria, compreende quais alimentos devemos comer de acordo com o ciclo lunar, temperatura, posições do sol e, portanto, cada alimento é colhido em determinadas épocas do ano e são esses alimentos que devemos comer nestes períodos, até mesmo para os trouxas existem maiores benefícios a sua energia e saúde. Para os bruxos isso é ainda mais forte porque o alimento tem magia, energia da natureza que interage com a nossa magia, assim, o Cardápio Estações, conterá apenas alimentos magicamente saudáveis.
— Interessante. — Petúnia estava fascinada. — E sobre o seu papel nisto?
— Bem, a Sra. Sarid é cozinheira a muitos anos e, quando fomos apresentados, conversamos longamente sobre receitas, comidas do mundo que eu já tinha experimentado, as minhas preferidas e as dela também, claro. — Harry passou as mãos pelos cabelos timidamente. — Foi então que surgiu a ideia de fazermos um restaurante com pratos do mundo todo, estive conversando com a Sra. Sarid todos esses meses, lendo alguns livros de culinária de outros países. Bem, ela teve a ideia de inserir no cardápio minhas comidas preferidas, como uma espécie de "as comidas preferidas de Harry Potter", mas eu não quis, sabe, usar minha fama para fazer algo assim.
— O que é compreensível, Harry. — Sirius se aproximou e tocou seu ombro. — Principalmente, depois de todo o trabalho que você teve para explicar para as pessoas que não gosta de ser famoso ou está interessado em ser uma celebridade.
— Sim. No entanto, o Sr. Edgar, o Theo, da Divisão de Marketing e o Sr. e Sra. Sarid disseram que seria algo que atrairia muitos turistas, mas, eu insisti que não queria fãs. — Harry suspirou irritado. — Se fizesse algo assim, as pessoas viriam experimentar meu "cardápio" porque são fãs ou algo assim, mas, bem, a ideia era boa e não me importo de usar meu nome, não o dos meus pais ou suas mortes, mas meu nome para fazer coisas boas.
— Então, Serafina teve uma ideia. — Explicou Falc sorrindo. — O The True Magic terá o Cardápio Preferidos, ou seja, a cada poucos meses, 6, a princípio, um cardápio especial será criado onde os pratos preferidos de alguém conhecido ou de destaque será oferecido. Agora, como um especial de lançamento, os pratos preferidos de Harry Potter, por tempo limitado, quem quiser pode conhecer e provar essas receitas. Depois, pretendemos convidar Albus Dumbledore, Celestina Warbeck, as Irmãs Estranhas e outros artistas ou pessoas que fizeram algo especial.
— E... — Edgar sorriu ainda mais e Harry chegou à conclusão que ele estava carregado de café e, talvez, a poção energética. — Metade dos lucros do Cardápio Preferidos serão revertidos a causas sociais, como o Orfanato dos Abortos, St. Mungus, Abrigos...
— Foi por isso que decidi participar, além de ser algo por um tempo limitado, atrair turistas para o novo Beco Diagonal, também ajudaremos muitas pessoas. — Justificou Harry dando de ombros. — Por isso vim mais cedo, a Sra. Sarid quer que eu esteja ao seu lado no momento da inauguração, quando o hotel e restaurante forem apresentados.
— Ok, se é por uma boa causa e provisório, mas eu gostaria de ter sido informada disso. — Petúnia disse olhando para Sirius e Falc. — Me aprece algo muito importante, que tem a ver com meu sobrinho, sei que não tenho nada a dizer sobre sua herança, mas, sobre o Harry, não quero ficar de fora.
— Você está certa, Petúnia, não é porque tem a ver com o mundo mágico que devemos ou podemos te deixar no escuro. — Reconheceu Falc sincero e Sirius acenou concordando.
— Bem, isso resolvido, Harry, sei que não quer que ninguém saiba que é o dono da GER, Falc me explicou, assim, farei os discursos e quero repassar qualquer coisa que você quer que seja dito por mim. — Disse Edgar mostrando as duas folhas com seus pronunciamentos.
Harry se sentou e os leu, Sirius foi ajudar nas lojas e Falc no Beco, pois ainda faltavam alguns detalhes de segurança na entrada. Como eles esperavam muitas pessoas utilizando a entrada trouxa, esta tinha que estar completamente invisível para os trouxas, felizmente, por ser domingo e estar nevando, as ruas do centro de Londres estavam bem vazias naquela manhã.
— Bem, me parece tudo certo, eu gosto, quero, apenas que o senhor frise os nosso objetivos e compromissos. — Harry entregou ao Sr. Edgar que fez algumas anotações. — Seria bom também, que dissesse ser importante para o grupo GER, sócios e funcionários, a união do mundo mágico, sem preconceitos, discriminações e violências.
— Hum... Isso provocará os puristas, mas eu gosto. — Disse Edgar, então olhou o relógio e suspirou entre cansado e excitado. — Está na hora, Harry. Está pronto?
Harry estava pronto para ser um expectador, agora, "garoto propaganda", não mesmo. Ainda assim, eles usaram o flu do escritório da GER para o flu da nova entrada do Beco Diagonal que se chamava Saguão de Entrada. Ele foi primeiro e, apesar de ter acompanhado as obras e decorações de perto, se engasgou maravilhado com tanta beleza. Sua tia e Dudley vieram auxiliados por Edgar e olharam em volta com a mesma expressão de espanto.
O saguão era imenso, alto como uma catedral e com uma cúpula de vidro arredondada. Os vidros eram decorados e coloridos, cristal, azul, verdes foscos em formas de triângulos, o impacto visual era incrível e fazia o Saguão de Entrada ainda maior e iluminado.
— O lustre! — Duda exclamou de boca aberta.
Sim, o lustre de vidro rosa era em formato de árvore de natal com luzes coloridos. Harry sorriu, ficara incrível e era um trabalho personalizado de um artista trouxa, amigo da Srta. Savita, esse era um objeto especial deste mês, por causa do Natal, depois eles colocariam o lustre aprovado no projeto.
Olhando em volta, Harry deu atenção a imensa parede dourada onde estavam as três lareiras altas, onde um homem entraria tranquilamente. Elas eram de mármore branco com desenhos e decorações, além de detalhes dourado que combinavam com a parede cor do ouro suave. O chão do imenso lugar eram em forma de losangos brancos e pretos, deixava bonito e elegante, além de supermoderno, Harry pensou. Caminhando, ele olhou na direção da porta que levava a Londres trouxa, o corredor era grande e espaçoso, com arcos de pedra dourada no teto e ao fim, a porta bonita de madeira e vidro, era emoldurada por um vitral acima e vidros laterais, que deixavam tudo ainda mais iluminado e elegante.
Em todas as paredes havia candelabros bonitos e decorativos, que a noite seriam acesos, mas, que durante o dia, poderiam ficar apagados devido a iluminação natural que entrava, a decoração clara e suave onde se predominava o dourado e branco, com toque de madeira clara ou mármore banco decorativo. Como, por exemplo, o balcão da recepção onde ficaria o anfitrião que atenderia a todos os visitantes, orientando, cumprimentando ou ajudando no que fosse necessário. Ele era pequeno, mas feito de madeira cor de mel e mármore claro com manchas douradas e parecia iluminado, Harry supôs que alguma magia o deixava assim como se houvessem luzes no balcão. Ele ficava à direita das lareiras, a esquerda era o corredor que levava a saída para Londres trouxa. Ainda a esquerda das lareiras, mas no canto, antes do corredor, havia um círculo de colunas redondas e douradas, Harry sabia que era o círculo de aparatação.
— É incrível como tudo se complementa, existe a elegância do dourado e do mármore, mas o chão preto e branco é moderno e impede a monotonia, além da cúpula de vidro de cores frias que dá um ar divertido e majestoso ao mesmo tempo. — Sussurrou tia Petúnia encantada.
— Que bom que gostou, Sra. Dursley, essa era a nossa intenção, agradar a todos, sermos ecléticos e inclusivos, temos elegância e jovialidade, feminino e masculino, adultos e infantil. — Disse Sr. Edgar apontando para a parede imensa e colorida no ponto oposto a porta que levava a Londres.
— Ficou incrível, Sr. Edgar. — Harry se aproximou sem fôlego.
— É uma parede decorativa realmente linda. Por um acaso é uma obra de arte de algum pintor conhecido e moderno? — Petúnia estava curiosa.
— Sim, Sebastian Adler, ele é um bruxo e faz pinturas mágicas, nós encomendamos essa parede exclusivamente, mas, ela não é apenas decoração. — Edgar sorriu como um menino empolgado. — É a entrada para o Beco!
— Mas, como? — Duda estava confuso e Harry riu.
— Essa é uma surpresa para a hora da inauguração. — Disse ele e apontou para o lado oposto do Saguão de Entrada, a parede de frente a lareira e a recepção de mármore, onde tinha duas imensas portas duplas francesas brancas com arcos. — Essa primeira porta a partir do Beco Diagonal é o hotel, The Magic e, ao lado, a porta que leva ao restaurante, The True Magic.
— Esse saguão, em teoria parece apenas um corredor, mas na verdade é um portal. — Disse Petúnia animada. — Você tem acesso a Londres, ao Beco, ao hotel e restaurante, ainda tem essa decoração incrível e convidativa, quer dizer, aquela área de estar ali, eu me sentiria muito bem esperando por alguém antes de almoçar ou de fazer compras.
— E, vocês ainda não viram a recepção do Hotel ou o bar, além do restaurante em si, ficou magnífico. Isso sem falar em todo o resto do Beco, é claro. — Disse Edgar, dando saltinhos de entusiasmo.
— O senhor encontrou alguma resistência dos outros lojistas, Sr. Edgar? — Perguntou Harry curioso.
— Oh, sim! Não quis preocupá-lo com esses problemas, mas, muitos foram contra as mudanças que fizemos ao Beco e se recusaram até mesmo a pintar suas lojas, mas Falc é muito inteligente. — Disse Edgar, enquanto caminhavam na direção do restaurante. — Ele conversou diretamente com o Ministro e explicou sobre como o Beco reformado atrairia turistas, mais vendas, mais dinheiro entrando, mais empregos e assim por diante. Fudge, então, emitiu um decreto onde obrigava as lojas do Beco a se adequarem a determinadas normas, de limpeza, decoração e segurança. Depois disso, todos foram obrigados a arrumarem suas lojas, interna e externamente, nada tão extenso como o que fizemos nas lojas da GER, mas, ainda o suficiente para que não destoe grosseiramente.
Ele abriu as lindas portas francesas e eles entraram em um ambiente completamente diferente do Saguão de Entrada.
— Minha nossa! — Petúnia se engasgou de olhos arregalados.
— Esse é The bar, uma área moderna para um drink, mesmo uma refeição sem a formalidade do restaurante. — Apresentou o Edgar.
The Bar, tinha uma decoração que lembrava uma estação e esse era o propósito, afinal, esse era o lugar onde se esperava para pegar o trem ou receber sua mesa. O chão era de madeira, com tabuas largas de carvalho escurecidas e seguiam até o fim ampliando o ambiente. O balcão de recepção ao lado da porta era de madeira marrom avermelhado com detalhes em mármore e metal, elegante e convidativo. Assim como o longo balcão do bar, que tinha bancos de madeira com estofados de couro laranja. A parte interna parecia moderna e interessante, onde os garçons serviriam os clientes, mas a parte externa era o que mais chamava atenção porque, além dos bancos no longo balcão, haviam algumas mesinhas com poltronas de couro azul e cabines espaçosas com sofás de couro bege. As paredes eram de tijolinhos vermelhos, o teto era alto e com o forro de madeira escura e avermelhada, decorada e com arcos. As janelas eram arredondadas e decoradas com arcos pintados e por elas, era possível ver a Londres trouxa, as ruas desertas e cheias de neve. Ao fundo, em uma linda parede de tijolinhos, haviam arcos decorados, um imenso relógio e uma porta de metal e vidro que levava ao restaurante. E, tudo combinava para tornar o ambiente incrivelmente confortável e convidativo.
— Acho que nunca vi um bar tão lindo, é tão claro, não escuro e sujo como muito pubs, parece uma estação ou clube, exatamente o tipo de lugar que, imagino, pessoas do mundo todo visitariam e se sentiriam à vontade. — Petúnia disse sorrindo. — É fabuloso!
Harry teve que concordar e sorriu animado ao ver a porta ao fundo se abrir e a Sra. Sarid aparecer, vestida lindamente com um vestido vermelho com estampas enormes de flores brancas. Parecia muito espanhola e seu sorriso alegre combinava com seu vestido.
— Harry! — Ela gritou alegremente ao vê-lo. — Mi querido! Estamos em cima da hora, a qualquer momento a porta da entrada e lareiras serão liberadas. Não é emocionante! Que bom que já está aqui.
Ela o abraçou fortemente e a sua tia e primo sem nada da formalidade inglesa, o que os desconcertou completamente.
— Temos 10 minutos, Rosa, antes que estejamos inundados de pessoas. — Disse Edgar olhando para o relógio. — Tudo está pronto?
— Edgar, mi hombre, acalma-te. — Disse ela em espanhol e sorriu. — Tudo está perfeito. Os quartos estão prontos para os hóspedes, o restaurante pronto para atender o café da manhã, almoço e jantar, não importa o movimento. Estava lá atrás agora, dando as últimas instruções e incentivos aos funcionários que... — Enquanto falava algumas pessoas saíram do restaurante e se posicionaram em seus postos. — Vejam, já estão todos prontos para iniciarem o serviço, claro, não será perfeito, isso virá com o tempo, mas, lhe garanto que todos daremos o nosso melhor.
Seu tom era muito sério, apesar do seu imenso sorriso, seus dentes brancos contrastando com sua pele amorenada e deixando-a ainda mais bonita. Edgar suspirou e endireitou o terno azul claro elegante e bonito, arrumou a gravata vermelha e ergueu os ombros.
— Bom, então, chegou a hora, abrirei as portas e as lareiras. — Disse antes de voltar ao Saguão de Entrada.
— Harry, esse homem trabalhou incansavelmente, incentivou e resolveu inúmeros problemas, você não poderia ter um diretor melhor. — Rosa disse baixinho.
— Eu sei, Sra. Rosa, estou muito feliz com todos os meus funcionários e associados. — Harry sorriu e olhou em volta. — Verei o restaurante depois, na hora do almoço, como combinamos.
— A mesa especial já está separada e é bem centralizada, começaremos o serviço de almoço às 11 horas. — Disse ela sorrindo. — Vamos?
Harry concordou ansioso e voltou ao Saguão com sua tia e Duda. Os três também estavam bem vestidos, sua tia optou por um vestido azul claro, com mangas longas e que chegava até o tornozelo, a fazia parecer mais alta, magra e elegante. Duda estava uma camisa social azul escura, uma jaqueta vermelha, calça social preta e sapatos pretos lustrosos. Harry optou por mais formalidade, usava um terno preto, calça verde escura, camisa branca e sapatos pretos, apenas faltava uma gravata, mas ele não gostava muito delas.
O saguão amplo não estava mais vazio, as pessoas iam entrando e entrando, sejam pelas portas duplas de madeira enorme que levava a Londres e que estavam abertas ou pelas lareiras de mármore branco desenhado que se esverdeavam a poucos segundo, revelando mais um bruxo. Havia também muitos repórteres e alguns fotógrafos acionavam suas câmeras para todos os lados, isso o fez pensar em Colin que, com certeza, estaria com sua própria câmera se pudesse estar ali, mas rapidamente afastou o pensamento. Tinha que se concentrar e focar no aqui e agora.
Harry suspirou, nervosamente, olhou em volta e viu muitas expressões espantadas e maravilhadas das pessoas que viam o Saguão de Entrada pela primeira vez. Logo ele estava abarrotado, mas, a magia o expandiu, quanto mais e mais pessoas chegavam e ninguém ficou apertado. Sr. Edgar subiu os degraus que levavam a área mais alta onde ficava a parede colorida que era o Portal para o Beco Diagonal. A parede em si era espetacular, uma obra de arte como identificou sua tia, losangos coloridos do chão ao teto cintilavam e ondulavam, em todas a cores que existiam. Era quase hipnotizador.
— Olá, olá a todos. — Disse o Sr. Edgar, olhando para o relógio, Harry percebeu que já eram quase 8:20, todos que pretendiam assistir à inauguração deveriam estar aqui. — Bom dia. Hoje é um brilhante e maravilhoso dia. Antes de mais nada, deixe que me apresente e a essa maravilhosa empresa onde sou o Diretor Executivo, apenas uma das muitas engrenagens que tornou realidade o que viveremos no dia de hoje. — Edgar falou brevemente de si mesmo, seu tempo em Hogwarts e trabalho no mundo trouxa, Harry sorriu para o seu orgulho de ser um Hufflepuff e viu muitos colegas de Hogwarts sorrirem de volta.
Olhando em volta com mais atenção, Harry identificou os alunos de Hogwarts, amigos, colegas, conhecidos. Eles estavam com seus pais bruxos ou trouxas, todos tinham sido convidados, sem diferenças ou discriminação. Ele encontrou todos os Boots, não muito longe a esquerda, eles tinham devolvido seus colegas para suas famílias e era muito bom ver o Prof. Bunmi e a Sra. Madaki com os filhos e netos, trouxas e bruxos. E, também viu uma grande família ruiva a direita, muito sorridente e animada. Sirius não estava por perto, provavelmente, estava se mantendo discretamente a margem, pois sabia que, com sua reputação comprometida pela OP Travessa do Tranco, qualquer associação com a GER poderia causar prejuízos. Eles tinham planos de estarem juntos durante o dia, mas decidiram que na hora da inauguração, o melhor era ele se manter nas sombras.
— A GER, Grupo Empresarial Revel foi idealizada por uma das mentes mais brilhantes que tive o privilégio de conhecer. — Elogio atraiu a atenção de Harry que corou até a raiz dos cabelos. — Sua motivação era a inclusão, exatamente, parece uma palavra sem importância, mas não é. Meu chefe, que prefere ficar anônimo, queria que o mundo mágico fosse um mundo onde todos podem viver, trabalhar, comprar, comer, fazer parte. Ele, assim como muitos, perdeu pessoas amadas na última guerra e lhe doía perceber que essas mortes foram em vão, porque ainda vivemos em uma sociedade discriminatória, que impede a inclusão de muitos de nós a bons trabalhos, salários justos, apenas por causa do status de sangue. Assim, o principal objetivo da GER é mudar o mundo mágico, torná-lo justo e humano, sem preconceitos e discriminações, faremos isso, lutaremos por isso, um dia de cada vez. Esta é nossa missão, dos funcionários, dos diretores e, principalmente, do seu fundador. — Suas palavras eram fortes e causaram impacto, Harry viu muitos emocionados, chocados e acenando em concordância, mas também viu expressões fechadas e caretas. — Hoje, mostraremos a vocês, meses de trabalhos de pessoas incrivelmente talentosas, criativas, inteligentes e cheias de vontade de trabalhar. Hoje, damos os primeiros passos para tornar o nosso mundo o lugar de direito de todos os bruxos e bruxas.
Houve uma salva de palmas as suas palavras, mas Harry olhou em volta e viu muitos com expressões contrariadas que se recusaram a bater palmas. Até agora, a GER era apenas um boato ou uma empresa investidora, agora, todos estavam cientes que a empresa era muito mais e pretendia realizar grandes mudanças.
— Sei que estão ansiosos, assim não me prolongarei, apenas quero lhes informar que ao entrarem no novo e reformado Beco Diagonal, dois jovens lhes entregarão um folheto com informações de todas as novas lojas, seus endereços e produtos. Também quero lhes informar que a cada compra realizada em uma das lojas do grupo GER, vocês receberam um cupom com um número. No show de hoje à noite, das Irmãs Estranhas, realizaremos o sorteio de brindes com esses números. Serão um total de 50 números sorteados, assim, guardem os cupons que receberem, pois vocês os trocarão por lindos brindes.
Essas palavras criaram um zunzunzum de animação e mais sorrisos.
— Agora, como vocês podem ver, a nova entrada do Beco Diagonal é muito diferente que a anterior. — Edgar riu e muitos o acompanharam porque a diferença era imensa. — Além da entrada por Londres, temos três lindas lareiras, o endereço é, Saguão de Entrada, Beco Diagonal. E, naquelas colunas douradas, é o ponto de aparatação, nós os chamamos de círculo de aparatação ou círculo dourado. Existe mais um ponto de desaparatação no Beco Diagonal, mas, ele é apenas de saída quando decidirem deixar o centro comercial e não precisarem voltar até o Saguão de Entrada. — Edgar ficou mais sério e os encarou. — Isso é muito importante, não tentem aparatar dentro do Beco Diagonal, apenas ali, no Círculo Dourado. Tivemos essa ideia para que ninguém tenha que aparatar em algum beco trouxa das proximidades e corram o risco de serem visto. — Harry viu muito olhares impressionados e aprovadores. — Temos também o nosso recepcionista, Alastair Stone, vejam, ele já está em seu posto. — Apontou para o balcão de mármore iluminado, onde estava um jovem de uniforme vermelho, que levantou a mão e acenou saudando a todos com um sorriso. — Como este Saguão é a entrada para o nosso principal centro comercial, ele deve, não apenas ser bonito e funcional, mas também dar as boas-vindas a todos os visitantes. Esse é o trabalho de Alastair, dar as boas-vindas, orientar, ajudar, sem diferenciar ou discriminar. — Edgar sorria e muitos acenaram de volta a Alastair. — Também teremos o Restaurante, comandado pela chefe de cozinha, Rosa Esteban Sarid que lhes revelará o nome do restaurante e como ele funcionará. Chefe Rosa?
Harry acompanhou a Sra. Rosa pelos degraus e se colocou ao seu lado, ouviu-se alguns sussurros e logo eles se espalharam e ficaram mais altos quando todos perceberam que era Harry Potter. Ele corou e ficou aliviado por não ter que falar nada diante de tantas pessoas, apenas tinha que estar ali para a promoção do Cardápio Preferidos.
— Bom dia! Eu sou Rosa ou Chefe Rosa, não quero saber de formalidades em meu restaurante. — Sorridente a Sra. Rosa falou sobre sua experiência, sua vida na Espanha, os estudos mágicos na França e o tempo em que vivia na Inglaterra. Sua personalidade alegre e simpática logo atraiu a muitos que a olhavam com grandes sorrisos, pareciam meio apaixonados pela chefe de cozinha. — Bem, vamos ao momento especial, escolhemos esse nome porque acreditamos que comer uma deliciosa comida com produtos de qualidades e preparados com amor é algo mágico, assim... — Sra. Rosa acenou com a varinha e o pano de veludo vermelho que estava acima do arco da porta francesa caiu e revelou a placa com as letras em vermelho como pedras de fogo brilhantes, The True Magic. Suspiros e depois palmas e mais palmas foram ouvidos, além de elogios ao nome. — The True Magic lhes oferecerá uma completa experiência, além da sensação de estarem em qualquer lugar do mundo. Nosso restaurante abre suas portas para The Bar, onde poderão beber e comer de maneira descontraída e dinâmica. Os preços serão acessíveis e a comida saborosa, poderão se divertir com amigos ou apenas esperar por uma mesa do restaurante. O Restaurante The True Magic lhes levará, com apenas um pedido, para onde quiserem no mundo, em uma experiência verdadeiramente mágica. O nosso principal cardápio, o Cardápio Mundo, tem pratos de diversos países, serão pratos mais tradicionais ou exóticos de todos os cantos desta Terra e vocês experimentarão o que há de melhor na cozinha internacional. Teremos também... — Sra. Rosa explicou os Cardápio Estações e os benefícios para a magia do bruxo ao escolher se alimentar com alimentos colhidos naturalmente. — Entendam, todas as nossas refeições são preparadas com alimentos de alta qualidade e naturais, mas, no Cardápio Estações vocês encontrarão os alimentos mais benéficos magicamente de acordo com a fase lunar, clima, posição do sol e planetas.
Harry percebeu que muitos pareciam interessados e sorriam, mais murmúrios eram ouvidos por todos os lados.
— Mas, temos uma outra surpresa, o Cardápio Preferidos, a cada 6 meses, promoveremos um cardápio com uma lista dos pratos preferidos de algumas pessoas importantes em nosso mundo. — Ela sorriu ainda mais e olhou para o Harry. — Todos temos curiosidades em saber quais são as comidas preferidas de algum artista ou pessoas conhecidas por seus feitos. Quem não gostaria de saber o café da manhã preferido de Dumbledore? Ou o jantar preferido de uma das Irmãs Estranhas? A sobremesa preferida de Celestina?
Suas sugestões causaram ainda mais alvoroço e demorou para conseguir silêncio da multidão.
— Bem, foi pensando nisto e em promover o apoio a causas sociais que tivemos a ideia do Cardápio Preferidos. Metade dos lucros dos pratos consumidos no nosso cardápio especial serão revertidos para o St. Mungus e o Orfanato dos Abortos, além de outras causas sociais trouxas. Espero que todos se empenhem em tornar a ajuda ao próximo o seu movimento preferido. — Ela falou com um olhar sério e bondoso. — Assim, pelos próximos 6 meses vocês conhecerão em nosso Cardápio Preferidos os pratos preferidos de Harry Potter!
Sra. Rosa iniciou as palmas e o povo acompanhou cheios de animação e surpresa, Harry corou timidamente e sorriu, acenando e recebeu muitos acenos de volta. Tentou ignorar os fleches das câmeras dos jornalistas que explodiram de repente e não fazer uma careta para eles.
— Gostaria de dizer algumas palavras, Harry? — Sra. Rosa ofereceu e Harry arregalou os olhos apavorado, mas ela já usava a varinha para acionar o Sonorus em sua garganta e ele não teve escolha.
Ainda mais corado, Harry olhou para todos e tentou pensar no que dizer, até que abriu a boca e as palavras saíram sem muito planejamento.
— Olá. — Houve um coro de "olá" em retorno e ocorreu a Harry, que era a primeira vez que muitas dessas pessoas o viam. — Quando a Sra. Rosa me chamou para participar do Cardápio Preferidos, minha primeira resposta foi não, porque não queria alimentar essa história de ser famoso ou ter fãs. Parecia que essa exposição apenas levaria as pessoas a continuarem me vendo como uma celebridade, algo que não sou. No entanto, meus amigos e familiares me lembraram que meu nome é importante e conhecido por coisas boas e diversas, como a reativação da Fazendas Potters, como o trabalho incrivelmente bonito e generoso de meus antepassados, meus avós e meus pais, em ajudar o mundo mágico. Não sou famoso por ter destruído Voldemort... — Isso causou gritos e suspiros, mas Harry ignorou. — E, sim, por que meus pais fizeram isso, eles deram suas vidas para que todos tivéssemos a oportunidade de viver livres. Assim, porque concordo totalmente com os objetivos da GER e este projeto incrível, porque quero ajudar os órfãos, doentes, sem tetos ou aqueles que são abandonados ou discriminados, decidi participar desta promoção especial. Porque é isso que os Potters fazem, lutam, ajudam e nunca desistem de proteger o seu povo.
Quando Harry terminou, se curvou mostrando respeito e disposição para servir ao mundo mágico, ou seja, todos que estavam a sua frente e, imediatamente, as palmas e gritos se tornaram ensurdecedores. Mais fleches das câmeras e, Harry, ainda mais corado, recuou e deixou que a Sra. Rosa desse os últimos recados.
— ... portanto, todos que quiserem tomar o café da manhã, estaremos em serviço a partir de agora e aqueles que pretenderem almoçar ou jantar conosco, sugiro que reservem uma mesa, pois com a inauguração, teremos um grande movimento. Até mais e boas compras!
Rosa deixou a área mais alta e Harry a acompanhou aliviado até a porta do restaurante que ainda estava fechado.
— Muito bem, foi só eu que achei o Sr. Potter incrivelmente doce com aquele rosto todo corado? — Disse Edgar em tom de brincadeira e a multidão riu com ele, Harry corou tudo de novo. — Bem, agora, temos o hotel, o Sr. Sarid, como o gerente, o apresentará a vocês.
— Bom dia. — Sr. Sarid não falava com sotaque espanhol, mas, seu sorriso era tão alegre quanto o da esposa, enquanto falava um pouco sobre si mesmo e sua experiência com a administração de hotéis. — Vocês que entraram pela Londres trouxa, viram a placa coberta, quando retirar esta faixa sobre a porta, a placa externa se revelará também. Isso é importante porque, quando turistas vierem nos visitar, encontrarão de longe a entrada para o Beco Diagonal, uma entrada visível, bonita e agradável. Queremos que nosso centro comercial seja referência e visitado por pessoas de vários lugares do mundo, isso aumentará as vendas, a produção das fábricas e gerará mais empregos. E, para terem uma experiência completa e desejarem voltar sempre ao nosso país, precisamos lhes oferecer a melhor acomodação e cuidados possíveis. Assim, lhes apresento... — E acenou, o pano caiu e na placa estava escrito, The Magic Hotel of London em letras azuis como pedras em chamas azuis cintilantes.
As palmas e ovação foram longas e altas, Harry sorriu e olhou para as pessoas que pareciam ter esperanças em seus olhares, além de encantamento.
— The Magic, como o apelidamos carinhosamente, oferece aos hóspedes uma experiência mágica. Temos 320 quartos com preços variados e acessíveis a todos os bolsos, acesso exclusivo ao restaurante The True Magic aos hóspedes, além de serviço de quarto 24 horas direto da cozinha do restaurante e com os três cardápios disponíveis. — Sr. Julian sorria muito animado. — Ofereceremos serviços diversos e exclusivos, como área de chegada de portal para hóspedes internacionais, acesso a um salão de beleza e spa, uma piscina interna com atendimento exclusivo do The Bar, reserva de carros, motorista e guias para os que decidirem visitar os pontos turísticos da Londres trouxa. Apesar do enfoque aos hóspedes internacionais, isso vale para qualquer pessoa do Reino Unido que deseje vivenciar Londres de maneira segura e completa. Quando abrirmos as portas, em poucos minutos, vocês serão recebidos pelos funcionários que lhes entregarão uma pequena revista com fotos de todos os quartos do The Magic e seus valores. Encontrarão quartos familiares, triplos, duplos, simples, suítes, suítes de luxo e suítes especiais. Entre as especiais, os hóspedes encontrarão quartos temáticos, como o Quarto Escocês, o Quarto Gryffindor, o Quarto Torre Eiffel ou o Quarto Merlin. Tentamos um Quarto Harry Potter, mas Harry se recusou a ouvir sobre isso. — Disse Sr. Julian brincalhão e houve mais risos, Harry corou e arregalou os olhos apavorado com a ideia. — Assim, colocamos um Quarto Ravenclaw, e das outras casas de Hogwarts também, claro, assim como de outros países, acredito que os hospedes se sentirão ainda mais especiais e voltarão sempre ao The Magic.
Sr. Julian encerrou e recebeu mais palmas, o Sr. Edgar voltou a assumir com um grande sorriso porque até agora a recepção da multidão às novidades foi muito positiva.
— Bem, vocês conhecem a entrada por Londres trouxa, as lareiras para flu, o círculo de aparatação, as entradas do The Magic e The True. — Edgar apontou pensativo. — Acho que não falta mais nada...
— E, como entramos do Beco? — Uma voz perguntou e Edgar sorriu.
— Pensei que nunca perguntariam! — Exclamou ele rindo alegremente e a multidão riu junto. — Está linda parede, pintada pelo artista e pintor, Sebastian Adler é onde está o portal para o Beco Diagonal. E, é um portal verdadeiramente magico e nós o chamamos de Portal Adler em homenagem a esse brilhante e talentoso pintor mágico. — Edgar sorriu e se aproximou da parede com losangos coloridos e brilhantes, ao em vez da varinha, ele colocou a mão direita e a parede mudou se tornando como um espelho de água brilhante e prateada. — Vejam, sem discriminação, não precisa de varinha ou magia. — Ele se afastou e sorriu. — Tem um trouxa que gostaria de tentar?
Várias pessoas levantaram a mão e uma menina trouxa de uns 10 anos foi escolhida. Harry percebeu que era a irmã de Owen, do time de quadribol Ravenclaw, porque seu amigo a acompanhou até os degraus.
— Os trouxas não veem a entrada ou podem entrar no Saguão de Entrada sozinhos, mas, se estiverem com seus filhos bruxos podem ir e vir sem ficarem presos na entrada. Como você se chama? — Perguntou ele e a garota sorriu, bem menos tímida que o Harry.
— Olivia!
— Prazer, Olivia, você poderia tocar a parede para mim? — Olivia acenou e tocou a parede que mais uma vez mudou dos losangos coloridos para uma parede liquefeita, era linda e não prata, desta vez era rosada e um anjo tomou forma e sussurrou, mas, apenas Olivia ouviu, pois ela riu.
— Obrigada, senhora Anja. — E caminhou atravessando a parede líquida, brilhante e rosa como se não houvesse nada solido a sua frente.
A multidão se engasgou e sorriram encantados, as crianças queriam tentar e imploraram aos pais para lhes deixarem pôr a mão, enquanto isso, Owen e seus pais seguiram a independente Olivia, rapidamente.
— Bem, sintam-se livres para conhecerem o The Magic e The True agora ou depois das compras. — Disse Edgar sorrindo e acenando para a parede que voltou a ficar com os losangos coloridos. — Ou irem conhecer o novo Beco Diagonal! Boas compras! E boa diversão a todos! E feliz Festival do Solstício de Inverno!
Edgar desceu os degraus, dando acesso a multidão, que começou a se mover para a ampla parede que era o portal. Enquanto isso, as portas francesas do Hotel e Restaurante se abriram revelando sua suntuosidade e beleza, atraindo olhares, exclamações e pessoas que decidiram deixar o Beco para mais tarde. Harry, sua tia e primo se aproximaram dos Boots, Neville se aproximou sorrindo muito.
— Minha avó foi reservar uma mesa para o almoço, meus tios e ela estão ansiosos para experimentarem o cardápio preferido do Harry Potter. — Disse ele brincalhão e todos riram.
Harry fez uma careta de desgosto, se não fosse por uma boa causa.
— Vocês nunca me deixarão esquecer disso, não é mesmo?
— Não! — Responderam todos e riram ainda mais a suas custas.
— Então, o que faremos primeiro? — Perguntou Serafina olhando em volta para a multidão que se dispersava em direções diferentes.
— Bem, a Sra. Rosa disse que nossa mesa está reservada, assim podemos conhecer o restaurante no almoço, mas ainda não entramos no The Magic. — Disse Harry e todos acenaram ansiosos por conhecerem o hotel.
Eles seguiram atrás das pessoas que passavam pelas portas duplas francesas. Harry não sabia o que esperar do The Magic porque sua decoração fora muito pesquisada para atender a um público mais internacional. Assim sua surpresa e encantamento foram totalmente genuínos.
— Uau! — Harry exclamou de olhos arregalados.
O saguão do The Magic era ainda mais amplo do que o Saguão de Entrada do Beco Diagonal e acompanhava sua linha de decoração com beleza e elegância. Ao contrário do The Bar que tinha uma decoração quase oposta, com diversão e desconcentração.
O chão era de mármore claro, branco com dourado, os balcões da recepção, dois, eram revestidos de metal dourado e parecia ouro de verdade ao brilharem luxuosamente. No centro do ambiente, havia uma linda mesa dourada com um lustre de chuvas de cristais do teto até alguns centímetros da mesa e era de tirar o fôlego. Nas laterais, pequenas salas de estar com mesinhas e bonitas poltronas verdes escuras, também tinham lindos lustres e candelabros tornando a ideia da espera bem convidativa. As paredes eram brancas com colunas de mármores cinzas com detalhes dourados e, em lugares estratégicos, vasos cinzas com folhagens verdes ou flores coloridas estavam dispostos. Uma das funcionárias de uniforme verde escuro, lhe entregou uma revista e o convidou a olhar em volta. Seu grupo se separou um pouco enquanto observavam os lindos vasos com folhagens e flores, as áreas de estar estavam sendo ocupadas e as pessoas analisavam a revista com as fotos dos quartos sorrindo e sussurrando encantadas. Na recepção, hospedes faziam o cheque in e... Harry se engasgou quando viu o elevador ao fundo e bem no centro do saguão ser acionado e subir lentamente. Era um elevador de vidro e madeira verde escuro, redondo e, ao se aproximar, Harry percebeu que podia acompanhar sua subida até o último andar e ver os seus ocupantes pelo vidro. O elevador ficava no meio do hotel e os quartos nas laterais, uma linda escadaria branca circulava o elevador como uma longa serpente e Harry se sentiu encantado com tanta beleza.
— Harry... — Ele olhou e viu sua tia o encarando chocada. — Isso tudo, é realmente seu?
Harry entendia completamente seu espanto e só pode acenar emudecido pelo choque.
— Harry, tenho uma surpresa para você. — Disse o Sr. Julian baixinho e Harry, junto com a tia, seu primo e alguns dos Boots o seguiram.
Eles passaram pela área circular e iluminada onde estava posicionado o elevador e Harry arregalou os olhos com o que viu. Ao fundo e a esquerda havia uma grande parede de vidro que dava para um jardim interno cheio de flores, árvores, gramas, bancos, um riacho e uma ponte vermelha sobre ela.
— Tem uma ponte! — Exclamou Ayana encantada e essa era a expressão de todos.
— Ouvirmos sobre os seus planos para o Jardim da Lily, queríamos algo diferente que ligasse The Magic ao The True. Assim, porque não um jardim de inverno? — Julian sorria orgulhoso. — Você pode ver as portas de vidro? Tem a mesma magia que o Portal de Adler, você toca e o vidro se torna insubstancial, assim, não se corre o risco de algum hóspede deixar a porta aberta.
— Isso é brilhante, imagino que a temperatura lá dentro seja agradável e propícia como de uma estufa, se a porta ficasse muito tempo aberta, as plantas morreriam. — Disse Neville sorridente.
— Exato. — Julian sorria ainda mais. — Para os hóspedes é um jardim, mesmo com o inverno terrível lá fora, eles podem se sentar nos bancos, ler, conversar ou, acessar o restaurante.
— Uma entrada exclusiva como o senhor disse. — Harry estava encantado e saber que era algo que seu pais, sua mãe, amaria, tornava ainda mais especial. — Obrigado, Sr. Julian, por se lembrar dos meus pais, se estivessem aqui, eles amariam tudo e esse jardim ainda mais.
— De nada, Harry. —Sr. Julian sorriu com sinceridade. — Quando você entrar no The True, você verá que a parede de vidro do outro lado cria uma linda decoração para o restaurante. A mesas ao lado do jardim serão tão cobiçadas como as que ficam ao lado das janelas para Londres, pois a sensação é de se estar almoçando no próprio jardim. — Disse Julian e gesticulou os convidando para entrar.
— O senhor deveria lhe dar um nome, Sr. Julian, assim, não fica apenas sendo jardim ou jardim de inverno. — Disse Harry ainda encantado com tanta beleza.
— Essa é uma ótima ideia, tem que ser um nome fácil e que se torne popular. — Julian o olhou e levantou a sobrancelha. — Jardim do Harry imagino que não o agradará?
— Não! — Exclamou meio em pânico e olhou em volta para ter certeza que ninguém ouviu, era só o que lhe faltava. Todos riram divertido e o Sr. Julian gargalhou, Harry percebeu que era uma brincadeira. — Engraçado, muito engraçado.
— Bem, você tem uma sugestão? — Quase sem fôlego de tento rir, Sr. Julian lhe perguntou.
— Bem, não sei, parece uma passagem ou caminho, mas, também é um lugar onde as pessoas podem relaxar e refletir... — Harry olhou para o pessoal que acenaram.
Eles entraram no lindo jardim, onde os arbustos verdes foram cortados caprichosamente e arcos de flores rosas e vermelhas emolduravam a entrada e o caminho que levava a um pequeno lago com uma ponte de madeira vermelha. Depois da ponte, o jardim se abria e arredondava com as árvores de cerejeiras vermelhas e rosadas, além de mais flores, gramas e arbustos, bancos estofados verdes escuros se espalhavam para se sentarem, o chão de pedra seguia por um caminho até a outra porta mágica.
Harry e seu grupo fez o caminho em silêncio reverente, sentido o cheiro das flores, o ar fresco e limpo, o silêncio e serenidade.
— Incrível, não é mesmo? — Disse Sr. Julian em um sussurro.
Todos acenaram sem palavras e Adam, que se conectou com a energia das flores e árvores, sorriu e disse.
— É magico.
E, essa era a descrição perfeita.
— Acho que tenho um nome... quer dizer, se o senhor gostar. — Disse Harry timidamente.
— Qual? — Ele perguntou curioso.
— O Caminho do Cervo. — Disse Harry com um sorriso suave, olhou em volta, O Jardim da Lily e O Caminho do Cervo, era perfeito.
— Perfeito. — Disse Sr. Julian e também olhou em volta. — Combina, na verdade, parece que o jardim foi feito para o nome e não o nome para o jardim.
Harry sorriu ainda mais, pois sentiu o mesmo e olhando para Terry e Neville os viu sorrir e acenar entendendo.
Eles voltaram para o saguão do The Magic e viram o elevador de vidro subir mais uma vez com mais hóspedes, neste momento, era uma família com duas garotas loiras muito bonitas e que falavam em francês animadamente.
— Acredito que preciso ir ter certeza que tudo está correndo bem. — Disse Julian olhando para a multidão de pessoas que esperavam para serem atendidas na recepção. — Nós estaremos juntos mais tarde no almoço.
Enquanto ele se afastava, Harry olhou para Adam e Ayana que pediam aos pais para colocarem a mão no Portal de Adler.
— Por favor, mamãe, por favorzinho. — Implorou Adam docemente.
— Bem, acredito que podemos ir conhecer o novo Beco e fazer alguma compras agora, temos bastante tempo antes do almoço. — Disse Serafina e todos acenaram ansiosos.
Eles se reuniram com o resto da família e deixaram o The Magic para o Saguão de Entrada, que encontraram quase totalmente vazio.
— Minha avó ainda deve estar no restaurante nos conseguindo uma mesa, vou procurá-la e nos encontramos depois. — Disse Neville acenando e entrando no The True.
Seu grupo seguiu para o Portal Adler, que estava com os lindos losangos coloridos brilhantes e Ayana correu colocar a mão. Imediatamente, a parede se tornou insubstancial e liquefeita, colorida como um arco íris e cintilou rodopiando como um vórtice de energia colorida que se moveu até ela.
— Uau! Obrigada! — Sorrindo, Ayana os encarou com purpurina arcos íris cintilando em seu rosto. — O Portal disse, "purpurina arco íris para uma alma colorida".
— Isso é bem justo. — Disse Serafina e olhou para a parede que brilhou outra vez. — Devemos passar querida, vamos juntos. — Ela sinalizou e seus pais as acompanharam pelo Portal, logo depois a parede mostrava a obra de arte colorida de Adler.
— Sua vez, Adam. — Disse o Sr. Falc e o garoto se adiantou tocando a parede, que mais uma vez cintilou como água prateada e surgiu uma borboleta fluorescente e liquefeita.
— Uau! — Adam sussurrou e a borboleta liquida bateu as asas e dezenas de borboletas coloridas de energia apareceram e o rodearam antes de voltarem para a parede desaparecendo. — Que incrível! O Portal disse, "muita beleza para uma alma linda".
— Muito certo também, esse Portal é muito inteligente. — Disse Sr. Falc e pegando sua mão atravessou com o resto da família o seguindo.
— Estou curioso para ver o que aparecerá para mim. E vocês? — Terry perguntou, sua tia e primo pareciam meio assustados e deram de ombros. — Harry?
— Eu gostaria de tentar, mas pode ir primeiro. — Disse ele e Terry se adiantou tocando os losangos coloridos.
A parede ondulou e ficou azul prateada, cintilou e um túnel apareceu, depois se duplicou em dois caminhos longos e infinitos de líquido prateado. Terry arregalou os olhos e encarou o Harry que expressou sua curiosidade.
— O Portal disse, "Não duvide de seu caminho, Cuidador".
— Bem, uma magia interessante, como será que é feita? — Harry olhou curioso para o Portal e viu seu amigo muito pensativo, dar de ombros antes de atravessar e desaparecer. — Somos nós agora. — Harry viu seus acenos e colocou a mão na parede solida, mas ela cintilou e se desfez em líquido, mas não era azul ou prateado, era vermelho como o fogo líquido, com tons de laranja das chamas e, de repente, a parede era uma parede de fogo.
Petúnia e Duda se assustaram afastando-se e Harry se retesou porque, apesar de líquido, o fogo parecia muito real.
"Não esqueça do cheiro, Guerreiro"
As palavras sussurradas eram em um conjunto de vozes suaves e femininas, uma mecha de fogo se soltou da parede e o envolveu, circulou e borrifou um cheiro de flores do campo. Harry suspirou quando o cheiro o aqueceu todo, seu coração disparou e ele oscilou tamanha a vontade que sentiu de abraçá-lo e nunca o deixar ir.
— Harry? Harry! — Sua tia tocou seu ombro e Harry a encarou. — Você está bem?
— Você sente esse cheiro, tia? O reconhece?
— Cheiro? Não, do que está falando? Não sinto cheiro de nada. — Disse ela confusa e preocupada.
A parede cintilou e Harry sentiu a urgência da magia que o avisava para atravessar o Portal.
— Ok, vamos, precisamos ir. — Disse e segurando a mão da tia e o braço do Duda, caminhou para a parede de fogo líquido.
Eles estavam tensos, mas, atravessar o Portal era como passar por uma energia suave e morna que os acariciou placidamente.
Do outro lado, toda a família os esperavam e o novo Beco Diagonal se mostrava esplendido, colorido, limpo, iluminado e tão bonito que Harry sentiu que o portal o levou para um lugar completamente diferente e bem longe de Londres. Os novos prédios foram reformados, reconstruídos ou apenas repintados, as vitrines eram maiores, limpas e os produtos eram expostos de maneira bonita e inteligente, assim como os nomes das novas lojas bem grandes e bonitos. As decorações natalinas eram menos discretas e por todo o Beco dava para sentir a atmosfera especial de Natal. Harry, assim como todos os visitantes olhavam em volta encantados e cheios de animação.
Os prédios foram pintados com cores predominantemente vermelhas, amarelas, verdes e azuis, as cores das casas de Hogwarts, mas haviam algumas brancas, bronzes ou douradas, tornando tudo colorido, divertido e bonito. No entanto, o maior impacto era na cobertura de vidro e metal que se elevava sobre o Beco de um ponto ao outro. A estrutura era de metal verde escuro e a cobertura de vidro, protegendo a todos da chuva e neve, além de tornar o Beco Diagonal ainda mais bonito e imponente.
— Aqui, o folheto para encontrar todas a novas lojas, senhor, senhora. — Disse uma jovem vestida com um uniforme azul cintilante e grande sorriso. — Boas compras!
Harry pegou o folheto e encontrou as lojas expostas por ordem alfabética, tinha uma foto da entrada de cada loja com uma descrição dos produtos e serviços que ofereciam. Também havia uma descrição do associado/gerente, breve e pontual como a dos Sarid e Harry sentiu o coração transbordar de alegria ao ver seus planos realizados de maneira tão brilhante.
— Vamos! Quero ver tudo! — Disse ele animado.
Todos acenaram igualmente cheios de energia e empolgação. A primeira loja depois do Portal, era um salão de beleza, Harry assinou o contrato com a associada, Jessica Brenam, quando já estava em Hogwarts e nunca teve oportunidade de conhecê-la pessoalmente. E, pela quantidade de pessoas que invadiram a Enchanted Beauty, ele não a conheceriam hoje também.
— Bom dia! A Enchanted Beauty está marcando horários para o dia todo caso desejem se preparar para o show fantástico que teremos hoje à noite da Irmãs Estranhas. — Uma jovem anfitriã sorridente disse a eles e todos que passavam. — Temos um preço promocional de inauguração para cabelos, cortes e tratamentos, além da maquiagem que pode ser feita com a inspiração que desejar. Aqui está nossas opções.
Serafina e sua tia olharam muito interessadas o pequeno folheto e decidiram marcar hora para as duas.
— Estamos rapidamente ficando com o dia tomado, senhoras, fizeram bem em agendar agora. Tenho um horário duplo as 14 horas, manicure e pedicuro são gratuitos hoje, um presente de boas-vindas. — A jovem marcou na agenda seus nomes. — E, estarão concorrendo a um tratamento de beleza especial no sorteio de brindes hoje à noite.
— Obrigada! — Sua tia e Serafina pareciam muito empolgadas.
Elizabeth e Miriam não quiseram um horário porque pretendiam ir embora depois do almoço para levarem as crianças e voltariam apenas para o show a noite. Sra. Madaki não voltaria para o show, pretendendo, junto com o Prof. Bunmi, ficar no Chalé cuidando de Ayana e Adam.
A ideia do salão surgira depois que foi decidido que The Magic ofereceria essa comodidade exclusiva aos hospedes. Sr. Edgar afirmara ser um seguimento em grande crescimento no mundo trouxa e que poderia fazer sucesso no mundo mágico, agora, olhando o salão abarrotado, Harry teve certeza que ele estava certo.
Um barulho o fez olhar para traz, além do novo Portal do Beco, Harry observou uma mulher sair meio assustada do pub o Caldeirão Furado, que agora tinha uma porta comum e não mais a entrada de tijolos de antes. O dono do pub, Tom, protestara muito por perder o fato de ser a entrada dos bruxos pela Londres trouxas e lareira, mas o projeto apresentado pelo Sr. Falc deixara o Ministro Fudge de olhos brilhando e a autorização do velho pub foi cancelada. Eles podiam ser apenas o que eram, pousada e pub, mas Harry ainda tinha esperança que o Tom concordaria em vender o lugar ou ao menos uma sociedade e, assim, concordar em reformá-lo.
— Tudo bem, senhora? — Ele perguntou gentilmente para a senhora que acenou para o marido e o filho.
— Oh! Não foi nada, apenas, tentamos uma mesa no restaurante The True, mas já está tudo reservado, assim pensamos em reservar uma mesa no Caldeirão, mas o garçom, Tom, foi muito grosseiro. — Disse ela suspirando e acenou para o marido que se aproximou.
— Alguma sorte ou não tem mais mesas também?
— Todas as mesas parecem disponíveis, apenas o garçom foi tão grosseiro e o lugar é tão sujo e escuro, não tenho coragem de comer lá, Kenny. De jeito nenhum. — Disse ela exasperada.
— Porque não reservam uma mesa no La Giacinta? — Sugeriu Harry e no folheto mostrou a foto do restaurante italiano. — Ou podem ir na Coffee & Life, eles têm sanduíches e doces deliciosos, tudo natural.
— Isso parece maravilhoso, Kenny, deveríamos ter olhado o folheto antes de eu entrar naquele lugar horroroso. — Disse a mulher e os dois se afastaram com o filho, depois de agradecerem.
Deixando para traz o decadente pub, o grupo seguiu um pouco mais e Harry olhou o novo calçado de pedra que a poucos metros tinha um desenho cinza escuro. Uma varinha, depois uma vassoura, mais a frente um caldeirão e, em seguida, um telescópio e sorriu porque esse fora um dos cuidados que tiverem com o projeto de reformulação do Beco. Não deixar de parecer um centro comercial de bruxos para bruxos.
— Pai! Veja, uma nova loja de animais! — Um garoto de uns 9 anos apontou para a loja Pet & Love. — Talvez eles tenham corujas ou filhotes!
— Mas, me parece que... Ora, onde estão os animais? — O pai do garoto parou em frente a vitrine confuso.
Neste momento, um casal saiu com uma garotinha que disse.
— O animais estão na casa deles, senhor, lá na fazenda. — A garota mostrou seu gatinho. — Veja, eles têm os filhotinhos mais lindos e nós pudemos visitá-los, tocar e brincar com eles.
— O dono não deixa os animais presos aqui em gaiolas e cercados, eles ficam todos em uma fazendo e são bem cuidados. — Disse a mãe sorrindo. — São centenas de animais de todos os tipos e estão tão felizes, nós também pegamos uma coruja, a nossa está ficando velhinha e eles estão com preços ótimos.
— Obrigado! Vamos lá, Mark, talvez eles tenham uma coruja para você levar para Hogwarts no ano que vem. — Disse o pai empolgado e seu filho pulou de alegria.
Harry sabia que era bobagem, deveria se divertir e se distrair como todos, mas seu olhar estava sempre procurando em volta para ter certeza que tudo estava dando certo. Olhou para todas as lojas e sentiu seu coração se alegrar ao vê-las todas abarrotadas, os clientes sorrindo animados e satisfeitos, os funcionários atendendo, bonitos e sorridentes. Mais e mais pessoas saiam com sacolas e as encolhiam, o Coffe e Life e o La Giacinta tinham colocado mesas externas com guardas sóis coloridos no Beco e elas estavam todas ocupadas. Não parecia haver ninguém que não estivesse gostando da comida e isso o encantou.
Na Sports Company, Harry e Terry encontram muitos colegas de Hogwarts comprando material esportivo com desconto e eles decidiram iniciar suas compras de Natal. Duda os acompanhou, mas sua tia preferiu ficar com Serafina e elas, junto com as outras mulheres, entraram na Fashion Charm, pois haviam lindo vestidos nas vitrines e com incríveis descontos. Sr. Falc, Adam, Prof. Bunmi, Martin e Chester foram fazer suas próprias compras e o grupo se separou.
A Fashion Charm atraia muita atenção, pois tinha três andares, elevador e escada rolante mágica, além de uma decoração moderna e atraente. Mas, para Harry, a World of Books era a mais bonita loja de todas, tinha três andares também, com prateleiras até o teto alto abarrotados de livros, escadarias de madeira e pontes que ligavam um mezanino ao outro, além de um vitral espetacular que deixava tudo claro e atraente. O lugar estava cheio, mas Harry conseguiu alguns minutos para abraçar e cumprimentar a Sra. Charity, além de comprar alguns livros.
Quando chegaram ao fim do Beco Diagonal, encontraram o Banco Gringotes aberto, branco e imponente como sempre e no caminho que levava a Travessa do Tranco uma linda praça foi construída com bancos, flores, e uma fonte que jorrava água. Harry arregalou os olhos, pois não sabia sobre isso...
— Gostou da surpresa? — Uma voz disse atrás dele e ao se virar, sorriu.
— Sirius! — Ele o abraçou fortemente antes de se afastar. — O que faz aqui? Pensei que ficaria de fora da diversão hoje?
— Apenas dos holofotes e das câmeras dos repórteres, aliás, soube que falou muito bem na frente de todos hoje. — Disse ele e apontou um banco para sentarem, Duda e Terry foram jogar moedas na fonte.
— Me pegou totalmente de surpresa e apenas falei sem muito pensar. — Disse ele dando de ombros. — Eu não sabia que iam fazer uma praça. E, onde está a Travessa do Tranco?
Ele apontou para onde deveria ter o caminho sombrio com casas velhas, mas não tinha nada.
— Magia a esconde até podermos reconstruir tudo, seria meio assustador se pudessem ver o lugar como está agora. — Informou Sirius. — E a praça foi minha ideia, não temos espaço para um parque, mas pensei que poderíamos ter uma bonita praça. Você viu a fonte?
Harry negou e eles se aproximaram, a fonte era um círculo de pedra cinza esverdeada com água cristalina e no centro havia um cavalo alado imenso de mármore branco, suas asas abertas refletiam o sol e o tornavam impressionante.
— É lindo. Porque um cavalo alado? — Harry perguntou olhando como a água subia e jorrava por um cajado de mármore negro e escorria até as pedras cinza nas quais o cavalo alado pousava as patas traseiras e empinava as dianteiras.
— Este é um Pegasus, o antepassado dos nossos cavalos alados de hoje, Abraxan, Etoniano, Graniano e Testrálio. — Sirius tocou a água e sorriu. — Ele simboliza muitas coisas, dentre elas a resistência, força e luta, a coragem e lealdade. Quando estávamos escolhendo, pensamos na Fênix, pois ela simboliza o renascimento, mas, nos ocorreu que precisávamos um símbolo de resistência incansável. Os Pegasus lutavam ao lado do seu familiar até a morte e eram sempre leais e poderosos, quando seu bruxo morria, eles se elevavam as estrelas e se juntavam a constelação de Pegasus. Senti que ele era o animal perfeito para estar aqui.
Harry ouviu com atenção e sorriu ao tocar a água.
— Você estava certo, Sirius, precisamos de lealdade e resistência, o Pegasus é perfeito para representar a GER, aqui, nesta praça, neste recomeço. Hoje, — Ele olhou em volta para o ambiente completamente diferente e cheio de bruxos de todos os status de sangue caminhando e comprando, comendo lado a lado, além de muitos trouxas. — Recomeçamos a revidar nesta guerra, a lutar de volta e com força.
— O nome da praça está ali, em latim. — Disse Sirius sorrindo.
Harry se aproximou e viu uma placa onde estava escrito o nome da praça, as datas e uma explicação sobre o Pegasus.
— Praça Resistentiam. A Resistência, 20 de dezembro de 1992. — Ele sorriu e acenou. — É perfeito.
— E, muito em breve, dobraremos o tamanho do centro comercial com o acréscimo da Travessa do Tranco. — Sirius sorriu esperançoso. — Não vejo a hora de me sentar com Ian e Mac e projetar a reconstrução.
— A OP já está tão próxima do fim? — Harry sussurrou surpreso. — Pensei que demoraria mais tempo.
— Mais uns dois meses, não estamos forçando ou empurrando com muita força, mas, meu disfarce foi bem aceito e eles estão desesperados por dinheiro ou medo de serem presos. — Sirius falou bem baixinho. — O mais difícil tem sido como alojar todas essas pessoas e uma nova ala foi criada no St. Mungus, discretamente, para todos os doentes mentais que viviam nas ruas. E, Azkaban está abarrotada de bandidos, alguns mais acima na hierarquia, mas, a maioria, peixe pequeno. Temos que agir com muito cuidado para que ninguém perceba nossas intenções e para manter meu disfarce a todo custo.
— Fico feliz que esteja acabando. — Harry pegou algumas moedas trouxas e pensou em um desejo, sua intenção era pedir proteção ao Sirius e ao novo Beco, mas seus pensamentos se voltaram para o cheiro de flores do campo que lhe aqueceu o coração. Assim, ele desejou que seja quem fosse a dona do cheiro, estivesse segura. — E, como está o treinamento auror?
— Muito bem. — Sirius se afastou e voltou a sentar no banco, Harry o acompanhou e sorriu ao ver Adam e Ayana correram para a fonte animados. — Como estou fazendo um treinamento diferenciado, cada 6 meses equivale a 1 ano de preparação. Assim, no início de janeiro farei os testes necessários para ir para o 2º ano, pedi a Denver que me desce alguns dias de folga para estar com você e com a família no Natal. Ainda que esteja me exercitando e estudando em preparação para os testes físicos e teóricos.
— Você fala muito de Denver em suas cartas, ela deve ser muito legal. — Disse Harry.
— Ela é.… especial, acredito que é a melhor auror que já conheci, atenta aos detalhes, grande líder, muito inteligente e corajosa. — Sirius sorriu ao pensar em sua treinadora.
— Ela é Gryffindor? — Harry ficou ainda mais curioso sobre ela, porque parecia que Sirius a admirava muito.
— Bem, talvez fosse se tivesse ido a Hogwarts, mas Denver é americana e foi a Ilvermorny... — Sirius o olhou curioso. — Você gostaria de conhecê-la?
— Sim, gostaria. — Harry sorriu e corou um pouco. — Acho que quero ser um auror também, um dia, e se ela é tão boa, seria legal conversar... bem, se ela quiser, quero dizer.
— Um auror, hein? — Sirius o olhou com um largo e orgulhoso sorriso. — Porque será que isso não me surpreende? — Os dois riram, porque sabiam como Harry gostava de resolver um mistério. — Conversarei com Denver e marcarei um almoço, tenho certeza que ela gostará de conhecê-lo também.
Harry acenou concordando e olhou para a multidão alegre que entrava e saia das lojas, andava pelo Beco e admirava a nova praça.
— Essa praça foi uma grande ideia, combina, parece que sempre esteve aqui e as reformas dos prédios ficaram incríveis. Nem parece o mesmo lugar. — Ele disse feliz.
— Como você se sente em olhar para tudo isso e saber que é o responsável? Orgulhoso? — Sirius perguntou suavemente.
— Oh... — Harry corou. — Não sou o responsável, Sirius, eu apenas tive uma ideia, vamos infiltrar os nascidos trouxas, o resto foi feito por todos. Eles são tão criativos e inteligentes, que pegaram o meu pensamento e transformaram em tudo isso. — Ele gesticulou com as mãos. — Mas, olhando para tudo, me sinto orgulhoso, feliz e esperançoso. Não posso lutar essa guerra sozinho e acredito que temos um exército ao nosso lado. Faz sentido?
— Sim, faz todo o sentido. — Sirius apertou seu ombro. — Você nunca lutará sozinho, mas está certo em dizer que essas pessoas todas lutarão ao seu lado, mesmo que nunca aja uma batalha ou violência. Os puristas ou famílias antigas sempre subestimaram os nascidos trouxas, temeram as mudanças que eles poderiam trazer se fossem integrados ao nosso mundo. No entanto, eles são maioria, junto com os mestiços, inteligentes, cheios de energia e vontade de criar coisas melhores. Agora que foram infiltrados, acredito que até Voldemort terá dificuldade em expulsá-los.
— Eu compreendo o medo, os bruxos têm uma cultura e tradição, professor Achala nos falou sobre isso outro dia. Não precisamos transformar nossa sociedade em uma imitação da sociedade trouxa e nem é isso que os nascidos trouxas querem. Eles amam serem bruxos e fazerem parte do nosso mundo, querem aprender e seguir os hábitos e costumes. O problema principal é a superioridade que os puros-sangues acreditam ter para os nascidos trouxas, isso existe no mundo trouxa também e em toda a parte. Brancos que se acham superiores aos negros, homens às mulheres, uma religião ou país a outros. Isso tem fim, precisamos...
— Harry! — Hermione apareceu de repente com seus pais. — Eu estive procurando por vocês... onde? Terry!
Harry sorriu e se levantou para cumprimentar sua amiga e seus pais.
— Também estivemos te procurando, Hermione, mas tinham muitas pessoas! — Exclamou Terry com os olhos brilhando.
— Eu sei, muitas pessoas e as lojas estão tão lindas, os prédios ficaram espetaculares e essa cobertura... Ah! Encontrei a Padma e ela disse que acha que o novo Beco é melhor que o shopping! — Eles riram divertidos. — Onde está Neville? O que vocês já compraram? E essa fonte! O que é aquilo? Um cavalo alado?
Como sempre, Hermione falou aceleradamente por causa da emoção, mas Terry não se importou e respondeu a tudo tranquilamente. Harry olhou em volta e percebeu que Sirius estava brincando com Adam, Ayana, Tianna e Marvel. Os Grangers conversavam com sua tia, Serafina e a Sra. Madaki, que reapareceram, o Sr. Falc estava conversando com Duda e o Prof. Bunmi. Toda essa mistura colorida e vibrante o fez sorrir sentindo-se se encher de alegria.
O horário para o almoço encontrou todos voltando e reentrando pelo Portal Adler, que apenas se tornou insubstancial sem qualquer magia diferente. Neville, a avó e os tios se juntaram a eles, apesar de terem conseguido sua própria mesa, decidiram pedir que colocassem todos juntos em uma mesa só. Harry estava ansioso para ver como ficara o The True, estivera em todas as novas lojas e apenas o restaurante ele ainda não conhecia. E, não se decepcionou.
The Bar estava abarrotado de pessoas, bebendo e comendo, conversando e rindo, depois de confirmarem a reserva com o atendente no balcão na entrada, eles seguiram até as portas do fundo arredondas de vidro e metal negro fundido que estava fechada. Ao atravessarem a porta, The True surgia, então, completamente diferente do The Bar e The Magic.
Harry olhou em volta com um grande sorriso, a parede, onde a porta estava localizada, era decorativa e revestida com enormes pedras cinzas azuladas. Do lado do restaurante a porta de metal fundido era pintada de azul e emoldurada por azulejos espanhóis com flores azuis e negras. O salão era três vezes maior que o The Bar e tinha dezenas de mesas, quase todas ocupadas, assim como o mezanino que se acessava por uma escadaria larga e imponente de mármore branco e corrimão de ferro fundido. A pintura das paredes era branca, mas o que mais chamava a atenção era que por todas as direções haviam paredes de vidro transparente, o que permitia a todos verem Londres de um lado e A Passagem do Cervo do outro, fazendo o ambiente leve, iluminado e acolhedor. O chão era de madeira acinzentada, as mesas de madeira marrom clara, as cadeiras estofadas em azul turquesa. Na verdade, o azul estava em vários detalhes como no lustre que chuva de cristal ou nas taças na mesa, no tapete no chão. Mas como essa era a cor mais forte presente no ambiente, tudo ficava alegre e leve, não pesado ou exagerado. Olhando para cima viu o teto decorado com latão dourado em forma de molduras e abriu a boca chocado com tanta beleza.
Harry suspirou sentindo o que a decoração queria passar, paz e acolhimento. Seu grupo olhava para tudo encantado e sussurrando, quando um anfitrião se aproximou para atendê-los.
— Reserva? — Ele perguntou educadamente.
— Temos duas reservas. — Disse Falc. — Gostaríamos de nos sentar todos juntos.
— Claro, senhor. Em que nome estão?
— Longbottom. — Respondeu a avó de Neville.
— Boot..., espera, não, está em Potter. — Disse Falc e Harry viu o olhar do anfitrião ir em sua direção, brevemente, antes de conduzi-los a uma grande mesa central que rapidamente foi magicamente ampliada para acrescentar os espaços dos Longbottoms.
Todos se sentaram, as crianças mais pertos umas das outras e Harry tentou ignorar os olhares das pessoas em sua direção. Ele se perguntou se os Sarids viriam almoçar com eles como combinado, mas logo um dos atendentes veio informá-los que os anfitriões não se juntariam a eles para o almoço, devido ao grande movimento e necessidade de suas presenças.
— Acho que escolherei o Cardápio Harry Potter, e vocês? — Disse Sirius brincalhão e todos riram concordando.
— Oh... — Harry corou de constrangimento e neste momento na mesa ao lado uma garotinha disse, "Quero a sobremesa preferida do Harry Potter". Afundando-se na cadeira, disse. — Não podemos esquecer isso, pessoal?
— Não. — Disse Neville.
— Nem pensar. — Terry acrescentou.
— Espere até encontrar Fred e George. — Disse Hermione divertida. — Eu os vi brevemente e eles acharam hilário.
— Poxa, no que eu me meti? — Disse Harry ainda mais corado.
— Olá! Eu sou Jenny, serei sua atendente de hoje. Vocês gostariam dos cardápios para escolherem? Posso trazer alguma bebida? — Jenny era morena, bonita e sorridente.
— Qual a bebida preferida do Harry Potter? — Perguntou Chester com uma piscadela.
— Oh! O Cardápio Harry Potter tem sido um campeão de vendas, essa é uma ótima escolha senhor. — Disse ela gentilmente e entregou o cardápio solicitado.
Quase todos na mesa escolheram o seu cardápio, mas a Sra. Longbottom e seu irmão e cunhada preferiram o cardápio Estações, Harry, Elizabeth e Prof. Bunmi o Cardápio Mundo. Os pedidos foram feitos, as bebidas chegaram rapidamente, a comida não muito tempo depois e estava deliciosa. Harry escolheu uma receita italiana, ossobuco com polenta e comeu com prazer o prato quente e suculento. De sobremesa escolheu uma marroquina, o jabane, um creme com limão e iogurte que caiu perfeitamente bem depois do almoço mais pesado.
Olhando em volta, percebeu que todos na mesa estavam muito satisfeitos também, e em volta, não havia um único rosto descontente ou sem um sorriso.
— Esse pudim de pão é incrível, Harry. — Sua tia disse sincera. — Entendo porque está entre suas sobremesas preferidas.
— Foi a Sra. Madaki quem me apresentou, é uma sobremesa típica da Louisiana, tia Petúnia. — Disse Harry sorrindo para avó de Terry.
— Eu não acredito quantos pratos que eu te apresentei que estão neste cardápio, Harry. Obrigada, me sinto honrada. — Disse ela e o Prof. Bunmi sorriu.
— Esse garoto é esperto, você é a melhor cozinheira que existe neste mundo e ele sabe quando prova a perfeição. — Disse ele. — Eu soube e por isso me apressei em casar com você, querida.
Todos riram e houve provocações, Sra. Madaki corou com os elogios.
— Aprendam, meninos, quando encontrarem uma garota que toquem seu coração, pode ser com sua comida ou música, sua inteligência ou bondade, mesmo sua beleza ou cheiro, não a deixem escapar. — Disse o Prof. Bunmi muito sério, mas os olhos brilhantes de diversão.
— Cheiro? — Harry perguntou curioso.
— O que é isso, Harry? Já encontrou uma garota com um cheiro especial? — Brincou Miriam que tinha o senso de humor do pai dela.
— O que? Não... — Harry corou outra vez e todos riram. Ora, o dia parecia feito para todos se divertiram as suas custas. — Não, apenas, no Portal Adler, bem, eu senti um cheiro, acho que nunca senti antes. Como ele funciona, Sr. Falc?
— Bem, eu não sei os detalhes, mas Sebastian Adler é um bruxo e artista que faz quadros mágicos, isso exige muito conhecimento mágico e técnicas especiais. — Respondeu Falc. — Pelo que entendi, Adler usou um selo mágico para criar a pintura e ao em vez que colocar um personagem que se move e fala, como nos quadros, ele utilizou um ritual das fadas.
— Ritual das fadas? — Hermione tinha uma expressão de profunda vontade de aprender.
— Sim, fadas foram extintas a muitos anos ou se esconderam no Reino de Avalon, pelo menos é o que alguns acreditam. — Disse Falc dando de ombros. — Eu não conheço os antigos rituais, muito menos os das fadas ou a magia feérica, mas, acredito que a intensão de Adler era evocar no portal uma grande quantidade de magia e, assim, torná-lo senciente.
— Senciente? — Elizabeth estava surpresa. — Como se ele tivesse vontade própria?
— Sim, a magia é senciente, ela percebe o perigo ou se alegra com os bons momentos de um bruxo. — Serafina explicou. — Não são pensamentos, mas impressões de sentimentos e, se você estiver conectado com sua magia, poderá compreender. Como, por exemplo, quando se apaixona, a magia comunica ao bruxo a aceitação da magia do outro bruxo e podem até se conectarem.
— No caso do Portal Adler, a imensa quantidade de magia a torna sensitiva e é esta magia que permite nosso acesso ao Beco e, ao fazer isso, ela nos presenteia com algo agradável. — Disse Falc e apontou para os filhos. — Como as purpurinas para Ayana e as borboletas para o Adam.
— Eu gostaria de ver o que ela me daria. — Disse Tianna com um bico.
— Podemos voltar lá depois, querida, então, será sua vez. — Disse Serafina carinhosa.
Tianna e Marvel comemoraram, Chester Jr não estava presente, pois eles temiam assustá-los com a multidão.
— Bem, o Portal não me deu um presente, nem cheiro ou borboletas. — Disse Terry pensativo.
— A mim ele deu, eu estou tentando me lembrar de algo importante e a voz me disse onde procurar. — Disse Neville sorridente.
Quem conhecia seus problemas de esquecimento não pôde se impedir de rir, muito divertidos.
— A mim, eu senti como se me energizasse, foi estranho, mas parecia se conectar com minha magia. — Hermione sorriu meio sonhadora, o que era algo bem estranho em seu rosto. — A voz disse, "Não desista do seu coração, Defensora". — Seus pais sorriram e pareciam intrigados.
— Isso foi um conselho! Eu também recebi um conselho, a voz disse, "Não duvide de seu caminho, Cuidador". — Disse Terry empolgado.
— Bem, se a magia acreditou que precisavam desses conselhos, vocês devem refletir com calma e descobrir o que ela quis lhes dizer. — Aconselhou o Prof. Bunmi e os adultos acenaram concordando.
— E, vocês ouviram apenas uma voz? — Harry perguntou curioso.
— Sim. — Todos responderam ou acenaram.
— Porque, Harry? Você ouviu algo diferente? — Perguntou Hermione curiosa.
— E, qual o cheiro que o Portal lhe deu de presente? — Sirius perguntou curioso.
— Era um conjunto de vozes, como um coral suave e feminino, me disse, "Não se esqueça do cheiro, Guerreiro", então, as chamas líquidas me envolveram e o cheiro de flores foi borrifado em meu rosto. — Harry franziu o cenho pensativo e não disse como o cheiro o fez se sentir, não queria mais comentários constrangedores.
— Interessante. — Disse Serafina.
— Talvez tenha a ver com o Jardim da Lily. — Sugeriu Falc e Harry apenas acenou sem estender o assunto, tinha a intuição de que era algo diferente, mas não fazia ideia do que. — E o que são os selos mágicos?
— Eles são símbolos ou desenhos específicos, rúnicos e muito poderosos que junto com a intenção mágica e o poder do bruxo tem um grande efeito mágico, com uma duração bem longa. — Explicou Serafina. — Adler usa tintas mágicas específicas para desenhar os selos, isso demanda tempo e muita atenção, é um trabalho difícil, mas genial. E, permite que ao portal ser como é, tão poderoso e incrível.
— Mas, o que o torna senciente é a magia feérica e qualquer ritual que ele utilizou, com pedras, plantas ou runas especiais das fadas. — Disse Falc suavemente. — Edgar e Savita o conheceram, acredito que Ian e Mac também, infelizmente, não tive a oportunidade de encontrar o artista.
— Eu o encontrei brevemente. — Disse Sirius aos curiosos. — Parece muito focado e inteligente, mas um pouco temperamental, não queria muitos palpites, apenas que a arte e magia falasse com ele enquanto criava. Edgar concordou e não se arrependeu.
— Acho que Edgar gostou dele e de seu trabalho, tanto que insistiu em nomear o portal em sua homenagem. — Explicou Falc.
Antes de deixarem o The True, Harry foi falar brevemente com a Sra. Rosa e a encontrou comandando sua cozinha de maneira alegra e enérgica.
— Harry! Como estava seu prato? Foi bem atendido? — Ela lhe perguntou. — Desculpe perder o almoço, mas não paramos um momento desde que abrimos e meu Julian também está completamente atarefado com os hóspedes.
— Tudo foi perfeito, Sra. Rosa, maravilhoso. E, não precisa se desculpar, compreendo que isso é uma boa notícia e fico feliz com todo esse movimento. A inauguração está sendo o sucesso que sonhávamos e é isso que importa.
— Você está certo, um sucesso sim, é exatamente essa a palavra para descrever e acredito que está sendo melhor do que esperávamos. Julian já me disse que além dos hóspedes convidados, dezenas de pessoas se hospedaram no The Magic, porque decidiram passar a noite depois do show das Irmãs Estranhas. — Informou Sra. Rosa orgulhosa.
— Isso é incrível! — Harry sorriu muito animado e olhou em volta. Haviam uns 20 funcionários e um monte de panelas e colheres se movendo com magia. — Sua cozinha é linda.
— Você pode vir cozinhar comigo sempre que tiver um tempo. — Disse ela e olhou para tudo com orgulho. — Em uma cozinha trouxa, sem a magia, haveria o dobro de funcionários para servir tantas pessoas. E, ainda não o faríamos tão bem como aqui, obrigada, Harry, por me proporcionar e ao meu Julian tanta alegria.
Seus olhos tinham um brilho de lágrimas e Harry se emocionou com sua gratidão.
— De nada. Obrigado por seu talento e alegria, não poderia estar mais feliz em ser seu sócio. — Disse ele sincero. — Queria lhe perguntar sobre uma receita... — Harry explicou sobre sua vontade de cozinhar a receita francesa preferida do Sirius, mas sem o vinho tinto, para os abrigos.
— Hum, essa é uma ótima ideia e um gesto muito bonito, acredito que você deve substituir o vinho por um caldo de legumes. — Sugeriu ela.
— Isso não o tornaria uma caçarola?
— Não, porque o tempero é diferente, desde que os mantenha, terá uma versão não alcoólica do prato francês. Além disso, você não usara os legumes do caldo, apenas o caldo com os ingredientes da receita francesa, isso o tornará bem nutritivo e gostoso. — Disse ela pensativa. — E, seria algo que poderíamos oferecer aqui, talvez no cardápio do próximo inverno, hum...
Harry sorriu ao ver como estava planejando os próximos cardápios.
— Sra. Rosa! — Um jovem apareceu nervosamente. — Estamos com um problema..., Kate pediu que viesse buscá-la.
— Ora, do que se trata? — Seu rosto se fechou de preocupação e deixou a cozinha, Harry os seguiu a distância.
O problema era no The Bar, onde a gerente do restaurante, Kate, tentava explicar para um Lucius Malfoy e família, porque não poderia entrar no The True.
— Senhor, como já lhe disse, o seu sobrenome não importa se não tem uma mesa reservada, mas se puder aguardar no The Bar, acredito que em menos de 20 minutos teremos uma mesa...
— Não me interessa esperar, onde está o dono dessa...
— Olá, sou a chefe e responsável, posso ajudá-los? — Rosa foi gentil e muito educada.
— Estou dizendo a essa... garota, que sou Lucius Malfoy, da Casa Malfoy e quero uma mesa, imediatamente, para mim e minha família. — Malfoy tinha uma expressão arrogante e enojada.
— Sra. Rosa, estava explicando...
— Já entendi, Kate. Sr. Malfoy, como minha gerente lhe disse, sem reservas, uma espera é necessária, talvez não estivesse presente quando dei este aviso na abertura, mas, felizmente, com toda essa linda festa o movimento tem sido de 100%. Espero que compreenda e possa aguardar em nosso bar, serviremos uma bebida de cortesia por qualquer transtorno.
— Nós ouvimos seu discurso, mas julgamos que famílias com nosso prestígio não estava incluído neste incomodo tolo. — Uma mulher loira com uma expressão de enfado disse. — Você sabe quem somos? Um Malfoy não espera, muito menos atrás desse tipo de gente, Sra...
— Chefe, pode me chamar de Chefe Rosa, Sra. Malfoy e, essa gente, são meus clientes. Para mim pouco importa seu sobrenome, família, conta no banco ou status de sangue. — Rosa falou com firmeza. — Não existem privilégios deste tipo em meu restaurante, apenas o excelente atendimento que dou a todos, igualmente. Se puderem aguardar, lhes garanto que não se arrependerão, se não, talvez, possam retornar em um dia de menor movimento.
Harry sorriu das expressões dos Malfoys, constrangidos e indignados, Sra. Rosa os colocou em seus lugares. Até Draco estava com cara de quem comeu e não gostou... ou não comeu e não gostou, pensou, rindo baixinho e voltou para sua mesa, pois sabia que não tinha que se preocupar, Sra. Rosa sabia muito bem lidar com essas pessoas.
Durante a tarde o número de pessoas, ainda muito grande, diminuiu no Beco Diagonal o suficiente para Harry e os outros terminarem suas compras. A família trouxa, com exceção de sua tia e primo, partiu para suas casas, que eram em Londres, prometendo voltar para o show e Harry desconfiava que muitos tiveram a mesma ideia. Enquanto Serafina, Petúnia e Ayana iam ao salão, Enchanted Beauty, Falc levou Adam, Terry, Duda para algumas outras lojas e compras extras. Os Grangers partiram, mas Hermione ficou e se juntou as amigas, Mandy, Morag e Padma para estarem juntas na festa da noite e, depois, ela dormiria na casa de Mandy. Neville partiu com a avó que não o queria de volta para o show, mas Harry lhe pediu educadamente e a velha senhora aceitou.
— Acho que minha avó tem um fraco por você, Harry. — Disse Neville divertido.
— Hum..., talvez. — Harry deu de ombros. — Você volta mais tarde?
— Sim, estou exausto e será bom descansar um pouco, dizem que o show da Irmãs Estranhas é muito intenso.
— Eu não posso descansar, tenho mais presentes para comprar, quero conhecer os novos associados e tenho uma reunião na GER às 17 horas. — Disse ele olhando para o relógio. — Vou com Sirius, acredito que só nós dois chamaremos menos a atenção e ele também tem bastante presentes esse ano.
— Harry Potter e Sirius Black juntos chamam menos a atenção? — Neville falou ironicamente e os dois riram. — Eu percebi que você está mais relaxado, dormindo melhor?
— Muito. — Harry afirmou sincero. — Na verdade, por hoje, não pretendo pensar em nada difícil, apenas comemorar que tudo está indo tão bem. Nos vemos mais tarde.
Eles se despediram e Harry pode, com calma, visitar as novas lojas, recebeu muito abraços dos associados e pode se apresentar e conhecer os novos que se juntaram a GER depois que tinha partido para Hogwarts. O salão, Enchanted Beauty, ainda estava com um grande movimento, e ele percebeu que não conseguiria conversar com a Srta. Jessica.
Assim, seguiu para a Agência de Turismo Blue World, que oferecia viagens trouxas e mágicas para o mundo inteiro. Com portais ou aviões, para locais mágicos e trouxas, com hotel, transporte e visitação turística no país de escolha do cliente. O Sr. Julian, Diretor da Divisão de Turismo indicou sua irmã, Pippa para abrir o Ristorante La Giacinta e sua esposa, Martina, para ser uma associada da agência de turismo. Martina Montesino era uma bruxa argentina e Julian a conheceu em uma de suas viagens ao país da América do Sul. O dois viajaram juntos pelo mundo todo e a Sra. Martina o ajudou a escrever seus livros com fotos, dicas e roteiros de viagens. Como a Divisão de Turismo da GER tem a função de criar meios de aumentar o turismo ao Beco Diagonal ou ao mundo mágico e trouxa como um todo, criar uma agência de turismo que ajudaria os bruxos do Reino Unido a visitarem outros países, pareceu uma grande ideia. E, mais importante, a Blue Word estava trabalhando com o The Magic e oferecendo aos turistas uma excelente experiência ao visitarem Londres.
Harry conversara com Martina por espelho e ela lhe explicara o desejo que terem filhos, que os fez decidirem viver em definitivo em Londres, parar com as viagens constantes. E, como todos esses anos conhecendo todos os lugares do mundo a ajudaria a criar experiências igualmente mágicas para os clientes.
Agora, ele teve tempo de conversar com ela pessoalmente e perceber que estava grávida e muito feliz.
— As pessoas estão vindo aos borbotões, querem fechar viagens para todos os lugares. — Seu sorriso e sotaque espanhol era muito bonito. — O bebê está todo agitado, acho que sente como estou feliz. Obrigada, Harry.
Ela lhe deu um beijo no rosto e Harry corou para diversão de Sirius.
— Quando nasce? — Perguntou encarando com olhos arregalados a imensa barriga.
— É um menino e ainda falta mais de 3 meses, depois, vou trazer ele para trabalhar todos os dias, vou criar um espaço bem bonito aqui no meu escritório. — Disse ela mostrando o espaço ainda vazio.
— Legal... hum, você tem certeza que só tem um bebê aí? — Harry perguntou apontando para a barriga.
— Você está dizendo que estou gorda? — Ela perguntou com expressão séria e Harry empalideceu.
— O que...? Não! Não foi o que eu disse... eu nunca diria... a senhora não está... juro que... — Mas ela começou a rir e Sirius gargalhou, Harry percebeu que Martina estava brincando e nem sabia se ficava aliviado ou chateado de ser brincado de novo. — Engraçado, muito engraçado.
— Se você pudesse ver sua expressão, riria também, Harry. — Disse Sirius, rindo sem parar.
Eles seguiram para uma loja que teve os olhos do Harry brilhando de animação. E a Glee & Dream, uma loja de brinquedos trouxas que estava abarrotada de crianças e seus pais meio desesperados que tentavam não ir à falência. Jonathan Travis era o associado e se vestia como Papai Noel, na verdade, toda a decoração era muito natalina. Todo o Beco tinha um toque aqui e ali, referência ou símbolos do Natal, mas esta loja parecia a fábrica ou casa do Noel. Os vendedores se vestiam de duendes de Papai Noel e para as crianças bruxas que não conheciam o mundo trouxa, era tudo novo e espetacular. O nome, Alegria & Sonho, combinava muito bem, pensou Harry, ao comprar mais alguns presentes de Natal.
Jonathan era um bruxo nascido trouxa e trabalhava como marceneiro desde que deixou Hogwarts, mas começou a vender ilegalmente tentando juntar dinheiro para abrir seu próprio negócio. Ter uma loja de brinquedos era um sonho, mas ele nunca acreditou que a abriria no Beco Diagonal. Eles falaram muito brevemente, Harry fez uma encomenda especial e, então, Jonathan correu ajudar um cliente e Harry deixou a loja muito satisfeito com suas compras.
Na outra loja nova, a World of Music, Harry comprou alguns discos para si e amigos. Sean Collins era irlandês e mestiço, ele tinha uma loja de música em Dublin e quando ouviu sobre a nova empresa que estava abrindo novos comércios no Beco, se aproximou com a proposta de sociedade, sem saber que era exatamente isso que a GER estava oferecendo. O lugar estava tão bonito e cheio de clientes, que tudo o que Harry pode fazer foi comprar e sair, lançando um aceno na direção de Sean, que retribuiu com um grande sorriso.
Na loja de míveis e carpintaria do Prof. Jones, Harry e Sirius passaram mais tempo. Apesar de não comprarem nada e o lugar não estar tão cheio, os vendedores estavam acompanhando clientes por toda a loja que olhavam os lindos móveis prontos.
— Estamos recebendo dezenas, talvez mais de uma centena de encomendas, Harry, quando digo que faço personalizado, com os detalhes, desenhos e cores que quiserem, ficam completamente empolgados. — Disse Jonas sorridente. — E, a Savita esteve me enviando dezenas de pedidos de visita a casas, sua loja de decoração tem tido muito movimento até agora e ela quer que eu faça os móveis sob medida.
— Isso é incrível, melhor do que eu esperava. A M&T constrói ou reforma, a Srta. Savita decora, o senhor faz os moveis e a Srta. Linda o jardim. — Disse Harry satisfeito.
— Isso sem falar no artista, Adler, soube que a Savita recebeu inúmeros pedidos de obras de arte igual a pintura no Portal. — Informou Jonas. — Acho que ele prefere ser mais recluso, mas terá muitas encomendas nos próximos meses.
— E você? Conseguirá dar conta das aulas em Hogwarts e as encomendas da loja? — Sirius perguntou curioso.
— Sim, contratarei funcionários se for necessário, essa a intenção com tudo isso, afinal, gerar mais empregos. E, eu amo ensinar, não conseguiria abandonar os alunos. — Prof. Jonas sorriu e Harry ficou aliviado, porque também amava suas aulas.
A Custom Furniture era uma loja ampla e ficava ao lado da Zonam, onde Harry entrou para conversar com a JJ, associada da loja de couro e com quem se sentou por um tempo para encomendar um novo projeto.
— Interessante suas ideias e imagino que tenha bons motivos para precisar de algo assim? — JJ perguntou com a sobrancelha erguida.
— Eu tenho, com certeza. — Harry afirmou. — Você consegue fazer?
— Com certeza, eu posso. — Ela guardou a pasta com o projeto. — Você me trouxe uma incrível ideia e posso lhe dar um desconto, pois venderei muito algo assim em minha loja ou se quiser exclusividade, poderá pagar uma taxa extra.
— Taxa de exclusividade? — Sirius perguntou interessado.
— Exatamente, assim esse projeto não será feito para mais ninguém por mim, mesmo que a pessoa venha e me diga que o viu usando e quer algo igual. Mas, é caro, tudo o que é exclusivo mais que dobra de valor. — Informou JJ em tom de negócio.
— Interessante. — Harry pensou e depois acenou negativamente. — Não preciso de exclusividade, pode vender aqui, ainda que seria muito bom se não vendesse a comensais da morte.
Quando deixaram a loja, Harry apontou para a lojas de poções, Rituum & Potions, de Fiona.
— Se pretende saber se ela conseguiu o elixir para despetrificar as crianças, a resposta é não. Estou em contato com ela o tempo todo, Will não tem muito contatos fora do país, assim, as chances de conseguirmos as mandrágoras são mínimas, mas Fiona tem mais conhecidos no continente, na Irlanda e está espalhando a necessidade do elixir pronto. — Disse Sirius e suspirou ao ver seu rosto cair. — E, o Francisco também está procurando, assim, talvez tenhamos algo em breve.
Harry o encarou surpreso, mas depois percebeu que, seu padrinho, sendo um auror em treinamento, estaria tentando encontrar meios de ajudar e impedir mais ataques.
— O que o Sr. Andrade disse? — Harry perguntou curioso. O agrônomo, Francisco Andrade, contratado para administrar suas fazendas, fora indicação da Srta. Martina.
— Bem, você sabe que ele e Martina são muito amigos e estiveram juntos na escola de magia do Brasil, o Castelobruxo. Ela o indicou ao cargo, pois Julian ouviu que precisávamos de um especialista em agricultura mágica e trouxa. — Sirius acenou que fosse na direção da Lojas de doces, mas Harry acenou para a loja de poções. — Bem, vamos então. Francisco tem sido incrível desde que o contratamos a um mês, junto com a administradora, Faith Summer, os dois estão cheios de ideias e motivação. De qualquer forma, Francisco é brasileiro, de uma região cheia de florestas mágicas, hum... Pantanal e lhe perguntei se haviam mandrágoras por lá. Ele disse que o tempo é muito quente para elas crescerem naturalmente, mas que um de seus colegas podem ter em suas estufas particulares e, a meu pedido, Francisco escreveu para esses Herbologistas. Como ele sabe que é por uma questão tão importante, também escreveu para a diretora do Castelobruxo, Sra. Caetana Silva, é o seu nome, pedindo o elixir ou as mandrágoras crescidas.
— Nós estivemos cuidando delas neste último mandato, são muito delicadas e temperamentais, pude entender como é difícil cultivá-las. Neville as adora. — Disse Harry quando entraram na loja de poções, clara e com cheiro agradável de ervas e especiarias.
— Acho que não existe uma planta no mundo que Neville não adore. — Disse Sirius e Harry concordou rindo.
— Olá, Srta. Fiona.
— Olá, Harry, Sirius, como estão? Divertindo-se? — Seu tom era sereno e rosto tinha um grande sorriso, olhos azuis brilhantes e cabelos ruivos presos em um coque.
— Muito. — Sirius respondeu e Harry acenou sorrindo.
— E por aqui? Como estão as vendas? — Harry sussurrou.
— Mal demos conta, pedi a algumas pessoas que querem montar rituais de purificação e proteção em suas casas que voltassem com mais calma em um momento com menos movimento. — Disse ela sorrindo. — As poções, amuletos que estavam nas prateleiras desapareceram nas primeiras horas, felizmente, tínhamos um grande estoque ou...
— Srta. Fiona, temos um novo lote pronto, preciso apenas de sua avaliação... — Um jovem entrou na loja pelos fundos. — Olá, Sr. Black, oi Harry.
— Olá, Robyn. — Sirius cumprimentou seu antigo funcionário e Harry se lembrou que Robyn O'Connor trabalhou temporariamente para a Fábrica de Poções de alta periculosidade dos Blacks antes de ser contratado em definitivo pela Rituum e Potions. — Está gostando do novo trabalho?
— Sim, senhor, menos desafiador, mas, igualmente interessante, além de estar conseguindo juntar dinheiro para iniciar meu Mestre em Poções em breve. — Disse ele suavemente, mas Harry percebeu que seu sorriso era um pouco forçado.
— Robyn, vou atendê-los e já entro para checar a poção. Ok? — Disse Fiona suavemente.
— Ok, Srta. Fiona. Até mais. — Disse ele se despedindo.
— Então? Precisam de algo? — Perguntou ela, depois que seu funcionário voltou para o laboratório.
— Hum... está tudo bem, Srta. Fiona? Tive a impressão de que Robyn está incomodado com alguma coisa. — Harry questionou preocupado.
— Não, tudo está indo bem... quer dizer, estou tendo alguns problemas com um funcionário, um Mestre de Poções competentíssimo, mas que tem péssimas habilidades sociais. — Disse ela parecendo exasperada. — Mas, estou conseguindo contornar tudo por enquanto.
— Ok. Queria essas poções aqui, Srta. Fiona, se as tiver. — Disse Harry lhe entregando sua lista.
— Hum..., poção de reposição de sangue, poção de dor, poção estimulante, poção fortalecedora, poção morto vivo, poção calmante, poção do sono sem sonhos, poção da incoerência, poção limpa-ferida, poção wiggenweld, contravenenos, pedra de bezoar, essência de murtisco, essência de ditamno, lágrimas de fênix... — Ela parou e o encarou surpresa. — Parece que está se preparando para uma guerra, Harry e você deve saber que não posso lhe vender algumas dessas poções.
— O que? Como assim? — Harry ficou surpreso.
— Por lei, a maioria dessas poções não podem ser vendidas a menores. — Disse Fiona muito séria.
— Oh! Bem, essas poções são todas para o Sirius, a lista é dele. — Disse Harry rapidamente apontando para o padrinho. — Ele apenas é meio... tímido, por isso me deixou pedir.
A mentira descarada fez Sirius engasgar e encará-lo, Fiona ergueu as duas sobrancelhas, entre divertida, curiosa e exasperada.
— Tímido? Hum... interessante, nunca usaria tal adjetivo para descrevê-lo, Sirius.
— Ah! Sim, bem, as vezes, eu sou tímido, principalmente, quando tenho que comprar poções com uma mulher tão... hum... bonita e ruiva. — Disse Sirius desconcertado e Harry o encarou exasperado. E, ele mentia melhor que seu pai?
— Entendo. — Disse Fiona em tom de descrença e voltou a ler a lista, pensativa. — Então, me diga, quantos frascos dessas poções você gostaria, tímido Sirius?
— Quantos? — Sirius arregalou os olhos e tentou não olhar para Harry. — Hum... bem, dois ou três de cada... — Harry fez um gesto sutil de elevação da mão por traz do balcão e Sirius viu. — Ah! Não, não, quero 4 de... — Mas Harry moveu a mão outra vez. — 5? Hum... não, 6... — Dessa vez a mão de Harry não fez nenhum gesto. — Sim, isso, com certeza, 6 frascos, é disso que preciso.
— Sei, acredito que tenho tudo lá dentro e não preciso dizer como lágrimas de fênix são caríssimas, assim prepare o bolso. Um momento, prepararei tudo em um transporte seguro. — Fiona deixou a frente para o laboratório nos fundos e Sirius o encarou.
— O que é isso? Primeiro, aquele projeto com a JJ e agora esse monte de poções, Harry, você realmente parece estar se preparando para a guerra. — Disse ele muito preocupado.
— Apenas uma precaução, Sirius, e não apenas por esse ano termos um basilisco solto pela escola, mas também pelo que seja lá que aconteça no futuro. — Disse Harry e começou a tirar libras da carteira. Esse era um diferencial das lojas da GER, aceitavam libras como pagamento, assim, os trouxas e nascidos trouxas não precisavam ir ao Banco realizar a conversão.
— Ok, eu não gosto, mas entendo. — Disse Sirius com um suspiro cansado. — Mas você é ótimo em Poções e poderia ter feito algumas dessas sem dificuldade alguma.
— Verdade, mas... — Neste momento Fiona voltou com o embrulho.
— Aqui, o embrulho está encolhido, precisa apenas reverter com delicadeza e colocar os fracos em um compartimento seguro. Forma de pagamento? — Perguntou ela, entregando o embrulho para o Sirius.
— Libras. — Sirius disse antes de entregar as notas que Harry colocara em suas mãos.
— Sei..., hum..., são 8,732,00 libras. — Disse ela com um olhar de quem não acreditava que Sirius teria tanto dinheiro trouxa consigo.
— Ah! Você me disse que tinha 10 mil libras, Sirius, então, sobra troco. —Disse Harry sorrindo, pegando o troco descaradamente e colocando no bolso. — Vou guardar para você. Até mais, Srta. Fiona, a loja está linda e o atendimento foi perfeito.
Quando deixaram a loja, Sirius riu, muito divertido.
— Eu deveria ficar bravo com você por andar por aí com tanto dinheiro na carteira, mas isso foi brilhante demais. Apenas não deixe Serafina saber ou estaremos em problemas. — Disse ele não preocupado em esconder algo tão pequeno dos Boots.
— É meu dinheiro e as poções podem ser necessárias em algum momento, assim... — Disse Harry e pegando os frascos guardou em sua bolsa. — Como estava dizendo, não fiz as poções eu mesmo por dois motivos. Primeiro, não tenho um laboratório discreto, mesmo o da torre Ravenclaw, atrairia muitos olhares e perguntas. Segundo, preciso que essas poções sejam perfeitas em sua efetividade porque, com certeza, não as usarei em momentos de tranquilidade e segurança. Portanto, sem erros.
— Faz sentido, ainda que espero que não precise delas, mas é uma excelente ideia, vou encomendar uma bolsa com a JJ e ter sempre comigo também. — Sirius disse o olhando com orgulho. — Não sei como o Departamento Auror nunca pensou em algo assim.
— Porque, e isso é óbvio, os bruxos nunca procuram soluções claras e sensatas para seus problemas ou para evitá-los. — Disse Harry e acenou com a mão em volta. — Olha tudo isso, Sirius, uma ideia simples, óbvia e justa, além de inteligente, qualquer pessoa, em qualquer momento, poderia ter pensado nisto tudo.
— Eu sou obrigado a concordar com você sobre os bruxos, mas, sobre tudo isso. — Sirius fez o mesmo gesto com a mão e depois parou, o encarou nos olhos. — Não, Harry, tudo isso só poderia ser pensado por alguém muito especial, alguém com entendimento e empatia o suficiente para se colocar no lugar de todas essas pessoas excluídas e ter coragem para lutar por elas. Você, Harry, você é o único.
Harry corou um pouco constrangido pelos elogios, mas, sentiu o coração se aquecer com seu orgulho.
"Agora, podemos ir até a loja de doces, por favor? " — Disse Sirius lhe lançando um olhar desesperado e Harry riu divertido.
Assim, os dois seguiram para a loja mais colorida e deliciosa do Beco Diagonal. The Best Candy tinha todos os tipos de doces do mundo todo, biscoitos, cookies, trufas, bombons, barras de chocolates, brownies, gomas, balas, pirulitos, suspiros, muffins, cupcakes, macarons, maçãs cobertas com chocolate ou caramelo, fudges, alfajors, barks e muito mais. Eram de todos os tipos de sabores, cores e formato, tamanhos ou desenhos e, você poderia comprar por quilo, em sacos, caixas ou embalagens decoradas e divertidas para presentear. Havia um monte de biscoitos, gomas, pirulitos e até cupcakes com decoração de Natal e a loja estava absolutamente lotada. Harry nem tentou se aproximar dos associados porque, Joshua e Emily Lewis, estavam completamente atarefados. Em compensação, Sirius e ele compraram um monte de doces, para si mesmo e de presentes.
— Isso é fenomenal! Os doces mágicos são incríveis, mas, nunca vi algo assim. — Sirius olhava em volta, encantado como uma criança.
Harry não poderia discordar e tinha certeza que The Best Candy seria uma das maiores sensações do Beco. Olhando mais para a área de gomas e balas que estavam em baldes transparentes e quadrados com aberturas em baixo, ele viu cabeças ruivas conhecidas e se aproximou.
— Divertindo-se? — Perguntou Harry e os viu saltarem de olhos arregalados. — Ou aprontando alguma coisa?
— Ah, oi Harry, é só você. — Disse Fred e voltou para seu pequeno caderno e caneta, tecnologia trouxa que Harry lhes apresentou meses atrás, pois queria economizar com os caros pergaminhos e penas.
— Oi, Harry. — Disse George olhando em volta disfarçadamente.
— O que estão fazendo? — Harry estava curioso.
— Estamos fazendo algumas pesquisas, sabe, para nossos projetos pessoais. — George falou baixinho.
— Ok. — Harry franziu o cenho, seus amigos mantinham suas ideias a sete chaves e ele não sabia se faziam isso por falta de confiança ou outra coisa. — Posso ajudar?
— Estamos bem, baixi... Harry, estamos apenas pegando os nomes desses doces de gomas e balas, sabe. — Disse Fred meio impaciente.
— Sim, os nomes, formatos e cores, está tomando um tempo. — Disse George espiando outra vez para traz de Harry.
— Porque não compram algumas de cada ou...
— Não somos ricos como você, Harry, não podemos sair por aí comprando tudo o que queremos ter, comer ou pesquisar. — Disse Fred um pouco mais rabugento do que o normal.
Harry levantou a sobrancelha para seu tom grosseiro e viu o olhar de desculpas de George.
— Eu ia dizer que podem pedir a revista de produtos da loja com um dos funcionários. — Disse ele e viu dois rostos idênticos e surpresos o encarando.
— Revista?
— De produtos?
— Que revista?
— Todas a novas lojas fornecem folhetos ou revistas dos produtos e serviços, assim você pode fazer encomendas via corujas. — Informou Harry preocupado e olhou para Josh e Emily. — Vocês não sabiam? Talvez isso não tenha sido divulgado ou exposto o suficiente...
— Não sabíamos, as lojas do Beco nunca tiveram esses folhetos antes. — Disse Fred com olhar ansioso.
— Espere, vou pegar dois para vocês. — Harry se afastou para o balcão, mas não viu nenhuma revista a vista. Era possível que já tivessem acabado? — Josh, onde estão as revistas dos produtos?
O jovem de 25 anos sorridente e atarefado o encarou sem entender sua pergunta por um segundo.
— As revistas...? Ah! As revistas de produtos! Estão bem... ali... — Ele apontou para um pequeno pedestal na entrada que estava vazio. — Deviam estar ali... Emily! As revistas acabaram!
— Acabaram!? Nossa! — Emily arregalou os olhos e sinalizando para um dos funcionários. — Jesse! Busque mais revistas lá nos fundos, tínhamos mais duas caixas com 3 mil revistas cada.
— Desculpe, Harry. — Disse Josh fazendo um embrulho bem bonito. — Jesse é um dos estoquistas e não tem deixado faltar nenhum produto, mas esqueceu das revistas.
— Tudo bem. — Harry esperava apenas que as outras lojas não tivessem cometendo esse erro também. — Queria fazer uma encomenda de Natal, bem grande. Você consegue assim em cima da hora?
— Para você? Eu lhe venderei todo o meu estoque do mês se quiser, Harry, é só falar. — Disse ele com seu rosto sardento, olhos azuis e cabelo de trigo maduro, sua esposa, Emily, era o seu oposto, negra como chocolate escuro, olhos castanhos e cabelos rastafári. Em comum, eles tinham a personalidade alegre, jovem e cheia de energia, até Harry se sentiu meio exausto depois de conversar com os dois pelo espelho.
— Ok, primeiro, o Orfanato dos Abortos, no momento tem 62 crianças vivendo lá e gostaria que enviasse uma mesa de doces para eles no Natal. — Harry disse e o viu arregalar os olhos de surpresa e animação. — Eu não sei a quantidade, mas envie um pouco de tudo, ou dos mais populares com as crianças. — Pediu Harry e o viu começar a anotar o pedido. — O Papai Noel da Glee & Dream aparecerá bem cedo na manhã de Natal com os presentes, vocês podem coordenar e entregarem a mesa decorada ao mesmo tempo.
— Claro, claro, isso é incrível, Harry, maravilho... — Josh parecia estranhamente emocionado e fungou baixinho. — Desculpe, eu... desculpe... Emily, minha Emy, ela cresceu em um orfanato trouxa horrível e foi muito maltratada. Hogwarts foi a sua salvação e, quando eu soube como eles a tratavam, pedi aos meus pais para ela morar com a gente lá em Barry... — Ele olhou com amor para a esposa. — Ela ficará emocionada de ir levar esse pedido, será especial para minha Emily.
Harry acenou entendendo muito bem como era ter Hogwarts como sua primeira casa, ser resgatado de um uma casa ruim e apoiado por um amigo.
— Fico feliz que ela teve você, Josh. — Disse Harry sincero, pois também fora um amigo, um irmão que o salvara.
— Eu também, sou muito sortudo. — Ele fungou e depois sorriu cheio de alegria outra vez. — E, qual é o outro pedido?
Alguns minutos depois, Harry reencontrou os gêmeos, que encaravam um cano de M&Ms com olhares cobiçosos, e lhes entregou as revistas.
— Oh! Veja, Fred! Tem até foto! — Georgie exclamou animado.
— Isso é brilhante. — Disse Fred sorridente.
— São fotos trouxas e o papel é reciclado, mas assim ficou mais barato. — Disse Harry dando de ombros.
— Como sabe? — Fred o encarou confuso.
— Eu ouvi em alguma outra loja, quando alguém reclamou que não eram fotos mágicas. — Disse Harry e era verdade, realmente ouviu um esnobe puro-sangue reclamando na Sports Company.
— Ah... — Disse Fred sem interesse mais.
— Vocês querem ir tomar um chá? Parecem meio tensos. — Convidou Harry preocupado com suas expressões estranhas.
— Parecemos do tipo que toma chá... — Fred começou grosseiro.
— Fred! Pare de ser assim, Harry não tem culpa. — George falou em um sussurro irritado que calou o irmão.
Isso surpreendeu Harry que percebeu a muito que Fred era o líder dos dois e raramente George continha seus sarcasmos ou brincadeiras mais pesadas.
— Vamos lá, vocês dois, vamos comer um hambúrguer e tomar um refrigerante, eu falei chá mais por causa do horário. — Disse Harry olhando para o relógio. — Tenho uma hora antes de um compromisso às 17 horas e estou com fome.
Os dois acenaram e Harry foi avisar ao Sirius aonde estaria, seu padrinho estava mergulhado no mundo dos doces e parecia que não sairia tão cedo. Mesmo que a outra opção fosse hambúrguer.
Harry e os gêmeos conseguiram uma mesa externa na Coffee & Life. Enquanto ele olhava para o Beco ainda abarrotado de pessoas sorridentes no fim da tarde, percebeu os garotos olhando o cardápio e sussurrando entre si.
— Eu estou convidando, assim podem pedir o que quiserem. — Disse ele tranquilamente e pegou o cardápio para escolher o que queria.
— Não queremos caridade, Harry. — Disse Fred com expressão fechada.
— É, Harry, está tudo bem, podemos tomar um... suco, hum... podemos dividir um suco. Não estamos com fome nem nada. — Disse George constrangido.
— Olha. — Harry largou o cardápio. — Se vocês não vão comer, eu também não irei e ficarei com fome. Eu os convidei e não me importo de pagar, principalmente quando chamo meus amigos para lanchar comigo. Isso não é caridade, é amizade e educação. — Ele os encarou seriamente. — Eu percebo que algo aconteceu que os está incomodando e, como amigo de vocês, gostaria de poder ajudar, mas só posso fazer isso se pararem de frescura e de dar patadas para todos os lados.
— Ok. — Disse George e recebeu um olhar irritado de Fred. — Desculpa, você está certo, Fred está sendo um idiota...
— Eu!? — Fred exclamou indignado.
— Bem, como você é Fred e eu sou George, sim, você, seu idiota. — George respondeu e depois suspirou. — Vamos aceitar seu convite, Harry, obrigado por ser um amigo tão legal.
George deu um safanão no irmão que constrangido, disse:
— É, desculpe, Harry, apenas, bem... não foi um bom dia.
— Eu percebi. Porque não comemos e se quiserem podem me contar o que deu errado hoje? — Sugeriu Harry percebendo que o melhor era seguirem em frente. — Eu vou pedir um chocolate quente e um misto quente de queijo de búfala gratinado.
— Hum... tem umas coisas que nunca vimos aqui. Onde está o tal hambúrguer que você falou? — Fred olhou o cardápio confuso.
— O hambúrguer era lá no La Giacinta. — Disse Harry apontando para o restaurante que tinha fila para conseguir uma mesa. — Aqui é mais rápido, tenho um compromisso daqui a pouco. Os pratos aqui são mais naturais, menos gordurosos, assim, sem hambúrguer, mas esses sanduíches são incríveis também e tem uma descrição do que vai em cada um.
— Acho que vou querer um misto quente também, seja lá o que for, quero gratinado, com ovo cozido e cenoura. — Disse George e Fred optou pelo mesmo, mas eles pediram sucos e não chocolate quente.
— Então, pensei que teriam um dia brilhante hoje, com o Festival. — Disse Harry bebendo o seu chocolate enquanto esperava seu sanduíche. — O que aconteceu?
— Bem... — Os irmãos se olharam e deram de ombros, George continuou. — Você sabe como não temos muita grana e com os cortes do salário e horas extras do Ministério, tudo ficou mais complicado.
— Sim, eu me lembro e Ginny quase não foi para Hogwarts, mas deu tudo certo, nosso plano deu resultado e ela está na escola. — Disse Harry suavemente.
— Sim, o plano foi brilhante e a mãe nem desconfiou, além de que, você enviar os livros e vestes... — George suspirou. — Estávamos tão distraídos com o projeto que até esquecemos de agradecer no início do mandato. Obrigado por isso, Harry.
— Sua mãe enviou uma carta agradecendo, assim não estava esperando mais nenhum agradecimento. Além disso, eu desocupei espaço no meu baú e reutilizei de maneira inteligente algo que não me era mais útil. — Disse Harry e sorriu quando seus mistos chegaram.
Com fome, ele pegou uma das metades e deu uma grande dentada, gemendo de prazer, pois era muito bom. Os gêmeos arregalaram os olhos de surpresa e gemeram também, eles estavam meios desconfiados, mas os tais mistos eram muito bons.
— Bem... — Continuou George depois de comer uma metade e beber mais um gole de seu suco de cranberry com lichia. — Papai conseguiu um trabalho extra, sabe, para ajudar a pagar as mensalidades da Ginny, porque só aquele dinheiro não pagaria o ano todo, apesar de que o corte de 40% no valor das mensalidades foi incrível.
— Com o corte e a grana extra, parecia que estávamos fora do sufoco e poderíamos nos divertir um pouco. — Disse Fred olhando em volta para o novo Beco e as decorações natalinas que começavam a ser acesas porque o dia de inverno escurecia mais cedo. — Até, quando ouvimos sobre o seu cardápio, pedimos ao pai para almoçarmos no The True Magic porquê...
— Achamos hilário e queríamos zombar de você depois. — George pegou quando o irmão comeu mais uma mordida. — Percy pediu dinheiro para sair com a namorada...
— Percy namorando, ainda não acredito nisso. — Fred falou com a boca cheia mesmo, porque era algo surpreendente.
— E, ele não quis nos dizer quem era a garota, deve ser bem feia, por isso está escondendo-a. — George brincou, mas seus olhos não tinham o mesmo brilho.
— Ok. E depois? — Harry perguntou tentando voltar ao ponto.
— Mamãe achou os preços no restaurante do hotel muito salgados e disse que se quiséssemos comprar algumas coisas nas lojas teríamos que nos contentar com o bom e velho Caldeirão Furado. — Explicou Fred. — Nós ficamos decepcionados, mas queríamos comprar algumas coisas legais e parecia bobagem gastar tanto em comida.
— E, claro, ficamos encantados com tudo. — George olhou em volta. — Tantas coisas novas e incríveis, mas a mãe disse que, primeiro, devíamos ir reservar uma mesa no Caldeirão, porque se não ficariam lotados e não teríamos onde almoçar.
— Papai foi sozinho e voltou muito perturbado, conversou com a mãe que empalideceu na hora. — Disse Fred parecendo zangado. — Depois disso, ela insistiu que deveríamos voltar para casa imediatamente, mudança de planos e nem tínhamos entrado em loja alguma. Não queríamos ir e, quando chegamos as lareiras do Saguão de Entrada, insistimos que nos dissesse o que aconteceu.
— Papai acabou nos dizendo que o Caldeirão estava vazio, as moscas, não tinha nenhuma reserva para o almoço e eles nem abririam a cozinha, pois estavam com medo que não ter quem servir. — George fez uma careta e bebeu seu último suco. — Tom estava muito zangado e dispensou papai do serviço de hoje à noite e disse que teria que o despedir, pois temia que o velho pub não precisaria de outro garçom.
— Seu pai estava trabalhando no Caldeirão Furado? — Harry estava surpreso.
— Sim, era o único lugar que estava contratando e em um horário que o pai poderia conciliar com o trabalho no Ministério. — Explicou Fred. — Sem essa grana extra, voltamos a estar apertados, assim, nada de Festival, compras ou diversão para nós.
Harry sentiu seu coração se apertar, parecia tão injusto ter tanto dinheiro e os Weasley, que pareciam uma família tão incrível, estarem com tanas dificuldade.
— E, como vocês ficaram? — Perguntou tentando entender.
— Nós ficamos muito zangados e dissemos que queríamos o mesmo que eles tinham dado ao Percy para gastar com sua namorada. — Fred tinha uma expressão magoada. — Mamãe disse que Percy merecia uma folga porque era um aluno mais dedicado e um prefeito, mas que nós iriamos para casa, assim teríamos um bom Natal e como pagar as mensalidades do resto do ano.
— Papai disse que conseguiria outro segundo trabalho, assim tudo ficariam bem, mas a mãe insistiu que era melhor prevenir porque, se nada surgisse, o dinheiro que gastaríamos aqui hoje, faria muita falta. — George deu de ombros. — Ron ficou muito chateado, Ginny pediu para ver as lojas mesmo sem comprar nada e nós dissemos que queríamos ficar para o show das Irmãs Estranhas.
— Mãe não deixou...
— Porque sabe que o papai tem coração mole e acabaria nos comprando alguma coisa. — Interrompeu George.
— Sim, Ginny foi para casa chorando, porque não conseguiu ver nada, Ron estava furioso e nós fugimos logo depois do almoço, dissemos que íamos na casa do Lee, que ele não pode vir a inauguração e voltamos para cá. — Fred disse e Harry entendeu que seus amigos passaram a tarde andando por todas a lojas e, não compraram ou comeram nada, porque não tinham dinheiro.
— Lamento tudo isso. — Harry suspirou irritado com o Ministério e com Tom que se recusou a vender o velho pub ou aceitar sócios e reformas. — Escute, essa empresa, a GER, está contratando pessoas, porque não dizem ao seu pai para lhes enviar seu currículo. Aposto que ele encontraria algo rapidamente.
Os amigos acenaram e pareceram mais esperançosos depois de conversarem.
— Obrigado por nos ouvir, Harry e pelo chá. — Disse George com um sorriso mais brincalhão.
— De nada. — Harry olhou para o relógio. — Tenho que ir. Vocês ficarão para o show?
— Com certeza. — Responderam juntos.
— Bem, estaremos todos em um camarote vip que será montado... — Harry olhou a distância para a área da praça onde o palco estaria sendo montado sem ninguém ver. — ... perto do palco. Vocês fiquem por perto, que os deixo entrar. Ok? — Harry pegou algumas libras e colocou no meio da pasta com a conta, acrescentando a gorjeta.
— Camarote? — Fred perguntou confuso, pois não tinham ideia do que era.
— Espera, Harry, você está deixando dinheiro trouxa... — George olhou confuso. — Precisa pagar com galeões... Você não converteu? — Ele parecia meio apavorado, pois ele e o irmão não tinham dinheiro.
Harry suspirou, onde estava a divulgação?
— Não precisa, as lojas da GER aceitam pagamentos em libras. — Disse ele e pegando sua mochila. — Nos vemos mais tarde.
Harry foi direto para o escritório da GER e entrou discretamente. O saguão da recepção estava vazio, então, ele subiu para o terceiro andar, onde encontrou a festa. Um coquetel fora montado e todos os funcionários, bebiam e comiam comemorando o brilhante trabalho. Quando o viram, sorriram, acenaram o saudando e oferecendo comidas ou bebidas, mas ele recusou e foi até o escritório de Edgar que estava com Isabella, inclinados sobre alguns papeis.
— Pensei que pretendiam encerrar às 17 horas? — Perguntou entrando, pois, a porta estava aberta.
— Harry! — Edgar se levantou sorridente. — Estou encerrando, já liberei o pessoal para curtirem nossa comemoração exclusiva e depois pretendo deixar que saiam para fazerem suas compras e se divertirem no show. Eles merecem.
— Estamos apenas repassando alguns últimos detalhes do show, Harry e conversando sobre a lista de problemas que tivemos ao longo do dia. — Isabella informou profissional, mas sorrindo.
— Tivemos muitos? — Questionou curioso.
— Felizmente, não. Muitas crianças perdidas, os pais nem pensam em um feitiço de rastreamento. — Informou Edgar e pegou a lista. — Pode ir, Isabella, comemorar com seus colegas, informarei o Harry e vamos em seguida. — Isabella acenou e saiu, fechando aporta. — Tivemos também, e isso era esperado, muitos bruxos puros-sangues, mesmo alguns não puristas, reclamando de como eram atendidos ou de algum produto trouxa estranho. Também tivemos o feitiço antifurto sendo acionado um total de 88 vezes. — Edgar franziu o cenho. — E, muitos eram de pessoas de posse, veja bem.
— Bem, acredito que aos poucos, encontraremos um meio termo. — Harry se sentou cansado e Sr. Edgar ao acompanhou. — Os nascidos trouxas vem de uma cultura de vida e trabalhos trouxa, os produtos, grande parte deles, são trouxas, mas, esse é um centro comercial mágico, assim precisamos preservar nossa identidade.
— E, é por isso que demos tanta atenção aos detalhes, cada construção, reforma, decoração, disposição dos produtos, uniformes, foi planejado de maneira que a cultura mágica seja identificado em toda parte. — Edgar sorriu. — Acho que está certo, não é apenas a aparência do Beco, a atmosfera mudou e aos poucos os dois lados se encontrarão e criarão uma nova cultura de compras bruxa, com um toque do mundo trouxa.
— Eu tenho dois problemas a relatar e dezenas de elogios. Além de um pedido. — Disse Harry sorrindo.
— Comece pelos problemas. — Edgar se pôs em alerta e ficou sério.
Harry descreveu os problemas que observou e levantou a sobrancelha com o palavrão que seu diretor soltou.
— Sr. Edgar, é o primeiro dia, não será perfeito nunca porque perfeição não existe, mas, com o tempo, esses pequenos erros se resolverão.
— Sim, mas para que eles não se repitam, precisam ser corrigidos e para isso, terei que conversar, explicar e insistir, dar broncas se for necessário. — Edgar se levantou e fez anotações. — Nunca amoleça por causa disso ou daquilo, Harry. Se algo precisa ser arrumado, tem que ser arrumado, sem atenuantes, pois, se aceitar uma desculpa hoje, sempre terá que relevar os erros e isso cria funcionários preguiçosos. Seja firme, não duro ou grosseiro, mas lhes diga que espera mais atenção e dedicação aos detalhes e pensamentos proativos.
— Prever problemas e resolvê-los antes que aconteçam. — Resumiu Harry.
— Exato. Podemos concertar os erros, mas o mais inteligente é prevê-los e evitá-los. — Edgar terminou suas anotações e depois o olhou sorrindo. — Qual o pedido?
— Você não quer ouvir os elogios primeiro? — Harry perguntou sorrindo.
— O turno acabou e estou louco por uma bebida, você me diz todos os elogios que quiser quando formos comemorar. — Sr. Edgar brincou e Harry riu.
— Ok, bem... Não pediria se não fosse importante, mas, se o senhor não concordar, tudo bem também. Eu entendo e...
— Harry, pare de enrolação e fale de uma vez. — Edgar disse divertido.
— É que o pai de dois amigos meus está com problemas e... — Harry explicou tudo o que aconteceu desde o começo.
— E a pobre menina quase não foi para Hogwarts? Isso seria uma tragédia... — Edgar estava muito sério. — Meu pai era muito rígido e não queria me dar permissão para comparecer a Hogwarts quando recebi minha carta. Lembro-me que fiquei completamente arrasado, vazio e infeliz, naquela época não tinha como entender, mas hoje posso lhe dizer que eu sentia que estava perdendo uma parte de mim. A escola para uma criança, seja ela trouxa ou bruxa, internato ou não, ajuda a criar uma parte de sua identidade, da pessoa que ela será quando adulto. — Edgar suspirou sonhador. — O conhecimento, os professores, os amigos, no caso de Hogwarts, a magia, tudo isso compõe quem somos e perder algo tão enriquecedor, seria uma verdadeira tragédia.
— Concordo, mas, felizmente, isso foi resolvido... — Harry explicou o plano e o emprego extra do Sr. Weasley que acabou de ser perdido.
— Entendi. — Edgar se levantou. — Você quer que eu consiga uma colocação para o Sr. Arthur Weasley.
— Sim, Sr. Edgar, claro, se ele não for qualificado ou uma boa pessoa, entendo se disser não, mas, acredito que esse não é o caso e me entristeço em ver meus amigos tão preocupados e tensos. Quero ajudá-los, mas eles são muito orgulhosos e nunca aceitariam qualquer coisa que acreditassem ser caridade.
— Ok. — Edgar escreveu em sua agenda de anotações e depois soltou a caneta. — Considere feito. Vamos para a festa?
Harry o encarou surpreso e hesitou.
— Só assim?
— Harry, você é o dono de tudo aqui e eles são seus amigos, isso é importante para você e isso é o que me basta. Além disso, me senti tocado por essa família que está com tantas dificuldades e quero ajudá-los também e essas crianças. — Edgar sorriu carinhoso. — Eles parecem ser boas pessoas, vivendo um momento complicado e isso não é culpa deles, assim, se podemos lhes oferecer um trabalho, que é o que eles precisam... Sim, só assim, é a resposta.
— Ok, então. — Harry sorriu de volta mais uma vez feliz que seu diretor era um homem tão sábio e generoso
A festa de comemoração da GER estava mais animada e barulhenta, Harry logo descobriu que Edgar não estava brincando sobre precisar de uma bebida. Havia bebidas alcoólicas mágicas e trouxas na mesa do bufê, claramente, pelos sorrisos mais animados e vozes mais alta, elas estavam sendo consumidas com generosidade.
— Harry, é melhor fazermos o discurso ou logo eles não entenderam mais nada. — Disse Edgar e pegando uma garrafa de cerveja trouxa, subiu na cadeira, depois em uma mesa e, por fim, no balcão circular, bateu com sua varinha na garrafa e chamou a atenção de todos que se aquietaram. — Olá, tenho apenas algumas poucas palavras antes de poderem continuar a merecida comemoração, mas, antes, nosso chefe tem algo a dizer.
Harry arregalou os olhos quando o Sr. Edgar sinalizou para ele subir também. Mais discurso? Porque as pessoas não o avisavam sobre essas coisas? Assim, ele teria um mínimo de preparação, pensou Harry, enquanto acenava com a varinha e subia voando até o balcão. Ele não percebeu os olhares surpresos com a maneira natural com que usou a varinha e voou pela sala até pisar no balcão. Ansioso, Harry não percebeu que usou o feitiço de levitação em silêncio ou considerou que, normalmente, esse era um feitiço para objetos e difícil de controlar a altura, direção ou velocidade, ainda mais aos 12 anos.
— Bem engenhoso. — Sussurrou Sr. Edgar surpreso, mas Harry não entendeu porque estava com as mãos suadas e vermelho ao ter todos o olhando outra vez, na verdade, aqui parecia pior do que em frente a um monte de estranhos.
— Hum... — Harry pigarreou e engoliu em seco. — Bem, hoje mais cedo, me perguntaram se eu estava orgulhoso com tudo o que tinha realizado. — Harry olhou em volta e viu seu padrinho encostado na parede lhe sorrindo, mais seguro, continuou. — Eu lhe disse que não realizei nada. — Ele deu de ombros timidamente. — Eu apenas pensei, como tornar o mundo mágico, o nosso mundo? Porque, quer eles gostem ou não, nós somos bruxos. — Sua voz ficou mais firme e intensa, a multidão ovacionou e bateu palmas. — Eles não podem nos expulsar, mas tem nos mantido a margem da sociedade por séculos, como se fossemos inferiores ou indesejáveis. Bem, a solução me pareceu bem simples, vamos invadir essa sociedade, vamos nos infiltrar e assumir nosso lugar, porque é aqui que devemos estar, esse é o nosso mundo! — Harry gritou se empolgando e ouve mais gritos, palmas e agitação. — Sem violência ou maldade, com inteligência e justiça, eu tinha certeza que poderíamos fazer isso, mas não foi eu quem realizou tudo isso. — Harry gesticulou para o Beco. — Foram vocês, com seus trabalhos, criatividade, inteligência e fé, vocês acreditaram no projeto e se empenharam para tornar uma ideia, naquela realidade incrível lá fora. — Harry viu muitos se emocionarem enquanto os apontavam. — Foram os associados por suas coragens em desafiar e empreender, foram todos nós, juntos, unidos em nossa vontade de crescer e tornar o NOSSO MUNDO, o mundo que temos o direito de ter. — Os gritos e palmas se tornaram ainda mais alto. — Assim, eu estou muito orgulhoso sim, do que nós realizamos, e grato por sua dedicação e fé. Obrigado.
Harry voltou a se inclinar em sinal de respeito e as palmas se tornaram ensurdecedoras. Sorrindo e corado, olhou para Sirius que batia palmas e tinha lágrimas de emoção nos olhos.
— Bem, bem... — Edgar pediu silêncio depois de um tempo. — Depois dessas palavras, resta muito pouco a dizer, porque nosso brilhante chefe já disse tudo. Quero apenas lhes dizer que me sinto honrado de fazer parte desta empresa, desta incrível equipe e que, o que realizamos até agora, é apenas o começo. Assim, bebam, comam, comemorem e se divirtam, vocês estão dispensados para fazerem suas compras de Natal, as lojas ficarão abertas até as 20 horas hoje. O show começará às 21 horas e quero que todos vivam esse momento especial intensamente. O escritório amanhã reabrirá as 12 horas, assim, aproveitem para descansar porque, quando voltarem a entrar por aquela porta, terão muito mais coisas incríveis para realizarem. Aproveitem a festa!
Mais palmas, ovação e gritos animados, alguém ligou uma música e Harry se viu agarrado por alguém antes de ser colocado no chão. Se virando, encontrou o rosto sorridente do Sirius.
— Você está ficando muito bom nesses discursos. Andou ensaiando?
— Não! Eu nem sabia... — Harry parou de se defender ao vê-lo gargalhando e percebeu que era uma brincadeira. O que raios deu em todo mundo hoje para rirem dele?
— Vamos comer e beber algumas coisas antes de irmos, encontrei os Boots e eles já foram para casa descansarem e se arrumarem antes do show. — Disse Sirius e Harry acenou concordando.
Eles ficaram apenas por meia hora, Harry conversou com o pessoal, recebeu muitos abraços, tapas nos ombros, beijos no rosto das garotas que lhe fizeram corar e ficou aliviado quando pode deixar a festa barulhenta, pois estava exausto. O Beco ainda tinha muitas pessoas e estava todo iluminando com luzes de decoração natalina, era de tirar o fôlego e aquecer o coração. Usando a lareira do Saguão de Entrada, Harry foi para o Chalé e Sirius direto para a Abadia. Depois de um banho e um cochilo, ele se vestiu com um jeans preto rasgado, uma camiseta preta do Metallica, jaqueta de couro preta com zíperes e botas de couro de dragão. Ele agitou os cabelos para cima e todos os lados, mais do que o normal e se sentiu bem roqueiro.
Na sala de estar encontrou Duda e Terry vestidos de maneira semelhante e eles sorriram empolgados com seu primeiro show de rock. E, então, os adultos começaram a aparecer e Harry se sentiu muito mal vestido. Sr. Falc usava jaqueta de couro e calça jeans pretas, camisa branca e topete do Elvis. Tia Petúnia surgiu com uma calça de couro vermelha, uma blusa negra e justa com cordões vermelhos trançados na frente, Harry descobriria que se chamava espartilho. Mas, o que mais chamava a atenção era a maquiagem gótica e os cabelos loiros pintados de vermelho. Harry abriu a boca chocado e olhou para um Duda de queixo caído e olhos arregalados.
— O que fizeram com a minha mãe? Ela está parecendo uma vampira dos filmes. — Sussurrou ele meio apavorado, mas Harry não tinha resposta. Polissuco?
Sirius, durante o dia, se vestira mais socialmente para não chamar muita a atenção, mas, quando saiu do flu, voltara ao estilo motoqueiro de sempre, calça de couro, botas de couro de dragão cano alto, camisa branca com uma caveira preta e rasgos estratégicos e uma jaqueta de couro preta que ia até o tornozelo. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo e seus olhos foram destacados por maquiagem preta que tornavam o cinza mais azulado.
— Uau! — Harry suspirou assombrado.
— Ele está usando maquiagem! — Terry sussurrou surpreso. Então, se engasgou e arregalou os olhos que pareciam que ia saltar de seu rosto.
Olhando para a escada, Harry viu a Sra. Serafina descer com um sapato vermelho de salto altíssimo. Ela usava um vestido de couro preto tomara que caia, bem justo e curto. Suas cumpridas pernas ficavam toda a mostra, assim como seus ombros, que Harry percebeu, tinha uma tatuagem. Sua maquiagem era meio azulada e prateada, cheio de brilho e a boca bem vermelho sangue, os cabelos, alisados, foram erguidos em um rabo alto e um topete em cima a fazia parecer mais alta e deixava se pescoço em evidência, além dos brincos brilhantes em suas orelhas.
— Não quis por nenhum colar, acho que o colo limpo fica melhor. — Disse ela olhando para o colar de sua tia e Harry percebeu que era de couro preto, como um colarinho.
— Ficou perfeito, Serafina. — Disse sua tia e se olhou no espelho. — Tanto tempo sem me arrumar, tinha me esquecido que tenho uma bunda.
E, involuntariamente, os olhos de Harry se dirigiram para sua bunda, ele se engasgou e fechou os olhos corado de constrangimento.
— Exato! Tinha me esquecido como sempre gostei de usar saias curtas para mostrar minhas pernas. — Disse ela e Harry, felizmente, manteve os olhos fechados, mas ouviu o Terry se engasgar também.
— Merlin, vou ficar cego. — Sussurrou ele.
— Acredito que possamos ir, as crianças estão na cama, seus pais ficarão para cuidar delas e combinamos de receber seus irmãos. — Disse Falc olhando o relógio. — Eles não podem entrar se não estivermos juntos.
— Ok, as crianças podem ir primeiro... Porque estão de olhos fechados? — Perguntou Serafina confusa.
— Porque, ora... porque vocês estão quase peladas! — Disse Terry, Harry e Duda acenaram sem abrir os olhos.
— Não estamos quase peladas, vocês é que não estão acostumados a nos verem vestidas assim. — Disse Petúnia, Harry abriu os olhos e viu seu sorriso de animação. — Nem me lembro quando me vesti com tanta liberdade ou me senti tão bonita. Quer dizer, acho que estou bonita, não é? — Sua insegurança tirou Harry e Duda de seu momento de imaturidade.
— Sim! Você está linda, tia. — Afirmou Harry com convicção.
— Lindíssima! Nunca a vi tão bonita e jovem, mamãe. — Disse Duda movendo a cabeça e andou na direção de sua mãe, talvez, com a intenção de abraçá-la, mas, quando se aproximou e viu o decote do espartilho que empinava seus seios e os deixava meio à mostra, mudou de caminho e foi para a lareira sem perder o passo. — Vamos então, Harry, você me ajuda a atravessar? — Seu tom era meio desesperado e Harry concordou, indo até a lareira.
Depois que Serafina e Falc voltaram da Londres trouxa com Miriam, Chester, Martin e Elizabeth, vestidos igualmente de maneira arrasadora, todos voltaram a entrar no Beco Diagonal que agora tinha as lojas fechadas, com exceção do Caldeirão Furado, La Giacinta e o Coffee & Life. O palco já estava montado, iluminado e o camarote em que eles ficariam fora erguido em cima das escadarias do Banco Gringotes e de frente ao palco que foi montado depois da praça. A nova praça, estava abarrotada de pessoas, desde a pouco metros do palco, invadindo o Beco para traz quase todo o caminho.
Seu grupo andou pela multidão e subiu no camarote que tinha um segurança impedindo de subir quem não estava programado. Harry olhou em volta e encontrou os gêmeos facilmente, sinalizando para que eles viessem juntos. O camarote era amplo, tinha comida e bebida, os Ministros do Reino Unido e França estavam presentes, Madame Bones e Susan também estavam por ali e Harry a cumprimentou com um abraço e foi apresentado a sua tia. Fudge foi muito pomposo e queria que tirassem fotos juntos para o Profeta, mas Harry se esquivou e foi para o outro lado. Alguns convidados o cumprimentaram e Harry teve uma interessante conversa com o Sr. Delacour. Os associados presentes acenaram discretamente e, por fim, Harry se viu cercado por seus amigos e longe de toda a atenção ou holofotes.
As meninas chegaram de repente e Harry percebeu Terry arregalar os olhos quando viu Hermione, que usava um vestido azul escuro muito curto e com um cinto preto marcando a cintura. Sua maquiagem era bem carregada e parecia que seus olhos castanhos claros eram maiores. Elas tinham ido se arrumar na casa de Mandy, que também estava muito bonita, assim como Morag e Padma, Harry não era cego a isso e, pensando na reação de sua tia, decidiu elogiá-las para que não duvidassem que estavam bem. As 4 meninas coraram e sorriram animadas, parecendo felizes com os elogios. E, quando Padma começou a mover os quadris em uma dança indiana, mesmo sem música, enquanto falava e ria coma as meninas, Harry sentiu o ambiente começar a ficar quente e viu seu primo corar como um pimentão.
Mais pessoas foram chegando e o camarote na altura do palco dava uma visão perfeita do show quando este começou. Harry só ouviu as Irmãs Estranhas pela rádio bruxa e gostava de suas músicas, mas vê-las no palco cantando era outra coisa. Suas roupas eram de couro, colorida, brilhantes e ousadas, suas maquiagens eram ainda mais incríveis e sua energia enquanto tocavam e cantavam tirava o fôlego.
Elas usavam bateria e guitarras, mas, não existia eletricidade ou caixas de som, a música e som dos instrumentos reverberava por toda a parte por magia e o povo pulava e gritava cantando as letras das músicas a plenos pulmões. Neville apareceu atrasado, meio esbaforido e bagunçado por ter de passar, com dificuldade, no meio da multidão para chegar até o camarote e sinalizou para o Harry, completamente encantado.
— Sim! — Gritou Harry sorrindo, ao sentir a energia da música que era levada a eles por ondas de magia e os enchia de energia e alegria. — Eu posso sentir!
Ele sabia que não estava sendo ouvido, mas não importava porque Neville o entendeu e sorriu ainda mais. Suas ideias para acelerar o crescimento das plantas com música estavam na direção certa, pensou Harry, ao observar a multidão que parecia vibrar com a magia da música da banda. Talvez eles não sentissem, mas, naquele momento, suas magias se conectavam com as ondas de magias musicais enviadas pela banda e os carregavam de energia, animação e alegria. Harry podia sentir, podia ver e seu encantamento pela magia apenas se ampliou e, quando a banda de apoio começou a tocar, parecia que o próprio ar do Beco explodiria com tanta energia mágica.
Enquanto as Irmãs descansavam, uma banda tocava para manter o público quente e animado. Harry sabia disso, mas, não que a banda contratada por Edgar seria de músicos nascidos trouxas. No entanto, o inteligente diretor, que estava em casa, com sua família em um merecido descanso, adivinhou que, com um público com tantos conhecedores de músicas trouxas, algo assim seria apreciado e ele estava certo. Assim que os primeiros acordes de Yesterday começou a tocar na guitarra e o cantor a cantar a letra dos Beatles, a ovação e energia triplicou.
A multidão gritou e gritou, pulou e cantou junto a letra toda da música popular. Harry se deixou contagiar, pela música, pela magia, pela energia, fechou os olhos e cantou a plenos pulmões e deixou sua magia se espalhar e se conectar passando sua energia e alegria a todos.
— Quero todos cantando comigo de novo, vamos lá! Todos que sabem a letra dessa bela canção dos Beatles! Mais uma vez! — Chamou o cantor.
E, Harry gritou:
Yesterday
All my troubles seemed so far away
Now it looks as though they're here to stay
Oh, I believe in yesterday
Suddenly
I'm not half the man I used to be
There's a shadow hanging over me
Oh, yesterday came suddenly
Why she had to go I don't know
She wouldn't say
I said something wrong now I long
For yesterday
Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday
Why she had to go I don't know
She wouldn't say
I said something wrong now I long
For yesterday
Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday
E, naquele momento não haviam bruxos ou trouxas, não existiam mundos diferentes, pois com música e magia, cantando e vibrando, tudo e todos eram um só.
