HI \● ...
Bem, se está aqui, é porque está gostando! Kkk
Não deixe de comentar, me ajude a melhorar kkk
Lembrando que os personagens, a história original e as músicas dessa Fic, não são de minha autoria (não que eu não queira! Kk)
Então vamos a mais um capítulo! Já ne! ○/
2° Capítulo. Motivo
"De que adianta falar de motivos, às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos." (José Saramago)
Já era noite, e Rin estava no campo, observando as estrelas. Todos os dias, após suas tarefas diárias se sentava no campo, próxima às árvores, e ali permanecia até o anoitecer.
A hora de voltar já havia passado a algum tempo, mas não sentia vontade de sair dali. Estava com seu livro no colo, último capítulo... última folha... última frase... últimas palavras... "Felizes para sempre".
Acreditava nessas palavras, era feliz, mas a falta que sentia de seus pais era enorme. Queria conhece-los ou ao menos saber o motivo de a terem abandonado. Qual o motivo de sua avó guardar esse segredo.
Uma pequena lágrima rolou de seus olhos, fechou-os e disse – Eu só gostaria de saber quais são os motivos! – Com os olhos fechados não viu enquanto uma linda estrela passava, tão rápida e imperceptível a jovem moça.
Estava tudo tão calmo, não se ouvia nem mesmo os grilos. Mas, algo aconteceu, um grito, seguido de outro e quando percebeu se ouvia um grande barulho. Algo estava acontecendo no pequeno vilarejo.
Correu o mais rápido que pode, algo muito estranho acontecia.
Ao se aproximar do vilarejo viu fogo, pessoas correndo para todos os lados, o pânico era visível. Mulheres e crianças corriam para fora do vilarejo, enquanto os homens corriam com espadas, facões e flechas na direção de algo. Continuou correndo para entender o motivo do pânico. E quando se aproximou pôde ver... O que era ... AQUILO?
Nunca havia visto algo tão monstruoso, à princípio sua única reação foi ficar parada, em choque. Até que o monstro começou a andar em sua direção.
Não sabia distinguir o que era, o monstro tinha a pele roxa, olhos vermelhos, assemelhava-se com um lagarto porém os chifres longos descartavam a hipótese.
Ouviu alguém gritar o nome "youkai".
Ao olhar nos olhos daquele ser, imagens foram aparecendo em sua cabeça.
Era pequena, estava nos braços de uma mulher muito parecida com ela. A mulher corria desesperadamente, em seu olhar o pavor e a angústia eram visíveis. A mulher olhou para trás novamente, e lá estava ele. Aquele mesmo monstro, tinha o olhar fixo para as duas , as casas em volta brilhavam com as chamas. A mulher torceu o pé enquanto olhava para trás, e caiu com a criança.
O monstro se aproximava, a mulher chorava aos prantos, sabia que não conseguiria salvar nem mesmo a criança.
O monstro parou, algo havia o atingido, o brilho do ódio em seus olhos aumentaram, se virou na direção de quem o atingiu, e lá estava um homem, de cabelos castanhos, com as roupas sujas e rasgadas. Era um homem alto e forte. Não demorou para que o monstro, fosse em sua direção.
A mulher gritou, o desespero em sua voz foi notado pela criança, que ingênua não entendia o que acontecia, e chorou, a criança chorou após sentir o desespero da mulher. Ela levantou-se pegou a criança em seus braços e continuou correndo, mancando, com muita dor, para seu destino. Á frente haviam carroças as quais levariam as pessoas para longe dali.
- Por favor, entreguem-na para mamãe, Kaede!
- Está louca? Vamos embora daqui! – Disse uma senhora.
- Não posso, mamãe saberá o que fazer! – Deu um beijo na criança enquanto uma lágrima rolava de seus olhos.
Havia mais fogo no pequeno vilarejo, não saberia se conseguiriam se salvar, mas precisava voltar.
Um grito...
Um grito tirou Rin de seu devaneio, Kaede estava no chão.
O resto da noite passou como um borrão, mas conseguiram derrotar aquele monstro.
N-não, não podia ser!
- Vovó? – Não podia acreditar. Não podia perder sua avó também, ficaria sozinha!
- C-criança? – Sua voz saiu como um sussurro, quase que imperceptível, o coração de Rin batia freneticamente. Não tinha reação alguma. – V-venha cá! - Havia sangue nas roupas da avó. O ritmo de seu coração aumentou ainda mais, como jamais acreditaria ser possível. – M-miroku e S-sango lhe ex-explicarão t-tudo!
- Não vovó! A senhora ficará bem! - As lágrimas desciam por seu rosto...
-N-não m-minha p-pequena, c-chegou m-minha h-hora! – Sentia dificuldade em respirar – Nunca desista! Eu te amo! – Seus olhos se fecharam.
- Não! Não! Vovó! Acorde, por favor, me responda... – Sem sucesso. A dor que sentia em seu peito era angustiante, ultrapassava até mesmo a alma. Miroku e Sango assistiam a cena sem saber o que fazer, desolados. As pessoas do vilarejo socorriam seus familiares e ajudavam os feridos.
Sango e Miroku tentavam dizer alguma palavra fortalecedora. Mas não havia nada que pudessem fazer para amenizar a dor de Rin. Seu choro era quase imperceptível, seus cabelos escondiam o rosto banhado pelas lágrimas. O vilarejo parou, todos observavam a cena tristes, sabiam que era a única pessoa em que Rin tinha na vida. Ninguém sabia o paradeiro de seus pais e nem mesmo de qualquer outra pessoa com algum parentesco.
Com uma exceção!
...
Fizeram-lhe um pequeno e simples funeral, no campo, local onde Rin passava o entardecer. Todos sentiam-se tristes pela senhora, mas principalmente por Rin.
Uma semana havia se passado, os habitantes do pequeno vilarejo haviam se juntado para reconstruir o que havia sido destruído, a rotina de todos logo voltou a ser a mesma, com exceção de Rin, agora era ela quem cuidava dos enfermos com o que sabia, preparava as refeições cuidava da pequena casa de madeira... Continuava bela como sempre, ia todos os dias a pequena livraria, mas sua alma já não brilhava mais, seus sorrisos eram mais fracos, e com razão. A única pessoa de sua família acaba de falecer lutando contra um monstro que ainda custava acreditar ter existido.
Certo dia, em sua casa, ouviu alguém bater.
- Rin? Podemos conversar? – A voz saiu abafada pela porta fechada, mas reconheceria em qualquer lugar aquela doce voz.
- Entre Sango! - Sango e Miroku adentraram o local, tímidos, não sabiam como iniciar a conversa. – Tudo bem, podem me dizer tudo que preciso saber! – Eles se entre olharam – Sério! Esta tudo bem, preciso saber logo o que era aquilo.
- Rin, - Miroku tomou a palavra – precisamos lhe contar uma história, como a dos livros que lê. – Era difícil falar com Rin olhando-o tão atenta e intrigada – Sango, acho que está na hora de me ajudar – Sussurrou de lado. Definitivamente não conseguiria contar a ela o que sabia.
- Bem, Rin – A atenção da jovem foi dirigida a Sango, que também falava com dificuldade. – Essa é uma história que preciso que acredite! – A menina afirmou com a cabeça – Bem, então preciso que preste atenção...
-Tudo bem!
-Anos atrás, em minha juventude, haviam seres com poderes absurdamente incompreensíveis, esses seres eram chamados de "youkais", e aquilo que nos atacou era exatamente um deles. Eu não via um à décadas, achei que estavam todos mortos. – A jovem prestava muita atenção em suas palavras. – A questão Rin, é que você nunca foi abandonada por seus pais. – Um vestígio de interesse brotou em seu rosto – Me lembro como se fosse ontem...
Carroças chegavam ao nosso vilarejo cheias de mulheres e crianças, dávamos espaço as pessoas, abrigávamos todos. Homens eram enviados para ajudar, mas geralmente já era tarde. Essas pessoas buscavam abrigo, eram fugitivos de youkais que atacavam seus vilarejos, e nesse dia em especial, era o vilarejo de seus pais, das terras do Oeste, que estava sendo atacado. Uma senhora procurava por Kaede, e quando a encontrou, entregou uma linda menina, de muito pouca idade, alegou ser um pedido da filha de Kaede, que cuidasse da menina. Por dias esperamos que os pais da criança voltassem, mas eles nunca vieram. Os homens enviados para ajudar, voltaram com uma notícia do casal, haviam sido levados por aquele youkai que os atacaram, o mesmo youkai que nos atacou. Não sabíamos para onde, e nem para quê, foram levados. Procuramos pelas terras do Oeste, em cada canto, mas não tivemos sucesso.
O olhar perdido da garota, denunciava seus pensamentos, agora entendia o que aconteceu, aquelas imagens em sua cabeça eram reais, pensou estar louca durante os últimos dias, mas não, eram reais.
- Mas Rin! – Miroku obteve a atenção da jovem – Alguns anos depois, você provavelmente tinha aproximadamente 5 anos, recebemos um bilhete de seus pais!
- E onde está? – Ficou eufórica, poderiam ainda estar vivos?
- Aqui! – Sango tirou do bolso do vestido, um papel amarelo do e rasgado pelo tempo – Guardamos pra você!
Rin pegou o papel, e mais que depressa abriu-o, com muito cuidado para não rasgá-lo.
"Mamãe, antes de tudo quero deixar claro que estamos bem, mesmo que a saudade esteja matando-nos aos poucos. Cuide de nossa filha, pois sinto que não poderei voltar. Estamos presos em um castelo nas terras do Oeste, realmente nosso pressentimento sobre o Lorde dessas terras estava correto, infelizmente. E agora, somos seus servos. Quem sabe um dia conseguimos fugir daqui e finalmente ter você e minha filha em meus braços. Cuide bem dela, tentaremos sair daqui."
Oi de novo kkkkk
Pessoal, é muito desanimador não receber comentários, mesmo que negativos!
Não se esqueçam de comentar s2 até o próximo capítulo, já ne.
