Notas da História:

Obs. Os personagens pertencentes a Steph, mas se foram meus, há as possibilidades ...

Obs. 100% Beward

Obs. Pov. Edward

Obs. História para maiores de 18 anos


Capítulo 6

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Assim que entramos no apartamento, fiquei um pouco surpreendido. Ao contrário da antiga casa dela, ali tinha mais vida.

Os móveis ainda eram os mesmos ou só parecidos, mas ela tinha quadros de paisagens, de flores, de uma família... andei até um porta e vi um retrato que estava ao lado da sua TV e ao pegá-lo a olhei preocupado.

- Quem são? – ela veio até mim e para a minha surpresa me abraçou por trás deitando a cabeça em minhas costas.

- Minha família. – engoli em seco com um mau pressentimento.

- Cadê eles agora?

- Morreram.
Merda.

- Bella...

- Podemos... podemos não falar sobre isso agora? – ela pediu me abraçando mais apertado, coloquei a minha mão sobre as suas que se entrelaçavam sobre o meu peito.

- Mas iremos falar depois?

- Iremos. Só... só não agora. – suspirando coloquei o porta retrato no mesmo lugar e empurrei as suas mãos de mim me virando pra ela.

Sem que ela esperasse, agarrei o seu rosto e a beijei, ela arfou um pouco surpresa, mas em seguida estava me abraçando de volta, me beijando de volta e nesse momento, só existíamos nós, os meus problemas, os dela, não existiam mais.

Não quando nos beijávamos, mas quando nos tocávamos... nada mais existia.

Quando me afastei continuei segurando o seu rosto, ela colocou as mãos sobre as minhas.

- Eu tô tentando ser melhor. – sorri e encostei a testa na dela.

- Eu também.

- Mesmo?

- Mesmo. – ela assentiu e sorriu.

- Uh... você quer ver o meu quarto?

- Tímida agora? – ela riu um pouco.

- Aconteceu muita coisa...

- Tipo o quê?

- Tipo, eu senti a sua falta. – ri e sem que ela esperasse a peguei no colo. – Edward...

- Quarto, sexo e depois conversa.

- Parece um bom plano.
Voltei a beijá-la enquanto cegamente procurava o seu quarto, ela afastou a boca da minha em algum momento para indicar o caminho, mas assim que entendi as direções, voltei a devorar os seus lábios.

Assim que entramos, joguei-a na cama, ela riu já tirando as suas roupas e não me fiz de rogado, rasguei as minhas mais rápido do que pensei ser possível e acredito que ela estava tão ansiosa quanto eu, pois assim que subi na cama, ela também já estava nua.

Subi sob o seu corpo voltando a beijá-la, ela gemeu jogando os seus braços em volta do meu pescoço. Acariciei o seu corpo, sentindo-a se arrepiar com o meu toque, o meu pau se agitou com os seus gemidos que eram engolidos por meus lábios.

- Foda-se... – afastei a boca da dela, respirando com um pouco de dificuldade, ela parecia no mesmo estado.

- Edward... por favor...

- O quê?

- Faça amor comigo.

- Amor? – franzi as sobrancelhas e ela sorriu fracamente enquanto acariciava o meu rosto.

- Sim. Amor.

- Nada mais de foda? – ela riu e ergueu o rosto até o meu, beijando a minha bochecha, em seguida mordeu de leve a minha mandíbula.

- Agora amor. Mais tarde definitivamente, foda. – ri voltando a beijá-la.

Sem deixar de beijar a sua boca, deslizei a minha mão por seu corpo, passeando por seu peito, estômago e quadris, levei-a até as suas pernas acariciando a sua buceta, gemi ao senti-la molhada e quente.

Ela arfou agarrando o cabelo da minha nunca, grunhi perdido no prazer. Foda-se!

Mais uma vez interrompi o ar, contudo dessa vez para beijar a sua pele, o queixo, pescoço e as clavículas dela. Ela apertava mais forte o meu cabelo da nuca a cada beijo, mordida ou lambida.

Quando cheguei aos seus lindos seios enterrei o meu rosto entre eles, saltei um pouco quando senti a sua mão em meu pau, mordi o seu peito e ela apertou o meu pau.

Puta merda.

- Bella...

- Você está me torturando. – senti-a esfregando o meu pau contra a sua buceta molhada e gemi.

- Acho que é você quem está me torturando.

Ela riu e terminou de levar o meu pau para a sua entrada, empurrei os meus quadris contra os dela me enterrando profundamente dentro dela. Ela gritou cravando as unhas em minha bunda.

E sei que disse que faríamos amor, mas acabou sendo uma mistura de foda e amor, pois nossos beijos e toques eram frenéticos e necessitados, contudo ela não pareceu se importar, imagino que só queria estar conectada a mim, como eu queria estar a ela.

Meu pau saia e entrava dentro dela, rápido e forte, os meus beijos em seus seios eram urgentes, assim como as suas mãos, ainda uma na minha bunda e outra na minha nuca, apertando, puxando, me segurando cada vez mais perto dela.

Seu corpo já tremia sob o meu, seu orgasmo cada vez mais próximo e como o meu não demoraria a vir, levei a minha mão em sua entrada, esfregando o seu clitóris, ao tocá-lo, ela se perdeu, me levando junto. Seus espasmos puxando o meu orgasmo.

Em uma confusão de beijos e gemidos viemos com força.

Voltei a beijá-la e meio aérea, ela retribuiu meu beijo, sorri feliz por estar com ela novamente, esperando que dessa vez realmente fosse diferente, foi o meu último pensamento antes de adormecer em seus braços.

[...]

O som do meu celular me acordou, abri os olhos meio confuso, olhei para o chão em busca dos meus jeans, ah, ali estavam eles, ao lado de uma pequena calcinha...

Sentei-me de repente lembrando-me da noite passada, olhei em volta vendo a cama vazia, ainda assim eu sabia, eu estive com Bella.

Mas onde... Onde ela estava?

Levantei agarrando os meus jeans e os vesti, peguei o celular no bolso traseiro vendo algumas ligações perdidas da mãe, mas também já era 10h da manhã. Merda, perdi a noção do tempo.

Mandei uma mensagem para ela dizendo que estava bem e que dormi na casa de um amigo, comecei a procurar a minha camiseta, mas não a vi em lugar algum.

Ainda hesitei um minuto antes de sair do quarto, com um pouco de receio de que eu não encontraria Bella quando abrisse a porta... aquela sexy, doce, vadia...

Merda.

Hora de ser homem.

Saí do quarto e fui recebido pelo cheiro forte de bacon, panquecas e café. Ok, não esperava por essa.

Segui em direção a pequena cozinha que fazia divisão com a sala, só separados por um pequeno balcão e acabei por sorrir ao vê-la usando a minha camiseta e ao que parecia mais nada, pois podia ver a sua linda bunda espiando por baixo da camiseta, o seu cabelo escuro estava preso em um coque frouxo, sexy. Ela cantarolava alguma melodia feliz enquanto balançava os quadris distraidamente.

Parei na entrada e sorri com a visão.

Era tão domestico e de algum modo eu podia olhar pra ela assim para sempre. Uh, eu parecia um maricas, mas nem ligava, eu gostava de parecer assim com ela.

- Essa é uma bonita visão. – ela parou de rebolar e se virou para mim, deu um sorriso tímido, isso me fez sorrir e ir até ela a abraçando, a minha mão deslizando até a sua bunda e dando uma apertada.

- Edward. – guinchou me empurrando e ri.

- Queria ver se estava sem calcinha. – ela rolou os olhos me empurrando.

- Podia simplesmente ter perguntado.

- E onde estaria à graça nisso? – ela bufou uma risada e pegou a minha mão me levando a uma banqueta em frente ao balcão.

- Venha, sente-se, eu fiz o café da manhã para você.

- Quer comer comigo? – ela fez uma careta e me abraçou.

- Me desculpe. Eu sei que fui uma idiota no passado, mas eu não sou mais aquela Bella.

- Não saí mais com caras aleatórios?

- Não. Eu tenho tentado descobrir outros jeitos de extravasar a minha dor.

- Era isso que fazia? – assentiu em seguida suspirou.

- Venha, vamos nos sentar e vou servir o café, depois te conto tudo, ok?

- OK.

Tomei um lugar na banqueta e esperei pacientemente ela servir o café, sobre o local já tinha uma toalha de mesa. Ela começou a colocar um prato cheio de panquecas, assim como bacon e café.

Quando se sentou sorriu me olhando ansiosamente.

Rindo peguei uma panqueca e assim que dei a primeira mordida gemi alto e vergonhosamente, a mulher sabia cozinhar, vi que ela sorriu toda presunçosa, ri dando outra grade mordida.

- Está muito bom. – falei com a boca meio cheia e ela assentiu sorrindo.

- Que bom.

Estava na minha terceira panqueca, quando notei que ela mal tinha comido uma.

- O que foi?

- Uh? – ela ergueu a cabeça do seu prato com um sorriso triste.

- Bella, qual o problema? Quer... quer que eu vá embora?

- Não. Não, quero que você fique, eu só... estou tentando decidir o que dizer para que você não vá mais embora, para que fique, para que entenda o porque de eu ter feito o que fiz antes. – ela franziu o cenho, ri e a cutuquei com o dedo.

- Por que você não começa pela sua família?

- Oh. Pela parte mais difícil.

- Bom, que já se livra logo disso.

- Acho que sim.

Peguei a sua mão que estava sobre a sua coxa e apertei antes de entrelaçar os nossos dedos.

- Me conta Bella. Me fala sobre a sua família. Qual eram os seus nomes?

- Meu marido era Michel e o meu bebê Jacob.

- Jacob, gostei. Qual era a idade dele?

- Cinco. Mas ele parecia mais velho, era muito esperto. – sorri e ela apertou a minha mão um pouco mais forte.

- Você os amava?

- Muito. Michel foi o meu primeiro, uh, em tudo. – assenti.

- E o que aconteceu com eles?

- Acidente de barco. Eles sempre iam, sabe, pescar e eu sempre ia com eles. Mas briguei com Michel aquele dia... – ela respirou fundo. – Por um motivo bobo, eu nem lembro qual foi, mas brigamos. Ele estava no barco quando me ligou pedindo desculpas, prometendo voltar mais cedo, contudo ele nunca voltou, eles nunca voltaram. – sussurrou a última parte com lágrimas brilhando nos cantos dos seus olhos.

Levei a minha outra mão até o seu rosto as secando, antes que caíssem.

Merda. Isso era mais fudido do que eu pensava.

- Por isso fazia isso. Sexo com estranhos?

- Sim, eu meio... eu sempre me sentia entorpecida nesses momentos, esquecendo-me de tudo, deixando tudo para trás, durava pouco, mas aliviada a dor.

- Bella...

- Eu sei. Que jeito idiota, mas doía tanto Edward, todo dia, toda hora.

- Ainda dói?

- Dói. Mas... mas quando estou com você não dói tanto.

- Mesmo?

- Sim. Desculpe-me Edward, eu... eu fui tão cruel, mas eu... cada vez que eu estava com você, eu me sentia bem, feliz até, porém quando você me pedia pra fazer coisas normais, eu queria tanto que chegava a doer, entretanto eu me sentia mal ao mesmo tempo, como... como se os tivesse traindo, por ser feliz.

- Bella... – falei mais uma vez e ela riu, dessa vez lágrimas escorriam por seu rosto sem controle.

- Eu queira comer com você, brincar, ficar abraçada na cama, eu queria estar com você e quanto mais eu queria, mais eu me sentia os traindo... Daí eu te atacava. Eu fui tão injusta e cruel e sei que não mereço o seu perdão, mas eu... eu quero. Quero que me dê outra chance.

- Não liga pra diferença de idade? – ela torceu o nariz.

- Idade é uma coisa tão sem sentido. Eu só quero estar com você... se você quiser.

Sorrindo soltei a sua mão e agarrei a sua banqueta a puxando para mais perto de mim, a deixando praticamente entre as minhas pernas.

- Bella boba, eu entrei ontem aqui já com essa intenção. – ela fungou.

- Eu sei, mas ainda assim eu queria explicar e me desculpar.

- Obrigado por isso. Agora eu notei que você ainda está sem calcinha e temos muitos para compensar. - movi as sobrancelhas e ela riu.

- Aonde você me quer?

Céus essa mulher ainda seria a minha perdição.

E eu como sempre, estava ansioso por isso.