Nota Biaa: Esse capítulo foi dividido em duas partes. Essa é só a primeira. Mais explicações nas notas finais.
LunaPotter124: Bem vinda de volta! Sem problemas, eu sei como a vida é corrida mesmo. Espero que goste desse cap :)
Capítulo Sete - Bagman e Crouch - Parte I
Harry se desvencilhou de Ron
- Não foi nada pessoal - brincou Harry.
- Sei - respondeu Ron desconfiado.
e se levantou.
- Uma boa ideia - murmurou Sirius.
Tinham chegado, pelo que parecia, a um trecho deserto de uma charneca imersa em névoa.
- Espetacular - disse James. A pior parte era que ele falava sério.
Lily revirou os olhos. James.
Diante deles havia dois bruxos cansados,
- Está faltando gente para trabalhar no Ministério é? - resmungou Josh.
- Eu não duvidava nada, depois de tudo que falaram sobre lá - replicou Lene.
com cara de rabugentos, um dos quais segurava um grande relógio de ouro, e o outro, um grosso rolo de pergaminho e uma pena.
- É bom que dá para reconhecer de longe que são do Ministério - resmungou Sirius.
- Meu pai trabalha lá - lembrou Ginny.
- Verdade, eu esqueci - respondeu o Black.
Ambos estavam vestidos como trouxas,
Hermione fez uma careta. Ela não tinha muita certeza disso.
embora sem muita habilidade;
- Sem habilidade alguma - retrucou Hermione. Honestamente, os bruxos realmente não tinham noção de nada sobre o mundo bruxo.
o homem do relógio usava um terno de tweed com botas de borracha até as coxas, o colega, um saiote escocês e um poncho.
- Lindos - disse Lily, entre risadas.
- Bem trouxa - concordou Dorcas.
— Bom-dia, Basil — cumprimentou o Sr. Weasley, apanhando a bota que os transportara e entregando-a ao bruxo de saiote,
- As chaves de portais podem ser ativadas novamente? - questionou Lissy, curiosa.
- Elas são mais fáceis de funcionarem como portais novamente do que objetos comuns, mas não é tão simples usar duas vezes uma chave de portal¹ - explicou Frank.
que a atirou em uma grande caixa de chaves de portal usadas,
- Claro que é uma grande caixa. O público da Copa Mundial é enorme - afirmou James.
Harry deu de ombros. O grupo era realmente enorme para bruxos, considerando que não existiam tantos, mas para os trouxas não seria algo tão impressionante assim.
a um lado. Harry viu, entre elas, um jornal velho, latas de bebidas vazias e uma bola de futebol furada.
- Um jornal é bem discreto - aprovou Frank.
- Qualquer coisa era mais discreta que a bota - resmungou Ron.
— Olá, Arthur — disse Basil em tom entediado. — Não está de serviço não, é?
- Claro que está. Por isso que ele levou todos os filhos para o trabalho - ironizou Dorcas.
Tem gente que se dá bem…
- Pessoas que trabalham.
Estivemos aqui a noite toda…
- Uma pena.
É melhor você desimpedir o caminho,
- Desculpe por estar atrapalhando - resmungou Ginny.
temos um grupo grande chegando da Floresta Negra às cinco e quinze. Espere um pouco, me deixe ver onde é que você vai ficar…
- Já poderia ter feito isso se não tivesse ficado reclamando - observou Regulus.
Weasley… Weasley… — Ele consultou a lista no pergaminho. — A uns quatrocentos metros para aquele lado,
- É uma caminhada curta - disse Lily.
- Não para quem já tinha andado muito - disse Ron.
primeiro acampamento que você encontrar. O gerente é o Sr. Roberts.
Hermione ficou irritada ao lembrar-se da maneira com que tinham tratado o trouxa.
Diggory… Segundo acampamento…
Harry deu um sorriso irônico. Não era engraçado saber que Cedric tinha ficado tão perto dele? Se ao menos Harry soubesse o que aconteceria...
Pergunte pelo Sr. Payne.
— Obrigado, Basil — disse o Sr. Weasley e fez sinal para todos o acompanharem.
- Um grupo um pouco grande.
Eles saíram pela charneca deserta, incapazes de distinguir muita coisa através da névoa. Passados uns vinte minutos, avistaram uma casinha de pedra ao lado de um portão.
- Foi como ver uma luz no final do túnel - comentou Ginny. Ainda lembrava de como tinha ficado aliviada.
Mais além, Harry pôde distinguir mal e mal as formas fantasmagóricas de centenas de barracas,
- Será que seu grau está errado? - questionou Lily.
- É provável - refletiu Harry. Ele nunca tinha parado para pensar nisso, mas fazia alguns anos que não trocava o óculos. Provavelmente sua visão devia estar pior.
Regulus fechou a mão em punho. Odiava os Dursley. Como o menino não conseguia nem dizer se o grau dele estava certo? Isso podia ter atrapalhado bastante a vida de Harry. Deve ter atrapalhado.
- Vamos ver isso no final do capítulo - prometeu James.
montadas na ondulação suave de um grande campo, no rumo de uma floresta escura no horizonte.
- Espero que não seja feito a floresta de Hogwarts - disse Lily.
Eles se despediram dos Diggory
- Já foi tarde - resmungou James.
e se aproximaram da casa.
- Com cautela, espero - disse Lily.
- É uma Copa Mundial - disse James, exasperado.
- É, mas você conhece a sorte de Harry!
- Ei!
-... Você tem um ponto - concordou James, derrotado.
- Desculpe, filho, mas é a verdade - disse Lily.
Havia um homem parado à porta, contemplando as barracas.
- Ele não tem mais o quê fazer não? - disse Lene.
- Na verdade, não - disse Ginny.
Harry soube só de olhar que aquele era o único trouxa legítimo numa área de muitos hectares.
- Como você sabe disso? - perguntou Frank, assustado.
- É óbvio - falou Harry - Bruxos não são discretos.
Hermione concordou.
Quando o trouxa ouviu os passos do grupo, virou a cabeça para olhá-los.
Regulus balançou a cabeça em aprovação. Podia ser um trouxa, mas pelo menos era um trouxa que tinha um senso de autoproteção.
— Bom dia! — cumprimentou o Sr. Weasley animado.
Lily sorriu com afeto. Adorava Arthur e tinha ficado feliz que Harry fosse amigo do filho dele.
— Bom dia — disse o trouxa.
— O senhor seria o Sr. Roberts?
— É, seria — respondeu o Sr. Roberts. — E quem é o senhor?
— Weasley, duas barracas reservadas há uns dois dias?
Regulus revirou os olhos. Os Weasley sempre deixavam tudo para cima da hora?
— Certo — confirmou o Sr. Roberts, consultando uma lista pregada à porta.
- Organização é tudo.
- Bem, esse é o negócio dele, afinal - disse Lissy.
— O lugar é lá perto da floresta. Só uma noite?
- Vocês deviam ficar mais - comentou James, triste.
- Hogwarts - lembrou Harry.
— Isso — respondeu o Sr. Weasley.
— O senhor vai pagar agora, então? — perguntou o Sr. Roberts.
Lily fez uma careta, já prevendo a próxima cena. Todos os bruxos que ela conheciam se complicavam bastante com o dinheiro trouxa, do mesmo jeito que ela fez com o bruxo.
— Ah… Certo… É claro. — O Sr. Weasley se afastou um pouco da casa e fez sinal a Harry para acompanhá-lo. — Me ajude, Harry — murmurou, puxando do bolso um rolinho de dinheiro de trouxa e começando a separar as notas.
Frank e Regulus trocaram olhares. Os dois concordavam que o mais inteligente teria sido separar o dinheiro trouxa antes e tentar aprender um pouco sobre como funcionava a moeda deles.
— Esta aqui é de… De… De dez?
- Mas não tem escrito na nota? - comentou Lissy confusa.
- Tem - confirmou Harry.
Ah é, vejo agora que tem um numero… Então esta é de cinco?
— De vinte — corrigiu-o Harry
- Como o Sr. Weasley errou se tinha o número? - perguntou Josh, confuso.
- Não tenho a menor ideia - admitiu Harry.
falando baixo, incomodamente consciente de que o Sr. Roberts estava tentando ouvir cada palavra que diziam.
- Ele é muito curioso. Isso não é bom - comentou Remus.
— Ah é, é mesmo… Não sei, esses pedacinhos de papel…
São bem simples, Snape pensou revirando os olhos. Era só parar cinco minutos para decorar quanto valia cada nota e somá-las até dar o valor necessário.
— É estrangeiro? — perguntou o Sr. Roberts,
Dorcas resmungou. Isso não estava dando certo.
quando o Sr. Weasley voltou com o dinheiro certo.
- Demorou demais - comentou Hermione - Roberts já tinha desconfiado.
— Estrangeiro? — repetiu o bruxo, intrigado.
Regulus xingou o Sr. Weasley mentalmente. Tudo teria sido muito mais fácil se ele tivesse confirmado que era estrangeiro.
— O senhor não é o primeiro que se atrapalha com o dinheiro
- Os bruxos podiam tentar entender sobre o dinheiro trouxa - disse Hermione.
- Mas é difícil para nós - disse Neville - Nunca pensamos que vamos usar essas coisas.
— disse o gerente, observando o Sr. Weasley atentamente.
- Curioso demais - comentou Remus tristemente. Raramente pessoas assim acabavam bem.
— Tive dois querendo me pagar com grandes moedas de ouro do tamanho de calotas de automóvel faz uns dez minutos.
- Isso já é estupidez - disse Neville sob o olhar de Hermione.
— Sério? — disse o Sr. Weasley nervoso.
Finalmente, pensou Regulus.
O Sr. Roberts vasculhou uma lata à procura de troco.
- Depois disso tudo, vocês ainda deram a quantia errada?
- Não tinha como dar certo - Harry se defendeu.
— Nunca esteve tão cheio — disse ele de repente, voltando outra vez o olhar para o campo enevoado.
- Ele está percebendo as coisas - disse James, nervoso.
— Centenas de reservas.
- Em uma área supostamente isolada.
As pessoas em geral aparecem sem aviso…
- E todas são meio estranhas - disse Hermione.
- Não somos estranhos - protestou Sirius.
Hermione só o olhou.
— Verdade? — exclamou o Sr. Weasley, a mão estendida à espera do troco,
- Quanto antes, melhor.
mas o Sr. Roberts não lhe deu nenhum.
- Resolveu ficar com o dinheiro para si?
— É — disse pensativo. — Gente de toda parte. Montes de estrangeiros. E não são só estrangeiros. Gente esquisita, sabe? Tem um sujeito andando por aí de saiote e poncho.
Regulus revirou os olhos. Se até um trouxa percebia a presença de bruxos, as coisas estavam feias.
— E não devia? — perguntou o Sr. Weasley ansioso.
- Eu não acredito que papai perguntou isso - disse Ginny. O homem tinha acabado de dizer que isso era esquisito.
— Parece que é uma espécie de… Uma espécie de convenção
- Uma convenção não é tão ruim - disse Frank, aliviado. Roberts podia pensar coisas piores.
— comentou o Sr. Roberts. — Parece que todos se conhecem.
- Longe disso - disse Ginny.
Como numa grande festa.
- É uma grande festa - falou James animado.
Naquele momento, um bruxo de bermudão largo materializou-se
- Por isso que até trouxas desconfiam de bruxos.
do nada ao lado da porta da casa do Sr. Roberts.
— Obliviate!— disse ele bruscamente, apontando a varinha para o Sr. Roberts.
Regulus respirou aliviado. Pelo menos nisso o Ministério era eficiente.
Hermione fez uma careta. Detestava o modo como simplesmente alteravam a memória dele a cada vez que ele sabia algo que eles não queriam.
Instantaneamente os olhos do Sr. Roberts saíram de foco, suas sobrancelhas se desfranziram e um olhar de vaga despreocupação cobriu o seu rosto.
- É algo meio curioso de se ver.
Harry reconheceu os sintomas de alguém que acabara de ter a memória alterada.
- É parecido com os de alguém que fumou.
- Hilário, Sirius.
— Um mapa do acampamento para o senhor — disse o homem, placidamente, ao Sr. Weasley. — E o seu troco.
- Finalmente.
— Muito obrigado.
O bruxo de bermudão acompanhou o grupo em direção ao portão do acampamento. Parecia exausto;
- Esses feitiços cansam mesmo - concordou Hermione.
- Em quem você fez isso? - perguntou Regulus curioso.
Harry, Hermione e Ron trocaram olhares tristes e culpados. Não responderam.
a barba por fazer azulava seu queixo e havia olheiras roxas sob seus olhos.
- Ele parece estar acabado mesmo - concordou Lene.
Uma vez longe do raio de audição do gerente, ele murmurou para o Sr. Weasley.
— Estou tendo um bocado de problemas com ele.
Hermione revirou os olhos. Parecia até que era culpa do trouxa que os bruxos eram descuidados.
Precisa de um Feitiço de Memória dez vezes por dia para ficar feliz.
- Tenho certeza que ele fica feliz com isso - ironizou Lily.
E Ludo Bagman não está ajudando. Anda por aí falando em balaços e goles a plenos pulmões, sem a menor preocupação com a segurança.
- Ele devia dar um exemplo melhor - criticou Frank.
Pombas, vou gostar quando isso terminar.
- Acredito que muita gente irá - murmurou Alex.
- Não! - disse James - A Copa é maravilhosa.
- Claro - disse Alex em um tom neutro. Mas deu um sorriso travesso para Harry.
Vejo você mais tarde, Arthur.
E desaparatou.
- Não deu tempo nem de papai responder - falou George.
— Pensei que o Sr. Bagman fosse chefe de Jogos e Esportes Mágicos
- E ele é - disse Fred.
— disse Ginny parecendo surpresa. — Devia ter mais juízo e parar de falar de balaços perto de trouxas, não devia?
- Exatamente! - disse Frank sorrindo para Ginny. Ela sorriu de volta.
— Devia — concordou o Sr. Weasley, sorrindo
- Ele provavelmente estava orgulhoso de você - disse James. Sabendo que se fosse Harry, ele estaria.
- Obrigada - disse Ginny.
e passando com os garotos pelo portão do acampamento —, mas Ludo sempre foi um pouco… Bem… Displicente com a segurança.
- Imagino - Lissy revirou os olhos.
Mas não se poderia desejar um chefe mais entusiasta para o Departamento de Esportes.
- Pelo menos isso - disse Lene.
- É isso que importa - comentou James alegremente. Lily o olhou como se ele tivesse uma doença mental.
Ele jogou Quadribol pela Inglaterra, sabem.
James se remexeu, interessado.
E foi o melhor batedor do Wimbourne Wasps que o time já teve.
- Queria ver um jogo dele - comentou James.
- Nós sabemos - replicou Alice.
O grupo avançou lentamente pelo campo entre longas fileiras de barracas.
A maioria parecia quase normal,
- Como assim normal?
- Vocês sabem, não bruxa, muggle - murmurou Harry.
os donos tinham visivelmente tentado o possível para fazê-las parecer equipamento de trouxas,
- Quero dizer, nem todos - disse Hermione, lembrando das coisas bizarras que tinha visto.
embora tivessem cometido alguns deslizes ao acrescentarem chaminés ou cordões de sinetas ou cata-ventos.
- Nem é um pouco chamativo - comentou Alex com sarcasmo.
Porém, aqui e ali, havia uma barraca tão obviamente mágica
- Nem notei - disse Ron.
- Claro que não - Hermione revirou os olhos.
que Harry não se surpreendia que o Sr. Roberts estivesse desconfiado. Lá para o meio do campo, havia uma extravagante produção de seda listrada como um palácio em miniatura, com vários pavões vivos amarrados à entrada.
- Isso é bizarro - disse Alice.
- Não duvido nada que seja dos Malfoy - disse Sirius.
Um pouco adiante, eles passaram por uma barraca que tinha três andares
Lily colocou as mãos sob o rosto, incapaz de conter a vergonha que sentia pela incapacidade dos bruxos serem discretos. Francamente.
e várias torrinhas e, mais além, havia uma outra com um jardim anexo, completo, com banho para passarinhos, relógio de sol e fonte.
- É uma boa ideia - comentou James - O dono é preocupado com o meio ambiente e essas coisas.
— Sempre os mesmos — comentou o Sr. Weasley sorrindo —, não conseguimos deixar de nos exibir quando nos reunimos.
- Isso é comum a todos os humanos - disse Harry.
- Mesmo os muggles - completou Alex, sorrindo.
Ah, lá está, olhem, aquela é a nossa.
Finalmente, pensou Remus. Já estava ficando cansado de ouvir sobre a organização da copa.
Tinham alcançado a orla da floresta no alto do campo, e ali havia uma área livre com um pequeno letreiro enfiado no chão em que se lia "Weezly".
- O nome saiu um pouco errado - comentou Frank.
— Não podíamos ter ganhado um lugar melhor! — exclamou o Sr. Weasley feliz. — O campo preparado para as partidas é logo do outro lado da floresta, estamos o mais perto que poderíamos estar.
Regulus levantou as sobrancelhas. Era impressionante que Weasley tivesse conseguido isso.
— Ele descarregou a mochila dos ombros.
- Agora sim.
— Certo — disse excitado —, rigorosamente falando, nada de mágicas, não quando estamos no mundo dos trouxas em tão grande número.
- Diga isso para os outros bruxos - resmungou Ron. Sinceramente, usar mágica não chamaria mais atenção do que as outras coisas da Copa.
Vamos armar estas barracas à mão! Não deve ser muito difícil… Os trouxas fazem isso o tempo todo…
- Ou não - disse Lily - Eu nunca acampei.
- Você não perdeu muito - disse Harry - Eu só gostei por causa da companhia.
- Assim nós ficamos emocionados - disseram Fred e George.
- A menos que você esteja... - disse Fred.
-...Falando apenas de Ginny - completou George.
- Não! - disse Harry rapidamente - Eu estava falando de todos os Weasley.
Tome, Harry, por onde você acha que devo começar?
Pela ideia de usar magia, pensou Regulus. Isso era ridículo. Ele nem ao menos sabia como montar a coisa do jeito trouxa e se recusava a usar o jeito mais prático.
Harry nunca acampara na vida,
- Que surpresa - murmurou Sirius sarcástico.
os Dursley nunca o haviam levado em férias,
- Nem fale deles - disse Lene irritada.
Como os outros pareciam compartilhar da irritação da menina, Josh achou uma boa ideia ler mais rápido.
preferindo deixá-lo com a Sra. Figg, uma velha vizinha.
- Eu preferia ficar com ela também - disse Harry, dando de ombros. Ele ainda não sabia o que pensar do fato da Sra. Figg ser uma squib.
No entanto, ele e Hermione descobriram como distribuir os paus e as estacas, e embora o Sr. Weasley atrapalhasse mais do que ajudasse, porque ficara excitadíssimo quando precisaram usar o martelo, eles finalmente conseguiram erguer duas barracas modestas para duas pessoas cada.
- Foram duas ainda? - disse Alice impressionada - Bom trabalho.
Todos se afastaram para admirar a habilidade manual deles.
- Depois de todo o trabalho, era merecido - disse Josh.
Ninguém que visse aquelas barracas teria adivinhado que pertenciam a bruxos,
- Então já está bem melhor do que a maioria - disse Neville.
pensou Harry, mas o problema era que quando Bill, Charlie e Percy chegassem, eles formariam um grupo de dez pessoas.
- Vocês são bruxos, Harry - lembrou Regulus - Têm feitiços para isso.
- É, mas eu não sabia ainda na época - disse Harry.
Hermione parecia ter identificado esse problema também,
- Acho que devíamos ter explicado logo a vocês sobre a expansãp - disse Ginny - Mas nem passou pela minha cabeça.
lançou a Harry um olhar cômico quando o Sr. Weasley ficou de quatro
- N...
- Sem comentários, Sirius.
- Mas...
- Sirius.
e entrou na primeira barraca.
— Vamos ficar meio apertados — comentou ele —, mas acho que vai dar para nos espremermos.
- Isso não ajudou muito - comentou Hermione.
Venham dar uma olhada.
Harry se abaixou, passou por baixo da aba de entrada e sentiu o queixo cair.
- Bom saber que algo ainda consegue surpreender Harry Potter - falou James.
Entrara em uma barraca que parecia um apartamento antigo
- Papai gosta de coisas assim - Ron revirou os olhos.
de três quartos, completo, com banheiro e cozinha.
- Eu adoro mágica - murmurou Lissy, satisfeita.
E o que era curioso, estava mobiliado no mesmíssimo estilo que o da Sra. Figg;
- Essa é uma coincidência estranha - falou Sirius.
havia capas de crochê nas poltronas sem par e um forte cheiro de gatos.
Sirius fez uma careta. O único gato que gostava era Minnie.
— Bom, não é para muito tempo — disse o Sr. Weasley, secando a careca com um lenço e espiando as quatro camas beliches que havia no quarto.
- É mais do que suficiente - falou Lily, grata.
— Pedi a barraca emprestada ao Perkins, lá do escritório. Ele não acampa muito atualmente, coitado, está com lumbago.
Frank fez uma careta. Já tivera essa doença uma vez.
O Sr. Weasley apanhou uma chaleira empoeirada e espiou dentro.
- Eu tinha entendido cadeira. Por um momento, eu estava muito confuso - disse Frank.
— Vamos precisar de água.
— Tem uma torneira assinalada no mapa que o trouxa nos deu — disse Ron, que seguira Harry para dentro da barraca e parecia completamente indiferente a essas extraordinárias proporções internas.
- Eu estou acostumado - Ron deu de ombros.
- É normal para os bruxos - disse James.
- Não que você não seja bruxo, claro - acrescentou Lene.
- Tudo bem, gente - replicou Harry.
— Fica do outro lado do campo.
— Bom, então por que você, Harry e Hermione não vão apanhar um pouco de água…
- Até Arthur sabe que vocês não conseguem fazer nada separados - brincou Neville.
O trio sorriu.
— o bruxo entregou aos garotos a chaleira e duas caçarolas —… E nós vamos apanhar lenha para fazer uma fogueira.
- Mas algum de vocês sabe fazer fogueira do jeito trouxa? - perguntou Alica, confusa.
— Mas temos um forno — lembrou Ron—,por que não podemos…?
Snape detestava admitir, mas ele concordava com o garoto. Isso era ridículo.
- Uma boa pergunta - disse Lissy.
— Ron, segurança antitrouxa!
- Arthur deve ser um excelente funcionário - disse Lily, pensativa. Se ele se dedicava assim...
— disse o Sr. Weasley, o rosto brilhando de expectativa. — Quando os trouxas de verdade acampam, eles cozinham em fogueiras ao ar livre, já os vi fazendo isso!
- Aonde? - perguntou Frank confuso.
- Nem ideia - disse Ginny.
Depois de uma rápida visita à barraca das garotas,
- Sei, sei.
- Fica quieto, Sirius.
que era ligeiramente menor do que a deles,
- O que não é justo considerando quantos pessoas tinham a mais na nossa barraca - disse Ron.
- Você tinha alguma ideia melhor? - retrucou Ginny - Precisávamos separar as meninas de meninos.
- Hermione dorme lá em casa sem problema algum - retrucou Ron.
- É, mas lá tem Molly também, que é uma mulher - disse Hermione, tentando fazer Ron entender a diferença.
Ron revirou os olhos. Não via sentido no argumento.
embora sem o cheiro de gato, Harry, Ron e Hermione atravessaram o acampamento levando as vasilhas.
- Quase um treinamento para esse ano - brincou Ron.
Harry e Hermione riram. Ginny não achou a menor graça.
Agora, com o sol de fora e a névoa se dissipando, eles puderam ver a cidade de lona que se estendia para todas as direções. Caminharam lentamente entre as fileiras de barracas, espiando tudo com interesse.
- Eu queria estar lá - suspirou James, com uma cara de cachorrinho perdido. Lily sorriu.
Harry estava começando a se indagar quantos bruxos e bruxas devia haver no mundo;
- Muitos, mas poucos se comparados aos trouxas - Hermione disse prontamente.
- Você tem que tentar conhecer mais a sua cultura, Harry - falou Lily preocupada. Merlin sabia que ela tinha absorvido tudo que podia do mundo bruxo.
- Eu sei, eu só... - Harry disse, mas parou de falar, sem ter certeza do quê dizer. Olhou para Regulus em busca de apoio.
-...nunca teve a chance - completou Regulus, em um tom compreensivo. Ele concordava com Lily que Harry devia tentar mais, porém também entendia que ele sempre estivera ocupado fazendo outras coisas, como fugir de Voldemort.
ele nunca pensara realmente nos bruxos de outros países.
- Pelo menos até o Torneio - comentou.
- Torneio? - questionou Alice.
- Você irá ver.
- Tem algumas escolas de outros países que são massas - comentou Neville - A do Japão, por exemplo.
- Não conheço muito. Só sei um pouco sobre a do Brasil, graças a Charlie - disse Ron.
Seus companheiros de acampamento iam acordando aos poucos.
- Tem gente que é preguiçosa - comentou Sirius olhando para o irmão.
Regulus resmungou algo.
Os primeiros a dar sinal de vida foram às famílias com crianças pequenas, Harry nunca vira bruxos tão pequenos antes.
- Eles são muito fofos - afirmou Lene. Adorava crianças. Toda a correria e a honestidade delas. Tão puras.
Um pirralhinho, que não tinha mais de dois anos, estava agachado do lado de fora de uma barraca em forma de pirâmide, empunhando uma varinha com a qual cutucava,
- Como ele conseguiu a varinha? - questionou Dorcas.
feliz, um caramujo na grama, que ia ganhando lentamente o tamanho de um salame.
- Pobre caramujo - disse Alice, embora em tom brando. Gostava de crianças e sabia que o menino não entendia que estava causando mal ao animal.
Quando se emparelharam com ele, a mãe saiu correndo da barraca.
— Quantas vezes tenho de dizer, Kevin? Não pode… Mexer… Na… Varinha… do papai, putz!
- Está explicado - disse Dorcas.
- Isso é perigoso - disse Frank, preocupado. Os danos que o menino podia fazer com uma varinha...
Ela pisou no enorme caramujo, estourando-o.
Alice olhou com horror puro para o livro que Josh segurava.
- Não acredito que ela fez isso - disse Dorcas.
A bronca acompanhou os garotos pelo ar parado, se misturando aos gritos do garotinho:
— Você acabou caramujo! Você acabou caramujo!
- Esse vai ficar traumatizado - observou Sirius.
- Ele supera - resmungou Remus.
Um pouco mais adiante, eles viram duas bruxinhas, pouco mais velhas do que Kevin, cavalgando vassouras de brinquedo que se elevavam o suficiente para os dedos dos pés das meninas rasparem a grama orvalhada.
James imaginou a cena, sorrindo. Era assim que as coisas deveriam ser.
Um bruxo do Ministério já as vira; quando passou correndo por Harry, Ron e Hermione,
- Uma das poucas vezes que o Ministério estava sendo eficiente - disse Ron.
murmurava agitado:
— Em plena luz do dia! Os pais devem estar cochilando, suponho…
- Ou eles podem não ligar - sugeriu Regulus.
Aqui e ali bruxos e bruxas adultos saíam das barracas e começavam a preparar o café da manhã. Alguns, lançando olhares furtivos para os lados, conjuravam fogueiras com as varinhas, outros acendiam fósforos com ar de dúvida, como se tivessem certeza de que aquilo não ia funcionar.
- Não sei o quê é menos suspeito - disse Hermione.
Três bruxos africanos conversavam sentados, trajando longas vestes brancas,
- Ainda bem que eram africanos e não estudantes japoneses com vestes brancas - brincou James. Sob o olhar confuso de Harry, resolveu explicar: - Se um estudante da Mahoutokoro praticar Artes das Trevas ou quebrar o Estatuto Internacional do Sigilo em Magia, as vestes deles passam a serem brancas.
Harry piscou, surpreso. Nunca teria imaginado que isso existia, mas parecia ser algo até legal. Era uma boa forma de desencorajar a prática de Artes das Trevas. Porém, mais importante que isso, Mahoutokoro era uma escola?
- Mas... Tem uma escola de magia no Japão? - questionou confuso.
- Sim - disse James, contendo a tristeza e a impaciência - Existem várias escolas de magia espalhadas pelo mundo, Harry. Mas existem as principais: Mahoutokoro, Beauxbatons, Castelobruxo, Ilvermony, Durmstrang, Koldovstoretz, Uagadou e, claro, Hogwarts.
Harry parecia sobrecarregado com a informação.
enquanto assavam uma carne que parecia coelho sobre uma fogueira púrpura berrante,
Lissy fez uma careta.
um grupo de bruxas americanas de meia-idade fofocava alegremente sob a bandeira estrelada que elas haviam estendido entre as barracas, na qual se lia Instituto das Bruxas de Salem.
James fez uma careta. Estava muito bem se as pessoas desse instituto, obrigado. Suas experiências com as pessoas de lá não tinham sido muito boas.
Harry captava fragmentos de conversas em línguas estranhas que saíam das barracas pelas quais passavam,
- É exatamente o que eu faria - Lily sorriu.
e embora não conseguisse entender uma única palavra,
- E eu jurando que você era bilíngue.
- Uma pena.
o tom das vozes era de excitação.
- É isso que a Copa faz com as pessoas.
— Hum… São os meus olhos ou tudo ficou verde? — perguntou Ron.
Não eram os olhos de Ron. Os garotos tinham entrado em uma área em que as barracas estavam cobertas por uma camada de trevos, dando a impressão de que morros de formas estranhas haviam brotado da terra. Viam-se rostos sorridentes nas barracas com a aba da entrada erguida.
- Estranho.
Então, às costas, os garotos ouviram alguém gritar seus nomes.
— Harry! Ron! Hermione!
Era Seamus Finnigan, um colega quartanista da Grifinória.
Neville sorriu. Seamus era legal. Ele tinha conversado várias vezes com ele quando era mais novo para que o Longbottom não ficasse sozinho.
Estava sentado diante de uma barraca coberta de trevos, em companhia de uma mulher de cabelos louro-claros que só podia ser sua mãe
- Ela é cópia dele - disse Ron.
- Ou ele é a cópia dela.
e com Dean Thomas, também da Grifinória.
- Esses dois são inseparáveis - disse Ginny sorrindo. Harry tentou conter o ciúme ao pensar em como ela saberia disso; sabia que estava sendo ridículo.
— Gostaram da decoração?
- Espero que tenha sido uma pergunta retórica.
— perguntou Seamus sorrindo, quando Harry, Ron e Hermione se aproximaram para cumprimentá-los. — O Ministério não está nada feliz.
- Claro que não. Era para ser uma coisa discreta - disse Frank.
— E por que não deveríamos mostrar nossas cores?
- Acho que não foi só isso que vocês fizeram - comentou Lene.
— perguntou a Sra. Finnigan. — Vocês deviam ver o que os búlgaros penduraram nas barracas deles.
- Se estar pior do que isso, quero nem ver - disseLene.
— Vocês vão torcer pela Irlanda, naturalmente? — acrescentou ela fixando Harry, Ron e Hermione com insistência.
- Desse jeito, sim.
Depois de terem tranquilizado a senhora de que realmente iam torcer pela Irlanda, os garotos seguiram caminho, embora Ron tivesse comentado:
— Como se a gente fosse dizer que não ia, com aquela turma em volta.
- Exatamente - disse Sirius - Ninguém é doido.
— Que será que os búlgaros penduraram nas barracas? — indagou Hermione.
- Não vai dizer que vocês vão realmente ver - disse Lene.
— Vamos dar uma olhada — disse Harry, apontando para uma grande área de barracas mais adiante, onde a bandeira da Bulgária, vermelha, verde e branca, tremulava a brisa.
- Ainda bem que as barracas estão mais ou menos separadas - comentou James.
As barracas não estavam enfeitadas com plantas, mas cada uma exibia o mesmo pôster, um pôster com um rosto muito carrancudo com grossas sobrancelhas negras.
Hermione sorriu levemente. Ron resmungou.
A foto, é claro, se mexia, mas apenas para piscar os olhos e franzir a testa.
- Que simpático - ironizou Lene.
— Krum — disse Ron em voz baixa.
— Quê? — perguntou Hermione.
- Quem - corrigiu Fred.
- Desculpe - ironizou Hermione.
- Nada.
— Krum! — repetiu Ron. — Viktor Krum, o apanhador búlgaro!
Ginny deu um sorriso maldoso. Era tão irônico que a primeira pessoa a falar de Krum para Hermione tenha sido Ron.
— Ele parece bem rabugento — comentou Hermione, olhando para os muitos Krums que piscavam e franziam a testa para eles.
Harry sorriu. Krum realmente parecia rabugento, mas ele era uma boa pessoa.
— Bem rabugento? — Ron olhou para o céu. — Quem se importa com a cara dele? Ele é incrível!
- Bom saber que você acha isso, Ron - provocou Neville.
Ron resmungou.
E é bem moço, também. Tem uns dezoito anos, por aí. É um gênio, espere até ver hoje à noite.
- Parece que alguém é fã de alguém - disse Sirius com um largo sorriso.
Já havia uma pequena fila à torneira no canto do acampamento. Harry e Ron entraram logo atrás de dois homens que discutiam acaloradamente.
- Até ai tu arranja uma confusão, Harry? - perguntou James.
- Foi mal, pai.
Um deles era um bruxo muito velho que usava uma longa camisola florida.
Lily suspirou, irritada.
O outro era visivelmente um bruxo do Ministério,
- Tem trabalhadores do Ministério por todo lado - observou Frank, contente.
este segurava calças listradas e quase chorava de exasperação.
— Vista as calças, Archie, seja bonzinho, você não pode andar por aí vestido assim, o trouxa no portão já está ficando desconfiado…
- Também, com o jeito que os bruxos estão se comportando - criticou Lily.
— Comprei isso numa loja de trouxas — defendeu-se o velho bruxo, teimando. — Os trouxas usam isso.
- Não em lugares públicos - protestou Hermione.
— Mulheres trouxas usam isso, Archie, não os homens,
- Nem o funcionário do Ministério entendeu certo o costume dos trouxas - murmurou Hermione.
eles usam isto aqui — disse o bruxo do Ministério mostrando as calças listradas.
- Bem, pelo menos isso já iria deixar menos esquisito - disse Lily, pensativa.
— Não vou vestir isso — retrucou o velho bruxo indignado. — Gosto de sentir uma brisa saudável nas minhas partes, obrigado.
Sirius levantou uma sobrancelha. Isso que era dizer as coisas diretamente.
Hermione foi tomada por um tal acesso de riso,
- Claro, é algo tão... inesperado - disse a menina.
nessa hora, que precisou sair da fila e só voltou depois que Archie tinha se abastecido de água e fora embora.
- Eu não estava muito segura da minha capacidade de me controlar.
- Nunca achei que verei esse dia - brincou Ron.
Caminhando mais devagar agora, por causa do peso da água,
- Tava pesado para car...
- Ron.
-...Caramba.
os garotos tornaram a atravessar o acampamento. Aqui e ali, eles viam rostos mais familiares: outros alunos de Hogwarts com as famílias.
Harry sorriu. Tinha sido legal encontrar os colegas em outro lugar.
Oliver Wood,
Lily estreitou os olhos. Gostava de Oliver, mas ele muito louco.
o ex-capitão de Quadribol do time de Harry, que terminara os estudos em Hogwarts, arrastou o garoto até a barraca dos pais para apresentá-lo,
James sorriu, apreciando a atitude do garoto.
- Que absurdo! Nunca conheci os pais de Oliver! - protestou Fred.
- É uma honra só para o melhor jogador - brincou Harry.
- Depois de tudo que fizemos por você... - George fingiu estar triste.
e lhe contou cheio de excitação que acabara de entrar para o time de reserva do Puddlemere United.
- Eu não consigo imaginá-lo fazendo outra coisa que não jogando Quadribol - disse Harry.
- Oliver era apaixonado pelo esporte - concordou Fred.
- Obcecado, você quer dizer - disse Lily.
Depois os garotos foram saudados por Ernie Macmillan, um quartanista da Lufa-Lufa,
- Ele é legal - comentou Neville.
e, mais adiante, viram Cho Chang, uma garota muito bonita
Ginny estreitou os olhos. Não via nada de bonito na menina.
que jogava como apanhadora no time da Corvinal.
- Eu lembro dela - disse Sirius, com um sorriso largo. Gostava de Ginny, mas também gostava de ouvir sobre as outras quedas do seu afilhado.
Ela acenou e sorriu para Harry,
- Claro que sorriu - resmungou Ginny.
que derramou um bocado de água na roupa ao retribuir o aceno.
- Esse não é o meu filho - resmungou James.
- Não? Por que eu me lembro de alguém agindo de forma atrapalhada em metade das vezes que me chamou para sair - disse Lily, divertida.
Harry olhou para a mãe interessado.
Mais para impedir Ron de caçoar do que por outro motivo,
- Mas era mais que justo que eu falasse alguma coisa - disse Ron.
Harry apontou depressa para um enorme grupo de adolescentes que ele nunca vira antes.
- Está desesperado mesmo, não?
— De onde você acha que eles são?
- E eu vou saber?
— perguntou Harry. — Eles não frequentam Hogwarts, frequentam?
- Você não saberia se frequentassem? - perguntou Frank incrédulo. Hogwarts nem tinha tanta gente assim.
Harry deu de ombros.
— Devem frequentar alguma escola estrangeira — sugeriu Ron.
- Então você sabia que existiam outras escolas! - falou James aliviado.
- Mas eu não sabia que a do Japão existia... Ou a maioria dessas outras. Ilvermony... soa inglês - disse Harry hesitante.
- É a escola da América do Norte - disse Lily.
- Existe uma no Sul?
- Sim, Castelobruxo. É no Brasil.
- Achei que fosse na Espanha - comentou Harry.
- Não, o nome é português - disse Hermione - E Koldovstoretz fica na Rússia, Uagadou na África. As outras você já sabe - e então ela descreveu um pouco sobre cada escola.
Ron olhou para a namorada orgulhoso. Nem ele sabia tanto sobre as outras escolas, mas não era realmente uma surpresa que ela soubesse.
— Sei que há outras, mas nunca encontrei ninguém que estudasse nelas.
- Já conheci uma vez uma menina de Uagadou que estava fazendo uma pesquisa internacional. A escola parece ser realmente legal - comentou Frank.
Bill teve uma correspondente em uma escola no Brasil…
- Castelobruxo? - questionou Josh.
- Provavelmente. É possível que tenha alguma outra escola menor lá, mas acho improvável - respondeu Alice.
Isto foi há anos… E ele quis ir para lá numa viagem de intercâmbio,
Ginny sorriu. Era a cara de Bill isso.
mas mamãe e papai não tiveram dinheiro para bancar a viagem.
Fred fez uma careta. Ficava triste quando os irmãos não podiam fazer algo por causa da condição financeira da sua família.
A moça ficou toda ofendida quando ele disse que não ia e mandou para ele um chapéu enfeitiçado.
- Aposto que ele não explicou por que não ia - disse Lene.
- É meio constrangedor - disse Ron secamente.
As orelhas dele murcharam.
- Nem foi tão ruim - falou George com humor negro.
Harry riu, mas não manifestou a surpresa que era saber que havia outras escolas de magia.
- Você devia ter dito algo. Eu não sei muito, mas podia contar algo sobre as outras escolas.
Supôs, agora que via representantes de tantas nacionalidades no acampamento, que fora muito burro por jamais ter imaginado que Hogwarts não poderia ser a única.
- Bem, você não teve um motivo para pensar sobre isso - disse Sirius.
- Mas Hogwarts é a melhor - falou Ron.
Ele olhou para Hermione, que não demonstrara a menor surpresa com a informação.
- Eu já tinha lido sobre isso.
Sem dúvida, ela devia ter visto referências a outras escolas de magia em algum livro.
Hermione sorriu para Harry.
Continua...
Nota Bia: Okay, essa é a primeira vez que eu divido um cap do livro em LHP e para ser sincera, nem planejava dividir esse. Mas quando eu vi o quanto eu ainda iria demorar para escrevê-lo todo, achei que valia a pena já postar essa parte. Se não gostarem dos caps assim, podem dizer e eu volto a postar só com ele todo, mas o cap vai demorar ainda mais para sair.
¹ - Não tenho a menor ideia de como funcionam chaves de portais.
