Luna Pottee124: Fico feliz com isso! Estou tentando criar uma rotina para conseguir escrever LHP durante a semana também e se der certo os caps sairão mais rápido :) Tenho uma conta pessoal no wattpad, mas admito que quase não uso: BiaaBlackPotter. Não posto LHP lá porque acho que é contra as regras.


Bagman e Crouch - Parte 2


— Vocês demoraram uma eternidade

- É porque eles aproveitaram para conversar enquanto trabalhávamos - resmungou Fred.

— comentou George, quando eles finalmente chegaram às barracas dos Weasley.

- Não fale como se tivesse sido um passeio horrível - repreendeu Hermione.

— Encontramos alguns conhecidos

- Mais do que alguns.

— disse Ron, pousando as vasilhas de água. — Você ainda não acendeu a fogueira?

- Ron chega agora, estava fazendo nada, e já quer reclamar do que eu não fiz - resmungou George.

— Papai está se divertindo com os fósforos — disse Fred.

- Quando você diz se divertindo... - começou a questionar Lene.

-... Eu realmente quero dizer se divertindo - interrompeu Fred.

O Sr. Weasley não estava tendo o menor sucesso em acender a fogueira,

Regulus revirou os olhos.

mas não era por falta de tentativas.

- Não tenho dúvidas disso - falou Remus, bem humorado.

Fósforos partidos coalhavam o chão ao seu redor, mas ele parecia estar se divertindo como nunca.

- Ainda bem que mamãe não está vendo isso - murmurou Ginny.

— Opa! — exclamou ele, ao conseBillr acender um fósforo,

- Finalmente - resmungou Snape.

mas largou-o na mesma hora no chão, surpreso.

Eu fiz isso uma vez, quando eu era uma criança, pensou Harry.

— Chegue aqui, Sr. Weasley — disse Hermione bondosamente, tirando a caixa das mãos dele e começando a mostrar como fazer fogo direito.

- Pelo menos alguém sabia - disse Lily, olhando para Harry.

- Eu sei fazer fogo também - respondeu, ofendido.

- Nunca se sabe né...

Finalmente, eles acenderam a fogueira, embora levasse no mínimo mais uma hora até ela esquentar o suficiente para cozinhar alguma coisa.

- Mas já é um começo.

Mas havia muito que ver enquanto esperavam.

- Claro que tem - disse James animado.

A barraca deles estava armada ao longo de uma espécie de rua de acesso ao campo de Quadribol,

- Ótima localização - disse Frank.

por onde funcionários do Ministério corriam para cima e para baixo, o cumprimentando cordialmente ao passar.

- O senhor Weasley realmente conhece muita gente - comentou Hermione com afeição.

Ginny sorriu.

O Sr. Weasley fazia comentários contínuos, principalmente para benefício de Harry e Hermione,

- Não tenho muita certeza disso - disse Fred - Ele estava muito empolgado em falar sobre isso.

- De qualquer jeito foi bom que ele falasse - disse Hermione - Porque é interessante.

seus próprios filhos já conheciam bastante o Ministério para se interessar.

- Já ouvimos isso muitas vezes antes - Ron deu de ombros.

- É muito raro um filho se interessar sobre o trabalho do pai - concordou Frank. Ele era uma exceção. Adorava o quê o pai fazia.

— Aquele era Cuthbert Mockridge, chefe da Seção de Ligação com os Duendes… Lá vem Gilbert Wimple, ele trabalha na Comissão de Feitiços Experimentais, já usa aqueles chifres há algum tempo…

- Que esquisito - comentou Sirius.

— Alô Arnie… — Arnald Peasegood, ele é um obliviador,

Hermione estremeceu. Que emprego horrível.

trabalha no Esquadrão de Reversão de Feitiços Acidentais, sabe… E aqueles outros são Bode e Croaker… São dois inomináveis…

Frank sorriu, empolgado. Sempre fora muito curioso para saber como era o trabalho de um inominável.

— São o quê?

— Do Departamento de Mistérios, ultra-secretos, não tenho a menor idéia do que fazem…

- Quase ninguém sabe - comentou Regulus, trocando olhares com Sirius. Eles sabiam algumas coisas, graças a influência da família Black.

Finalmente, a fogueira ficou pronta e eles já haviam começado a preparar salsichas com ovos quando Bill, Charlie e Percy saíram caminhando da floresta para se reunirem à família.

- Percy não - resmungou Fred.

- Pelo lado bom tinha Bill e Charlie - comentou George.

— Acabei de aparatar, papai — disse Percy em voz alta.

- Essa informação mudou a minha vida - disse Lene, sarcástica.

— Ah, que excelente almoço!

Já haviam comido metade das salsichas com ovos quando o Sr. Weasley se levantou, acenando e sorrindo para um homem que vinha em sua direção.

- Mais alguém para falar com Arthur - comentou Dorcas impressionada.

— Ah-ah! — exclamou ele. — O homem do momento! Ludo!

Ludo Bagman era, sem favor algum, o homem mais chamativo que Harry já vira na vida, até mesmo incluindo nessa conta o velho Arquibaldo com sua camisola florida.

- Nossa, então, tá ruim mesmo - disse Remus.

Usava longas vestes de Quadribol com grandes listras horizontais amarelas e pretas.

- Cor da lufa-lufa - comentou Alice.

Regulus revirou os olhos. A pessoa era obrigada a usar só duas cores pelo resto da vida? Só por causa da casa de Hogwarts?

Uma enorme estampa de uma vespa tomava todo o seu peito. Tinha a aparência de um homem corpulento que parara de se exercitar;

- Foi exatamente isso que aconteceu - comentou Fred.

suas vestes estavam muito esticadas por cima da enorme barriga, que certamente não existia na época em que ele jogava Quadribol pela Inglaterra.

- É uma pena quando um jogador acaba assim - disse James.

- Esse é o seu destino, Potter - provocou Lily.

- Nem venha, Evans - rebateu James horrorizado.

- Eu achei que você quisesse ser um auror - comentou Harry.

- E eu quero - disse James - Mas não faz mal sonhar, faz?

- James ainda acredita que será um jogador profissional - Lily revirou os olhos.

- É possível - Sirius defendeu o amigo.

Seu nariz era achatado (provavelmente quebrado por algum balaço errante, pensou Harry), mas os redondos olhos azuis, os cabelos louros curtos e a pele rosada o faziam parecer um menino de escola que crescera demais.

- Não é alguém muito encantador, então - resumiu Lissy.

— Olá, — exclamou Bagman alegremente. Andava como se tivesse molas nas solas dos pés,

- Ainda bem que ele não tinha.

era visível que estava num estado de extrema excitação.

- Mas é impossível que ele esteja mais que James - comentou Frank.

James deu de ombros. Não entendia como os outros não estavam empolgados como ele.

— Arthur, meu velho — ofegou ele, ao chegar à fogueira — que dia, hein?

- Um dia perfeito - comentou James.

Será que podíamos ter desejado um tempo mais perfeito? Uma noite sem nuvens… E quase nenhum problema na programação… Quase nada para eu fazer!

James suspirou. Queria mais que tudo estar presente nessa Copa.

- Tenho certeza que não tem nada para fazer - ironizou Harry.

Por trás dele, um grupo de bruxos do Ministério, de cara exausta, passou apressado, apontando para a evidência distante de algum tipo de fogueira mágica que disparava faíscas violetas a seis metros de altura.

- Deve ter sido lindo - murmurou Lene, sonhadora. Amava fogueiras mágicas, adora ver a chama se expandindo e depois diminuindo. Havia algo tão vivo sobre isso.

Percy adiantou-se rapidamente com a mão estendida.

- Claro que ele foi se apresentar - resmungou George.

- Ele não está errado, embora fosse melhor que Arthur o apresentasse - disse Frank sério.

Pelo jeito o fato de desaprovar o modo de Ludo Bagman dirigir o departamento,

- E de estar falando mal disso três segundos atrás - completou Lene.

não o impedia de querer causar boa impressão.

- Claro que não - resmungou Sirius.

— Ah… Sim — disse o Sr. Weasley, sorrindo —, este é o meu filho, Percy, começou a trabalhar no Ministério agora, e este é Fred, não, Jorge, desculpe, esse é o Fred…

- Deve ser constrangedor confundir os próprios filhos.

- Nah, papai já está acostumado.

Bill, Charlie, Rony… Minha filha, Ginny…

- A mais inteligente de todos - brincou Ginny.

E os amigos de Rony, Hermione Granger e Harry Potter.

- O famoso trio de ouro - comentou Neville.

De maneira discretíssima, Bagman olhou uma segunda vez ao ouvir o nome de Harry e seus olhos deram a conhecida espiada na cicatriz na testa do garoto.

- Pelo menos, ele tentou ser discreto - consolou Lily.

- Já é um avanço - concordou Harry.

— Pessoal — continuou o Sr. Weasley —, este é Ludo Bagman, vocês sabem quem ele é,

- Tem poucas pessoas que não saibam.

- Ainda assim ele não chega ao nível de Harry.

- Verdade.

e é graças a ele que temos entradas tão boas…

Sirius fez uma careta. Sabia que o sr. Weasley não era uma pessoa ruim, mas esse tipo de atitude lembrava muito o seu pai.

Bagman abriu um sorriso de lado a lado do rosto

- Ele parecia mais ainda uma criança nessa hora - comentou Harry.

e fez um gesto com a mão significando que não fora nada.

- Provavelmente não foi mesmo - disse Alice, pensativa.

— Quer arriscar uma apostinha no jogo, Arthur? — perguntou ele ansioso, sacudindo, ao que parecia, um bocado de ouro nos bolsos das vestes amarelas e pretas.

- Ele parece ser viciado - comentou Dorcas.

- Ele é - concordou Ron.

— Já aceitei a aposta de Roddy Pontner de que a Bulgária vai marcar primeiro,

- Tem gente que aceita apostas muito rapidamente - disse Sirius, olhando feio para Regulus.

- Não sei o que você ouviu, mas só aceito raras apostas. As que eu tenho certeza que ganharei - replicou Regulus.

- Já James... - comentou Remus.

- É o meu lado Grifinório - retrucou o Maroto.

ofereci a ele uma boa vantagem, levando em conta que os três jogadores avançados da Irlanda são os mais fortes que já vi em anos,

- Vai Irlanda - torceu Alice.

Frank fez uma careta.

e a pequena Agatha Timms apostou meias quotas da fazenda de enguias de que a partida vai durar uma semana.

- Coitada - resmungou Hermione.

- Bem que eu queria - murmurou Harry sonhador.

James ficou desapontado em saber que a partida seria rápida.

— Ah… Vá lá, então — disse o Sr. Weasley. — Vejamos… Um galeão na vitória da Irlanda?

Lily sorriu. Era bom saber que Arthur era responsável o suficiente para não sair por ai apostando grandes quantias.

— Um galeão? — Ludo Bagman pareceu ligeiramente desapontado, mas se recuperou: — Muito bem, muito bem… Mais alguma aposta?

- Acho que ele já deixou claro que não - falou Snape, azedo.

Lily sorriu para ele.

— Eles são um pouco jovens demais para andar jogando

- Diga isso para James - murmurou Lily. Até ela conhecia as famosas apostas do rapaz. Ele era muito orgulhoso, então acabava aceitando quase qualquer coisa.

— disse o Sr. Weasley. — Molly não gostaria…

- Usando mamãe como desculpa - Ginny balançou a cabeça.

— Nós apostamos trinta e sete galeões, quinze sicles e três nuques — disse Fred, ao mesmo tempo em que ele e George juntavam rapidamente todo o dinheiro que tinham

- Não acredito que vocês vão fazer isso - disse Alice.

- Nós estavamos desesperados - disse George.

— que a Irlanda ganha, mas Viktor Krum captura o pomo.

- Pelo menos, vocês acertaram - murmurou Ginny baixinho.

- Serviu para quê? - questionou Fred, rudemente.

Ah, e damos uma varinha falsa de cortesia.

- Que educados - brincou Lissy.

- Acho que nunca fomos acusados disso - falou George, sorridente.

- Vocês são educados - disse Ginny de forma protetora - Só muito brincalhões.

— Vocês não vão querer mostrar ao Sr. Bagman esse lixo — sibilou Percy,

- Mas Bagman parece alguém que iria gostar disso - observou Dorcas.

mas o bruxo não pareceu achar que a varinha era lixo, muito ao contrário,

Remus sorriu para Dorcas.

seu rosto de colegial

- Harry, a gente já entendeu das 30 primeiras vezes que você falou isso - disse Ron.

- Mas ele realmente tem um rosto de colegial!

iluminou-se de excitação ao recebê-la das mãos de Fred e, quando a varinha deu um cacarejo e se transformou em uma galinha de borracha, Bagman caiu na gargalhada.

Regulus fez uma careta. Ele não via a menor graça nisso. Será que ele era muito chato?

— Excelente! Não vejo uma varinha tão convincente há anos!

- Nós somos os melhores no que fazemos - disseram Fred e George.

Eu pagaria cinco galeões por uma dessas!

- É bom que vocês já tem uma noção de preço para o produto - Lene piscou para os gêmeos. Eles sorriram de volta.

Percy ficou paralisado, numa atitude de indignada desaprovação.

- Tem alguma coisa que Percy aprove?

- Trabalho escravo - respondeu Ron prontamente.

— Meninos — disse o Sr. Weasley entre dentes —, não quero vocês jogando… Isto é tudo que economizaram… Sua mãe…

- Eu disse que ele só estava usando mamãe como desculpa. Dá para ver que ele está irritado - disse Ginny.

— Não seja estraga-prazeres, Arthur!

- Ele está sendo um pai responsável, só isso - Dorcas o defendeu.

- Nós sabemos - disse Fred.

— trovejou Ludo Bagman excitado, sacudindo as moedas nos bolsos. — Eles já são bem grandinhos para saber o que querem!

- Claro que ele acha isso - murmurou Lily.

Vocês acham que a Irlanda vai vencer, mas Krum vai capturar o pomo? Nem por milagre, moleques, nem por milagre…

Os gêmeos deram um sorriso vingativo. Era bom saber que eles tinham acertado numa previsão tão impossível, ainda mais quando o concorrente era um ex-jogador.

Vou dar uma excelente vantagem nessa…

Claro que vai dar, pensou Fred irritado, é fácil fazer isso quando não se planeja pagar de volta.

E acrescentar mais cinco galeões por essa varinha marota, concordam…

- Não é marota - protestarem os Marotos.

O Sr. Weasley ficou olhando sem ação enquanto Ludo Bagman puxava um caderninho e uma pena e começava a anotar os nomes dos gêmeos.

- Não tinha muito o que ele pudesse fazer na hora - Harry deu de ombros. A bronca teria que ficar para depois.

— Tchau — disse George, apanhando o pedaço de pergaminho que Bagman lhe estendia e guardando-o no peito das vestes.

- Devia ter pedido um voto inquebrável - resmungou George.

Harry estremeceu, lembrando-se de Snape e Mafloy.

Bagman virou-se animadíssimo para o Sr. Weasley.

- Nada como um negócio para animar um homem - ironizou Sirius, usando as palavras do pai.

— Daria para me fazer um chá, suponho?

- Supôs errado - disse Lene.

Estou de olho para ver se localizo Crouch. O meu contraparte búlgaro está criando dificuldades e não consigo entender uma palavra do que ele diz. Barty poderia resolver o problema, fala umas cento e cinqüenta línguas.

- Pergunto quando ele teve tempo para aprender tudo isso - disse Hermione.

- Você devia perguntar a Percy, tenho certeza que ele sabe - disse Ron. Ginny acenou com a cabeça, concordando.

— O Sr. Crouch? — disse Percy, abandonando subitamente o seu ar de impassível desaprovação e quase se contorcendo de óbvia excitação.

- Eu disse, ele está claramente apaixonado pelo cara - disse Fred, suspirando - Pobre Percy.

- Não duvido nada - disse James.

— Ele fala mais de duzentas!

- Um dia quero aprender outras línguas - falou Frank.

- Você já sabe Francês - lembrou Alice.

Frank deu de ombros. Para ele, isso não contava. Ele fora obrigado a aprender francês desde pequeno por causa dos seus parentes. Nem se lembrava de ter estudado o idioma.

- Você sabe falar Francês? - perguntou Neville, espantado. Nunca soubera disso.

- Claro, você não sabe? - perguntou Frank confuso. Todos os homens da família dele deviam saber, foi assim por gerações. Os Longbottom da Inglaterra aprendiam francês e os da França inglês.

Neville balançou a cabeça, sentindo que tinha acabado de desapontar o pai.

- Como você fala com a nossa família, então? - perguntou Frank confuso.

- Nós temos família na França? - perguntou Neville ainda mais confuso que o pai.

Frank sentiu uma raiva imensa da mãe. Por que Augusta nunca contara isso para o filho? Então a resposta o ocorreu: Eles deviam ter perdido o contato com a guerra. Já fazia alguns meses que Frank não tinha notícia da França.

- Sim, uma boa parte da nossa família mora lá - admitiu Frank - Eu prometo te explicar direito depois. Toda a história da nossa família - falou firme.

Neville sabia que poderia ser um pouco chato, mas não se importo nem um pouco.

Serêiaco, grugulês, trasgueano…

- Que é grugulês?

- É a língua dos duendes - respondeu prontamente Remus.

— Qualquer um sabe falar trasgueano — disse Fred fazendo pouco —, é só a gente apontar e grunhir.

Todos começaram a rir.

Percy lançou a Fred um olhar feiíssimo e atiçou os gravetos da fogueira vigorosamente para fazer a chaleira ferver.

- Será que eu feri os sentimentos de alguém? - zombou Fred.

— Já teve notícias de Bertha Jorkins, Ludo? — perguntou o Sr. Weasley quando Bagman se sentou na grama ao lado deles.

Lily sentiu-se um pouco mal. Eles não tinham ideia do que tinha acontecido a ela.

— Nem um pio — disse Bagman à vontade. — Mas ela vai aparecer.

- Não custava nada alguém pelo menos tentar perguntar aos trouxas se alguém a viu - disse Frank.

Coitada da velha Bertha… Tem a memória de um caldeirão furado e nenhum senso de direção. Perdida, se quiserem acreditar.

- Nós não acreditamos nisso, mas obviamente vocês querem acreditar - disse Dorcas friamente.

Vai aparecer na seção lá para outubro, pensando que ainda é julho.

- Ou ela foi morta por Voldemort.

- Sirius!

- É a verdade.

— Você não acha que já estava na hora de mandar alguém procurá-la? — sugeriu, hesitante, o Sr. Weasley, quando Percy estendeu a Bagman o chá pedido.

- Parece que Percy agora ficou amiguinho de Bagman - ironizou Sirius.

— É o que o Barty Crouch não para de dizer

- Talvez alguém devesse escutá-lo - sugeriu Lily.

— respondeu Bagman, arregalando inocentemente seus olhos redondos —, mas o fato é que não podemos destacar ninguém no momento.

- Compreendo - disse Frank.

Ah… É falar no demônio! Barty!

- Por que as pessoas sempre aparecem quando estamos falando delas? - perguntou Lene.

- Não sei, mas acho que não funciona para todos. Já pensou se Harry aparecesse toda vez que alguém falasse o nome dele? - disse Lily.

- É, seria um inferno - disse Lene.

- Eu não teria tempo para mais nada - disse Harry.

Um bruxo acabara de aparatar junto à fogueira, e não poderia oferecer um contraste maior a Ludo Bagman, estirado na grama com as vestes velhas do Wasp.

- Vamos ouvir sobre o amante de Percy.

Barty era um homem mais velho, formal, empertigado, vestido com um terno e uma gravata impecáveis.

- Ou seja, tudo que Percy queria ser - disse Ginny.

A risca nos seus cabelos grisalhos e curtos era quase absurdamente reta e o bigode fino de escovinha parecia ter sido aparado com uma régua.

- Pelo menos, ele parece um trouxa - comentou Ron.

Seus sapatos eram exageradamente lustrosos. Harry percebeu na hora por que Percy o idolatrava.

- Até Harry percebeu - disse Ginny.

- Como assim, até eu? - perguntou Harry.

- Nada, amor.

Percy acreditava piamente em obedecer às regras sem fazer concessões,

- Não sei quem o ensinou isso - disse George, pensativo.

- Papai, eu acho - disse Fred.

e o Sr. Crouch obedecera à regra de se vestir como trouxa tão rigorosamente que poderia ter passado por gerente de banco.

- Então é assim que gerentes de bancos são no mundo trouxa? - perguntou Ron curioso. Parecia realmente diferente dos duendes.

- Normalmente sim. Eles tendem a se vestir de maneira extramente formal. A aparência 'fria' é importante nos negócios - explicou Hermione.

Harry duvidava que seu tio Válter pudesse ter descoberto quem ele realmente era.

- Nem fale do seu tio - murmurou Lene, irritada.

- Seu tio é super paranoico.

- Eu sei.

— Estrague um pouco a grama, Barty — disse Ludo animadamente, batendo no chão.

- Não acho que ele vá apreciar esse convite - murmurou Frank secamente. Será que Ludo não percebia que tipo de homem Crouch era?

— Não, muito obrigado — respondeu Crouch, e havia um vestígio de impaciência em sua voz.

- Opa, acho que alguém detesta alguém.

— Estive procurando-o por toda parte. Os búlgaros insistem que coloquemos mais doze cadeiras no camarote de honra.

- Tão se achando especiais é? Que isso.

— Ah, é isso que eles querem? — exclamou Bagman. — Achei que o sujeito estava pedindo uma pinça emprestada.

- Como ele entendeu isso? - perguntou Regulus incrédulo - E por que não colocaram um tradutor para os convidados de honra?

Sotaque forte o dele.

- Tem que ser o sotaque mais forte do mundo - disse Ginny.

— Mr. Crouch! — disse Percy sem fôlego, curvando-se numa espécie de meia reverência que o fez parecer corcunda.

- Ele está realmente fazendo uma reverência? - perguntou James de olhos arregalados. Isso era meio humilhante.

— O senhor aceita uma xícara de chá?

- Percy acha que ele é o secretário de Crouch?

— Ah — exclamou o bruxo, olhando surpreso para Percy.

- Ele não tinha notado que o menino estava ali ainda? - perguntou Frank. Mal sinal.

— Claro… obrigado, Weatherby.

Todos de 1977 explodiram em risadas. Era hilário ver que depois do longo tempo ouvindo Percy adorar o chefe, Crouch nem sabia o seu nome.

Fred e George se engasgaram dentro das xícaras de que bebiam. Percy, as orelhas muito rosadas, ocupou-se com a chaleira.

Isso é muito mais humilhante, pensou James. Okay, Percy era extremamente chato, mas ele realmente se dedicava ao trabalho. Crouch podia pelo menos reconhecer um pouco do esforço que ele estava fazendo.

- Eu não acredito que eu esqueci isso - disse Ron.

— Ah, e tenho querido dar uma palavra com você, também, Arthur

- Aparentemente, todo mundo quer. Não para de chegar gente - comentou Lily.

— disse o Sr. Crouch, seu olhar penetrante recaindo sobre o Sr. Weasley. — Ali Bashir está em pé de guerra.

- Quem é esse?

- Menor ideia - disse Neville.

Quer falar com você sobre o embargo dos tapetes voadores.

- Justamente agora? - questionou James irritado.

O Sr. Weasley soltou um profundo suspiro.

- Bem, Arthur conhece - observou Regulus. Harry assentiu.

— Mandei-lhe uma coruja sobre isso ainda na semana passada. Já devo ter dito a Bashir umas cem vezes: tapetes são classificados como artefatos mágicos pelo Registro de Objetos Enfeitiçáveis Proscritos,

Dorcas suspirou triste. Ela sabia que a regra fazia sentido, mas sentia-se frustada com o todo o controle que o ministério exigia. Imaginava quantas coisas podiam fazer se não fosse isso.

mas, e ele quer me escutar?

- Definitivamente não.

— Duvido — respondeu o Sr. Crouch, aceitando a xícara de Percy. — Ele está desesperado para exportar para cá.

- As pessoas só se preocupam com o lucro - criticou Hermione.

— Bom, eles nunca vão substituir as vassouras na Grã-Bretanha, vão? — disse Bagman.

- Não nesta vida - ameaçou James.

- Eu não me importaria - disse Lily.

James a lançou um olhar mortal. Ela se aproximou e o abraçou até ele retribuir.

— Ali acha que há um nicho no mercado para um veículo familiar — explicou o Sr. Crouch.

- É, não seria nada discreto - disse Regulus.

— Eu me lembro de que o meu avô tinha um Axminster que levava doze pessoas, mas isso foi antes dos tapetes serem banidos, naturalmente.

- Imagine que horrível alguém da família de Barty fazendo algo ilegal - disse Alice.

O trio trocou olhares.

Alice levantou a sobrancelha, mas não questionou.

Ele falou como se não quisesse deixar a menor dúvida de que todos os seus antepassados cumpriam rigorosamente a lei.

- Acho que esse é o ponto, mesmo - disse Frank. Para homens como Barty, e como ele mesmo, regras eram muito importantes. Então é claro que ele acharia importante que a família dele também as seguisses.

— Então, muito ocupado, Barty? — perguntou Bagman despreocupadamente.

- Ele não parece ficar preocupado com nada.

— Bastante — respondeu o outro seco. — Organizar chaves de portal em cinco continentes não é uma tarefa qualquer, Ludo.

- Parece até Percy falando.

— Imagino que os dois vão ficar contentes quando o evento acabar — comentou o Sr. Weasley.

- Não sei se Crouch pode ficar contente, mas, sim - falou Harry.

Ludo Bagman pareceu chocado.

- Alguém que concorda comigo - disse James, contente.

— Contente! Não me lembro de ter me divertido tanto… Ainda assim, não é que não haja mais trabalho pela frente, hein, Barty? Hein? Muita coisa ainda para organizar, hein?

Lily estreitou os olhos.

O Sr. Crouch ergueu as sobrancelhas para Bagman.

— Combinamos não anunciar nada até todos os detalhes…

- Ops, Ludo está quebrando uma regra? - falou Snape entediado.

— Ah, os detalhes! — exclamou Bagman, afastando a palavra como se fosse uma nuvem de mosquitos.

- Crouch não ficou contente - disse Ginny.

— Eles já assinaram, então? Concordaram? Aposto o que você quiser como esses garotos vão saber logo. Quero dizer, vai acontecer em Hogwarts…

- Agora Ludo conseguiu nossa atenção - murmurou Ron.

- Eu já estava interessada antes - retrucou Hermione.

- O que vai acontecer em Hogwarts? - questionou Ginny.

— Ludo, precisamos receber os búlgaros, sabe

- Talvez tenha sido rápido demais para o raciocínio dele.

— disse o Sr. Crouch bruscamente, cortando os comentários de Bagman. — Obrigado pelo chá, Weatherby.

- Vou me lembrar de chamar Percy assim da próxima vez que o ver - disse Ron.

Ele devolveu a Percy a xícara de chá intocada

- Além de tudo, Percy não sabe fazer chá direito - disse Ginny, entre risadas.

- Não foi ele que fez.

- Tanto faz.

e esperou Ludo se levantar;

- Isso pode demorar.

Bagman se pôs em pé com dificuldade, virando o restinho de chá,

- Pelo menos, alguém aprecia o chá - disse Fred.

o ouro em seus bolsos tilintando alegremente.

- O som da felicidade - ironizou Frank.

Que o ouro ajuda a trazer a felicidade, ajuda, pensou Snape.

— Vejo vocês todos mais tarde!

- Não - resmungou Alice. Já ouvira o suficiente sobre Ludo.

— disse ele. — Vão ficar no camarote de honra comigo, vou comentar o jogo!

- Uma honra mesmo - comentou James empolgado. Seria fantástico ver um jogo de Quadribol na Copa Mundial com um ex-jogador.

— Ele acenou, Barty Crouch fez um movimento rápido com a cabeça e os dois desaparataram.

- Crouch deve estar bem feliz - observou Josh.

— Que é que vai acontecer em Hogwarts, papai? — perguntou Fred na mesma hora. — Do que é que eles estavam falando?

- Tenho a sensação que não é nada bom - resmungou Lily. Nunca era algo bom na vida de Harry.

— Você vai descobrir logo — disse o Sr. Weasley sorrindo.

- Ele estava tentando ensinar paciência - disse Alex.

- É, isso é horrível - resmungou Fred - Mas no fim acabei sabendo - disse animado.

— É informação privilegiada, até o Ministério achar conveniente comunicá-la

- Tão legal isso - disse Lene sarcástica.

— disse Percy empertigado. — O Sr. Crouch estava certo em não querer revelar nada.

- Porque ninguém sabe o que irá acontecer, tenho certeza - Neville revirou os olhos.

- Nem mesmo Malfoy - ironizou Harry.

— Ah, cala a boca, Weatherby — disse Fred.

- Eu tinha que fazer essa.

- Era muito boa para não ser usada - concordou Remus.

A atmosfera de excitação foi-se adensando como uma nuvem palpável sobre o acampamento, à medida que a tarde avançava. A hora do crepúsculo, o próprio ar parado de verão parecia estar vibrando de excitação,

- Esse é o espírito - disse James.

e quando a noite se estendeu como um toldo sobre os milhares de bruxos que aguardavam, os últimos vestígios de fingimento desapareceram:

Frank resmungou. Sabia que isso estava vindo.

- É por coisas assim que não podemos fazer muitos eventos.

o Ministério pareceu se curvar ao inevitável e parou de combater os indisfarçáveis sinais de magia que agora irrompiam por toda parte.

- Bem, pelo menos não tem trouxas perto - disse Hermione.

Ambulantes aparatavam a cada metro, trazendo bandejas e empurrando carrinhos cheios de extraordinárias mercadorias.

- É uma ótima oportunidade para negócio.

Havia rosetas luminosas — verdes para a Irlanda, vermelhas para a Bulgária — que gritavam os nomes dos jogadores, chapéus verdes cônicos enfeitados com trevos dançantes, echarpes búlgaras adornadas com leões que rugiam de verdade,

Harry sorriu levemente, lembrando de Luna.

bandeiras dos dois países que tocavam os hinos nacionais quando eram agitadas,

- Que fofo! - exclamou Lene, empolgada.

Sirius revirou os olhos, mas sorria.

havia miniaturas de Firebolts, que realmente voavam, e figurinhas colecionáveis dos jogadores famosos, que andavam se exibindo nas palmas das mãos.

- Esses jogadores - Ginny fingiu reprovar.

— Guardei o meu dinheiro o verão todo para o dia de hoje

- Ter prioridades é importante - concordou James.

- Né Hermione - disse Harry.

- Ah, cala a boca - resmungou, corada.

— disse Ron a Harry, quando os três saíram caminhando entre os vendedores comprando lembranças. Embora Ron já tivesse comprado um chapéu com trevos dançantes e uma grande roseta verde, comprou também uma figurinha de Viktor Krum, o apanhador búlgaro.

- Engraçado como as coisas mudam - provocou Harry.

- Calado! - rosnou Ron.

O brinquedo andava para frente e para trás na mão do garoto, amarrando a cara para a roseta verde acima.

- Krum não gosta muito de andar - comentou Hermione - Ele prefere estar no ar.

- Claro que prefere - disse Ron.

— Uau, olha só para isso! — exclamou Harry, correndo até um carrinho atulhado de coisas que pareciam binóculos de latão, só que eram cheios de botões estranhos.

- Você nunca viu um desses? - perguntou Lissy espantada. Harry negou.

— Onióculos — disse o vendedor pressuroso. — Você pode rever o lance… Passar ele em câmara lenta… E ver uma retrospectiva lance a lance, se precisar.

- Mas aí você perde o jogo.

- Eu descobri isso depois - falou Harry tristemente.

- Tem uns que da para rever o jogo todo - disse Alex em tom sonhador.

Pechincha: dez galeões um.

- Dez galeões é um assalto! - exclamou James, revoltado.

— Eu queria não ter comprado isso — disse Rony, indicando o chapéu com os trevos dançantes e olhando, de olho comprido, para os onióculos.

- É sempre assim - concordou Lene - Você compra uma coisa, mas depois quer outra.

— Três — disse Harry com firmeza ao bruxo.

Lily sorriu para o filho. Amava quando as pessoas tomavam atitudes como essa.

— Não… Não precisa — disse Ron ficando vermelho. Sempre se melindrava com o fato de que Harry, que herdara uma pequena fortuna dos pais, tivesse muito mais dinheiro do que ele.

- Harry!

- Desculpa.

- Tudo bem.

— Não vou te dar nada no Natal — disse Harry,

- Mas você deu - falou Ron estreitando os olhos.

- Ops. Eu esqueci?

- Você não me engana, Potter.

empurrando os oníóculos nas mãos do amigo e de Hermione. — Por uns dez anos, não se esqueça.

- Não foi eu quem esqueci.

- Shhh, vamos ler o resto.

— É justo — disse Ron rindo.

— Aaah, obrigada, Harry — disse Hermione. — E eu compro os programas para nós, olha…

- Que fofos, todos generosos - disse Alice sorrindo.

- Eu não comprei nada - disse Ron vermelho.

- Sim, mas eles foram com você para a Copa - apontou Sirius.

Com as bolsas de dinheiro bem mais leves, os três voltaram às barracas.

- Mas estávamos felizes - disseram.

Bill, Charles e Ginny também estavam usando rosetas verdes, e o Sr. Weasley carregava uma bandeira da Irlanda. Fred e George não compraram suvenires porque tinham entregado todo o dinheiro a Bagman.

- Foi um momento triste, mas sobrevivemos - disse George.

- Tudo pela loja - disse Fred.

Então, eles ouviram um gongo, grave e ensurdecedor,

- Vai começar? - perguntou James animado.

- Sim.

James sorriu largamente.

bater em algum lugar além da floresta e, na mesma hora, lanternas verdes e vermelhas se acenderam entre as árvores, iluminando o caminho até o campo.

- Ficou lindo - disse Ginny.

- Foi uma boa ideia do Ministério - concordou Hermione.

— Está na hora! — exclamou o Sr. Weasley, parecendo tão excitado quanto os garotos.

- Tá vendo? Alguém como eu!

- James, se você estivesse lá, você estaria mais empolgado que os meninos - comentou Lily divertida.

James deu de ombros.

— Andem logo, vamos!

- Vamos! - repetiu James empolgado.


Nota: Sobre a família de Neville ser da França, tudo inventado.

Vocês estão animados para o DVD de Animais Fantásticos? Okay, eu sei que é em Abril, mas eu já estou empolgada e estou me segurando para não ver os extras que já vazaram. E a Bela e a Fera? Estou contando os dias para ir ao cinema, tem Emma, gente. E em uma pergunta totalmente aleatória, alguém aqui já viu Awkward? Se sim, o que acha de Jenna & Collin? Sou super viciada nele (não aceito como mudaram ele depois da metade da temporada).

Okay, demorei uma vida, eu sei. Mas honestamente que cap chato para escrever e depois desse vem um de jogo de Quadribol (Merlin me salve, nunca sei como sobrevivo a ter que comentar um jogo, nunca sei o quê fazer). Espero que tenham gostado desse cap.