Nota: Desculpem a demora. Sei como é chato ter que esperar por uma história que a gente gosta, mas estava bastante difícil para mim escrever em LHP. Primeiro porque estou sem tempo (não lembro se já falei aqui, mas sou terceiranista, e gente, que morte) e segundo porque estou me sentindo bastante afastada do universo de HP. Pela primeira vez, não me sinto muito conectada aos livros/filmes. Então, também não estava com muita vontade de escrever fanfic de HP. Sei que isso não é desculpa, porém estava complicado mesmo. Mas vou tentar muito melhorar agora. Não posso prometer nada rápido para junho, porque esse mês está lotadíssimo para mim, contudo em julho posto mais rápido okay? (Aliás, tenho planos para usar as férias para adiantar LHP, então se tudo der certo vão ter vários caps da fanfic).

Hela: Obrigada pelo comentário! Fico feliz que esteja gostando da fic, espero que goste desse cap também :3

Gatinhosdechoco: Postando! Muito tempo depois, eu sei, perdão. Desculpa a demora!

LunaPotter124: Hello! Simm, o James parece uma criança. Nesse cap, nem deu para o Reg aparecer muito, mas prometo que vou focar mais nele nos próximos, até porque isso não é nenhum sacrifício para mim, hehe. Obrigada pelo comentário! Beijos!


A Copa Mundial de Quadribol - Parte 2


— Harry, se você não observar em velocidade normal, vai perder todos os lances! — gritou Hermione,

- Não acredito que eu te dei dica de como ver jogo de Quadribol - resmungou Hermione.

- Bem, você tinha bastante prática - falou Neville pensativo.

que dançava aos pulos, agitando os braços no ar,

- Você não comemora assim para a gente - acusou Ron.

Hermione revirou os olhos.

- Claro que eu comemoro para vocês, mas não vou fazer isso na frente de todos os outros estudantes de Hogwarts - disse ela.

enquanto Troy dava uma volta no campo para comemorar o gol.

James fechou os olhos, imaginando-se no lugar de Troy. Era incrível.

Lily sorriu ao observar o namorado.

Harry espiou depressa por cima do onióculo e viu que os Leprechauns, que assistiam ao jogo na extremidade do campo, tinham novamente levantado vôo e formavam o grande trevo refulgente. Na outra extremidade, as Veela assistiram a essa exibição em silêncio.

- Claro. Elas respeitam os Leprechauns - afirmou Ginny.

Furioso consigo mesmo, Harry girou o botão de volta à velocidade normal quando o jogo recomeçou.

- Uma boa ideia - falou James.

Harry entendia o suficiente de Quadribol para saber que os artilheiros irlandeses eram fantásticos.

- Você está certo - disse Ron.

James percebeu que, tirando os poucos jogos de outras casas, esse era o primeiro jogo de Quadribol que Harry via. Lançou um sorriso triste para o filho. Não deveria ser assim.

Deslocavam-se em harmonia, parecendo ler o que ia nas mentes uns dos outros,

- Isso que é verdadeiro Quadribol - exclamou James.

pela maneira com que se posicionavam, e a roseta no peito de Harry não parava de guinchar o nome deles:

- Que coisa irritante - comentou Lily.

"Troy — Mullet — Moran!" Em dez minutos a Irlanda marcou mais duas vezes, elevando sua vantagem para trinta a zero e provocando uma onda de gritos e aplausos dos torcedores de verde.

- Droga.

A partida se tornou ainda mais rápida, porém mais brutal. Volkov e Vulchanov, os batedores búlgaros, atiravam os balaços com bastonadas fortíssimas nos artilheiros irlandeses e estavam começando a impedi-los de executar alguns dos seus melhores movimentos, duas vezes eles foram obrigados a dispersar e então, finalmente, Ivanova conseguiu passar por eles, driblar o goleiro Ryan, e marcar o primeiro gol da Bulgária.

- Finalmente.

— Dedos nos ouvidos! — berrou o Sr. Weasley, quando as Veela começaram a dançar comemorando o lance.

- Isso vai desviar a atenção - disse Regulus risonho.

Harry apertou os olhos também, queria manter a atenção no jogo.

- Não sei se fico desapontado ou não - comentou Sirius - Ele quer prestar atenção no jogo... mas quer ignorar veela dançando.

Harry deu de ombros.

- Eu fui lá para ver o jogo.

Passados alguns segundos, arriscou uma espiada no campo. As Veela haviam parado de dançar e a Bulgária recuperara a posse da goles.

— Dimitrov! Levski! Dimitrov! Ivanova… Ah, essa não! —, berrou Bagman.

- Não dá nem tempo de dizer algo mais que o nome dos jogadores.

Cem mil bruxos e bruxas prenderam a respiração quando os dois apanhadores, Krum e Lynch, mergulharam no meio dos artilheiros, tão velozes que pareciam ter pulado sem pára-quedas de um avião.

Hermione olhou preocupada para o livro. Agora que conhecia Krum, se importava com essas jogadas perigosas, mesmo sabendo que ele não se machucou.

Harry acompanhou a descida deles com o onióculo, apurando a vista para procurar o pomo…

— Eles vão colidir! — berrou Hermione ao lado de Harry.

- Não sabia que você gostava do jogo, Hermione - brincou Remus.

- Eu não gosto, só não queria que eles batessem - resmungou ela.

Hermione estava parcialmente certa — no último segundo, Vítor Krum se recuperou do mergulho e se afastou em círculos.

- Ele é muito bom - afirmou Fred, ignorando a careta de Ron.

Lynch, no entanto, bateu no chão com um baque surdo que pôde ser ouvido em todo o estádio. Um enorme gemido subiu dos lugares ocupados pelos irlandeses.

James sorriu. Adorava torcer por momentos como esse.

— Idiota! — lamentou o Sr. Weasley. — Era uma finta de Krum!

— Tempo! —, berrou Bagman. — Os medibruxos vão entrar em campo para examinar Aidan Lynch!

- Ele está bem? - perguntou Dorcas preocupada.

— Ele está bem, só levou um encontrão!

- Bem isso responde minha pergunta.

— disse Charlie tranquilizando Ginny, que estava pendurada por cima da lateral do camarote, horrorizada.

Ginny sorriu. Charlie era um bom irmão, sempre se preocupara com ela, mas nunca a protegendo demais. Ron podia aprender algumas coisas com ele.

— E isso era, naturalmente, o que Krum pretendera…

Harry apertou depressa os botões de "repetição" e de "lance por lance" no onióculo, girou o botão de velocidade e tornou a levar o onióculo aos olhos.

Ele assistiu a Krum e Lynch mergulharem outra vez em câmara lenta.

- Aprenda para fazer depois - falou James.

- Essa manobra não é perigosa? - perguntou Lily.

- Sim, mas ele consegue!

- JAMES!

- Calma, mãe, eu prometo tomar cuidado.

- Até parece que eu não sei como você é cuidadoso, Harry James Potter... - resmungou Lily.

"Finta de Wronski" — uma manobra perigosa dos apanhadores, leu Harry na legenda púrpura que passou pelas lentes. O garoto viu o rosto de Krum se contorcer, concentrando-se, quando o apanhador se recuperou do mergulho no último instante, ao mesmo tempo que Lynch se estatelava e compreendeu — Krum não vira pomo algum, estava só obrigando Lynch a imitá-lo.

- Boa garoto - falou Sirius.

O garoto jamais vira alguém voar daquele jeito; Krum nem parecia estar usando uma vassoura, deslocava-se com tanta facilidade pelos ares que parecia solto, sem peso.

- Parece com alguém... - disse Ginny sorrindo para Harry.

- Bem que eu queria ser assim - disse Harry.

- Você é incrível voando, Harry, só tem que estudar mais as técnicas - disse Regulus.

Harry tornou a ajustar o onióculo na posição normal e focalizou Krum. O jogador voava em círculos bem acima de Lynch, que agora estava sendo reanimado pelos medibruxos com xícaras de poção. Harry focalizou o rosto de Krum ainda mais de perto e viu seus olhos negros correndo para cá e para lá por todo o campo, trinta metros abaixo. Usava o tempo em que Lynch era reanimado para procurar o pomo sem interferência.

- Tem que aproveitar cada segundo possível.

Lynch se levantou finalmente, sob ruidosos vivas dos torcedores de verde, montou a Firebolt e deu impulso para o alto. Sua reanimação parecia ter dado à Irlanda novas esperanças.

- Isso pode ser suficiente para ganhar o jogo - disse Ron.

Quando Mostafa tornou a soar o apito, os artilheiros entraram em ação com uma destreza que não se comparava a nada que Harry tivesse visto até então.

- É uma coisa linda mesmo.

Decorridos quinze minutos de velocidade e fúria, a Irlanda acumulara uma vantagem de mais dez gols. Agora liderava por cento e trinta pontos a dez e a partida estava começando a ficar mais desleal.

- Mas com Quadribol e sua contagem de pontos maluca, tudo pode acontecer - resmungou Hermione.

Quando Mullet disparou em direção às balizas mais uma vez, segurando firmemente a goles embaixo do braço, o goleiro búlgaro, Zograf, correu ao encontro da jogadora. O que aconteceu foi tão rápido que Harry não percebeu, mas subiu um grito de raiva da torcida irlandesa, e o silvo longo e agudo do apito de Mostafa informou que alguém cometera uma falta.

- É um saco quando você perde algo - comentou Frank.

— E Mostafa repreende o goleiro búlgaro pelo jogo bruto, usou os cotovelos! —, informa Bagman aos espectadores que berram. — E… Confirmando, é pênalti a favor da Irlanda. — Os Leprechauns, que haviam levantado vôo, furiosos, como um enxame de marimbondos reluzentes, quando Mullet fora atingida, agora corriam a se juntar formando as palavras "HA! HA! HA!". As Veela, do lado oposto do campo, levantaram-se de um salto, sacudiram os cabelos com raiva e recomeçaram a dançar.

- Isso vai dar confusão... - comentou Alice.

E como se fossem um só, os garotos Weasley e Harry enfiaram os dedos nos ouvidos, mas Hermione, que não se dera a esse trabalho,

- Talvez porque veela não me afetam.

logo em seguida puxou Harry pelo braço. O garoto se virou para olhá-la, e ela puxou impacientemente os dedos que ele enfiara nos ouvidos.

- Depois não culpe o garoto se ele fizer algo estúpido - falou Sirius.

- Ora, por favor, eu tenho um pouco mais de confiança na capacidade de autocontrole de Harry.

Harry olhou para o campo. Hassan Mostafa aterrissara bem diante das Veela dançantes, e estava agindo de modo realmente estranho. Flexionava os músculos e alisava os bigodes, muito agitado.

- Ele foi afetado - suspirou Dorcas. Já era.

— Ora, isso não é admissível! —, disse Ludo Bagman, embora seu tom de voz fosse o de quem estava achando muita graça.

- Nem para esconder - reclamou Lily.

— Alguém aí dê um tapa nesse juiz!

Regulus revirou os olhos.

Um medibruxo entrou correndo em campo, os dedos enfiados nos ouvidos, e deu um baita chute nas canelas de Mostafa.

- Será que ele está aproveitando alguma raiva acumulada?

O juiz pareceu voltar a si, Harry que observava outra vez o jogo com o onióculo, viu que Mostafa parecia extremamente constrangido

- Coitado, é meio humilhante - comentou Lene.

e gritava com as Veela, que tinham parado de dançar e pareciam estar se rebelando.

Remus ficou preocupado. Sabia o suficiente sobre veela para saber que não era uma boa ideia irritá-las.

— E a não ser que eu muito me engane, Mostafa está de fato tentando despachar as mascotes do time da Bulgária! —, comentou Bagman.

- Que confusão! - disse James, rindo.

— Aí está uma coisa que nunca vimos antes… Ah, isso é capaz de dar confusão…

- Queria ter ido para essa copa - lamentou-se Sirius.

E deu: os batedores búlgaros, Volkov e Vulchanov, pousaram ao lado de Mostafa e começaram a discutir furiosamente com o juiz, gesticulando em direção aos Leprechauns, que agora formavam alegremente as palavras "HI! HI HI!".

- Não é justo que só os mascote de um time sejam mandados embora.

Mostafa, porém, não se deixou impressionar com a argumentação dos búlgaros, espetou o dedo indicador no ar, dizendo claramente a eles que voltassem ao ar e quando os jogadores se recusaram, ele puxou dois silvos breves no apito.

- Esse não é o momento para isso - falou Remus - Voltem a jogar.

— Dois pênaltis a favor da Irlanda! —, gritou Bagman, ao que a torcida búlgara ululou de raiva.— E é melhor Volkov e Vulchanov voltarem a montar as vassouras… É isso aí… E lá vão eles… E Troy toma a goles…

A partida agora atingira um nível de ferocidade que ultrapassava tudo que os garotos já tinham visto.

- Pior que Grifinória versus Sonserina?

- Pior.

- Então lascou.

Os batedores dos dois lados jogavam sem piedade: principalmente Volkov e Vulchanov pareciam nem ligar se os seus bastões estavam fazendo contato com balaços ou com gente, quando os giravam violentamente no ar.

- Mas isso é ruim para eles - observou Ron.

Dimitrov disparou um balaço em cima de Moran, que segurava a goles, e quase a derrubou da vassoura.

- Absurdo.

— Falta!— urraram os torcedores irlandeses em uníssono, todos de pé como uma enorme onda verde.

— Falta! —, ecoou a voz de Ludo Bagman, magicamente ampliada. -Dimitrov esfola Moran, o jogador saiu com intenção de dar um encontrão e tem que ser outro pênalti e aí vem o apito!

Os Leprechauns subiram ao ar mais uma vez e agora formaram uma gigantesca mão que fazia um gesto muito grosseiro para as Veela.

- Que falta de respeito! - falou Lily, revoltada.

Ao verem isso, elas se descontrolaram. Precipitaram-se pelo campo e começaram a atirar algo com o aspecto de bolas de fogo contra os duendes irlandeses.

- É uma das suas manobras de ataque mais usadas - disse Remus.

Observando com o onióculo, Harry viu que elas agora não estavam nem remotamente belas.

- Bem, pelo menos, você não irá querer fazer algo estúpido agora.

Muito ao contrário, seus rostos começaram a se alongar para formar cabeças de aves com bicos afiados e cruéis e irromperam asas longas e escamosas dos seus ombros…

- É uma das aparência real delas.

— E aí está, rapazes — berrou o Sr. Weasley se sobrepondo ao tumulto da multidão embaixo — está aí a razão por que vocês não devem se deixar levar só pelas aparências!

- Bom momento para dar uma lição de moral.

Bruxos do Ministério invadiam o campo para separar as Veela e os Leprechauns,

- Eu sabia que isso ia dar confusão - murmurou Frank.

mas sem muito sucesso, entrementes a batalha no campo não era nada comparada a que estava ocorrendo no ar.

- Então o jogo está ótimo! - falou Dorcas empolgada.

Harry se virava para cá e para lá, espiando pelo onióculo, pois a goles trocava de mãos com a velocidade de uma bala…

- Eu me perdia bastante - disse Hermione.

- Não se preocupe, eu também me perderia - disse Lily.

— Levski — Dimirrov — Moran — Troy — Mullet — Ivanova — Moran de novo

- Moran tá pegando fogo.

— Moran — um GOL DE MORAN!

Os torcedores da Irlanda comemoraram.

Mas a gritaria da torcida irlandesa mal conseguia abafar os gritos agudos das Veela,

- Não me diga que elas realmente fizeram isso - resmungou Regulus. Já tinha lido o suficiente para nunca querer escutar esse som.

- Essas veela também não tem a mínima decência - falou Lissy revoltada.

- Elas são competitivas, está no instinto delas - defendeu Josh.

Ela lhe lançou um olhar irritado.

os estampidos que agora vinham das varinhas dos funcionários do Ministério e os berros furiosos dos búlgaros. A partida recomeçou imediatamente,

- Nada pode parar o jogo! - concordou James, alegremente.

agora Levski estava com a posse da goles, agora Dimitrov…

O batedor irlandês Quigley levantou com violência o bastão contra um balaço que passava e arremessou-o com toda a força contra Krum, que não se abaixou com suficiente rapidez. O balaço atingiu-o em cheio no rosto.

Hermione e Harry fizeram uma careta.

- Isso dói demais - disse Sirius, xingando Quigley em seguida.

Ouviu-se um lamento ensurdecedor da multidão, o nariz de Krum parecia quebrado, saía sangue para todo lado, mas Hassan Mostafa não apitou.

- Mas ele precisa ser tratado! - falou Remus.

Distraíra-se e Harry não podia culpá-lo,

- Mas eu posso! - falou James enfurecido.

uma das Veela atirara uma mão cheia de fogo e incendiara a cauda da vassoura do juiz.

- Okay, talvez esse seja um caso específico - cedeu James.

Harry queria que alguém percebesse que Krum estava ferido,

- Bom saber que você tem um pouco de preocupação no Quadribol, Harry, mesmo que não tenha consigo mesmo - disse Lily.

embora estivesse torcendo pela Irlanda, Krum era o jogador mais fascinante em campo.

- Krum é um excelente jogador - Harry reafirmou, sorrindo.

Ron obviamente sentia o mesmo.

- Ron é o maior fã de todos - falou George.

- "Krum, eu te amo! Casa comigo?" - falou Fred em uma voz histérica, imitando Ron.

— Tempo! Ah, anda, ele não pode jogar assim, olha só para ele…

— Olha o Lynch! — berrou Harry.

O apanhador irlandês repentinamente mergulhara e Harry teve certeza de que aquilo não era uma finta de Wronski, era para valer…

James sorriu. Talvez fosse idiota, porém gostava bastante do fato de o filho já conseguir diferenciar quando os apanhadores realmente viram o pomo e quando só fingiam.

— Ele viu o pomo! — berrou Harry. — Ele viu! Olha lá ele correndo!

Metade da multidão parecia ter compreendido o que estava acontecendo, a torcida irlandesa se levantou como uma grande onda verde, animando o apanhador…

- Qualquer tentativa de ser discreto miou.

- Acho que na Copa não adianta nem tentar.

Mas Krum voava na esteira dele. Como conseguia enxergar aonde ia, Harry não fazia ideia, gotas de sangue voavam pelo ar à sua passagem,

- Agora você entende como a gente se sente vendo um jogo seu - disse Ginny.

- Pelo menos, ele não vai vomitar o pomo - concordou Hermione.

mas ele emparelhava com Lynch agora e os dois disparavam em direção ao chão…

— Eles vão bater! — esganiçou-se Hermione.

— Não vão! — berrou Ron.

— O Lynch vai! — gritou Harry.

- Eles vão ou não vão? Decidam-se - disse Lene, nervosa.

E tinha razão — pela segunda vez,

- Esse é o meu filho - disse James com um sorriso orgulhoso.

Lynch bateu no chão com um tremendo impacto e foi imediatamente pisoteado por uma horda de Veela raivosas.

- Isso é um absurdo! - falou Sirius, horrorizado.

- Como deixam que uma coisa dessas aconteça? Ainda mais na Copa? - concordou James.

- O Ministério devia fazer algo - concordou Lily.

— O pomo, onde é que está o pomo? — berrou Charlie, mais adiante na fila.

— Ele pegou, Krum pegou, terminou o jogo! — gritou Harry.

- Bom saber que alguém conseguiu ver a parte importante - brincou Regulus; Harry sorriu de volta.

Krum, as vestes vermelhas tintas com o sangue que escorrera do seu nariz, tornava a levantar vôo suavemente, o punho erguido lá no alto, um brilho de ouro na mão.

- Depois me dizem que Quadribol não é um esporte violento - resmungou Hermione.

- Não é um esporte violento, mas não deixa de ser um esporte - disse Alex.

O placar piscou por cima da multidão da:

BULGÁRIA: CENTO E SESSENTA

IRLANDA: CENTO E SETENTA

Os torcedores da Irlanda comemoraram.

Mas os torcedores não pareciam ter percebido o que acontecera. Então, lentamente, como se um grande jumbo começasse a aquecer as turbinas, o rugido da torcida da Irlanda foi se avolumando e explodiu em urros de alegria.

- Maravilhoso - suspirou James. Adorava esse momento de vitória.

— VENCE A IRLANDA! —, gritou Bagman, que, como os irlandeses, parecia estar espantado com o inesperado desfecho da partida.

- Mas nós sabíamos - falaram os gêmeos alegremente.

— KRUM CAPTURA O POMO — MAS VENCE A IRLANDA. Deus do céu, acho que nenhum de nós esperava uma coisa dessas!

- Fale por você - disse Fred.

— Para que foi que ele agarrou o pomo? — berrou Ron, ao mesmo tempo em que continuava a pular, aplaudindo com as mãos no alto. — Ele encerrou a partida quando a Irlanda estava cento e sessenta pontos à frente, o idiota!

- É melhor perder com poucos pontos do que perder com uma grande diferença - disse Snape.

— Ele sabia que o time não ia conseguir se recuperar — respondeu Harry aos gritos, tentando se sobrepor à zoeira geral e aplaudindo com estrépito

- Boa sorte com isso.

— os artilheiros irlandeses eram bons demais… ele queria encerrar a partida nos termos dele, foi só…

- Eu acho que todo apanhador decente faria isso - disse Regulus, lançando um olhar para Harry, que assentiu.

— Ele foi valente, não foi? — comentou Hermione

- Agora, quando é comigo, eu sou louco - resmungou Harry.

- Ele não fez jogadas arriscadas como a sua - disse Hermione - E ele teve mais treinamento.

esticando-se à frente para ver Krum pousar e um enxame de medibruxos abrir caminho à força entre os Leprechauns e as Veela que brigavam para chegar ao apanhador.

- Pelo menos alguém está fazendo algo - comentou Alex.

— Ele está pavoroso…

- Parece que alguém tem uma quedinha... - comentou Dorcas, divertida.

Hermione corou.

- Nada disso!

Ron olhou revoltado para a namorada.

Harry tornou a levar o onióculo aos olhos. Era difícil ver o que estava acontecendo lá embaixo, porque os Leprechauns sobrevoavam o campo, felizes e em grande velocidade, mas ele conseguiu divisar Krum, rodeado por medibruxos.

- Já chegaram tarde.

Parecia mais carrancudo que nunca

- E isso é dizer alguma coisa - disse Neville. Krum sempre o parecera ameaçador na escola.

e se recusava a deixar que o limpassem.

Lily revirou os olhos. Todos os meninos eram assim? Não aceitavam de maneira alguma serem cuidados?

Seus colegas de time o rodeavam, sacudindo a cabeça, arrasados;

- Não se dá para vencer sempre - falou James, triste.

um pouco adiante, os jogadores irlandeses dançavam felizes sob a chuva de ouro que seus mascotes faziam cair.

- Ouro falso - resmungou Ron.

Bandeiras se agitavam pelo estádio, o hino nacional irlandês tocava altíssimo por todo lado;

- Que irritante - resmungou Alice.

as Veela revertiam à beleza de sempre, mas pareciam desanimadas e infelizes.

- Só de não estarem causando mais confusão, eu fico feliz - disse Frank.

— Pom, prrigamos falentemente — disse uma voz triste atrás de Harry. Ele se virou para olhar; era o Ministro da Magia búlgaro.

- Ahn?

- Brigamos valentemente - corrigiu Hermione.

- Tudo fez sentido agora... parecia até que era Ron falando comendo.

- EI!

— O senhor fala a nossa língua! — exclamou Fudge indignado. — E vem me obrigando a falar por mímica o dia inteiro!

— Pom, foi muito engrraçado — disse o ministro búlgaro, encolhendo os ombros.

- Eu adorei esse ministro - disse Fred, sorrindo. Os Marotos sorriram também.

— E enquanto o time irlandês dá a volta olímpica, ladeado pelos mascotes, a Taça Mundial de Quadribol está sendo levada para o camarote de honra! — berrou Bagman.

James sorriu. Adorava esse momento também.

A visão de Harry foi repentinamente ofuscada por uma luz branca, o camarote de honra foi magicamente iluminado para que todos os espectadores nas arquibancadas pudessem ver o seu interior.

- Um pouco agoniante - disse Hermione.

Apertando os olhos na direção da porta, ele viu dois bruxos ofegantes entrarem no camarote com uma imensa taça de ouro, que foi entregue a Cornélio Fudge, ainda muito aborrecido por ter passado o dia falando com as mãos à toa.

- Bem, ele vai ter que superar isso - falou Sirius alegremente.

— Vamos aplaudir com vontade os galantes perdedores, Bulgária! — gritou Bagman.

Lily franziu a testa. Bagman não precisava dizer perdedores.

E pelas escadas entraram os sete jogadores derrotados.

- Ainda assim, eles eram excelentes - disse Harry.

A multidão aplaudiu manifestando o seu apreço; Harry viu milhares e milhares de lentes de onióculo faiscarem e lampejarem em sua direção.

- É para você ir se preparando... - disse James.

- Mas eu não vou jogar quadribol profissionalmente - disse Harry.

- Besteira! Você é muito novo para decidir uma coisa dessas!

- Eu tenho a mesma idade que você agora - apontou Harry.

- Sim, mas eu sou seu pai. Acabou a discussão - disse James e virou-se.

Harry olhou perdido para Sirius, mas este só sorriu. Sabia que James estava só brincando.

Um a um, os búlgaros se acomodaram nas filas de cadeiras do camarote e Bagman chamou-os, nome por nome, para apertarem a mão do seu ministro e depois a de Fudge.

- Meio entediante, mas okay.

Krum, que foi o último da fila, estava com uma aparência medonha. Seus olhos negros se destacavam espetacularmente no rosto ensanguentado.

Neville estremeceu.

- Acho que Krum leva Quadribol muito a sério.

- Bem, é a profissão dele.

Continuava a segurar o pomo. Harry reparou que ele parecia muito menos coordenado em terra.

- Definitivamente - Hermione riu.

Andava com os pés meio para fora e seus ombros eram visivelmente caídos. Mas quando o nome de Krum foi anunciado, o estádio inteiro lhe deu uma ovação de rachar os tímpanos.

- Ele é o jogador da hora - observou Remus.

- Extremamente talentoso - falou Fred, sério.

Depois foi a vez do time irlandês. Aldan Lynch veio amparado por Moran e Connolly; a segunda colisão parecia tê-lo atordoado e seus olhos pareciam estranhamente fora de foco.

- Ele está bem?

- Agora está, na hora já não sei - disse Ron.

Mas ele sorriu com alegria quando Troy e Quigley ergueram a Taça no ar e a multidão embaixo fez ouvir sua aprovação. As mãos de Harry estavam insensíveis de tanto aplaudir.

- É assim que se faz. Viu, Lily?

- Quieto, James.

Finalmente, quando o time irlandês deixou o camarote para dar mais uma volta olímpica montado nas vassouras (Aidan Lynch na garupa de Connolly, agarrado à sua cintura e ainda sorrindo abobalhado),

Sirius levantou uma sobrancelha.

Bagman apontou a varinha para a própria garganta e murmurou Quietus.

- Adoro esse feitiço.

- É, sabemos, Lily.

— Eles vão comentar isso durante anos — disse ele rouco — uma reviravolta realmente inesperada, essa… pena que não pudesse ter durado mais… ah sim… Sim, devo a vocês… Quanto?

- Muito - resmungaram os gêmeos - Não sei nem por que perguntou se não vai pagar.

Pois Fred e George tinham acabado de saltar por cima de suas cadeiras e estavam parados diante de Ludo Bagman com enormes sorrisos no rosto, as mãos estendidas.

- É isso que dá acreditar nas pessoas.


Nota: Eu sei que esse capítulo não foi muito legal, mas gente, é uma partida de Quadribol. Nunca sei muito o quê fazer nessas horas.

Pergutinha aleatória: Alguém ai curte dorama? Já viu o beeem antigo Hana Yori Dango (versão original de Boys Over Flowers) ou Good Morning Call?