Nota: Hello, sweeties. Achei que teria tempo para escrever durante as férias, mas sofri de um sério caso de incapacidade de escrever, chamado cansaço mental. Basicamente, minhas férias todas foi só dormir e sair com a família. No máximo ver um seriado (WINTER IS HERE - okay GOT eu não só vi, eu vivi. Tava bem desatualizada, mas agora estou na sofrência esperando por cada episódio, ainda mais depois do último, que mds). Mas agora a minha vida de relaxamento acabou, não temam!
Rebeca: Desculpe a demora, mas prometo que não vou parar a fic! Obrigada pelo comentário!
Hela: Talvez Draco tenha sentido um pouco de culpa e essa foi a melhor maneira que ele achou de avisá-los... Ou ele só estava se exibindo mesmo. Vou com a teoria de que ele só estava se exibindo porque essa é a mais popular entre os leitores. Obrigada pela opinião. Beijos!
A Marca Negra - Parte II
— Nós não conjuramos aquilo! — respondeu Harry apontando o crânio.
— Nós não conjuramos nada!
- Não faria nem sentido vocês conjurarem - disse Frank.
— disse Ron, que esfregava o cotovelo e olhava cheio de indignação para o pai.
- Mas o sr. Weasley tentou ajudar vocês - disse Lily, desapontada.
- Eu pedi desculpas para ele depois - disse Ron.
— Por que vocês nos atacaram?
- Obviamente, eles acharam que vocês conjuraram isso - disse Lene.
— Não minta, senhor! — gritou o Sr. Crouch. Sua varinha continuava apontada diretamente para Ron, e seus olhos saltavam das órbitas, parecia um tanto maluco.
As suspeitas de Frank aumentaram. Definitivamente tinha algo de errado com Crouch.
— Vocês foram encontrados na cena do crime!
-... Sem motivo nenhum. E um deles ainda está sem varinha - comentou Lily.
— Barty — murmurou uma bruxa trajando um longo penhoar de lã —, eles são meninos, Barty, nunca teriam capacidade para…
- Bom ver que alguém tem bom senso - disse Alice.
Regulus mordeu o lábio. Okay, era óbvio que no caso de Harry, ele não teria interesse em conjurar a Marca Negra, mas o Black sabia bem que adolescentes podiam conjurar a Marca Negra. Não facilmente, claro. Mas estava longe de ser impossível.
— De onde saiu a Marca? Respondam vocês três — mandou o Sr. Weasley depressa.
— Dali — respondeu Hermione trêmula, apontando para o ponto em que tinham ouvido a voz —, havia alguém atrás das árvores… Gritou umas palavras, uma fórmula mágica…
— Ah, havia gente parada ali, é mesmo? — disse o Sr. Crouch, virando seus olhos saltados para Hermione, a incredulidade estampada por todo o rosto.
- Por que ele acredita que três adolescentes tenham conjurado a marca, mas não que podia haver mais alguém ali? - perguntou James irritado.
- Disseram uma fórmula mágica, não foi? A senhorita parece muito bem informada sobre as palavras que conjuram a Marca, senhorita…
- Temos concepções bem diferente do que é bem informada - disse Remus secamente.
Mas nenhum dos bruxos do Ministério, exceto o Sr. Crouch, achou nem remotamente provável que Harry, Ron e Hermione tivessem conjurado o crânio,
- Um problema a menos - disse Neville.
muito ao contrário, ao ouvirem as palavras de Hermione voltaram a erguer e apontar as varinhas na direção que ela indicara, procurando ver entre as árvores escuras.
- Não vai ser tão simples assim.
— Tarde demais — disse a bruxa de penhoar de lã, sacudindo a cabeça. — Já devem ter desaparatado.
- Se forem espertos, sim - murmurou Regulus.
— Acho que não — disse um bruxo com uma barba curta e castanha. Era Amos Diggory, o pai de Cedrico. — Os nossos raios passaram direto por aquelas árvores… Há uma boa chance de os termos atingido…
- A sorte de Harry não vai permitir isso - disse James.
- EI!
- Desculpe, filho, mas é a verdade.
— Amos, cuidado! — disseram alguns bruxos em tom de alerta, quando o Sr. Diggory aprumou os ombros, ergueu a varinha, atravessou a clareira e desapareceu na escuridão.
- Ele sempre foi meio impulsivo mesmo - disse Lily.
Hermione observou-o sumir, levando as mãos à boca.
- Você está reagindo pior do que quando enfrenta um perigo - observou Frank.
- Quando eu estou em perigo, não tenho muito tempo para me preocupar, mas quando é com os outros...
Alguns segundos depois, eles ouviram o Sr. Diggory gritar.
- Espero que o tipo de grito feliz, tipo nossa, achei um pote de ouro e não: to morrendo, gente, ajuda ai por favor - falou Sirius. Harry o encarou como se perguntasse se ele estava em drogas.
— Acertamos, sim! Tem alguém aqui! Inconsciente!
- Viu, pai? - disse Harry.
- Caramba, admito que estou chocado - disse James.
É… Mas… Caramba…
— Você pegou alguém? — gritou o Sr. Crouch, parecendo muitíssimo incrédulo.
- Viu? Não sou só eu - murmurou James.
— Quem? Quem é?
Eles ouviram gravetos se partirem, folhas farfalharem e, por fim, passos quando o Sr. Diggory reapareceu por trás das árvores. Trazia uma figura minúscula e inerte nos braços.
- Como assim? - perguntou Lene, confusa.
Harry reconheceu a toalha de chá na mesma hora.
Era Winky.
- O que Winky tem a ver com isso tudo? - perguntou Lily confusa. Os outros compartilhavam da confusão dela.
O Sr. Crouch não se mexeu nem falou enquanto o Sr. Diggory depositava o elfo do Sr. Crouch no chão aos seus pés. Todos os bruxos do Ministério se viraram para o Sr. Crouch.
- Deve ter sido uma cena e tanto - falou James, divertido. Não gostava muito de nenhum Crouch.
Durante alguns segundos o bruxo permaneceu paralisado, os olhos ardendo no rosto branco, olhando para Winky.
- Acho que ele está em estado de choque - falou Alice com pena.
Então, ela pareceu voltar à vida.
- Ressuscitação?
— Isto… Não pode… Ser — disse ele aos arrancos. — Não…
Contornou rápido o Sr. Diggory e saiu em direção ao lugar em que o bruxo encontrara Winky.
— Não adianta, Sr. Crouch — gritou Diggory para ele. — Não há mais ninguém aí.
- Agora, mas alguém pode ter estado lá antes - sugeriu Frank.
Mas o Sr. Crouch não parecia disposto a aceitar sua palavra.
- Eu também gostaria de conferir por mim mesmo - comentou Snape.
Eles o ouviram andar por todo o lado, as folhas rumorejarem ao serem afastadas para os lados, na busca.
- Vai ser inútil - disse Ginny.
— Meio embaraçoso — disse o Sr. Diggory sombriamente, contemplando o corpo inconsciente de Winky. — O elfo doméstico de Barty Crouch… Quero dizer…
— Pode parar, Amos — disse o Sr. Weasley baixinho. — Você não acredita seriamente que foi o elfo?
- Mas é meio estranho o elfo estar ai de todos os lugares - disse Alice.
- Mais que meio estranho - falou Frank.
A Marca Negra é um sinal de bruxo. Exige uma varinha.
- Não foi o elfo, então, mas ainda assim... - disse Lissy.
- Pode ter sido. Os elfos tem uma magia diferente da nossa - comentou Josh.
— É — disse o Sr. Diggory —, e havia uma varinha.
— Quê? — exclamou o Sr. Weasley.
— Olhe aqui. — O Sr. Diggory ergueu uma varinha e mostrou-a ao Sr. Weasley. — Estava na mão dela.
- Você devia falar isso logo - resmungou Harry.
Então, para começar, violação da Cláusula 3 do Código para o Uso de Varinhas. Nenhuma criatura não-humana tem permissão para portar ou usar uma varinha.
- Queria saber quem criou essa regra - disse Hermione.
- Qual uso teria uma varinha par essas criaturas? - perguntou Ron confuso.
- Talvez nenhum, fora impedir que o dono use.
Nesse instante ouviu-se mais um estalo e Ludo Bagman aparatou bem ao lado do Sr. Weasley. Parecendo sem fôlego e desorientado,
- Não aprendeu a aparatar ainda?
ele girou no mesmo lugar, com os olhos cravados no crânio verde esmeralda no céu.
Até um tolo como Bagman teme a Marca, pensou Snape.
— A Marca Negra! — ofegou ele, quase pisoteando Winky ao se virar, intrigado, para os colegas. — Quem fez isso? Vocês apanharam quem fez? Barty! Que é que está acontecendo?
- Ninguém tem certeza de nada.
O Sr. Crouch voltara de mãos vazias. Seu rosto continuava branco como o de um fantasma e torcia tanto os bigodes em escovinha quanto as mãos.
- Acho que ele não aceitou bem a situação.
- Bem observado, Sirius - ironizou Lene.
— Onde é que você andou, Barty? — perguntou Bagman. — Por que é que você não assistiu à partida? E o seu elfo ficou guardando uma cadeira para você…
- Algo está estranho - observou Frank.
Gárgulas vorazes! — Bagman acabara de notar Winky caída aos seus pés. — Que foi que aconteceu com ela?
- O que ela fez, no caso - falou Snape.
— Estive ocupado, Ludo — disse o Sr. Crouch, ainda falando aos arrancos como antes, e mal movendo os lábios. — E o meu elfo foi estuporado.
- Explicou tudo agora, viu.
— Estuporado? Por gente nossa você quer dizer? Mas por quê…? — De repente o rosto redondo e reluzente de Bagman revelou ter compreendido, ele ergueu os olhos para o crânio, baixou-os para Winky e, em seguida, ergueu-os para o Sr. Crouch.
- Parece que alguém juntou os pontos - disse Ron.
— Não! — exclamou ele. — Winky? Conjurou a Marca Negra? Ela não saberia fazer isso!
- Ela pode ter aprendido em algum lugar, mas onde? - questionou Alice.
Para começar precisaria de uma varinha!
— E tinha uma — disse o Sr. Diggory. — Encontrei-a segurando uma, Ludo.
Regulus encarou Harry. Será que a varinha era dele? Faria sentido, considerando que Harry tinha perdido a dele e de repente um elfo arranjou uma.
Harry olhou para Regulus e vendo o questionamento na cara dele, assentiu. Sabia que Regulus tinha chegado a conclusão certa sobre a sua varinha.
Se o senhor não se opõe, Sr. Crouch, acho que devíamos ouvir o que ela tem a dizer em sua defesa.
- Exatamente! Todos tem direito a defesa - falou Hermione.
Crouch não deu sinal de ter ouvido o Sr. Diggory, mas este pareceu tomar o silêncio do outro por concordância.
- Bem, quem cala consente - disse Sirius.
- Bom saber que você não irá consentir nada na vida então - disse Lene.
Sirius deu de ombros.
Ergueu a varinha e apontando-a para Winky disse:
— Enervate!
Winky mexeu-se fracamente. Seus grandes olhos castanhos se abriram e ela piscou várias vezes de um jeito meio abobado.
- Claro - Hermione falou.
Observada pelos bruxos em silêncio, ergueu o tronco aos poucos e se sentou.
Avistou, então, os pés do Sr. Diggory e lentamente, tremulamente, ergueu os olhos para fixar seu rosto, mais lentamente ainda, olhou para o céu.
- Bem, ela parece culpada disse - Frank.
- Mas por que ela olharia para o céu, se já sabia o que tinha ali? - perguntou Dorcas. Ela tinha a sensação que a elfa estava conferindo algo.
Harry viu o crânio flutuante refletir-se duas vezes em seus enormes olhos vidrados.
- Só um pouco estranho - Lily resmungou. Algumas pessoas viam felicidade, amor, desejo, refletido nos olhos do outros. Harry via o quê?
Ela soltou uma exclamação, olhou a clareira em volta, agitada, e irrompeu em soluços aterrorizados.
- Não parece alguém capaz de conjurar a marca negra - disse Lissy.
Sirius olhou para o irmão automaticamente. Regulus era uma pessoa excelente, sendo extremamente legal com quem gostava, mas ainda assim era totalmente capaz de conjurar a marca.
— Elfo! — disse o Sr. Diggory severamente. — Você sabe quem eu sou? Sou do Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas!
James fez uma careta. Podia bem imaginar o tom que Diggory falou.
Winky começou a se balançar no chão para frente e para trás, a respiração saindo em fortes arquejos.
- Opa, ela sabe bem o que isso significa - falou Alice com tristeza.
Harry teve que se lembrar de Dobby em seus momentos de aterrorizada desobediência.
- Todos elfos são assim - Sirius deu de ombros. Hermione o encarou horrorizada.
— Como você está vendo, elfo, a Marca Negra foi conjurada aqui há alguns instantes — disse o bruxo. — E você foi descoberta, pouco depois, logo embaixo dela! Sua explicação, por favor!
- Não esqueça da varinha - falou James.
— Eu… Eu… Eu não estou fazendo isso, meu senhor! — Winky ofegou. — Eu não estou sabendo, meu senhor!
- Ela estava tão assustada - falou Hermione, com pena.
— Você foi encontrada com uma varinha na mão! — vociferou o Sr. Diggory, brandindo a varinha diante dela. E quando a varinha refletiu a luz verde, vinda do crânio no alto, que inundava a clareira, Harry a reconheceu.
Regulus colocou a mão na cabeça. É, Harry já tinha confirmado que a varinha era a dele... Mas esperança é a última coisa que morre, né?
— Ei… É minha! — disse.
- Como assim é sua? Como sua varinha foi parar nas mãos de Diggory? - James perguntou como se fosse uma ofensa pessoal.
Harry deu de ombros.
- Você tem que ser mais cuidadoso, Harry - falou Remus.
- Eu prometo que eu melhorei nisso.
- É, você pode dizer isso - disse Fred, levando um chute na perna - Doeu, Harry.
Todos na clareira olharam para o garoto.
- Bem, foi no mínimo inesperado - disse Josh.
— Perdão? — disse o Sr. Diggory incrédulo.
— É a minha varinha! — repetiu Harry. — Deixei-a cair!
- Bem, pelo menos você é bem direto - disse Neville, pensando em como ele teria vergonha de admitir uma coisa dessas.
— Deixou-a cair? — repetiu o bruxo incrédulo. — Isto é uma confissão? Você se desfez dela depois de conjurar a Marca?
- Nossa, nunca vi alguém distorcer tanto algo - disse Lene.
— Amos, lembre-se de com quem está falando! — disse o Sr. Weasley, muito zangado. — Acha provável que Harry Potter conjure a Marca Negra?
- Nunca fiquei tão feliz por ser Harry Potter na minha vida.
- Finalmente a fama serviu para algo, não? - falou Sirius.
— Hum… Claro que não — murmurou o Sr. Diggory. — Desculpem… Me empolguei…
- Percebemos - comentou Lene secamente.
Hermione deu um pequeno sorriso. Conseguia entender Amos. Ela também tinha uma tendência de se empolgar nas suas próprias conclusões.
— Em todo o caso, não a deixei cair lá — disse Harry, indicando com o polegar as árvores. — Dei falta dela logo depois que entramos na floresta.
- Então alguém usou a sua varinha e deixou ai - disse Alex.
— Então — disse o Sr. Diggory, seu olhar endurecendo ao se virar novamente para Winky que se encolhia aos seus pés.
- Tenho a impressão que ele não gosta muito de Winky.
- Você acha?
— Você encontrou a varinha, não foi, elfo? E você a apanhou e pensou em se divertir com ela, é isso?
- De todas as coisas que ela podia ter feito, por que escolheria a Marca Negra? - resmungou Ginny.
— Eu não estava fazendo mágica com ela, meu senhor! — guinchou Winky, as lágrimas correndo pelos lados do nariz achatado e grande. — Eu estava… Eu estava… Eu estava só apanhando ela, meu senhor!
- Ok, eu tenho que dizer que isso parece um pouco estranho - disse Sirius.
Eu não estava fazendo a Marca Negra, meu senhor, eu não sei fazer!
— Não foi ela! — afirmou Hermione.
- Sempre em defesa dos elfos.
Ela parecia muito nervosa, dizendo o que pensava diante de todos aqueles bruxos do Ministério, mas, ainda assim, decidida.
- Essa é a minha garota - disse Ron.
— Winky tem uma vozinha esganiçada e a voz que ouvimos dizer a fórmula era muito mais grave! — Ela olhou para os lados à procura de Harry e Ron, à procura de apoio. — Não parecia nada com a voz da Winky, parecia?
— Não — confirmou Harry, sacudindo a cabeça. — Decididamente não parecia voz de elfo.
— É, era uma voz humana — disse Ron.
- Acho que um elfo não se lembraria de mudar a própria voz - comentou Frank.
— Bem, logo veremos — rosnou o Sr. Diggory, sem parecer se impressionar.
- Ele realmente está convencido que foi ela.
–Há uma maneira simples de descobrir o último feitiço que a varinha realizou, você sabia, elfo?
Winky estremeceu e sacudiu a cabeça freneticamente, as orelhas abanando, quando o Sr. Diggory ergueu a própria varinha e encostou-a, ponta com ponta, na de Harry.
— Prior Incantato!— rugiu o Sr. Diggory.
- Ele precisa se acalmar - falou Lily irritada. Claro que Amos estava fazendo o que achava certo, mas havia um limite.
Harry ouviu Hermione prender a respiração horrorizada, quando um crânio com uma enorme língua de cobra surgiu no ponto em que as duas varinhas se tocavam,
Snape estremeceu.
mas era uma mera sombra do crânio verde no alto, parecia até feito de uma espessa fumaça cinzenta: O fantasma de um feitiço.
- Certo, e cadê a prova que ela conjurou? Isso só prova que vocês terão um trabalho difícil para saber quem roubou a varinha de Harry - disse Lily.
— Deletrius!— bradou o Sr. Diggory, e o crânio difuso desapareceu transformado em um fiapo de fumaça.
— Então — disse o Sr. Diggory com um tom de furioso triunfo, fixando Winky, que continuava a tremer convulsivamente.
Lily nunca teve um problema com Amos. Até agora. Como ele podia julgar a elfa tão rapidamente?
— Eu não estava fazendo isso! — guinchou o elfo, seus olhos revirando aterrorizados. — Eu não estava, eu não estava, eu não sei fazer!
- Ela não tem nem como se defender mais - disse James com tristeza.
— Você foi apanhada com a mão na botija, elfo — rugiu o Sr. Diggory. — Apanhada com a mão na varinha culpada!
Regulus suspirou. Era por causa de homens burros como Amos que comensais como ele conseguiam sair impunes de muitas coisas.
— Amos — disse o Sr. Weasley em voz alta —, pense um pouco… Pouquíssimos bruxos sabem fazer esse feitiço… Onde ela o teria aprendido?
- Bom saber que seu pai pensa ao contrário de algumas pessoas - comentou James para Ginny.
- Papai nunca condenaria ninguém até absoluta certeza.
— Talvez Amos esteja insinuando — disse o Sr. Crouch, a fúria reprimida em cada sílaba — que eu rotineiramente ensino meus criados a conjurarem a Marca Negra?
- Parece que deu merda, hein - comentou Lene.
- Tem que ser muito burro para falar isso de Barty - comentou Frank.
Snape ficou em silêncio. Ouviram alguns rumores que o filho de Crouch, Barty Jr, queria trilhar um caminho bem diferente do pai. Parecia que o menino estava mexendo com Artes das Trevas. Claro, essa informação não era segura e poucos pareciam saber algo sobre, mas... Existia o boato.
Seguiu-se um silêncio profundamente desagradável. Amos Diggory pareceu horrorizado.
- Espero que isso o faça parar para pensar - disse Lene.
— Sr. Crouch… De… De jeito nenhum…
— Você agora já chegou quase a denunciar as duas pessoas nesta clareira que menos provavelmente conjurariam aquela Marca! — vociferou o Sr. Crouch.
- Bem, eu entendo porque o Harry não, mas e ele? - perguntou Lissy.
- Crouch tem uma grande participação na luta contra Comensais - informou Lene - Ele prendeu vários.
— Harry Potter… E eu! Suponho que você conheça a história do garoto, Amos?
— Claro, todos conhecem… — murmurou o Sr. Diggory, parecendo extremamente sem graça.
- Parecia um filho sendo repreendido pelo pai - disse Ron.
— E espero que se lembre das muitas provas que tenho dado, durante a minha longa carreira, de que desprezo e detesto as Artes das Trevas e aqueles que a praticam — gritou o Sr. Crouch, os olhos saltando das órbitas outra vez.
Talvez ele esteja irritado demais, pensou Frank. Mas logo abandonou esses pensamentos.
— Sr. Crouch, eu… Eu nunca insinuei que o senhor tenha alguma coisa a ver com isso! — murmurou Amos Diggory, corando por baixo da barba castanha e curta.
- Na verdade...
— Se você acusa o meu elfo, você acusa a mim, Diggory! Onde mais ela teria aprendido a conjurar a Marca?
— Ela… Ela poderia ter aprendido em qualquer lugar…
Sirius levantou uma sobrancelha. Bem que os elfos gostariam de serem livres assim. Ou não. Enfim.
— Precisamente, Amos — disse o Sr. Weasley. — Ela poderia ter aprendido em qualquer lugar… — Winky? — disse ele bondosamente, virando-se para o elfo, que se encolheu como se este bruxo também estivesse gritando com ela.
- Ela não é burra, ela entendeu que ainda está sendo acusada - disse Frank.
— Onde foi exatamente que você encontrou a varinha de Harry?
Winky estava torcendo a barra da toalha de chá com tanta violência que o pano se esfiapava entre seus dedos.
- Parece que ela quer se punir - observou Dorcas, horrorizada.
— Eu… Eu estava encontrando… Encontrando ela lá, meu senhor… — murmurou ela — lá… No meio das árvores…
- A pergunta é como a sua varinha foi parar lá - falou Remus.
— Está vendo, Amos? — disse o Sr. Weasley. — Quem quer que tenha conjurado a Marca poderia ter desaparatado logo em seguida, deixando a varinha de Harry para trás. Uma idéia inteligente, não ter usado a própria varinha, que poderia tê-lo denunciado. E Winky aqui teve a infelicidade de encontrar a varinha momentos depois e de apanhá-la.
- Faz sentido - comentou Frank.
- Ela só queria devolver a varinha - falou Ginny tristemente.
Ron cutucou Harry para ter uma conversa silenciosa com ele, como só melhores amigos podem ter. Cara, eu acho que a Ginny vai se juntar a Hermione na proteção aos elfos, falou Ron silenciosamente para Harry. O amigo assentiu, preocupado.
- Parem com isso - ordenou Hermione.
Ron e Harry se sobressaltaram.
- Como você sabe que eu estou fazendo algo? - questionou Ron.
- Eu conheço vocês - disse ela simplesmente.
— Mas, então, ela deve ter estado a poucos passos do verdadeiro responsável! — disse o Sr. Diggory com impaciência. — Elfo? Você viu alguém?
Harry balançou a cabeça. Se a pergunta tivesse um pouco diferente.
Winky começou a tremer mais que nunca. Seus olhos imensos piscaram indo do Sr. Diggory para Ludo Bagman e dele para o Sr. Crouch.
- Que coisa estranha - falou Lene, desconfiada.
Então ela engoliu em seco e disse:
— Eu não estava vendo ninguém… Ninguém…
James não sabia por quê, mas ele tinha um mal persentimento quanto a isso.
— Amos — disse o Sr. Crouch secamente —, estou muito consciente de que normalmente você iria querer levar Winky para interrogatório no seu departamento.
Hermione olhou desconfiada.
Mas vou-lhe pedir que me deixe cuidar dela.
- É um daqueles pedidos que não é muito pedido.
O Sr. Diggory fez cara de quem não achava a sugestão muito boa, mas ficou claro para Harry que o Sr. Crouch era um funcionário tão importante no Ministério que o outro não se atreveria a recusar o pedido.
- Meu bebê está aprendendo sobre política - falou Lily orgulhosa.
Harry corou. Que vergonha!
— Pode ficar tranqüilo de que ela será castigada — acrescentou o Sr. Crouch friamente.
- Não precisa ser tão extremo, calma... - pediu Alice assustada.
— M… M… Meu senhor… — gaguejou Winky, olhando para o Sr. Crouch, seus olhos rasos de lágrimas. — M… M… Meu senhor, P… P… Por favor…
- Um elfo pedindo para não ser castigado? - questionou Regulus incrédulo.
- Acho que ela já sabe o que vem depois - comentou Sirius tranquilamente.
O Sr. Crouch encarou o elfo, seu rosto ainda mais agressivo, cada ruga nele profundamente marcada. Não havia piedade em seu olhar.
- Se ele trata assim um elfo doméstico que está na família há anos... - estremeceu Ron.
- O pior é que muitas pessoas são assim - disse Josh.
— Esta noite Winky se portou de uma forma que eu não teria imaginado possível — disse ele lentamente.
- Ela não fez nada de errado - protestou Hermione.
— Eu a mandei permanecer na barraca. Mandei-a permanecer ali enquanto eu ia resolver o problema. E descubro que ela me desobedeceu. Isto significa roupas.
- Ele foi um pouco cruel - falou Frank.
- Sim, ela servia a ele há anos - concordou Ron.
— Não! — berrou Winky, prostrando-se aos pés do Sr. Crouch. — Não, meu senhor! Roupas não, roupas não!
Harry sabia que a única maneira de libertar um elfo doméstico era presenteá-lo com roupas decentes.
- Nunca entendi por que isso - comentou Ginny. Remus aproveitou essa oportunidade para dar uma aula de história sobre elfos domésticos.
Era penoso ver como Winky se agarrava à sua toalha de chá enquanto soluçava sobre os sapatos do Sr. Crouch.
- Viu, Harry concorda comigo! - disse Hermione.
- É, porque eu tenho um coração, Hermione - disse Harry - Mas não é porque um elfo foi mal tratado que todos deviam ser livres. Aliás, eles não querem isso.
— Mas ela estava assustada! — explodiu Hermione aborrecida, encarando o Sr. Crouch. — O seu elfo tem pavor de alturas, e aqueles bruxos estavam fazendo as pessoas levitarem!
- Aqueles covardes... - xingou Lene, incapaz de se conter.
O senhor não pode culpá-la por ter querido sair de perto!
Por querer não, mas por realmente sair... pensou Snape.
O Sr. Crouch deu um passo atrás, desvencilhando-se do contato com o elfo, a quem ele examinava como se fosse algo imundo e podre que contaminava seus sapatos muito bem engraxados.
- Provavelmente ele pensa assim, não importa que Winky serviu fielmente a família dele por anos - disse Frank.
— Não preciso de um elfo doméstico que me desobedeça
- Na verdade, o senhor não precisa de um elfo doméstico - disse Hermione.
— disse ele friamente, erguendo os olhos para Hermione.
- Ele quer brigar - disse Ginny.
— Não preciso de uma criada que esquece o que deve ao seu senhor e à reputação do seu senhor.
- Ela não deve nada a vocês! Ela já fez mais que a parte dela - disse Hermione.
Winky chorava tanto que seus soluços ecoavam pela clareira. Seguiu-se um silêncio desagradável,
- Quando alguém chora perto de um grupo de pessoas normalmente fica meio tenso mesmo - disse Dorcas - Especialmente se essa pessoa não for muito amiga dos outras pessoas.
que foi interrompido pelo Sr. Weasley, ao dizer baixinho:
— Bom, acho que vou levar o meu pessoal de volta à barraca, se ninguém tiver objeções a fazer.
- Essa é a hora de todos brincarem de ficar calados - falou Sirius.
Amos, a varinha já nos informou tudo que pôde, se Harry puder levá-la, por favor…
- Nada de se - resmungou Regulus - A varinha é dele. Ele tem o direito de levar.
Harry sorriu.
O Sr. Diggory entregou a varinha a Harry e ele a embolsou.
- Finalmente - disse James, mais relaxado agora. Não conseguia ficar tranquilo com o seu filho andando por ai sem varinha, mesmo que tivesse Ron e Hermione com ele.
— Vamos, vocês três — disse o Sr. Weasley em voz baixa. Mas Hermione não parecia querer arredar pé, seus olhos ainda miravam o elfo soluçante.
- Por favor, você luta pelos elfos depois - pediu Frank.
- Eu fui, mas ainda não acho isso certo - disse Hermione.
— Hermione! — chamou o Sr. Weasley com mais urgência. Ela se virou e acompanhou Harry e Ron para fora da clareira, embrenhando-se entre as árvores.
— Que é que vai acontecer com Winky?
- Nada bom - falou Regulus, estremecendo. Sabia bem como eram as coisas para elfos sem família.
— perguntou ela no instante em que deixaram a clareira.
— Não sei — respondeu o Sr. Weasley.
— O jeito como a trataram! — disse Hermione, furiosa. — O Sr. Diggory chamando-a de "elfo" o tempo todo…
- Bem, ela é um elfo - apontou Frank.
- Sim, e eu sou humana! Mas não é por isso que você me chama de humana o tempo todo! - falou Hermione.
- Porque somos da mesma espécie - argumentou Frank.
E o Sr. Crouch! Ele sabe que não foi ela e ainda assim vai despedir Winky! Não se importou que ela tivesse sentido medo nem que estivesse perturbada, era como se ela nem fosse humana!
- Mas... - falou Alice, trocando olhares com Frank.
- Ela não é humana, Hermione - disse Remus suavemente - Mesmo que seja parecida, ela é de uma espécie diferente.
- Eu sei, porém ela merece tanto respeito como nós! - disse ela. Sirius quase revirou os olhos.
- Eu concordo - falou Remus em um tom conciliador.
— E ela não é — disse Ron.
Hermione se voltou contra ele.
- Tá vendo, eu só fiz falar um fato e sobra para mim.
Hermione revirou os olhos.
— Isso não significa que não tenha sentimentos, Ron, é repugnante o jeito…
- Que certas pessoas tratam seus elfos - concordou Lene.
— Hermione, eu concordo com você — disse o Sr. Weasley depressa, fazendo sinal para a garota continuar andando —, mas agora não é hora de discutir os direitos dos elfos.
- Coitado do senhor Weasley - falou Josh.
Quero voltar à barraca o mais depressa que pudermos.
- Lá é pouco mais seguro - concordou Lissy.
Que aconteceu aos outros?
- Estamos bem - falou George.
— Nós os perdemos no escuro — disse Ron. — Papai, por que todo mundo estava tão nervoso com aquele crânio?
- Eu queria que fosse só um crânio - falou Lily tristemente.
— Eu explico tudo quando estivermos na barraca — prometeu ele, tenso.
- Vocês já deviam saber disso - falou Frank - Vocês já pesquisaram sobre a nossa guerra, de 1977? - Ron e Harry balançaram a cabeça culpados - Nem mesmo com Harry sendo o Menino-Que-Sobreviveu? - Frank perguntou incrédulo.
Mas quando alcançaram a orla da floresta, depararam com um obstáculo.
- Parece que esses não acabam nunca.
Havia ali uma aglomeração de bruxas e bruxos assustados,
- Quem não ficaria?
e quando viram o Sr. Weasley caminhando em sua direção, muitos foram ao seu encontro.
— Que é que está acontecendo na floresta?
— Quem conjurou aquilo?
- Acho que nessa hora seu pai não estava muito feliz de ser um funcionário do Ministério.
— Arthur, não é… Ele?
— Claro que não é ele — disse o Sr. Weasley impaciente. — Não sabemos quem foi, parece que desaparatou. Agora, me dêem licença, por favor, quero ir me deitar.
- Ele foi mais educado do que eu seria - disse James.
- Ninguém duvida - comentou Lene.
Ele passou com Harry, Ron e Hermione pela aglomeração e voltou ao acampamento. Tudo estava silencioso agora,
- Chega foi estranho.
não havia sinal de bruxos mascarados, embora várias barracas destruídas ainda fumegassem.
- As barracas são o de menos - disse Sirius.
Chalie meteu a cabeça pela abertura da barraca dos garotos.
- Então ele está bem - falou Alice aliviado. Mal sabia qualquer coisa sobre Charlie, mas ele era um Weasley. Era o suficiente para ela gostar dele.
— Papai, que é que está acontecendo? — perguntou ele no escuro. — Fred, George e Ginny já voltaram, mas os outros…
— Estão aqui comigo — respondeu o Sr. Weasley, se abaixando pra entrar na barraca. Harry, Ron e Hermione entraram atrás dele.
- Não era a melhor ideia continuar do lado de fora - comentou Ron.
Bill estava sentado à pequena mesa da cozinha, apertando um braço com um lençol, que sangrava profusamente.
- Mas ele estava bem - tranquilizou Ron antes que alguém perguntasse.
Chalie tinha um rasgo na camisa e Percy ostentava um nariz ensanguentado.
- O orgulho deles estava mais feridos que eles - disse George.
Fred, George e Ginny pareciam ilesos, embora abalados.
- Somos mais espertos - disse Fred, dando uma piscadinha.
— Pegou ele, papai? — perguntou Bill bruscamente. — A pessoa que conjurou a Marca?
- Eu queria saber por que alguém conjurou a marca agora - falou Frank pensativo.
— Não. Encontramos o elfo de Barty Crouch segurando a varinha de Harry, mas não ficamos sabendo quem realmente conjurou a Marca.
- Eu sei, meio inacreditável - falou Lily.
— Quê?— exclamaram Bill, Chalie e Percy, juntos.
— A varinha de Harry? — disse Fred.
— O elfo do Sr. Crouch? — disse Percy, parecendo estupefato.
Com alguma ajuda de Harry, Ron e Hermione, o Sr. Weasley explicou o que acontecera na floresta. Quando terminaram a história, Percy encheu-se de indignação.
- É outro adorador de elfo doméstico?
- Não exatamente - resmungou Ginny.
— Ora, o Sr. Crouch tem toda razão em querer se livrar de um elfo desses! — exclamou ele. — Fugir desse jeito depois que ele o mandou expressamente fazer o contrário…
- Ele podia até puni-lo, mas demitir? - questionou Snape.
Envergonhando o dono diante de todo o Ministério… Que iria parecer se ele tivesse que comparecer no Departamento para Regulamentação e Controle…
- Uma pessoa decente - sugeriu Lene.
— Ela não fez nada, só estava no lugar errado na hora errada! — disse bruscamente Hermione a Percy,
- Parece que sua luta continua - comentou Lene.
- que ficou muito espantado. Hermione sempre se dera muito bem com ele, melhor até que qualquer dos outros.
- Sabe como é, dois cfds - comentou Ron para James.
- Sei bem - respondeu olhando para Remus e Lily.
— Hermione, um bruxo na posição do Sr. Crouch não pode se dar ao luxo de ter um elfo doméstico que endoida com uma varinha na mão!
- Nisso eu concordo - falou Frank- Mas ela não endoidou.
- disse Percy, pomposamente, recuperando-se do espanto.
— Ela não ficou maluca! — gritou Hermione. — Ela só apanhou a varinha no chão!
- O que ela sabe que é proibido - falou Regulus. Kreacher nunca faria isso.
— Olha aqui, será que alguém pode explicar o que significava aquele crânio?
- É mais importante que o elfo - concordou Lene.
— perguntou Ron impaciente. — Não estava fazendo mal a ninguém…
- Agora - murmurou Snape sombriamente.
Por que esse escândalo todo?
— Eu já lhe disse, é o símbolo do Você-Sabe-Quem, Ron — disse Hermione, antes que mais alguém pudesse responder. — Li sobre ele em Ascensão e queda das artes das trevas.
- Viram? Hermione fez uma coisa inteligente. Ela leu - disse Frank.
- Dá muito trabalho - resmungou Ron.
— E não é visto há treze anos — acrescentou o Sr. Weasley em voz baixa. — E claro que as pessoas entraram em pânico… Foi quase o mesmo que rever Você-Sabe-Quem.
- Não, não foi - murmurou Harry quietamente. Hermione o encarou preocupada.
— Não estou entendendo — disse Ron, franzindo a testa. — Quero dizer… É apenas uma forma no céu…
- Que era usada pelos comensais - disse Regulus.
É, você saberia sobre isso, pensou Sirius.
— Ron, Você-Sabe-Quem e seus seguidores projetavam a Marca Negra no céu sempre que matavam alguém — disse o Sr. Weasley. — O terror que isso inspirava… Você não faz idéia, era muito criança. Mas imagine a pessoa chegar em casa e encontrar a Marca Negra pairando sobre ela, sabendo o que vai encontrar lá dentro…
- Ela começa a enlouquecer na hora - falou Alice quietamente. Neville estremeceu.
- Por favor, não fale sobre enlouquecer - pediu.
Alice franziu a sobrancelha, mas acenou.
— O Sr. Weasley fez uma careta. — O que todos temem mais… Temem mais do que tudo…
- Eu vi algo parecido em um seriado trouxa uma vez. The Mentalist. Era horrível, mas isso é muito pior - comentou Alex.
Houve um silêncio momentâneo. Então Bill, levantando o lençol do braço para verificar o corte, disse:
— Bem, não fez nenhum bem à gente esta noite, quem quer que tenha conjurado aquilo.
- Acho que a pessoa não estar se preocupando muito em fazer o bem - disse Alice.
A Marca Negra afugentou os Comensais da Morte no momento em que a viram.
- Os próprios comensais fugiram da marca? - perguntou Alex confuso.
- Sim, porque eles não estavam agindo sob a ordem de Voldemort e ficaram com medo de o chefe ter chegado nessa hora.
Todos desaparataram antes que chegássemos bastante próximos para arrancar a máscara deles.
- Normalmente só da para tirar a máscara de um comensal quando eles estão desacordados - comentou Sirius.
Aliás, seguramos os Roberts antes que atingissem o chão. A memória deles está sendo alterada.
- Espero que eles fiquem bem - falou Lily, apreensiva.
— Comensais da Morte? — perguntou Harry. — Que são Comensais da Morte?
- Harry, você sabe alguma coisa? - questionou Lene incrédula.
- Basicamente não.
— É o nome que os seguidores de Você-Sabe-Quem davam a si mesmos. Acho que vimos o que restou deles hoje à noite, pelo menos os que conseguiram ficar fora de Azkaban.
- Uma parte deles - falou James secamente. A quantidade era tão insignificante.
— Não podemos provar que eram eles, Bill — disse o Sr. Weasley. — Embora provavelmente tenham sido — acrescentou desanimado.
- Não há duvidas - resmungou Ron.
— É, aposto que eram! — disse Ron repentinamente. — Papai, encontramos Draco Malfoy na floresta, e ele praticamente nos disse que o pai dele era um dos idiotas mascarados! E todos sabemos que os Malfoy eram íntimos de Você-Sabe-Quem!
- Draco é burro mesmo - comentou Lene.
— Mas o que é que os seguidores de Voldemort… — começou Harry. Todos se encolheram, como a maioria das pessoas no mundo dos bruxos, os Weasley sempre evitavam dizer o nome de Voldemort.
- Uma grande besteira - disse Lily.
- Não mais - falou Ginny. Harry sorriu para ela.
— Desculpem — disse Harry depressa.
— Mas o que é que os seguidores de Você-Sabe-Quem pretendiam fazendo aqueles trouxas levitar? Quero dizer, qual era o objetivo?
- Causar caos, simplesmente - falou Frank triste.
— O objetivo? — disse o Sr. Weasley com uma risada desanimada. — Harry, essa é a ideia que fazem de uma brincadeira. Metade das mortes de trouxas quando Você-Sabe-Quem estava no poder foi feita de brincadeira.
Alice fechou os olhos. Não queria ouvir sobre os absurdos que acontecera.
Imagino que eles tenham tomado uns drinques esta noite e não puderam resistir ao impulso de nos lembrar que um grande número deles continua em liberdade. Uma reuniãozinha simpática — terminou ele desgostoso.
- Não acho que tenha sido realmente assim - comentou Regulus.
- Eles realmente não pareciam bêbados - disse Harry.
— Mas se eles eram realmente os Comensais da Morte, por que desaparataram quando viram a Marca Negra? — perguntou Ron. — Deveriam ter ficado felizes de ver a Marca, não?
- Só os que foram para Azkaban ficaram felizes com isso - disse Frank.
— Usa os miolos, Ron — disse Bill. — Se eles eram realmente os Comensais da Morte, se viraram de todo o jeito para não serem mandados para Azkaban quando Você-Sabe-Quem perdeu o poder, e contaram um monte de mentiras de que ele os forçara a matar e torturar gente.
- Um bando de hipócritas nojentos - falou Lene.
Regulus ficou em silêncio, mas questionou mentalmente ironicamente o que ela faria. Pedir por favor me leve? Sim, eu servi ao cara que foi morto e não pode mais me ajudar. Aliás, ainda acho que ele está certo. Mas hey, se eu for honesta agora, minha vida será muito melhor quando ele ressurgir, mais de dez anos depois.
Aposto como sentiriam ainda mais medo do que nós ao ver que ele estava voltando.
- Pelo menos não somos alvos específicos - murmurou Fred.
- Quer dizer... - disse Ron olhando para Harry. - Talvez sim.
Negaram que estivessem metidos com Você-Sabe-Quem quando ele perdeu o poder e voltaram as suas vidinhas de sempre… Acho que o Lord não ficaria muito satisfeito de ver essa gente, não é mesmo?
- Acho que ele não fica satisfeito com nada - resmungou Harry - Mas com certeza ele não estava muito feliz em rever os antigos seguidores.
— Então… Quem conjurou a Marca Negra… — disse Hermione lentamente - Estava fazendo, isso para manifestar apoio ou amedrontar os Comensais da Morte?
- Não tem como saber agora - falou Frank cansado.
— O seu palpite vale tanto quanto o meu, Hermione — disse o Sr. Weasley - Mas vou lhe dizer uma coisa… Somente os Comensais eram capazes de conjurar a Marca. Eu ficaria muito surpreso se a pessoa que a conjurou não tivesse sido um dia Comensal da Morte, mesmo que não o seja agora…
- Eu também - concordou Regulus.
Olhem, é muito tarde, e se sua mãe ouvir falar do que aconteceu vai morrer de preocupação. Vamos dormir mais um pouco e depois tentar pegar um portal bem cedo para sair daqui.
- Boa ideia - falou Lily.
- Amor, vocês acham que eles vão conseguir dormir?
- Eles precisam - ela disse simplesmente.
Harry voltou ao seu beliche com a cabeça zunindo. Sabia que devia estar se sentindo exausto, eram quase três horas da manhã, mas estava completamente acordado
- Viu? - falou James.
- Calado, James.
— completamente acordado e preocupado.
Há três dias — parecia muito mais, mas só tinham sido três dias
- Parece bem mais - concordou Dorcas.
— acordara com a cicatriz ardendo. E esta noite, pela primeira vez em treze anos, a Marca de Lord Voldemort tinha aparecido no céu. Que significavam essas coisas?
- Talvez nada, talvez tudo - falou Sirius.
- Ou seja, você não sabe.
- Não enche, Lene.
Ele pensou na carta que escrevera a Sirius antes de deixar a Rua dos Alfeneiros. Será que o padrinho já a recebera? Quando iria mandar resposta?
- Assim que eu conseguir, Harry - prometeu Sirius. Sabia que essa seria a coisa mais importante a fazer.
Harry ficou contemplando a lona, mas não lhe ocorreu nenhum devaneio em que voasse para ajudá-lo a adormecer
- Tente deixar a mente em branco - sugeriu Ron.
- Não é tão fácil.
e somente muito tempo depois, quando os roncos de Chalie encheram a barraca, foi que o garoto finalmente adormeceu.
- Viu, James? - ela implicou, imitando o tom dele.
- Calada, Lily - James imitou o tom dele.
- Acabou - anunciou Dorcas - Querem fazer uma pausa? - todo assentiram rapidamente.
- Vamos? - chamou Harry. Regulus assentiu.
Ron fez uma careta. Não podia esperar para o que quer os dois estivessem fazendo juntos terminasse.
Notas: Tem alguma cena que vocês estão ansiosos para ler? Tipo, eu morria de vontade de ver como as pessoas reagiriam ao saberem que Harry quase foi da Sonserina e ainda quero muito ver a reação de todos quando chegar o sétimo livro e tiver a conversa de Dumbledore e Snape.
Acharam que ia ter cena das conversas né? (Para ser sincera eu também achei) Mas eu perdi o papel que tava com rascunho do que eu queria fazer então vou refazer e vai ficar para o próximo capítulo, sorry (para tentar demorar um pouco menos na postagem desse). Se quiserem uma conversa específica entre dois personagens, a hora é agora :)
