Gente, desculpa pelo sumiço. Mas é que a faculdade realmente tá impossível, entre trabalhar e estudar o tempo livre que eu tenho, eu me torno um vegetal. Não consigo fazer nada, no máximo assistir uma série. Estava sem forças para escrever. Sei que esse capítulo não ficou muito bom e estou fora do ritmo. Mas estou tentando, por vocês.
Hela: Olá! Tem problema não! Simm! Acho engraçado quando Harry age como um adolescente normal com a Cho. Espero que goste desse cap e desculpa pela demora. Bjs!
Izabella Black: Hello! Sim, a briga de Ron com Harry vai causar uma treta... Desculpa pela demora. Bjs!
Docinhos Auca: Desculpa pela demora! Obrigada por comentar!
Capítulo 13 - Olho-Tonto Moody
O temporal já se esgotara quando o dia seguinte amanheceu, embora o teto no Salão Principal continuasse ameaçador; pesadas nuvens cinza-chumbo se espiralavam no alto quando Harry, Ron e Hermione examinaram seus novos horários ao café da manhã.
- Estou com um sentimento que o horário é ruim - disse Sirius.
- Acho que o teto te influenciou - falou Remus.
- Talvez.
A poucas cadeiras de distância, Fred, George e Lee Jordan discutiam métodos mágicos de se tornarem velhos e, com esse truque, participar do Torneio Tribruxo.
- É bom que eles nem tentam esconder - falou Lily.
- Se conseguíssemos todo mundo ia saber mesmo - George deu de ombros.
- E se não, não teria problema saber que tentamos, não seria nada importante - falou Fred.
— Hoje não é ruim... Lá fora a manhã inteira
- É excelente - falou Alice, invejosa - Queria eu ter um horário bom assim.
— disse Ron, que corria o dedo pela coluna intitulada segunda-feira no seu horário
- E ainda é logo quando volta do fim de semana- falou Lene.
— Herbologia com a Lufa-Lufa e Trato das Criaturas Mágicas... Droga, continuamos com a Sonserina...
- É importante vocês compartilharem aulas - falou Frank - Pelo menos força vocês a tentarem ficar no mesmo ambiente por um segundo.
Harry concordava plenamente com ele. Claro, na sua época, odiava ter aula com a Sonserina, mas agora percebia a importância disso.
— Dois tempos de Adivinhação hoje à tarde — gemeu Harry, baixando os olhos.
- Que maravilha - disse Ron.
Adivinhação era a matéria de que ele menos gostava, depois de Poções.
- Obrigado - ironizou Snape.
- Na minha defesa, você não fazia fácil amar a matéria - disse Harry.
Snape não discutiu porque sabia que Harry tinha um ponto. Alguns professores não gostavam dele e acabaram por atrapalhar o que conhecimento que devia ter.
A Professora Sibila Trelawney não parava de predizer a morte de Harry, coisa que ele achava muitíssimo aborrecida.
- Realmente, não é um tema que saía numa conversa delicada - disse Lene.
- Como se você soubesse alguma coisa de delicadeza - falou Sirius.
- Deve ser muito tenso ficar ouvindo como você vai morrer - interrompeu James, antes que isso pudesse virar uma discussão.
— Você devia ter desistido como eu fiz, não é? — disse Hermione decidida, passando manteiga na torrada. — Então poderia fazer alguma coisa sensata como Aritmancia.
- Falou tudo - disse Lene.
- Honestamente Adivinhação é uma parte de tempo - falou Lily.
— Você voltou a comer, pelo que estou vendo — comentou Ron, observando Hermione acrescentar generosas quantidades de geleia à torrada amanteigada.
— Já resolvi que há maneiras melhores de marcar posição no caso dos direitos dos elfos — disse Hermione com altivez.
— E... E pelo visto está com fome — disse Ron, sorrindo.
Ginny sorriu com carinho. Conhecia o irmão bem suficiente para saber que ele não estava feliz de ter ganho uma discussão, mas de amiga dele ter voltado a comer. Ele estava preocupada com ela.
Houve um repentino rumorejo acima deles e cem corujas entraram pelas janelas abertas, trazendo o correio da manhã. Instintivamente, Harry olhou para o alto, mas não viu nada branco na mancha compacta de castanhos e cinza.
- Nenhuma outra coruja é branca? - perguntou Alice espantada.
- Deve ter outras, mas não vi nenhuma - disse Harry.
As corujas circularam sobre as mesas, procurando as pessoas a quem as cartas e pacotes eram endereçados. Uma corujona âmbar desceu até Neville Longbottom e depositou um embrulho em seu colo, o garoto quase sempre se esquecia de guardar na mala alguma coisa.
- Não tem problema, filho - falou Alice ao ver a cara de Neville.
Do outro lado do salão, a coruja de Draco Malfoy pousara no ombro dele trazendo sua habitual remessa de doces e bolos de casa.
- Por que você estava olhando para Draco?¹ - perguntou Lene, confusa.
- Ele estava no meu campo de visão - falou Harry, fracamente.
Tentando ignorar a profunda sensação de desapontamento no meio do estômago, Harry voltou sua atenção para o mingau de aveia. Será que alguma coisa tinha acontecido a Edwiges e que Sirius sequer recebera sua carta?
- Harry, Sirius é um fugitivo, é difícil para ele responder - falou Remus.
- Eu sei, eu sei.
Sua preocupação se prolongou por todo o caminho pela horta enlameada até chegarem à estufa número três,
- Harry, você precisa se concentrar - falou Lily.
mas ali ele se distraiu com a Professora Sprout que mostrava à turma as plantas mais feias que Harry já vira. De fato, elas se pareciam mais com enormes lesmas gordas e pretas que brotavam verticalmente do solo do que com plantas. Cada uma delas se contorcia ligeiramente e tinha vários inchaços brilhantes no corpo que pareciam cheios de líquido.
- Mas elas são super úteis - disse Neville.
— Bubotúberas — disse a Professora Sprout brevemente. — Precisam ser espremidas. Recolhe-se o pus...
- Isso é nojento - falou James, enjoado.
— O quê? — exclamou Seamus Finnigan, expressando sua repugnância.
— Pus, Finnigan — respondeu a professora — e é extremamente precioso, por isso não o desperdice.
- Que ótimo, valorizar pus - resmungou James.
Recolhe-se o pus, como eu ia dizendo, nessas garrafas. Usem as luvas de couro de dragão, podem acontecer reações engraçadas na pele quando o pus das bubotúberas não está diluído.
- Como assim reações engraçadas? - perguntou Fred, o que fez Neville discursar sobre os possíveis efeitos.
Espremer as bubotúberas era nojento, mas dava um estranho prazer.
James olhou para o filho como se ele fosse um ET.
- Nunca mais se aproxime de mim, seu nojento - falou James.
- OK - Harry falou simplesmente.
À medida que estouravam cada tumor, saía dele uma grande quantidade de líquido verde amarelado, que cheirava fortemente a gasolina.
- Gasolina tem um cheiro ótimo - falou Sirius.
- O quê? Você está louco? É horrível - contradisse Lene.
Os alunos o recolheram em garrafas, conforme a professora orientara e, no fim da aula, haviam obtido vários litros.
- Ninguém derramou em si mesmo? - perguntou Ginny.
- Não o suficiente para fazer estrago - disse Neville.
— Isto vai deixar Madame Pomfrey feliz — disse a Professora Sprout arrolhando a última garrafa. — Um remédio excelente para as formas mais renitentes de acne. Pode fazer os alunos pararem de recorrer a medidas desesperadas para se livrarem das espinhas.
- Essa é uma boa invenção - falou Dorcas.
— Como a coitada da Heloisa Midgen — disse Ana Abbott, aluna da Lufa-Lufa, em voz baixa. — Ela tentou acabar com as dela lançando um feitiço.
- Não é uma boa ideia - falou Lily.
— Que menina tola! — disse a professora, balançando a cabeça.
— Mas, no fim, Madame Pomfrey fez o nariz dela voltar à forma anterior.
- Madame Pomfrey é a melhor pessoa - disse Harry, com carinho.
Uma sineta ressonante sinalizou o fim da aula e a turma se separou; os da Lufa-Lufa subiram a escada de pedra rumo à aula de Transformação e os da Grifinória tomaram outro rumo, descendo o jardim em direção à pequena cabana de madeira de Hagrid, que ficava na orla da Floresta Proibida.
- Parece até que vocês estão aliviados em se separar - disse Josh.
- Não, nem temos um problema com os lufanos - disse Ron, pensativo - Foi só para chegar na hora da aula mesmo.
Hagrid estava parado à frente da cabana, uma das mãos na coleira do seu enorme cão de caçar javalis, Canino. Havia vários caixotes abertos no chão a seus pés, e Canino choramingava e retesava a coleira, aparentemente tentando investigar o conteúdo dos caixotes mais de perto. Quando os garotos se aproximaram, um estranho som de chocalho chegou aos seus ouvidos pontuado, aparentemente, por pequenas explosões.
- O que Hagrid inventou agora? - perguntou Lily assustada.
— Bom dia! — cumprimentou Hagrid, sorrindo para Harry, Ron e Hermione. — Melhor esperar pelos alunos da Sonserina, eles não vão querer perder isso... Explosivins!
- Tenho certeza que não - ironizou Regulus.
— Como é? — perguntou Ron.
Hagrid apontou para os caixotes.
— Arrrrrre! — exclamou Lavender Brown num gritinho agudo, saltando para trás.
Hermione fez uma careta. Lavender era tão...
"Arrrrrre" resumia o que eram os explosivins, na opinião de Harry. Pareciam lagostas sem casca, deformadas, terrivelmente pálidas e de aspecto pegajoso, as pernas saindo dos lugares mais estranhos e sem cabeça visível. Havia uns cem deles em cada caixote, cada um com uns quinze centímetros de comprimento, rastejando uns sobre os outros, batendo às cegas contra as paredes das caixas. Desprendiam um cheiro forte de peixe podre. De vez em quando, soltavam faíscas da cauda e, com um leve pum, se deslocavam alguns centímetros à frente.
- Adorável - ironizou Sirius.
— Acabaram de sair da casca — informou Hagrid orgulhoso — por isso vocês vão poder criar os bichinhos pessoalmente! Achei que podíamos fazer uma pesquisa sobre eles!
- Porque esse é o sonho de todo aluno - ironizou Snape.
— E por que nós íamos querer criar esses bichos? — perguntou uma voz fria.
Os alunos da Sonserina haviam chegado. Quem falava era Draco Malfoy.
- Eu não acredito que vou dizer isso, mas eu concordo com Draco - falou Harry.
- Eu fico feliz que ele tenha falado isso. Todo mundo devia estar pensando, mas ninguém tinha coragem de dizer - disse Regulus.
Crabbe e Goyle davam risadinhas de prazer ao ouvir suas palavras.
Hermione revirou os olhos.
Hagrid pareceu embatucar com a pergunta.
— Quero dizer, o que é que eles fazem? — perguntou Malfoy. — Para que servem?
- Não queria dizer nada, mas até a aula nojenta de Herbologia pensou nisso - falou James.
Hagrid abriu a boca, aparentemente fazendo um esforço para responder, houve uma pausa de alguns segundos, depois ele disse com aspereza:
— Isto é na próxima aula, Malfoy. Hoje você só vai alimentar os bichos. Agora vamos ter que experimentar diferentes alimentos... Nunca os criei antes, não tenho certeza do que gostariam... Tenho ovos de formiga, fígados de sapo e um pedaço de cobra, experimentem um pedacinho de cada.
- Ou seja, vocês são o experimento - falou Josh.
— Primeiro pus e agora isso — resmungou Seamus.
Nada, exceto a profunda afeição que tinham por Hagrid, poderia ter feito Harry, Ron e Hermione apanhar mãos cheias de fígados de sapo melados e baixá-las aos caixotes para tentar os explosivins.
- As coisas que você faz por amor - disse James.
Harry não conseguiu refrear a suspeita de que aquilo tudo não tinha finalidade alguma, porque os bichos não pareciam ter bocas.
- Vocês descobriram como eles se alimentam - perguntou Dorcas.
— Ai! — gritou Dean Thomas, passados uns dez minutos. — Ele me pegou!
Hagrid correu para o garoto, com uma expressão ansiosa no rosto.
— A cauda dele explodiu! — disse Dean zangado,
- Ele tem toda razão para isso - falou Regulus - Eu ficaria zangado também se eu me machucasse fazendo uma tarefa tão inútil.
mostrando a Hagrid uma queimadura na mão.
- Pelo menos agora ele pode ser liberado dessa aula - falou Dorcas.
- Verdade - concordou Alex.
— Ah, é, isso pode acontecer quando eles disparam — disse Hagrid, confirmando o que dizia com a cabeça.
- E você não avisou nem planejou algum jeito de evitar isso? - Lissy criticou.
— Arre! — exclamou Lavender Brown outra vez. — Arre, Hagrid, que é essa coisinha pontuda neles?
— Ah, alguns têm espinhos — disse Hagrid entusiasmado (Levander retirou depressa a mão da caixa).
- Eu faria o mesmo - disse Lene.
— Acho que são os machos... As fêmeas têm uma espécie de sugador na barriga...Acho que talvez seja para sugar sangue.
- Ele sabe de alguma coisa? Ou ele só fica adivinhando?- falou Sirius.
— Bom, sem a menor dúvida eu entendo por que estamos tentando manter esses bichos vivos — disse Malfoy sarcasticamente. — Quem não iria querer animaizinhos de estimação que podem queimar, picar e morder, tudo ao mesmo tempo?
- São realmente adoráveis e super úteis - falou Ginny irônico.
— Só porque eles não são muito bonitos, não significa que não sejam úteis — retorquiu Hermione. — Sangue de dragão é uma coisa assombrosamente mágica, mas você não iria querer um dragão como bicho de estimação, não é mesmo?
- Na verdade... - falou Sirius.
- Tá, Sirius, vamos te dar um dragão - falou Lene, sabendo que ele ia querer um.
Harry e Ron sorriram para Hagrid, que retribuiu com um sorriso furtivo por trás da barba espessa.
- Aquele momento que você tem uma piada interna com o seu professor - falou Ron.
Nada o teria agradado mais do que um filhote de dragão, como Harry, Ron e Hermione sabiam mais do que bem – ele criara um, por um breve período, durante o primeiro ano deles na escola, um agressivo dragão norueguês que recebera o nome de Norberto.
- Nem me lembre disso.
Hagrid simplesmente amava monstros – quanto mais letal, melhor.
- O que é meio perigoso num professor de Trato de Criaturas Mágicas - falou Hermione.
— Bom, pelo menos os explosivins são pequenos — disse Ron, quando voltavam uma hora depois ao castelo para almoçar.
- Sempre vendo pelo lado positivo das coisas - disse Ginny.
— São agora — disse Hermione, com uma voz exasperada — mas depois que o Hagrid descobrir o que eles comem, imagino que vão atingir um metro e meio de comprimento.
- Ok, o lado positivo acabou de parar de existir.
— Bom, isso não vai fazer diferença se descobrirem que eles curam enjoo ou outra coisa qualquer, não é? — disse Ron, sorrindo sonsamente para a amiga.
— Você sabe perfeitamente bem que eu só disse aquilo para calar a boca de Malfoy — retrucou Hermione. — Aliás, acho que ele tem razão. O melhor que podíamos fazer era acabar com os bichos antes que eles comecem a nos atacar.
- Quando todo mundo concorda com Malfoy, você sabe que é o fim do mundo - disse Neville.
- É, algo está muito errado nas aulas de Hagrid - falou James.
Os garotos se sentaram à mesa da Grifinória e se serviram de costeletas de cordeiro com batatas. Hermione começou a comer tão rápido que Harry e Ron ficaram olhando para ela.
- A pessoa não pode nem comer em paz mais - disse Hermione.
- Foi estranho, Mione - falou Ron - Foi muito mais rápido do que normal.
— Hum, essa é a sua nova posição em favor dos direitos dos elfos? — perguntou Ron. — Em vez de não comer, comer depressa para vomitar?
— Não — respondeu Hermione com toda a dignidade que conseguiu reunir tendo a boca cheia de couves-de-bruxelas. — Só quero chegar à biblioteca.
- O que você não faz para estudar - disse Lily, sorrindo.
— Quê?— exclamou Ron incrédulo. — Mione, é o primeiro dia de aulas! Ainda nem passaram dever de casa pra gente!
- E daí? Sempre tem algo para aprender. Não precisa esperar os professores - disse Frank.
Hermione sacudiu os ombros e continuou a devorar a comida como se não comesse há dias. Em seguida se levantou e disse:
— Vejo vocês no jantar! — e saiu apressadíssima.
Quando a sineta tocou para anunciar o início das aulas da tarde, Harry e Ron se dirigiram à Torre Norte, onde, no alto de uma estreita escada em caracol, uma escada de mão prateada levava a um alçapão no teto e à sala em que morava a Professora Sybill Trelawney.
- Vamos ter que ouvir de novo sobre essa mulher? - falou Lene.
- Tenta ter aula com ela - falou Hermione, de mal humor.
O já conhecido perfume doce que saía da lareira veio ao encontro das narinas dos garotos quando eles chegaram ao topo da escada.
- Nunca mais vou conseguir pensar em outra coisa que não essas aulas quando sentir esse cheiro.
Como sempre, as cortinas estavam fechadas; e a sala circular, banhada por uma fraca luz avermelhada projetada por várias lâmpadas cobertas por lenços e xales. Harry e Ron caminharam entre as cadeiras e pufes forrados de chintz, já ocupados, e se sentaram à mesma mesinha redonda.
— Bom dia! — disse a etérea voz da professora às costas de Harry, causando-lhe um sobressalto.
- Não tinha nem ouvindo ela chegando - falou Harry.
Uma mulher magra com enormes óculos que faziam seus olhos parecerem demasiado grandes para o rosto,
- Acho que ela acha estiloso esse óculos.
a professora mirava Harry com a expressão trágica que fazia sempre que o via.
- Por causa da sua morte trágica.
Os numerosos colares e pulseiras habituais faiscavam em seu corpo às chamas da lareira.
- Quase uma poluição visual - falou Ginny.
— Você está preocupado, meu querido — disse ela tristemente a Harry. — Minha Visão Interior transpõe o seu rosto corajoso e chega dentro de sua alma perturbada.
- Bom saber que ela consegue enxergar a alma dele - disse Lily irônica.
E lamento dizer que suas preocupações têm fundamento. Vejo tempos difíceis em seu futuro, ai de você... Dificílimos...
- Pela primeira vez, ela tem razão - falou Harry.
- Também, não é nada difícil acertar que sua vida será difícil - disse Hermione.
Receio que a coisa que você teme realmente venha a acontecer... E talvez mais cedo do que pensa...
- É ótimo é como ela não é vaga - ironizou Lene.
Sua voz foi baixando até virar quase um sussurro. Ron revirou os olhos para Harry, que lhe retribuiu com um olhar impassível.
- Já estava esperando algo assim mesmo - disse, dando de ombros.
A Professora Sybill deixou os garotos, com um movimento ondulante, e se sentou na grande bergere diante da lareira, de frente para a turma.
- Para ter uma visão melhor dos alunos, claro.
Lavender Brown e Parvati Patil, que a admiravam profundamente, estavam sentadas em pufes muito próximos à professora.
- Não sei o que elas veem nessa mulher - disse Alice.
- Eu acho que elas querem acreditar que tenha alguém capaz de ver o que irá acontecer - disse Ron.
— Meus queridos, está na hora de estudarmos as estrelas — disse ela. — Os movimentos dos planetas e os misteriosos portentos que eles revelam somente àqueles que compreendem os passos da coreografia celestial. O destino humano pode ser decifrado pelos raios planetários que se fundem...
Hermione resmungou. O que a humanidade tinha a ver com raios planetários?
Mas os pensamentos de Harry tinham se afastado.
- Não te culpo, qualquer coisa é mais interessante que isso - disse Lily.
As chamas perfumadas sempre o deixavam sonolento e embotado, e os discursos desconexos da professora sobre adivinhação nunca conseguiam mantê-lo exatamente fascinado
- Finalmente você está agindo como um estudante normal - falou James, aliviado.
– embora não pudesse deixar de refletir sobre o que ela acabara de dizer: "Receio que a coisa que você teme realmente venha a acontecer..."
- Mas você pode temer muitas coisas - falou Alice - Ninguém só tem um medo.
Mas Hermione tinha razão, pensou Harry, irritado, Sybill era realmente uma velha charlatã.
- Obrigada, Harry.
- De nada.
Ele não estava com medo de absolutamente nada naquele momento...
Regulus revirou os olhos. Tão grifinório.
Bom, a não ser talvez o medo de que Sirius tivesse sido apanhado... Mas o que sabia a professora?
- Absolutamente nada.
Harry já chegara à conclusão, havia muito tempo, de que a adivinhação dela não passava de palpites ocasionalmente certos e um jeito misterioso de apresentá-los.
- É quase como um horóscopo trouxa - falou Alice.
- Ei, eu acredito neles - falou Lissy - Eles sempre batem comigo.
Alex revirou os olhos.
Exceto, naturalmente, aquela vez no fim do último trimestre, quando predissera o retorno de Voldemort ao poder... E o próprio Dumbledore era de opinião que o transe de Sybill fora genuíno, quando Harry lhe contara...
- Mas isso foi só algo ocasional. Ela estava completamente diferente - falou Regulus.
- Você está certo.
— Harry! — murmurou Ron.
— Quê?
Harry olhou para os lados, a turma inteira o observava. Ele se sentou direito, estivera quase cochilando, perdido em meio ao calor e aos seus pensamentos.
- Aquele momento que você dorme no meio da aula e o professor chama sua atenção - falou Josh - Tão irritante.
- O professor merece atenção - defendeu Hermione.
— Eu estava dizendo, meu querido, que você sem dúvida nasceu sob a influência nefasta de Saturno — disse a Professora Sybill, com um leve quê de mágoa na voz pelo fato de que o garoto obviamente não estivera pendurado em suas palavras.
- Se você realmente desse assunto, ele prestaria atenção.
— Nasci sob o quê... Perdão? — disse Harry.
Sob a influência de uma profecia, pensou Harry amargo.
— Saturno, querido, o planeta Saturno! — disse a professora, parecendo irritada que ele não tivesse prestado atenção à informação. — Eu estava dizendo que Saturno com certeza estava numa posição dominante no céu na hora em que você nasceu... Seus cabelos escuros... Sua baixa estatura...
- É de família, isso, querida - falou Lily - Só genética mesmo.
Suas perdas trágicas na infância... Acho que estou certa ao afirmar, meu querido, que você nasceu em pleno inverno?
- Ah sim, um inverno tão rigoroso que parecia até que eu estava na Rússia - Harry revirou os olhos.
— Não — respondeu Harry. — Nasci no verão.
- Foi quase - falou Fred, entre risadas.
Ron se apressou em transformar uma risada em um forte acesso de tosse.
- Meu pobre irmão, tão doente - ironizou George.
Meia hora depois, cada um dos alunos recebeu um mapa circular e tentou desenhar a posição dos planetas na hora do seu nascimento.
- Se ela, que é a professora, não consegue nem acertar a estação que Harry nasceu, imagina eles - falou Dorcas.
Era um trabalho enjoado, que exigia muitas consultas a tabelas horárias e cálculos de ângulos.
- E não serve para nada - falou Ron.
— Eu tenho dois Netunos aqui — disse Harry, depois de algum tempo, olhando insatisfeito o seu pergaminho — isso não pode estar certo, pode?
— Aaaaah — exclamou Ron, imitando o sussurro místico da professora — quando dois Netunos aparecem no céu é um sinal seguro de que um anão de óculos está nascendo, Harry...
- Só falta essa mesmo - falou Neville, rindo.
Seamus e Dean, que estavam sentados próximos, riram alto, embora não tão alto a ponto de abafar os gritinhos excitados de Lavender Brown:
— Ah, Professora Sybill, olhe! Acho que tenho um planeta oculto! Aaaah, qual é esse, professora?
— É Urano, minha querida — disse a professora examinando o mapa.
— Posso dar uma olhada no seu Urano, também, Lavender? — perguntou Ron.
- UAU, RON! ESSA FOI DIRETA! - falou Fred, observando com prazer o seu irmão ficar vermelho.
- Nunca soube que você era assim - concordou George.
- Conquistador - completou Harry.
Por infelicidade, a professora o ouviu e talvez tenha sido por isso que no fim da aula passou para a turma tanto dever de casa.
- Nem um pouco vingativa.
— Quero uma análise detalhada do modo com que os movimentos dos planetas vão afetá-los no próximo mês, tendo em vista o seu mapa pessoal — disse ela secamente, parecendo mais a Professora Minerva do que a fada etérea de sempre. — Para entregar na próxima segunda-feira, e não aceito desculpas!
- Radical ela.
— Diabo de morcega velha — exclamou Ron com amargura, quando eles se reuniram aos alunos que desciam as escadas para jantar no Salão Principal. — Isso vai nos tomar todo o fim de semana, ah vai...
- O problema nem é esse, é o conteúdo do trabalho - falou Frank.
— Muito dever de casa? — indagou Hermione animada, alcançando-os. — A Professora Vector não passou nada para nós.
- Passa na cara mesmo.
— Palmas para a Professora Vector — retrucou Ron mal-humorado.
Os três chegaram ao saguão de entrada, que estava lotado de gente fazendo fila para o jantar. Tinham acabado de entrar no fim da fila, quando uma voz alta soou às costas deles.
— Weasley! Ei, Weasley!
Harry, Ron e Hermione se viraram. Malfoy, Crabbe e Goyle estavam parados ali, cada qual parecendo mais satisfeito.
- Ele não consegue passar um dia sem nos irritar - resmungou Harry.
— Que é? — perguntou Ron rispidamente.
— Seu pai está no jornal, Weasley! — disse Malfoy brandindo um exemplar do Profeta Diário, e isso bem alto para que todas as pessoas aglomeradas no saguão pudessem ouvir.
- Sinto que não vem nada bom - falou James.
- Sabia disso desde que ouvi o nome Malfoy - retrucou Sirius.
— Escuta só isso!
NOVOS ERROS NO MINISTÉRIO DA MAGIA
Pelo visto os problemas no Ministério da Magia ainda não chegaram ao fim,
- Até porque é meio impossível chegar ao fim - falou Hermione.
informa nossa correspondente especial Rita Skeeter. Recentemente censurado por sua incapacidade de controlar multidões durante a Copa Mundial de Quadribol, e ainda devendo à opinião pública uma explicação para o desaparecimento de uma de suas bruxas, ontem o Ministério enfrentou novo constrangimento com as extravagâncias de Arnold Weasley, da Seção de Controle do Mau Uso dos Artefatos dos Trouxas.
Malfoy ergueu os olhos.
— Imagina, nem escreveram direito o nome dele, Weasley, é quase como se ele não existisse, não é?
- A não existência dele é superior que toda a sua vida - afirmou Ron, friamente.
Todos no saguão agora prestavam atenção. Malfoy esticou o jornal com um gesto largo e continuou a ler:
Arnold Weasley, acusado de possuir um carro voador há dois anos, envolveu-se ontem numa briga com guardiões trouxas da lei (policiais) por causa de latas de lixo extremamente agressivas. O Sr. Weasley parece ter ido socorrer "Olho-Tonto" Moody, um ex-auror idoso, que se aposentou do Ministério ao se tornar incapaz de distinguir um aperto de mão de uma tentativa de homicídio. Ao chegar à casa do ex-auror, fortemente guardada por um funcionário verificou, sem surpresa, que, mais uma vez, o Sr. Moody dera um alarme falso.
- É melhor se precavido - falou Frank.
Em consequência, o Sr. Weasley foi obrigado a alterar muitas memórias para poder escapar dos policiais, mas se recusou a responder às perguntas do Profeta Diário sobre as razões que o levaram a envolver o Ministério nesse episódio pouco digno e potencialmente embaraçoso.
- E o que eles queriam que Arthur fizesse? - retrucou Alice, indignada.
— E tem uma foto, Weasley! — acrescentou Malfoy, virando o jornal e mostrando-a. — Uma foto de seus pais à porta de casa, se é que se pode chamar isso de casa! Sua mãe bem que podia perder uns quilinhos, não acha?
- Eu odeio tanto esse menino - falou Alice.
- Ele é muito preconceituoso - concordou Lily.
Ron tremia de fúria. Todos o encaravam.
— Se manda, Malfoy — disse Harry. — Vamos Ron...
Lily agradeceu mentalmente a Harry por tentar tirar Ron de lá. Nada adiantava discutir com pessoas assim.
— Ah, você esteve visitando a família no verão, não foi, Potter? — caçoou Malfoy. — Então me conta, a mãe dele parece uma barrica ou é efeito da foto?
- Malfoy estava muito interessado na sua opinião - Regulus revirou os olhos.
— Você já olhou bem para sua mãe, Malfoy? — respondeu Harry, ele e Hermione seguravam Ron pelas costas das vestes para impedi-lo de partir para cima do outro. — Aquela expressão na cara dela, de quem tem bosta debaixo do nariz?
- MUITO BOA, HARRY! - gritou Sirius e depois explodiu em risadas. Narcissa seria uma pessoa linda, mas a cara de ódio que ela sempre tinha não deixava.
Ela sempre teve aquela cara ou foi só porque você estava perto dela?
- Desde sempre infelizmente, embora possa ter piorado depois que Draco nasceu - comentou Sirius.
O rosto pálido de Malfoy corou levemente.
— Não se atreva a ofender minha mãe, Potter.
- Por quê? Você pode ofender a dele e ele não pode ofender a sua? - falou Regulus, irritado. Se não sabia se defender, nem comece uma briga.
— Então vê se cala essa boca — disse Harry, dando as costas ao colega.
- Essa não... - falou Regulus, prevendo o que iria acontecer.
BANGUE!
Várias pessoas gritaram – Harry sentiu uma coisa branca e quente arranhar o lado do rosto
- Foi por pouco - falou Alice, irritada. Malfoy se atrevia a atacar Harry?
– mergulhou a mão nas vestes para apanhar a varinha,
- Isso, Harry, já estava querendo ver uma boa briga há muito tempo - falou James, animado. Lily não se deu o trabalho de reclamar com ele, porque francamente, ela queria ver Malfoy sangrando um pouco.
mas antes que chegasse sequer a tocá-la, ouviu um segundo estampido e um berro que ecoou pelo saguão de entrada.
Frank franziu a testa, confuso. Não esperava por essa.
— AH, NÃO VAI NÃO, GAROTO!
Harry se virou. O Professor Moody descia mancando a escadaria de mármore. Tinha a varinha na mão e apontava diretamente para uma doninha muito alva, que tremia no piso de lajotas, exatamente no lugar em que Malfoy estivera.
- Não me diga que... - Sirius começou a perguntar.
- Sim. Malfoy virou uma doninha - falou Harry com um sorriso largo. Claro que todos os outros explodiram em risadas depois disso.
Fez-se um silêncio aterrorizado no saguão. Ninguém exceto Moody mexia um só músculo.
- Acho que ninguém esperava isso de um professor - disse Ron.
- É um comportamento estranho - observou Regulus. Por um lado, achava bom. Mas tinha algo esquisito na situação toda.
Ele se virou para olhar Harry – pelo menos, o olho normal estava olhando para Harry; o outro estava apontando para dentro da cabeça.
- Nem um pouco assustador - disse Lily.
— Ele o mordeu? — rosnou o professor. Sua voz era baixa e áspera.
— Não — respondeu Harry — por pouco.
- Eu ia matá-lo se fizesse isso - falou Regulus, tranquilamente. Hermione o olhou espantada.
Harry não tinha duvidas de que ele estava falando sério. E talvez isso devesse assustá-lo, mas só o fez se sentir contente. Por toda sua vida, não tinha tido ninguém disposto a matar alguém por ele. Nem mesmo Ron, Hermione e Ginny. Eles eram nobres demais para isso; só matariam como último recurso. Então saber que alguém se importava com ele a esse ponto era bom, ainda que devesse ser errado. Harry sabia que mataria para proteger Regulus se fosse preciso, também. Ele era um dos seus melhores amigos agora e não iria aceitar que alguém o machucasse.
— DEIXE-O! — berrou Moody.
— Deixe... O quê? — perguntou Harry espantado.
— Não você, ele! — vociferou Moody,
- Ainda bem - falou Lily.
apontando o polegar por cima do ombro para Crabbe, que acabara de congelar em meio a um gesto para recolher a doninha branca.
- Ele estava sendo um bom amigo - disse Alice, espantada.
- Sonserinos são leais aos seus.
Parecia que o olho giratório de Moody era mágico e enxergava através da nuca do professor.
- Talvez seja - falou Frank.
Moody começou a mancar em direção a Crabbe, Goyle e a doninha, que soltou um guincho aterrorizado e fugiu em direção às masmorras.
- A fuga de Malfoy como doninha - falou James entre risos.
— Acho que não! — rugiu Moody, tornando a apontar a varinha para a doninha, ela subiu uns três metros no ar, caiu com um baque úmido no chão e quicou de novo para cima.
Sirius deu um sorriso cruel. O que ele teria dado para ver isso.
— Não gosto de gente que ataca um adversário pelas costas — rosnou Moody, enquanto a doninha quicava cada vez mais alto, guinchando de dor. — Um ato nojento, covarde, reles...
- Ele está certo - falou Sirius.
A doninha voava pelo ar, as pernas e a cauda sacudiam descontroladas.
— Nunca... Mais... Torne... A... Fazer... Isso — continuou o professor, destacando cada palavra para a doninha que batia no piso de pedra e tornava a subir.
- Aposto que ele nunca vai esquecer disso - falou Snape.
— Professor Moody! — chamou uma voz chocada.
A Professora Minerva vinha descendo a escadaria com os braços carregados de livros.
- Sempre ocupada - disse Sirius.
— Olá, Professora McGonagall — cumprimentou Moody calmamente, fazendo a doninha quicar ainda mais alto.
- Como se fosse uma ação diária - falou Ron.
— Que... Que é que o senhor está fazendo? — perguntou a professora seguindo com o olhar a subida da doninha no ar.
— Ensinando — respondeu ele.
- Mais ou menos, né.
— Ensinan... Moody, isso é um aluno? — gritou a professora, os livros despencando dos seus braços.
- Opss. Acho que alguém vai ficar irritada.
— É.
— Não! — exclamou ela, descendo a escada correndo e puxando a própria varinha, um momento depois, com um estampido, Draco Malfoy reapareceu, caído embolado no chão, os cabelos lisos e louros sobre o rosto agora muito vermelho.
- Parece que alguém perdeu a graça - falou Harry, zombando.
Ele se levantou, fazendo uma careta.
- Pelo menos, ele não está xingando Moody - falou Ron.
— Moody, nunca usamos transformação em castigos! — disse a professora com a voz fraca. — Certamente o Professor Dumbledore deve ter lhe dito isso?
- É a cara de Dumbledore esquecer disso - falou Harry.
— É, talvez ele tenha mencionado — respondeu Moody, coçando o queixo displicentemente — mas achei que um bom choque...
— Damos detenções, Moody! Ou falamos com o diretor da casa do faltoso!
- Mas isso não seria tão divertido - disse Fred.
— Vou fazer isso, então — disse Moody, encarando Malfoy com intenso desagrado.
- Parece que Moody não gosta de Malfoy - falou James.
- Percebeu agora? - retrucou Remus.
O garoto, cujos olhos claros ainda lacrimejavam de dor e humilhação,
- Coitadinho - ironizou Lily.
ergueu o rosto maldosamente para Moody e murmurou alguma coisa em que se distinguiam as palavras "meu pai".
- Tão repetitivo, francamente - Alice revirou os olhos.
— Ah, é? — disse Moody em voz baixa, aproximando-se alguns passos, a pancada surda de sua perna de pau ecoando pelo saguão. — Bom, conheço seu pai de outras eras, moleque...
- Com certeza - falou Harry secamente.
Diga a ele que Moody está de olho no filho dele... Diga-lhe isso por mim... Agora, imagino que o diretor de sua casa seja o Snape, não?
- O que eu tenho a ver com isso? - disse Snape.
— É — respondeu Malfoy cheio de rancor.
— Outro velho amigo — rosnou Moody. — Estou querendo mesmo conversar com o velho Snape... Vamos, seu...
- Ótimo, sobrou para mim - resmungou Snape.
E segurando o garoto pelo antebraço saiu com ele em direção às masmorras.
A Professora Minerva acompanhou-os com um olhar ansioso por alguns momentos, depois apontou a varinha para os livros, fazendo-os subir no ar e voltar aos seus braços.
- Tudo de volta ao normal agora - falou Ron.
- Aposto que se não fosse um estudante sonserino, ela irá acompanhá-lo para ter certeza que ele está bem - falou Regulus.
- Ela é justa! - protestou Hermione.
- Não com a sonserina.
— Não falem comigo — disse Ron em voz baixa para Harry e Hermione, quando se sentaram à mesa da Grifinória alguns minutos mais tarde, cercados por alunos excitados por todos os lados que comentavam o que acabara de acontecer.
- Quem não adorou?
— Por que não? — perguntou Hermione, surpresa.
- Você já está o contrariando - disse Alice.
— Porque quero gravar isso na memória para sempre — disse Ron, com os olhos fechados e uma expressão de enlevo no rosto. — Draco Malfoy, a fantástica doninha quicante...
- Devíamos ter continuado a chamá-lo assim - disse Hermione.
Harry e Hermione riram, e a garota começou a servir bife de caçarola no prato dos dois.
— Ele poderia ter realmente machucado Malfoy — comentou ela. — Foi bom a Professora Minerva ter feito ele parar...
- Ele sabia o que estava fazendo - defendeu Ginny.
— Mione! — exclamou Ron furioso, os olhos se abrindo repentinamente. — Você está estragando o melhor momento da minha vida!
- Desculpe, desculpe - falou a garota.
Hermione soltou uma exclamação de impaciência e começou a comer outra vez em alta velocidade.
- Você só faz isso agora.
— Não me diga que vai voltar à biblioteca hoje à noite? — perguntou Harry, observando-a.
- Como adivinhou?
— Preciso — respondeu Mione indistintamente. — Muito que fazer.
— Mas você nos disse que a Professora Vector...
— Não é dever de escola.
- Então o quê...
- Vocês vão saber, acredite em mim - falou Ron com um tom levemente desesperado.
Em cinco minutos ela limpara o prato e fora embora.
Nem bem a garota tinha saído e sua cadeira foi ocupada por Fred Weasley.
- Sou rápido - falou Fred.
- Estou vendo - falou Lene.
— Moody! — disse ele. — Ele é legal?
— Pra lá de legal — disse George, sentando-se defronte a Fred.
- Invasão total, é isso? - falou Frank.
— Superlegal — disse o melhor amigo dos gêmeos, Lino Jordan, escorregando para o lugar ao lado de George.
- Comigo vocês não sentavam - reclamou Ginny.
- Desculpe - falou Fred, francamente sentindo-se culpado. Nunca dera muita atenção a Ginny na escola
— Tivemos ele hoje à tarde — disse Lee a Harry e Ron.
— Como foi a aula? — perguntou Harry ansioso.
Fred, George e Lee trocaram olhares cheios de significados.
- Ou foi muito boa ou muito ruim - falou Sirius.
— Nunca tive uma aula igual — disse Fred.
- Tão interessante assim? - falou Frank.
— Ele sabe das coisas, cara — disse Lee.
- Finalmente, alguém capaz de ensinar, fora Remus - disse Lily.
Harry perguntou-se como a mãe reagiria ao saber a verdade sobre Moody.
— Do quê? — perguntou Ron, curvando-se para frente.
— Sabe o que é estar lá fora fazendo as coisas — disse George cheio de importância.
- Lutando, sobrevivendo - comentou Neville.
— Que coisas? — perguntou Harry.
— Combatendo as Artes das Trevas — disse Fred.
— Ele já viu de tudo — disse George.
- Ou seja, alguém que realmente tem experiência - disse Ginny.
— Fantástico — exclamou Lee.
Ron enfiara a cabeça na mochila à procura do seu horário.
— Não vamos ter aula com ele até quinta-feira! — disse, desapontado.
- As melhores aulas sempre demoram para chegar - falou Lene, simpática.
¹ - Ok, eu não pude resistir de fazer uma pequena insinuação sobre Drarry. Interpretem do jeito que quiserem
