O mundo pode ser um lugar desagradável
Você sabe disso, eu sei disso, yeah
Nós não temos que cair em desgraça
Abaixe as armas com as quais você luta
Mate-os com bondade
Kill Em With Kindness — Selena Gomez
Madrid, Espanha
07 de Outubro de 1818
— G ente, dá só uma olhada! — Apolo exclamou, abrindo os braços e se virando para os amigos do clã. — Estamos em Madrid!
E, melhor que isso, estavam em uma praça de Madrid. Uma movimentada, com lojas, com comida, com pessoas… Ah, com algumas moças belíssimas, e alguns cavalheiros muito, muito atraentes. Apolo estava dividido entre querer sair correndo pelo lugar, entre as pessoas, e vendo tudo, e entre ficar perto dos Flores.
— Vocês são muito lentos! — ele comentou, correndo no lugar, quase pulando tentando animar o resto de seus amigos.
— Apolo, acalme-se um pouco. Não viemos aqui para isso. — Letitia recomendou.
O caçador deu de ombros e abriu um sorriso lascivo, correndo até Charles e pulando nas costas dele.
— Besteira. E você hein Charles, o que me diz? Quer dar uma volta comigo?
Charles visivelmente não estava no humor. Desde a leitura de cartas, ele tinha se fechado para brincadeiras de forma geral, e não deixava Rosa sair debaixo de suas vistas. Tinha sido com bastante relutância que ele deixara a filha com a avó naquela tarde para que pudesse trabalhar com o resto do clã.
— Apolo, esse não é nosso objetivo. — ele respondeu, tirando o colega de cima dele.
— Ah, que isso gente! Santiago?
O marinheiro nem respondeu.
O sorriso no rosto de Apolo murchou, e ele tentou não parecer muito desanimado. Eles eram Flores, conhecidos por serem o clã mais animado de todos!
— Bem. Vocês que sabem. — o caçador olhou em volta um pouco e seus olhos pousaram sobre uma cigana de longos cabelos negros e um vestido de forte amarelo.
Ele sorriu.
— Já que vocês querem ser tão chatos hoje, tudo bem, vão aí perder tudo que Madrid tem a oferecer. Eu vou procurar algo com o que me ocupar. Com licença.
— Apolo! — Letitia o chamou, mas já era tarde.
Apolo saiu andando pela multidão até um outro grupo de ciganos e, mais especificamente, a uma colega de clã. Ela não estava na leitura de cartas de dias atrás, portanto, não tinha motivos para estar desumanamente preocupada. Assim, ele provavelmente conseguiria arrastá-la com ele para alguma nova aventura pela cidade, enquanto os chatos do resto do clã ficavam para trás remoendo uma leitura de tarô.
Bem, não era sua culpa. Tinha tentado, repetidamente, avisar a eles que leituras eram subjetivas, mas Letitia tinha cismado com a parte sobre "mudar de atitude" e Charles tinha muita certeza de que a leitura era especificamente sobre Rosa, então se tornara uma versão fechada e ansiosa de si mesmo.
Apolo bem tinha tentado os acalmar, mas eventualmente aceitara que a única coisa que poderia fazer era esperar que eles se envolvessem com outra coisa, o bastante para descansarem as cabeças. Até lá…
— Pietra Rose? — ele chamou, correndo até a garota e a abraçando com força e carinho típicos de seu jeito cigano.
Ele sentiu Pietra se retrair de susto em seus braços, mas rapidamente a caçadora o reconheceu e abriu um sorriso doce. Apolo tentou não se animar demais e a soltou. Pietra diferia do restante do clã no que se referia a afeições. Ela não gostava de casos rápidos e fogos em rastro de palha como acontecia facilmente com Apolo e Charles, por exemplo. Talvez por isso o caçador nunca sabia como se aproximar dela, mas ela parecia ter se acostumado.
Ao menos, ele esperava que sim.
— Oi, Apolo!
Ele a soltou do abraço e passou um braço pelos ombros da cigana, começando a arrastá-la consigo pela cidade.
— E aí, Madrid! Belíssimas as moças daqui, veja só! — ele comentou, lançando uma piscadela para duas garotas que caminhavam juntas. Elas deram uma risadinha e seguiram o caminho delas. — E os cavalheiros também.
Para o grupo de rapazes, Apolo olhou com discrição.
— É uma cidade de oportunidades. — Pietra murmurou.
Apolo quase respondeu "sim, com certeza", mas olhou para o rosto dela e rapidamente percebeu que ela pensava em algo. Pietra tinha esse jeitinho todo dela, um jeito doce, inocente, um jeito que podia passar a impressão de que ela era… lenta? Mas Apolo a conhecia melhor. Ela estava sempre pensando em alguma coisa.
— Que oportunidades estão correndo em sua cabeça agora?
Ela o olhou por um instante, e Apolo tentou não se distrair com a forma como ela mordeu o lábio, pensando se devia falar ou não. Ele sabia que ela gostava de resolver as coisas com as próprias mãos, mas queria, se pudesse, ajudar. Se importava com ela. Com o clã.
— Pietra, posso ajudar a…
— Veja. — ela passou a mão pelo pescoço e puxou a corrente que sempre carregava consigo.
— Sim. Seu colar de infância. O que tem?
O pai de Pietra tinha a encontrado, recém-nascida, no meio de uma floresta ao lado de onde uma caravana de Flores tinha passado. A única coisa com Pietra além dos cobertores onde ela estava enrolada era um colar de prata com um medalhão. De um lado do medalhão estavam gravadas várias flores em alto relevo. Do outro, uma frase em alguma língua que ninguém do clã conseguira traduzir para ela. Não sabiam sequer de que língua se tratava.
Apolo soltou um "ah", baixinho. Agora estava entendendo qual era o objetivo de Pietra ali.
— Quer encontrar um tradutor?
— Bem… Sim…
O caçador estalou a língua, um pouco ansioso. Ele pegou Pietra pelo pulso e arrastou com ele para o beco mais próximo, um local vazio e mais silencioso, onde podiam conversar sem tanta gente encarando os dois ciganos descalços que tinham chegado na cidade.
— Pietra… Você sabe que eu também não conheço meu pai, não é? Minha mãe era a única pessoa que sabia, e ela morreu sem dizer a ninguém.
O caçador sabia que já tinha passado por aquela conversa com ela vezes demais. Os dois compartilhavam um laço estranho. Nenhum deles conhecia os pais, exatamente, mas a forma como lidavam com isso não poderia ser diferente.
Apolo não queria impedir Pietra de procurar a verdade. Céus, a ajudaria se assim quisesse. Porém, ele não estava exatamente certo de que ela estava se decidindo sobre o assunto de cabeça suficientemente fria para não acabar se arrependendo depois.
— Sim, eu já sei disso.
— Eu sei que sabe. Eu fiz as pazes com isso. Você tem certeza de que quer perseguir essa história? Eu já te disse… Tavez seja melhor não saber. Você pode não gostar do que vai encontrar.
— E eu já disse… — ela respirou fundo e plantou os pés no chão, assumindo uma postura firme. — Já disse que não pode ser pior do que eu imaginei.
Apolo suspirou. Não adiantava. Ela estava muito decidida. A única coisa que ele poderia fazer agora era ajudar, para que estivesse por perto durante o processo… E a amparasse se algo desse errado.
— Ok. Ok, ok, se você quer… — o caçador olhou para a rua, vendo Letitia e os outros muito ao longe. — Que tal se chamarmos os outros para ajudar? Eles estão precisando de uma distração.
Ele tentou não parecer ansioso ao dizer isso, mas era como dizer a uma formiga para fugir do açúcar. Apolo era muito hiperativo para disfarçar quando algo o deixava ansioso ou preocupado.
— Eu vou ficar bem, Apolo…
— Ok, ok eu sei que vai. Sim, eu quero eles com a gente porque estou preocupado. Mas não é mentira. Eles realmente precisam da distração. E então?
Ele ficou nas pontas dos pés, quase pulando no lugar, enquanto via Pietra pensando com sua mesma expressão inocente. Os poucos segundos que ela levou para se decidir foram como horas e horas para ele que estava a ponto de arrastá-la de volta pelas ruas até o resto do clã e pedir ajuda a eles antes que ela se resolvesse, mas enfim, ela respondeu.
— Ok. Ok, ter Letitia junto pode ajudar.
— Isso! Vem comigo!
Ele saiu correndo pela cidade no mesmo instante, parando apenas por tempo o bastante para ver se ela o seguia. Era perfeito! Ele queria mesmo uma aventura, e perseguir uma pista com Pietra era uma ótima forma de conseguir isso. Sem falar que, sendo para ajudar uma companheira caçadora, o resto do clã não ia negar ajuda.
Apolo pediu desculpas a várias pessoas pelo caminho, esbarrando nelas como estava. Recebendo risadinhas de alguns e olhares de reprovação de outros, ele atravessou aquele pequeno pedaço de Madrid com Pietra em seu encalço, e logo reconheceu Santiago ao longe, se destacando das pessoas pelas tatuagens no corpo.
— Gente! Gente! — ele gritou, acenando para o trio.
Para sua surpresa, Letitia parecia um pouco brava. Não era algo que se via sempre. Santiago e Charles também não pareciam em seus melhores estados de espírito.
— Onde você estava?! — a líder perguntou, frustrada. — Não suma desse jeito, nos mata de preocupação!
— Ah… — ele de repente, pareceu se dar conta de que saíra correndo sem dizer para onde, e em uma cidade grande como aquela, um cigano poderia até ser preso. Tinha sido um risco muito sério sair desse jeito. — Desculpe…
— Apolo, estamos em um lugar grande e cheio. — Santiago comentou. — É muita irresponsabilidade sua… — ele parou de falar assim que olhou em volta e viu que Charles tinha deixado o grupo para ir flertar com uma das damas da cidade.
O marinheiro grunhiu e foi até o caçador, o puxando de volta pela gola da camisa. Charles ainda tentou se espernear um pouco de volta mas acabou cedendo e acompanhando Santiago de volta para o grupo.
— Ok, agora chega. — Santiago reclamou. Ainda estava com a voz calma, mas o clã o conhecia o bastante para saber que por dentro ele estava ficando bem furioso. — Nós vamos ficar juntos, entendido? Nós cinco! Não é pra sair passeando por aí!
Apolo fechou a cara por um tempo, mas no instante seguinte percebeu como aquilo era uma oportunidade maravilhosa.
— Bem… Se temos que ficar todos juntos então vocês vão ter que ajudar a gente.
O caçador cutucou Pietra com o cotovelo e a garota, ainda parecendo um pouco indecisa, pegou seu colar e virou a frase do pingente para os colegas.
— Eu quero encontrar um tradutor. Alguém para me ajudar com isso.
— Ela está bem decidida. — Apolo comentou. — Acho que se a gente não ajudar é capaz dela sair sozinha por aí…
Ele tentou não sorrir depois de falar, mas falhou. Pelo bem ou pelo mal, eventualmente, conseguia argumentar a ponto de conseguir o que queria.
— E, bem, sabem, não posso deixá-la sozinha em Madrid, então eu iria atrás dela e...
— Tudo bem. — Letitia respondeu, se dando por vencida. — Vamos encontrar seu tradutor Pietra, mas à noite vamos fazer o nosso trabalho, entendido?
O sorriso no rosto de Pietra deixou claro que aquilo era mais que o suficiente para ela, e Apolo não pode deixar de sentir uma satisfação no peito. Sabia exatamente o quanto aquilo significava para ela. Podia ter desistido de encontrar seu pai, até porque não tinha como e já fizera as pazes com isso, mas Pietra tinha uma pista. Ela tinha algo como que seguir. E se a angústia dela em procurar a mãe fosse minimamente similar à dele enquanto ainda pensava em encontrar o pai, ele sabia o que um raio de esperança significava para ela.
— Bem, então vamos andando! — ele anunciou, começando a caminhar.
— Apolo!
O caçador girou nos calcanhares, ansioso, virando para trás e olhando para sua líder. Já não tinham decidido? O que mais tinha para conversar?
— O que foi?!
— O centro é pra lá. — ela respondeu, apontando para a direção contrária.
Apolo riu. Ok, talvez ele pudesse mesmo acabar se perdendo.
O caminho até o centro estava cheio de pessoas das mais diversas classes sociais, em grupos de tamanhos diferentes e de idades diferentes, e todos, sem exceção, olhavam para os ciganos quando eles passavam. Os Flores recebiam todo tipo de atenção, do nojo dedicado aos ciganos ao respeito e admiração ganhos por salvar vidas. Embora estivesse acostumado, Apolo sentia o sangue ferver em vontade de responder cada mal-encarada que levava, mas aprendera ao longo de uma vida com os Flores que não ser sempre bem-vindo e, mais que isso, receber a ingratidão das mesmas pessoas cujas vidas estavam salvando dia após dia era parte do trabalho.
Ingratos, mas ainda civis. Ainda precisavam de proteção.
Ignorando as provocações como podiam, os Flores foram se aproximando de pessoas receptivas a eles. Era parte de ser um Flores. Era o que sabiam fazer melhor. De conversa em conversa, de pergunta em pergunta, não só conseguiram o endereço de um tradutor, como também elogios, agradecimentos e várias pessoas perguntando se podiam ajudar com algo. Pouco depois do Sol do meio-dia, o grupo de ciganos se viu parado na frente de um prédio muito bonito no centro da cidade.
Apolo viu os colegas caçadores hesitando na entrada, e Pietra encarando os pés sujos e descalços, tímida. Não sabia se era falta de jeito para entrar, nervosismo por estar finalmente prestes a descobrir o que aquela joia significava, ou uma mistura dos dois. Fosse o que fosse, Apolo não quis esperar, e entrou no local com as mãos nos bolsos e um enorme sorriso, um pouco convencido, que fez a recepcionista levantar um olhar bem surpreso para ele.
— Senhor?
Ele tentou não se ofender com a atenção exagerada que ela deu para as roupas de cigano e os pés descalços dele.
— Boa tarde, senhorita. — Apolo cumprimentou, abrindo um sorriso de galanteio e se debruçando sobre a bancada. — Será que a senhorita pode ajudar eu e meus amigos um pouquinho?
A mulher se levantou, agora parecendo um pouco nervosa. Apolo notou que ela olhava por cima do ombro dele, e ele olhou para trás, percebendo satisfeito que o restante do clã tinha entrado atrás dele.
— Senhor, eu não estou certa de que…
— Me chamo Apolo Flores. — ele interrompeu, segurando a mão dela e deixando um beijo educado. — Eu e meu clã estamos investigando algo e precisamos dar uma palavrinha com um tradutor que trabalha aqui.
À menção do nome "Flores" a postura da mulher mudou imediatamente.
— Senhor Flores… Estamos em perigo?
Apolo abriu a boca para responder mas antes que fizesse isso sentiu a mão de Letitia em seu ombro.
— Meu nome é Letitia Flores, eu sou a líder do clã. Não achamos que estejam em perigo senhorita, mas estamos conduzindo uma investigação muito séria ultimamente e seria saudável se as pessoas evitassem sair de casa à noite.
— Oh, céus… — a recepcionista fez um sinal da cruz três vezes e caminhou até uma porta ao lado, batendo na porta. — Senhor González? O clã de caçadores Flores quer ver o senhor.
O grupo esperou um pouco e a porta abriu, revelando um homem de idade avançada, já de cabelos brancos e óculos na ponta do nariz.
— Interessante… Entrem, entrem…
Apolo deu uma última piscada para a recepcionista e mais uma vez entrou na frente, sendo seguido pelo grupo. Ele deu uma boa olhada em volta. O escritório era cheio de estantes repletas de livros diferentes, tinha uma escrivaninha e uma pilha de papéis sobre elas e duas poltronas para visitantes.
— Então. Em que posso ajudá-los?
Ele se jogou em uma das poltronas e chamou Pietra para se sentar na outra. A caçadora parecia um pouco pequena, certamente tinha encolhido ao entrar em um lugar tão chique, mas não perdera a coragem. Ela tirou o colar de prata do pescoço e mostrou a parte de trás do medalhão para o tradutor.
— Senhor González… Estamos em uma investigação e seria de muita ajuda se pudesse traduzir essa frase para nós.
O homem pegou o colar e ajeitou os óculos no rosto, lendo o escrito. Apolo conseguiu ver Pietra remexendo as mãos no colo, nervosa, e olhou para o tradutor. Inexpressivo. Não dava para saber se ele tinha reconhecido o texto ou não.
— E então? — o caçador perguntou.
González se levantou, sem responder, e foi até uma das estantes. Apolo viu ele começar a abrir livros e comparar o texto com o colar que tinha em mãos. O caçador estava ficando nervoso por Pietra, mas sabia que não tinha milagre que pudesse fazer para acelerar o trabalho. Ele passou a mão por debaixo da mesa, segurando a da colega e tentando fazê-la se acalmar um pouco. Não fazia ideia do que seria mais assustador para ela: não receber resposta ou receber e não ser satisfatória.
Os poucos minutos que se passaram pareceram para Apolo, que detestava ficar parado sem fazer nada, uma eternidade, mas enfim o homem voltou até a mesa com um livro e se sentou.
— Persefonska zaščita. — ele leu, atrás do medalhão. — Está em esloveno. Uma língua meio dormente, nos últimos anos, mas era falada em uma porção do território agora pertencente ao Império Austríaco. Diria que essa jóia deve ser bem antiga para ter um escrito nessa língua. Em uma tradução livre seria algo como "Proteção Perséfone", ou "Guarda Perséfone". Não é uma tradução muito precisa.
González devolveu o colar para Pietra, e Apolo viu a testa dela se franzir enquanto ela encarava a jóia nas mãos.
Guarda Perséfone. O que raios era isso? Não queria dizer nada.
— Não tem mais nada, senhor? — ele perguntou, vendo Pietra colocar o colar no pescoço com um olhar de frustração.
— Não que eu tenha encontrado. Não é o que estavam procurando?
— Para dizer a verdade, senhor, não fazemos ideia.
Apolo se levantou e estendeu a mão para Pietra. O clã agradeceu e se despediu do tradutor e foram saindo de volta para as ruas de Madrid, a caçadora ainda parecendo bastante desapontada.
— Então! — Apolo comentou de repente, quando estavam de volta na rua. — Proteção Perséfone. Temos que descobrir o que é isso, não temos? Alguém deve saber de alguma coisa.
Santiago abriu um sorriso pequeno e foi acompanhado de Letitia e Charles, que passou um braço nas costas de Pietra.
— Com certeza. Amanhã mesmo começamos a perguntar por aí. Mas agora… Apolo tinha comentado algo sobre "festas" na cidade. Talvez devêssemos ir, hã?
Pietra deu um sorriso pequeno, e os quatro abraçaram a garota, em grupo, no meio da rua. Podiam ser um grupo estranho para quem visse por fora, mas não ligavam para isso agora. Especialmente Apolo, já acostumado a atrair atenções desejadas ou não. Sabia que o clã o via como uma criança, mas em parte, ele mesmo via todo o clã como seu para cuidar. Isso incluía Pietra. Estava decidido: ia ajudá-la a encontrar a verdade.
