E agora eu estou totalmente na sua, o que você esperava?
Mas você não vai para casa comigo hoje à noite
Você só quer atenção, você não quer o meu coração
Talvez você só odeie pensar em mim com alguém novo
Sim, você só quer atenção, eu sabia desde o começo
Você só está se certificando de que eu nunca te supere, oh
Attention — Charlie Puth
Londres, Inglaterra
16 de Outubro de 1818
Quando Aaron voltou para o laboratório na Torre de Londres, Alban não estava mais lá e Thomas ainda não tinha chegado, de forma que ele encontrou apenas Lily debruçada sobre seu microscópio e fazendo mais anotações. Tinham revezado ultimamente para tentar contatar Jekyll, mas o doutor estava tendo um prazer muito forte em recusar a presença de qualquer Frankestein e mandá-los embora sem nem ouvir sobre o que queriam conversar. Aaron tinha sido o último a tentar, mas nem sabia porque estavam insistindo ainda. Era óbvio que não ia dar em lugar nenhum.
Ele pensou em se sentar e esperar pacientemente até que um dos colegas voltasse, mas logo o tédio o dominou e sua hiperatividade o fez decidir que incomodar Lily não seria assim uma ideia tão ruim.
— Alban não estava com você?
— Sim… Ele foi pegar alguma coisa no escritório.
Ela respondeu sem nem mesmo levantar os olhos do microscópio. Aaron pegou uma caneta e a balançou entre os dedos por alguns segundos, olhando para a porta por cima do ombro. Ele viu Lily ajustar uma das lentes do microscópio e por muito pouco não bufou de frustração.
— E Thomas, ele esteve aqui?
Se Lily estava impaciente com as interrupções, ela não demonstrou. Aaron já tinha percebido como ela era boa em conversar e se concentrar no trabalho ao mesmo tempo. Ele não tinha essa capacidade. Era elétrico demais para não se investir por completo quando estava fazendo alguma coisa.
— Não. Se você não sabe onde ele está, como é que eu vou saber? Não o viu nos últimos dias?
— Não.
Naquele momento, Lily levantou o rosto do telescópio e olhou para Aaron, surpresa. Claramente não era a resposta que ela estava esperando.
— Não? Aconteceu alguma coisa?
Aaron abaixou o rosto. Como poderia responder essa pergunta? Ele não sabia se tinha, exatamente, acontecido algo, ou deixado de acontecer. Bem, tinham tido uma discussão e não se falaram desde então. E era exatamente isso que o preocupava.
Porque Aaron se preocupava muito com Thomas. Ele podia ser mais velho, e mesmo que Aaron parecesse a criança do clã na maioria das vezes, ele sentia em alguns momentos que era mais maduro que Thomas. Ou, ao menos, mais precavido. Temia que eventualmente algo de ruim pudesse acontecer a ele, e o fato de que não ouvia dele há dias…
— Nós brigamos. E eu não ouvi falar dele mais. Eu… Receio que possa ter acontecido algo.
— Qual foi o teor da discussão?
Aaron abriu a boca, mas não respondeu. Poderia conversar esse tipo de coisa com uma dama solteira? Não que se importasse muito, e Lily passava muito longe dos padrões da sociedade, mas ainda assim…
— Foi… Masculino.
A resposta de Lily foi levantar uma sobrancelha. Por mais que Aaron sentisse que não deveria dividir o assunto com ela, ele percebeu de repente que não tinha mais ninguém com quem conversar. Qualquer coisa relacionada a seu caso com Thomas estaria melhor mantida longe de Alban, e agora que ele e Thomas não estavam se falando, Lily era a única que sabia sobre o caso e que poderia ouvir.
Ele decidiu tentar. Talvez ela fosse uma boa ouvinte. Uma boa amiga.
— Eu tentei dizer a Thomas para deixar de frequentar as molly houses por algum tempo. Estão prendendo as pessoas. Ele ficou bravo e disse para eu não me preocupar com a vida dele. Bom, a conversa ficou bem acalorada depois disso. No fim das contas ele bateu a porta na minha cara e me disse para deixá-lo em paz. Então eu deixei. Mas ele sumiu. E…
— Você acha que ele pode ter sido preso?
Aaron engoliu em seco. O simples pensamento de policiais invadindo o estabelecimento quando ele estava ali, arrastando-o para fora pelos braços… Aquilo o incomodava, muito. E agora Aaron estava começando a entender o porquê. Não queria que nada de ruim acontecesse com Thomas. Se importava com ele. Bem mais do que Thomas ligava para ele, isso era fato. Mas ainda assim…
— Ele é um Prescott. Estaríamos sabendo se algo assim acontecesse. Mas… Ele não me escuta, eu só quero ajudar. Se continuar assim, pode acabar acontecendo, entende?
— Entendo…
E alguma coisa na forma como Lily disse que entendia e olhou Aaron de cima a baixo fez o homem perceber que ela entendia muito mais do que ele tinha falado.
— O que foi?
— Você está preocupado com ele. Você gosta dele. Curioso…
— Eu não gosto dele, Lileas.
Que ideia mais sem cabimento! É claro que não. Ele era um colega de clã, era normal que estivesse preocupado. Isso não queria dizer nada. E depois, quem era Lily para achar que sabia algo sobre gostar de alguém quando era tão cristalino o que ela e Alban sentiam um pelo outro e ela não parecia fazer a mínima ideia disso?
— Sim, gosta. Isso é curioso porque os estudos científicos têm associado a sodomia a um comportamento impulsivo, um distúrbio mental sexual. Eles tratam o seu tipo de relacionamento como algo puramente corporal. Mas se você gosta dele, então… Talvez a ciência esteja errando dessa vez.
Aaron deixou o queixo cair. De tudo o que estavam conversando era isso que ela ia tirar da conversa? Os estudos científicos?
— Lileas…
O que quer que Aaron ia dizer morreu com o barulho da porta se abrindo. Thomas tinha acabado de chegar, seguido de Alban que trazia uma caixa muito grande e aparentemente pesada. Aaron sentiu o estômago se revirar. Thomas parecia bem. Sorridente, galante e pomposo como sempre. Não parecia que tivesse se metido em problemas ultimamente e não parecia ligar que deixara Aaron por dias sem saber sequer se ele estava vivo.
Por algum motivo, pensar naquilo doeu. Aaron olhou Thomas de cima a baixo, e seu olhar acabou se cruzando com o do médico. Ele não soube se Thomas viu a fúria em seus olhos, mas Aaron com certeza viu a indiferença nos dele.
E naquele momento, Aaron desistiu.
— O que é isso, Alban? — ele ouviu Lily perguntar.
Aaron desviou o olhar de Thomas e decidiu prestar atenção no que quer que Alban tinha levado para eles.
— Isso são cartas — o líder respondeu, tirando a tampa da caixa e revelando um enorme montante de envelopes lá dentro. — Eu estava pensando em como os fantasmas são a parte da equação ainda não exatamente explicada, em como não faz sentido com o restante da teoria da química corporal uma vez que eles são incorpóreos… E então me lembrei disso aqui.
— E um monte de cartas vai nos ajudar nisso como, exatamente? — Thomas perguntou.
Aaron sentiu um arrepio na nuca. Fazia muito tempo que não ouvia a voz dele. Não se lembrava de ser tão polida. Tão… atraente.
Alban poderia ter respondido a pergunta, mas Lily já tinha enfiado a mão na caixa e estava olhando algumas das cartas.
— Ah. Francesca da Vinci não é a irmã do líder dos da Vinci?
— Prima — Alban corrigiu. — Mas… parecem ser bem próximos.
— Ah. Ah, entendo — Lily comentou.
Naquele instante, Aaron viu algum brilho nos olhos de Lily se apagar. Ela devolveu as cartas para a caixa e Aaron quis, de repente, socar a cara de Alban por ser tão, tão ingênuo.
Aaron não entendia muito de romance. Não tinha experiência no assunto e era tão sábio quanto às questões do coração quanto qualquer outro. Mas mesmo ele conseguia perceber as falhas de Alban, e era frustrante, para dizer o mínimo. Era óbvio que Lily achava que as correspondências eram um flerte. Um homem que trocasse aquela quantidade de cartas com uma jovem solteira não poderia estar bem intencionado.
A menos, é claro, que o homem fosse Alban. Nesse caso ele seria suficientemente ignorante nas questões do amor para não perceber como trocar cartas com uma jovem solteira poderia parecer aos olhos dos outros. Principalmente aos olhos da melhor amiga que, mesmo sem se dar conta, era apaixonada por ele.
— Ela me contou sobre várias de suas caçadas. Talvez possamos encontrar informação suficiente sobre fantasmas aqui para terminar de resolver esse caso.
— Você quer que a gente leia sua correspondência? — Thomas perguntou, e pela primeira vez no dia, Aaron não quis socar a cara do… Hm… Amante?
— Tudo bem, podemos fazer — Lily respondeu e Aaron se perguntou se ela estaria sendo sarcástica.
Bem, ele não entendia sarcasmo. Geralmente atribuía a qualquer frase que não fizesse sentido e não fazia o menor sentido que Lily estivesse aceitando ler a correspondência da da Vinci com quem Alban vinha se comunicando.
— Excelente.
— Não — Thomas cortou. — Não, não podemos fazer, não. Pelo amor de Cavendish, Alban, tenha consideração pela pobre moça que escreveu as cartas para você. Ela provavelmente considera essa correspondência algo muito íntimo.
O líder franziu a testa.
— Por quê? Nós só falamos sobre trabalho.
Aaron não aguentou. Até ele tinha limite. Podia até ser cuidadoso o suficiente com Lily e Alban, porque convivia com os dois, mas a tal Francesca da Vinci nem ali estava para se defender da situação.
— Alban, às vezes as pessoas não se sentem da mesma forma sobre as coisas, sabia? Às vezes as pessoas esperam algo diferente, talvez mais emocional, de alguma coisa que a outra pessoa não tem intenção de dar…
E Aaron parou de falar. Ele se deu conta, de repente, que não era de Alban que estava falando.
Não era a primeira vez que isso lhe acontecia. Aaron tinha sonhos e ilusões de contos de fadas. Ele sabia que um final feliz era impossível para si, pois não existia final feliz com um homem no mundo em que vivia e qualquer outro final o deixaria muito insatisfeito. Por isso, com frequência se afundava em ilusões e sonhos de morar isolado em uma casa no campo com um homem sem rosto. Que envelheciam juntos. E então, começava a se envolver com alguém e seus sonhos tomavam uma face. Ultimamente, era o rosto de Thomas.
— Vocês acham que eu posso ter iludido ela? Não era minha intenção… O primo dela disse que era um hábito os Frankestein auxiliarem os da Vinci em algumas coisas e ele é completamente intragável. Então, pensei que mantendo contato com ela estaria mantendo a tradição com alguém mais tolerante e aberto aos avanços da ciência.
E Aaron viu como Alban parecia realmente preocupado.
— Bom, nós não sabemos, não é? — Lily comentou, e Aaron podia jurar que aquele brilho estava de volta nos olhos dela. — Se é apenas trabalho talvez devamos sim ajudar você a ler tudo, são muitas cartas. Levaria muito tempo passar por tudo sozinho…
— Ela pode ficar desconfortável com isso — Aaron argumentou, porque ainda parecia justo defender a garota ausente.
— Ela não precisa saber. Além do mais, estamos tentando salvar as pessoas de criaturas assassinas. Isso me parece mais importante do que o desconforto de alguém. Se ela é uma caçadora, tenho certeza de que vai entender as prioridades — Lily respondeu por fim, pegando a caixa.
— Mas será possível... — Thomas comentou, suspirando. — As cartas são suas no fim das contas, não posso te impedir de fazer o que quiser com elas.
Aaron logo percebeu que tinha perdido a discussão. Não negaria que Alban tinha razão. Se informação valiosa estivesse naquelas cartas, eles tinham que encontrar de qualquer forma, pois estavam começando a andar em círculos.
— Espera. Antes de saírem, eu estive ocupado nos últimos dias.
Foi como ouvir que o Natal chegara mais cedo. Aaron levantou o olhar para Thomas, sentindo o coração acelerar contra o peito da forma que acontecia quando o mais velho o olhava daquele jeito, como agora, quase como se o despisse com os olhos. Thomas não estava o ignorando, então? Só tinha algo para fazer?
O que estava acontecendo? Tinha muita certeza de que Thomas não ligava mais para ele. Era tudo tão… confuso. Na maioria das vezes não entendia metade de suas conversas com Thomas pois ele era muito sarcástico e Aaron não conseguia entender. Geralmente não passava mais de vinte minutos em uma conversa com ele antes que começassem a tirar a roupa, mas às vezes simplesmente ficavam conversando por horas antes que chegassem a isso. E agora, depois de terem brigado por Aaron querer que Thomas se cuidasse, o homem ainda o olhava como antes… segundos depois de o encarar com grande indiferença ao chegar no laboratório.
Não conseguia entender. Nada fazia sentido. Nada.
Thomas enfiou a mão no bolso interno do paletó e tirou quatro pedaços de papel, os entregando ao restante do time.
— Lady Fallenworth vai dar um baile em breve. Passei os últimos dias manipulando o marido dela em molly houses mas consegui quatro ingressos para nós. De nada.
Aaron abaixou o olhar para o pedaço de papel em sua mão. Não gostava muito de bailes, mas até ia em alguns. Por outro lado, sabia que Alban detestava, e Lily não parecia muito mais atraída pela ideia.
— Por que mesmo eu quero ir ao baile dessa Lady não sei quem? — Alban perguntou, parecendo genuinamente irritado.
Aaron não o julgou por isso. Ele mesmo estava se perguntando o que tinha a ver com o assunto.
— Porque o marido dela é um membro ativo da comunidade científica, e por isso, sempre convida muitos membros para irem às suas festas. Membros como eu, por exemplo. Ou…
E Aaron entendeu, de repente, porque Thomas tinha estado tão investido em molly houses ultimamente.
— Doutor Jekyll.
— Exatamente. Ao contrário do que pode parecer, eu não uso meu sobrenome só para conseguir me entreter. É bom para o trabalho também.
Alban abriu um sorriso largo e deixou um tapinha no ombro de Thomas.
— Excelente. Vou abrir uma garrafa de uísque com você depois. Vamos cuidar dessas cartas agora?
— Podem ir na frente. — Thomas respondeu. — Preciso resolver um assunto com o Aaron antes.
Por um instante, Aaron olhou surpreso para Thomas, e então para Alban e Lily. Um silêncio se estendeu por alguns segundos mas, no fim das contas, o líder e a mulher saíram do laboratório, fechando a porta e deixando Aaron e Thomas para trás.
Havia um aperto na garganta de Aaron, um desejo forte de dizer que não tinham nada para resolver ou conversar, mas as palavras se perderam no meio do caminho ao ver Thomas abaixar a cabeça e esfregar o cenho com os dedos, como se pensar estivesse doendo seu cérebro. Aaron começou a pensar se deveria dizer alguma coisa, mas Thomas enfim abriu a boca para falar.
— Me… desculpe.
Aaron não esperava aquilo. Não achava que já tivesse ouvido Thomas se desculpar alguma vez na vida a alguém, e por algum motivo ouvir aquilo o fez querer pular no lugar, ou então pular em Thomas. Um sorriso largo e genuíno se espalhou no rosto de Aaron e ele se aproximou. Parte dele queria segurar a mão de Thomas, mas sentiu, de certa forma, que ele poderia não gostar. Acabou por flexionar os dedos no lugar algumas vezes, e se balançava um pouco de um lado para o outro, meio agitado. Estava sentindo enérgico.
— Tudo bem. Eu só me preocupei porque… Bom…
Lily não tinha razão. Não gostava de Thomas. Não podia gostar. Tinha que existir uma explicação lógica e racional para ter se preocupado tanto.
— Estamos passando por dificuldades — Aaron disse. — Não podemos arriscar perder um membro do clã agora. E querendo ou não existe risco em…
Aaron não terminou de falar. Subitamente, sentiu a mão de Thomas puxá-lo para perto pela cintura, e então a boca do caçador estava na sua, faminta como sempre fora, mas com um toque de algo diferente. Os beijos que trocava com Thomas costumavam ter um ritmo próprio, algo que os levava eventualmente a quererem fazer muito mais do que apenas se beijarem, mas não daquela vez. Daquela vez, as mãos de Thomas não correram por todo o corpo de Aaron como costumavam fazer, e nem Thomas misturou mordidas ao beijo trocado. Dessa vez era realmente só aquilo. Um beijo.
E quanto Thomas o soltou, Aaron teve certeza de que algo diferente tinha acontecido naquele momento. Não sabia o que, mas tinha.
— Eu sei que está perigoso, mas eu precisava dos convites. Eu não vou mais, ok?
Aaron abriu a boca, surpreso, mas logo concordou com um aceno de cabeça. Estava aliviado, mais do que imaginara que fosse ficar. E então um impulso tomou seu corpo, e ele abraçou Thomas contra seu peito.
De certa forma, imaginou que Thomas se soltaria em alguns segundos, mas isso não aconteceu. Thomas se aconchegou um pouco contra o peito de Aaron, de forma discreta, quase como se não quisesse que Aaron percebesse o gesto.
Mas Aaron percebeu. E significou muito para ele. Mais do que ele achava que deveria.
Não podia continuar com isso comendo sua consciência desse jeito.
Tudo bem. Lily tinha, sim, razão. E tudo que Aaron precisava fazer era admitir isso. Não podia ser assim tão complicado, certo?
Mas… E se isso mandasse Thomas embora? E se ele não quisesse nada além de um corpo quente na cama? Nada além de atenção? E então, se Aaron se declarasse, Thomas iria deixá-lo para encontrar um homem que correspondesse o relacionamento que esperava ter.
Thomas se soltou enfim. Ele coçou a garganta, ajeitou a gravata e logo estava impecável como se os últimos segundos não tivessem acontecido. Aaron por outro lado, mesmo que não parecesse uma bagunça, certamente se sentia uma. E não sabia o que fazer.
— Não se esqueça de vestir algo decente para o baile, ok? Não me basta ter que arrumar algo que sirva para Alban e Lily, quero acreditar que ao menos você já aprendeu a ter bom gosto.
E ele já estava de volta à indiferença anterior também. Aaron chegou a se perguntar se não tinha inventado o que acabara de acontecer, mas ainda estava sentindo o calor de Thomas em seus braços.
— Ah, sim. Ainda tenho aquele terno que você me deu.
— Excelente. Não quero acompanhante mal-vestido. E vamos indo agora. Não quero deixar os dois sozinhos com as cartas da mulher. Eles não têm noção de nada, imagine a tragédia que isso pode virar…
Não, Lily e Alban não tinham noção de seus sentimentos. Mas naquele breve momento, apreciando o resto da sensação do toque de Thomas sumir de seus braços, Aaron se perguntou do que ele tinha noção.
A resposta, ele percebeu, era que não tinha noção nenhuma.
