Ai cheguei com o capítulo de hoje :D Estamos na rota final gente, a história vai até o capítulo 60 \o/ Estou postando ela aqui no Nyah já com mais de 50 capítulos prontos, espero que gostem ainda assim ^^ Boa leitura!


Esse é o preço que você paga

Deixe para trás seu coração e o jogue fora

Apenas mais um produto do hoje

Melhor ser o caçador do que a presa

E você está parado no limite, de cabeça erguida

Porque você é assim

Um coração de pedra palpitante

Você precisa ser muito insensível

Para sobreviver nesse mundo

Sim, você é assim

Vivendo sua vida ferozmente

Você precisa ser muito insensível

Sim, você é assim

Natural — Imagine Dragons

Londres, Inglaterra

21 de Novembro de 1818

O olhar decepcionado no rosto de Lily deixava claro para Alban exatamente o que ela estava sentindo no momento, e ele não gostava disso. Era o dia do casamento deles. Deveria ser perfeito e maravilhoso, mas com exceção da visão perfeita que fora a sua mulher entrando na igreja naquele vestido verde, tudo parecia estar desmoronando.

E ele não sabia o que fazer. Nunca fora bom dando conselhos, consolando as pessoas, ou lidando com sentimentos de forma geral. E não se lembrava sequer uma vez de ter visto Lily triste daquela forma. A tristeza dela costumava estar sempre acompanhada de uma nota de fúria, por vezes maior, outras menores. Dessa vez, não havia nada.

— Lily… — ele sussurrou, a chamando sem saber o que dizer.

Segurou a mão da esposa sobre a mesa, conseguindo atrair o olhar dela, mas isso não era o bastante. Ele queria colocar um sorriso no rosto da esposa.

— É o dia do nosso casamento — comentou, fazendo um carinho na mão dela. — Deveria ser perfeito. Eu sinto muito que as coisas não estejam indo como você tinha sonhado… Eu…

Ela deu de ombros. Alban engoliu em seco, sentindo um aperto no peito. Odiava aquela sensação de impotência. De ver algo dando errado e não poder fazer nada para corrigir.

— Eu sou tão burra! — Ela comentou, dando uma risadinha sarcástica no final. — Como eu pude não perceber que eles queriam ficar longe de nós? Como eu pude não enxergar isso?

A forma como Lily fraseou aquilo incomodou Alban profundamente.

— Não é bem isso.

Alban suspirou, odiava ver Lily daquela forma. Se sentia tão impotente em não saber como consolá-la...

— Eles querem distância do clã, Lily. Eles sabem que nós vamos levar o clã conosco onde quer que formos.

Alban estava ficando angustiado com o silêncio que se seguiu, mas entendia que talvez ela não quisesse falar a respeito. Ela continuou calada por mais uns bons segundos, antes dela se pronunciar novamente.

— E mais aquilo — ela apontou para uma mesa de comida, à distância.

O líder suspirou. Sim, aquilo. O fato de Jekyll ter mesmo ido à festa e de ainda estar flutuando em cima da mesa de comida, com uma falta de educação, que era de se surpreender. Não era à toa que ele não tinha entendido que o convite era só cortesia. Isso exigiria um nível de educação que ele visivelmente não tinha.

Alban suspirou. Metade dele queria ir até lá dizer a Jekyll pra ir embora, a outra queria evitar o conflito. Estava ponderando as opções, talvez até o fim da noite acabasse fazendo alguma coisa. No momento, porém, a sua preocupação e atenção eram totalmente voltados a Lily.

— Você quer dançar um pouco? — Ele convidou, perfeitamente ciente de que não era algo que faria normalmente.

O convite era tão não usual que deixava óbvio que ele estava apenas querendo a animar. O suspiro dela deixou claro que ela não tinha interesse.

— Sendo sincera? Eu só quero ir para nossa nova casa — Lily encarou Alban. — Quanto tempo mais precisamos ficar para que possamos sair sem que Thomas nos mate?

Bastante tempo, Alban tinha certeza . Ele respirou fundo, virando o olhar para a festa atrás deles. Definitivamente, não era para as coisas terem sido assim. O dia deveria ser incrível e especial, não a bagunça que tinha se tornado. Principalmente a julgar pela presença do insuportável e sem discernimento do Jekyll.

Oh.

— Lily.

— Sim?

Sua voz estava recheada de desânimo, e Alban não a culpava por isso, mas não podia dar atenção ao fato agora. Ele apontou na direção da mesa de comida, com a mão tremendo um pouco em fúria e ansiedade, afinal, percebera naquele instante, Jekyll não estava mais lá.

— Talvez ele tenha vindo só para comer o quanto quisesse, e agora que se satisfez decidiu ir embora — ela sugeriu, incerta.

Apesar do que ela disse fazer sentido, de certa forma, Alban não estava convencido de que seria a versão verdadeira. E Lily parecia ter suas suspeitas também.

— Busque Thomas e Aaron — ele pediu. — Por favor. Se eu os encontrar fazendo alguma coisa acho que eu acabo matando um dos dois. Eu vou tentar evacuar o salão sem fazer muito alarde.

Ela o olhou com um misto de surpresa e dúvida. A reação poderia até parecer exagerada, mas ele estava com pressentimento forte. E geralmente seus instintos não o enganavam.

— Certo — Lily concordou, e a monotonia tinha sumido de vez do rosto dela para dar lugar a uma preocupação palpável.

Alban entendia, afinal, a maior parte da família dos dois estava ali. Se algo acontecesse… Não. Nada ia acontecer. Era só paranoia sua, tinha certeza. E mesmo que fosse só paranoia, a prevenção era o melhor caminho a se tomar, certo?

E bem em seu casamento. Não merecia isso.

Alban se levantou, pegando a taça de cristal e um dos talheres e batendo devagar nela. O som atraiu a atenção dos convidados que provavelmente achavam que ele fosse fazer algum discurso, e o líder percebeu que não fazia a menor ideia do que falar. Levantar pânico, especialmente se fosse baseado em suspeitas vazias, era uma péssima ideia.

Ia ter que improvisar.

— Boa noite. Obrigado a todos que vieram ao casamento — infelizmente, as habilidades sociais dele eram risíveis. Alban torceu para que seu nervosismo fosse confundido com pânicos nupciais. — Lily e eu preparamos uma coisa, mas vamos precisar que todos venham para o jardim da casa, ok?

Um burburinho de agitação tomou o local, e ele soube que tinha acertado. Não sabia se surpresa dos noivos estava minimamente dentro de parâmetros sociais para núpcias, mas àquela altura, não ligava para parâmetros de nada. Obviamente teria que enrolar algo com Lily depois, mas problemas de amanhã eram problemas de amanhã.

Felizmente, por não ter instaurado pânico, as pessoas saíram de forma organizada do salão. O jardim da casa era grande, mas nem tanto, e bastante aberto caso alguém precisasse fugir. Um lugar melhor que o salão.

Alban avisou um dos garçons para que guiasse também os empregados para fora, alegando que precisaria de serviços completos por lá, e assim ele foi o único restante no salão. Bem a tempo de Lily aparecer correndo com Aaron atrás dela.

— O que aconteceu? — O caçador perguntou, ainda ajeitando alguns botões do casaco.

— Nada, ainda. Mas eu tenho um mau pressentimento sobre isso — Alban respondeu, tirando o bisturi do casaco.

O ar estava tenso. Ele não foi o único a perceber, reparou, uma vez que Lily também tirou a faca dela de um bolso no vestido. Aaron ainda parecia um pouco desorientado, mas pegou sua faca também.

— Onde está Thomas? — Ele perguntou, ajeitando a adaga na mão.

— Nós imaginamos que ele estaria com você — Lily respondeu.

— Ele estava. Mas ficamos com sede e ele disse que ia buscar um vinho na cozinha.

Alban sentiu os cabelos da nuca se arrepiarem. Um vento frio entrava pelas janelas do salão, frio de uma forma que Alban tinha sentido antes… No dia em que perseguira Jekyll. A madrugada dos mortos-vivos.

No instante seguinte, duas entradas do salão vieram abaixo.

O lugar foi invadido por uma horda mista de lobisomens, vampiros e zumbis, correndo e se atropelando, um passando por cima do outro, gritando e uivando, escalando as paredes e quebrando tudo pelo caminho.

Alban tremeu. Isso não podia estar acontecendo. Não em seu casamento. Não.

— Onde está Thomas?! — Aaron perguntou, ficando perigosamente vermelho.

— EU NÃO SEI!

Os monstros se aproximaram, e o trio teve que correr.

Alban não achava que já tivesse corrido tanto em sua vida. Parava apenas para olhar se Lily estava com ele, se não estava ficando para trás. Aaron acelerara à frente dos dois, correndo para o jardim para levar os convidados para algum lugar seguro, mas Alban sabia que nunca seria tempo o bastante. A menos que ganhassem tempo.

— Lily! — ele gritou, saltando por cima de uma mesa de bufê e a chutando em seguida, a virando no chão.

Zumbis eram lerdos o suficiente para não conseguirem passar por cima da mesa, mas isso era apenas um terço do problema. Alban pegou a mão da esposa, a arrastando por um canto do salão. Precisavam encontrar um lugar seguro.

— Lily, precisamos sair daqui?

— Ah, não brinca!

Alban sentiu a mão dela se fechar em seu pulso, e que ela começara a puxá-lo em uma direção completamente contrária. Tudo bem, a casa era dela. Tinha que confiar que ela sabia o que estava fazendo, certo?

— Por favor, me diga que tem um plano.

— Estou trabalhando nisso.

Alban sentiu os dedos de um vampiro agarrarem a barra de seu kilt, a única coisa que ele pode fazer foi acertar a mão da criatura com um bisturi. Se arrependeu no mesmo instante. Ver como a morte estava se aproximando rápido não foi muito animador.

— Lily!

— Vamos subir! Zumbis não conseguem subir escadas, vai resolver um terço do problema, certo?

Um terço ainda não era o problema todo, mas naquela situação, Alban estava aceitando qualquer coisa. Ele seguiu Lily, que o guiou para uma pequena porta lateral com escadas que subiam para os andares superiores e desciam para o que ele imaginou serem os aposentos da criadagem.

— Sua casa tem escadas de serviço?

— SÓ CORRE!

Ele respirou fundo, correndo escadas acima com ela. Os monstros não conseguiriam descobrir como abrir a porta, mas isso não queria dizer que não fossem ser capazes de derrubá-la, e embora isso ainda pudesse demorar um pouco, não seria para sempre.

Então ele correu, e o líder e Lily saíram no corredor do segundo andar, de frente para a balaustrada da sacada interna sobre o salão. Bem onde podiam ver que os monstros, assim como na madrugada dos mortos-vivos, começaram se comer na falta de pessoas para atacar. O salão de festas tinha virado uma selva, e àquela altura a única coisa que Alban conseguiu sentir foi alívio por ver que a evacuação tinha sido um sucesso.

— Alban, as pessoas fugiram. — Lily comentou.

Ela estava de frente para a janela do fim do corredor, de onde poderia ver o jardim. Se ele estava vazio, tanto melhor. Saber que tinha conseguido evitar baixas deixava Alban mais tranquilo para pensar nos próximos passos, como por exemplo, garantir que os monstros não saíssem da casa sem serem exterminados.

— Eles estão vindo especificamente atrás de nós, Lily. Olhe.

A caçadora foi até a balaustrada, e Alban apontou bem para a mesma porta por onde tinham saído. Os monstros estavam aglutinados ali. Não haviam desertores. Não tinham saído pelo jardim, ou se soltado na cidade.

— É um ataque direcionado? Mas… Isso não é possível! Os monstros…

— Sinceramente Lily, eu cansei de pensar no que é ou não possível por agora. Eu preciso de armas. Meu bisturi ficou na mão de um dos zumbis. Pelo menos eles não vão se soltar pela cidade, podemos pensar em algo por aqui, certo?

Ele reparou que a esposa estava apoiada na balaustrada, e que ela não parecia estar respirando normalmente.

Por Cavendish… Ela estava entrando em choque.

— Lily! — Alban foi até ela e pegou as mãos da mulher, a virando de frente para ele. — Lily, ei, respira. Eu preciso que você foque em mim.

Ela levantou o olhar para ele, devagar, mas ainda não falava nada. Ele olhou para trás, aflito. Não sabia quanto tempo ia levar para que os monstros encontrassem uma rota alternativa, e ele não tinha nada para usar como arma.

— Lily. Eu preciso de armas, Lily. Lily!

Ele a chacoalhou devagar, e a garota respirou fundo.

— Certo, certo— ela procurou ao redor. — Aqui.

Lily ainda tremia um pouco quando guiou Alban pelos corredores em direção a um dos escritórios daquele andar. Alban não a culpava por isso. Nunca tinha visto um ataque direcionado antes, e pensar que os monstros poderiam estar os alvejando, diretamente, era assustador. Alban estava acostumado a manter a cabeça tão fria em situações como aquelas que chegara a ser julgado de não ter sentimentos, entretanto, Lily não era assim. E ver tudo isso no próprio casamento estava gerando um grande terror. Ele via que ela estava aterrorizada, e não sabia o que fazer sobre isso.

O escritório em que entraram devia ser do tio dela, Alban reparou, considerando o luxo do lugar. Um lugar desses teria armas mais finas e nobres, o tipo de coisa que ele odiava usar. Lily se adiantou até a lareira do aposento, recolhendo ferros de atiçar brasas para que pudessem usar. Alban àquela altura estava aceitando qualquer coisa como arma, e começou a mexer nas estantes, cadeiras e gavetas.

Surpresa mesmo foi encontrar uma pistola na segunda gaveta que abriu.

Ele engoliu em seco. Não uma arma. Não uma pistola, por favor, não…

— Alban?

— Você sabe atirar? — Ele perguntou, pigarreando.

— Nunca tentei. De nós quatro, além de você, só o Thomas — ela respirou fundo. — Nós vamos morrer, não vamos?

Não. Não naquele dia.

Ele pegou a pistola, carregou com as balas da gaveta e colocou na calça. Não havia mais nada que poderia ser pego de lá, então foi até Lily. Precisavam encontrar Thomas e Aaron.

— Precisamos de um plano. Precisamos de Thomas e Aaron.

Lily hesitou um pouco, mas pegou a mão de Alban. Ele sentiu que a palma da mão dela estava gelada, trêmula e suava um pouco. Infernos, quando saíssem dali, ia abraçá-la a noite inteira se fosse necessário. Nunca tinha a visto tão aterrorizada na vida.

Ela a levou para fora do escritório bem a tempo de ver Aaron chegando com um pedaço de madeira em uma mão, e a faca em outra. Ele estava sozinho.

— Levou todo mundo para fora? — Lily perguntou.

— Sim. Os monstros ainda estão aqui. Não que eu esteja reclamando, mas esses desgraçados estão mirando em nós? Isso é sequer possível?

Alban resmungou. Sim, aparentemente, era.

— Thomas?

Aaron negou, e Alban viu como ele parecia assustado. Não era de transparecer seus nervos, e mesmo o líder estava achando que todo esse sumiço do colega do clã já era muito preocupante.

— Talvez ele tenha saído da casa — Aaron sugeriu. — Ele pode ter ido me comprar um vinho na cidade… Ele faria isso por mim.

Sim, faria. Mas pela segunda vez no dia, Alban estava tendo um pressentimento terrível. Ele correu até a balaustrada e tirou a pistola do cós da calça, puxando a trava e a mirando na bagunça que eram os monstros se pisoteando lá embaixo. Não conseguia ver nada que não fosse a confusão. Nem Thomas, nem Jekyll, nem alguma coisa que pudesse estar causando tudo isso. Nada.

— Alban? — Ele sentiu o toque de Lily em seu ombro. — Tem certeza que está tudo bem? Quer dizer…

Alban viu o olhar dela vacilar em direção à pistola, e sabia o que ela estaria pensando. Que ele estava revivendo aquele dia na cabeça. E, bem, fora a primeira vez que ele pegara uma arma na mão. Não importava quantas vezes fizesse isso depois daquilo, a experiência sempre iria doer.

— Tudo bem. Fique com Aaron.

Ele se perguntou se ela iria insistir. Sempre haviam sido o tipo de amigos que não insistiam com as coisas, mas talvez ela achasse que aquilo era um pouco demais.

Apesar disso, ela apenas apertou o ombro dele, em um gesto encorajador, e passou um dos atiçadores de brasa para Aaron. Os dois se colocaram aos lados de Alban, vigiando a confusão lá embaixo, além de também estar olhando por cima das costas.

— Quanto tempo vamos ficar aqui desse jeito? — Aaron perguntou. — Thomas está desaparecido! Desculpe Lily, mas devíamos procurá-lo e depois colocar fogo em sua casa para conter a confusão.

— Eu concordo — Alban respondeu. — Mas não ainda. Algo está fazendo isso a esses monstros, e eu acho que está no salão. É onde Jekyll esteve a noite inteira.

Aaron e Lily viram como Alban estava a procura de algo e se juntaram a ele na busca, contudo, era difícil procurar algo que não se sabia o que era. Algum químico adulterado? Algum monstro alfa, guiando os outros? Era pior que procurar uma agulha em um palheiro. Era procurar qualquer coisa em um palheiro, sem sequer saber o que.

E se destruíssem, os monstros iam se soltar pela cidade? Não seria melhor deixar que continuassem os alvejando? Ao menos conseguiriam os manter concentrados na casa… Mas assim nenhum dos três poderia sair dali, e procurar Jekyll para resolver o problema. Se todos se trancassem em suas casas, poderiam soltar os monstros como na madrugada dos mortos vivos e ter tempo para encontrar a fonte do problema. O povo da cidade estava acostumado com esses surtos, eles poderiam se defender por alguns minutos, certo? Ganhar tempo para que o clã encontrasse a fonte do perigo?

Ele não sabia. Não conseguia tomar uma decisão, nunca estivera naquela situação antes. Cada ideia parecia pior que a anterior, e o tempo estava passando e passando cada vez mais.

O que fazer?

— Eu não sei — Alban murmurou, mais para si mesmo do que para os outros dois.

Precisava de ajuda. De ideias.

— Ok. Eu admito. Eu não sei…

— THOMAS!

Alban olhou na direção do grito de Aaron. Thomas tinha acabado de sair da cozinha, seguido por uma pequena horda de monstros que fez Alban perceber, naquele instante, que os monstros atacando eram os empregados da festa. Todos os criados responsáveis por organizar o casamento. Vários, vindo da cozinha, exatamente de onde Thomas vinha com uma garrafa de vinho quebrada na mão, servindo como arma.

Aaron se virou no mesmo instante, e Alban teve que o segurar pelo pulso.

— Não faça isso.

— Ele está sozinho lá embaixo! Ele vai morrer, Alban! Por que ele não saiu da casa?

Alban sabia porque. Sabia que Thomas ia preferir voltar para dentro daquele inferno para procurar Aaron do que fugir sem ele. E aquilo era facilmente a ideia mais estúpida que Thomas já tinha tido.

E podia ser a última.

Alban virou a arma para Thomas, mas não conseguia mirar nos monstros que o seguiam de forma segura. O caçador tinha ficado ilhado entre os monstros do salão e os que o seguiram da cozinha, e tinha subido em uma mesa para tentar escapar.

Alban viu Aaron começar a tremer e chorar ao seu lado. Lily também parecia prestes a ter um ataque nervoso. Sabia o que eles estavam pensando. Estavam pensando em jogar uma corda para ele. Em buscar cortinas, ou em jogar uma bomba de fumaça lá embaixo. Em fazer alguma coisa, qualquer coisa para salvar Thomas de onde ele estava agora.

E Alban sabia que cada uma dessas ideias ia falhar. A corda não chegaria onde Thomas estava, e se chegasse seria arrebentada pelos lobos antes que servisse seu propósito, derrubando Thomas para morte certa. Uma bomba de fumaça ia atrapalhar mais a Thomas do que aos zumbis e vampiros, apenas acelerando o que já estava fadado a acontecer.

Não havia saída.

Alban correu para o fim da sacada. Ele ergueu a arma, respirou fundo, e disparou dois tiros na cabeça de Thomas Prescott.


Estou com vagas abertas para uma interativa da marvel. As informações podem ser encontradas em meu perfil no socialspirit.

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