Notas do Autor

Ei, gente.

Aqui vai mais um capítulo.

Boa leitura e até breve.

TatianyPrince.

Resposta ao comentário:

Guest, muito obrigada por estar acompanhando a história. Realmente fiquei muito feliz em saber que alguém está gostando da história.

Olha, pode demorar um pouco, mas quando tudo vier à tona, Hermione e Severus serão claros sobre o que houve entre os dois no passado e irão revelar o que levou a concepção dos gêmeos.

E sim, Alexander e Severus irão se encontrar e será bem dramático, já que os dois são pessoas bem difíceis. O filho de Snape não vai aceitar muito bem o fato de não ter tido a chance de ter o pai em sua vida como Elizabeth teve a chance. Afinal, Elizabeth é a menina dos olhos do pai, então, Alexander ficará com um pouco de ciúmes, mesmo já tendo seus quase dezoito anos.

E sobre a Srta. Elizabeth Snape, podemos dizer que Snape vai morrer do coração quando souber que a filha pode estar envolvida com Harry. hahaha

Capítulo 3 - Capítulo 3

Na metade da produção experimental do tratamento, Severus decidiu que era hora de começar a testar as poções em sua mãe. A verdade era que ele não tinha certeza se já era hora de arriscar, mas o homem não podia esperar, afinal de contas, aquela doença era tão cruel que não podia se dar ao luxo de adiar aquele momento.

Snape não estava brincando quando disse à Eileen que faria tudo que pudesse e o que não pudesse para dar a ela um tratamento digno. Em Londres, ele podia contar com ajuda dos melhores pocionistas e os mais notáveis medibruxos.

O homem sabia que havia feito a decisão correta ao resolver voltar.

Severus sorriu quando recebeu a coruja de sua filha o informando o quão contente ela estava em Hogwarts. A ideia de socializar era tão assustadora para Elizabeth que ele se surpreendeu ao saber que ela já havia feito novos amigos.

O mago havia se retirado daquela sociedade por várias razões. Todas elas relacionadas com sua filha. Sentia-se desconfortável só de pensar que ela poderia ter sofrido vivendo ali nos primeiros anos de sua vida.

Na época, ele queria garantir que sua vida fosse a melhor. Snape queria garantir a sua pequena bruxa pudesse ser feliz longe de todos os olhos que pudessem reconhecer a menor semelhança com a mãe.

Mas agora as circunstâncias eram outras, a realidade agora era diferente, já que viver ali era uma questão de necessidade. Além disso, saber que Hermione Granger estava a um milhão de distância deles o confortava.

Suspirando, resignou-se em se concentrar na fórmula em sua frente. Ele certamente iria aproveitar a chance para ajudar sua mãe.

(...)

Quando Hermione saiu da rede de flu, a Diretora e Alexander já esperavam por ele. O belo olho preto misterioso de seu filho passou por ela, mas voltou para a bruxa em sua frente.

Hermione revirou os olhos e se aproximou. Ela se perguntava constantemente como havia carregado um ser em seu ventre por quase nove meses para no final ele ser tão parecido com o pai.

A bruxa levantou a cabeça para um último olhar para ele, mas logo balançou o corpo para frente em direção a cadeira.

- Olá, Diretora Williams. – Cumprimentou. – Desculpe a demora!

- Sra. Granger fico feliz em saber que conseguiu comparecer. - Disse a Diretora em um tom calmo. – É essencial a presença dos pais no que diz respeito a educação dos filhos.

- Sempre farei meu melhor para comparecer. Como professora e mãe, sei o quão importante é minha presença.

- Então, Sra. Granger, vou direto ao ponto. - Começou com bastante cautela. - O Sr. Granger foi expulso da sala de aula depois de ter desrespeitado a professora e tê-la feito chorar na frente de todos.

- Oh, eu... eu nem sei o que dizer. – Hermione se lamentou e viu seu filho abaixar a cabeça. - Minhas mais sinceras desculpas serão insuficientes. – Revelou envergonhada.

Depois de ter explicado que seria a última advertência antes de qualquer outra atitude que levasse a expulsão, a Diretora entregou a Hermione uma pena e um pergaminho para que ela pudesse assinar a ata da reunião.

A diretora os deixou sozinhos e seus olhos se encontraram. Alexander parecia estar se perguntando o que ela faria com ele. Para ser honesta, ela estava se perguntando a mesma coisa.

Hermione cuidadosamente se aproximou e sentou-se ao seu lado.

- Já não sei o que fazer com você. – Falou enquanto massageava a própria testa. - Juro, meu filho. Sabe, todos os castigos inimagináveis já impus a você. Todas as punições! Nenhuma te parou. O que faço, Alexander? Seja sincero comigo, o que está pensado da vida? O que provocou tamanha rebeldia em tão curto intervalo de tempo?

- Por que você se importa? – Resmungou. - Apenas me deixe, ok?

- Olha aqui, mocinho. - Ela gritou. - Veja bem como fala comigo, sou sua mãe e exijo respeito. E outra, faça o favor de olhar para mim enquanto falo com você.

- Ok, mamãe. - Alex levantou a cabeça e a encarou. – Me desculpe, mas realmente prefiro voltar para meu quarto. Apenas diga minha punição. O que vai ser dessa vez? - Perguntou depois de alguns segundos. – Só quero que um pouco de paz.

- O que vou fazer? Você vê, não faço ideia. – Avisou e olhou ao redor da sala. O menino revirou os olhos e olhou para o chão novamente. – Me diga, como posso te deixar em paz quando você é o único a se comportar como um garotinho de nove anos? Pelo amor de Deus, Alex, você foi advertido pela décima vez só nesse mês.

- Está fazendo tempestade no copo d'água. – Sussurrou emburrado.

- Tempestade no copo d'água? Jura que é isso que pensa? Você fez uma professora chorar! Por Salazar, menino. Me diga, como posso deixar isso passar? – Hermione implorou por uma resposta. - Já não te reconheço, certamente não foi esse o filho que eu criei. – Disse com sinceridade. - Você é um rapaz incrível Alexander. Não sei porque está se comportando assim. Só me diga o que está te perturbando tanto? Não é possível que tenha mudado tanto sem um motivo.

Hermione olhou para ele com dor e tristeza, mas ele parecia inabalável.

- Eu ... eu não sei do que você está falando! – Por fim, o jovem respondeu.

Hermione piscou lentamente quando uma lágrima caiu dos olhos dela. Então ela balançou a cabeça lentamente e sussurrou:

- Você não entende a gravidade da situação? - A voz gentil da bruxa não escondia seu desgosto. – Se você aprontar mais alguma, será expulso mais uma vez... Mais uma vez...

- Não foi minha intenção, tá legal? Você diz como se fosse minha culpa!

- E não foi? – Perguntou sem paciência. – Não foi você que gritou com uma professora?

- Ela estava errada e a corrigi. Foi apenas uma crítica construtiva. – Estalou. - Não vi nada errado nisso, mas prometo que não vai se repetir.

Hermione abriu a boca para repreendê-lo mais uma vez, porém foi interrompida pelo badalar do relógio. Ela tinha que está em Hogwarts em poucos minutos.

- Está na minha hora, Alexander. Sobre sua punição, mais uma vez, te proíbo de deixar a escola nos finais de semana e ficará sem mesada por dois meses.

Houve silêncio por um tempo.

- Ehhh... – O jovem mago resmungou. - eu não estou com vontade de deixar a escola de qualquer maneira. Não é grande coisa! – Disse com escárnio.

- Bem, vou lhe escrever mais tarde. Preciso ir, mas, por favor, não se meta em confusão. E outra, corte esse cabelo. Mal posso olhar para seu rosto.

- Não vou cortar o cabelo. - Ele disse, altamente ofendido.

- Vai sim. - Ela fez uma pausa. - Nos falamos em breve! Tchau! – Hermione deu um beijo em sua bochecha e se dirigiu a lareira.

- Tchau, mãe.

(...)

Hermione desejou, pela primeira vez em sua vida, que ela estivesse um pouco mais preparada para lidar com seu filho. A bruxa nunca se sentiu tão perdida como ela estava agora.

Alexander sempre havia sido um bom menino. Suas notas nunca lhe decepcionaram, tão pouco seu comportamento.

E então em um certo dia, tudo mudou. E a idéia de não saber o que fazer ou como agir estava matando-a. Nunca em sua vida, ela se imaginou lidando com um filho rebelde.

A bruxa então subiu as escadas, mas parou quando ouviu passos atrás dela. Ela sorriu ao ver o que Elizabeth lhe encarava sem jeito.

- Olá, Srta. Snape. – Disse e se aproximou dela.

- Olá, Professora Granger. – Respondeu com um sorriso.

Eliza parou entre dois corredores e esperou por ela.

- Posso ajudá-la em alguma coisa, querida?

- Eu acho que sim, Professora. Mas estou um pouco constrangido em dizer isso. Não faço ideia de onde estou! Deveria estar na próxima aula, mas me perdi.

- Oh, bem, você não foi a primeira e, dificilmente, será a última. - Hermione disse simplesmente. - Qual a sua próxima aula? – Sussurrou gentilmente.

- Herbologia.

- Muito bem, te levo até lá.

Os duas conversaram enquanto seguiam para a sala de aula de Pamona. Uma vez que Eliza chegou ao seu destino, Hermione sorriu para ela e se despediu. Mas não antes de alertar a professora sobre o ocorrido.

(...)

Elizabeth considerou que a aula havia corrido perfeitamente bem. Quando percebeu, já estavam jantando no salão principal. Ouvindo suas colegas de casa conversarem, ela lutou contra o desejo de permitir que os seus lábios se transformassem em um sorriso.

- Bem, é o nosso Diretor. – Sussurrou Victória Weasley gargalhando. – Por outro lado, todo mundo sabe que o professor Potter corre das alunas do sétimo ano! – A menina continuou. - Não é um grande segredo!

Antonela Nott assentiu animada. Liz tinha praticamente acabado de conhecê-las, estavam no salão principal de Hogwarts e todas tinham o olhar na mesa principal.

- Tenho um pouco de dó dele, sabe? – Antonela sussurrou. – Quando as meninas decidem se atirar em cima dele, o pobre homem parece um Leão intimidado por um texugo! É surpreendente como ele fica apreensivo.

Elizabeth gemeu internamente. Aparentemente, ela não era a única apaixonada pelo professor de DCAT. Mas para seu azar, ele ainda não havia olhado para ela depois da pequena conversa no escritório dele.

- E você, Elizabeth, - Victoria disse maliciosamente. – também já reparou no professor de Defesa?

Pela primeira vez, Eliza não sabia o que responder. Na verdade, ela não sabia se podia dizer a elas que se sentia atraída por Harry. Tentando se conter, olhou nervosamente para os lados, como se estivesse procurando algo para dizer.

- Sinceramente? – Disfarçou. – Não tive tempo para isso ainda.

- Claro. – Vic balançou a cabeça. – Bem, eu não consigo enxergá-lo como nada além do meu professor preferido. Bem, sei que chegou agora e não deve saber. Todo mundo aqui sabe sobre o que vou dizer então não é um grande segredo também.

- O que seria? – A jovem Snape perguntou e encolheu os ombros.

- Bem, o professor Potter foi largado no altar por minha tia Ginny Weasley.

Elizabeth largou o talher e olhou para Harry com olhos arregalados. – Isso foi há quanto tempo? – Perguntou surpresa com sua revelação, engolindo nervosamente.

- Umm, muito tempo. Acho que há uns quinze anos, mas todos sabem que ele nunca a superou e espera até hoje que ela volte.

- Ela sumiu?

- Sim. – Antonela respondeu. - Eu ainda não tenho nenhuma ideia sobre o motivo que a levou a fazer aquilo. Sério, Harry Potter nunca mais se abriu para o amor. Acho que ele ficou um pouco perturbado. Ela foi embora sem se despedir, deixou apenas uma carta para ele.

Eliza assentiu e lançou outro olhar para o professor de Defesa Contra Artes das Trevas, para sua sorte, ele estava ocupado demais conversando com a professora Granger.

- Caramba, Hermione! - Harry disse quando soube do que havia acontecido com Alexander. – O que pretende fazer? – A questionou enquanto tentava pegar mais um pedaço da torta de abóbora.

- O que eu deveria? – Perguntou indignada. – A culpa deve ser minha, devo ter errado em algum lugar.

- Não penso assim, você fez o seu melhor por ele. - Ele a lembrou.

- Como pode notar, não foi o suficiente. – Resmungou.

- Hermione ... - Harry levantou as sobrancelhas franzidas em preocupação.

- Estou perdida, completamente perdida. Já não sei o que faço. – Hermione revelou. - Se meu filho for expulso novamente, não haverá nenhuma outra escola para ele. - Os olhos dela estavam vermelhos, quase inchados.

- Ele não vai. – Harry respondeu. – Pelo que você me disse, a Diretora foi muito clara sobre a próxima punição. Duvido muito que ele faça algo que possa prejudicá-lo.

- Bem, eu realmente desejo isso! Eu quero que ele volte a ser o rapaz descente que ele sempre foi! – A bruxa estava sussurrando e a expressão em seu rosto demonstrava toda sua dor e decepção. – Alexander sempre foi muito reservado e responsável.

- Pode ser a idade. Já faz um bom tempo que não falo com ele, talvez esteja na hora, Hermione. - Harry se levantou da cadeira e Hermione fez questão de puxá-lo novamente. – Se você desejar, farei o meu melhor

Sua amiga inclinou a cabeça e olhou para ele.

- Oh, vamos lá, querido. Acredite, você vai chover no molhado. – Tentou convencê-lo. – Harry, olhe para elas... – Hermione sussurrou para ele. - você parece ser o centro das atenções. É um pouco assustador.

Harry bufou.

- Não me lembre. – Grunhiu.

O Grande Salão estava cheio de sons de estudantes conversando, mas era nítido que a atenção de algumas alunas estava no professor.

- Tenho uma reunião com o Diretor. - Disse do seu lugar ao lado de Hermione na mesa principal. – Te vejo mais tarde.

- Certo! – Hermione murmurou enquanto se servia um pouco mais de café.

Por mais que odiasse admitir, Harry não tinha certeza se estava pronto para pedir sua demissão. Entretanto, uma vez que decidiu que aceitar a oferta de emprego do Ministério para era sua melhor opção, ele não tinha outra escolha.

Depois de ter beijado uma aluna, sair era o melhor que ele poderia fazer.