Notas do Autor
Olá, boa noite.
Então, preciso falar que não estou muito satisfeita com o capítulo, mas resolvi postar assim mesmo.
Boa leitura e até breve.
TatianyPrince.
Capítulo 7 - Capítulo 7
UMA SEMANA DEPOIS
- Você sabe que odeio isso, certo? – Perguntou Harry, se sentindo inexplicavelmente exausto.
Houve um suspiro ao seu lado. - Sim, eu sei. Porém, esse é o tipo de história que não costuma ser esquecida tão facilmente, querido.
- Não sei, Hermione. Achei que estava cansado demais para me importar, mas percebi que isso ainda me afeta. Saber que ainda falam sobre mim e Gin ainda me afeta. – Grunhiu.
- Bem, os alunos são bem inconvenientes quando querem. – Apontou. – Você estar sozinho até hoje não ajuda muito. Sinto muito, mas é a verdade. A maioria das pessoas acabam entendendo que você não superou o sumiço dela.
- Você tem razão. - Disse a ela. – Porém, parece não existir ninguém para mim.
- Como assim? - Perguntou um pouco desesperada. - Eu tenho evitado perguntar as coisas, mas e aquela pessoa que conheceu no três vassouras? Eu pensei que estava interessado! – Recordou. – Você parecia tão feliz naquele dia. – Sussurrou contente. - Merlin, você está bem? - Perguntou, quando notou que seu amigo havia perdido a cor.
- Acho que não. Quero dizer, sim, sim. Estou apenas muito cansado. – O professor Potter disfarçou.
- Não é para menos, está atribuindo mais detenções que o normal. – Hermione disse conseguindo manter voz baixa. – Harry, e como tem sido as detenções da Srta. Snape?
- Como qualquer outra detenção? – Falou rudemente, parecendo um pouco verde.
- Eu só fiquei curiosa. – Ela respondeu inocentemente, tentando se desculpar pela pergunta. – Só que ela é uma ótima aluna, parece tão errado que ela esteja cumprindo uma detenção.
- Eu sei, parece um desperdício não acha? - Ela olhou para o rosto dele e assentiu. – Mas ela saiu do castelo sem permissão. Diante da gravidade de tudo não pareceu certo que eu me omitisse. Escute, Luna estava te procurando um pouco mais cedo. Parecia importante. – Harry sussurrou mudando de assunto.
Neville sentou-se no canto, observando em silêncio Hermione e Harry conversando novamente. O jovem diretor não se importava, claro, ele já estava acostumado com isso, afinal, ele sabia que eles eram bons amigos.
Ele olhou para Hermione sentindo o coração afundar. Não importava o quanto ele desejasse, sabia que ela nunca seria dele.
- Você está bem, Neville? - Ela perguntou se aproximando.
Ele queria responder, mas apenas deu um pequeno aceno e puxou a outra cadeira para que ela pudesse sentar-se.
- Muito bem, meus nobres colegas, apenas tome seus lugares. - Ele respondeu suavemente. - Bem, então, agora que todos estão aqui, precisamos fazer decisões importantes sobre o futuro de nossa escola. Acreditem, as coisas não estão muito boas no mundo mágico.
(...)
- COf cof. – Interrompeu a menina insistente que parecia estar seguindo-o por todos os lados.
Alexander Granger sabia que devia ter cometido um grande pecado por estar naquela situação. Ele havia fugido da menina e demorou menos de dez minutos para que ela o encontrasse.
- Jackson! – Saudou sem vontade.
- Estou tendo um problema com a matéria do professor Harper. – Sussurrou um pouco corada.
- O que tenho a ver com isso? – Questionou sem entender.
- Apenas ignore-a, Granger. – Disse uma outra menina que ele não conhecia, porém, que já havia lhe chamado atenção em uma outra ocasião. O cabelo dela estava puxado para trás em um rabo de cavalo, mas alguns fios haviam escapado e pendiam frouxo. Alex simplesmente não conseguia entender como ela mexia com ele. - Eventualmente ela vai desistir. – A menina avisou.
- Eu.. eu... eu... – A srta. Jackson resmungou.
- Você? – Ele tentou.
- Nada! Vou deixá-los em paz. – Stafani Jackson decidiu sentindo-se uma tola.
- Eu não achei que ela iria cair em si tão rápido, mas que bom. – A menina loira revelou parecendo contente. - Jackson é uma espécie de um cãozinho da Shalengir. Tão insuportável quanto. – Suspirou entediada.
Alex revirou os olhos e se preparou para sair.
- Onde você vai? Não acabamos aqui.
- Não temos nada para acabar. Afinal, não começamos nada. – Ele murmurou.
- Uau... você é ainda melhor do que falaram. Por falar nisso, me chamo Nicolly. Nicolly Patell.
- Oh, pelo amor de Merlin, por que é tão difícil ter um pouco de paz aqui? - Ele explodiu. – As pessoas são sempre tão inconvenientes? - Ele disse tentando recolher o resto de suas roupas.
- Tão fofo. - Ela soltou a risada que estava segurando. – Mas assim isso não vai funcionar. Meus amigos e eu jantamos na última mesa do lado direito do refeitório. Vê se aparece.
De repente, a menina abriu a porta e saiu.
(...)
Sem saber o motivo, Elizabeth havia sido arrastada por Victória por vários corredores desconhecidos. A jovem ruiva só parou quando chegou em uma sala abandonada que parecia ser muito familiar para ela. Havia uma pesada camada de poeira cinza no chão.
O lugar cheirava a meia suja.
Mesmo sem entender, Elizabeth estava cara a cara com Victória, que parecia mais pálida do que o habitual. Na tentativa de desvendar o que estava acontecendo, ela tocou o braço da amiga e esperou por alguma reação.
Porém, Victória ainda parecia confusa e ainda mais pálida.
- Vic? Você está bem? O que houve? – Perguntou, dando-lhe um olhar reconfortante. – Parece doente.
- Se eu contar, vai rir de mim. – Grunhiu desesperada. A menina parecia histérica.
- Bem, pelo menos tente. – Insistiu, se perguntando o que poderia ser tão ruim.
- Agora a pouco ocorreu uma terrível tragédia. Thomas Andrews deu tchau e eu respondi com um aceno.
- O sonserino?
- Sim! O próprio.
- Mas qual o problema? - Disse ela, vendo sua aparência desgastada.
- Não era para mim, Elizabeth. Nunca me senti tão envergonhada! Como pude cometer esse erro? Certamente esse episódio nunca será esquecido. Vá em frente, ria de mim.
- Eu não vou rir! - Ela sussurrou. – É horrível. - Disse suavemente, tendo notado o motivo de toda a inquietação. – Mas não é o fim do mundo, acontece o tempo inteiro.
- Você é uma boa pessoa. – Sussurrou envergonhada.
- Venha, essa sala fede. Além disso, tenho que estar na sala da professora Granger daqui a quarenta minutos.
- Nunca mais poderei sair daqui! Devo ser o assunto do momento. – Reclamou.
Liz revirou os olhou, apertou a mão dela e as conduziu até o dormitório.
(...)
- Longbottom, me diga com sinceridade, você de fato pensa em aderir esse plano descabido do Ministério da Magia? - Poppy perguntou. – Isso é algo tão repugnante. Mal posso acreditar no que acabei de ouvir. – Lamentou.
Hermione franziu a testa em concordância.
A bruxa sabia que tirar estudos trouxas da grade de ensino era algo retrógado que ela não podia admitir. Naquela altura do campeonato, permitir aquilo seria apoiar o grupo de supremacistas sangue puro que desprezavam trouxas, nascidos-trouxas e mestiços.
- Não pretendo fazer isso - Neville se pronunciou. – acho que todos aqui concordam que é inadmissível. Então, farei o que eu puder e não puder para evitar que isso ocorra. - Falou determinado e a expressão de Hermione se suavizou. – Porém, algo me preocupada. – Alertou. – Certamente iremos sofrer pressões externas no que diz respeito a nossos recursos. Por hora pode não ser tão preocupante, uma vez que temos nossas reservas. Porém, no futuro bem próximo, pode nos afetar.
- Estaremos prontos para isso, Diretor. – Disse a professora Granger. - O que não podemos é permitir que Hogwarts seja alvo de intervenções políticas. - Hermione olhou por cima. – Estaremos prontos para a luta.
(...)
Quando Elizabeth sentou-se em sua frente após a reunião da equipe, Hermione sentiu-se terrivelmente egoísta pelo enorme esforço apenas para tê-la por perto. Claro que não era apenas, pois sua filha merecia ser uma aprendiz por seu mérito, mas Hermione sabia que se fosse em outra ocasião ela teria selecionado vários alunos e os submetido a um exame altamente criterioso.
- Noite difícil? – A professora perguntou enquanto servia um pouco de chá para sua filha.
A menina apenas assentiu, mas parecia desanimada.
- Isso significa uma noite muito ruim, certo? – A questionou novamente.
- Desculpe, Professora. O que há com as pessoas para elas serem tão difíceis? Mudar de escola é terrível. - Eliza esfregou as têmporas e encostou-se ainda mais na poltrona com um suspiro.
- Bem, nem todo mundo pode ser fácil para lhe dar. - Brincou ela. – Com o tempo as coisas irão melhorar, eu garanto. – Hermione parou por alguns instantes e resolveu tratar o assunto que a levara ali. – Me diga, srta. Snape, você já pensou em fazer um aprendizado?
- Na verdade, sim. Mas não será possível, pois Madame Pomfrey não quer uma aprendiz.
- Você pensa em ser medibruxa? – Sorriu com interesse.
Ela queria ser sutil nas perguntas, por isso havia decidido não fazer perguntas invasivas sobre a menina. Porém, Hermione realmente estava curiosa para saber sobre o que a menina pensava para o futuro.
Claro que ela queria persuadir Elizabeth a seguir o mesmo ramo que ela, mas Hermione sabia que não poderia.
- Sim, mas meus motivos são meramente egoístas. – Disse Liz envergonhada.
- Ah, pare. Não deve ser. Você deve ter um motivo bastante especial. – Hermione disse estimulando-a a falar.
- Bem, quero aliviar ou até mesmo acabar com a dor e o sofrimento de uma pessoa muito importante para mim. Eu queria poder levar algum conforto nesse momento difícil e de alguma forma, fazê-la mais feliz.
Hermione estremeceu. A bruxa sentiu sua garganta fechar e se perguntou por que ela havia insistido em fazer sua filha falar aquilo. Ela sabia que Eileen estava doente, por isso, se amaldiçoou por não ter relacionado a sua doença aos motivos de sua filha de querer ajudá-la.
- Desculpe, eu sei sobre sua avó. Tenho certeza que ela irá se recuperar, Elizabeth.
A menina assentiu enxugando as lágrimas que haviam rolado por suas bochechas.
- Tenho a impressão de que você queria chegar em outro lugar, professora. Desculpe, só me sinto sobrecarregada. – Disse sentindo-se uma boba.
- Oh! - Hermione de repente se sentiu como uma tola. – Não querida. Eu gostei de te ouvir, então, quando precisar sabe onde me encontrar.
- Obrigada, mas me diga o que a senhora queria... Se não ficarei ainda pior.
- Sei que isso que vou propor não está em seus planos, mas peço que pense com cuidado. – Hermione a informou com muita cautela. – Nas poucas aulas que tivemos pude notar o quão esforçada e talentosa você é em transfiguração, Elizabeth. Você aceitaria ser minha aprendiz?
- Oh? – A menina olhou para ela com expectativa.
- Bem... - Hermione sorriu e pegou suas mãos na dela. Ela sentiu-se estranhamente feliz com a proximidade. Seu coração palpitou e ela pegou-se observando a semelhanças de suas mãos, mas logo se concentrou em seus objetivos. – você ganharia horas extras para seu histórico escolar e boas recomendações em possíveis universidades.
- Aceito... aceito e aceito! A senhora realmente está falando sério?
- Sim, estou.
- Obrigada, Professora. Nem sei como lhe agradecer. - A menina sussurrou.
- Não diga nada, estou feliz por tê-la como aprendiz.
A menina assentiu sorridente e Hermione corou levemente.
(...)
- Aqueles curandeiros são horríveis, Severus. – Eileen reclamou quando sentou-se no sofá.
Severus revirou os olhos e sentou-se ao seu lado. Sua mãe havia acabado de chegar de mais uma sessão com os curandeiros.
- Não pode ser tão ruim assim!
- Oh, sim, pode. Ora, Severus, nunca imaginei que alguém pudesse ser tão desastrado para administrar poções.
- Eles foram recomendados pelos melhores profissionais!
- Bem, obviamente eles não são os melhores. Você sabe, Molly Weasley pode ser considerada bem mais preparada do que eles quando se trata de magia de cura. - Gritou a Sra. Prince frustrada. - Se minha cura depender daqueles palermas, então não tenho esperança.
- É temporário! Esse tratamento me dar um pouco mais tempo para estudar um pouco mais a sua doença e chegar em uma cura.
- Pode não existir uma, Severus. - Ela ecoou, virando-se e olhando para ele. – E se for o caso, você terá que aceitar.
- O quê? - Snape estalou. – Isso não é uma hipótese, você deveria saber.
Severus Snape suspirou e se levantou, seguindo em direção ao laboratório. Eileen estava evitando tocar no assunto, e por boas razões. Porém, se ela estivesse certa e sua doença não tivesse uma cura, ela teria que garantir que teria tempo suficiente para seu filho e sua neta.
