Notas do Autor

Ei, gente... Boa tarde.

Aqui vai mais um capítulo para celebrar os 60 anos do nosso Severus Snape... Esse capítulo vai mudar um pouquinho o rumo da história hahhaa Mas estava tudo muito tranquilo, ne? Hahahha

Boa leitura e até breve.

TatianyPrince.

Capítulo 8 - Capítulo 8

Hermione estava sentada na sala do diretor e eles compartilhavam de uma bela garrafa de vinho. Ela tinha quase certeza de que se arrependeria no dia seguinte, porém, o dia havia sido tão estressante que ambos mereciam aquele momento.

- Essas crianças estão me deixando louco. – Neville disse com um suspiro quando se serviu com um pouco mais de vinho. – É realmente necessário que o diretor permaneça no castelo por tanto tempo?

- Ei! – Hermione disse pegando o cálice de suas mãos, - Acho que já bebemos o suficiente.

- Oh, desculpe. – O homem deu de ombros.

- Estava apenas brincando. – Gargalhou levemente. – Se tem alguém que merece beber hoje esse alguém é você.

- Oh, certo. – Ele sussurrou pegando o cálice de volta.

- O que há de errado com você, querido? - Hermione perguntou, estreitando os olhos para ele.

- Não há nada de errado, Hermione, - Disse hesitante. - bem, existe uma coisa que eu gostaria de te falar.

- Pode dizer.

- Fiz outra entrevista para encontrar um substituto para ocupar o cargo de Harry. Está ficando mais difícil não realizar o desejo dele. Eu sinto muito...

Hermione soltou uma risada alta. - Por isso está tão tenso? Oh, Neville... Eu sabia que uma hora você iria encontrar alguém bom o suficiente.

- Sério? – Ele perguntou e ela balançou a cabeça com simpatia.

- Claro que sim. Como foi a entrevista?

- Foi regular, porém, estou em contato com uma pessoa que se encaixa perfeitamente no cargo. Mas a negociação está sendo mais difícil do que eu imaginei.

- Então essa pessoa deve valer a pena. – Ela disse e os dois riram e assentiram.

- Eu odeio ter que perder um dos meus melhores professores, Hermione. Harry fará falta.

- Eu sei que vai.

É claro que Hermione havia pensado nisso, Hogwarts não seria a mesma sem Harry. Mas infelizmente ela não tinha muito o que fazer.

(...)

- Olá! – Liz sussurrou.

- Querida! É tão bom que esteja aqui. – Sua avó lhe recebeu com um belo sorriso.

Eileen puxou a neta para fora da lareira e prontamente a abraçou. Elas se afundaram no sofá e, em pouco tempo, Snape apareceu na porta.

- Fico feliz que tenha chegado a tempo. – Seu pai revelou.

A menina deu um sorriso fraco.

- Não perderia o jantar de aniversário da vovó! - Ela chorou, com a voz abafada.

- Jura? – Snape questionou. – Ficar de detenção é algo que não ajuda muito, Senhorita. – Liz arregalou os olhos e desviou o olhar. - Sim, eu soube do ocorrido, tive uma visita do seu chefe de casa. Você entende que poderia ter sido pior, não entende? Um mês de detenção não é nada.

Ela encolheu os ombros e se endireitou.

- Elizabeth, - Sua avó começou: - O que houve?

Liz respirou fundo antes de decidir que dizer seria provavelmente o melhor a fazer: - Sai do Castelo sem autorização, vovó.

Sua avó piscou surpresa.

- Você está dizendo que ficará de detenção por um mês por que foi pega fora depois da hora de recolher? – Ela perguntou. – É um tanto quanto desproporcional.

- Não exatamente. - Ela passou os braços em volta de si mesma, esfregou o rosto e respirou fundo. – Não fui pega, me entreguei porque vi algo importante que deveria dizer ao meu chefe de casa. Um aluno foi atacado nos terrenos de Hogwarts e tive a infelicidade de presenciar. Por favor, não digam nada. - Chiou. – É ruim o suficiente ter essas imagens na minha cabeça. Aprendi minha lição.

Os braços de Eileen deslizaram lentamente pelas costas dela e a velha senhora a abraçou.

- O menino está bem? – Sua avó perguntou.

(...)

Agora, do lado de fora da porta do pub, Alexander esperava que as coisas lá dentro tivessem ocorrido sem problemas. É claro que, quando um desconhecido mexeu com Nicolly ele não teve outra opção que não fosse defende-la. Era tarde demais para voltar atrás, porém, sabia que aquilo poderia prejudicá-lo se chegasse nos ouvidos da diretora. Primeiro, que ele não tinha autorização para estar fora da escola. Segundo, que ele estava a um fio da expulsão.

Quando viu um grupo conhecido, sua boca se abriu ligeiramente enquanto seus olhos vasculham por algum rosto conhecido. Para sua sorte, não havia ninguém.

Não querendo brincar com a sorte, virou-se para a rua a esquerda apenas para tropeçar em alguém. Quando viu a pessoa em questão seu rosto brilhou com descrença. Ele olhou nos olhos dela, os verdes, intensos e suspirou.

- Jackson. – Grunhiu.

- Sim. – Sussurrou e olhou para ele. Alex piscou inocentemente de volta. – Achei que estava proibido de deixar o castelo... Sei que não tenho nada a ver com sua vida!

- Mas?

- Preciso continuar? – Perguntou envergonhada.

- Se quiser que eu entenda sim, ao contrário pode ir

- Nicolly e sua gangue são pessoas más. – Ela baixou a voz para um sussurro baixo. – Andar com eles é viver em constante problemas. Sei que não tenho intimidade com você para falar isso...

- E, no entanto, você está falando. Se for só isso pode ir, tenho mais o que fazer, Jackson. Adeus. Como você disse, não deveria estar aqui. – A menina assentiu, incapaz de dizer qualquer coisa.

(...)

- Olá Mione! - Ela ouviu Luna gritar quando virou no corredor de seus aposentos.

- Lunaaaa. - Ela disse, sorrindo brilhantemente. – Que bom que está aqui. Quanto tempo! Senti tanto a sua falta.

- E eu a sua! Como foi o seu dia? – Ela perguntou enquanto a amiga abria a porta para que elas pudessem entrar.

- Tudo bem. Foi um dia bem ocupado. Então, nada fora do normal. Estive com Neville agora a pouco, estávamos compartilhando algumas angustias. – Gargalhou. - E seu dia?

- Oh, também foi bem corrido. – Sussurrou. – E Neville? Como está? – Perguntou timidamente.

- Muito bem. - Ela disse, encarando maliciosamente a outra mulher. – E esse seu interesse pelo Diretor? Nas nossas correspondências você também perguntou por ele.

- Oh, Hermione... - Ela lentamente tirou o anel de noivado da mão e o colocou sobre a mesa. – Ele não é para mim. Por muitos anos sonhei com isso, mas parece que ele não me enxergava da mesma forma.

- Não sabia que estava noiva! Fico muito feliz por você. – Revelou contente. Luna levantou-se da cadeira e parou próximo a janela. – Não está feliz?

- Sei que deveria, mas não consigo. - Luna disse sinceramente. – Rolf é um homem maravilhoso, mas não sei se é o que eu quero. - Ela deu um pequeno sorriso. – Não esqueci de Neville.

- Você tem que resolver isso, Luna. - Ela disse baixinho. – Pelo bem de todos vocês.

Luna assentiu e deu um último abraço em Hermione antes de ir para casa. Ela encontrou o caminho para a lareira e foi para casa com flu.

(...)

Eliza havia chegado há meia hora. Ela nunca perderia o jantar de aniversário de sua avó, já que ela era sua pessoa favorita do mundo.

Tentando ajudar, Elizabeth apontou a varinha para o fogão e murmurou um encantamento. Pouco a pouco todas as travessas flutuaram em direção a mesa. Sorrindo, a jovem sacudiu a varinha novamente e as travessas mudaram de posição.

- Perfeito. - Ela sussurrou, sorrindo.

Assim que todos se sentaram à mesa, houve uma batida na porta. Mesmo com má vontade, Severus foi atender, e para surpresa dele, Natasha estava em sua frente segurando uma enorme mala em suas mãos.

Elizabeth e Eileen trocaram um breve olhar de aborrecimento, mas logo disfarçaram.

- Espero ter chegado na hora certa. – Disse a visita não tão desejada. - Não podia perder o jantar da minha sogra. - Gargalhou a bruxa ao entregar uma garrafa de vinho a Severus lhe dando um breve beijo nos lábios.

- Natasha, você chegou na hora certa. - Eileen cumprimentou tentando quebrar o silencio. – Sente-se.

- Obrigada, sogra. – Sorriu ela brilhantemente. – Liz, querida, se importa em se sentar em outra cadeira. Gostaria de me sentar ao lado de seu pai.

Elizabeth olhou para cima para ver seu pai abaixando a cabeça. Obviamente, ele não sabia que ela apareceria naquele dia. Educadamente, ela se levantou e caminhou até a cadeira do lado de sua avó, retornando seu sorriso, e ofereceu-lhe o seu lugar a mesa.

- Obrigado, Liz.- Seu pai sussurrou para ela. - Devo dizer, estou surpreso em vê-la aqui. Pensei que suas férias estivessem distantes.

Liz resmungou quando enquanto observava Natasha e Severus falando baixinho um com o outro. Definitivamente, a mulher havia conseguido estragar seu jantar.

(...)

- Bem ... decidir de última hora. – Natasha revelou arrastando-o para o quarto. - Hoje quando cheguei, nós tivemos um pequeno momento de tensão. Achei que minha surpresa seria capaz de lhe fazer feliz. – A mulher divagou. – O que eu quero dizer é que eu realmente achei que ficaria satisfeito com minha presença, Severus, mas parece que me enganei.

- Bem ... eu realmente não sei o que dizer. - Ele disse, e olhou para baixo em vergonha, - De fato, não esperava sua presença, Natasha. Mas em parte é por não gostar de ser surpreendido. Mas já que está aqui, não falaremos mais disso.

- Então é isso meu querido, não falaremos! – Ela o beijou mais uma vez e colocou suas mãos em seu rosto. – Qual é a 'nossa atual situação', se é que posso perguntar?

- É o que você quer que seja, Natasha. – Resmungou tentando sair daquele assunto.

- Eu gostaria que fosse apresentada como sua noiva. - Disse devagar.

- Se é o que você quer. - Ele disse simplesmente. Ela pulou em seus braços e fechou a porta do quarto para deixá-los mais à vontade. - Escute, Severus. Você já a encontrou?

- Sobre quem exatamente você está se referindo?

- Não jogue esse jogo comigo. Estou me referindo a Granger. – Resmungou.

- Por que eu deveria? – Questionou irritado.

- Por Salazar, Severus. Ela está lecionando em Hogwarts! Você realmente quer me convencer que ela ainda não te procurou?

Surpreso, ele se afastou dela.

- Você não sabia? Oh, desculpe. – Sussurrou e sorriu para ele.

(...)

Liz estava encolhida no sofá, tentando evitar contato visual com Natasha. Naquele momento, ela não estava com cabeça para aquela conversa fiada.

- Oh, meu Deus! – A mulher detestável murmurou suavemente. - Você não deveria voltar para Hogwarts querida. Olha a hora!

- De fato. - A menina resmungou, massageando suavemente sua cabeça.

- Não ainda, Elizabeth... - Snape estalou. - Então, como está indo nas aulas?

- Razoavelmente bem, papai.

- Nada que precise me contar? - Snape perguntou e ficou de pé, sacando sua varinha e acendendo a lareira.

- Não que eu me lembre. Oh, espere! Esqueci de mencionar que sou a nova aprendiz da professora de transfiguração. O Senhor a conhece, foi sua aluna! Sou aprendiz da professora Granger.

Momentaneamente, Snape perdeu a cor.

- O Senhor não parece muito bem.

- Impressão sua querida. – Sua avó sussurrou.

(...)

Alex fez uma careta, ao ser recebido pela diretora. Ele era uma pessoa tão estúpido ao pensar que poderia escapa da encrenca que havia se metido, porém, não sabia que seria pego tão rapidamente.

- Sr. Granger. O que é isso? Quer saber? Não diga. O conselho irá deliberar sobre sua situação! Teremos uma resposta em 24 horas, até lá fique fora de problemas. Para o dormitório agora.

O menino empalideceu quando a vice-diretora lhe deixou sozinho.

- Alex! – Jackson chamou freneticamente, correndo para onde estava. – Todos já estão comentando. Provavelmente a Diretora já sabe.

- Sim. - Respirou. – Boa noite, Jackson.