Só tive coragem de voltar para casa quando soube que minha mãe estava no seu horário de shopping. Caminhei pela sala e tive flashes do ocorrido no sábado. Foi feliz e foi triste. Só queria sentir a felicidade, mas Renné continuava com aquele ódio enraizado em sua alma. Eu ainda não sabia se conseguiria continuar ali. Voltar para casa estava se tornando uma coisa esquecida.

Fui para o escritório do meu pai e tive a sorte de encontra-lo desocupado. Charlie sorriu com a visão da minha cabeleira rosa, ele sabia que Renne odiava aquela cor. Não espelhava maturidade, segundo ela. Tinha feito de propósito mesmo. Ele abriu os braços e corri para ele e nos abraçamos.

- Essa é a sua casa.

- É a casa dela também.

- Não vai ser mais.

- Pai, não vai expulsá-la, vai?

- Estou pedindo o divórcio. – Ele diz tentando disfarçar o alívio. Meus olhos ficam marejados. Sem querer, prendi meu pai a um casamento triste. – Quero que fique afastada daqui ela ainda não sabe que estou fazendo isso. Não quero que ela desconte em você.

- Eu vou encontrar um lugar para ficar por um tempo. Está na hora de sair da sua asa senador. – Minha voz sai embargada.

- Espero te ver na inauguração da nova ala do hospital.

- Edward me contou disso. Eu já ia por ele e, agora vou por você também.

- Certo. Você não tem muito tempo. Sua mãe pode demorar, mas também pode nos surpreender. – Rimos e subo para arrumar as malas.

Liguei para Edward e coloquei minha bagagem no carro. Combinaram de nos ver no hospital e minutos depois o encontrei na sua sala, concentrado em algum exame. Limpei a garganta e ele desviou a atenção para mim.

Ele se levantou, guardou os documentos e se aproximou para me dar um beijo. Minha mão espalma o peito dele. Ele toca o meu pescoço e sinto um arrepio gostoso. Depois segura meu cabelo e suga a minha língua. Minha mão vai para as suas costas, arranhando por cima da camisa que ele usa.

- Posso dormir com você amanhã. - Digo com os olhos levemente fechados e fazendo um bico que logo é beijado.

- Pode se mudar para lá, se quiser!

- Não podemos ser tão precipitados. Só preciso de um lugar para ficar enquanto...

- É sério amor, vem morar comigo. Se enjoar da minha cara, pode me expulsar do meu, quem sabe nosso, quarto.

- Tem certeza?

- Você já é uma Cullen. – Ele puxa o anel de esmeralda do bolso. - Não vou deixar você escapar. Você é o amor da minha vida e quero que toda vez que olhar para isso aqui, você lembre da minha promessa.

- Que promessa? – Prendi a respiração sabendo o que ele estava prestes a fazer.

- Vai ser um Cullen pelo casamento. Vai ser uma Cullen por ser a mãe de alguns Cullen, vai ser uma Cullen por viver e envelhecer com um.

- Eu te amo tanto Edward! – Pulo em sua cintura. Ele me sustém pelas nádegas e me coloca em cima da mesa. E então nos beijamos mais uma vez, comemorando. Ele desliza o anel pelo meu dedo.

- Eu te amo, Bella. - Ele fica entre as minhas pernas. Coloco minha mão no seu rosto dele. Nos encaramos sorrindo como bobos.

- Ele é muito lindo, tem a cor dos seus olhos. – Comento antes de finalmente beijá-lo. De novo. Agradecida. Por seu amor, por simbolizar o noivado para o mundo e por ter um lugar onde ficar para se esconder da minha mãe.

Depois de jantar uma pizza, Edward e eu estávamos deitados no sofá. O sofá dessa casa é bem grande. E vai me permitir fazer uma coisa bem legal. Eu acho. Não vesti o lingerie. Peguei meu short curto e uma regata com renda. Não coloquei sutiã, os piercings me deixavam incomodada quando vestia blusa. Incomodada de um jeito muito bom, mas nem sempre conveniente. Soltei meu cabelo e fomos para a sala. Vamos assistir um filme na tv a cabo. O filme que eu nem sei o nome começou. Não estava prestando atenção. Edward está bem quieto e sua mão está sobre a minha e eu estou de costas e apoiada em seu peito.

A hora do intervalo chegou. Edward ainda olhava para a tv quando me viro e o beijo. Ele aceita de bom grado. Coloco minha mão em seus cabelos e puxo forte e ele geme. Ele me puxa e seu peito está colado no meu. Sua mão passeia pelo meu corpo e ele para em minha bunda e dá mais um tapa lá.

Tapas! Não pensei que iria gostar de tapas. Tapas de amor. Ardiam e me deixava querendo mais.

O filme volta e eu vou para o meu lugar. Descobri que é A Quinta Onda. Edward tenta puxar papo.

- Shiu! Quero assistir ao filme!

- Mas...

- Shiiiiiiiu!

Ele ficou quieto e voltou a assistir ao filme.

Quinze minutos se passaram. Ele estava fazendo carinho nos meus ombros.

Me levantei e fiquei mais na altura do seu peito e, ainda de costas, fiquei entre as suas pernas, coloquei seus braços embaixo dos meus e suas mãos em minha barriga. Fiz carinho em suas mãos. Ele beijou meu pescoço e apertou meus seios. Os meus amigos de mamilos já tinham feito o trabalho para ele. A situação toda na verdade.

- Edwaaaard, eu quero saber o final do filme.

- Eles ficam ricos e...

- E?

- O cara fica bem feliz por poder, finalmente, fazer amor com a namorada dele.

- Estranho - tiro suas mãos dos meus seios e viro para ele. Minhas pernas prendendo seu quadril. Ele abraça minha cintura e força meu sexo no seu. - Não sabia que A Quinta Onda terminava assim.

- Pra você ver. - ele ri e puxa meu rosto para o seu. Ele toma meus lábios e logo nossa ritmada dança de língua e quadris começa. Edward alcança com uma das mãos a minha bunda e a outra puxa minha blusa pra baixo. Seus lábios deixam os meus e logo ele chega a minha mandíbula e deixa beijos por ela. Ele vai até meu lóbulo esquerdo e o chupa longamente. Nossos quadris se movimentam e me apoio em seus ombros. Minhas unhas trabalham em seu pescoço. Não sei o motivo, mas eu preciso, eu quero e vou marcar ele. Apesar de saber que receber o mesmo dele vai me deixar constrangida amanhã.

- Edward. Por favor, não faz marcas daqui para cima. - Medi dos meus seios até o pescoço.

- Por que?

- Amanhã é a inauguração da ala do hospital, meu pai vai estar lá e o meu vestido não cobre essa área toda.

- Todos iriam ver minhas marcas em você. Pense Bella, iriam ver o quão bem eu te trato, o quão bem eu posso cuidar da minha noiva. - Ele fala a última parte alisando minha intimidade por cima do short. - Todos iriam sentir inveja de mim. - Ele diz contra o meu pescoço.

- Inveja? - Minha cabeça vai para trás e ele tem mais acesso ao meu pescoço. Oh porra!

Nossos quadris se movimentam com mais rapidez.

Ataco seu pescoço e o chupo longamente. Puxo sua camisa e depois que ele fica sem ela, posso distribuir as marcas. Seu peito não é peludo. Seu mamilo é o próximo que beijo e chupo, depois disso Edward começa a gemer ainda mais. Minhas unhas arranham sua barriga e puxo sua calça moletom pra baixo. Saio de seu colo e tiro sua roupa toda. Ele está sem cueca.

- Quer dizer que só você pode me marcar?

- Quero um trato. - Encaro seus olhos. Monto nele depois de tirar os shorts e ficar só com a blusa e a calcinha.

- Que seria?

- Você me deixa te marcar para a festa e eu deixo você no controle na próxima vez. - Encosto minha boca em sua orelha e sussurro: -Totalmente!

- Feito. - Edward afirma e selamos o trato com outro beijo quente. Sua mão volta para a minha bunda. - Agora mostra eles para mim.

Solto uma risadinha e puxo a blusa pra cima e a tiro. Edward tem seus olhos brilhando. Ele encara meu rosto e depois bate palmas.

- E então?

- A cena mais excitante da minha vida sempre vai ser a de quando você tira a roupa.

- Mas eu ainda estou com a calcinha.

- Não é problema. - Edward chega mais perto da beirada do sofá e quando estou no chão, ele puxa a calcinha pra baixo. Meus seios estão bem em seu rosto e ele chupa os dois como um bebê faminto. Ele faz questão de manter suas sugadas só em meus mamilos, dando uma atenção ainda maior ao metal neles. Beijo ele novamente e desço até ficar de joelhos. O arranhei e o marquei mais ainda.

As manchas se formando me deixando ainda mais excitada.

- Vou marcar aqui também. Pode? - Beijo a cabeça do membro dele e ele geme alto. Ele assente. Dou uma sugada forte e uma beliscada em sua virilha. Sei que a bolinha de metal na minha língua fica gelada e passo ela por suas bolas. Ele se assusta. - Responde.

- Sim, onde você quiser!

- Bom garoto! - Minha língua segue um caminho desde a base em seu pau e ele revira os olhos alucinado. Ele os mantém fechados agora. - Olha para mim. - Ele abre os olhos e me encara. Seus olhos queimam de desejo e ele está brilhando de suor.

Ele geme e segura meu cabelo. Relaxo a garganta e seu membro entra mais. Edward arregala os olhos quando tudo entra. Minha intimidade está tão molhada. Minha mão chega até l minha vez de revirar os olhos.

- Não quero gozar na sua boca. Vem, levanta ...antes que...para Bella. - Ele geme e dou uma última sugada em seu membro antes de ficar em pé. - Deita no sofá. De bruços.

Faço o que ele pede.

Ele fica entre as minhas pernas e as fecha mais. Uso um travesseiro como apoio. Ele afasta o meu cabelo. Sofregamente ele me penetra e começa o vai e vem delirante. Minhas pernas fechadas só aumentam a sensação gostosa. Sua mão entrelaçada na minha. A velocidade aumenta. Eu mal consigo respirar direito.

- Aaii, mais forte! - Edward aumenta as arremetidas em mim. - Me bate!

Sua velocidade diminui. "Não". Ele me faz empinar o traseiro e volta a velocidade rápida. Sua mão aperta o meu seio e puxa levemente o piercing. Ele alisa minha barriga e depois seu caminho chega até a minha bunda. Ele começa a estapeá-lo. Uma, duas, três, quatro... Cada lado.

-Era isso que você queria? Que eu deixasse essa bundinha bem vermelhinha? Hein? Responde! - Ele me dá mais um tapa.

- Siiim, Edward, eu queria... isso! - Ele puxa meu cabelo. Ele continua os movimentos até que nós dois chegamos ao ápice.

Deitados no sofá e eu sem nenhum fôlego. CARALHO! Que foi isso? Edward ainda está... ativa.

- Não vai precisar fazer tanta coisa dessa vez. – Estamos de lado.

- Como assim? O que... - ele deita atrás de mim e levanta minha perna. E me penetra novamente. Eita caceta, como assim, mais uma? Gemo muito alto ao senti-lo. Ainda estou tão sensível.

Por incrível que pareça, a posição é tão prazerosa que eu chego a perder o ar em alguns instantes. Edward me beija e usa sua mão para me dar mais prazer. Meu cabelo está para o lado e ele morde a minha nuca e a chupa quando estou gozando mais uma vez. Mas ele não para. Meu terceiro orgasmo se forma quando ele está prestes a gozar.

Ele sai da posição e deita em cima de mim quando abro as pernas. Abraçados e unidos, voltamos ao ritmo do prazer e Edward me beija. Arranho suas costas, minhas pernas abraçam seus quadris. Nos encaramos e vejo o quão bonito ele fica quando está dentro de mim. Nos beijamos mais uma vez e então temos a nossa pequena morte.

Estou na casa de Rosalie e estamos fazendo as unhas para o evento de mais tarde. Ela não fala nada sobre minha aparência, mas como minha mãe, ela também não gosta dessa cor.…em mim. Prometo que em alguns dias eu vou voltar ao meu natural e ela parece ficar satisfeita. Eu queria sentir essa estranheza por mais um tempo, ser vista como alguém diferente. Bem diferente do que a minha mãe pintou em mim.

Emmett liga para ela no meio da tarde e ela coloca no autofalante sem que ele saiba.

- Amor, eu não posso falar muito.

- O que eu tenho pra falar é sério. É sobre o Edward.

- Ele é seu amigo. – como se Rose não fosse amiga dele - você deve saber melhor que eu. - Ela pisca para mim e depois mostra que ficou curiosa. Eu também.

- Não, acho que ele levou uma taca ontem e está drogado. - Rose se assusta - Você acha que eu devo ligar para a polícia, para o hospital, pra Bellinha...

- E como ele está? - Rose olhou pra mim e eu corei. Sua face assustada deu lugar a uma maliciosa.

- Todo roxo e vermelho, cada marca maior que a outra.

- Ele tirou a camisa?

- Teve, eu derramei água na camisa dele. Ele estava com cara de doido. Olhando pro nada e suspirando. Sério, tô preocupado.

- Querido, olhe as costas dele. - Rose pediu. Agora eu estava no quinquagésimo tom de vermelho.

- Caralho, Rose. Ele tá todo arranha... hum. Acho que ele não estava drogado não. Bellinha deve ter dado um trato no cara.

Eles riem. Edward fala algo, tomou o celular e falou em seguida:

- Eu levei uma surra ontem. Mas parece que você também Bella. – Ele sabia que estávamos na viva voz?

- Não levei não.

- Sim, levou uma surra de p... - a campainha toca. Estou mais vermelha do que jamais pensei estar, posso ver minha aparência no espelho de Rose.

- A pizza chegou aqui. – aviso. Ela dá uma risada sacana pelo telefone. O que aconteceu com o meu namorado?

- Te vejo mais tarde amor. Tchau Rose, Emmett vai se despedir. – Ele passa o telefone e eu começo a repensar na nossa noite quente. De repente estou muito mais quente e não é mais de vergonha. Mal podia esperar pela noite.