– tem uma coisa que quero fazer desde que te vi deitada em minha cama. – ele não esperou que eu dissesse nada apenas selou seus lábios nos meus.
Meu corpo todo tremeu quando os lábios de sasuke entraram em contato com os meus. Senti sua língua perdi passagem e involuntariamente abri minha boca. Sua língua explorava minha boca com volúpia. Então de repente ele para. Voltei a mim e o empurrei com força, o que não foi grande coisa, pois ele se moveu apenas alguns centímetros. Sai correndo, era a primeira vez que um homem me beijava e eu não queria que tivesse sido ele. Passei rápido pela sala, queria ir para o meu quarto mais quando estava no pé da escada ouço meu pai me chamando.
– sakura querida aonde vai? O jantar já vai ser servido. Venha, vamos nos sentar a mesa. – o jantar foi servido e para o meu azar uchiha sasuke sentou-se bem a minha frente na mesa. Às vezes eu olhava para ele de relance mais ele parecia não me notar. Parecia que nada tinha acontecido e que ele nunca havia me beijado. Por sorte Ino sentou-se ao meu lado e consegui me distrair conversando com ela. Após algumas horas os convidados começaram a se retirar. Kurenai fazia o papel de anfitriã perfeita distribuindo sorrisos a todos. Quando sasuke foi embora despediu-se de mim me dando um beijo em minha mão. E após mais algumas horas eu finalmente estava deitada em minha cama. Exausta.
...
Acordei no dia seguinte já na hora do almoço. Quando desci para a sala meu pai me chamou.
– filha, preciso falar com você. Vamos ao meu escritório. – entramos no escritório e ele sentou em sua cadeira. Eu me sentei a sua frente. – você sabe que estamos passando por dificuldade na concessionaria e que por isso estou endividado.
– sim papai, estou ciente disso.
– o senhor uchiha se ofereceu para me ajudar.
– muito gentil da parte dele.
– mais ele impôs uma condição. – meu pai estava apreensivo.
– condição? E qual seria?
– que você se case com ele.
– O QUE? ESTA LOUCO?
– olha como fala.
– como assim? Casar comigo? Mais nós mal nos conhecemos.
– eu sei filha. Hoje pela manhã ele veio aqui e me disse que gostou de você. O sasuke é japonês e em seu pais ainda existe casamentos arranjados.
– isso é um absurdo. Não estamos mais na idade média papai.
– filha entenda. Ele só vai me dar o dinheiro que preciso para pagar as dividas e investir na concessionaria com essa condição.
– está me vendendo? É isso?
– não filha. Quero o melhor pra você e sei que ele cuidará bem de ti. Ele pode lhe da uma boa vida.
– não gosto dele. Ele me assusta.
– você vai se acostumar. Sasuke é um homem experiente e terá paciência com você.
– quantos anos ele tem?
– 30.
– ele é muito velho pra mim.
– que isso, são apenas 13 anos de diferença. – ele dizia isso porque kuranai era mais nova que ele uns 15 anos.
– papai. Eu só tenho 17 anos. E ainda nem terminei o colégio.
– ele me disse que você poderá terminar a escola querida. E que se quiser até fazer uma faculdade. Viu como ele não é má pessoa.
– NÃO! Não vou me casar com ele. Não gosto dele. E não estou a venda. – meu pai de levantou e veio até mim. me pegou pelos ombros e me sacudiu.
– sim você vai. Não sabe quantas vidas dependem disso. Nossa família depende disso. Sou seu pai e sei o que é melhor pra você.
– me vendendo pra um estranho?
– sasuke não é estranho. Eu conheci os pais dele, e o conheço desde que nasceu. Só não temos contato.
– Mais eu não o amo.
– isso não tem nada haver com amor. Te criei para ser uma esposa de um homem como sasuke e não de um perrapado qualquer.
– eu não me importo com o dinheiro dele. Papai podemos da um jeito. Mais eu não vou me casar com ele. – levei um tapa. Olhei para o meu pai com lagrimas nos olhos. – minha resposta ainda é não. – outro tapa, dessa vez mais forte. A força do tapa me fez cair da cadeira direto para o chão. – recomponha-se. Sasuke virá almoçar, alias ele já deve estar chegando. Trate-o bem ao menos que queira levar uma surra. Entendeu.
– sim. – levantei-me e fui para o quarto. Quando me olhei no espelho vi que o lado esquerdo do meu rosto, bem ao lado da minha boca estava roxo. Tomei um banho e vesti um vestido simples. Passei uma maquiagem no rosto para disfarçar. Se alguém olhasse atentamente veria a marca. Quando desci para a sala sasuke já estava lá. Olhei para ele com indiferença. Sentei-me no sofá. Sasuke conversava com meu pai sobre negócios. Meu pai saiu por um momento alegando que ia chamar kurenai para o almoço deixando eu e sasuke sozinhos na sala. Eu estava incomodada com a presença dele, ele parecia não se importar.
– não precisa ficar nervosa. Eu não mordo.
– o que você pretende com isso?
– não pretendo nada.
– então me libere. Isso é um absurdo, você só me viu uma vez.
– duas! Não se esqueça da noite em que a encontrei em minha cama.
– não sou apropriada para você. Senhor Uchiha, você é bonito pode ter a mulher que quiser. Então porque não me esquece? Tenho certeza que qualquer outra ficaria muito feliz em ser sua esposa.
– eu não quero outra. Além do mas, todas são muito tediantes e grudentas, fazem de tudo pra me agradar e bajular. Isso me irrita.
– então é isso? Você quer um passatempo?
– de certa forma sim.
– maldito. Por isso que fez aquilo ontem?
– você não gostou?
– não!
– não foi o que me pareceu.
– então você não entende nada de mulheres.
– entendo muito mais do que pensa menina. E fiz aquilo ontem porque me deu vontade. – antes que eu pudesse dizer algo meu pai voltou a sala com kurenai. Ela era só sorrisos para sasuke. Usava um vestido curto e decotado e mesmo assim não perdia a elegância.
– vamos, o almoço será servido. – todos fomos para a mesa. Kurenai conversava animadamente tentando entreter sasuke. Eu permaneci calada. Após o almoço voltamos para a sala. Meu pai bebia um café enquanto conversava com sasuke sobre negócios. Levantei-me e disse:
– com licença vou para o meu quarto. – meu pai me olhou com uma cara feia e eu sabia que levaria uma bronca ou coisa pior. Senti um calafrio e encolhi o corpo o que não passou despercebido por sasuke.
– senhor e senhora Haruno devo me retirar agora pois tenho negócios a tratar. Sakura, gostaria que me acompanhasse hoje a noite a um jantar.
– desculpe senhor uchiha mais hoje não poderei sair. Tenho que arrumar minhas coisas pois volto para o colégio na segunda. – senti o olhar do meu pai sobre mim.
– pode deixa que uma das empregadas faz isso por você. Você pode ir com o sasuke. – não tinha saída. Tive que dizer sim, pois sabia que se dissesse não meu pai ficaria furioso comigo.
– passo aqui as 19:00. – pegou minha mão e a beijou. – agora devo ir.
– sakura acompanhe o sasuke até a porta. – disse meu pai. Eu apenas obedeci. Fui até a varanda e esperei que ele fosse embora. Ele se aproximou e segurou meu queixo com a mãe me fazendo olha-lo.
– o que houve com seu rosto?
– nada. – tentei me livrar de sua mão mais ele rapidamente puxou meu rosto e nossos lábios se encontraram. Me afastei rapidamente.
– não gosta que eu a toque?
– não.
– você esconde seus sentimentos, mais isso vai mudar.
– quem lhe garante isso?
– eu. – disse isso e foi embora me deixando sem folego.
