Estava no meu quarto pensativa. Como minha vida mudou em menos de dois dias. Eu nunca deveria ter entrado naquela casa... kurenai entrou no meu quarto sem bater.

– ainda está assim? Já são quase 19h.

– e dai?

– você tem que se arrumar, esqueceu-se que vai sair com uchiha sasuke. – ela tinha algo nas mãos.

– não. Ninguém nessa casa me deixaria esquecer.

– ande logo. Já tomou banho?

– sim.

– então vista-se. Tome. – e me entregou um vestido. – e nem pense em dizer que não vai usa-lo. – eu realmente não queria usar esse tipo de roupa. Novamente kurenai me deu um vestido que ao meu ver era muito revelador. O vestido apesar de longo possuía uma fenda até quase a linha da calcinha deixando minhas pernas a mostra e na parte de cima havia um decote profundo. O vestido era lindo, mais não para uma pessoa como eu. Kurenai ficaria melhor nele. Kurei me ajudou a colocar o vestido e a me maquiar. Ela me olhou de cima a baixo e disse:

– até que você esta bonita. Mais também com o tanto de esforço que eu fiz, tinha que ter algum resultado. – iria responder mais achei melhor não criar caso. – sakura querida se o sasuke quiser tocar em você não recue.

– o que você quer dizer com isso?

– ora, ele é homem. E você uma mulher jovem. Homens tem necessidades, se ele lhe tocar permita.

– nunca. Eu não gosto dele e já deixei isso bem claro.

– sakura, uchiha sasuke pode ter a mulher que ele quiser e por algum motivo absurdo ele quer você então não o irrite ou ele pode descontar sua raiva não ajudando seu pai. Entendeu? – eu estava chocada com tudo isso. O que eu era pra eles afinal? Algum tipo de prostituta?

– sim entendi. - ela sorriu e saiu do quarto. Minutos depois uma das empregadas veio me avisar que era pra descer, pois sasuke estava me esperando. Hesitei por alguns minutos mais depois desci. Não tinha jeito.

Ao me ver descendo as escadas ele veio até mim, segurou minha mão e a beijou. Muito gentil. Ele estava lindo e por alguns segundo eu esqueci como respirar.

– você está linda.

– obrigada.

– tenho um presente para você. – ele tirou do bolso da calça uma pequena caixa vermelha de veludo e a abriu. Dentro tinha um anel de diamantes. Ele pegou o anel e o colocou no meu dedo anelar direito.

– sasuke, é lindo mais não posso aceitar. É muito caro.

– sakura não seja tola. – disse kurenai que estava na sala com meu pai.

– não é nada de mais. É só um anel de noivado. Para que todos saibam que será minha. – estremeci com o que ele disse.

– noivado? Mais eu não aceitei nada. – ele se virou para o meu pai e disse:

– como não? Seu pai me disse que você tinha aceitado e acertamos tudo. – olhei para o meu pai e ele me olhou com um olhar que dizia: '' se me desmentir eu te mato''. – não foi isso que aconteceu? – por medo do que poderia me acontecer depois que ele saísse eu disse:

– sim foi exatamente como meu pai lhe disse. – acho que não fui muito convincente, pois minha voz tremeu e sasuke pareceu desconfiado.

– bom, é melhor irmos. – e disse para o meu pai: - vou cuidar bem dela.

– tenho certeza que sim. – ele disse sorrindo.

Entramos no carro e ele dirigiu até a cidade para em restaurante muito chique. Entramos e todos os funcionários pareciam lamber o chão que sasuke pisava. Ele também era foco dos vários olhares femininos, mais não retribuiu nenhum. O metre nos guiou até o térreo do restaurante onde ficava a área vip. Sentamos na mesa e o garçom nos entregou o menu e se afastou. Silencio. Um silencio constrangedor, pelo menos para mim.

– não precisa ficar nervosa perto de mim. não sou um monstro.

– sim você é.

– o que quer dizer com isso.

– se não fosse não estaria me forçando a isso. – ele levantou uma sobrancelha.

– forçando? Seu pai de disse que estaria aqui de livre e espontânea vontade.

– ele disse? – cai em mim e tive medo que ele comentasse algo com meu pai e ele se irritasse comigo. – por favor não diga nada ele. – ele não disse nada. – Por favor.

– seu pai lhe bateu não foi?

– não! De onde tirou isso? Que absurdo.

– no dia em que nos conhecemos oficialmente você estava com uma marca no ombro, que mesmo tentando esconder com maquiagem eu percebi, um dia depois você aparece com uma marca no rosto. Isso me fez supor que alguém está machucando você. E pelos olhares que seu pai lhe deu creio que só pode ser ele. – tive vontade de chorar. O que eu faria? Se meu pai soubesse de algo iria me matar.

– não é nada disso. Eu apenas cai. – menti.

– duas vezes? – ele foi irônico.

– sim. Como te disse sou desastrada.

– não insulte minha inteligência menina. – ele disse irritado. – foi por isso que entrou na minha casa aquela noite não foi? Você estava fugindo dele. - Sem saber o que dizer baixei a cabeça. – sua reação diz tudo. – tive vontade de chorar – desculpe. Não queria te assustar. Mais terei uma conversa com seu pai sobre isso. É um absurdo o que ele fez.

– por favor não! Eu lhe imploro! Por favor. Farei qualquer coisa, mais não diga nada a ele. – meus olhos estavam cheios d'água. Ele se levantou e veio até mim. Abaixou-se para que ficasse da mesma altura que eu e limpou minhas lagrimas com a mão.

– tudo bem menina, se é assim que prefere. Mais só me você me prometer uma coisa.

– o que?

– que se ele encostar em você denovo você irá me contar. – eu nunca contaria mais para que ele não dissesse nada ao meu pai eu prometi.

– prometo. – ele se levantou e voltou a sentar-se onde estava.

– agora porque não aproveitamos o jantar para nos conhecermos melhor.

– tudo bem.

– não precisa ter medo de mim. Prometo não forçar você a nada.

– então vamos acabar com essa história de casamento e cada um segue sua vida. – ele voltou a ser frio.

– não. – e chamou o garçom. Fez os pedidos e comemos em silencio. Bebei algumas taças de vinho, queria algo para escapar daquela situação em que me encontrava até que sasuke não permitiu que bebesse mais.

– já chega. É muito jovem para beber.

– também sou jovem para me casar. Ainda mais com o senhor.

– me chame pelo primeiro nome. Acho que temos essa intimidade.

– não, não temos.

– quando mais se afasta mais se torna desejável. É um desafio sakura.

– então é isso. – afirmei.

– não. – ele ficou em silencio e depois disse: - minha idade te incomoda?

– não é sua idade que me incomoda senhor Uchiha.

– o que é então?

– você. Não gosto de você. Todos conhecem sua fama de conquistador. Com tantas mulheres disponíveis e você quer infernizar minha vida. – ele ficou zangado.

– acho melhor irmos. Você bebeu um pouco além da conta.

– sim é melhor irmos. E não, não bebi além da conta. – peguei o copo dele e virei de uma vez. A bebida desceu queimando em minha garganta. Ele não bebia mais vinho. Ele pagou a conta e saímos do restaurante.

Sasuke parou o carro em frente aos portões de minha casa. Ele saiu do carro e abriu a porta do carro para mim. sai do carro e ele tentou me ajudar a andar.

– posso andar sozinha. Não me toque. – me desequilibrei e ele me pegou no colo. Ele entrou e me colocou no sofá. Foi então que olhei em volta e percebi que não estava em minha casa. – onde estamos?

– não reconhece? Estamos na minha casa...