– onde estamos?

– não reconhece? Estamos na minha casa... – tentei me levantar do sofá mais ele me segurou.

– por que me trouxe pra cá? Vou embora agora mesmo.

– fique quieta. Você não está em condições de sair por ai andando sozinho no meio da noite.

– me leva pra casa.

– quer que seu pai veja o estado em que está?

– estou bem. Serio.

– vou buscar um café bem forte para você beber. Não durma. – ele saiu da sala indo para a cozinha. Esperei alguns minutos e me levantei. Fui até a porta e tentei abri-la mais estava trancada. – aonde pensa que vai?

– embora. – ele me olhou feio.

– sente-se logo. – sentei-me. –beba isso. – obedeci. Bebi um pouco o café e coloquei o copo na mesinha de centro. Ele se sentou ao meu lado e me afastei. – você não deve mais beber. Lembrarei disso quando for minha esposa. – abaixei minha cabeça. Acho que foi a bebida mais acabei dizendo o que não devia.

– meu pai me bateu porque disse que não me casaria com você.

– o que? Vou matar ele. Como ele pode? Não quero que se case comigo assim. Vou cancelar o casamento.

– não sasuke por favor. Se fizer isso ele vai ficar com raiva e descontar em mim.

– não permitirei que ele te machuque.

– o que você pode fazer? Ele é meu pai e você um cara que conheço a pouco tempo.

– seja minha e cuidarei de você para sempre. – sorri para ele.

– você até que é legal. – senti seus lábios no meu ombro. Seus beijos foram subindo para o meu pescoço até alcançarem minha boca. Ele me beijava com delicadeza mais logo seus lábios se tornaram selvagens e ele estava em cima de mim. Sua boca desceu para o meu decote e sua mão acariciava minha cocha pela abertura do vestido. – NÃO! – o empurrei com força. Ele sentindo meu desespero parou com as caricias.

– o que foi? Sente tanta repulsa assim por mim?

– não.

– o que é então? – fiquei vermelha, mais podia dar a desculpa da bebida para isso.

– só não quero fazer isso.

– uma mulher que usa um vestido como esse é porque espera ser despida. – ele apertava os bicos dos meus seios por cima do tecido do vestido.

– Não! Se afaste de mim. – ele parou. – me leve pra casa por favor.

– ok. – em menos de 10 minutos eu já estava na porta de casa. Por sorte não tinha ninguém. Subi direto para o quarto, eu estava muito envergonhada pelo que aconteceu. Não queria mais olhar na cara dele tamanha era a vergonha. Tirei o vestido o tomei um demorado banho, ainda podia sentir o cheiro dele em mim. deite na cama e não demorou muito para que eu adormecesse.

...

Na segunda bem cedo eu voltei para a escola. Não tinha visto sasuke desde então. Voltei a minha rotina diária de aulas e estudos. Pela manhã eu tinha aulas do 3º ano e a tarde tinha atividades extracurriculares. A que mais me agradava eram as aulas de piano. Eu tocava piano desde que pequena. Meu pai fazia questão que eu tivesse aulas particulares em casa. Tocar piano era uma das poucas coisas que me deixavam realmente feliz. Logo a noticia do meu noivado com sasuke havia se espalhado e todas as minhas amigas estavam alvoroçadas com isso, me achando a garota mais sortuda do mundo por ser a escolhida de um homem tão bonito quanto ele.

– ele beija bem? – uma de minhas colegas de sala me perguntou.

– não sei.

– como assim não sabe? Você nunca o beijou. – tive vergonha de dizer que nunca tinha beijado outros homens e não sabia como dizer se beijava bem ou não, bom eu tinha gostado, então acho que isso significa que ele beija bem.

– sim ele beija bem. – ouvi gritinhos por toda a sala.

– e vocês já fizeram amor?

– não! – tratei logo de dizer. Minha face ficou corada ao lembrar do nosso pequeno incidente. Eu tinha vergonha só de imaginar e Eu realmente não sabia o que iria fazer daqui a 3 meses quando me formasse e tivesse que casar com ele.

Após um mês da minha volta para o colégio uma professora me chamou e disse que eu tinha uma visita me esperando na sala de visitas do colégio. Estranhei. Em todos esses anos que estou aqui papai nunca veio me visitar. Isso me fez pensar que havia acontecido algo. Quando abri a porta da sala quase cai dura no chão ao dar de cara com sasuke sentado na poltrona com uma cara de tedio.

– senhor uchiha o que faz aqui? – ele fechou a cara.

– quantas vezes tenho que te dizer para me chamar de sasuke? E o que você acha que estou fazendo aqui? Vim ver minha noiva oras. Anda, vamos sair para almoçar fora.

– não é permitido que as alunas saiam sem permissão dos pais.

– sou seu futuro marido. Já falei com a diretora e ela deu permissão.

– mais eu não quero ir.

– eu dei uma pausa no meu trabalho só para passar o dia de hoje com você então nós vamos sair você querendo ou não.

– não quero ficar sozinha com você.

– se está com medo eu lhe toque como naquela noite não precisa ter medo. Passei dos limites admito. É que você provoca essa reação em mim. mais agora que sei da sua condição isso não acontecerá mais. – ele deu um sorrisinho. – a menos que queira.

– que condição?

– de virgem. – meu rosto ficou mais vermelho que um pimentão.

– quem te disse isso?

– sua reação naquela noite. Percebi que não era tão experiente como aparentava ser. – ele segurou meu queixo me fazendo encara-lo. – não precisa ficar com vergonha. Serei paciente.

– podemos não falar nisso por favor. – ele percebendo meu embaraço disso:

– como queira. – depois olhou para minha mão direita. – porque não está usando o anel? – fiquei sem graça.

– não queria perde-lo. – menti.

– pois quero que uso sempre. Se o perder lhe darei outro. Agora vá buscar o anel que eu estou lhe esperando na porta da escola. Você tem cinco minutos. – fui para o quarto procurei o anel e o coloquei no dedo. Não torei o uniforme do colégio. Passei pelos corredores e varias meninas cochichavam suspirando. Perguntei a minha colega de sala o que era e ela me disse que tinha um Deus grego na porta do colégio. Fui de encontro a ele. O observei encostado ao carro e notei que realmente ele era um Deus grego.

– demorei?

– não. Mais você usou 2 minutos a mais do que lhe dei. – ele abriu a porta do carro para mim e eu entrei.

– aonde vamos?

– é uma surpresa. Espero que goste... – fiquei tensa.