Zoro não era do tipo que ficava para baixo por muito tempo, então assim que passou seu choque inicial ele aceitou a realidade, como o rapaz simplista e direto que ele era. Não pensava muito sobre o que aconteceu e tudo que restou foi respeito e resolução.

Porque, felizmente, desistência não existia no DNA de Zoro. A morte da irmã apenas o fez treinar duas vezes mais do que fazia antes, e seu objetivo de se tornar o melhor agora era inabalável, pois ele precisava fazer isso por ambos.

O fato de Sanji estar sempre consigo ajudava bastante também. Zoro relutava a pensar assim, mas, de certa forma, era como se sua irmã não tivesse completamente o deixado. Sempre achou o loiro parecido com ela desde que se conheceram e se odiaram à primeira vista, e tinha nele alguém para irritar e ser irritado, para lutar e medir forças consigo e para competir por absolutamente tudo no universo. Mas, infelizmente as semelhanças com Kuina não se limitavam à rivalidade e a insuportabilidade. Enquanto estavam na aula de educação física aguardando sua vez de utilizar a quadra os garotos conversavam e decidiram ter a brilhante ideia de começar a falar sobre mulheres. Mais especificamente, sobre bater punheta para elas. Zoro revirava os olhos e Sanji, que estava ao seu lado, parecia vermelho como um pimentão. Maldito pervertido imbecil.

Sanji estava numa situação vergonhosa, ainda mais por estar pensando em várias coisas estranhas sobre Zoro no meio da rodinha de garotos e o dito cujo estava literalmente do seu lado. Pior, seus joelhos se encostavam e aquela parte no loiro estava pegando fogo. Talvez até seu rosto estivesse vermelho e não era por estar queimado devido ao sol.

A verdade era que Sanji estava em crise. Fazia um ano que havia aceitado que estava apaixonado por Zoro e cada dia era mais complicado. Estar perto dele era difícil e só aumentava aquele amor, até tentou negar depois do momento fatídico que aceitara, mas não conseguiu. O problema era que não achava que o moreno sentisse o mesmo e não se atreveria a contar para ele. Nunca. Ele provavelmente nem gostava de homens.

Esse era um dos outros problemas para o loiro. Ele não gostava de homens, não se excitava com homens. Quantas vezes já não assistira pornôs tentando se tocar pensando no homem e não na mulher e não deu muito certo? Quantos pornôs gays não vira tentando ficar com tesão, mas o tesão só chegava no momento que pensava em fazer aquelas coisas com Zoro? Era difícil. Era louco por mulheres, não sentia nada por homens. Então, havia Zoro...

Ficar com suas esposas já não era mais o mesmo, se pudesse trocaria cada uma delas para dar um único beijo no marimo. Sempre quando dormiam juntos ele ficava o observando dormir, sedento por aqueles lábios, tentando imaginar qual era a textura, o sabor dele. Queria abraçá-lo e fazer amor.

A conversa idiota era de muito interesse de Sanji e ele era quem mais prestava atenção no que os garotos falavam. Talvez se algum deles dissesse que se tocava pensando em um amigo ou até mesmo em outro homem, se sentiria mais tranquilo e normal. Infelizmente as únicas coisas que eles contavam era no quanto se tocavam pensando em atrizes famosas ou desconhecidas, e todas mulheres. Ainda teve a infelicidade de ouvir o professor Franky dizendo que se tocava pensando na esposa, que era a professora Robin, em um momento que ele se intrometeu na conversa. Sanji nunca entenderia o que a sua Deusa vira naquele brutamontes sem modos e escandaloso, com certeza o loiro a trataria bem melhor, como a Deusa maravilhosa que era.

— E você pensa em quem, Sanji? — Usopp perguntou e todos direcionaram os olhares para ele. Seu rosto ficou mais corado quando a primeira pessoa que viera em sua mente era o amigo de cabelos verdes, mas ele nunca falaria em voz alta.

— Eu não tenho preferências, homenageio todas com a mesma intensidade, sem favoritismos. — Ele mentiu, forçando aquela voz de encantado retardado que era bem típica dele. Bom, mentiu entre aspas... Não é como se não se tocasse por elas, apenas havia uma preferência.

E ao lado de Sanji estava Zoro, todos os garotos o encaravam, só que o loiro era com uma curiosidade maior do que os outros. Graças àquela conversa poderia finalmente descobrir de quem Zoro gostava... Estava com medo e quis fugir dali, mesmo que sua curiosidade estivesse imensa.

Zoro estava prestando tanta atenção na resposta de Sanji que nem ouviu quando a pergunta passou para ele.

— Zoro-kun? — Usopp indagou novamente, sabendo como chamá-lo daquele jeito o irritava. Sorte dele que estava do outro lado do círculo.

Zoro observava todos do círculo com os olhos esticados em sua direção, o observando como se fosse um animal no zoológico. Ele odiava isso. Não era de falar sobre si mesmo e com certeza não responderia essa pergunta estúpida. Mesmo porque, não gostaria de levar um chute no meio da fuça caso respondesse a verdade… Que desde a primeira vez a única coisa em que ele pensa é em seu melhor amigo.

Como Zoro não respondeu, e foi estranhamente ficando levemente vermelho, os garotos na roda começaram a cochichar entre si, especulando o motivo da não-resposta.

— Qual é, Zoro, você não bate punheta? — Usopp, o porta-voz daquela conversa idiota, insistiu.

—Ah… Eu... — Zoro queria sair dali. Odiava ficar sob os olhares dos amigos e principalmente odiava o olhar de Sanji ao seu lado, não ousou olhar para ele mas sabia que aquele único olho visível estava quase o perfurando com o olhar. Odiava se sentir exposto, não queria que o loiro ficasse com a ideia errada sobre ele, não queria que esse assunto tivesse vindo à tona, sentia como se alguém tivesse exposto um segredo sujo seu. Com o passar do tempo ele foi apenas ficando mais vermelho e o silêncio foi ficando mais constrangedor, e, como o garoto não negou, seus amigos concluíram que devia ser porque era verdade.

— Meu deus, Zoro, eu falei brincando! Não acredito que é verdade! — Usopp tinha os olhos exageradamente arregalados e Zoro jurou que ia torcer o nariz dele até arrancar fora quando saíssem dali.

Sanji ficou boquiaberto com a resposta, ou falta dela. Então o marimo nunca tinha feito aquilo? Zoro não sentia tesão? Ele tinha algum tipo de problema? De todas as possibilidades, Zoro ser completamente puro não era uma das que havia cogitado. Pensar que o moreno era intocado o deixou excitado e causou sensações estranhas em seu corpo. Ele desejou desvirtuar aquele corpo puro, fazê-lo seu antes de qualquer outro. Tocar Zoro e ensinar como se fazia, como ser um homem.

Quando a sessão de constrangimento a plantas inocentes terminou e era a vez dos garotos jogarem, Sanji não foi com eles e ainda segurou o amigo ali. Assim que a atenção dos outros pirralhos não estava mais neles, ele segurou a mão do moreno e o arrastou para longe dali. Seu corpo pulsava e estava com uma odiosa ereção apertando sua cueca.

Sanji não entendia o motivo de estar agindo daquela forma, seu corpo tremia em excitação e ele sentia-se como um predador e Zoro era como uma presa da melhor qualidade. Ele queria devorar aquele pobre filhotinho inocente. A ideia de deflorá-lo era horrível e extremamente tentadora. E quando notou, havia se trancado em uma das divisórias do banheiro masculino, junto com o outro garoto.

Se aproximou exageradamente, fazendo o moreno sentir sua respiração ofegante. Não era muito diferente de como ficaram no dia que se conheceram, mas era melhor. Estavam sozinhos, seu corpo encostava no de Zoro e não havia nada que poderia impedir que continuassem. Não estava nem conseguindo esconder o quanto o desejava. Ele tocou o peitoral do outro, notando que ele estava bem maior do que da primeira vez e isso o agradava muito. O corpo que havia admirado por dois anos finalmente poderia tocar…

Zoro estava perdido. Não no sentido literal da palavra, claro, ele jamais ficava perdido. Mas estava confuso. Há um segundo estava sendo encarado e constrangido e queria ir embora a qualquer custo, agora, não queria que esse momento acabasse nunca. Por algum motivo que seu cérebro falhava em compreender que Sanji o havia arrastado para o banheiro quando deu a hora de jogarem. Não apenas isso, o loiro parecia completamente fora de si. Quando Zoro pensou em perguntar o que porra estava havendo Sanji simplesmente partiu para cima dele, estava a tão poucos centímetros que podia sentir seu hálito, sua respiração estava tão acelerada que parecia que havia corrido uma maratona. Seu único olho visível tinha apenas uma íris verde bem delgada que contornava a pupila extremamente dilatada. As mãos do loiro tocavam em seu peito e ele sentia seus músculos queimarem por baixo dos dedos finos. O corpo de Sanji parecia tão magro próximo do seu, Zoro sentiu vontade de pôr as mãos nele.

Sentiu-se ficando excitado e se amaldiçoou por não ter o mínimo de controle. Aquela era a segunda vez que estavam naquela situação e ele estava pateticamente repetindo a mesma coisa que aconteceu antes. Sabia que deveria estar vergonhosamente vermelho e pensou em afastar o loiro de si antes que ele se aproximasse mais um centímetro e sentisse o volume em sua cueca. Mas, outra vozinha na mente dele pensava em aproximá-lo ainda mais, fazê-lo sentir propositalmente como ele o deixava.

Sanji piscou e voltou a si ao ver o rosto corado do maior e imediatamente recuou até as costas baterem na parede. Ofegante e sem saber o que fazer, disse a primeira coisa que veio em sua mente.

— Não acredito que você não sabe fazer... — Tentou fazer a voz de orgulhoso, mas a respiração ofegante não estava lhe permitindo ser muito arrogante no momento. — Eu posso te ensinar a se tocar… — Não acreditou no que acabava de sair da sua boca.

Antes que Zoro pudesse sequer decidir o que fazer o loiro se afastara de si abruptamente e disse… Espera o que porra ele disse?

Zoro não sabia se estava entendendo direito. Sanji estava dizendo que iria… Tocá-lo? O que ele queria dizer com ensinar? Olhou para o loiro, que escondia o rosto por baixo de sua cortina de mechas douradas, mas dava para perceber que estava corado. Sem ter ideia de como pronunciar palavras depois do que acabara de escutar, Zoro apenas fez que sim com a cabeça mais rápido e mais vezes que o necessário.

As reações de Zoro lhe agradavam muito. Não sabia descrever, mas vê-lo todo envergonhado e concordando com a cabeça tantas vezes repetidas o deixava pensando se o outro realmente não queria ter feito coisas com ele antes... Muito antes. Entretanto, sua mente era muito idiota para pensar que Zoro possivelmente também gostava dele ou até o amava como Sanji o amava, parecia uma completa loucura. E o que iria fazer com ele, mostrar-se e ensinar, mesmo que sentisse vontade de fazer mais, aparentemente era normal para garotos naquela idade. Eram melhores amigos, ensinar o outro a como se tocar para que sentisse prazer era quase que uma regra entre amigos... Ou essa era a teoria genial de seu cérebro para explicar a concordância do outro.

Sanji olhou no rosto do moreno, vendo-o tão corado quanto ele estava. Os lábios pareciam tão chamativos que não seria sua culpa caso os beijasse. Então se atreveu a olhar para aqueles shorts de educação física que ele usava, era horrível e muito largo para que pudesse enxergar se existia algum volume ali. Seria pedir muito que Zoro também estivesse com tesão em si? E com tais pensamentos indecentes em mente, ele sentiu seu membro pulsar dentro da cueca, implorando para ser tocado e nunca negaria aquele tipo de atenção.

Ao tomar coragem, abaixou um pouco os shorts e libertou seu volume ainda escondido na cueca. Olhou para Zoro, sentindo-se constrangido por fazer aquilo na frente do amigo, mas ele queria ver... Então, passou os dedos vagarosamente pelo volume que existia ali dentro, sentindo a deliciosa fricção do tecido com a pele, tendo que morder o lábio para não gemer. Ele segurou o comprimento de seu pênis, com a palma da mão sentiu que a cueca estava úmida.

Zoro tinha certeza que estava sonhando. Ele havia entendido errado, Sanji não quis dizer que faria a demonstração nele. Entretanto, ele não estava nem perto de estar desapontado. Pelo contrário, aquela era a melhor coisa que podia acontecer. Ele não fazia ideia de porque aquilo estava acontecendo e porque Sanji iria querer fazer aquilo na frente dele, mas aquela visão era a coisa mais espetacular que Zoro já havia presenciado na vida. E não, ele não estava olhando para baixo. Embora ele tenha sim dado uma boa olhada nos movimentos precisos de quem deveria fazer isso umas dez vezes por dia. Isso com certeza poderia deixar Zoro hipnotizado para sempre, se não tivesse sido distraído por um quase gemido vindo da boca do loiro.

Zoro levantou os olhos e observou que o lábio inferior de Sanji estava entre seus dentes, como se estivesse tentando se conter, e Zoro desejou desesperadamente que ele falhasse. Ele queria tanto escutá-lo gemer que teve que morder o próprio lábio para evitar de pedir vergonhosamente para ele deixá-lo ouvir. Por enquanto, apenas a respiração completamente falhada e caótica do loiro teria que ser o suficiente.

Sanji sorriu pervertido e lambeu os lábios, quase como se fizesse cada movimento para excitar o outro. Zoro tinha certeza de que o amigo era um verdadeiro depravado. Não era à toa que estava se tocando na frente de outro alguém sem nenhum pudor, pensou, provavelmente ele faria isso com qualquer outra pessoa. Zoro imediatamente desviou o pensamento disso, não tinha importância, o que importava era que ele que estava vendo e iria guardar essa visão para si para sempre.

Após fazer círculos por cima do tecido, Sanji resolveu puxá-lo um pouco, apenas o suficiente para enfiar a própria mão e começou a se tocar, fazendo movimentos tímidos que eram extremamente prazerosos e o prazer era estampado em seu olhar, seu rosto. Queria abaixar a cueca e mostrar-se por completo ao outro, porém achou que aquilo seria demais, talvez Zoro só quisesse ver como se fazia, não como seu órgão sexual era. Sanji encostou a cabeça na parede e continuou a tocar-se com vontade, sem querer deixando a glande aparecer para fora da cueca enquanto movia a mão com mais velocidade.

Se a metade do sangue de Zoro estava em sua virilha, a outra metade com certeza estava em suas bochechas. Ele sentia que estava se intrometendo em algo tão íntimo, a cada vez mais que Sanji parecia perder o controle e a noção de onde estavam. O loiro já não tinha o rosto escondido em seu cabelo, parecia estar gostando muito de como estava acariciando o próprio corpo, a cabeça apoiada na parede e o pescoço curvado, onde gotículas de suor brilhavam e denunciavam o quanto seu corpo estava entregue àquilo.

De repente, Sanji olhou para si e, novamente, lambeu os lábios. Zoro, que estava encarando seu rosto esse tempo inteiro se sentiu flagrado fazendo algo errado, embora fosse o outro que estivesse fazendo algo. Abaixou os olhos, intimidado, e se deparou com a pontinha do pênis do rapaz aparecendo entre seus dedos molhados. Era rosa. E era lindo.

O olhar desejoso de Zoro em cima de seu corpo poderia levá-lo à loucura. Sanji sentia-se desejado por aquele homem e queria se entregar por completo a ele. Sua mente não conseguia processar que estavam no colégio e que se fossem pegos seria muito problemático, ela só pensava nele e Zoro fazendo coisas safadas e extremamente prazerosas, onde quer que fosse. E o marimo queria isso também, ao menos era o que o olhar dele dizia.

Quando notou o outro com a visão muito perdida na parte inferior de seu corpo, Sanji notou que sua glande estava aparecendo cheia de pré-gozo. Não tentou se esconder, por ser um acidente não havia problema e o maior parecia gostar da visão. Então ele passou o polegar na glande, espalhando o pré-gozo na pele rosada e sensível, para voltar a escondê-la na cueca. Era claro o quanto o outro ficara desapontado, mas não se importava, não era justo ele ver tudo também e Sanji não ver nada.

Com o pensamento do quanto aquilo estava sendo injusto, o loiro estendeu a mão que não usava para se tocar e encostou nos shorts do moreno, puxando o elástico até que um espaço se abrisse entre a pele e o tecido. Ele sorriu inocente e olhou nos olhos do outro.

— Não é justo só eu... Você precisa me mostrar que aprendeu também... — Ele forçou uma voz que não entendeu bem que tipo era para se parecer porque era algo completamente banhado em luxúria e tesão.