Aviso: Limão

Capítulo 15: Rendida

Itachi permaneceu sério sem indícios de emoção, contudo uma energia carregada parecia fluir ao redor, seus olhos frios nos de Pain após ouvir a declaração de que seu otouto tolo matou Deidara em batalha, seus pensamentos corriam a uma milha por segundo. Itachi o fez crescer forte e com o coração cheio de ódio, indagou o quanto ele cresceu e sua evolução como shinobi, também programou cada passo de ali em diante, sendo calculista como sempre.

— Eles tiveram uma batalha intensa, Deidara a todo tempo sendo questionado de seu paradeiro Itachi, no fim ele sumiu com uma explosão. Pain disse sem desviar o olhar, como se o avaliasse.

"Presume-se que Sasuke chegará até a mim em algum dias." Itachi traçou tudo que estava por vir.

Ele não fez perguntas, porém seu olhar se intensificou, como se soltasse faíscas, tão cortante quanto sua voz.

— Guardarei luto pela morte de Deidara. Foi sua única palavra antes de se retirar.

Itachi abriu os olhos apoiando o braço sobre um joelho elevado acima da pedra, meditava em silêncio sabendo que o tempo não estava a seu favor, o momento de seu tão esperado confronto estava mais perto do que nunca. Ele sempre teve a certeza de querer que tudo acabasse assim, mas agora... Era como se algo em seu peito gritasse silenciosamente, Itachi não tinha dúvidas de que aquela parte de si foi incitada pela presença dela, todas aquelas emoções fortes, a atração intensa e os sentimentos que só ela despertava.

"Será feito." Ele pensou decidido.

Sakura passou a maior parte do dia praticando o kata no jardim completamente concentrada, a tarde havia chegado e nem sinal de Itachi, ela sentia uma falta absurda dele, sorriu tomada pela alegria que pulsava dentro de si, ela nunca esqueceria aquele vilarejo nem os momentos que a loja de dango os proporcionou. Animada com sua pequena liberdade, ela vestia a blusa vermelha de gola alta e um short preto que ia até o meio da coxa, usava as sandálias igualmente pretas e os cabelos soltos molhados pelo banho recente. Ela abriu a porta sentindo a animação a encher de leves borboletas no estômago enquanto caminhou pelo longo corredor devagar, desceu a escada que saia em uma sala muito elegante e atravessou saindo em uma cozinha igualmente organizada com um pequeno balcão e armários de madeira, um lustre branco pendurado e janelas de vidro grandes o suficiente, como sugestão sua barriga roncou e ela teve a ideia de preparar o jantar.

Na ponta dos pés a rosada vasculhou os armários no alto e percebeu que não havia muitos mantimentos, se perguntou de onde vinha toda aquela comida do banquete anterior onde Itachi a obrigou se alimentar, ela pegou o tofu e alguns temperos distribuindo no balcão, cortou em cubos e picou a cebolinha. Ela levou ao fogo, dando uma olhada no relógio era por volta das quatro, um tanto cedo pro jantar mas ela não se importou, preparava o peixe que encontrou na geladeira sem tirar a atenção de seu caldo no fogo. Com tudo pronto ela serviu a sopa de missô em tigelas sobre a mesa e colocou o peixe grelhado ao lado, o vapor exalava em um cheiro delicioso fazendo a boca formigar, Sakura sentou-se a mesa e comeu sentindo os sabores explodirem em sua língua, o gosto rico do molho tão saboroso quanto o peixe, ela sentia falta disso, fazia tempos que não cozinhava por estar sempre ocupada em missões mal parando em casa, às vezes ela cozinhava para Naruto pegando no pé dele, fazendo-o comer algo saudável com legumes e verduras que eram substituídos diariamente por ramen, ela suspirou sentindo saudades.

Terminando a refeição ela se levantou pegando a tigela e colocando na pia se ocupando em deixar tudo organizado como estava, distraiu-se até ouvir a voz de Kisame que acabara de chegar.

— Vejo que tem dobrado Itachi a suas vontades. Ele disse fitando ela, estava um pouco surpreso por vê-la solta sem seu parceiro por perto, mas não questionou, Itachi era sábio e Kisame tinha total confiança em suas ações.

— Eu não dobrei Itachi. Ela corou virando o rosto. — Apenas houve uma trégua. A rosada disse observando ele passar por ela sentando-se a mesa.

O cheiro agradável chamou atenção de Kisame, seu estômago se agitou diante o aroma saboroso, ele levou a sopa a boca um tanto desconfiado, olhando Sakura com olhos semicerrados.

— Não está envenenado. Sakura disse irritada por seu olhar acusador direcionado a ela.

— Hmpf, é melhor que não. Ele resmungou não convencido mas tentado a provar.

Kisame pareceu relutar mas acabou cedendo tomando um bocado e engolindo, ele pareceu saborear por um momento e logo depois comia sem reservas.

— Isso está melhor do que a comida que costumamos comprar. Kisame deixou escapar.

Sakura deu um sorriso de orelha a orelha contente por seu pequeno elogio, ele percebendo aquilo disse rabugento.

— Não fique se achando Pink. E pôs-se a comer outra vez.

— Confesse que gosta. Ela disse entre risadinhas apontando uma grande colher para ele.

— É comestível. Sua implicância clara em sua voz.

Sakura não deu importância a suas provocações, o que ela queria mesmo era a opinião de Itachi e esperava por ele ansiosa, ela terminou de ajeitar tudo com o Uchiha a todo tempo invadindo seus pensamentos, em seguida foi para sala onde havia visto o Akatsuki entrar.

— Estamos presos na companhia um do outro mais uma vez. Sakura mantinha os braços cruzados observando ele sentar-se no chão onde havia uma pequena mesinha.

— Eu vejo, exceto que dessa vez você não me atacou feito louca. Ele tinha um sorriso perverso.

Ela ergueu o queixo, sabendo que sorria por sua queda, lembrou-se perfeitamente de quase conseguir escapar, mas o homem peixe era durão. Ele tinha algo em mãos e misturava rapidamente, seus olhos afiados nela e dizendo.

— Vamos jogar. Kisame sorriu colocando o baralho na mesinha.

A rosada levantou a sobrancelha surpresa por seu convite e sentou-se de frente pra ele que parecia ter um ar de vitória. Cada um com suas cartas em mãos e o jogo começou. O tempo passou sem que ela percebesse, Kisame estava zangado a sua frente por ela ter vencido pela terceira vez consecutiva, a rosada sorria e trocava farpas com ele a todo momento, zombando de sua derrota.

— Você estava tão convencido e olhe só. Ela disse gesticulando pra ele.

— Tsc, isso foi sorte. Ele disse, surgindo um sorriso malicioso em sua face. — Há algo que você não pode me ganhar.

Sakura adorava um desafio e sorria confiante. "Vamos lutar de igual pra igual." Ela apertou os punhos sentindo a animação que sempre antecipava em uma luta, até que ele retirou um par de garrafas da capa e disse com um olhar desafiador.

— Veremos como se sai nessa. Abrindo a garrafa que exalava um cheiro fortíssimo de álcool.

— Saquê?! Eu estava esperando um verdadeiro desafio. Ela disse com voz grave.

— Com medo Pink? Ele esticou o braço em direção a ela balançando a garrafa em mãos. — Não me diga que a pequena kunoichi de Konoha nunca bebeu antes. Ele gargalhou despejando a bebida em dois copos brancos de doses.

A rosada sentiu raiva por ele ter razão em suas provocações, seus olhos no saquê com receio, ela não bebia, diferente de sua mentora que se afogava na primeira oportunidade, pensar nela a fez fervilhar e esquecendo o receio anterior Sakura virou o copo rapidamente sentindo o líquido queimar sua garganta, desceu ardente deixando um gosto forte na boca.

— É assim que se faz. Kisame bebeu sua dose, enchendo novamente e virando a seguir.

Ela tentava o acompanhar a cada dose, mas ele vencia por disparada, bebendo rapidamente. "Ele está tão acostumado a isso, pra que fui aceitar esse desafio?" Sakura pensou sentindo a garganta arranhar pelo forte licor.

— Você tem um problema com bebida. Ela disse vendo-o virar cinco vezes seguidas.

— Não tenho problema com bebidas, tenho problemas com humanos. Ele disse com seu sorriso habitual que tinha traços perfeitos de um tubarão.

A rosada jamais se imaginou na situação em que se encontrava, ter passado o fim de tarde jogando com um criminoso de classe S procurado nos livros bingo e seguidamente bebendo com o mesmo, e o pior de tudo é que ela achava completamente normal. Em questão de tempo eles riam de absolutamente tudo, Kisame falava alto demais com palavras desconexas enquanto derramava bebida ao redor, ela perguntava a ele sobre a luta com Gai, recebendo uma cara trunfada de resposta, a Besta Verde de Konoha havia feito questão de esquecer quem ele era de sua batalha a anos atrás. Por um momento todos os problemas pareciam sumir, ela estava levemente alterada e resolveu dar uma pausa. Kisame continuava bebendo sem parar, até que não aguentou mais e acabou cochilando sentado escorado na parede.

Ela ouviu um barulho e se levantou sentindo a cabeça girar, levou a mão a parede como apoio e ao olhar para frente viu aqueles olhos escuros que mexiam com todo o seu ser.

— Itachi... Ela sussurrou com paixão sentindo o coração dar um salto.

Os olhos de Itachi cravaram nela duros e frios.

— Está bêbada? Sua voz era baixa e gelada, o olhar brilhando em fúria contida.

— Não. Ela disse corada. — Bom, apenas um pouco alegre. Ela andou até ele parando próxima o suficiente para sentir a tensão que pairava ali.

Seu olhar não se abrandou, ele a encarava de modo frio, penetrante.

— Eu preparei o jantar. O sorriso dela se iluminou.

Itachi deu um passo a frente agarrando o braço dela em um aperto firme, enquanto a levava pelas escadas. A rosada tropeçou em seus próprios pés e engoliu em seco, se deixou levar sem protestos temendo a fúria sinistra que viu nos olhos dele. Itachi bateu à porta do quarto em um estrondo e virou-a de frente pra ele.

— O que pensa que está fazendo? Seus olhos banhados em ira.

— Eu... desculpe, não sabia que iria irritá-lo. Ela sentiu vergonha, ele dava um voto de confiança a ela e a primeira coisa que fazia era se embebedar, ela mordeu os lábios.

— Agora sabe. Ele disse sério soltando-a.

Ela sentiu a pele tocada por ele queimar, acendendo os desejos, observou ele retirar a capa um tanto sério e sentar-se à cama, ele fechou os olhos parecendo exausto. Sakura sentiu o pulso acelerar e tomada pela luxúria deixou que seus pés a levassem até ele, calmamente ela afundou na cama atrás dele e tocou seus ombros, acariciando os músculos endurecidos, soltando os nós com movimentos circulares. Ela o ouviu suspirar e continuou, até que ele segurou suas mãos e a puxou para ele, Sakura sentiu o arrepio se espalhar pelo corpo com seus rostos colados e a língua quente em sua boca, a mão dele firme em suas costas. No fim do beijo Itachi a olhava profundamente e ela estremeceu, seu corpo ardendo, ansiando por ele, o beijou na boca outra vez e deslizou pra baixo sensualmente até estar ajoelhada diante dele. Ela afastou o nervosismo e acariciava o volume presente em sua calça, dando um olhar a ele que tão logo se levantou.

Seus olhos ônix brilhavam famintos, ela estava satisfeita por ele estar tão afetado quanto ela, escorregou a calça sem tirar os olhos dele, afastou o medo por se inexperiente e o segurou pela base passando a língua devagar em seu membro duro, começou a lamber lentamente, saboreando todo ele, Itachi segurou o cabelo dela rosnando baixinho, Sakura mantinha os olhos fixos nele, excitada em lambê-lo daquele jeito, voltando a ponta e passando a língua pela pequena abertura.

— Não brinque comigo Sakura. Itachi disse com voz rouca.

Ela sentiu seu interior se agitar e colou os lábios nele, chupando até o fundo, ouvindo leves gemidos dele que moveu os quadris para penetrar mais fundo, tão grande e grosso que ela sentia a ponta encostar na garganta causando um leve lacrimejar nos olhos. A rosada movia-se até o fundo e voltava, sugando-o para dentro de si, chupando com firmeza, enchendo toda boca, percorrendo com a língua, muito excitada aumentando a rapidez do movimento. Ela não queria parar, vendo-o daquele jeito, como se fosse todo seu, sua boca indo e vindo nele sentido-o pulsar, Itachi enroscou mais o dedo em seus cabelos até que ele gemeu brusco e ela o sugou com força surpreendendo-se com o jato quente e cremoso que despejou em sua garganta, levemente salgado. A rosada o engoliu na hora, adorando seu gosto, louca por ele, seus braços a envolveram puxando-a para cima e deitando-a na cama devagar, ela sentiu o coração acelerado, ansiosa enquanto ele afastava suas pernas com a mão deslizando por sua coxa, até chegar e introduzir um dedo em sua feminilidade, ela estava molhada, pronta pra ele. Itachi sentiu sua fome se intensificar enquanto ela se movia contra seu dedo, um gemido baixo vindo dela, empurrou devagar pressionando o polegar contra seu canal apertado, afetando o ponto sensível em seu íntimo. Quando pressionava levemente contra ela sentia sua vagina se contrair em volta dele, apertando seu dedo, Sakura estava ofegante, um tanto afetada quando olhou pra ele, que se aproximou e a provou com a língua lentamente. Ela delirava de prazer agarrando os lençóis e jogando a cabeça para trás, ele parecia tortura-la indo até o ponto mais delicioso e aplicando pressão deixando-a fora de si, só pra então castiga-la parando e beijando seu clitóris devagar, explorando cada parte de si, ela gemia chamando o nome dele, mexendo-se sem parar, chegando ao limite.

— Por favor. Ela suplicou por sua liberação incapaz de esperar mais.

Itachi aumentou a pressão no ponto macio, seu polegar circulando simultaneamente. Ela deu um grito ondulando e sentindo a sensação do orgasmo a sacudir com leves tremores, sua respiração agitada. Ele retirou o dedo e subiu por cima dela calmamente, seus olhos ligados enquanto a penetrava devagar. Ele a cavalgou, suas estocadas fortes, implacáveis, seus corpos colados se encaixando perfeitamente, unidos como um só, uma energia crepitante os ligava, fazia suas peles arderem, ligava ele a ela de uma maneira intensa e inexplicável, Sakura sentiu a sensação familiar se acumular em seu ventre e explodiu em mais um orgasmo fulminante, tomada pela emoção que martelava em seu peito, seus olhos arderam e ela lutou contra as lágrimas, não queria, não podia... sentia estar perdendo o luta a cada segundo, Sakura o puxou pra si colando seus lábios profundamente. Itachi a beijou com volúpia, quase como se retribuísse ao que ela sentia, seus corpos se moviam juntos, compartilhando sua essência e tornando aquele momento único. Ele deu um gemido rouco e veio derramando-se nela, lambuzando-a com sua semente, continuou unindo seus corpos em uma troca silenciosa. "A sua marca está em mim, e a minha em você." Ela fechou os olhos abalada, tentando acalmar o coração que batia descompassado, rendida e totalmente entregue a ele.

A noite caia enquanto Sasuke cortava velozmente a floresta com sua equipe logo atrás, o céu tão escuro quanto sua alma maligna que exigia por vingança, ele tinha um olhar assassino e sua aura obscura cheia de ânsia de morte. A cada passo dado ele sentia-se mais próximo de seu irmão e de ter o seu sangue em mãos como tanto almejava, um sorriso sádico se formou em seu rosto e ele aumentou a velocidade, indo sedento a seu destino.


Nota da autora:

Agradeço a todos que têm tirado um pouquinho do seu tempo para acompanhar essa história, obrigado :)