Nota: Oi gente, quero muito agradecer a todos que favoritaram e estão acompanhando a história, fico muito feliz e animada tbm. Me desculpem por qualquer erro ortográfico, estou fazendo tudo pelo celular e sabem como é o corretor kkkk, bom, inseri um novo personagem na história, de qualquer forma espero que gostem do capítulo!

Capítulo 26: Ferida

Os primeiros resquícios do sol entraram pela greta da janela, anunciando o amanhecer. Sakura sentia-se anestesiada, era como não enxergasse a sua frente, os olhos perdidos no vazio.

Tic tac - Tic tac

Em sua letargia ela pôde ouvir no fundo o ruído do relógio, seu corpo permaneceu paralisado, como se tivesse cessado todas as funções, tentando assimilar que tudo que aconteceu não fora irrealidade, uma tragédia tão grande. Ela chorou tanto que agora sentia o repuxar da dor de cabeça.

Não tinha dormido, incapaz de neutralizar toda dor e sofrimento que a torturavam por horas a fio. Sakura chorou por ele, por seu irmão, por sua dor, por tudo de horrível que passou sozinho. Ela sentiu vergonha de suas dores, tão minúsculas diante das dele.

Para todos, Itachi Uchiha era um homem cruel e sádico, um homem sombrio com um passado encharcado de sangue. Nesse momento muitos devem vibrar, comemorar, todo mundo queria Itachi morto. Mas o Itachi que eles queriam morto era a arma do crime que um lado obscuro de Konoha usava para protegê-los. Ela sabia disso, e somente ela sabia.

Será que todo mundo era assim? Olhava para alguém e tirava suas próprias conclusões, como se tivesse o direito de decidir quem era bom ou não?

Os que julgavam estavam se enganando tanto... Ele era um homem forte, que tinha se feito sozinho. Poderia ter se revoltado, alimentado ódio e almejado a queda de Konoha. Mas ele foi pelo caminho mais difícil, se sacrificando e carregando um injusto fardo por toda a vida.

Sakura havia sido levada ao limite, e falhou, mais uma vez... a dor, a opressão em seu peito, aquela tristeza que crescia vertiginosamente e que, de repente, a derrubava. Queria fugir, se afastar, amenizar o sofrimento causado pela ferida aberta que latejava em seu coração.

Dos seus olhos brotavam lágrimas e mais lágrimas, como se uma represa tivesse sido aberta, ela piscou embaçado, viu a pequena rachadura do teto, e mesmo quando se sacudia com o choro, ela não fechava os olhos. A rosada respirou fundo, sem ânimo de erguer os dedos nem pra secar sua face molhada.

Ela quis tanto correr, fugir de si mesma, fugir da lembrança e daquela angústia maldita, que nunca a deixaria em paz. E mesmo assim tudo a seguiu, uma tormenta sem fim, um desespero galopante, que a feria mortalmente. Ela só teve vontade de desaparecer naquele momento.

E foi assim que Naruto a encontrou quando chegou, despedaçada. Ele tinha um olhar triste por vê-la assim, se aproximou e ficou por um longo momento por perto, sem saber o que dizer, foi Sakura quem quebrou o silêncio.

— Vou denunciá-la. Ela disse friamente.

— Sakura, você sabe que isso é muito grave. Naruto tinha um olhar preocupado.

— Ela só vai pagar pelo que cometeu, assim como seus comparsas. Sakura disse irritada.

— Eu sei que agora tudo está fervendo, seu ódio exige justiça, mas e se surgem novos fatos que comprovem que ela é inocente? Ele perguntou calmamente.

— O único inocente aqui, é você Naruto. Ela murmurou cansada.

— Não da pra acreditar que vovó Tsunade faria isso, há algo de muito errado. Ele apertou os olhos.

— Claro, é mas fácil por a culpa nos outros. Ela rosnou.

— Eu acredito em você. Naruto afirmou.

A rosada piscou, sem acreditar em seus ouvidos.

— Não foi o Itachi, em hipótese alguma. Naruto tinha um olhar sério como ela nunca viu antes.

Sakura esperou uma explicação, afinal, Naruto nutria ódio pelo homem, culpando-o por tudo de ruim que veio acontecer com Sasuke.

— Quando estávamos à procura de Sasuke, eu tive um breve encontro com Itachi dentre a floresta. Ele me colocou em um genjutsu, mas não para me prejudicar, e quando ele fez perguntas estranhas vi nos olhos dele por uma fração de segundo o peso de abrir mão da vida em nome de alguém, esse alguém... Era Sasuke. Naruto terminou com um suspiro.

Sakura sentiu as lágrimas voltarem com força, mordeu o lábio fortemente ao sentir a imensa dor no coração. Como queria desabafar, contar tudo que sentia, tudo que a feria, mas se calou, encolhendo-se por dentro.

— Eu não sei exatamente quem causou tudo isso, mas de uma coisa eu sou certo, a Godaime tem muitos falhas, mas ser desleal não é uma delas. Ele olhou dentro das profundezas de suas orbes claras.

Sakura fechou os olhos ouvindo essas palavras, se perdendo em pensamentos que insistiam em sabota-lá. E se Tsunade estivesse falando a verdade? E se realmente tudo não passou de uma armação?

A rosada sentiu uma agonia latente já se espalhando em seu peito, a dúvida a corroendo como ácido, uma dor conhecida já se fazendo presente. Ela abriu os olhos, sentindo uma vontade quase incontrolável de arremessar seu sofá longe, expulsando aqueles pensamentos.

Seus instintos animais foram contidos quando sentiu o abraço quente de Naruto, ele a apertou a ponto de sufocar. Por um instante ela ficou assim, sendo abraçada por ele, até que ergueu os braços e devolveu o abraço.

— Quando eu te vi inconsciente no chão frio, pensei que fosse te perder. Ele disse com a voz fanha.

Sakura apertou a camisa do amigo, se dando conta do quão egoísta foi, deixando-o para trás e depois preocupando-o, mas ela sabia que não havia outra maneira, mesmo assim, não podia deixar de sentir-se culpada.

— Sinto muito, sinto muito, m.me desculpe. Ela soluçou, enterrando o rosto na camisa dele.

— Tudo bem, shhhh. Ele acariciou seus cabelos desgrenhados.

Sakura fungou se acalmando aos poucos, seus olhos procuraram os dele quando uma pergunta soou no fundo de sua mente.

— Como ela sabia? Sakura sussurrou.

— Hã? Ele levantou a sobrancelha sem entender.

— Ela sabia que eu usei o kinjutsu em Itachi. Sakura

— Ah isso, veja bem, você chegou em um estado crítico e quando ela te examinou sentiu o chakra dele dentro de você e soube na hora. Naruto tinha um olhar questionador mas ela ignorou.

— Como soube que era o chakra de Itachi? Sakura indagou.

— Você não se lembra que ela já curou Sasuke? Está familiarizada com o chakra dele, e como são irmãos deve haver alguma semelhança. Ele disse pensativo.

— Entendo. Ela suspirou, olhando o roupão de hospital que ainda vestia.

— Eu passarei alguns dias no Monte Myōboku. Se precisar de mim é só chamar. Ele disse retirando um pergaminho do bolso e entregando-a.

— Certo. Sakura pegou o pergaminho e deu mais um abraço no amigo.

— De vez em quando eu virei almoçar no Ichiraku, não sei se posso sobreviver aos insetos comestíveis de lá. Ele cochichou com a mão na frente da boca, como se temesse ser descoberto.

— Você não tem jeito. Sakura deu um peteleco no braço dele.

— Vou indo. Ele acenou passando pela porta.

Sakura se dirigiu ao banheiro, se livrando do roupão e entrando por baixo do jato quente. A água deslizou por sua pele, incitando feridas que pareciam abertas, doendo tanto que maculava tudo em volta. Estava muito fragilizada, nunca se sentiu tão só e perdida, tão terrivelmente abandonada.

Era como se já se sentisse morrer e essa sensação era pior que tudo.

Tsunade Senju era uma mulher forte, decidida, uma líder nata e poderosa. Mas naquele momento suas guardas foram ao chão, poucas coisas a machucaram nessa vida pois nada era mais doloroso que suas perdas.

Mas agora sentia-se ferida, agarrada a garrafa de saquê na sua sala parcialmente destruída, lembrando o confronto com sua aluna extremamente desrespeitosa.

— A audácia daquela pirralha! Tsunade urrou explodindo a garrafa na parede.

O olhar de desprezo de sua pupila ficou gravado em sua memória, a maneira como se dirigiu a ela, os insultos...

— Menina ingrata. A loira apertou os punhos com força, desejando mandar todo edifício pelos ares, mas com custo se controlou.

A mágoa era evidente em seu olhar, ela tentou se acalmar vendo o nascer do sol no horizonte, seus pensamentos correndo a todo instante. Ela tinha a aura aterrorizante e uma carranca fria, que faria as pessoas não olharem pra ela por medo de serem atingidos por vários ossos quebrados. Funcionou até o momento, contando que Shizune correu assim que a viu. Ela se distraiu quando uma batida veio da porta.

— Entre. Ela respondeu virando-se de frente.

— Goidame. Ibiki fez um reverência.

Tsunade acenou, cruzando os braços atenta.

— O interrogatório durou dois dias, mas não obtive êxito. A prisioneira desmaiou de exaustão, ela se recusa a falar, exigindo somente sua presença. Ibiki relatou.

— Certo, a encaminhe para o hospital, dentre minutos estarei lá. Ela apertou a ponta do nariz irritada.

— Hai. Ele se retirou.

Um ponto de luz brilhante a fez recobrar a consciência, a dor pelo corpo continuava, apesar de parecer diferente, menos aguda. Por um segundo, achou que dormira e sonhara com tudo aquilo, mas o cheiro a convenceu do contrário.

Aquele cheiro significava que ela estava viva... e fora da cela suja que viveu parte de sua vida. Com aquele pensamento o coração dela bateu mais depressa.

— Está acordando. Disse uma voz feminina desconhecida, falando com outra pessoa no quarto.

Ela abriu os olhos com um certo esforço, olhando para a bela feição da enfermeira, até seu olhar capturar o responsável por estar ali. Rosnando, lutou para se levantar, mas não conseguiu, sentindo uma dor latejante no lado direito do corpo.

— Devagar, você precisa se recuperar. A enfermeira disse suavemente.

Mas seu olhar estava fixamente ligado no moreno de cabelos espetados, com duas marcas vermelhas nas bochechas e um leve sorriso de canto nos lábios, revelando dentes afiados.

— Tome, você deve estar com sede. Kiba se aproximou com um copo de água.

Ela sentiu a voz dele penetrando em seus ouvidos sensíveis enviando sensações estranhas em sua pele. Quem era ele? Porque se sentia assim?

Ela não gostou nada disso e tinha sua resposta, ele a capturou e a trouxe pra esse lugar, a submetendo a tortura e interrogatório. Ele aproximou o copo do rosto e ela o bateu, derramando toda a água no chão.

— Onde estou? Ela rosnou agressiva.

— Você está no hospital de Konoha. A enfermeira respondeu docemente.

— A culpa é sua, você me trouxe aqui. Ela gritou, apontando um dedo pra figura masculina.

— Deveria estar agradecida por eu ter te encontrado. Me chamo Kiba. Ele cruzou os braços, gostando do desafio que viu no olhar daquela garota.

Quando ele a farejou próximo a floresta, encontrou-a semiconsciente, com alguns machucados profundos e o corpo coberto de lama. Ao pega-la nos braços notou a marca da maldição em seu pescoço, descoberta pela chuva que escorria, identificando-a como um dos subordinados de Kabuto.

Naquele momento ele não conseguiu reparar em nada por baixo de tanta sujeira, mas agora ele a contemplou, limpa e vestida com a roupa branca de hospital. Dona de olhos roxos muito escuros, quase pretos, os cabelos igualmente roxos descendo até a linha da cintura, e sua pele branca como porcelana.

"Kiba". Ela repetiu em pensamento sem tirar os olhos dele.

— Quem você pensa que é? Ela disse irritada.

— Eu penso que sou alguém que salvou a sua vida. Kiba disse com cinismo.

Ela apertou os punhos e grunhiu com raiva, pensando em dar lhe um pouco de sua mente.

— O que você espera? Eterna gratidão? Pois de mim você não terá. Sua voz soou hostil.

— Um agradecimento é o mínimo que se espera de alguém decente. Kiba provocou.

Ela abriu a boca em choque e sentiu as bochechas incharem, ele sugeriu que ela era alguém sem modos, o nervo desse cara!

— Ora seu... Ela levantou um punho com um grito mais foi interrompida por uma voz estridente.

— Que gritaria é essa no meu hospital? Tsunade indagou duramente, entrando a passos firmes no quarto.

A garota engoliu em seco, sentindo o olhar da loira sobre ela, com uma aura de poder e autoridade que exalava ao seu redor com facilidade, essa mulher era... intimidante. Ela esfregou as mãos nervosamente enquanto a olhava com cautela.

— Mulheres. Kiba suspirou e quase se engasgou com o olhar que recebeu de Tsunade.

Ela observou a loira se aproximar e fechou os olhos na espera de um golpe, mas os abriu assim que sentiu um calor reconfortante que vinha de um brilho suave que emanava das mãos dela. A dor sumiu, mas uma pontada se fez presente em seu estômago, era assim que alguém se sentia ao ser cuidado?

Ela fora prisioneira por tantos anos, que estar ali naquele quarto desconhecido rodeada de pessoas a deixava estressada e ansiosa. Uma parte dela temeu perder o controle dando lugar a criatura horrível que a consumia.

— Eu sou Tsunade Senju, Godaime Hokage de Konohagakure no Sato. Seu tom era baixo, mas firme e levemente áspero.

Ela a fitou novamente, os olhos castanhos claros, que contrastavam com a pele e os cabelos loiros, num belo tom ouro. Ela não pôde deixar de notar a enorme protuberância na blusa com um par de seios fartos. Piscou sem saber o que dizer.

Percebendo o olhar da garota sobre si, Tsunade franziu as sobrancelhas e intensificou o olhar, extremamente irritada.

— Você não tem nome? A loira perguntou autoritária.

— S.sim, Kasemaru. Ela disse nervosa.

— Sem sobrenome? Você vem de algum Clã? Tsunade questionou focada.

— Eu... Não me lembro. Sua voz saiu em um sussurro.

Tsunade suavizou o olhar, vendo o quão sem rumo a garota parecia.

— Muito bem, nos deixem a sós. Ela ordenou, vendo os outros dois presentes se retirarem, Kiba dando um leve aceno.

Tsunade a sondou com olhos de águia, parando próxima a ela, de maneira que estivesse de frente. "Eu me pergunto como ela aguentou os métodos de Ibiki, se parece tremer sob meu olhar."

— Você tem quantos anos? Tsunade cruzou os braços.

— 19 Senhora. Ela respondeu.

— Bom, comece a falar, quero que se apegue aos detalhes. Sua voz era grave e imensamente intimidante.

Kasemaru suspirou muito devagar, contando tudo nos mínimos detalhes. Lembrava de ser uma criança feliz antes de ser pega e entregue a Orochimaru, fazendo parte de suas cobaias para experimentos doentios, os danos causados contribuíram em sua amnésia. Na pré adolescência recebeu a marca da maldição, que a fez virar um monstro, uma fera incontrolável.

Resultando em passar todo resto presa, trancafiada em uma cela, perto de outros monstros como ela. Sendo solta somente a poucos meses atrás, quando o discípulo de Orochimaru resolveu seguir seus rastros, libertando os prisioneiros em troca de fidelidade e promessa de cura. Contanto que o ajudassem a cumprir seu objetivo, ter os olhos amaldiçoados Uchiha.

Terminou dizendo que viu a oportunidade perfeita de fugir quando uma mulher de cabelos rosas assassinou Kabuto, mas nos segundos seguintes a mesma iniciou uma matança, fazendo-a ser pega no meio do confronto, sendo atacada e perseguida por um dos homens que saíram do controle ao ser consumido pelo terceiro estágio da marca da maldição.

Sua última lembrança foi um corpo quente a aquecendo em meio a chuva, sua visão turva teve um vislumbre do rosto de Kiba antes de sucumbir a escuridão.

Tsunade ouviu tudo atentamente, apesar de considerar a garota uma vítima não poderia confiar em um estranho em sua aldeia, ela era um deles e poderia se transformar e ficar fora de controle. Mas ainda sim, decidiu dar-lhe uma chance.

— Por hora vou adiar o julgamento, veremos quem você é. Tsunade disse séria.

— Arigatou, Godaime. Kasemaru abaixou a cabeça em agradecimento.

— Você deve descansar, até o fim da tarde receberá alta. Irei colher amostras de seu sangue, não se preocupe, vamos manter essa marca sob controle. Tsunade disse caminhando até a porta.

Ela grunhiu em concordância, vendo a mulher fechar a porta atrás de si. Kasemaru sentiu algo crescer no peito, poderia renascer a esperança de viver livre? Em um lar de verdade, como sempre sonhou... Isso só o tempo irá dizer.

Tsunade encontrou Kiba nos corredores, encostado a parede, ela caminhou até ele devagar, os suaves sons de seu salto eclodindo no chão.

— Eu te designo a missão de cuidar e ser responsável por Kasemaru, por tempo indeterminado. Ela ordenou.

— O que? Porque eu? Kiba resmungou, não querendo imaginar como a garota iria reagir, ela era um pouco hostil em relação a ele.

— Você está me questionando? Tsunade perguntou com um brilho mortal nos olhos.

— N.não Godaime, jamais. Kiba disse nervoso.

— Você a trouxe pra cá, arque com isso. Tsunade respondeu duramente, e saiu entrando em uma sala.

— Kuso. Kiba bufou em aborrecimento, pela primeira vez concordando com Shikamaru, que problemático!

O dia se passou de forma lenta e torturante, tão devagar e duradouro que a deixava em plena angústia. A falta que sentia de Itachi era como uma ferida que se negava a sarar.

Era difícil aceitar que não teria mais o sorriso dele, seu toque... Mesmo a intensidade predatória que a tinha amedrontado em alguns momentos.

Uma dor mais aguda perfurou seu peito ante as memórias, e lágrimas dolorosas brotaram em seu olhos, escorrendo sem cessar. Sakura estava vivendo seu pior pesadelo, ela desabou, com profundas dores de perda quando seus joelhos dobraram e ela caiu em uma bola no concreto, soluçando baixinho em sua camisola.

A tristeza vinha como um grilhão, pesando, arrasando, destruindo. E quando sentia que ia afundar de vez, algo a batia como ondas, fazia submergir em desespero, para então conseguir subir, respirar e buscar ar, só para afundá-la de novo.

Uma queimação estranha se esparramou em seu peito, na mesma hora uma dor lancinante a atingiu iniciando uma crise de tosse. Sakura levou a mão aos lábios com a expiração repentina, vendo sangue mancha-lá. O coração bateu em um ritmo desregular e sua visão perdeu o foco, cobrindo-a com uma névoa escura, afundando-a no esquecimento.