Capítulo 28: Dor

Novos dias vieram, mas a dor continuou latente e feroz dentro de si, sem se abrandar, apenas se acumulando. Ela acordava, comia, se banhava, seguia em frente como um robô.

Mas sonhava com Itachi, tinha pesadelos, passava noites em claro suada e desesperada por ele. Perturbada por ansiar seu toque, seu calor.

Em pensar que Itachi surgiu num momento em que ela queria sair do casulo, fez com que se sentisse viva. E agora, ali, ela parecia morta.

Tudo se acumulava dentro de si, a ponto de sentir que a qualquer momento iria explodir. Sakura tinha muito ódio de sua fraqueza, da sensação de impotência.

A agonia apertou seu coração, ela ficou ali gritando silenciosamente por dentro, se rasgando em dor.

Sakura teve um misto de sentimentos, sua consciência gritava que ela tinha ido longe demais, que não teria pra onde fugir. Mas uma parte dela, uma parte que era apenas mulher, apenas emoção, pulsava pelo que viveu com Itachi.

Ela afundou-se nos travesseiros e se encolheu, fechando os olhos, recordando os momentos que davam forças para combater a dor com mais controle, e de alguma maneira se agarrar a esperança, talvez... nem tudo fosse perdido.

Sakura ficou lá, arrasada, mas era assim que vivia agora.

Shikamaru deu um longo suspiro cansado, a semana fora agitada e ele não teve um momento de descanso após ser convocado pela Godaime. Ele estava sendo analítico, colhendo diversas informações e explorando os diferentes lados da mesma história.

Ele precisava entender o que tinha por trás da tentativa de morte da rosada, precisava prever três passos a frente antes de chegar a qualquer conclusão.

Shikamaru recorreu a Ino, sem Naruto por perto ela era a única que conhecia Sakura como ninguém. Tomando um gole de chá, ele deu um olhar para sua amiga loira, Ino estava séria, um tanto preocupada. Em outra ocasião ela estaria rindo e comentando animada sobre tudo, mas agora estava mais calada do que o habitual.

— Ino? Shikamaru chamou.

Seus olhos azuis foram de encontro a ele, lembrou-se de sua pergunta e respondeu calma.

— Ela está muito diferente, não se abre comigo, não me atende na porta, e até fugiu quando eu perguntei o que a afligia. Ino disse tristemente.

— O comportamento agressivo foi um dos mais notáveis, ela exterminou dezenas de shinobis de maneira brutal. Shikamaru concluiu, vendo o olhar preocupado de Ino.

— Eu soube por Hinata, foi como se ela... enlouquecesse. Ino se levantou nervosa.

Shikamaru pegou uma folha caída ao seu lado e brincou com ela.

— Algo deve ter acontecido com Sakura, algo que a conecta a Itachi. Continuou Shikamaru. — Ela é um de nós, a conhecemos e sabemos que seus sentimentos por Sasuke não são suficientes para salvar seu irmão.

— Você acha que ela teve contato íntimo com ele? Ino indagou assustada, até que algo a ocorreu...

Flashback

"Quem ele é? Ino disse dando risadinhas."

"Shinobi. Foi a única coisa que Sakura respondeu."

O coração dela disparou ante a lembrança, suas mãos suaram de nervoso e seus olhos se arregalaram como pires.

"Não pode ser, não pode ser." Ino pensou agitada.

— Pelo olhar em seu rosto vejo que estou certo. Shikamaru disse preguiçosamente.

Ino mordeu a língua com raiva, sua amiga desencantou de um Uchiha para se apaixonar por outro, e ainda fez tudo pelas suas costas, não havia segredos entre as duas.

"Ora testa como você ousa!" Ino teve vontade de socar o jarro de flores de sua loja.

— O que você sugere? Ela perguntou, olhando pela janela e tentando acalmar os nervos.

Shikamaru exclamou um problemático, e se despediu da amiga, rumo a casa da rosada.

Sakura estava sentada com o cobertor em volta do corpo, em busca de algum alento contra aquele frio dentro de si, que se esparramava em suas veias, nutrindo algo imperturbável em seu interior durante suas horas solitárias de terror.

Uma batida na porta a despertou de seu estado de transe, ela continuou quieta, sem intenção de atender, até que a voz masculina surgiu do lado de fora.

— Eu não saio daqui sem falar com você. A voz saiu abafada.

"Shikamaru." Sakura piscou, sem entender a visita inesperada.

Tudo o que queria era paz e esquecimento, por isso decidiu abrir a porta e se livrar do incômodo.

— Um minuto. Ela respondeu, se levantando e removendo o pijama, vestindo-se com a roupa padrão de Konoha.

Sakura desceu as escadas lentamente, adiando o máximo possível o breve contato com o gênio Nara, suas mãos tocaram a maçaneta e ela respirou profundamente.

Shikamaru estava parado com as mãos no bolso, o olhar afiado na rosada a sua frente, ele relaxou os ombros e fez sinal com a cabeça.

— Precisamos conversar. Ele disse seriamente.

— Sobre? Ela indagou com a cara fechada.

— Me acompanhe. Ele pediu, dando um passo para o lado.

Sakura pensou em recusar a oferta, mas ele deixou claro em seu olhar que seria insistente. Ela bufou, cruzando os braços e tomando lugar ao seu lado.

O silêncio pesou entre os dois, junto com o mal estar, a rosada o observou de canto de olho e imaginou se ele estaria analisando-a.

— Sakura, você tem estado distante ultimamente. Ele a olhou curioso.

— Impressão sua. Ela respondeu, baixo.

Shikamaru notou o certo desespero em seu olhar, que desmentia toda aquela tranquilidade que aparentava. Ele se deu conta de que ela era muito mais complexa do que queria parecer.

Em pouco tempo ele a conduziu até a biblioteca, estava vazia e ao sentarem-se de frente um pro outro Shikamaru prosseguiu.

— Você não precisa fingir na minha presença. Ele disse sério.

Sakura deu um olhar desconfiado, franzindo as sobrancelhas.

— Do que você foge? Shikamaru indagou.

— Fugir? De quê? Ela apoiou os cotovelos na mesa e se aproximou, encarando-o.

— Itachi Uchiha. Shikamaru foi direto ao ponto, na hora ela empalideceu, não foi preciso dizer nada para lhe dar uma resposta.

A rosada teve vontade de chorar, a tristeza pesava dentro dela, parecia a rasgar por inteiro, mas se conteve.

— O irmão de Sasuke... Apesar dela soar naturalmente, Shikamaru sentiu a tensão.

Ele a examinou minuciosamente, um tanto alerta, seus olhos castanhos escuros muito afiados, totalmente concentrados nela.

— Porque está me olhando desse jeito? Ela perguntou incomodada.

— Estou só olhando. Shikamaru falou seco.

Um clima estranho pesou ao redor, cansado, ele sabia que de qualquer forma a rosada só diria o que a convém, decidindo empurra-la.

— Ou devo dizer, seu amante. Ele disse devagar.

Sakura se levantou em um salto, apertando as mãos em fúria ao lado do corpo.

— O que você está insinuando? Ela esbravejou.

Shikamaru semicerrou os olhos pronto para confronta-lá quando o chão tremeu, sacudindo-os.

— Nani? Ele se segurou na mesa.

''O que foi isso?'' Sakura se equilibrou, olhando pela janela.

No horizonte exalavam nuvens de fumaça, gritos de agonia podiam ser ouvidos junto ao forte som de explosão.

— Eu preciso encontrar Ino, você vá até o hospital. Vamos! Shikamaru correu as presas.

Do topo da torre Hokage Tsunade executava selos de mão com um olhar feroz, abaixando-se e batendo a palma da mão sobre o solo.

— Kuchiyose no Jutsu. A camada de fumaça surgiu, revelando a lesma em estatura tão alta quanto o maior edifício de Konoha.

— A partir de agora, grude em cada ninja e habitante em Konoha! Absorva meu chakra e utilize-o para tratar seus ferimentos! Tsunade ordenou.

— Parece que a aldeia está em caos. Katsuyu comentou.

— Não importa, vá logo. Tsunade disse com urgência.

— Entendido. Katsuyu começou a se espalhar em lesmas menores, preenchendo cada canto da aldeia.

O vento soprou suas longas mechas em tom ouro, Tsunade olhava o horizonte com olhos de águia.

— Protegerei está aldeia de qualquer jeito! Juro pelo meu título de Hokage! Ela disse bravamente.

Do outro lado, Sakura atravessava as ruas de Konoha em repleto caos, civis fugiam desesperados, crianças choravam e havia corpos em cada esquina. A rosada continuou correndo até ouvir um grupo de shinobis.

— A akatsuki invadiu nosso território. Gritavam nervosos.

"Pain." Foi a primeira coisa que veio em sua mente ao lembrar das palavras de Kisame no esconderijo.

O líder veio... por Naruto, ela rangeu os dentes em fúria e apertou o passo. Ao dobrar a direita ela se deparou com Ino, correndo de olhos fechados em um choro avassalador.

Sakura se aproximou preocupada, segurando a loira pelo braço em busca de possíveis ferimentos.

— Ino, o que aconteceu? Ao perguntar, ela se agarrou a Sakura, chorando e soluçando em pânico.

— Fale pra mim, fizeram alguma coisa com você? Sakura sentiu o coração disparar com a possibilidade.

— N.não. Ela respondeu com certa dificuldade, soltando um soluço.

— Diga, o que está havendo? A rosada perguntou com nervosismo preenchendo-a.

— Shizune... ele.. a matou.. na minha frente. Ino disse com voz embargada, soluçando muito.

Sakura sentiu um baque por dentro, seus olhos se arregalaram e ela ficou imóvel, incrédula pelo que acabara de ouvir. Ela fechou os olhos apertando o punho, mesmo sem querer, uma pequena parte se doeu pela perda que afetaria sua mestra.

— Ino, precisamos ir, você tem que ser forte, o sacrifício de Shizune não pode ser em vão. Sakura a encorajou.

Ino respirou fundo enxugando as lágrimas, o rosto um tanto vermelho.

— Hai. Ela murmurou.

As duas seguiram em frente juntas, Ino dando detalhes sobre o inimigo durante o trajeto. Sakura parou quando sentiu um chakra estranho em um beco próximo, vendo de longe o único membro feminino da akatsuki em confronto com o clã Aburame.

A ira incendiou suas veias, e a rosada não pensou duas vezes antes de atacar, se lançando em alta velocidade na kunoichi de cabelos roxos.

— Shannaro. Ela gritou, socando a mulher com o punho infundido em chakra.

O beco ficou completamente silencioso, Sakura sentiu todos os olhos em si, quando a mulher se desvencilhou em vários pedaços de papel.

Ela tomou forma novamente, apenas a parte superior do corpo visível, Konan os observava de longe, prevendo entediada.

— Inoichi e os outros precisam de reforços, vão, deixem-a comigo. Sakura disse sem tirar os olhos do inimigo.

— Hai. Os membros do clã Aburame se foram rapidamente, com exceção de Shino.

— Há algo que eu precise saber? Sakura indagou, moldando chakra nas mãos.

— Apenas uma pequena parte de seu rosto fica materializado durante o jutsu, meu insetos captaram sinal de chakra ali, você têm de dar um único golpe preciso nesse ponto. Shino explicou, segurando o abdômen ferido.

"Para isso, ela tem que ficar parada." Sakura concluiu, com um leve sorriso no canto dos lábios.

— Ino, pronta? Sakura perguntou animada, dando um passo à frente.

— Eu nasci pronta, vamos fazer isso testa. A loira respondeu determinada, socando a palma da mão aberta.

A rosada sentiu os cabelos chicotearem em volta do rosto, no terceiro passo ela avançou ligeira, sendo atacada por várias shurikens de papel no caminho.

Próxima a akatsuki, Sakura desferiu uma sequência de golpes que a mulher sequer fazia questão de desviar, se desmanchando em dezenas de papéis a cada vez que era acertada. Seus olhos frios encaravam a rosada com desgosto.

— Onde está Naruto Uzumaki? Konan questionou sem emoção, os olhos em um tom laranja refletiam a morte.

— O que lhe faz pensar que eu contaria de bom grado? Sakura disse com deboche, o rosto muito próximo ao dela.

— Patético. Konan disse com desinteresse, mandando uma garoa de papel um tanto afiada.

Sakura recuou, desviando com facilidade, tendo um único arranhão superficial no braço. Ela bateu o punho no chão fazendo a terra tremer com inúmeras crateras, um edifício próximo balançou. A rosada prendeu a respiração, avançando novamente quando viu o sinal de Ino.

Ninpō: Manka Ryōran.

Ino pulou no ar sacando dois maços de uma espécie de flor venenosa, lançando-as no chão, as flores explodiram no impacto, criando uma chuva de névoa venenosa e pétalas roxas.

Konan flutuou com suas asas, saindo do meio da névoa venenosa. No minuto seguinte Ino fez o sinal de mão.

Shintenshin no Jutsu

Konan sentiu o coração pular uma batida, seu ritmo cardíaco diminuiu e ela logo se viu sem controle do próprio corpo.

"Vá em frente." Ino incentivou convicta, dentro do corpo da akatsuki.

Sakura estava cega, surda, irada, quando deu um soco brutal no rosto de Konan, no ponto exato que Shino a instruiu.

— SHANNARO. A rosada berrou furiosa, lançando Konan no edifício, tamanha força.

Ino voltou ao seu corpo no último minuto, impedindo de ser afetada pelo golpe. O concreto rachou com a batida, a akatsuki cuspiu sangue, sentindo a cabeça girar.

Sakura bateu o pé no solo com violência, desmoronando o edifico em ruínas, levantando uma nuvem vigorosa de poeira.

— Conseguimos! Ino levantou o punho em vitória.

— Hn. Sakura sorriu de leve.

Momentos depois os destroços tremeram, Konan levantou-se dos escombros, empurrando um grande pedaço de concreto para o lado. Uma fina linha de sangue traçava o canto dos lábios, ela tinha um olhar assassino.

— Morra. Konan gritou alterada, rodeando e cercando-as com suas asas de papel, cobrindo-as com inúmeras tarjas explosivas.

— Ino! Sakura gritou em desespero, correndo em direção a amiga na intenção de protegê-la com o próprio corpo.

As primeiras explosões desencadearam fortemente em suas costas, agachada, ela sentiu o calor das chamas próximo de si, quando repentinamente uma forte onda de vento lançou todas as tarjas explosivas para longe.

Hakke Kūshō

A voz suave de Hinata foi ouvida, carregada de ferocidade, as veias ao redor dos olhos dela saltaram, e ela tinha um olhar arrepiante, como Sakura nunca viu antes.

— Na mira. Hinata atacou, desferindo um golpe de dois dedos poderoso em Konan.

A kunoichi de cabelos roxos sentiu o mundo ficar escuro a sua volta, suas pálpebras caíram contra sua vontade, num último esforço ela mandou papéis ao redor do corpo de Sakura, que explodiram e criaram um tornado gigante, consumindo-a.

Ela tentou reagir mas já era tarde, gritos foram ouvidos quando a primeira explosão eclodiu enviando uma dor aguda em seu ombro. Algo quebrou dentro dela naquele momento, toda fúria, mágoa e dor que sentia como parte de si após a morte de Itachi veio à tona, se concentrou toda em sua essência em um único ponto.

O rosto de Sakura gelou mortalmente, seus olhos verdes eram assassinos, o mal que corria em seu ser e infiltrava em suas estranhas estourou em uma explosão violenta.

Ela rugiu como um leão enjaulado, seu chakra rompeu em um fluxo poderoso, tão denso que se tornou visível ao seu redor. O ar se tornou difícil de respirar, a intenção de matar extravasava da rosada intensamente.

A corrente de força misteriosa ao redor dela cresceu com fervor, disparando em uma rajada de vento com explosão maciça antes de desaparecer, consumindo o tornado gigante e reduzindo-o a pó.

Sakura caiu, batendo fortemente no chão, seus braços tremiam e ela não fazia ideia do que era aquele poder obscuro que a possuía, seu coração batia frenético enquanto se levantava devagar.

— Sakura! Ino gritou chorosa, dando um aperto sufocante na amiga.

— Você está bem? Hinata se aproximou preocupada, um tanto chocada com o que viu.

— Estou bem. Sakura respondeu, dando um olhar a kunoichi de cabelos roxos desmaiada a poucos metros dali.

— Shino, eu vou curar você. Hinata foi até o companheiro de equipe, suas mãos com um suave brilho verde.

— Arigatou. Ele suspirou dolorido.

— Como você fez aquilo? Eu pensei que... Ino fechou os olhos com uma pontada de dor.

— Eu não sei, mas tá tudo bem, não fique assim porco. Sakura a tranquilizou.

O momento foi interrompido por uma aura maligna, a aparição de um homem ruivo com a capa da akatsuki, seu cabelo foi preso em um rabo de cavalo com franja, sua pele era pálida e tinha os olhos roxos.

As ondulações do globo ocular lembraram muito o desenho no teto que ela viu no esconderijo Uchiha, Sakura sentiu os pêlos arrepiarem na presença do desconhecido, todos ficaram em guarda.

Seus olhos frios fixaram-se na mulher inconsciente, em um piscar de olhos ele apareceu diante dela, acariciando sua face e tomando-a nos braços.

— Konan. Ele sussurrou, seu verdadeiro eu tremendo de ódio.

No minuto seguinte ele se foi em um borrão, Ino respirou em alívio, notou a semelhança que tinha com o homem que exterminou Shizune.

— Não podemos perder tempo, Ino vá até o hospital e trate os feridos. Sakura disse duramente.

— Eu? Eu não posso, você é a aprendiz da Godaime, a melhor médica nin. Ino recusou nervosa.

— Você pode e você vai, eu confio na suas habilidades Ino. Sakura declarou, sentindo uma mudança estranha no ar.

— E você? Ino indagou.

— Vou pra linha de frente. A rosada disse decidida.

— Sakura, não. Ino sentiu os olhos arderem.

— Eu vou me cuidar, nada acontece. Agora vá. Sakura partiu dando um último olhar a loira.

— Hai. Ino apertou a mão sobre o peito e suspirou seguindo em direção oposta.

O ar se tornou espesso, uma sensação ruim se instalou na boca do estômago da rosada, ela apertou o passo, correndo pelo telhado e entrando pela janela de seu quarto, em busca de sua katana.

Ela a encaixou nas costas rapidamente e partiu em disparada, vendo a tamanha destruição causada na aldeia, havia fogo por toda parte e edifícios demolidos.

— Eu vou com você. A voz de Hinata soou ao seu lado.

Sakura acenou com a cabeça, correndo junto a morena. Seus olhos foram atraídos para o pequeno ponto flutuante no céu, ao forçar a visão ela viu um homem, com os braços abertos, o manto da akatsuki reluzia glorioso sobre si.

"Pain." O coração dela disparou, ela pousou no chão seguida por Hinata, ambas com a atenção atraída para o inimigo.

Tsunade estreitou os olhos, suas sobrancelhas franziram em desconfiança.

— Ele está planejando alguma coisa... Não sei o quê. Mas é alguma coisa grande! Ela falou com os anbu ao seu redor.

Um brilho de fogo dançou em seus olhos e no minuto seguinte Tsunade pulou da torre.

— Katsuyu, proteja a todos! Ela ordenou, avançando pelos telhados.

"Alguma coisa terrível está para acontecer. Porque o Naruto está demorando tanto?"

— Pain! O que você pretende fazer? Ela questionou com voz aguda.

Ele a ignorou, seus olhos ardiam de intensa raiva e ódio, de sangue e morte, ele murmurou palavras inaudíveis, no fim dizendo.

— E agora, o mundo vai conhecer a dor.

Shinra Tensei

Sua voz era como o estrondo de um trovão.

Uma luz branca ofuscante cegou sua visão, a rosada não viu mais nada, tudo se apagou.