Antes de mais nada venho me desculpar pela demora da atualização, nesse meio tempo meu dog melhorou após fazer um pequeno procedimento cirúrgico, dias após isso o meu outro dog mais velho faleceu, éramos amigos há 12 anos e isso me afetou bastante. Resolvi tirar um tempo, mas desde já deixo claro que não abandonei a fic.

MoonWiccan: Muito obrigada, seu amor por minha história me enche de euforia, faço o possível para que sintam um pouco de tudo que a rosada está sentindo. Confesso que também tive uma queda por esse reencontro haha.

sakurastan: Em primeiro lugar muito obrigada por seus comentários, fico imensamente feliz por gostar tanto da história, é nítido a forma que se cativou e deseja por mais!

Capítulo 34: Pertença-me

Sakura ficou nocauteada, atacada por sentimentos que pareciam sufoca-la, a rosada o encarou, o coração pulsando loucamente.

Amor

Não era o tipo de amor doce ou gentil com o qual ela sempre sonhara, mas era amor. Sombrio, obsessivo, uma compulsão e um vício. Ela sabia que o mundo a condenaria pelas costas, mas precisava de Itachi, tanto quanto ele precisava dela.

Permaneceu abalada pela intensidade de tudo aquilo, ainda sem entender o significado de tanto. Sakura não teve tempo de questionar, quando em meros segundos se viu dentro de sua casa nova, penas de corvos caíam ao redor.

Ela sentiu um baque por dentro, porque seu olhar deixava claro que a queria mais naquela noite. Veio até si em passos bruscos, e ela só pôde prender o ar e ansiar, pois faria tudo, tudo que Itachi quisesse.

A madrugada ia adentro, foi fogo, desejo, desespero. Itachi a apertou firmemente enquanto a beijava faminto, voraz. Sensações desconexas e violentas o dominaram quando seu gosto deslizou em sua língua, quando fechou os olhos e a sentiu, tudo nela o bombardeando.

Sakura choramingou, ficou acabada para o mundo, para a razão, mergulhou em um miríade de sentidos, só conseguia pensar naquelas mãos, na língua, na boca, a penetrando, sugando, enquanto se esfregava contra ele.

Ela gritou, ele rosnou, e penetrou forte, violento, esfomeado. Ela se moveu da mesma maneira, cravando as unhas em suas costas musculosas, trouxe-o tanto pra si que se colaram por inteiro. O sentiu no mais fundo de si, apertando-o, massageando-o, querendo tanto dele que gritou em sua boca, gemendo seu nome em êxtase.

Aquele fervor era tão arrebatador que o orgasmo veio logo, varrendo seu corpo e sentidos com intensidade, ela se perdeu em meio ao delírio. Os sentimentos primitivos e instintivos o dominaram, e ele se deixou levar, entregue e fundido ao corpo de Sakura.

Quando desabou sobre si, suado e com os cabelos grudados na pele, ele sentiu seu cheiro, a textura de seu pescoço em seus lábios, e desejou nunca sair dali.

Sakura acordou com calor, sentindo-se levemente suada, mas com uma sensação gostosa de proteção. Sorriu, ainda meio mergulhada na inconsciência, tentando entender o que era aquela felicidade que se espalhava dentro de si.

Foi então que sentiu o braço firme em volta de sua cintura e o calor que vinha do corpo encaixado atrás do seu. O coração disparou, e a rosada fitou a parede de madeira, iluminada pela luz do dia.

Itachi tinha dormido ali consigo, apertado naquele futon. Parecia inacreditável, mas era real.

Ficou quietinha, sem coragem de se mexer e perder aquele contato, enquanto seu corpo reagia, dopado pelo desejo e pelas lembranças do que haviam feito na noite anterior. Sua pele formigava, a mente dava voltas, viva e pulsante, a barriga se contorcia de nervosismo e excitação.

Tinha sido profundo, forte, impressionante. Ela não conseguia parar de recordar cada detalhe, sua pele queimou ao sentir o olhar penetrante sobre si. Sakura sentou-se, cobrindo o corpo com a fina camada do lençol.

Itachi a olhou sério e franziu o cenho, sem uma palavra puxou o lençol em um arranque, surpreendendo-a.

— Não vai precisar se cobrir. Ele tinha um olhar sombrio, e sedutor.

Itachi a agarrou pelo cabelo e pela cintura, erguendo-a do chão com facilidade em um beijo embriagante. Andou assim com ela até a cozinha, empurrando-a sobre a bancada de madeira. Sakura ficou dopada, abraçando-o, sentindo suas mãos marcar cada parte de seu corpo, apaixonada e entregue, com o coração a ponto de saltar para fora do peito.

O desejo ultrapassava os limites, extravasando tanto que era palpável. Ele tomou tudo dela, respirou seu cheiro, desceu as mãos por sua pele, percorreu suas curvas, pois nada parecia o bastante para aplacar sua necessidade. Uma voz aguda encheu o ar, cortando o momento.

— Sakura, Sakura, abra, vovó Tsunade está acordada! Naruto gritou esmurrando a porta apressado.

Ela pulou assustada, com medo de que a pegasse nua na cozinha com Itachi, em uma situação comprometedora.

— S-só um minuto. Ela respondeu nervosa, sentindo o corpo masculino pressionando o dela.

Itachi sorriu em sua boca, gostando de vê-la tão vulnerável, ele selou seus lábios, se afastando logo em seguida. Sakura mordeu a ponta do dedo amaldiçoando Naruto por atrapalhar o momento, ela correu até o quarto e entrou no vestido pêssego as presas.

— Promete que vai ficar? Ela sussurrou com um aperto no peito, incerta sobre como as coisas fluíam entre eles.

Itachi se aproximou, cutucando dois dedos em sua testa, a rosada se sentiu balançada diante o gesto, era o modo dele dizer que ficaria, ela pôde sentir.

Sakura corou, sentindo o coração bater forte no peito, ela sorriu e seguiu as pressas até a porta, onde o loiro hiperativo a aguardava.

— Vamos, rápido! Naruto a pegou pelo braço, ignorando os cabelos desgrenhados e arrastando-a pela aldeia.

Ao se aproximar da grande tenda a rosada atentamente prestou atenção à discussão.

— Você devia ter visto, o modo como ela falou com os velhotes, era como você. Shizune comentou animada.

Tsunade sorriu orgulhosa, entrando em sua tijela recheada.

— Aqueles dois... A loira semicerrou os olhos com raiva. — Eu não esperava menos da minha discípula. Finalizou gesticulando.

Sakura sorriu, puxando o tecido da tenda ao entrar. Seu coração se comprimiu de alívio e culpa, seus olhos arderam ao ver sua mentora.

— Shishou. Ela se jogou nos braços de Tsunade, derramando tudo ao redor.

Tsunade tossiu surpresa, sentindo o calor do abraço e completando-o. Ela não pôde deixar de sentir o peito inchar de orgulho por tudo que ouviu sua aluna ter feito. Sakura levantou o olhar pra loira, em um pedido mudo de perdão.

— Estamos bem agora? Ela indagou.

— Hn, da próxima vez que falar daquele jeito comigo eu te acerto com vários ossos quebrados. A voz firme encheu o ar, causando calafrios em todos ao redor.

No próximos instantes as gargalhadas de Naruto encheram o ambiente, dissipando a tensão anterior. Sakura se ergueu com risadinhas ao notar o olhar crítico de sua mentora, que logo se suavizou ao formar a sombra de um sorriso nos lábios.

O resto do dia seguiu depressa, Sakura se empenhou em estabilizar o chakra da Godaime, que a prometeu um dia inteiro de treinamento assim que tudo se acalmasse pelo decorrer do ataque de Pain. No fundo, a rosada sabia que seria uma forma de a castigar pelo que fez, e engoliu em seco com o sorriso perverso de Tsunade.

Naruto continuava o mesmo, contudo, algo em seu íntimo havia mudado, algo que Sakura não deixou de notar, o que quer que fosse, ela sabia que queria compartilhar, ao menos é isso que ela imaginava ao vê-lo rodeando-a o dia todo.

— Vamos, desembuche. Ela o cutucou no nariz, ambos caminhando próximos a antiga academia.

— Eu o conheci... meu tousan. Naruto murmurou com as mãos no bolso.

— Hã. Sakura arregalou os olhos sem entender.

— O Yondaime, ele apareceu quando perdi o controle com Kurama e..

Sakura não ouviu mais nada que veio a seguir.

"Yondaime? Naruto é filho do Yondaime, e nunca lhe contaram isso."

Sakura piscou perplexa, parando em seus pés.

— Como foi isso pra você? Seus olhos procuraram os dele com certa preocupação.

— Fiquei tão surpreso quanto você, exceto o fato de que o acertei no estômago e...

— NANI? Você encontra o Yondaime e a primeira coisa que faz é acertá-lo com um soco? Sakura explodiu sem acreditar em seus ouvidos.

— O que queria que eu fizesse? Depois de tudo. O loiro foi surpreendido com o calor de um abraço reconfortante, o cheiro dela encheu suas narinas e tão logo seu corpo relaxou.

— Sinto muito por não ter estado com você. As lembranças do ataque de Pain e Naruto transformado em Kyuubi encheu sua memória.

O momento durou pouco, quando uma picada de dor feroz se apossou da rosada, que se afastou de imediato.

— O que foi? Naruto a olhou confuso.

Ela podia sentir a chama queimar em seu interior. Itachi. E ele estava zangado.

— Nada, foi só um reflexo. Ela mentiu, levando a mão no pescoço, onde doía a picada.

— Se você diz. O loiro pareceu desconfiado, mas no minuto seguinte sua atenção fora roubada por um grandioso cheiro de rámen.

Seus olhos se iluminaram e no minuto seguinte, se despediu, prometendo contar tudo mais tarde. Sakura gemeu de dor, sentindo a queimação se dissipar aos poucos.

Ela retornou para casa presa em seus pensamentos. De onde veio aquela dor? Porque podia sentir o chakra de Itachi furioso dentro de si? E aquele ritual... Seus pensamentos foram interrompidos ao entrar pela porta de madeira e se deparar com o Uchiha, seu olhar mortal soltava faíscas.

— Itachi. Ela sentiu o coração pular na garganta.

Por um momento, ele não respondeu. Algo sombrio passou em seus olhos, em seguida ele a puxou pelo braço com um aperto esmagador. Itachi a tomou, em um beijo possessivo e dominante.

Sakura conseguia sentir a escuridão dentro dele. Havia algo de errado com ele, a beleza externa escondia algo monstruoso.

Ela não queria libertar aquela escuridão, não sabia o que aconteceria se fizesse isso. Portanto, ficou imóvel entre os braços dele e deixou que a beijasse. E quando ele rasgou o vestido de forma brutal e a pegou no colo levando-a para o quarto, ela não tentou resistir.

Em vez disso, fechou os olhos e entregou-se às sensações.