sakurastan: Agradeço muito o carinho, me senti acolhida e abraçada, nos apegamos muito aos nossos doguinhos, fazem parte da família e quando chega a hora é difícil se despedir. Bom eu particularmente amo esse gesto que o Itachi usa, e também adoro fazer os capítulos hot haha! Fico feliz e cheia de animação por seu amor pela fic e por pretender me acompanhar até em uma futura história (sim, já tenho uma em mente) mas antes quero finalizar essa e ainda será um pouquinho longa.

MoonWiccan: Obrigada pelo imenso carinho, me sinto melhor e te afirmo que sim, Itachi morreu de ciúmes daquele abraço. Em parte ele se sente possessivo por tê-la como sua propriedade desde que a capturou, o amor de ambos é recíproco, mas ele não sabe a maneira correta de demonstrar, por ter acontecido tudo aquilo em relação ao seu Clã. Me sinto lisonjeada pelo elogio a minha escrita!

Capítulo 35: Renegado

Sakura permaneceu de olhos fechados, com o coração disparado, ficaram em silêncio, como se qualquer palavra pudesse quebrar aquele momento de intimidade. Sentiu o nariz deslizar em sua nuca, cheirando-a devagar, causando um forte arrepio em sua pele, ela suspirou, saciada e entregue em seus braços.

Itachi a segurava como se ela fosse fugir a qualquer momento, o aperto de seu domínio era firme, rosbuto. Por alguma razão ela se sentia segura, como se tivesse encontrado seu lugar, o lugar onde pertencia.

Itachi a descontrolava totalmente, mexia com o pior e o melhor de si. Embaralhava seus sentidos e tornava-se uma massa desconexa e dependente dele, somente dele. Havia uma escuridão dentro dele, uma escuridão que a assustava, mas também a atraía.

No fundo, Sakura gostava daquela loucura, de saber que pertencia a Itachi de todas maneiras. Aquilo tudo era surreal, se não fosse pela leve dor entre as pernas, ela estaria convencida de estar alucinando. Mas não, o homem que fora o centro de sua existência estava ali, em sua pequena casa, dominando cada canto com sua presença poderosa.

Ela se moveu, virando-se de frente a ele e acariciando suavemente sua face. Os olhos dele a queimaram com tanta intensidade que se sentia consumida, abaixou as mãos devagar para os ombros dele dizendo em um sussurro.

— Amanhã será o julgamento de Sasuke...

Itachi permaneceu neutro, seus olhos ônix fixos na rosada, entendendo o pedido mudo por trás de suas esferas de jade.

— Aa. Ele manteve o olhar.

— Ele não será executado, a Godaime o perdoará, por Naruto... A rosada murmurou desviando o olhar.

— Sei que não. Itachi a surpreendeu, capturando sua mão e entrelaçando os dedos.

— Ele precisa saber a verdade. Sakura sentiu o estômago apertar diante a situação.

— Hn. O som amargo ressou no ar.

Por um segundo ele parecia se sentir culpado, mas no outro, olhou-a bem dentro dos olhos e indagou.

— Você está feliz agora? Itachi Parecia atento, concentrado a espera de uma resposta.

— Sim. Ela respondeu sincera. — Eu estava morta longe de você. Agora voltei a viver.

Uma emoção indescritível passou pelo rosto de Itachi, e então, a beijou com uma paixão sem limites. Só saíram dali após ter amanhecido e ele ter se fartado em seu corpo.

O ar frio e repugnante de sua cela batia em seus ossos causando calafrios. Após ser trancado naquele lugar, deixaram-no inconsciente por algumas horas no chão duro de pedra. Ele tinha acordado sufocado, sentindo-se atordoado pelo sedativo, seus olhos foram interceptados e mal podia sentir seu chakra. Há quanto tempo desde então? meses? semanas? Não importava.

Ele era um prisioneiro e não havia saída.

A poucos metros de si ele fora capaz de ouvir a respiração de Karin alterada, que partilhava desse tormento consigo, apenas uma cela ao lado. Era o único som que enchia o lugar durante todo esse tempo, com exceção aos guardas que os alimentavam.

Um som oco e distante alcançou seus ouvidos, eram os passos suaves que chamaram sua atenção, de repente a porta se abriu e os passos ficaram ainda mais audíveis, trazendo consigo um cheiro feminino familiar. No mesmo instante seu corpo enrijeceu, ele fora tomado por uma raiva, um sentimento inexplicável de traição, ao ver sua clara imagem chorando profusamente sobre o corpo de seu irmão.

— Sasuke. Sua voz penetrou em seus sentidos, no mais fundo de si.

— Sakura. O ódio estava presente em cada ângulo dele, tão evidente que gotejava.

O silêncio se prolongou, ambos compartilhando uma dor silenciosa, mas que dilacerava, e arrancava uma parte de si; o luto.

A rosada piscou as lágrimas, sabendo o quão terrível o Uchiha mais novo estava se sentindo com a suposta morte de Itachi, ela se sentiu igual ou pior, antes de descobrir a verdade. Faltava palavras naquele momento, ela mordeu os lábios sem saber por onde começar, quando uma súbita onda de vento a sacudiu. Em um borrão Sasuke estava a sua frente.

— Porque chorou sobre ele? Sua voz carregada encheu o ar, tornando-o pesado.

Sakura ficou muda, assustada por sua imensa velocidade, apesar de não ver seus olhos ela sabia, e sentia que sangravam carmesim. Sua boca estava em uma linha fina, seus músculos contraídos, a demonstrar que exigia uma resposta.

— Responda! A explosão repentina fez com que ela desse um passo para trás.

Ela engoliu em seco sem saber o que dizer.

— Sasuke, eu...

— Você se deitou com ele não foi? Como uma mera prostituta. Sasuke cuspiu furioso.

Raiva encheu suas veias com a declaração, num momento de puro impulso a rosada atravessou o braço na cela, o estalo do tapa ecoou por toda parte.

Uma ira quase incontida se apossou dele quando rugiu furioso, arrebentando um dos braceletes que suprimiam seu chakra, seus dedos cravaram em sua pele cremosa em um aperto de aço. A rosada podia sentir as unhas rasgando sua pele, ela sibilou de dor.

— Você ousa levantar a mão para mim. Sasuke esbravejou.

— Me larga! A rosada protestou raivosa, se libertando em um arranque.

Os arranhões em seu braço ardiam, marcas vermelhas visíveis em sua pele, Sakura franziu o cenho um tanto nervosa afastando-se da cela a passos largos.

— Não dê as costas para mim. Ele gritou enlouquecido.

Sakura parou em seus pés, sentindo uma frieza sem igual tomar conta de si.

— Eu deveria ter virado as costas para você há anos atrás. Suas palavras foram como um baque para si, Sasuke sentiu seu coração trovejar no peito, chocado.

Sasuke estava estarrecido, abalado, preso em seu devaneio.

— Sasuke? Karin chamou incerta, a cena que presenciara a deixou perplexa, nunca vira o Uchiha nesse estado.

A voz da ruiva o despertou, só então se deu conta de que ela se foi... Um sentimento estranho se instalou em si. Medo. Sasuke teve medo, de perdê-la de vez.

Sakura bateu a porta de ferro um tanto nervosa, o coração acelerado indicava sua inquietação, as coisas não saíram nada como ela esperava. Ao dobrar a esquina do corredor ela se deparou com os guardas desmaiados ao redor, a rosada olhou espantada ao ver Itachi parado a alguns metros de si.

Não havia palavras para descrever o que sentia no mais fundo de si, em seu âmago, uma fúria que só crescia, incontrolável e perturbadora, fazendo apertar os dedos com força e lutar para manter a sanidade. A fúria o engolia vivo, nublava seu raciocínio, o deixava cego.

— Ele te tocou. Foi uma afirmação, seu tom severo e olhar implacável causava arrepios.

Sakura estremeceu sentindo a força intensa de sua aura que tomou o lugar.

— Ele apenas me segurou. Ela disse atordoada.

Seus olhos escuros vagaram em seu braço e no minuto seguinte, rachaduras se expandiram pelo teto, seu sharingan reluzia odioso.

Sakura sentiu o coração bater intensamente, ela se aproximou alarmada, serpenteando o braço em volta do homem furioso.

— Itachi, por favor. A rosada suplicou.

Não dava pra saber o que pensava, o que faria, e quando esperou que atacasse, sua aura se acalmou. Um alívio intenso tomou conta da rosada e ela respirou fundo, relaxando a cabeça em seu peito.

Ruídos e sons de vozes ressoaram agitadas não muito distante, Itachi a segurou firmemente e os transportou para casa, Sakura ergueu o olhar intimidada, corando ao ver o brilho familiar em seus olhos ônix.

Itachi sentiu o coração bater mais forte, apertou-a contra si e puxou seu rosto bem próximo.

— Vamos falar com o Hokage. Ele declarou.

A rosada o olhou incrédula, algo quente se espalhando do estômago para todo o corpo, seus lábios tremeram quando lágrimas invadiram seus olhos.

— Eu te amo. Sua voz embargada soou baixinho.

Ele a beijou com amor e desejo, com todos sentimentos que só conheceu com ela. Todos os problemas e o mundo lá fora foram esquecidos, tornaram-se um, de corpo e alma.