Nota: A todos meus leitores peço desculpas pela ausência durante todo o mês, foi uma correria no trabalho e também com o final do ano, acabei prolongando a falta de atualizações.

MoonWiccan: Realmente, ela despejou tudo de uma só vez hahaha pobre Naruto! Itachi é mestre em resolver as coisas do seu jeito, simplesmente insaciável. Novamente obrigado pelo carinho com a história, pode ter certeza que capítulos longos virão.

sakurastan: Eu estava esperando essa reação de surto hahaha, bem você sabe como Naruto é cabeça dura e evidentemente causaria uma cena. Estou bem e voltarei com os capítulos a todo vapor, obrigado pelo carinho!

Capítulo 38: Sentido

A vida de Sakura ganhou um novo rumo naquela semana. Ficou claro, para quem quisesse saber, que ela e Itachi estavam juntos.

Quando o Hokage anunciou uma verdade todos se espantaram, incrédulos, para muitos era difícil aceitar, ver uma nova vertente de um passado cruel e encharcado de sangue.

Quando ambos caminhavam juntos pela aldeia, as pessoas olhavam, curiosas, mas disfarçavam, loucas para cochichar. A rosada não deu satisfações a ninguém, simplesmente agiu como adulta e dona de suas decisões.

Nesse período, Kakashi era o único a quem Itachi deixava se aproximar, mesmo que passassem grande parte do tempo em silêncio, era como acender uma velha faísca na amizade.

Itachi era reconhecido e temido por todo e qualquer shinobi, era como se sua aura gritasse autoridade. Logo seria resignado a seu posto principal como capitão, no entanto, seus dias ao lado da Hokage exigente estavam contados.

A loira semicerrou os olhos, cruzando as mãos na frente do rosto de forma analítica.

- Você está me dizendo que Pain não era uma ameaça única? Ela indagou duramente.

- Aa. Ele era meramente manipulado por uma força maior. Itachi fez uma pausa fechando os olhos calmamente. - Madara Uchiha.

Foi como se a temperatura física caísse vários graus, e então Tsunade congelou, seu corpo ficou rígido e os olhos aumentaram consideravelmente.

- Madara Uchiha? Ela repetiu em choque.

Itachi concordou silenciosamente, vendo o fogo se acender nas íris castanhas.

- Impossível! Ela vociferou, pondo-se de pé. - Ele está morto.

- Não está. Ele garantiu.

Tsunade olhou para ele, seu coração batendo forte no peito com a possibilidade da volta de um inimigo esquecido no passado, varrido com o sopro dos ventos. Ela o cantora, contorcendo as entranhas a medida que a realidade a atingia. Vivo. E não apenas isso, com uma lendária mente distorcida formulando o plano de dominar o mundo.

- Precisamos agir rápido. A loira apertou as têmporas.

- Hn, eu vou colaborar com uma condição. Seus olhos estavam fixos na mulher a sua frente.

Ela ergueu uma sobrancelha com curiosidade.

- Deixe Sakura fora disso. Itachi concluiu com um olhar que negava recusa.

Tsunade suspirou, sua aluna era um dos melhores, isso ia contra sua vontade, mas ainda .. precisaria do apoio do Uchiha.

- Feito. Ela disse em desagrado, sem disfarçar.

Seus olhos se fecham por um momento quando o pensamento sobressaiu. " O que teria feito em meu lugar ... Jiraiya."

O tempo se estendia lento e agonizante, mas os dias eram incontáveis para si. Certas noites a dor vinha e o dilacerava por dentro, mas depois ele deixava sua raiva e revolta virem à tona, aquilo que sufocava qualquer sentimento veio com tudo. O Ódio , uma vontade esmagadora de destruir tudo e todos, de queimar a aldeia no esquecimento, sentir o gosto e o cheiro de morte .

Seria fácil, traria prazer, mas Sasuke se conteve por um fio. Por uma racionalidade que o avisou que seria uma saída fácil demais, o lado obscuro de sua mente os faria sofrer e prolongar o momento.

Um sussurro insidioso torturava sua mente, despertando o lado sombrio em seu interior, era quase insuportável conter o ser maligno que exigia ser liberto.

Ele respirou várias vezes lutando pelo autocontrole, quando captou um movimento próximo.

Contraindo o maxilar de forma bruta ele se mantém em silêncio, até sentir a presença. Aquela presença que ele almejou por toda sua vida.

Sasuke sentiu uma pontada por dentro, como um punhão em seu coração que pulsou em agonia, seus dedos agarraram como notas com força absurda. Era como se o fogo queimasse sua carne crua, afetando sua mais profunda ferida e fazendo-a sangrar.

- Não poder ser ... ITACHI! Sasuke urrou, sem se dar conta do desespero em sua voz.

O Uchiha mais novo respirou com dificuldades, como se o ar faltasse em seus pulmões.

- Otouto ... Itachi falou baixo, sentindo algo se revolver dentro de si.

Sasuke não entendeu o que pulso, e se recusou a analisar. Mas seu coração falhou, a resolução exigir exigir mais do que esforço, o sangue parecia gelado, uma agonia silenciosa gritava por sair, mas a sufocou.

O Uchiha mais velho se aproximou, desfazendo o selamento que interceptava seus olhos. E sasuke o olhou, sentindo o peito se apertar por dentro, mas sem demonstrar, sua mente ordenava exigências, implorava por verdades e soluções absurdas, mas o resto de si entrava em erupção.

- Não preciso mais mentir. Sua voz retumbou carregada, o olhar segurando o Uchiha mais novo, camuflando emoções. - Naquela noite que te abandonei ... Eu realmente fiz tudo o que Tobi e Danzou te contaram.

Sasuke o olhou petrificado, sentindo um gosto amargo que descia pela garganta.

- Eu vou te mostrar a verdade. Itachi disse revelando seu Sharingan.

O batimento cardíaco de Sasuke se tornou lento, e no minuto seguinte, ele se viu rodeado por lembranças.

E Sasuke viu, tudo, toda verdade, e nunca se soco tão ferido, tão dolorosamente atacado, sem nem saber de onde tinha vindo aquilo. A dor era terrível, como uma doença corrosiva.

O rubro em seus olhos se ignorados, fixos um no outro, concentrados. E compartilharam toda dor, o sofrimento mútuo pelo Clã, sentiram juntos, a ira, a revolta, a agonia. A sensação de incapacidade.

- Eu me arrependo agora ... De não ter contato tudo antes de chegarmos a este ponto. Itachi disse com pesar, se aproximando lentamente e cutucando dois dedos na testa do irmão mais novo.

Sasuke não se moveu, esquecendo-se até de piscar. aquilo ardeu em seus olhos, uma ardência conhecida mas esquecida. Era como quando usava excessivamente seus olhos, consumindo mais do que devia. Não. Era diferente ...

Karin caiu por um momento, vendo a cena a sua frente em um silêncio aterrador, ela acreditou que se um corvo voava instantaneamente, ele também caiu. Seus olhos viram pela primeira vez na vida, algo que julgava impossível.

As lágrimas do maior assassino de sua geração, Sasuke Uchiha.

A rosada ainda não podia acreditar em como sua vida tomou um novo sentido naquela semana, a felicidade dentro de si era pulsante, fazendo com que se sentisse ainda mais viva. Tentou acalmar aqueles sentimentos fortes e dominantes, concentrando-se no laudo de um dos pacientes.

Foi quando sentindo a leve brisa em suas costas, um movimento imperceptível, silencioso, causando arrepios em sua nuca. Ela fechou os olhos, sentindo a respiração quente afetar abaixo da orelha, lançando ondas de sensações por todo o corpo.

Sakura pulso o coração batendo com força no peito, quanto mãos fortes pressionaram sua cintura.

- Precisa de atendimento Uchiha-sama? Ela disse com inocência fingida.

Ele a virou de frente e o olhar sombrio e ardente em seus olhos diziam tudo o que ela precisava saber.

A rosada inclinado-se na direção dele, sentindo os lábios macios tocando os dela, o calor lentamente acumulando-se em cada canto do corpo. Ela gemeu desapontada quando ele quebrou o beijo, um sorriso surgindo levemente em sua face.

—Teremos tempo. Agora, venha comigo. Seu tom era exigente e caloroso.

- Para onde? Ela o sondou, curiosa.

Itachi estendeu a mão, aguardando pacientemente. A rosada removeu o jaleco e soltou o cabelo, que caiu como ondas. Ela tocou na mão dele, e no minuto seguinte, se viu caindo a vários metros da janela do hospital.

Braços circuncidaram seu corpo e ela sorriu ao ser carregada em estilo de noiva pelo Uchiha, o vento soprava forte em seu rosto, ela enterrou a cabeça no peito dele ouvindo as batidas do coração, desejando nunca sair dali. Ela se deu conta que surgida chegado ao ser depositada no chão devagar, suas pernas firmaram e ela olhou ao redor surpresa.

Era um lugar lindo, com água cristalina formando uma grande lagoa, cercado de árvores, algumas com seus ramos derramados sobre a água e as pedras, formando sombras. Embaixo havia uma cesta com frutas e doces.

- Eu amei! Ela se jogou em seus braços, beijando-o de novo, fazendo-o se sentir um homem mais que feliz.

Sakura girou empolgada, olhando tudo em volta, ela tinha um sorriso radiante. Tão logo agarrou a mão dele e caminhou até a cesta.

Foi completamente relaxante estar ali, só os dois, sob a luz do dia, ouvindo o barulho dos pássaros, cada detalhe da natureza exuberante. Ela se deliciou com a cesta recheada, vez ou outra sorrindo disfarçadamente ao vê-lo comer dango. Conversaram sobre tudo, experimentaram as frutas vermelhas, depois sobre os preguiçosos deitados na grama, enquanto aproveitavam a companhia um do outro.

Sakura olhava para o céu azul, coberto pelas folhas das árvores sobre suas cabeças, um sentimento imensurável se espalhando dentro de si.

Ela virou um pouco a cabeça para fitar seu rosto, acabou sorrindo para si mesma enquanto o observava, fitou seus olhos tão escuros, que a dominavam sem esforços. A rosada o abraçou forte, apertado, pernas e braços, segurando-o como se dele dependesse sua vida. E o beijou com necessidade, foi mais do que atração e desejo, foi um sentimento que se construía e se perpetuava entre ambos.