Oiiieeee!!! Mais um capítulo pra vcs!!! Espero que gostem e comentem!!!
Boa Leitura!!!
Capítulo 3
Edward voltou para a limusine e recebeu a ligação de um amigo íntimo... o proprietário de um famoso jornal.
— Achei que deveria preveni-lo de que há um boato que o Globe pode sair com uma grande história sobre você ainda esta semana.
Edward ficou tenso. Os paparazzi estavam sempre no seu rastro, tentando fotografá-lo, saber das mulheres com quem saía, o estilo de vida de que gostava. Recusou-se a acreditar que a fofoca sobre Bella e os gêmeos já pudesse ter vazado para o domínio público. Mas contatou seu assessor de imprensa para verificar se havia ou não sido solicitado a comentar o assunto. Não houvera tal aproximação. Um sentimento apreensivo persistiu quando se lembrou de Bella zangada, dizendo-lhe que não reclamasse que ela não lhe tinha dado uma chance. Ligou para ela no celular que lhe deu.
Bella levou alguns segundos para identificar a fonte do chamado.
— Alô?
— Você falou com algum jornalista sobre nós? — perguntou Edward sem preâmbulos.
Bella corou, sentindo-se culpada.
— Não.
— Tem certeza? — murmurou ele, com frieza mortal. — Se eu descobrir que você mentiu a respeito, ficarei seriamente aborrecido.
— Não estou mentindo... mas fui assediada por um repórter.
— E você não lhe disse nada?
— Absolutamente nada — confirmou Bella.
— Não tolero intromissão da imprensa em minha vida.
— Não sei por que está me dizendo isso.
— Você agora é parte dessa vida, ficarei muito desgostoso se qualquer revelação que envolva meu nome ou o das crianças aparecer na mídia. No que diz respeito à família Cullen, toda publicidade é má publicidade.
— Certo. Considero-me devidamente prevenida.
Mas, por mais irascível que aquela resposta fosse, Bella secretamente adorou saber que Edward já a considerava parte de sua vida.
— Tudo bem — disse ele, desconectando a chamada.
Seus avós teriam de ser preparados para o que ele tinha a lhes contar sobre Bella e os gêmeos. Não estava com pressa de lidar com o desafio, portanto, esperaria os resultados oficiais do DNA e só então, cuidadosamente, contaria tudo aos avós. De qualquer maneira, o velho casal ficaria amargurado. Edward endureceu as feições. Esperava que não houvesse nenhuma referência à velha história, nenhuma lembrança de seu insatisfatório começo na vida. Afinal, tinha toda a intenção de cumprir seu dever. Não vinha fazendo isso até então? Desde quando colocara as próprias necessidades na frente de todo o resto?
Edward foi acordado logo após o alvorecer por uma urgente ligação do avô.
— É verdade que você é o pai de dois meninos gêmeos? — vociferou o avô numa voz trêmula. — Ou isso é uma calúnia absurda? Edward atirou o edredom para o lado e saltou da cama, completamente nu.
— Tenho amigos no mundo publicitário — disse Anthony. — Mas se esta história espantosa for verdade, eu preferia ter ouvido de seus lábios.
Enquanto uma fúria absoluta tomava conta de Edward, Bella estava sofrendo do mesmo problema.
Alguém estava batendo insistentemente à sua porta e, quando ela a abriu, um homem enfiou um microfone em seu rosto.
— Bella? Gostaria de comentar o que foi estampado na primeira página do Daily Globe de hoje? Edward Cullen é o pai dos garotos?
Com um sorriso alegre, o repórter entregou-lhe o jornal.
Batendo a porta na cara do homem, ela abriu o jornal.
" O Segredo dos Bebês da Vergonha do Bilionário," dizia a manchete. Abaixo, estava uma foto de Edward fazendo um discurso numa conferência de comércio mundial, justaposto com a foto de uma jovem garota vestindo um jeans ordinário, conduzindo um carrinho de bebê. Bella ficou boquiaberta quando percebeu que a garota era ela mesma e que a foto fora tirada na rua sem o seu conhecimento.
Alguém estava batendo à porta novamente e gritando seu nome, enquanto o celular ao lado da cama tocava. Bella ignorou tanto a batida à porta quanto o telefone, e abriu o jornal para ler o resto da história. O Banqueiro e a Empregada era o título da reportagem. Ela deu de ombros. Não era empregada! Mas Edward uma vez não a premiara com aquele rótulo insignificante? Sem acreditar, viu uma foto recente sua com os filhos num parque local, os rostos de Toby e Connor cuidadosamente obscurecidos.
Jessica havia tirado aquela foto. Como o Globe a conseguira? E a única foto preciosa roubada que tinha de Edward? Ali estava ele, trabalhando com um lap-top sobre os joelhos, os cabelos negros elegantemente desalinhados, evidenciando o perfil clássico. Aquelas duas fotos estavam guardadas numa caixa que Bella deixara no apartamento de Jéssica. Suspirando, Bella afastou da mente a possibilidade de que sua melhor amiga a tivesse traído.
Com mãos trêmulas, atendeu o celular.
— Por favor, não me culpe por isso...
Edward era muito esperto para se arriscar a ameaçá-la.
— Seus aposentos estão cercados pela imprensa? — perguntou ele.
— Há até mesmo pessoas à minha porta — declarou ela, nervosa. — Não se preocupe em arrumar malas e não abra a porta para ninguém. Meu pessoal da segurança pegará você e as crianças dentro de uma hora. Quando o meu chefe da segurança estiver pronto, você será alertada por este telefone.
O corredor do lado de fora ficou silencioso.
Ela banhou-se e vestiu-se num frenético pânico e fez o mesmo com Toby e Connor. Depois de lhes dar uma mamadeira, encheu uma mala. A despeito do aviso de Edward, sabia que seria impossível ir a qualquer lugar com crianças pequenas sem alguns acessórios. Isto feito, pegou o Daily Globe novamente e leu a história no interior do jornal.
Na verdade, leu somente a primeira linha e não prosseguiu.
"Edward Cullen, que se casou com a herdeira de navios, Victória Smith, quando tinha vinte anos, pode ter um segredo familiar."
Casado! Edward era casado? Tinha uma esposa? Tinha uma esposa quando dormiu com ela e a engravidou dos gêmeos? Assolada por essa informação até então desconhecida, Bella caiu na cama. Angustiada, afastou o jornal, com os olhos cheios de lágrimas. Como era tola! Tão tola que tinha se recusado a enxergar o que devia ter sido óbvio 18 meses atrás! Não era de admirar que Edward se preocupasse tanto com publicidade e discrição. Por isso não lhe dera seu número de telefone particular na época!
Oh, Deus, Bella havia se apaixonado pelo marido de outra mulher! Agora, ele estava oferecendo resgatá-la, sem dúvida determinado a afastá-la rapidamente de qualquer contato com a imprensa. Deveria permitir que ele fizesse isso? Ela suspirou profundamente. Mesmo que Edward fosse casado, ainda assim precisava da ajuda dele para dar aos meninos uma educação decente. Seus filhos tinham direito a essa ajuda.
O telefone tocou de novo. Um homem que se apresentou como Paul anunciou que estava esperando no corredor para acompanhá-la na saída do edifício. Ela reconheceu o chofer corpulento de sua primeira viagem na limusine de Edward. Ele meneou a cabeça para o carrinho de bebês e tirou Toby do assento. Bella pendurou a sacola das crianças no ombro e pegou Connor. Em silêncio, eles desceram a escadaria dos fundos e seguiram pela saída de incêndio. Uma limusine estava esperando no fim da rua.
Edward tem uma esposa! A horrível certeza permanecia na mente de Bella e ela mordeu o lábio inferior. Desejando afastar esse pensamentos, pegou o celular e discou o número do telefone de Jéssica. A amiga atendeu quase imediatamente.
— Aqui é Bella...
— O que você quer que eu diga? O dinheiro estava lá no jornal para ser requisitado e corri atrás dele. Tenho dívidas, entende? Precisava de dinheiro. Desculpe-me, mas preciso sobreviver.
— Você apoderou-se dos meus pertences pessoais para pegar aquelas fotos? Elas eram particulares, e eram minhas.
— Seus pertences pessoais estão atravancando meu quarto! Talvez Cullen pague o que deve aos gêmeos agora. Talvez você descubra que eu lhe fiz um grande favor!
— Pegarei minhas coisas assim que possível.
Ferida, porque nutria muita afeição por Jéssica, Bella desligou o celular. Havia confiado totalmente na amiga. Mas quão verdadeira era aquela amizade realmente? Não sabia que Jéssica tinha dívidas. Sobrevivência. Um homem casado. Edward pertencia a outra mulher, que provavelmente estava sofrendo com a história divulgada no jornal. Bella ficou apreensiva só de pensar que aquela história sórdida chegasse até a Nova Zelândia, onde sua mãe agora vivia em feliz ignorância em relação ao fato de que era avó de dois garotos ilegítimos. Ela empalideceu diante de tal perspectiva. Renée ficaria perturbada pelo segredo que a filha havia escondido.
Toby e Connor estavam dormindo profundamente no assento traseiro quando a limusine finalmente estacionou do lado de fora de uma imensa casa de campo. Bella desceu do carro muito vagarosamente, porque não fora preparada para tão imponente destino.
— Há empregados aqui em Dove Hall para tomar conta dos garotinhos — disse-lhe Paul, vendo-a arregalar os olhos castanhos quando se deparou com pilastras de arenito históricas na frente da casa.
— O sr. Cullen a está esperando.
Um leve rubor dominou o rosto de Bella. Empertigou-se e ergueu o queixo.
— Meus Deus!
Uma governanta aguardava no enorme e elegante hall e Bella foi conduzida a uma sala de estar azul-clara, com um espetacular teto colorido. A grandeza que a circundava a deixou mais nervosa do que nunca.
Uma porta do outro lado da grande sala foi aberta por mãos impacientes.
Bella virou-se. Edward apareceu à porta ornamentada. Parecia excepcionalmente alto e austero e suas feições bonitas pareciam petrificadas.
Os olhos castanhos de Bella estavam soltando faíscas enquanto imaginava o que dizer primeiro.
— Exatamente em que momento você planejava me contar que tem uma esposa?
Comentemmm!!!
