Comentemmm!!!

Capítulo 4

— Desviar-se do assunto não resolverá nada — disse Edward.

— E fugir da pergunta também não lhe dará ponto algum comigo. Você não me contou que era casado e isso é imperdoável.

— Não sou casado — respondeu ele.

— Então é divorciado? — Involuntariamente, Bella hesitou quando fez aquela dedução. Um pouco de sua raiva dissipou-se e teve de se esforçar para acrescentar: — Mas você ainda devia estar casado quando veio da Irlanda!

— Não.

Bella esperou por alguma explicação, mas aquela única palavrinha parecia tudo que ele tinha a dizer.

— Não acredito em você. Tenho o direito de saber...

— Você não tem o direito de saber nada sobre o meu casamento — declarou ele, olhando-a com desdém, e fazendo-a empalidecer. — E não tem uma boa razão para duvidar da minha palavra, também.

— Oh, sim, possuo!

— Não tenho tempo para isso. Não fosse pelos gêmeos, você não estaria nesta casa agora.

— Não pedi para vir — retrucou. — Foi você quem insistiu.

Edward ignorou a observação.

— Ontem você jurou que não havia falado com a imprensa. Acho difícil acreditar que teve coragem, mas mentiu para mim...

Bella quase perdeu o equilíbrio diante daquele ataque gratuito.

— Não sou e nunca serei dependente de você! Sou mais independente do que imagina.

— É assim que sustenta sua independência? Vendendo histórias sobre mim para um jornal? — acusou Edward.

Bella sentiu um rubor queimando-lhe o rosto e cerrou os punhos para se controlar.

— Jamais ouse atirar alguma coisa em mim — disse ele.

Constrangida e zangada, ela respondeu:

— Eu não ia jogar nada.

— Não? Tenho a impressão de que você sempre atira coisas quando está perdendo uma discussão.

— Você não está discutindo, está zombando de mim, e posso ficar acima disso.

— Você precisará de uma escada muito alta para ficar acima da vulgaridade de sua condição atual — ofendeu ele.

Bella ergueu uma das mãos num movimento furioso.

— É claro que não lhe ocorreu que pode não ter sido eu quem vendeu aquela história para o Globe.

Edward soltou uma risada irônica.

— Obviamente não me ocorreu. Só pode ter sido você.

— Nesse exato momento, está me lembrando de todas as coisas que realmente detesto em você! — exclamou Bella, irada.

Edward lançou-lhe um olhar de desprezo e Bella sentiu uma raiva explosiva crescer em seu interior. A arrogância do homem, a convicção inata de superioridade e aquela condição de insolência a faziam perder as estribeiras. Mas lutou para controlar seu temperamento, porque sabia o quanto ele apreciava sua privacidade, a qual fora violada pelo jornal Globe.

Apesar de não ter lucrado nada com aquilo, Bella sentia-se responsável pelo que sua amiga fizera.

— Quando falei com você ontem, fui sincera ao dizer que não dei nenhuma informação ao repórter. Posso entender que você esteja zangado...

— Por que eu estaria zangado?

— E sinto muito pelo que aconteceu...e não menti.

— Cale-se! — ordenou ele com autoridade. — Não confiei em você inteiramente ontem, mas estava disposto a conceder-lhe o benefício da dúvida. Não cometerei este erro novamente. Como pôde ser tão tola em me trair quando depende de mim? — Desculpas são uma perda de tempo. Levará muito tempo até que eu me esqueça desse episódio.

— Não fui eu quem vendeu aquela história... foi minha amiga, Jéssica — contou Bella finalmente.

— Por que está me contando essa tolice sem sentido?

Bella cerrou os dentes.

— Direi isso pela última vez. Não fui eu.

— Você tirou fotos minhas na Irlanda sem o meu conhecimento — condenou Edward. — A aparição delas hoje no Globe confirmam sua culpa.

— Tirei com a minha câmera. — A garganta dela apertou quando pensou no quão desesperadamente quisera uma foto de Edward.

— Fotos roubadas...

— Quer saber? Cale-se! — Raiva e dor a dominaram. — Você é o homem mais insensível que conheço. Apaixonei-me por você como uma garota boba, e quis tirar algumas fotos suas com a minha câmera. Vamos acabar com isso!

Um leve rubor agora coloriu as fabulosas feições de Edward.

— E essas fotos apareceram naquele artigo imundo.

— Você tem sorte de que não tirei nenhuma foto reveladora. Seu problema é que não sabe o que é um problema de verdade, portanto, faz drama de coisas triviais.

— Triviais? — Edward parecia incrédulo. — De acordo com aquele tabloide vagabundo, eu derramo champanhe sobre as minhas mulheres e depois as enxugo com a língua... isso quando não as faço se vestir como garotas de programa para me excitar!

— Você está brincando... — Por um momento, Bella o examinou consternada, porque não havia lido o artigo no Globe além da manchete inicial, que se referia ao estado civil dele. Mas a matéria também a prejudicaria quando alcançasse sua mãe e padrasto na Nova Zelândia. — Do que está se queixando? — perguntou. — De que todos pensam que você é um salafrário? Mas fui eu quem ficou rotulada como uma prostituta que faz jogos sexuais em seu benefício! Isso é tão típico do mundo em que vivemos...

Totalmente desconcertado diante da atitude dela, Edward perguntou constrangido:

— De quem é a culpa? Você forjou as piores mentiras para vender aquelas bobagens.

Não adiantava insistir, pensou Bella. Edward se recusava em acreditar na sua palavra. Ela virou-se e começou a andar em direção à porta.

— Bella, o que você está fazendo?

— Estou indo embora.

— Para onde pensa que vai? — perguntou ele incrédulo.

Ela abriu a porta.

— Para o lugar de onde vim!

Num movimento rápido, Edward aproximou-se e fechou a porta novamente.

— Com quem você acha que está brincando? — exclamou ela, encarando-o furiosa. — Não vou ficar aqui!

— No momento, não há outra opção.

Os olhos castanhos de Bella brilharam em tom desafiador.

— Você não pode forçar-me a ficar! E quer saber de uma coisa? Eu realmente gostaria de ter vendido aquela história! Era o que você merecia, mas fui muito bem-educada para isso. Não tive coragem.

— Se isso é verdade, então eu lhe devo desculpas. Mas há um detalhe. Onde sua amiga obteve as fotos?

— Jéssica está guardando uma porção de quinquilharias minhas na casa dela, inclusive aquelas fotos.

— Mas havia certos fatos que somente você sabia...

— Ela era minha amiga, portanto, conversávamos — defendeu-se Bella.

— E quanto à discrição?

— Não sou tão inibida quanto você!

— Não mesmo? — disse Edward, aproximando-se tanto que Bella não podia virar-se para reabrir a porta. — Você somente faz amor com luz apagada, cortinas fechadas, lençol até o queixo.

Ela corou violentamente e tentou abrir a porta.

— Saia da minha frente, Edward!

— Não. Estou pensando em nós dois agora. A raiva a deixou ainda mais vermelha.

— Diga-me que não ouvi você falar que...

Edward colocou cada uma das mãos bronzeadas ao lado da cabeça dela, de forma que Bella seria incapaz de fugir.

— Lembro-me do que aconteceu ontem — sussurrou ele. — Você fica tão furiosa que não pensa no que está fazendo...

— E você é a voz zombeteira e insultante que sabe a lógica de tudo, não é?

Ele a encarou, e os olhos dourados refletiam puro desejo.

O estômago de Bella se contraiu, e uma pequena onda de calor invadiu seu baixo-ventre. — Sei o que você quer agora. — Com a boca seca, ela sentiu o coração acelerar. — Você só faz o que quer. Sempre pensa que está um passo à frente.

— Se eu não estivesse um passo à frente, você estaria do outro lado desta porta agora mesmo. — Edward deixou as mãos deslizarem vagarosamente pelos ombros dela. Era um movimento sensual e inteiramente confiante. Bella tremeu, enquanto os olhos castanhos se fixavam nos de Edward com uma ansiedade que não podia esconder. Somente com ela Edward havia experimentado aquela espécie de comunicação muda, o que lhe dava senso de poder e aumentava sua excitação.

— Por favor, não — sussurrou ela tremendo, soltando um profundo suspiro e lutando contra o que estava sentindo. Sabia que deveria erguer as mãos para afastá-lo, mas não tinha força suficiente para fazê-lo.

— Não, o quê? — murmurou Edward. — Se você quer que eu recue, diga-me. — Os olhos dourados eram quentes e brilhantes como intensos raios de sol. Sabia que Bella não iria pedir-lhe que recuasse.

Embora estivesse irada, ela sabia disso também. Estivera prestes a esbofeteá-lo pela audácia, mas, quando fitou aquelas feições bonitas, não foi capaz.

Edward sorriu e o coração de Bella ficou pleno de alegria. Dedos longos e bronzeados lhe acariciaram o queixo e, instintivamente, ela aproximou o corpo, com as pupilas dilatadas de desejo. Ele roçou-lhe os lábios com sensualidade, a respiração soprando em seu rosto. Então, curvou-se, deslizando as mãos até a cintura dela e erguendo-a como se ela fosse uma pluma, e uma forte onda de desejo percorreu o corpo de Bella.

— Deus do céu... como quero você.

— Não podemos... não devemos — ofegou Bella quando ele a colocou no sofá e deitou-se sobre ela.

Mas, incapaz de resistir, Bella entrelaçou os dedos nos exuberantes cabelos acobreados dele. Em seguida, puxou-o para si, ávida de desejo de ser possuída.

Edward provou a grande boca rosada com uma sensualidade provocante.

— Detesto jeans — lembrou-lhe ele com voz rouca, passando uma mão hábil pelas coxas delgadas cobertas pelo brim.

O segundo beijo foi lento e profundo, e Bella tremeu violentamente.

Afastando-se com a graça predatória de um caçador, ele removeu-lhe a blusa, desnudando-lhe o tórax.

— Edward - sussurrou ela trêmula, no ápice de uma alegria tão intensa que a aterrorizava.

— Sua pele é muito branca. — Queimando-a com os olhos dourados, abriu-lhe o sutiã, expondo os seios magníficos. Com a atenção voltada aos mamilos rosados, sorriu de modo sensual. Curvou a cabeça e tocou a boca nos mamilos agora intumescidos, arrancando gemidos de prazer de sua parceira.

Um telefone tocou no canto da sala.

— Ignore-o — disse ele.

Mas o telefone tocou, tocou e tocou. Mal havia acabado de silenciar-se, uma batida soou à porta. Praguejando em grego, Edward levantou-se do sofá e revolveu os cabelos num gesto de feroz frustração.

— Não se mova — ordenou ele.

Por vários segundos, Bella permaneceu lá de modo obediente, seduzida pela onda de excitação que ele lhe provocara. Mas então o baixo murmúrio de vozes vindo do outro lado da sala a fez despertar de seu sonho sensual.

Vestiu a roupa rapidamente, e sentou-se empertigada no sofá. Estava tremendo inteira, tanto por fora como por dentro. Como podia ter esquecido a situação e deixado as coisas chegarem àquele ponto? Enrubesceu com aquele pensamento. Como podia ter se deitado lá, deixando-se excitar por Edward, como se o passado não tivesse existido?

Edward fechou a porta de novo.

— Aparentemente, a babá que contratei está tendo problemas com Toby e Connor. Não acredito que as crianças não possam passar cinco minutos sem você. E pedi que meu staff contrate uma enfermeira bastante zelosa.

— Onde estão as crianças?

— A governanta levará você até eles.

Quando Bella passou por ele para abrir a porta, Edward pegou-lhe a mão inesperadamente e virou-a para si.

— Não me faça esperar muito tempo.

Bella recusou-se a encará-lo nos osolhos.

— Não quero que nada aconteça entre nós.

— E eu mal posso esperar para fazer isso novamente — declarou ele.

— Não, estou falando sério. Não gosto de estar na sua casa — admitiu Bella.

— Eu me sentiria muito mais à vontade num lugar que fosse meu...

— Seu?

— Não pertenço a esta casa. Não gosto de estar perto de você. — Mentirosa. Você adora isso.

Bella recuou como se tivesse sido esbofeteada.

— Os gêmeos e eu precisamos de sua ajuda a fim de conseguir algum lugar decente para viver.

Edward praguejou baixinho.

— Se o teste de DNA confirmar o que já espero, acha que encontrar um apartamento para você e meus filhos será o suficiente para me satisfazer?

— Se você quer participar da vida dos garotos, é claro que poderá visitá-los sempre que quiser — murmurou Bella, louca para concluir a conversa. — Mas esse é o único contato que precisaremos ter.

Ele soltou-lhe a mão imediatamente.

— E isso que você quer?

— Sim. — Ela sabia que estava mentindo. Queria-o, e temia que o sentimento jamais passasse, que nunca seria capaz de olhar para aquele rosto moreno sem sentir mais do que podia suportar em silêncio.

Furioso, Edward observou-a partir. Sempre apreciara o fato de que

Bella não fazia jogos femininos. Costumava falar o que queria, cumprir o que prometia. Ele detestava fingimento. Todavia, o fato de ela rejeitá-lo quando ele sentia o desejo em todas as fibras do seu ser enfurecia-o. Tinha de haver um motivo secreto para tal comportamento, refletiu com um sorriso irônico.

A governanta, uma mulher de meia-idade, elegante e parecendo eficiente, esperava por Bella ao pé da magnífica escadaria.

Bella sentiu-se como se tivesse corrido uma maratona. Sabia o quão frágil fora sua fuga na sala de visitas. Edward não hesitou em levá-la para o sofá, e ela jamais se recuperaria de haver permitido isso, pensou numa agonia de auto-reprovação.

Fitando as paredes quando subiu as escadas, fixou o olhar no imenso quadro a óleo que estava no hall superior. A mulher do quadro fazia com que Bella se lembrasse vagamente de uma fotografia que tinha visto na Irlanda.

— Quem é essa? — perguntou abruptamente.

— A falecida sra. Cullen.

Uma ruiva estonteante, usando um magnífico vestido de noite azul. Sra.Cullen. Falecida? Quer dizer que Edward era viúvo? Tendo alegado que não era nem casado nem divorciado, o que mais poderia ser?

Com o rosto pálido, Bella olhou para o quadro, que agora exercia a mais fatal fascinação sobre ela.

— Quando ela morreu?

— Outubro, há dois anos... num acidente de carro no sul da França. Uma tragédia terrível — replicou a governanta.

Bella teve, literalmente, de afastar os olhos do quadro que retratava a bela mulher e dominar as pernas trêmulas a fim de poder subir as escadas.

Sentiu o coração apertado e todo o seu corpo doía. Estava chocada.

Talvez sua reação não fosse tão surpreendente, agora que sabia que tivera um caso apaixonado com um homem que havia enterrado a esposa apenas semanas antes de conhecê-la. E Edward não lhe contara. A rigor, negara-lhe deliberadamente aquela verdade dolorosa.

— Quem é essa? — Bella havia perguntado, quando pegou uma pequena foto do chão no escritório dele.

— Ninguém importante — respondera ele.

Não, apenas uma mulher com quem Edward se casara na adolescência, de acordo com o Globe. É claro que, na época, ele não quisera falar no assunto, e Bella não dera muita importância ao fato. Inocente e incrivelmente feliz em passar aquele inverno ao lado de Edward, não desconfiara de nada que ele dissesse ou fizesse.

Mas agora, fazendo um retrospecto, era como se de repente tivesse achado a peça que faltava num quebra-cabeça, o qual, de algum modo, acreditou previamente que estivesse completo. Edward fora para a Irlanda e se trancara naquela casa bonita e isolada porque estava sofrendo terrivelmente. E ela não fora capaz de enxergar essa tristeza. Simplesmente achava que ele era um alto executivo sofrendo de estresse depois de excessivas horas de trabalho. A verdade era bem diferente.

Os choros de Toby e Connor a trouxeram de volta ao presente. A ansiosa babá suspirou aliviada quando os bebês acalmaram-se tão logo a mãe reapareceu. Bella sentou-se no tapete com um gêmeo sobre cada coxa e segurou-os apertados junto a si. Quando inalou o perfume familiar dos filhos e beijou-lhes o topo da cabeça, estava escondendo o próprio rosto molhado de lágrimas.

O caso com Edward e sua finalização abrupta e cruel agora faziam muito mais sentido. Ela havia oferecido conforto da forma mais básica. Ele era um homem muito passional. Não quisera contar-lhe sobre a esposa ou falar sobre a sua perda, e isso dizia muito, não dizia? Aquela perda certamente havia sido devastadora. Edward casara-se jovem e compartilhara a vida com Victória por uma década.

Ele sentiria culpa por ter dormido com Bella tão pouco tempo após a tragédia? Agora entendia por que Edward fora tão hábil em erradicá-la de sua vida. Ela fora o consolo, como uma garrafa de aguardente ou um ursinho de pelúcia. Apenas uma fonte de alívio físico. Ao reconhecer o envolvimento emocional de Bella, ele decidira dispensá-la.

Quando ela começou a trabalhar para ele na Irlanda, achou impossível agradá-lo. Desde o primeiro dia, Edward demonstrava que sua presença sob o mesmo teto em algumas horas do dia era irritante. No início, ele quase não falava, mas sua impaciência, com regras exatas e metódicas, logo ultrapassou aquela barreira. Tudo que Bella fazia parecia amolá-lo. Ele pedia pratos que ela não sabia cozinhar, e não dava a menor importância a seus maiores esforços. No fim da primeira semana, censurou-a por ser tagarela demais, por ser lenta, barulhenta e desorganizada. Implicava também quando Bella conversava com os entregadores de mercadorias. Ela passou a mal respirar na sua presença e a detestá-lo com todas as suas forças.

— Isso tem gosto de veneno — comentou ele no sexto dia, afastando a comida que ela lhe havia oferecido.

Foi quando Bella colocou a comida rejeitada na bandeja e virou-se para arremessá-la inteira aos pés de Edward.

— Você é o homem mais detestável que já conheci! Nada que faço lhe agrada.

— Então você tenta me desafiar?

— Se eu o desafiasse, você certamente saberia!

Edward a olhou com expressão de censura e disse-lhe que estava despedida.

Bella deixou a casa e, enquanto pedalava sua bicicleta pela infindável alameda, desmontando a cada um dos sucessivos portões, sua raiva foi substituída por um crescente desânimo e arrependimento. Afinal de contas, o emprego sacrificado era, na verdade, de sua mãe, e eram a reputação e as referências da mãe que sofreriam as consequências.

Com receio de que tivesse deixado a raiva sobrepujar todo e qualquer senso de julgamento, voltou para se desculpar.

— Não aceito suas desculpas — disse Edward de imediato. — Você não tem disciplina e não está capacitada para os deveres exigidos.

— Eu poderia aprender...

— Você teve a atitude errada.

— Perdão.

Ele franziu o cenho.

— Não tolerarei ou perdoarei impertinência ou incompetência.

— Por favor, não relate isso à agência.

Vendo que não fazia sentido continuar fingindo passar por sua mãe, Bella confessou tudo, e teve de admitir que sua única experiência anterior fora no ambiente de um escritório.

— Você me espanta. Confessa descaradamente uma mentira e espera ser recontratada?

— Mudarei minha atitude e cozinharei o que você gosta, na hora que quiser — proferiu Bella desesperada, os olhos verdes em conexão com os dourados, seu coração começando a disparar. — Dê-me outra chance e farei o que você pedir.

— Levar-me o café-da-manhã na cama? Usar saias em vez de jeans?

Os olhos de Bella arregalaram-se surpresos.

— Não interprete mal o que falei. Eu não devia ter dito isso.

— Mas disse. — De repente, ciente do intenso olhar sobre si, Bella sentiu-se tonta.

— Não flerte comigo — avisou Edward. Comprimindo os lábios, ela assentiu, abaixando a cabeça e olhando-o por baixo dos grandes cílios. — Até mesmo a maneira como você olha para mim é provocante. — Com o rosto em chamas, Bella cerrou os olhos com força. — Tente agir normalmente — finalizou ele.

No dia seguinte, o helicóptero que fazia entregas regulares levou um livro de receitas gregas, com o qual Edward a presenteou. Ela teria de pedir para traduzir as receitas escolhidas. Ele passou a observá-la cozinhando e a convidá-la para comer em sua companhia. Barreiras após barreiras foram tombadas rapidamente. Ele não mais a ignorava. Agora, até mesmo sorria dos gracejos de Bella. Dentro de 48 horas, eles estavam caminhado ao ar livre e haviam abandonado toda e qualquer cautela. Foi naquela semana que um amigo de infância da mãe de Bella chegou da Nova Zelândia para longas férias. Visitas diárias evoluíram para um namoro, e, no fim das férias, Renée Swan partiu para a Nova Zelândia com seu novo amor.

Na terceira semana, Bella começou a usar saias e Edward a acusou de estar flertando com o jardineiro, que tinha idade suficiente para ser seu pai. Na discussão, durante a qual Bella ameaçou demitir-se, Edward a chamou de provocadora, tomou-a nos braços e beijou-a. Então continuou a beijá-la enquanto subia a escadaria e a levava para a cama. Aquela conflagração de paixão os levou a um caso sem fronteiras. Nada que eles haviam compartilhado foi discutido ou decidido nas semanas seguintes.

Deitada sem sono na cama da fabulosa casa de campo de Edward, Bella voltou ao presente com uma convicção ainda mais forte de que precisava proteger-se para não ser ferida uma segunda vez. Havia almoçado com os gêmeos, saíra com eles para uma longa caminhada naquela tarde e jantara sozinha. Não podia esquecer como uma vez submergira na intensidade de seus sentimentos por Edward. Nunca havia amado daquele jeito. Embora diversos jovens saudáveis tivessem demonstrado interesse por Bella na universidade, nenhum deles fora capaz de esquentar-lhe o corpo ou o coração.

Rsrs e quem não amaria um homem desses?? Suspira... Comentemmm!!!