Boa Leitura!!!

Capítulo 6

— Meu Deus! Que delícia o gosto de sua boca!

Edward saboreou-lhe os lábios e depois inseriu a língua na boca de Bella, com movimentos circulares que a fizeram tremer inteira.

Ofegante e fraca pelos beijos devastadores, Bella empurrou-o para recuperar o fôlego. — Deveríamos conversar...

Convencido de que aquele não era um momento adequado para conversa,

Edward tombou-a de costas entre as almofadas e pressionou-a por baixo de seu corpo forte e poderoso. Então, concentrou-se em lhe proporcionar tanto prazer que uma discussão séria seria a última coisa na cabeça de Bella, e submeteu a boca cor-de-rosa a uma exploração sensual com seus lábios, dentes e língua. A sedutora onda de puro erotismo engoliu Bella como uma chama que se atiça a uma folha de papel. Ela crepitou, queimou-se, ardeu de tanto calor. Acariciou-lhe ombros e costas, enquanto seu corpo se inflamava cada vez mais. Frustrada pela barreira da camisa de Edward, começou a puxar o tecido. Ele ajudou-a na remoção da camisa, expondo um peito musculoso e bronzeado.

Bella não pôde evitar soltar um gemido com aquela visão. Ele era absolutamente maravilhoso, e até mais perfeito do que ela se recordava.

Sem pensar, levada por um desejo que havia acreditado jamais sentir novamente, ela ajoelhou-se e passou as mãos sobre o peito rígido numa suave carícia. Em seguida, desceu a mão até o estômago reto. Edward tremeu numa resposta puramente física.

— Por que você queria conversar quando podemos fazer isso? – sussurrou com um sotaque grego tão forte que ela quase não distinguiu as palavras.

Pegando-lhe ambas as mãos, ele as envolveu ao redor do próprio corpo.

— Edward... — Tocando a pele bronzeada e quente, ela sentiu-se fraca de tanto desejo. Ele moveu-lhe as mãos então, posicionando-as na fina camada de pêlos sedosos que desciam por baixo de seu cinto.

— Toque-me — pediu, fechando as mãos sobre os quadris de Bella para apertá-la contra si, deixando-a sentir a ostensiva ereção de seu sexo por baixo do tecido da braguilha da calça.

— Não deveríamos... não devemos — disse ela consumida pelo desejo, mas, mesmo enquanto falava, seu corpo já estava traindo o débil protesto. Estava atada a ele, envolvida no calor viril, regozijando-se em sua força e masculinidade. Quando Edward envolveu-a num beijo apaixonado e possessivo, Bella gemeu e deixou a cabeça cair para trás, consciente do pulsar lascivo no centro escondido de seu corpo.

Seu vestido, então, caiu.

— Sim, devemos... — O rosto forte e moreno de Edward estava inteiramente absorvido pela imagem cativante das curvas delicadas e acentuadas pela lingerie de renda. Ciente da óbvia apreciação de Edward, Bella corou levemente, mas não pôde evitar uma onda de prazer por ser alvo de tamanha admiração.

Com um único dedo, ele desabotoou lhe o sutiã para revelar os mamilos róseos de seus seios.

— Não sei o que acontece com o seu corpo — confidenciou Edward quando a puxou com mais pressa do que cerimônia —, mas ele me tira do sério.

A carícia erótica da boca sensual sobre os seios sensíveis derrubou qualquer barreira remanescente. Quando ele a ergueu nos braços, Bella estava tremendo com a intensidade de sua resposta. Edward caminhou através da porta em arco e conduziu-a por uma escadaria em espiral. Ela piscou diante da inesperada visão de um belo quarto em forma de torre. Cortinas diáfanas circundavam uma cama gigantesca com quatro pilares.

— Uau! — Bella sentiu-se como se estivesse num sonho do qual não queria acordar.

— Sei o que você gosta — declarou Edward com segurança, deitando-a na cama com tanto cuidado que a fez tremer por antecipação. — Sei exatamente o que você gosta.

— Sim...

Num átimo de segundo, a memória de Bella voltou dezoito meses atrás, para recordar algumas das coisas românticas e selvagens que Edward havia feito com ela. Velas em volta da banheira e pétalas de rosas flutuando na superfície da água. Presentes inesperados de perfumes, cartões e flores.

Havia a cópia de um livro favorito e um vídeo de um filme que ela não via desde a infância, os quais ele encontrara e lhe dera de presente. Na época, Edward parecia entender perfeitamente tudo que a fazia feliz. Suas lembranças de repente começaram a ir em direção à triste conclusão do caso deles, que chegara como um choque, do qual Bella jamais havia se recuperado.

— Bella... — Edward deu-lhe um beijo apaixonado e a má recordação do passado evaporou-se como por encanto. — Quero você...

Quando ela olhou para o rosto bonito, os pensamentos não eram mais racionais. Cada parte de seu corpo parecia tensa e indócil. Ele passou as mãos em seus seios, arranhando os mamilos róseos proeminentes numa carícia hábil, e Bella arqueou as costas numa resposta prazerosa. Ele curvou a cabeça e usou a boca para brincar com a crista intumescida de um dos mamilos enquanto a despia das últimas peças de roupa.

Quando ele apartou-lhe as coxas, ela pôde sentir-se úmida e derretendo-se, e o nível de seu desejo aumentou mais uma vez. Abandonando-se àquela sensação, entregou-se de corpo e alma. Edward continuou manuseando-a com habilidade e, antes que Bella pudesse imaginar o que ele pretendia, subjugou-a para uma intimidade que a chocou. As carícias eram uma deliciosa tortura. Ela perdeu o controle como nunca antes, emitindo gemidos e pequenos gritos ofegantes, até que alcançou uma altura inimaginável de prazer, e então, retorceu-se de modo selvagem numa onda de libertação extática.

— Foi bom?

Respirando com dificuldade, Bella flutuou de volta ao presente, devastada pela intensidade do que havia acabado de experimentar.

Ela o mirou com olhos estupefatos.

— Mais do que isso.

Um sorriso de satisfação iluminou as feições fortes de Edward.

— Eu não lhe dei a chance de se render às suas inibições.

Num pequeno movimento, ele se posicionou entre as pernas dela, segurando-lhe os quadris com firmeza, enquanto a impulsionava para trás e movia-se sobre ela. Após enlouquecê-la por mais alguns minutos, penetrou-a com uma força que a fez arfar, despertando seu desejo novamente. Edward a preencheu completamente e o primeiro espasmo de uma renovada excitação a percorreu.

— Por favor — sussurrou ela, sentindo prazer e dor ao mesmo tempo.

Edward entrelaçou as mãos delicadas nas suas, dominando-a com sua energia e paixão.

— Você é deliciosa — confidenciou com satisfação. — E eu me sinto maravilhado.

O corpo de Bella parecia ter vida própria, dobrando-se em resposta ao dele, enquanto a selvagem excitação cresceu e cresceu, até que alcançou outro apogeu e perdeu-se nos doces espasmos do prazer.

Depois do segundo orgasmo, estava relaxada, e sentia-se como se estivesse flutuando em outro mundo. A realidade ainda não retornara completamente.

Passou os braços em volta de Edward e depositou uma carreira de beijos ao longo do ombro largo. Uma risada rouca vibrou pelo corpo rígido e másculo, e ele respondeu abraçando-a com força.

— Senti sua falta. Você é tão carinhosa, minha querida.

— Estou com tanto sono — murmurou ela.

Edward soltou-a levemente. — Então durma.

— Humm... — murmurou Bella muito mais tarde, quando seu corpo, lânguido de sono, foi gentilmente acordado pelo erótico calor e pela insistência de Edward. Com os sentidos revivendo aos poucos, Bella sussurrou o nome dele numa instantânea aceitação.

Foi a mais doce experiência de sua vida.

Um profundo encaixe de extremo prazer, num ritmo que iniciou vagaroso e depois se acelerou, até que mais uma vez as poderosas ondas de profunda alegria e realização a dominaram, e Bella atingiu o clímax novamente.

Naquele momento, com todas as suas defesas em baixa, palavras de amor quase saíram de seus lábios, mas ela as reteve a tempo, quando se recordou a última vez.

— Foi sublime, minha querida — disse-lhe Edward preguiçosamente.

Ela abriu os olhos, chocada e temerosa, com uma terrível sensação de déjavu atormentando-a: fizera amor com ele novamente, depois adormecera nos braços fortes como uma tola confiante, enquanto estivera muito próxima de lhe dizer uma segunda vez que o amava.

Pânico e confusão diante de sentimentos que havia escondido de si mesma foram rapidamente seguidos por uma onda de vergonha. Aquele era o homem que a dispensara sem arrependimentos. Seria verdade que Edward sentira sua falta? É claro que não. Se assim fosse, ele não teria desaparecido sem nunca mais entrar em contato. O que significavam aquele recomeço e a amizade que ele sugeria? Havia deliberadamente mentido a fim de lhe dar segurança o suficiente para que não resistisse à sedução sexual? Os pensamentos e perguntas continuaram atormentando sua mente.

Bella olhou à sua volta no quarto. A decoração era muito feminina, e tudo parecia combinar com suas preferências pessoais, decidiu, franzindo o cenho. Não somente suas cores favoritas eram em tons pastéis, como também adorava flores naturais. Alguma vez na vida teria visto mais rosas e lírios reunidos num só lugar?

O cenário do piquenique fora igualmente calculado para proporcionar um apelo especial, refletiu. Um friozinho formou-se em sua barriga e logo se transformou em um nó no estômago. Notou as almofadas de seda que decoravam a cama de quatro pilares e quase engasgou diante da convicção de que eram todas novinhas em folha e que, na verdade, fora fisgada como um peixe por um esperto pescador. Aquilo tudo fora uma armadilha, na qual ela caíra como uma tola. Pior ainda, quantas horas se haviam passado desde que tinha visto ou pensado nas crianças? Sentiu-se extremamente culpada.

— Você está muito quieta — suspirou Edward. — Detesto render-me ao nosso idílio, mas não como nada desde o café-da-manhã e agora é hora de jantar.

Afastando-se dele num movimento abrupto, Bella sentou-se.

— Você fez de mim uma verdadeira boba...

Preguiçosamente admirando a característica angelical das feições frágeis de Bella, achando-a linda mesmo com os cabelos despenteados e sem maquiagem, Edward ergueu-se para se apoiar em um dos cotovelos.

— Acho que não entendi o que você quis dizer.

Bella pulou da cama como se tivesse sido mordida por uma cobra. O sol estava baixando no horizonte, mas ainda havia luz do dia se infiltrando pelas janelas do quarto em forma de torre. Luz o suficiente para lhe causar vergonha. Nudez nunca a fizera se sentir humilhada antes. Olhando sua calcinha sobre o tapete, abaixou-se rapidamente para pegá-la com mãos trêmulas e vestiu-a.

Edward jogou os lençóis amassados para o lado e empertigou-se na cama, exibindo uma visão de sua masculinidade bronzeada.

— Qual é o problema, Bella?

— Não acredito que você tenha a coragem de fazer esta pergunta! — respondeu ela, enfurecida. — Tornei as coisas tão fáceis, não foi? Apenas dê-me alguns raios de sol, um punhado de rosas e um belo panorama, e caio facilmente na rotina de sedução...

— Que rotina de sedução? — Edward vestiu a cueca e pegou a calça. — Nunca precisei seduzir uma mulher em minha vida!

— Não pense nem por um momento que jamais me esquecerei do que você fez comigo! — Bella aproximou-se, arrancando o lençol do colchão com violência e enrolando-se nele, como que para se defender. Seu sutiã e vestido ainda estavam fora do quarto. O servil constrangimento parecia uma punição para um comportamento tão devasso.

Com lágrimas de dor e raiva que lhe queimavam os olhos marrons, Bella desceu a escadaria em espiral. O incrível charme do edredom amassado, almofadas tombadas e cálices de vinho abandonados no local frondoso atingiram-na novamente. Procurou pelo sutiã ao redor, mas não o encontrou.

— Você ficou louca? — inquiriu Edward seguindo-a, enquanto vestia a camisa. — Num minuto estamos fazendo amor, no próximo você está gritando comigo?

— O que aconteceu com nossa amizade? — gritou ela, exasperada. Edward parou, a camisa solta e desabotoada. A sombra azulada da barba noturna despontando dava-lhe um ar totalmente sexy.

— A opção estava lá... A escolha foi sua.

Tremendo e não acreditando naquela resposta, Bella o encarou.

Edward estendeu-lhe a mão.

— Volte para a cama, minha querida. Pedirei comida para nós.

Ela vestiu-se com raiva.

— Você deve estar brincando! Vim para a Itália porque confiei em você. Porque queria ser justa com você e com as crianças.

Edward ergueu os braços de modo expansivo, num gesto muito grego e deixou-os cair novamente.

— E por isso você merece meu respeito — disse ele. — Está acontecendo uma mudança, um passo importante para...

— A única mudança que aconteceu foi eu ter ido para a sua cama e considero isso um passo muitíssimo retrógrado!

— Mas você se divertiu — comentou ele de modo hesitante. — Não ouvi nenhuma queixa.

— Este não é o assunto em questão.

Edward lançou-lhe um sorriso que a irritou mais ainda.

— Talvez seu raciocínio seja tão ilógico que não consigo segui-lo. Você me quis, Bella.

Furiosa e com lágrimas nos olhos, ela curvou-se para erguer e sacudir o edredom, a fim de localizar seus sapatos perdidos.

— Então foi fácil fazer-me render, não foi? Porque ainda o acho atraente, você pensou que seria divertido induzir-me a vir para cá com uma falsa conversa de amizade?

Observando-a enfiar os pés delicados nos pequenos sapatos, Edward percebeu o quanto gostava da delicadeza de Bella. E gemeu impaciente.

— Asseguro-lhe que não estou achando esta cena ridícula divertida. Ainda não entendo qual é o problema.

— Isso é verdade? — Bella lançou-lhe um olhar repleto de amargura. — Você não vê nada de errado no que fez?

Ele meneou a cabeça.

— O que eu fiz? — Um plano, uma armadilha, ou qualquer nome que isso tenha. Eu devia ter desconfiado no minuto em que vi a maravilhosa cena de piquenique. Era bom demais para ser verdade.

Uma ponta de frustração surgiu no semblante de Edward. Era um homem muito prático. Bella gostava de contos de fadas, romance, camas de quatro pilares e flores. Ele havia dito a si mesmo que, se pudesse lhe proporcionar tudo isso, ela ficara encantada. Em sua opinião, tudo saíra perfeitamente bem: Bella ficara feliz, assim como ele. Qual era o problema, então? Ela era a única mulher que já gritara com ele em toda a sua vida.

— Desde quando o fato de eu lhe dar o que você gosta e aprecia é uma ofensa?

— Foi tudo um logro manipulado, uma fraude.

— Minha querida... Quero me casar com você! — murmurou Edward incrédulo. — Como isso pode ser um logro?

Bella estava tão perturbada que foi um alívio ver seu sutiã perdido na grama, e abaixou-se para pegá-lo com mãos trêmulas. Estava tão ferida emocionalmente que tinha vontade de gritar. Porque sabia que desejava que tudo aquilo fosse real.

— Eu a pedi em casamento e você disse não — continuou ele. — Não desisto facilmente quando quero algo. — Edward lançou-lhe um olhar desafiador.

— Este sou eu. Não gosto de decepções.

Irada pela recusa dele em admitir seu erro, Bella ergueu-se.

— Não gosta? Você preparou toda essa cena romântica para mim um dia, e isso não significou nada! Encorajou-me a me apaixonar e depois me dispensou sem pensar duas vezes — acusou ela por entre os dentes.

Temendo que pudesse ter um colapso nervoso, dirigiu-se para o caminho através do bosque cerrado. — Bem, não vou cair na mesma armadilha vazia novamente. Você não pode manipular-me como faz em acordos de negócios.

— Defina o que quer dizer com "cena romântica". — Ele a seguiu.

— As rosas de pétalas na banheira... as flores... os cartões... meu filme favorito... o livro especial. — Bella enumerou por sobre o ombro.

Ele parecia inflexível.

— Não vejo razão pela qual tudo que você enumerou possa ser condenado.

Não havia intenção de encorajar uma paixão ou de iludi-la. Eu nunca tinha vivido um relacionamento desse tipo antes...

— Sim... eu sei — interrompeu ela. — Por isso apresentou-me como "apenas um empregada" quando recebeu a visita de seu amigo, certo? — acrescentou com uma risada cínica.

Edward estremeceu e piscou. Bella teria ouvido o que ele dissera ao amigo?

— Meu amigo é muito fofoqueiro. Eu estava apenas protegendo nossa privacidade.

Bella sorriu através das lágrimas que ameaçavam irromper.

— Não, você estava dizendo a verdade. Isso é tudo que sempre fui, tudo que deveria ser... a empregada que aquecia sua cama.

— Você faz isso parecer mesquinho e sórdido, mas não é! No primeiro dia que permiti que gritasse comigo, você não era mais a empregada. Era igual a mim!

Assustada com aquela explosão de temperamento, Bella deu-lhe uma olhada e caminhou mais rápido do que nunca.

— Bem, hoje você foi mesquinho... O que fez? Trouxe decoradores e estilistas e pediu-lhes que produzissem uma cena para me seduzir?

— Por Deus, enquanto eu viver, nunca tentarei agradá-la novamente. Você é a mulher mais obstinada que já conheci!

— Também não confio mais em você. Está me culpando? — Olhando para a vasta vila à sua frente, Bella colocou as mãos na cintura para confrontá-lo de novo. — Onde estão os seus guarda-costas nesta tarde? A ausência deles é prova que você planejava me levar para a cama!

— Sem comentários — murmurou Edward.

A óbvia falta de vergonha irritou Bella.

— Você poderá apodrecer no inferno por isso, Edward Cullen!

— Não é um crime eu querer me casar com você.

— Ouça, quando eu estiver tão desesperada por um marido, a ponto de aceitar um que apenas sente culpa por ter me engravidado, eu aviso!

Debaixo do pórtico de pilar da vila, Edward a fez parar, segurando-lhe os ombros e forçando-a a se virar em sua direção.

— Talvez eu aprecie a existência daqueles garotinhos muito mais do que você imagina — disse ele. — Irina tentou todos os tratamentos de fertilidade conhecidos pela raça humana e não conseguiu conceber!

Aturdida por aquela informação, Bella arregalou os olhos marrons. Uma onda de remorso a assolou. Pensou que a própria fertilidade devia tê-lo atingido como um sopro irônico e amargo, quando a esposa falecida tivera de suportar repetidas decepções em seu desejo de ter um bebê.

— E talvez eu também tenha consciência do quanto devo a meus avós por terem me tirado do orfanato e me criado como filho — completou Edward.

— Se eu me casar um dia, quero um elo mais pessoal com meu marido do que meus filhos — disse ela friamente.

Quando Bella desvencilhou-se de seu aperto e correu para dentro da casa, Edward pensou que poderia explodir. Com um suspiro exasperado, seguiu-a para dentro do hall.

— O que pode ser mais pessoal do que o que temos agora? — exclamou ele.

Atônita pelo tom furioso, e acuada pelo ardor daquele olhar dourado, Bella parou.

— Isso é apenas físico — murmurou ela em tom baixo.

— E o que há de errado nisso? — perguntou com agressividade. — Eu voaria ao redor do mundo só para passar uma hora em sua cama! É o melhor sexo que já fiz na vida. Estou feliz com isso... mais do que feliz. Por que você não pode estar?

Uma onda de constrangimento a fez corar. Não podia acreditar que Edward lhe dissera aquilo.

— Edward...

Em algum lugar vindo de trás, Bella ouviu uma tosse. O tipo de tosse que as pessoas usavam quando queriam chamar a atenção por algum motivo.

— Edward — soou uma voz de dentro da casa. Relutante e vagarosamente, com o rosto rubro por saber que alguém podia ter ouvido parte daquela discussão particular, Bella voltou-se.

Um homem idoso de cabelos grisalhos, com Toby confortavelmente aconchegado em um dos braços, estava sorrindo abertamente para os dois da entrada do amplo hall.

— Anthony Cullen — apresentou-se o velho homem da maneira mais amigável possível. — E você deve ser...

— Bella— interrompeu Edward, fechando a mão rapidamente sobre a dela para esconder o sutiã que ela segurava. — Permita-me apresentar-lhe meu avô.

Passando a mão livre nas costas de Bella, Anthony praticamente empurrou-a para precedê-lo na entrada da sala de visitas.

— Bella, esta é minha esposa, Elizabeth.

Uma senhora roliça já de idade, com cabelos cor-de-prata brilhantes e com Connor aninhado no colo, cumprimentou-a com acentuado sotaque inglês.

Edward dispensou a babá, enquanto Bella sentiu que iria sucumbir a um ataque histérico. Por quanto tempo os avós de Edward estariam esperando antes que eles aparecessem? Suspeitariam da causa da ausência dos dois? Era quase impossível que não notassem seus cabelos despenteados e embaraçados, o rosto vermelho e brilhante, e que Edward, destituído de sua usual elegância no que dizia respeito a trajes, estava sem paletó e sem meias.

Anthony e Elizabeth não teriam deixado de perceber o fato de que o neto e a mãe de seus bisnetos haviam acabado de ter uma discussão terrível e desgastante. Mas nenhum dos charmosos avós de Edward demonstrou a mais leve impressão de desconforto e desaprovação.

Anthony sorriu quando Toby esticou os bracinhos para Bella, e entregou-o à mãe.

— É claro que ele quer a mãe. Elizabeth e eu ficamos muito excitados quando soubemos das crianças. Espero que entenda que não podíamos esperar a hora de conhecê-los. O tempo é precioso em nosso estágio da vida.

Edward, que percebeu que havia errado em assumir que os avós ficariam devastados pelo escândalo de seus filhos ilegítimos, cerrou os dentes. O velho casal parecia infinitamente feliz. Ele curvou-se para dar um beijo no rosto da avó.

— Seu avô queria avisá-lo de nossa intenção de visita, mas sabe o quanto adoro surpresas — disse a avó.

— É uma surpresa maravilhosa — respondeu Edward sem hesitar.

Explicando que a artrite dificultava-lhe os movimentos, Elizabeth convidou Bella para sentar-se a seu lado.

— Eles são dois rapazinhos encantadores. Fortes, saudáveis, cheios de vida. Você deve estar muito orgulhosa de seus filhos — observou Elizabeth, acariciando a cabecinha de Connor.

Anthony também brincou com os cachos pretos de Toby antes que Bella o pusesse no chão para que o bebê pudesse engatinhar.

— Estamos radiantes com a existência deles. — O homem mais velho dirigiu a Bella um olhar meigo. — Quero que saiba que, não importa o que aconteça entre você e Edward, sempre consideraremos você e seus filhos parte de nossa família e será muito bem-vinda em nossa casa.

Bella ficou sensibilizada com aquela doce declaração. Olhou Toby tentando andar em linha reta na direção do pai.

O melhor sexo que já tive, pensou Bella. Com o rosto ardendo pela recordação inoportuna, estava terrivelmente consciente da dor entre as coxas. A intimidade renovada dos dois a tomara intempestivamente... a tal ponto que mesmo cruzar os olhos com Edward representava um desafio.

— Vocês vão ficar por alguns dias, não é? — murmurou Edward para os avós. — Infelizmente tenho um encontro bem cedo em Bruxelas amanhã e preciso partir mais tarde esta noite. Mas Bella adorará a companhia de vocês.

Bella sentiu-se culpada. Edward estaria inventando trabalho como uma desculpa pela briga que haviam tido? Observou-o erguendo Toby com uma confiança incrível e notou que o velho casal também estava surpreso. Dúvida e confusão a assolaram. Os gêmeos já estavam aprendendo a amar o pai. Ela teria tomado a decisão certa? Ou errada? Suas emoções estavam em turbilhão.

Meia hora depois, Edward insistiu em ajudar Bella a levar os gêmeos para cima. Uma vez que os bebês já haviam tomado banho e se alimentado, e estavam prontos para dormir, ele a acompanhou de volta pelo corredor e parou do lado de fora do quarto em que Bella ficaria.

— Há uma coisa que venho querendo lhe perguntar. — Ele fez uma pausa. — Sobre a época em que você engravidou dos gêmeos.

Bella o olhou surpresa e esperou.

— Quando exatamente você ligou para o número de telefone que eu lhe dei?

Bella comprimiu os lábios, pensativa.

— Era verão... final de junho.

Edward assentiu sobriamente.

— Certo. E a carta que você mencionou? Quando foi enviada?

— Aproximadamente na mesma época.

— Mas isso deve ter sido seis ou sete meses depois que brigamos. Na ocasião, você já devia saber que estava grávida há muito tempo. Por que esperou tanto antes de tentar me contatar? — indagou.

Bella quase piscou, porque aquela era uma pergunta que esperava que ele nunca fizesse. Mas agora que acontecera sentia que tinha de lhe dar uma resposta honesta.

— Eu estava esperando para ver se você me telefonaria primeiro.

Ele cerrou o cenho.

— Não compreendo isso.

Bella ergueu o queixo, negando a sensação de rejeição que ainda podia sentir.

— Eu queria saber se você entraria em contato comigo novamente. Você não entrou, o que me disse tudo que eu precisava saber.

— Eu teria telefonado se soubesse que você estava grávida! Na ocasião em que você tentou entrar em contato, seu nome tinha sido removido de minha agenda telefônica, e por isso você não conseguiu falar comigo!

— Algumas pessoas não removem números de telefones da agenda com tanta pressa e facilidade — murmurou Bella amargamente.

Edward soltou um longo suspiro. Estava prestes a perder sua paciência com Bella novamente. Não podia fazer isso agora. Não com seus avós ainda sob o mesmo teto. Havia testemunhado o dissabor do avô pelo fato de Edward ter levantado a voz para Bella. E ficara aliviado com o fato de que a surdez parcial do velho homem o impedira de distinguir as palavras a tal distância. Infelizmente, Anthony pensava que todas as mulheres eram como a esposa: flores frágeis com eternos sorrisos e sempre bem-humoradas. O único lugar em que Bella fora dócil tinha sido na cama, refletiu Edward.

Já era tempo de promover uma nova aproximação.

— Passe mais alguns dias aqui na vila — pediu. — Isso me dará mais tempo para selecionar um apartamento adequado para você em Londres.

Bella ficou desconcertada com a mudança de assunto, e pelo fato de Edward estar concordando que ela deveria ter o próprio lar. Fitou-o com a expressão desconfiada.

— Edward, entendo que você ainda esteja aborrecido comigo, mas realmente sinto que este não é o caminho...

— Algumas horas atrás você estava na minha cama, Bella. Por favor, não me peça para sermos amigos agora. E tarde demais para isso.

— Talvez isso nunca seja uma realidade — concordou Bella.

— Mas não espere que eu fique de prontidão e observe você indo para a cama com outros homens.

Edward estava determinado a estabelecer certas exigências antes de partir.

Com receio de que ele pudesse pensar que ela se jogaria nos braços de outro homem, sem pensar, Bella estendeu o braço para tocar-lhe a mão num gesto íntimo.

— Não sou esse tipo de pessoa, não sabe disso ainda? Não estou planejando...

— Você está jogando fora sua sorte — interrompeu ele. Então, encostou-a contra a parede, olhou-a com intensidade e colocou as mãos em cada lado da cabeça dela, efetivamente prendendo-a. — Não toque se não quiser ser tocada, minha querida.

Ela ofegou e sentiu a boca secar.

Edward estava tão perto e os olhos dourados eram tão ardentes que a fez tremer, enquanto se sentia envergonhada pela consciência de que não era apreensão o que estava sentindo.

— Você precisa aprimorar seu nível de resistência, porque não desisti ainda — murmurou ele com voz rouca. — Quando quero alguma coisa, luto para conseguir. No próximo round, posso muito bem jogar sujo, minha querida.

Com um sorriso irônico ele deixou as mãos caírem na lateral do corpo, empertigou-se e deu um passo atrás com exagerada cortesia, a fim de lhe permitir passagem.

Desculpem pela demora meninas mas estava sem cabeça pra adaptar, com tantas coisas acontecendo no Brasil e no mundo, não sei onde vcs vivem, mas por favor tomem muito cuidado ao sair de casa e se possível fiquem em casa! Eu moro no interior do Espírito Santo e graças a Deus aqui está bem tranquilo quanto a esse Corona vírus, mas se alguém vive nas área mais de risco, por favor fiquem em casa e se protejam! Fiquem com Deus e comentem se quiserem falar sobre onde vcs moram e como está aí! Prometo não demorar a postar e já que é pra ficar em casa vamos ler pra fugir dessa realidade tão triste e alarmante! Bjim!