Boa Leitura!!!
Capítulo 7
Quatro semanas depois, Bella foi à abertura de uma galeria de arte na companhia de um empresário grego, um rapaz jovem e bonito, e da irmã dele, Jane. Quando retornou da Itália, Edward estava em Nova York e Bella passara mais de uma semana hospedada no confortável lar de Anthony e Elizabeth Cullen. Lá, havia conhecido diversas pessoas, porque o casal idoso era muito sociável, e tinham feito questão de introduzi-la no círculo social que frequentavam. Alec e Jane Volturi, que inicialmente visitaram Elizabeth na companhia do pai, deram boas-vindas a novos conhecidos, uma vez que eram da mesma faixa etária de Bella.
Pela primeira vez em muito tempo, Bella estava em uma posição de apreciar a vida social, e tentava tirar o melhor proveito disso. Pretendia também procurar um emprego de meio período em algum escritório, a fim de voltar ao trabalho. A velocidade com que sua vida mudara nas últimas semanas, contudo, a vinha desafiando mais do que esperava.
Finalmente, tivera coragem de telefonar para a sua mãe na Nova Zelândia e contar-lhe sobre os gêmeos. A notícia súbita de que era avó havia soado como um choque para Renée. Apesar da mágoa pelo fato de a filha não ter confiado nela antes, Renée telefonou no dia seguinte, fazendo um milhão de perguntas sobre os netinhos e pedindo que Bella lhe enviasse algumas fotos deles.
Embora Bella estivesse livre de problemas financeiros ou de preocupações com acomodações no momento, vinha sofrendo de uma terrível depressão, a qual fazia o possível para esconder atrás de um sorriso alegre. Sentia que um emprego lhe daria um novo alento. Se voltasse para o mercado de trabalho, readquiriria alguma independência.
Afinal, não estava disposta a viver como uma espécie de concubina sob a generosidade de Cullen para sempre. E talvez uma ocupação profissional lhe desse algo melhor para pensar do que o fato de que sentia falta de Edward.
Não era fácil suportar a ausência dele, admitiu Bella. Edward estava trabalhando no exterior há muito tempo. Dera um jeito de visitar os gêmeos em três ocasiões enquanto estava fora.
Somente uma semana se passara desde que Bella se mudara para um maravilhoso apartamento completamente mobiliado, o qual Edward lhe arranjara. Era infinitamente maior, mais luxuoso e melhor localizado do que ela podia imaginar.
— Suponho que os boatos sobre você e Edward Cullen devem ser verdadeiros — comentou Alec Volturi provocativamente enquanto ambos vagavam pela exibição de quadros e esculturas da galeria.
Desejando que a irmã dele não se tivesse afastado, deixando-os sozinhos, Bella ficou tensa.
— Nunca falo sobre Edward.
— Os tabloides dizem tudo isso por você? — revidou o jovem grego.
Bella enrubesceu.
— De que boatos você está falando?
— Que você não está com ele de modo algum. Fiz o comentário porque vi sua babá quando trouxe as crianças para visitar Anthony e Elizabeth.
— Não estou entendendo. — Bella o examinou, intrigada.
— Sua babá, Irina, é uma moça muito bonita — explicou Alec. — Somente uma mulher que não teme competição empregaria uma babá tão linda em sua casa. Especialmente uma que combina com o perfil feminino dos homens Cullen's: uma loura de pernas esculturais com curvas celestiais.
Quando ele terminou a descrição, Bella empalideceu. Até aquele momento, nunca havia pensado no fato de que Irina era bonita. Os inegáveis charmes da babá explicariam as recentes visitas de Edward aos gêmeos na ausência de Bella? Alec estava tentando lhe dar um aviso? Edward estava seduzindo a babá e ela, Bella, era a última a saber?
— Sim, ela é encantadora, não é mesmo? — disse Bella, fingindo indiferença.
— Acredito que ela possa lembrar Edward da esposa falecida.
— Sobre o que vocês estão falando? — A irmã de Alec, Jane, uma morena tagarela, juntou-se a eles naquele momento.
— Sobre Victória Cullen — informou Alec.
— Minha mãe costumava citá-la como modelo para mim — confidenciou Jane com expressão lastimável. — É claro que Victória era muito mais velha do que eu. Era uma mulher maravilhosa e vivia fazendo caridade. Era também totalmente devotada a Edward...
— Ele casou-se com ela e transformou-se num workaholic — observou Alec.
— Todo mundo sabe que eles tinham um casamento perfeito!
Jane dirigiu ao irmão um olhar de reprovação. Bella engoliu em seco e mediu as palavras.
— Anthony e Elizabeth nunca mencionam Victória.
— Todos ficaram arrasados quando ela morreu. O fato de ela nunca ter tido um filho foi muito trágico. — Então, como se percebendo o que estava dizendo, Jane corou, constrangida. — Desculpe-me, Bella. Não tive a intenção...
— Não, claro que não. — Bella sorriu, mas havia uma sensação desagradável em seu interior.
Bem, havia perguntado e recebido uma resposta, pensou, vagando distraída por entre a exposição. Tudo que podia pensar agora era que Victória fora uma mulher maravilhosa, e Edward tinha sido feliz ao lado da esposa. Pela primeira vez, foi forçada a confrontar o demônio de seu próprio ciúme.
Estava envergonhada daqueles sentimentos, porém, por mais que quisesse, não era capaz de reprimi-los.
Mesmo assim, sentia-se perturbada por saber que aquele ciúme amargo e o orgulho ferido a haviam impedido de refletir sobre a proposta de casamento dele. Por outro lado, estava realmente tão desesperada para considerar casar-se com um homem que dissera abertamente que sexo era tudo que tinha a lhe oferecer?
Edward amara a esposa. Estivera de luto por Victória quando conheceu Bella, e a usara como uma atadura para a ferida... facilmente descartável, uma vez que se sentiu pronto para recomeçar a vida. Em comparação a Victória, ela não passara de uma parceira para um sexo casual e prazeroso, e somente o nascimento de Toby e Connor dera a Bella um passaporte de volta à vida de Edward. Entendeu que aquelas verdades doloridas haviam ferido sua auto-estima e a fizera negar o fato de que estava perdidamente apaixonada pelo pai dos gêmeos. Mas também entendeu que precisava superar suas emoções sobre a esposa falecida e o casamento perfeito dele.
Quando a galeria já estava prestes a fechar, Bella fingiu um bocejo e recusou o convite para uma festa. Alec ofereceu-se para levá-la em casa.
— Há um carro esperando por mim...
— Acompanho-a até lá fora. Então, você não está livre, afinal de contas?
— Não sei o que você quer dizer com isso.
— Seus filhos não estão aqui, mas você está saindo apressada numa limusine com motorista. É uma declaração de posse de Cullen — murmurou o jovem grego.
— Não necessariamente — replicou Bella sem graça quando chegaram à rua escura. — Geralmente, levo os garotos a todo lugar, e Edward insiste que eu use o carro.
— De qualquer forma, não se preocupe com a atração fatal de sua babá — disse ele. — Se ela estiver disponível, pretendo mantê-la totalmente ocupada!
Bella admirou-se do interesse do rapaz por Irina e, naquele exato momento, um flash de luz quase a cegou, fazendo-a piscar. O fotógrafo fugiu e Alec a empurrou para dentro da limusine.
— Estou surpreso que Cullen não lhe tenha dado um guarda-costas também.
— Ele deu. Mas eu o dispensei esta noite — lamentou Bella com um suspiro.
Na manhã seguinte, depois de uma noite mal dormida, ela levantou-se para alimentar e vestir Toby e Connor, então voltou para a cama quando Irina chegou. Não haviam passado mais do que quinze minutos quando uma batida urgente a acordou de novo e a porta abriu-se com um rangido.
— O sr. Cullen está aqui, perguntando por você...
Bella saltou da cama, olhou-se no espelho, e quase soltou um grito de desespero. Seus cabelos pareciam um ninho de abelhas. Por que ele teria ido visitá-la numa hora tão imprópria do dia? Um olhar rápido para o despertador disse-lhe que já se passara metade da manhã, porque ela havia dormido mais tempo do que gostaria. Numa pressa frenética, escovou os dentes, lavou o rosto, vestiu uma roupa qualquer e saiu do quarto em direção à sala de visitas.
Mas Edward não estava lá. Estava no berçário, com os gêmeos e Irina.
Bella permaneceu à porta sem ser notada, penteando os cachos ruivos com os dedos. Gostaria de ter tido tempo para colocar alguma maquilagem e sapatos. Edward estava fazendo perguntas e Irina respondia com risinhos e olhares estudados, comuns às mulheres quando na presença de um homem muito sexy.
— Edward.
Ele virou-se e focalizou os incisivos olhos dourados nela.
Não havia um sorriso no rosto bonito. Enquanto ele a acompanhava à sala de visitas, Bella refletiu se sua interrupção fora bem-vinda.
— Você acha Irina atraente? — perguntou sem mais nem menos.
Um silêncio mortal se instalou e nada a persuadiu a encará-lo.
— Deixe-me ver se entendo! — começou ele, irado pela pergunta. — Você está me questionando se quero assediar a babá?
Bella corou violentamente.
— Não quis dizer isso...
— E claro que quis. A resposta é não. Jamais me envolvi com meu staffe dispenso-os quando tentam qualquer tipo de envolvimento que não seja profissional. Você foi a exceção... a única empregada que terminou em minha cama.
— E, considerando o resultado dessa exceção, tenho certeza de que é um risco que você não escolheria correr de novo.
Edward examinou-a com intensidade. Com a atração sexual que Bella exercia sobre ele, perguntou-se o que fazer com o que ela dissera. Não havia gostado do modo como ela o fizera se sentir antes, e realmente não gostava de sua atitude agora.
Mas sabia que repetiria o mesmo comportamento.
Com os delicados pés descalços e as unhas pintadas sobre o tapete, Bella parecia absurdamente jovem e inocente... até fitá-lo com aqueles olhos feiticeiros, os quais exerciam o mais pecaminoso efeito sobre a sua libido.
— Você esteve com Alec Volturi na noite passada. Explique.
Ela ergueu o queixo em tom de desafio.
— Perdão?
— Ele não serve como companhia para você.
— Sou adulta. Não posso acreditar que esteja me dizendo isso.
— Eu não a quero ligada a ele.
— Ninguém vai me dizer com quem escolho me relacionar.
O semblante de Edward era calmo quando respondeu:
— Eu vou... e se você não me ouvir, Volturi certamente ouvirá. Porque sou muito influente para que ele ignore.
— Você não ousaria — exclamou Bella com voz trêmula de raiva pela ameaça.
— Oh, acho que ambos sabemos que eu faria isso com prazer, minha querida— replicou Edward de modo provocativo. Ficara exasperado quando viu aquela foto no jornal da manhã. Infame Alec Volturi! Rumores ligavam Volturi a algumas festas em que ninguém era de ninguém, mas Edward não tinha intenção de contar isso a Bella, pois a imagem de "bad boy" aumentava o apelo sexual de Alec.
É claro que a coisa sensata a fazer seria contar a Edward que Alec estava interessado na maravilhosa babá francesa, pensou Bella. Mas o orgulho a impediu. E se Edward achasse que outro homem a cortejava, isso podia torná-la mais excitante e atraente aos olhos dele.
Edward era muito competitivo nos negócios. Naturalmente, seria competitivo no que dizia respeito às mulheres. Não era momento de lhe contar que Alec era muito convencido dos próprios charmes para atraí-la.
— Parece que você está esquecendo que conheci Alec na casa de seus avós.
— Meus avós mantêm a casa aberta para os amigos. Você não está numa posição de se descuidar das aparências.
Bella suspirou.
— E por que não? Por você ser um magnata grego?
— Ser vista na cidade com um segundo grego rico poderia sugerir que você está fazendo uma escolha lucrativa de estilo de vida.
Bella ficou irada com aquele insulto.
— Como você ousa?
— Ouso porque sua reputação importa a mim e a nossos filhos.
Ela cerrou os punhos, mas a referência aos gêmeos como algo que eles compartilhavam não lhe passou despercebida.
— Tenho direito de escolher meus amigos!
— Não — murmurou Edward, aproximando-se e pegando-lhe as mãos nas suas. — Você não mais é dona de si mesma.
— Tire as mãos de mim. Foi você que me preveniu para não tocá-lo.
Edward podia sentir a paixão vibrando no corpo delicado de Bella, e isso o excitou ainda mais.
— Gosto de um fator de risco - murmurou ele. Houve um silêncio então, enquanto o coração de
Bella disparava violentamente no peito.
— Mas estamos tendo uma briga...
— Não quero brigar com você.
— Preciso levar Toby e Connor para passear — disse ela apressadamente, lutando para conter a atração, que estava ameaçando seu autocontrole.
Liberando-lhe as mãos, Edward saiu do berçário, e reapareceu menos de um minuto depois.
— O que estava fazendo? — sussurrou Bella.
— Eu estava dizendo à nossa babá que os meninos precisam de um pouco de ar.
Bella piscou.
— Mas... por que você fez isso? Pelo amor de Deus, ela vai pensar que nós...
— O trabalho dela não é pensar sobre nós. Você tem preocupações tão ingênuas, minha querida.
— De modo algum!
Edward afrouxou a gravata e desabotoou o paletó; depois, tirou-o e jogou-o sobre uma poltrona. Bella arregalou os olhos.
— O que você está fazendo?
O celular de Edward tocou. Ele o abriu, olhou-o de modo deplorável, suspirou e desligou o aparelho sem cerimônia.
— Mas deve ser do banco e deve ser importante! — protestou Bella, enquanto ele tirava a gravata, e o estado de pânico dela adquiria enormes proporções.
— Meu Deus... você acha que sempre faço o que as pessoas esperam que eu faça? Algumas vezes, obedecer aos instintos naturais é mais certo que seguir as regras. Esta é uma dessas vezes.
Afrouxando o colarinho, ele passou para os botões da camisa.
— Pare!
— Se eu parar, vou embora... e procurar outra pessoa.
Pensar em Edward com outra mulher deixou Bella em frangalhos.
Somente a menção daquela ideia a fazia sentir que estava vivendo um pesadelo. Com a boca seca e trêmula, observou um torso bronzeado e musculoso aparecer entre as partes da fina camisa de algodão.
— Você está me ameaçando...
— Não, estou sendo brutalmente honesto, minha querida. Você acha que eu a esperarei para sempre? Ou você me quer ou não...
— Casar-se é...
— Não — interrompeu Edward. — Isto é muito mais básico. Não estou falando de casamento. Esqueça isso. Você não sabe o que quer e é tempo de saber. Quero ir para a cama com você, mas não quero uma tragédia em quatro atos depois disso.
O queixo de Bella tremeu, os olhos arregalaram-se e o rosto corou.
— Não gosto da ideia de você com outra mulher! — Ela deu-lhe as costas, sentindo raiva e dor por admitir isso.
Edward aproximou-se ainda mais. Havia tanto de herói conquistador naqueles olhos dourados que Bella sentiu-se tentada a liberar sua tensão, esbofeteando-lhe por um oportunismo barato. Lágrimas furiosas brilharam em seus olhos.
— Às vezes, eu o odeio tanto que tenho vontade de gritar! — exclamou ela.
Edward puxou-a para si com mãos fortes e determinadas.
— Eu sei... e é agradável estar com uma mulher que sente falta de mim — disse ele sem sombra de ironia.
Sentindo-se como uma pena batendo contra uma parede de aço, ela encostou a testa no peito largo. O aroma familiar da pele a fez tremer. Amava-o e detestava a si mesma por isso. Edward a encostara contra a parede e emergira triunfante com uma verdade que ela nunca quisera reconhecer: toda a sua orgulhosa independência estava destruída pelo simples pensamento de que ele pudesse satisfazer seu sexo poderoso nos braços de outra mulher.
Ele alisou-lhe os cabelos carinhosamente.
— Um mês é um tempo longo para mim... muitas duchas frias, infindáveis noites solitárias...
Bella podia sentir a rigidez da masculinidade contra o estômago. Com longos dedos entrelaçando seus cachos, ele procurou-lhe os lábios com uma sede voraz que fez os joelhos dela se afrouxarem. Carregando-a nos braços com facilidade, Edward a colocou no sofá e usou a língua para passar na boca erótica, enquanto apartava-lhe as pernas delgadas para explorar o tecido que escondia o ponto feminino mais secreto. Erguendo-lhe a blusa, deixou seus dentes roçarem os mamilos róseos e intumescidos, demorando-se ali enquanto ela mexia os quadris e ofegava, consciente de todos os seus movimentos. Toda sensação estava centrada no ponto úmido e quente da feminilidade. Ele afastou-lhe os joelhos e abaixou-lhe a calcinha. Não podendo se conter, Bella enterrou as mãos nos ombros largos e puxou-o contra si, levada por um desejo tão poderoso que a consumia.
— Não pare — implorou ela freneticamente quando ele ergueu a cabeça.
Com olhos apaixonados, Edward murmurou:
— Não quero mais tolices sobre amizade. — Ele a posicionou no canto do sofá. — Sem referências a dever ou amor. Deixe isso ser puro divertimento para nós.
Bella não se permitiria pensar no que ele estava dizendo. Seu corpo estava em brasa, a cabeça parecia girar. Sabia que o escrúpulo iria matá-la, mas estava preparada a pagar o preço. Mergulhou no calor do momento de corpo e alma. O que se seguiu foi a mais selvagem e mais quente excitação que ela jamais sonhou poder experimentar e, no auge, atingiu um clímax intenso e poderoso.
Depois, aninhou-se em seu corpo, imaginando vagamente se estava no paraíso, tentando não ficar chocada pelo fato de que ambos estavam ainda usando a maior parte de suas roupas.
— Eu precisava disso — confessou Edward com voz rouca, procurando e exigindo um beijo apaixonado que demonstrava um desejo renovado. Ele riu quando ela o olhou com expressão confusa. — Eu realmente precisava disso, minha querida, e preciso de muito mais ainda.
Ele a ergueu nos braços, posicionou-lhe as pernas m volta de sua cintura e carregou-a para o quarto.
— Mas e se...
— Nossos filhos já estavam dormindo antes de você começar a gritar de prazer. — Edward pressionou a boca quente na pele sensível atrás da orelha e começou a fazer algo tão erótico que Bella gemeu.
— Eu não gritei — defendeu-se quando ele a colocou sobre a própria cama.
— Então gritará desta vez. — Com movimentos lentos e sensuais, Edward desnudou-a, removendo-lhe a saia e a blusa, tirando-lhe das mãos o edredom que Bella segurava para tentar esconder a nudez. — Não sou um menino irresponsável. Cuido de tudo que gosto.
— Edward! — gritou ela, erguendo-se para abraçar os joelhos. — Eu não posso.
— Por favor — sussurrou ele, fitando-a com desejo.
— Isso me faria sentir-me uma desavergonhada.
— Impudica no quarto funciona bem para mim, mas somente se for você.
Ela fechou os olhos e dobrou os joelhos; então, deitou-se com relutância.
— Você pode corar em lugares que eu não sabia que era possível corar — murmurou ele, ajeitando o corpo delgado de Bella numa pose mais ousada. — Mas, se não olhar para mim, eu vou me sentir um voyeur. — Ela hesitou, então ergueu os cílios. — Isto é perfeito — elogiou Edward, delicadamente colocando-lhe as mãos na lateral do corpo quando Bella tentou cobrir suas áreas mais interessantes. — Você é tão bonita!
— Não, não sou — retrucou ela com teimosia.
— Para mim, você é — insistiu ele, admirando as delicadas curvas e questionando por que aquele era o momento mais erótico de sua vida.
— Realmente não sou.
— Claro que é. Você é toda proporcional fisicamente. Seus cabelos têm uma cor deslumbrante e o nariz é levemente adunco, mas combina com seu rosto. Gosto de seus olhos e de sua boca — sussurrou Edward, tirando a camisa e despojando-se do que restava de suas roupas.
— Mais alguma coisa? — Bella não estava muito lisonjeada sobre o nariz levemente adunco, mas o entusiasmo dele era inegável.
— Você é bem natural. — O olhar de Edward a devorava com ousadia. Ele a puxou para si e, com visível satisfação, passou os dedos longos sobre os seios que arfavam. — Não há nada artificial em você. Metade do tempo nem sequer usa maquiagem.
— Tudo é tão físico com você — murmurou Bella, trêmula.
— Você vai se acostumar com isso e aprender a gostar dessa maneira. — Ele brincou com um dos mamilos intumescidos e recebeu um suspiro receptivo dela. Bella tremeu quando a boca sensual de Edward percorreu a pele suave de seu pescoço.
— Mas...
— Sem "mas" — interrompeu e inclinou-se sobre ela de maneira possessiva. — Dessa vez faremos isso do meu jeito. Simples, direito, nada desordenado.
Os olhos de Bella marejaram. Recusava-se a acreditar que o relacionamento dele com Victória se baseara em sexo franco e direto. Ele amara a esposa. E jamais a amaria do mesmo modo. Quando ela lhe dissera que o amava na Irlanda, Edward a dispensara mais rápido que a velocidade da luz, porque a confissão o havia deixado desgostoso.
Edward podia senti-la tensa, tentando impor algum espaço entre eles, e não gostou disso. Beijou-a e abraçou-a com força, empregando todas as habilidades eróticas de seu considerável repertório de carícias.
Eles fizeram amor repetidamente, até que Bella ficou tão letárgica que mal podia manter os olhos abertos. Era como se ele não pudesse obter o suficiente dela. A despeito da dor que feria no fundo de sua memória, ela não podia deixar de ficar excitada pela mera força do desejo de Edward.
Ainda estava meio adormecida quando percebeu que ele não estava mais a seu lado. Com os cabelos acobreados ainda molhados do banho, Edward estava inteiramente vestido, dando um nó na gravata de seda.
— Você está indo embora? — sussurrou, surpresa.
— Uma reunião foi reagendada para substituir a que faltei hoje mais cedo. TenhoTenho de estar em Roma amanhã e de lá vou a Hong Kong — admitiu ele, observando o reflexo dela no espelho, despenteada, de modo muito sexy.
Bella ficou consternada e sentou-se na cama, sentindo-se terrivelmente desamparada e abandonada.
— Quando você volta?
Edward suspirou, questionando-se por que a óbvia inquietação de Bella sobre a sua viagem agia sobre ele como um tiro de adrenalina. Ela não queria que ele partisse e não podia esconder isso. Sentimentos de posse e carência geralmente o repeliam, deixando-o frio como gelo. Mas, quando Bella pareceu triste pela perspectiva de perdê-lo por alguns dias, ele não pôde evitar uma onda de satisfação interior.
Na verdade, aquilo o deixava feliz. Por um momento, perguntou-se por que, mas então reconheceu o quanto aquele sentimento era bom para a estabilidade dos filhos de ambos. Todavia, seu semblante bronzeado não revelou aquele raro momento de autoexame.
— Não sei ao certo. Ligarei.
Bella assentiu como uma marionete.
— Não foi bom? — Edward deu-lhe um sorriso brilhante. — Sem estresse, sem pressão. É assim que eu sempre quis que fosse entre nós, minha querida.
Bella ouviu a porta da frente bater quando ele saiu.
Edward se fora e o apartamento estava silencioso.
Como ele sempre quis que fosse: muito sexo, sem amor, laços ou exigências.
Ele se sentia muito mais feliz do que quando lhe propusera casamento. E por quê? Bella havia concordado com os seus termos e, sem se dar conta de como acontecera, estava agora fazendo papel de amante. Seus olhos encheram-se de lágrimas. Reprimindo-as, perguntou-se como aquilo ocorrera e por que estava planejando fazer algo a respeito.
Comentemmmm!!!! Quero saber o que estão achando!!!Bjim!
