Boa Leitura!!!
Capítulo 8
Com um raro sorriso nos lábios e uma enorme caixa de presente nas mãos, Edward entrou no elevador do edifício de apartamentos de Bella.
Embora detestasse surpresas, sabia que ela as adorava... e mal podia esperar para ver-lhe a expressão quando percebesse que ele estava de volta a Londres 36 horas mais cedo do que o anunciado. Havia trabalhado longas horas para conseguir essa façanha.
Durante os oito dias no exterior, passara uma noite inteira comprando... e detestava compras.
Apreciara as lojas de brinquedos, esperando que Bella fosse tão fácil de agradar quanto seus filhos. Arqueou as sobrancelhas, perguntando a si mesmo se dessa vez fizera a coisa certa. Era irônico que soubesse exatamente do que Bella gostava. Muito antes da separação dos dois, Edward frequentemente encontrara-se vendo alguma coisa e pensando que Bella teria adorado aquilo, fosse uma vista panorâmica, uma música, uma peça de roupa ou uma brincadeira. Não tinha ideia da razão de sempre ter entendido os gostos dela tão bem. Talvez ouvisse melhor do que a maioria dos homens e possuísse uma memória de elefante, além de ser muito observador. Mas, na época em que estivera com Bella na Irlanda, tinha realmente gostado de comprar-lhe presentes e observar os lindos e expressivos olhos castanhos se maravilharem.
Antes de conhecê-la, seus funcionários costumavam comprar os presentes que ele dava às mulheres, e tais presentes sempre foram muito caros e impessoais. Dessa vez, ele fora cuidadoso ao escolher o que daria a Bella. Vira alguns artigos que sabia que ela adoraria. Não comprou nenhum cartão gracioso, nenhuma flor, nada que pudesse arriscar dar a ela uma ideia romântica e levá-la a fazer acusações, ou ficar desapontada. Portanto, optou por lingerie de renda Chantilly. Afinal de contas, não havia nada errado com egoísmos desse tipo. Também esperava que o pingente de platina e diamante com a inicial "B" que comprara em uma das joalherias mais caras do mundo pudesse exorcizar de modo mágico seu hábito de rascunhar a mesma letra todas as vezes que tinha uma caneta nas mãos.
Destrancando a porta do apartamento com a sua chave, Edward ficou surpreso com o barulho de música, tocando tão alto que estremecia a estrutura do teto. Não sabia que Bella era fã de rock, mas ficou satisfeito com o fato de que ela evidentemente estivesse em casa. Foi direto para a sala de visitas, e não a encontrou, mas a evidência de uma garrafa de champanhe vazia sobre a mesinha de centro sugeria que ela estava se divertindo.
Onde?
Uma peça de roupa jazia no chão de pedra do corredor que dava para o resto do apartamento. Edward abaixou-se para pegá-la. Era uma camisa roxa de homem e não era uma das suas. No exato segundo em que fez a dedução, parecia que o mundo inteiro desabara sobre a sua cabeça. Começou a transpirar e toda a sua magnífica estrutura física enrijeceu. A incessante batida da música parecia destruí-lo cada vez mais. Através da porta à esquerda, ouviu um som de lamúria que superava o nível da música. Toby e Connor estavam chorando.
Embora o instinto paternal o impelisse a ver o que estava acontecendo com os filhos, seu olhar selvagem voltou-se para a porta em frente, a qual se encontrava escancarada no quarto de Bella. Ele ficou na soleira e viu o casal nu sobre o colchão. Reconheceu Alec Volturi primeiro, e estava prestes a tirá-lo da cama e golpeá-lo até a morte quando notou que a mulher na cama definitivamente não era Bella. Era Irina, a babá, envolvida num ato sexual que Bella ainda não era madura o suficiente para conhecer. Edward sentiu um imediato desgosto e alívio ao mesmo tempo. Quando desligou a música alucinante, notou um fino pó branco espalhado na penteadeira. Ficou branco de raiva e repugnância.
— A festa acabou. Saiam imediatamente daqui, antes que eu chame meus seguranças para expulsá-los do jeito que estão!
Alec tentou fazer uma apologia risonha em grego.
Edward o ignorou e disse-lhe que, se não fosse embora dentro de minutos, chamaria a polícia. Entrou no berçário, onde um olhar para os rostinhos inchados e vermelhos dos meninos indicava que seus filhos
estavam chorando há muito tempo. Furioso, ele cerrou os punhos. Acariciou os gêmeos, que o olharam com expressão grata. A visão do abandono das crianças tocou-lhe o coração e suas mãos tremeram. Por alguma razão inexplicável não podia deixar de reviver aquele momento doentio quando realmente acreditou que Bella podia estar na cama com outro sujeito.
Fazendo sexo com alguém mais, traindo-o, enganando-o. A transpiração umedeceu sua pele, o que foi um prelúdio da forte onda de náusea que o assolou. Correu para o banheiro para vomitar. Meus Deus, qual era o problema com ele? Nunca ficava doente. Teria contraído alguma infecção?
Apenas dez minutos antes, estava nas alturas, depois de uma viagem bem-sucedida e com a aprovação de todo o seu staff.
Viajara direto do aeroporto para ver Bella e as crianças. A cena sórdida que presenciara havia ferido todos os seus princípios: uso de droga numa propriedade sua, um sujeito sujo como Volturi ousando profanar o quarto de Bella, a babá negligenciando seus filhos. Mas aquilo o teria deixado fisicamente doente?
Um dos gêmeos soluçou, tirando-o de sua confusa introspecção. Bella não estivera na cama com ninguém, recordou-se exasperado. Mais tarde, estaria na cama com ele, em sua cama em Dove Hall. Aquilo não era negociável. Fora paciente demais. Mas agora tomaria conta da situação da maneira que deveria ter agido desde o início.
Contemplou os filhos com admiração. Estavam sem uma babá. Onde estava Bella? Ele podia telefonar-lhe, ou pedir reforços por telefone. Ou podia cuidar dos filhos por algum tempo. Decidido, tirou os garotinhos dos respectivos berços. Estavam molhados e era necessário trocar-lhes as fraldas. Quando teriam comido pela última vez?
Mais uma vez, pensou em pedir reforços profissionais, mas a consciência pesou. Seria cruel deixar estranhos lidarem com eles logo após o que haviam sofrido. Depois de tirar o paletó, a gravata e as abotoaduras de diamante, encontrou fraldas e roupas limpas para os gêmeos e dedicou-se ao trabalho.
Duas horas depois, ligou para Cyrus e pediu-lhe que fosse apanhá-los com a limusine.
— Não pergunte — avisou Edward quando o chefe da segurança foi presenteado com Toby embrulhado somente numa fralda e uma manta de lã.
Connor estava em estado similar. Mas foi Edward que levou a pior: água de banho, manchas de chocolate, farelo de biscoitos, leite e suco derramado haviam destruído sua usual elegância.
Quando as crianças estavam seguras em suas cadeirinhas no carro, ele soltou um profundo suspiro e relaxou pela primeira vez em duas horas.
Então adormeceu. A limusine já estava a caminho de Dove Hall quando Edward pegou o celular para ligar para a mãe dos gêmeos.
— Você é uma garota bondosa. — Elizabeth Cullen alisou a mão de Bella num gesto afetuoso. — Espero que consiga esse emprego.
— Mesmo assim, Edward ficará furioso.
Naquela manhã, Bella fora a uma entrevista para a função de recepcionista numa agência de imóveis de alto padrão. Depois, encontrara Elizabeth e acompanhara-a ao dentista.
Almoço e compras foram as outras atividades.
— Um pouco do que ele não gosta fará bem a Edward — murmurou a avó alegremente. — Posso imaginá-lo pedindo-a em casamento por obrigação e você recusando. Fez muito bem em não aceitar, garota. Ele é um Cullen e um banqueiro. Surgirá com uma oferta melhor. Uma relação mais estável.
— Veremos — replicou Bella incerta.
Agora, beijando a avó de Edward em uma das faces, prometeu visitá-la em breve com as crianças e despediu-se.
No momento em que Edward ligou, ela estava entrando em seu apartamento. Franzindo o cenho, perguntou:
— Como assim, os gêmeos não estão aqui?
Em poucas palavras, Edward descreveu a cena que havia encontrado. O coração de Bella quase parou. Estava horrorizada, pois havia passado o dia inteiro fora.
— Irina parecia tão boa — murmurou ela.
— Infelizmente, isso não significa que ela fosse uma pessoa responsável. Talvez fosse jovem demais para o trabalho.
Tendo assegurado a Bella que os filhos estavam bem, Edward sugeriu que fizesse uma mala com tudo de que ela e as crianças precisariam para um fim de semana em Dove Hall.
— Você está me culpando por isso? — sussurrou ela.
— Não. Mas não deixarei que isso aconteça novamente.
Enquanto arrumava a mala, Bella perguntou-se o que ele quisera dizer com aquele comentário final. Ela não havia escolhido Irina para o emprego?
Quando estava prestes a deixar o apartamento, encontrou a sacola que Edward deixara no hall e os presentes desembrulhados. Lágrimas marejaram-lhe os olhos enquanto prendia o pendente de diamante em voltado pescoço. Examinou a lingerie com o rosto corado e enfiou-a rapidamente na sacola de fim de semana, junto com os brinquedos comprados para os meninos.
Desesperada para se reunir aos filhos, Bella entrou na casa de campo e subiu direto para o berçário. Toby e Connor dormiam tranquilos nos berços e ela se sentiu um pouco tola por suas preocupações. Entretanto, não podia deixar de pensar que algo mais sério poderia ter acontecido a seus filhos.
Edward estava ao telefone na biblioteca, e gesticulou para ela que se sentasse. Bella olhou pela janela e admirou as luxuriosas colinas verdes e o lago sereno. Então deu uma olhada para Edward.
Que homem bonito!, pensou. Enquanto ele estivera no exterior, ela disse a si mesma que havia recuperado o controle de seus sentimentos, concluindo que o amava num nível razoável, mas não obsessivo. E agora uma única olhada para aquelas feições esculpidas a informou que havia se iludido. Ele ainda a fazia sentir-se tonta e ofegante como uma adolescente.
— Toby e Connor parecem tranquilos mesmo com toda essa confusão — comentou ela.
— Você não diria isso se os visse quando chegamos aqui — admitiu Edward. — Encontrei-os chorando no apartamento, com fome e sem banho. Tomei conta deles por algumas horas.
— Por que não me telefonou? Eu teria voltado imediatamente.
— Por alguma razão, achei que você voltaria logo e... eu sou o pai. Pensei que fosse capaz de cuidar deles por uma ou duas horas. O orgulho vem antes da queda. Não sou capaz.
Bella estava atônita e sensibilizada com o fato de que ele tivesse tentado.
— O que aconteceu?
Após o pesadelo de banhar os gêmeos, Edward tinha achado impossível colocar roupas naqueles minúsculos corpos que se contorciam. Quando tentou alimentá-los, tudo que lhes ofereceu foi rejeitado a favor dos biscoitos de chocolate que ele mesmo estivera comendo. Incapaz de obter os biscoitos de volta, rendera-se aos gritos e cedera.
— Pelo menos você tentou — disse Bella, tocando no brilhante pingente no pescoço, e com os olhos castanhos brilhando de apreciação. — Adorei o pingente. É belíssimo. Eu gostaria de estar em casa quando você chegou de viagem.
Examinando-a, Edward saboreou o prazer e a aparência dela. Gostou do jeito como estava vestida. Numa saia cinza reta que combinava com o suéter de gola alta, e sapatos de salto alto, parecia encantadoramente pequena, feminina e bonita.
— Agora temos algo mais importante a considerar. Tentei lidar com o nosso relacionamento nos seus termos e não está funcionando.
— Está me culpando? Não vê que me sinto muito mal também? Você me preveniu sobre Alec e não escutei... e ele já tinha me dito que estava interessado em Irina.
— Você sabia disso? Pensei que era em você que ele estivesse interessado.
— Não, não era — confessou Bella, enrubescendo. Aquele pequeno ponto esclarecia tudo e Edward parecia sério.
— Serei franco. Quero meus filhos vivendo comigo, onde há empregados adequados para assegurar que o ocorrido de hoje nunca mais se repita.
— Mas isso não é possível — protestou Bella.
— É possível se nos casarmos. E não estou pedindo desta vez. Estou lhe comunicando. Ou você se casa comigo, ou lutarei contra você pela custódia das crianças.
Totalmente chocada, Bella o olhou boquiaberta. Não podia acreditar que ele estivesse falando sério. Da última vez em que estivera com Edward, ele a havia tratado como amante, e agora aquela intimidade maravilhosa desaparecera por completo.
— Não acredito que você esteja me ameaçando.
— Toby e Connor merecem coisa melhor do que estamos lhes dando. Se posso desistir de minha liberdade, você também pode.
Ela cerrou os punhos, nervosa.
— Mas e se eu não quiser ser o seu sacrifício?
Os olhos dele gelaram.
— Não há campo para negociação a respeito disso. Já comecei a fazer os arranjos para o casamento.
Os olhos castanhos cintilaram de raiva e descrença.
— Bem, então, só resta a você desfazer os arranjos.
— Por que eu faria isso? E por que o grande drama? Afinal, minha querida, você está dormindo comigo, de qualquer modo.
Bella ergueu o queixo em tom de desafio.
— Não ouse jogar isso na minha cara!
Edward sempre ficava insensível em situações de conflito. Mas, de repente, foi tomado por uma raiva que poderia ter levantado o teto de uma casa.
— Atirar o quê? A verdade? Se você estivesse em casa quando cheguei hoje, teria ido para a cama comigo. Negue isso se for capaz, mas não acho que precisamos de testemunhas para provar o que falei!
Bella empalideceu. Sentia-se terrivelmente humilhada. Era verdade. Nunca fora capaz de resistir à sedução de Edward e teria dormido com ele novamente. Mas ser confrontada por aquele ato mortificante acabava com seu orgulho. Recusando-se a encará-lo, comprimiu os lábios.
— Sabe onde estive esta manhã? Fui a uma entrevista para um emprego.
— Você passa todos os minutos do seu dia imaginando como me irritar? Um emprego? Por que tenta rejeitar tudo que tento fazer por você?
— Tudo que quero é ser independente.
— Esqueça. Nunca pensei que diria isso, mas precisamos voltar ao básico ultrapassado. Não quero uma parceria compartilhada ou uma amante eventual. Quero uma esposa. Há boas razões pelas quais devemos nos casar, entre elas porque temos dois filhos e ambos gostamos muito de sexo — disse ele com ironia. — E, da próxima vez que compartilharmos uma cama, eu serei seu marido!
Bella lhe lançou um olhar de desafio.
— Você realmente brigaria comigo pelos gêmeos no tribunal?
— Se isso é necessário para fazê-la ter bom senso, sim — declarou sem remorso. — Acho que está agindo de maneira irresponsável.
— Não, não estou.
— Talvez você ainda não tenha maturidade suficiente para ver o que vejo. Toby e Connor precisam de estabilidade e de seus pais juntos. Sei o quanto valem essas vantagens. Acredito que posso fazer diferença na vida deles, e estou determinado a tentar.
Bella engoliu em seco. Aquela ameaça feria seu senso de justiça. Edward realmente tentaria separá-la dos gêmeos? Ou estava apenas blefando? Ele se importaria com a dor que um processo como aquele causaria nela? Queria direitos iguais sobre os filhos, e nesse ponto tinha razão. Se não estava mais preparado para uma conciliação, somente o casamento lhe outorgaria tais exigências.
Nos últimos meses, ela vinha observando de longe como Edward crescia de um pai relutante para um pai comprometido.
Dedicava boas horas de seu tempo para estar com Toby e Connor e conhecê- los melhor, aprendendo a amá-los. Na verdade, Edward havia conseguido formar laços com seus filhos. A ideia fez Bella tremer de leve. Não podia mais ver sua família como uma trindade. De repente, sentia-se temerosa e insegura. Incerta também quanto a seu papel na vida de Edward. Os gêmeos seriam sempre filhos dele, mas ela não tinha tal segurança de posse.
Não era consolo algum reconhecer que acabara na cama dele por não poder aceitar a possibilidade de Edward ter um caso com outra mulher.
Na verdade, Edward a levara com espantosa eficiência a fazer exatamente o que ele queria. Realizar seus objetivos era o que fazia de melhor. Mas e se agora o objetivo fosse partir e levar as crianças junto?
Observador sagaz, Edward podia sentir a tensão emanando de Bella.
Não diria nada que pudesse diminuir a pressão sobre ela. Tendo chegado a uma decisão, estava convencido de que precisava ser cruel para ser bondoso.
— Estou chocada com o fato de que você tenha me ameaçado para me persuadir a fazer o que você quer — disse Bella, fitando-o com expressão de raiva.
Edward estudou-a por um momento.
— Sem comentários.
— Não me esquecerei disso. — Engolindo em seco, Bella dirigiu-se para a porta. — Eu lhe darei uma resposta amanhã.
Saindo, bateu a porta. Edward descobriu que queria esmurrar alguma coisa. Ela era a mulher mais teimosa que já conhecera. O que precisava pensar, afinal? Ele fora bem claro e simples em sua explanação. Qual era a dificuldade em tomar uma decisão imediata? Ela estaria deliberadamente fazendo-o esperar por uma resposta? Serviu-se de um brandi. Um emprego?
Por que Bella queria trabalhar? Enquanto sorvia a bebida que lhe ardia a garganta, Edward questionou-se por que ela nunca fazia o que ele queria, exceto na cama. Imaginou-a num ambiente de escritório. Alguém tão cheia de vida e energia como Bella seria popular. Ela possuía uma mente ágil e uma língua ainda mais ágil. Trabalhava duro e aprendia rápido. E era muito sexy...
Edward comprimiu os lábios. O fato de não ter o costume de assediar funcionárias não significava que outros homens fossem tão escrupulosos quanto ele. Mais de um sujeito provavelmente a acharia atraente. Ele imaginou os lobos sexuais rodeando Bella enquanto ele estivesse fora do país a negócios. Serviu-se de mais uma dose de brandi. A ideia era insuportável. Não queria que aquilo acontecesse jamais.
Antes de perceber que a mulher na cama não era realmente Bella, teve gana de matar Alec Volturi a sangue frio. Finalmente aceitava que, no que dizia respeito a Bella, era tremendamente possessivo. Queria saber que ela era exclusivamente sua e esta era a razão pela qual casamento era a única opção que estava pronto a considerar.
Bella saboreou um jantar frugal em seu quarto bonito. Tinha pouco apetite.
Estava furiosa com Alec e com sua ex babá Irina pelo que haviam feito, pondo as crianças em risco. Sentia-se imensamente grata em razão de o destino ter trazido Edward de volta a Londres antes do previsto, e por ele ter pegado o casal culpado e os dispensado de maneira sumária. Quanto tempo Irina e Alec vinham se comportando daquela maneira sem que ela tivesse conhecimento?
Quando foi para a cama, Bella permaneceu acordada e preocupada. Mas não tinha dúvida sobre a resposta que teria de dar no dia seguinte. Por duas boas razões, ela se casaria com Edward. Primeira e principal: não podia suportar o risco de perder a custódia dos filhos. Edward seria um oponente amedrontador, rico e poderoso. Seria um inimigo e tudo aquilo se transformaria num desastre total. O fato de que o amava a fazia sentir vergonha. Mas ele logo aprenderia que Bella não tinha nenhuma intenção de fechar os olhos para a sua coerção, agindo como uma esposa adequada.
De jeito algum, refletiu amargamente. Ele podia ganhar a disputa, mas isso não significava que havia vencido a guerra.
Quando Bella levantou-se na manhã seguinte e descobriu que Edward já havia saído para trabalhar, como se nada tivesse acontecido, ficou furiosa.
Assim que acabou de lidar com as necessidades de Toby e Connor, ligou para o número privativo do telefone dele. Edward dispensou o staff agrupado em volta de sua mesa e mentalmente desligou-se da crise na bolsa de valores que o forçara a ir para o escritório ao romper da aurora.
— Diga, meu amor — cumprimentou-a alegremente. — Eu estava fazendo planos para a minha despedida de solteiro.
Até aquele ponto, Bella havia se sentido insensível, mas no instante em que ele falou aquilo, enfatizando que nunca duvidara de qual seria a sua resposta, ela quis desligar o telefone e esbofeteá-lo.
— Sem gracinhas, Edward!
Ele rabiscou um B no bloco de anotações à sua frente, e circulou a letra com um gigantesco C
— Tão ocupado como estou atualmente, uma despedida de solteiro parece muito improvável. Pensei que uma piada pudesse melhorar seu humor.
— Não brinque com o que disse ontem à noite. Você não me deu uma chance e esta é a única razão pela qual vou me casar com você.
— Esta é uma notícia fantástica — disse ele com uma entonação de voz confiante e positiva, como se ela tivesse dito que mal podia esperar para vê- lo no altar. — Vamos pedir uma licença especial. Nosso casamento será realizado em duas semanas — murmurou ele. — O organizador de casamento trabalhará com meu staff, portanto, pode concentrar as energias em escolher seu vestido de noiva.
— Nenhuma ideia a oferecer nesse sentido?
— Eu adoraria vê-la de branco, minha querida. Branca da cabeça aos pés, em qualquer estilo. Será um casamento muito tradicional. — Edward meneou a cabeça em direção aos frenéticos sinais que dois de seus executivos estavam fazendo da porta do escritório. — Desculpe-me, mas o helicóptero está aqui para me levar ao aeroporto. Posso não estar de volta muito antes do casamento, mas prometo que telefonarei para você todos os dias.
Aeroporto? Para onde ele estava indo? Bella quis perguntar, mas foi deixada com uma linha de telefone desligada e um ataque de raiva e frustração. Poucos minutos depois, ligou o noticiário da televisão e descobriu sobre a crise na bolsa de valores.
Ahhh vai ter casamentoooo! Alguém sentiu aí que o Edward quase morreu de ciúmes quando pensou que a Irina era a Bella?? Uhhh mas a Bella não vai facilitar pra ele não! Afinal ela foi chantageada para se casar com ele! Ah se eu tivesse no lugar dela! Casaria feliz da vida!kkkk comentemmm! Quero saber o que estão achando! Ah e estamos na reta final ! Então Comentemmm!
