Depois que tiramos a tal foto que a revista pediu, todo mundo saiu pra um lado: Chizuru foi pra casa do namorado, em Chiba, Jun correu pra uma casa de massagem coreana, a capeta escapou pra qualquer lugar, meu pai foi encontrar a peguete dele aqui em Shibuya e eu resolvi ir pra casa. Em menos de cinco minutos as vagas de carro que pertenciam às meninas, meus sapatos e os de meu pai se encontravam vazios. Coloquei meus fones de ouvido e meus óculos escuros que comprei ali perto (Obrigado Chizuru pela dica!) e me deixei fazer parte da massa. De repente eu recebo uma ligação de um número desconhecido.

- Alô?
- Ah! Ryou-san! - a voz parecia ser de Takato - tudo bem?
- Creio eu que sim, e ai? - passei meu bilhete na catraca.
- Estou bem, sim. Tem algo para fazer mais tarde?
- Tarde mais ou menos que horas? - perguntei olhando a tabela de horários e plataformas dos trens.
- Umas nove da noite, creio.
- Hm... Eu estava pra ir dar um rolê na noite, tem algo melhor?
- Katou-san teve a ideia de chamar os tamers lá em casa pra tomar um café, já que você e os Lee estão aqui na capital. Que acha?
- Vai todo mundo?
- Sim.
- Inclusive o demônio? - perguntei, confuso com qual trem eu devia pegar.
- Se refere a Ruki?
- Sim.
- A menos que ela cancele na última hora, ela vai vir. - ele falou, e ouvi ele digitar. - Ouvi falar que a Jun anda enchendo o saco de vocês.
- É... Bem, é a Junnie, acho que faz parte do contrato dela encher minha paciência. - falei, correndo pra plataforma e pegando o trem quando abria as portas.
- Não diga isso, Ryou-san. - ele falou com pena. - Ela gosta de você.
- Não parece.
- Haha, não mesmo. Mas enfim, vais vir?
- É... Vou tomar um banho e comprar um rivoltril e apareço sim.
- Sei que é pessoal, Ryou-san, mas qual é a dessa coisa com a Ruki? - ele perguntou, um pouco temeroso.

Respirei.

- Não está nas revistas?
- Horário de almoço, eu juro.
- Certeza? - tentei confirmar.
- Me fala mais da Reika! - e peguei a ideia dele.
- Bem... - as portas do trem se fechavam - Eu não sei. Ela começou a me tratar mal naquela festa de natal e eu apenas dei procedência. E foi indo, indo, indo, ela me xingando e eu xingando ela que chegou a um ponto em que eu realmente a odiava.
- É isso? Foi uma TPM dela que te fez ficar assim?
- Olha Matsuda, se você vai dar uma de Junnie e me shippar com ela, melhor ir parando. - despejei.
- Não estou te shippando, eu vou deixar isso pra Jun fazer. Eu quis te perguntar porque vocês dois de bunda virada meio que impede de juntar os tamers num lugar apenas sem que tenha algum bate-boca. - ele falou, com um tom sério e decepcionado. - Eu convivo com a Ru...REIKA faz mais de dez anos e eu sei como ela pode ser um porre quando ela quer, mas ela é uma tamer, e acima disso, ela é nossa amiga-
- Sua amiga, na realidade.
- Não estou errado, é nossa, sim. Ou você não teria ligado pra ela. - xeque.
- Mas como...
- Mulheres, sabem como elas são. - ele deu uma risadinha. - Eu vou te poupar das palavras exatas, mas no geral ela falou pra Katou-san e ela falou pra mim.
- Ah, vocês dão um casal e tanto. - ironizei.
- E por isso vamos nos casar! - ele exclamou.
- Quanto amor...
- Enfim. Que tal você dar uma chance pra Ela?
- Chance? Pra quê, ela me esculachar me chamando de lixo, pedreiro de templo e os carambas?
- Ryou-san, vocês também não precisam ser Romeu e Julieta, mas ajam que nem adultos que somos. Respeite.

Suspirei. Eu descia aqui, em Yoyogi.

- Certo. Não garanto total bandeira branca, mas eu vou tentar baixar minhas armas. - falei por fim.
- Especialmente a do meio das pernas, a Jun me mandou as fotos e eu tive de editar todas pra esconder aquele tarugo gigante. - Ele falou com ironia.

Corei imediatamente, ao ponto de esquentar todo meu rosto e minhas orelhas. Eu fiz o meu melhor pra esconder dela, e fiquei aliviado que ela não falou um A sobre, mas fiquei sem entender porque tanto a Jun, Chizuru e meu pai ficaram com aquela cara de tentar esconder o riso. Eu avisei, meninas, não joguem o cabelo, isso mata um!

- Você realmente não tem medo de morrer, né não? - Falei entrecortado, tentando achar minha voz na vergonha.
- Eu sei como se sente, de vez em quando até eu caio nesse truque do cabelo. Katou-san enrola ele no lápis e olha... Enfim. Vai vir hoje?
- Vou, sim. Contanto que isso fique entre a gente...
- Katou-san não sabe de nada, juro pelo brasão do digihazard.

Saí da estação, me deparando com o céu azul e claro da tarde.

- Ok, me passa o endereço depois, ok?
- Certo. Até mais!
- Até.

E desliguei o telefone.
Parando para pensar, foi realmente e basicamente isso que aconteceu. Eu cheguei com um sorriso e ela com quatro pedras em cada mão e eu revidei.
Mas eu percebi que isso também era relativo. Quando ela estava calma, mesmo eu querendo arrebentar ela, me fazia ficar calmo. Não aquele calmo de quando você perde o olhar na pessoa, mas aquele calmo de calmo mesmo, que você consegue ouvir o barulho das nuvens e com ela do lado pensar em dias azuis e ondas calmas. Não com ela, mas ela me passava isso. Era... Como ouvir Jazz ao vivo numa segunda às três da tarde depois de uma manhã horrível e o dia nublado e borrado. Parece estranho, mas é assim mesmo.
Procurei um jazz na minha lista de mp3 e deixei tocar enquanto atravessava vagarosamente o parque de Yoyogi sob o céu das quatro, começando a ter seus tons pálidos de laranja lá no horizonte, onde meus olhos alcançavam, além da selva de pedra e cinzas que era essa cidade.

Era umas quinze pras nove quando cheguei no apartamento do Takato. Ele me recebeu equilibrando uma bandeja de macarons feito em casa - cortesia da muito-em-breve-futura-mulher dele.

- Takato-kun, quem é? - ela falou da sala.
- Ryou-san!
- Licença... - falei alto o suficiente. E ela me respondeu "entre, já é de casa!"
- Me desculpe, mas entra ai! - ele abriu a porta e deixou que eu passasse.

Ele me deixou avisado, de antemão: "ela já está aqui, e lembre-se, você me prometeu." Ele falou baixinho. Eu afirmei com a cabeça e pigarreei baixinho, enquanto arrumava a camisa. Entrei na sala e me surpreendi com o abraço apertado vindo de uma menina de cabelos rosados.

- Ryou-nii-chan, que saudades! - e me abraçou, os braços fininhos se apertando em mim, enquanto que o rosto se enterrava no meu peito.
- Ah! - lembrei do nome dela. - Shiuchon! Você cresceu!

Me assustei. Lembro dela menina, de oito anos, pequenina, que o Jenrya protegia como um cristal. Hoje parecia outra: continuava pequena e de cabelo curto, mas tinha mais ar de uma mulher do que uma menina. Também, assim como para todos, o tempo passou pra ela também.

- Quantos anos têm agora, Shiuchon? Parece outra! - fui sincero
- Tenho dezoito, faço dezenove daqui duas semanas! - ela falou, feliz. - E Ryou-san, você não mudou quase nada, só cresceu e esqueceu de fazer a barba!

Eu ri e ela me soltou.

- É, eu esqueci. Tive um dia um bocado complicado. Você sabe... Vida de adulto.
- Deve ser dureza mesmo. - Ela falou - Mas esquece isso e vem com a gente!

E ela foi pro sofá, sentando-se perto do irmão. Não me assustei muito com Jenrya, ele continuava o mesmo, porém maior, com o cabelo de sempre e de óculos, parecido com o de Chizuru. Demorei pra reconhecer o casal perto de Katou Juri, no qual se identificaram posteriormente como sendo os gêmeos Ai e Makoto Tomohisa. os domadores de Impmon. A noiva de Takato, Juri, tinha os cabelos compridos, e estava elegante na roupa que escolhera, que aposto uma lata de coca-cola que foi o diabo que...
... Eu lembrei de olhar pra ela. E paguei pelo preço, que foi até caro demais.
Eu nem faço a menor ideia do nome dessa peça de roupa que ela jogou por cima da blusa preta, mas o vermelho profundo gritou meu nome. Desceu para os shorts feitos do mesmo tipo de macumba que calça social um pouco mais curtos do que deveria e um desses sapatos que chamam de meia-pata. Nem trança nem solto e muito menos rabo de cavalo, ela jogou tudo pro lado, até mesmo a franja.

Meu ego gritou de dor. Puta que pariu, ela estava pra matar!
Por sorte desse segundo a mais que gastei pra analisar essa coisa, Takato me salvou com uma lata de cerveja.

- Você bebe? - Takato perguntou, jogando a lata congelante em mim.

A peguei no ar.

- Ah, não sou muito de beber... - fui honesto.

Ouvi um "hmph" vindo dela, enquanto apreciava uma boa taça de vinho tinto. "Fracote" ela murmurou e olhou pra mim. Fiquei fulo e abri a lata com um pouco de raiva.

- ... Mas vou aceitar essa, muito obrigado Matsuda. - e falei, olhando pra ela, que levantou por um segundo as sobrancelhas.

Sentei perto de Juri, e Jenrya engajou uma conversa aberta sobre nosso passado como tamers. Pouco tempo depois chegaram Hirokazu e Kenta, fechando o time.
E com eles mudamos logo o assunto para o que a gente estava fazendo no momento.
De jornalista passando para professora de primário, correndo entre pesquisador de segurança digital para designer gráfica, médico geneticista, gerente de uma loja da Mercedes Benz, estudantes de colegial, modelo para acabar em mim, o professor de Inglês-barra-psicólogo-barra-modelo.
A conversa foi longe, descrevendo nossas memórias de universidade, como era estudar design gráfico em Pequim, o quão estressante era medicina e o quão entediante era administração. Logo Ruki e Shiuchon se isolaram, veterana e caloura, trocando ideias sobre o curso de ambas, que daria excelentes ideias para a mais nova aplicar em seus trabalhos, e logo depois vi a conversa se fechar entre Ruki e Jenrya, que trocara afiadas ideias para bons projetos que valeriam para ambos os lados. Confesso, ver um chinês dar em cima do meu Satanás Celta pessoal - virar o corpo na direção dela, a olhar nos olhos, uma mão aqui e ali - e ela corresponder com um sorriso arrebatador me deixaram meio ferrado da vida, mas pela graça e humildade de Juri Matsuda, fui salvo enquanto a gente comparava nossos cursos entre nossas federais. Não havia muita diferença, cá entre nós, mas me salvou de dar umas porradas no outro.

- Vou pegar mais bebida, alguém quer mais? - falei.
- Ah, vou buscar mais uma cerveja pra mim. - e ganhei a companhia de Jenrya.
E fomos para a cozinha.

- Interessante essa conversa entre você e a Ruki, não? - falei, enquanto ele abria a geladeira.
- Ah, verdade, ela é boa com sistemas. Ela me deu boas ideias que vou aplicar na minha pós. - ele respondeu, com ar de inocente. - Combina com a beleza dela.

Opa.

- Não sabia que você era afim dela, Jenrya! - falei.
- Ah, não acho que vá dar certo, sabe? - Jenrya falou, me dando uma lata - O que a gente teve no passado foi gostoso, mas passou, apesar de eu ainda gostar dela.
- Passado? - questionei.
- Ah, você não sabia? - ele olhou pra mim e sorriu - Namoramos por dois anos, antes da gente passar pro colegial. Terminamos porque ela foi pra Cingapura estudar.

Levantei uma sobrancelha como sinal de surpresa.

- Sério? Ela deve ser um porre.
- Pelo contrário, ela é a mulher que todo homem daria o mundo pra casar. - ele falou - Pode ser uma negação pra algumas coisas, mas ela é muito atenciosa, boa ouvinte... Teimosa de vez em quando, e de um orgulho fatal, mas dona de uma criatividade absurda. - ele abriu a lata dele e bebeu um pouco. - Hm, ela vai se dar bem no campo de engenharia de sistemas se ela seguir esse ramo, mesmo.
- E por quê vocês não voltam? - joguei verde.

Ele me olhou, e deu um sorriso dolorido.

- Porque o coração dela não me pertence mais. Parece que dessa vez alguém o pegou antes. Não posso fazer muito, né?

Ele foi pra sala, e eu segui pouco depois, me certificando de que tinha sufocado o grito que meu ego deu quando ouvi o ex dela falar essas coisas. Quem era esse outro que roubou o coração do meu Satanás Celta? Como ousa fazer tal ousadia?

- Eu vou indo pra casa, vou levar os Tomohisa comigo. - Ruki falou, se levantando, e encostou no ombro de ambos.
- Acha que consegue dirigir, Ruki-chan? - Juri falou.
- Ah, não vou dirigir, na realidade nem vim de carro. Vou pegar um táxi. Crianças, vamos indo, já é bem tarde, prometi pra mãe de vocês que voltaríamos cedo.
- Já deve estar caindo de bêbada, pra querer voltar antes da meia-noite. - critiquei. Takato me olhou com raiva, mas nunca obtive uma resposta de Ruki.

Não obtive o olhar dela, o chinês a conquistou quando se ofereceu pra levar ela até lá embaixo e chamar um táxi. Jenrya a acompanhou até lá embaixo, junto com os gêmeos Tomohisa. Quando ele voltou, trazia um olhar vazio e feliz, e os dedos nos lábios.

- Que foi, Jen? - Takato perguntou.
- É que... A...
- Se beijaram? - completou Juri, com um risinho.

Ele anuiu, como um menino que acabou de beijar pela primeira vez. O sorriso no rosto de Juri sumiu.
Me senti sem ar, e falei que iria embora.
Fiz a mesma coisa que ela, peguei um táxi para casa. Quando cheguei, encontrei meu apartamento vazio, aparentemente meu pai não voltara. Escovei meus dentes, troquei de roupas e me deitei. Lembro que a noite foi entrecortada por terríveis pesadelos com ela, e que teve uma hora que eu me recusei a ir dormir e fui ver as merdas que a tv de madrugada exibe.

Pela manhã de sábado, fiz uma decisão inusitada: resolvi falar com Juri Matsuda.

- Juri falando.
- Oi Katou, Akiyama falando. Me desculpa te ligar do nada.
- Nem se preocupe. Mas no que posso te ajudar?
- Eu preciso te perguntar umas coisinhas...
- Sobre o professor Kido? - e ela riu.
- Sobre essa história do Jenrya com a Ruki. - falei, seco.

Ela fez um pequeno gemido e pediu para que esperasse. "Takato-kun, que tal você ir na padaria de seus pais fazer uma visita e pegar alguns pães frescos?" E logo ele foi.

- Despachei o Takato-kun porque não o quero fazendo perguntas. Creio que vá ser melhor pra você.
- Obrigado, Katou.
- Agora manda.
- É verdade essa história? De que eles namoraram? - perguntei.
- Ah, sim. No fim da sexta série o Jen-kun se declarou pra Ruki-chan, e ela aceitou. Quando ela falou que ia fazer o colegial em Cingapura, ele surtou de ciúmes e em consenso eles decidiram terminar. No fim das coisas foi ele e a Shiuchon-chan pra China, indo ele pra um colégio interno em Hong Kong e ela pra uma escola em Pequim, na casa dos avós deles. No verão eles voltam pro Japão.
- Ah.
- Se me permite dizer, eles eram felizes, no melhor que posso dizer de um cenário de ginasial.
- Bem, eu não sei como é o ginasial de Tóquio, então me sinto um Mentaiko em Kansai com isso. - brinquei.
- Quero dizer que as primeiras vezes em muitas coisas eles fizeram juntos, se entende o que eu quero dizer. - ela falou.

Engoli em seco.

- E... Você acha que... Ele pode ter algo por ela, ainda?
- Conhecendo o Jen-kun como conheço, ele tem, sim, e com ontem ele deve ter ficado bem abalado. - ela concluiu.
- Então... - Não fechei minha frase, olhei pra janela e suspirei pro céu nublado.
- Mas eu acho que você já saiba o porém, certo?
- Porém?
- Hm. Mesmo que ele peça ela em namoro de novo, ela não vai aceitar. Pelo o que ambos me falaram nas entrelinhas, existe alguma pessoa que roubou permanentemente o coração dela desde muito sempre, e que agora pegou ela de vez.
- Não seria melhor pra ela aceitar pra esquecer ele? - falei.
- Ela não quer usar o Jen-kun pra ser o alívio de um desafeto, assim como ele não quer amar sem ser totalmente amado de volta.

Me calei.

- Minha vez de fazer as perguntas?
- Ah! Claro.
- Prometo que vai ser apenas uma.

Eu ri.

- Pode falar, sou um livro aberto! - brinquei.
- Esse seu ódio para com a Ruki virou amor, não foi? - ela falou.

Um trovão ribombou ao longe, e com ele trouxe a chuva que caía pesadamente na minha janela.
Assim como essa chuva, vi passar diante de meus olhos todas as palavras e memórias que estavam ligadas à ela, junto com essa frase de Juri Matsuda.
Mas...

- Tudo o que eu estou falando eu não contarei pro Takato-kun. E pelo seu silêncio eu creio que você só se tocou agora, né?
- Eu... Não... - gaguejei.
- Ryou-kun, não minta para si mesmo. Só agora você percebeu esse fio vermelho que estava atado em seu dedo e ao mesmo tempo no de Ruki.

Suspirei.

- Obrigado, Katou.
- Disponha.

E desliguei. Passei as mãos em meu cabelo e o baguncei, me autocriticando sobre.

Nessa hora meu pai chegou em casa. Ele olhou pra minha situação deplorável no sofá e sem dizer uma palavra voltou com uma caneca de sopa de galinha e me deu.

- Afim de falar o que houve?

Olhei pro meu pai.

- Fui pedir conselho pra uma amiga minha.
- E ela te abriu os olhos pro óbvio. - meu pai completou.

Caímos em silêncio. Tomei minha sopa com calma, e quando terminei, meu pai retornou.

- Ela é uma boa mulher.
- Você só pode estar de brincadeira. - retruquei.
- Sabe quando Marina estava no hospital pela última vez?
- Hm.
- Foi ela que disse que eu podia ir. - meu pai pegou o celular e digitou alguma coisa e me deu. Li por cima, de uma revista, "AssAho? Nova modelo da Donna bagunça trabalho com editora" e nela vi o nome da Satanás Celta. - Perdemos um trabalho imenso com a Asahi porque ela me viu em condições extremas. Em prol de me proteger ela sujou o nome dela.

Mais uns minutos de silêncio. Tive de reconhecer o caráter da Satanás por se envolver em problema e deixasse que meu pai lidasse com mamãe no hospital.

- Eu vou tentar não ficar muito no seu pé.
- Hm.
- Apenas aja normalmente, e as meninas lhe deixarão em paz. Especialmente Jun, quando ela farejar.

Eu não estava muito certo sobre até porque se me recordo direito ela enche os pacová de um casal loiro que, na cara dura, se amam, mas com ela em cima deixa tudo a desejar.
Apenas confirmei com a cabeça e me cobri, me deitando no sofá. É, acho que eu estava com sono.

Vou resumir meu fim de semana em apenas uma sentença bem curta: foi um cu.
Como vocês já devem esperar (ou leram pra caralho e viram video no youtube, pras novinhas), eu fiquei parecendo um pato andando de um lado a outro, treinando minhas melhores ofensas pra disparar quando eu cruzasse o caminho dela. Satanás Celta, Fogo do Inferno, Lilith, enfim.

Desisti de treinar quando recebi uma mensagem da Jun, me tirando do sério com as brincadeiras de clausula que ela faz. Nem preciso dizer que não dormi muito. Hoje eu acordei um lixo, e fui trabalhar com a mesma cara amassada. E por ironia do destino, ela também estava com cara de prova depois do professor falar que era férias.
Tivemos que dividir o camarim de novo, mas quando ela chegou com o cabelo amarrado em um coque muito mal arrumado e com roupas que eram mais pijamas do que qualquer coisa, perdi minhas forças restantes. Ambos desmotivados, que delícia.

Ela se sentou numa cadeira e olhou para o espelho, e logo dobrou os braços e baixou a cabeça conforme suspirava.

- Que belo dia, não acha? - ironizei.
- Seria melhor se eu estivesse em casa e sem precisar olhar pra você. - ela devolveu.
- Olha Satanás Celta, não começa. É segunda, a gente vai ter de trabalhar junto, quer você queira ou não. - falei baixo mas irritado.
- Pois é, Pedreiro de Templo, quisera eu saber antes de assinar a merda do contrato que seria você. Me pouparia gastar com a terapia. - ela devolveu no mesmo tom.

Suspiramos e baixamos a cabeça.

- Olha - ela falou baixinho mas audível pra mim - A gente vai ter de fazer isso direito, e infelizmente a gente vai ter de cooperar um com o outro.
- Yup. - respondi.
- Que tal a gente tentar ser amigos?
- Gosto do verbo, "tentar".

Ela se calou, e por um minuto ficou me fitando. Ela queria minha resposta.

- Claro, porque não... - falei por fim, escondendo meu rosto.

Nos calamos e ela levantou-se. Soltou o cabelo e jogou a liga em mim, acertando em cheio a minha nuca ao ponto de fazer barulho.

- Perdeu a noção do perigo, mulher? - rosnei.
- Temos um trabalho pra fazer e precisamos nos preparar. - ela procurava por algo, e pegou um pote azul-claro - Vamos começar.

Ser maquiado é estranho pra caramba.
Agora, ser maquiado por ela é absurdamente bizarro. Eu me senti impotente enquanto, calada, ela conseguia dar um fim as marcas de espinha perto do meu couro cabeludo.

- Cadê a Jun pra fazer isso?
- Jun não é da maquiagem. - falou enquanto aplicava o laquê no meu cabelo. - Na realidade seria a Chizu-tan ou eu que iria mexer nesse ninho de rato que você chama de cabelo...
- Não fala do meu cabelo, Branca das Trevas.
- ... MAS como a Chizu-tan foi cuidar do Kenta, ela iria faltar hoje. Então sobrou pra mim mesma lidar com a maquiagem. - e arrumou mais um pouco o meu topete. - Eu espero que a tia da limpeza tenha álcool o suficiente, porque eu vou levar horas pra me desinfetar desse CO2 que a gente está dividindo.
- Você não está ajudando, sabia? - e puxei um filete de cabelo pra testa.
- Ahhan. Terminei. - e saiu de perto.

Olhei no espelho, tentando ver o que o trabalho dela mudaria em mim. E mesmo eu com meu ego poderoso sabia disso, mas se eu fosse mulher, eu me pegaria bem fácil.

- Ó Rainha da Macumba, o que foi que você fez aqui? Eu estou demais! - falei, ajeitando filete de cabelo de estimação.
- Ah nada demais, apenas tirei essas pedras de Marte do seu nariz, abri uma refinaria com esse óleo na sua testa e apliquei cera em spray pra ter certeza que seu cabelo não vá se espantar. Claro que sai no banho, mas vai gastar toda a Antártida pra limpar tudo. - falou, passando um pó no rosto.
- E agora? Vai fazer o quê pra controlar essa vassoura laranja?
- Absolutamente nada. - e passou as mãos pelo cabelo. Duas, três, quatro vezes, e jogou pro lado. - Diferente de você, é só eu passar a mão que fica mais lindo que Auroras no Canadá.
- Certeza que não quer usar da turbina de um avião pra ajeitar ele?
- Nope. - e passou a sombra - Mas vou ficar agradecida se pegar o potinho preto pontudo bem ali.

Olhei pro pote e me levantei pra pegar. Quando fui até ela pra entregar, ela se levantou, e a testa dela encostou em meu rosto.

- Sem zoeira agora, quanto que você mede? Eu digo, sem salto.
- 170cm. Pode me dar o delineador? - e estendeu a mão pra mim.
- Como você é pequena! - Fui brincar com ela, e dei um sorriso.
- Menor do que o que você tem no meio das pernas eu garanto que não. - finalizou.

Me senti trespassado por um Erase Claw. Eu fiquei em choque com o que ela disse que nem a vi pegar o tal do delineador das minhas mãos. Isso doeu no âmago da minha masculinidade.

- Olha Ruki, eu entendo que você realmente queira me afetar de todas as formas, mas isso foi golpe baixo! - reclamei. - Tenho absoluta certeza que você detestaria que eu a te chamasse de gorda anêmica.
- Se me chamar de gorda de novo a ofensa vai ser física também. - ela constatou, com aparente desgosto.
- Viu? Tenta pegar um pouco mais leve nas suas ofensas, ou a gente vai acabar brigando de verdade aqui. E por mais que eu queira mesmo arrancar sua pele na porrada, eu acho que nenhum de nós dois somos mais crianças para tal, certo?

Ela revirou os olhos. Isso era um sinal que eu precisava forçar ela a parar. Então resolvi fazer algo que ela me queimaria se eu fizesse. Fiz ela soltar a maquiagem com delicadeza, segurei ambas as mãos dela entrelaçadas com as minhas e falei, perto do ouvido dela, baixo.

- Eu estou falando sério, Ruki Makino. Se você quer que este plano funcione esteja preparada para mudar a si mesma, ou eu mesmo vou fazer isso e eu sei que você vai odiar se eu fazer do meu jeito. - finalizei.

Quando me afastei, os olhos dela pareciam uma tela oblíqua olhando o nada. O rosto branco ficara vermelho, suas mãos estavam frias e suadas, e a respiração acelerada.

- t-Tá tudo b-
- e-e-e-Eu estou bem, sim, por favor me solte. - e se soltou.

Ela não conseguiu se equilibrar muito e não tardou antes que caísse para a frente. Me apressei para a segurar e a colocar na cadeira.

- Eu vou cham-
- NEM MESMO OUSE SAIR DAQUI! - ela ordenou. - Por favor.

Obedeci. Ela baixou a cabeça e tentou respirar com calma.

- Eu apenas preciso de um ar. Espere um pouco.
- Daqui a pouco eles vão perguntar se estamos bem.
- Vou estar melhor em cinco minutos.

Olhei ela com calma. Ela estava tremendo.
A fiz levantar e a abracei, por instinto. Em nenhum momento ela abriu a guarda, mas ainda assim insisti em segurar ela contra meu corpo. Depois de um minuto ela se afastou com calma e disse que estava bem, saindo do camarim.
Entenda isso, eu precisava impor respeito. Eu me dou o trabalho duro de não a criticar muito no que diz a respeito do corpo dela porque eu sei que todas vocês, mulheres, tem algum problema com o corpo de vocês, e assim eu espero que ela tivesse o mesmo respeito. Achei inaceitável ela dizer aquilo e não o quis que se repetisse.

Enquanto tiramos as fotos durante o dia, ela me tratou com a frieza profissional que deveria, muito embora ela evitava falar de mim no âmbito pessoal. E muito embora eu tentava amenizar, uma pessoa percebeu. Jun. Quando eram umas cinco da tarde, ela me chamou pra ir tomar um café na casa dela.

- Pode entrar, moro sozinha. - e abriu a porta do apartamento pequeno mas bem decorado e arrumado. - Vira e mexe o Dai vem dormir aqui, já que posso deixar ele na faculdade, então me perdoa qualquer bagunça.

Entrei e ela me conduziu até a cozinha. Lá, ela pediu pra que eu me sentasse enquanto fazia o café.

- O meu não é tão bom quanto o da Ruki mas dá pra casar. - e riu.
- Nah, o dela nem é tudo aquilo.

Ela colocou a jarra elétrica pra funcionar.

- Então Jun, o que aconteceu pra me chamar até aqui em Hikarigaoka? - mandei.
- O que aconteceu entre você e a Ruki?

Congelei.

- Nada, ué.
- Aconteceu algo, sim. Eu cutuquei vocês hoje e nenhum dos dois chiou nem mesmo abriu um A pra reclamar comigo - e colocou a água quente no coador, fazendo o café surgir. - O que vindo de vocês, que brigam sempre, seja muito estranho.
- Estou falando sério. Não aconteceu nada. Isso é produto da sua mente.
- Ryou, eu me tornei a diretora criativa não porque sou louca que nem o meu irmão, mas porque eu tenho uma habilidade de sentir no ar e no olhar das pessoas o que está acontecendo e como eu posso ajudar. - ela colocou o café nas xícaras. - Eu senti que vocês estão diferentes e decidi dar uma chance pra vocês me falaram o que aconteceu antes de eu assumir qualquer coisa.

Ela deixou os cafés na bancada, uma xícara para cada.

- E então?

Respirei fundo. Eu me preparei pra falar.

- Acho que cometi um erro quando aceitei esse trabalho.
- Por quê você acha isso?
- Porque eu-
- Hokkaido seja divina. - ela exclamou.

Ela me interrompeu e levantou meu rosto.
Passou os dedos nas minhas bochechas.

- Ryou, me desculpe. Eu deveria ter parado meu chefe.
- Não, tudo bem, eu-

Levantei meus olhos e eles cruzaram com o de Jun. E depois de poucos segundos ela falou, sem tirar os olhos de mim.

- Você estava desajeitado, sem saber lidar com as pessoas em volta se ela estava a menos de vinte metros de distância, além de perder um pouco do controle de seu próprio corpo. Seu sorriso variava com o que ela falava. As últimas noites foram terríveis e todas as suas ofensas tinham um tom que se sentia mal em dizer aquilo. Você se apaixonou pela Ruki e suas pupilas dilataram quando eu acabei de dizer o nome dela. - ela mandou de uma vez

Pisquei.

- Hein? Por que eu me apaixonaria por um demônio que nem ela? A mina me chama disso e daquilo, me esculacha, fala terrores, e você me diz que eu amo ela? Tenha dó, Jun!

Ela apenas me observou, deixando eu falar. E falou por fim:

- Você gosta dela, sim.
- Uma porra.
- Sabe quando ela jogou o cabelo e que, com o rosto e o seu amiguinho ai de baixo pegando fogo, você virou?
- a-a-Aquilo foi...
- Ou quando ela pediu ajuda pra fechar o corset e mesmo sem ela terminar a frase você se ofereceu?
- Mas...
- Ou ainda! Sabe quando ela falou que ia embora e passar numa cafeteria você a convenceu de fazer café, e esperou que eu fosse junto e te deixei sozinho com ela, você e seu sorriso torto, mas ficou triste quando ela recusou imediatamente ficar as sós contigo?

Eu desisti de rebater. Com um sorriso triunfante ela bebeu um pouco do café.

- Eu falei.
- Eu não gosto dela. - tentei me defender.
- Não é o que seus reflexos corporais estão me dizendo. Se ainda quiser argumentar eu tenho mais uma lista enoooooorme pra falar. - e piscou pra mim.

Desisti. Bebi o café desviando meu olhar pro lado da janela, que do décimo quinto andar, tinha uma vista linda.

- E agora, o que você vai fazer, tentar me juntar com ela? - falei, baixinho.
- Eu não vou mudar minha postura em absolutamente nada. Não é meu problema.
- Hã?

Ela virou a xícara e colocou na pia.

- Não é problema meu, eu disse. Se fosse o Yuuiru eu me meteria com todo o prazer, mas isso vai além do que eu posso fazer. E além do mais, vocês são maiores de vinte anos, tenho certeza que vocês vão conseguir se virar sem a minha pertinente "ajudinha". - e deu um risinho.
- Espera, eu estou confuso. Você me arrasta pra Hikarigaoka, faz minha armadura cair pra dizer que o problema não é seu, é isso?
- Exato.
- Então pra quê caralhos me chamou aqui?
- Porque enquanto você ficou sofrendo calado com isso eu tive problemas com as fotos. Elas ficaram um pouco abaixo do que deveriam e o problema era você. Eu não vou mudar minha postura em nada até porque quem vai contar essa coisa toda pra Ruki vai ser você, eu vou te dar um pequeno suporte emocional, caso queira desabafar e pedir conselhos.
- Então você não vai falar nada pra Ruki?
- Nope. Pelo menos não até o fim da campanha.

Demonstrei surpresa.

- Sabe, antes de cursar marketing, eu passei um ano em psiquiatria. Achei que eu conseguiria ajudar os outros mas sou Daisuke demais pra isso. Me dei melhor com Marketing.
- Explicado.

Ouvimos um barulho na porta.

- Onee-chan, eu trouxe pizza! - Ouvi uma voz masculina dizer aquilo. O dono da voz logo apareceu. Cabelos vinhos e desarrumados para todos os lados, olhos amarelos, mesma cor de pele que a minha. Ele teve um espasmo quando me viu, quase derrubando a caixa de pizza.

- Bem vindo de volta, Dai. - e ela acenou.
- Quem é esse punk ai? - ele falou com dúvida.
- Lembra que eu falei que o Ryou iria vir pra Tóquio fazer o trabalho da Shiseido e que talvez desse merda?
- Yo. - falei minha marca registrada.
- Eis aqui o próprio. - Jun finalizou.

"Sagrado seja o Milagre, ele está inteiro, achei que a Ruki te faria em pedaços, cara!" Ele falou antes de apertar minha mão. Acabei ficando para o jantar - que era a pizza que Daisuke comprara já que era vez dele, e aproveitei para marcar uma visita coletiva na casa dos Ichijouji, estava devendo ao Ken esse favor.
Era mais de umas oito da noite quando Jun me deixou na estação, e passava das nove quando eu ia caminhando pra casa pelo parque de Yoyogi. Durante esse percurso fiquei pensando tanto no que Jun quanto Juri Matsuda haviam me falado nesses dias, quando tomei um ar resolvi fazer uma loucura: ligar pra ela.

- Makino falando.
- Sou eu. Ryou.
- Oi Pedreiro, em que posso te ajudar agora? - ela parecia meio séria demais.
- Quando é que você vai parar com isso, hein, Satanás Celta?
- Acho que quando você voltar pro seu barranco, quem sabe...
- Ah isso vai demorar, e você sabe disso.
- Infelizmente. Mas enfim, qual o problema?
- Eu só... Queria saber se você estava bem depois... Daquilo. - falei sem jeito.
- Ah. - ela pigarreou - Eu to bem, foi apenas... Um mal momentâneo.
- Sério mesmo? Porque você ficou parecendo uma idiota, olhando pro nada.
- Apenas passei mal com seu perfume, ou qualquer coisa que você use.
- Mas eu não estava usando nada naquela hora. - Estranhei.
- o-o-o-O que explica o cheiro terrível. - ela gaguejou.
- Terrível é você, eu saí do chuveiro pra ir trabalhar. Como ousa.
- Pega leve no desodorante então ou vai matar qualquer um intoxicado. - ela falou.
- Nem pensar, vou é passar mais pra você morrer de vez! - e fiz o barulho do spray - AAH! Banho de desodorante!

Do outro lado da linha ela riu.

- Não, mas sério. Eu estou bem, obrigada por perguntar.
- Tudo bem, então. Melhor ir comer, você branca desse jeito parece mais anêmica.
- Na realidade eu estava pra comer, e você me interrompeu.
- Ah é? Foi mal.
- Bem, eu vou voltar pro prato, o Jen já está me olhando feio aqui.

Opa, espera um pouco.

- Oh, estava em um encontro?
- Na realidade não, estou na casa dele. Assuntos acadêmicos, você sabe.
- Ah, sei sim. Bem, até depois, então.
- Até.

E desliguei.
Moças, creio que vocês saibam o que significa um cara te convidar pra ir comer na casa dele, se não souber, cá te explico: se ele te chamou pra comer na casa dele, você faz parte do menu que ele pediu. Fiz isso muitas vezes, e apesar dos meus dotes culinários serem pobres, funcionou em todas. Um jantar na casa do ex pra discutir "assuntos acadêmicos"? Foi assim que passei em algumas matérias do primeiro ano na faculdade.
Fiquei fulo. Eu estava irritado com isso.


OoOoOoOoO
Freetalking: no momento que eu estava escrevendo isso eu ainda estava no notepad do celular, então nem sei quantas páginas deu, mas por volta de umas quinze, já que esse foi a média dos outros dois capítulos. (OBS.: depois de editado deu 17. Caray)

Eu nunca conduzi uma fanfic de OTP por tanto tempo, porque nunca tive tanta coisa pra escrever. Esse insight de ideia realmente foi fundo, então podem esperar por um capítulo mais acelerado no próximo. E com sorte, eu termino em quatro capítulos, já foi mais de 10k de palavras. E o pior de tudo, é que é uma fic escrita em primeira pessoa cujo se trata de um homem, ou seja: TÁ LONGA PRA CARALHO. Mas enfim.
Como eu fui influenciada pelos comentários ao vivo da Ni quando fui escrever, me perdoa qualquer situação meio... Ahn... Irreal, mas esse é daquele tipo de coisa que acontece quando você se apaixona, e eu gosto de colocar essas situações até porque eu as vivi (tenho umas que faria quem quer que lesse minhas fics me abraçar com pena). É legal se colocar na pele do chara. Fica mais interessante de escrever.

No próximo capítulo (de dragon ball zê seráaaaa-) eu vou tentar fechar a fic com o meu melhor. Você já deve lá imaginar por quem a Ruki "se apaixonou" até porque né... Quem vos escreve deu dicas um bocado óbvias, mas como em todo meu ryouki o final nunca é feliz. Tem fanservice pakas, mas eles não ficam juntos.

Te vejo em breve.
Ps.: essa história de ir comer na casa de um homem é real. Meus sinceros agradecimentos ao Onur por me ensinar tal lição com dicas e mensagens mandadas em horas erradas que me pouparam de tal coisa acontecer de fato. E fica a dica pra vocês, que não sabiam. É nóis.