Espero que gostem do capítulo e boa leitura
Consequência infernal
▬ Bella ▬
— Mas que...? – o afastei no mesmo instante que voltei a mim – Mas que porra, Edward? – perguntei confusa.
— Me desculpe – falou constrangido passando nervosamente a mão pelo cabelo – Eu...
Minha vontade foi falar "Eu... eu... eu...", que é exatamente o que ele fala pra mim quando eu não sei o que falar, mas para a total sorte dele, eu estava surpresa demais para fazer isso.
— Me desculpe – falou novamente.
Estávamos sentados lado a lado e ficamos em um silêncio constrangedor e bom, eu mesma não tinha nada pra falar.
— Hoje tá quente né? – claro que se eu não tinha nada pra falar eu ia falar besteira.
Edward me olhou como se dissesse "deixa de ser demente" e eu dei de ombros fingindo que não era comigo. Acho que pensando e olhando melhor agora, meu chefe é gostoso sim, talvez eu devesse me aproveitar disso um pouco.
— Edward? – o chamei – Você acha que vai ficar estranho na segunda quando formos trabalhar? – questionei quando ele si virou pra me olhar.
Ele passou de novo a mão pelo cabelo e me olhou com uma cara estranha.
— Honestamente? Eu não sei, talvez, mas... –
— Já que vai ficar estranho – o interrompi – Vamos pelo menos ter motivo pra isso – dessa vez quem pulou em cima dele pra beijar fui eu.
Me mexi no sofá indo sentar em seu colo, passando uma perna por cada lado do seu corpo. Edward não demorou a corresponder e suas mãos já agarravam minha cintura com firmeza. Sentia sua língua delineando meu lábio inferior pedindo passagem, que eu rapidamente concedi. Abri os lábios permitindo que sua língua explorasse minha boca.
Suas mãos deslizaram por meu corpo, como se buscasse explorar e conhecer, passando pela lateral do meu corpo, subindo até meus seios por cima do sutiã. Seu toque estava me deixando em chamas e eu já sentia minha calcinha úmida. Sem parar de me beijar, Edward abriu o botão do meu short e eu fiz o mesmo com sua calça, desabotoando e abrindo o zíper, eu já podia sentir sua excitação e arfei me esfregando contra ele em busca de atrito. Em seguida, suas mãos foram para minha costa abrindo o fecho do sutiã. Apenas afastamos nossas bocas para tirar nossas peças de roupa, eu ficando completamente nua e Edward com a boxer que usava.
Edward me olhou com desejo quando tiramos nossas roupas e me puxou pela nuca devorando minha boca. Se eu já estava em chamas antes, meu corpo entrou em combustão quando a pele nua de seu peito se encostou à minha. Sua mão que estava em minha nuca se fechou em meus cabelos, puxando minha cabeça para o lado no mesmo momento em que sua boca saiu da minha e foi para minha mandíbula, onde ele deu uma leve mordida arrancando um gemido de mim, logo desceu para meu pescoço, deixando beijos molhados por toda extensão que queimavam em minha pele.
Seus beijos desceram para os meus seios, ele sugou meu mamilo enquanto sua mão deslizou da minha cintura para meu outro seio, beliscando o bico entre seus dedos, assim como seus dentes faziam no outro.
— Você está errada – ah pronto, ele vai ficar me criticando agora? Ele não tem medo de levar uma joelhada? – Seus seios não são pequenos – falou com a voz rouca com a boca ainda em minha pele – São de tamanho perfeito – sua mão se fechou em formato de concha em meu seio direto – Vê.
Hm... tá perdoado.
— Fala menos, continua o que fazia – reclamei o fazendo rir contra minha pele – Espera... você tem camisinha? – perguntei quando um pingo de sanidade me atingiu.
Edward se afastou me olhando com um misto de surpresa e decepção.
— Eu... não – admitiu com um suspiro pesaroso – Pior que não tenho.
— Sério? – perguntei surpresa – Que tipo de cara anda sem camisinha na carteira?
— Bom, eu só estava levando minha filha pra passear, não imaginei que a noite fosse terminar assim.
— Ninguém imagina né, por isso se tem, por precaução – revirei os olhos.
Merda. Agora estou nua, excitada e um tanto quanto frustrada.
— Você não toma pílula? – questionou.
Já posso meter a mão na cara dele?
— Tô desde o meu aniversário sem tomar, tá com uns dois dias. Eu que não vou arriscar, não quero correr o risco e você com certeza não quer outro filho – ele assentiu concordando.
O silêncio constrangedor voltou a preencher o ambiente. Mas gente, será que eu que tenho que fazer tudo? Se mobiliza homem. Pelo visto vai mesmo sobrar pra eu tomar alguma atitude.
— Tudo bem, já estamos aqui mesmo, nós fazemos outras coisas – voltei a grudar meu corpo no dele tomando seus lábios nos meus novamente.
Ele não pareceu se importar. Correspondeu ao beijo com a mesma intensidade que eu o beijava, sua língua deslizando em minha boca, se enroscando na minha. Seu braço ficou entre nossos corpos e em seguida senti sua mão me tocando onde eu mais ansiava ser tocada. Um gemido sufocado ficou preso em minha garganta.
— Você está tão molhada e inchada – sussurrou contra meus lábios – Sabe que ter mãos grandes são uma coisa boa? – sua voz rouca estava me levando a loucura – Principalmente quando se tem dedos longos.
Ele usou os dedos para espalhar meu lubrificante natural pelo meu sexo e me penetrou com dois dedos me fazendo soltar um grito de susto e prazer. Mas já com dois dedos? Ousado, adorei.
Edward movia seus dedos em minha com habilidade e porra, seus dedos eram longos e habilidosos como o inferno, com o polegar ele esfregava meu clitóris enquanto seus dedos brincavam comigo me fazendo delirar de prazer.
— Abre mais as pernas – pediu com essa voz fodidamente sexy.
Meu querido se você falar assim comigo toda vez eu doo um rim pra você. De bom grado, fiz o que ele pediu sem pestanejar.
É diferente, quando eu me toco ou quando Jacob me tocava eu gozava tão rápido, mas com Edward me tocando é como se uma chama tomasse conta do meu corpo aos poucos e ficando mais forte até me incendiar por inteira, mas de forma lenta, gostosa e malditamente lenta. Mexi meus quadris em seus dedos, sentia tanto prazer que não conseguia segurar meus gemidos. Eu soube que não ia durar muito quando Edward abocanhou meu seio novamente enquanto era estimulada por seus ágeis e habilidosos dedos. Minhas pernas estavam fracas e se Edward não me segurasse, certamente cairia, meu corpo foi tomado por um intenso orgasmo e porra, isso foi só com a mão, fez-me ansiar para sentir ele se enterrando em mim, forte e duro, mas não seria hoje.
— Senta aqui – ouvi sua voz rouca enquanto ele me sentava no sofá – Eu tô doido pra te chupar. Agora você vai gozar na minha boca.
PORRA. SIM.
Sentei no sofá e abri as pernas para lhe dar mais passagem. Edward se ajoelhou a minha frente.
— Aqui, pega – lhe entreguei uma almofada em formato de flores para que ele colocasse no joelho – Viu? Eu sou uma fofa – sorri inocente.
— Vou só ignorar isso e pensar o quanto você é gostosa – falou acomodando os joelhos sobre a almofada.
— Isso também – concordei.
Diferente de mim que estava desesperada por mais contato, Edward não tinha pressa. Distribuiu beijos molhados pela parte interna das minhas coxas, subindo até minha virilha, mas ainda não indo até onde eu queria. Já estava impaciente.
— Dá pra parar de ficar me enrolando e me chupar logo? – pedi impaciente.
O abusado apenas riu contra minha pele, mas nada disse. Continuou o que fazia com a mesma tranquilidade. Meu Deus, eu estou entrando em combustão aqui e ele me tortura desse jeito? Puta que pariu.
Lambeu minha virilha e eu sentia que em breve teria o contato que precisava. Fechei os olhos soltando um suspiro alto e agarrando com força os cabelos dele quando sua sua língua tocou meu sexo uma lambida lenta. Porra. Como isso é bom. Sua língua deslizou em meu clitóris chupando e lambendo meu ponto sensível. Em seguida, desceu com a língua para minha entrada me penetrando tanto quanto era possível.
Ele usou os dedos para afastar meus grandes lábios lhe dando mais acesso a mim, sua outra mão segurava minha coxa com força, com certeza vai ficar marca, mas dane-se. Eu não ligo. Sua boca subia e descia em mim me levando a loucura enquanto sua língua quente me penetrava, seus movimentos apesar de ágeis e hábeis, ainda eram calmos e sem pressa. Sua mão firme na minha coxa me impedia de pressionar mais ainda minha virilha em seu rosto. Porra, eu vou explodir e ele fica me provocando.
Ele voltou a chupar meu clitóris quando seus dedos voltaram a me penetrar, seus movimentos eram ritmados e em sincrônicos. Quando seus dedos se curvaram em mim atingindo um novo ponto, gritei seu nome sem pudor. Essa sensação era nova, nova e malditamente gostosa. Meu corpo estava em colapso, eu estava em combustão e com certeza iria explodir. Uma sensação nebulosa, mas fodidamente maravilhosa tomou conta de mim quando atingi o clímax, Edward não deixou nada escapar, sorvendo cada gota do meu prazer. Porra, eu realmente gozei na boca dele.
Eu estava certa, suas mãos eram grandes e faziam mesmo maravilhas, mas sua boca com certeza não ficava atrás.
Me joguei no sofá tentando controlar minha respiração, eu estava no céu e ainda não tinha descido pra terra. Edward se jogou no sofá ao meu lado, sua respiração muito mais estabilizada que a minha. Eu prefiro acreditar que ele corre e por isso está e melhor estado que eu. Gente, eu estou destruída e nem cheguei nas vias de fato. Quando minha respiração voltou ao normal, dei um tapinha em sua coxa me virando pra ele e sorrindo.
— Sua vez, bonitão— sorri maliciosa recebendo o mesmo sorriso dele em resposta.
Puxei uma almofada e coloquei sob meus joelhos.
Pensei melhor, faria isso do começo. Levantei sentando em seu colo, deslizei uma mão devagar por seu corpo até chegar em sua nuca, onde minha mão se fechou agarrando um tufo de cabelos. Os puxei inclinando sua cabeça um pouco para o lado, encostei meus lábios em sua pele quente, beijei devagar, provocaria um pouco também. Um gemido afiado ficou preso em sua garganta e isso me fez sorrir. Continuei explorando a pele de seu pescoço, com a mesma calma que ele usou comigo.
Desci os beijos passando por seu pescoço, seu peito, me divertindo a cada gemido que ouvia dele e quando a única peça de roupa que ele usava me impediu, parei para tirá-la. Não tirei os olhos dele em nenhum instante enquanto o despia.
Sua mão agarrou meu cabelo com força e isso me excitou ainda mais.
— Porra Isabella – rugiu com a voz rouca – Me chupa – ordenou.
Sorri vitoriosa por conseguir o deixar no mesmo estado de desespero que me deixou mais cedo. É péssimo isso né? Filho da puta.
Só desviei o olhar dele para avaliar sua anatomia e porra, que anatomia. Edward estava duro, grande e grosso, sua glande brilhando pela sua excitação. O segurei em minhas mãos sentindo-o pulsar de excitação sob minha palma.
Nunca senti minha boca salivar tanto como estava agora. Estava completamente dominada pelo prazer e pelo desejo. Lambi os lábios, louca para o sentir em minha boca, usei minha mão livre para tocar suas bolas, as massageando para provocá-lo. Quando eu mesma não aguentei mais esperar, o abocanhei de uma só vez, observei sua reação, Edward pendeu a cabeça para trás rugindo alto rompendo o silêncio do cômodo, sua mão agarrando meu cabelo com força só tornou tudo mais prazeroso. O levei até o máximo que consegui em minha garganta, tomando cuidado para não engasgar, Edward me auxiliou guiando os movimentos com o auxílio da sua mão em minha cabeça.
— Porra, assim mesmo – fechou os olhos com força – Caralho, que boca gostosa você tem.
Sorri internamente com isso. Eu sei querido.
Passei a língua pela grande para o provocar, eu ainda massageava suas bolas e com a boca o devorava. Sim, eu estava faminta e era dele que me satisfaria. Aumentei a velocidade das carícias que fazia nele da mesma forma como com a boca eu o chupava com afinco. Ele arqueou o corpo, impulsionando seus quadris mais contra meus lábios. Parei para respirar um pouco e enquanto isso usava minha mão livre para bombeá-lo, voltei a chupa-lo enquanto ainda o masturbava, seus gemidos ficaram mais frequentes e mais altos. Levantei o olhar e ele me olhava, seus olhos verdes escurecidos de desejo, a forma como ele me olhava era intensa e me deixava quente e me fazia querer mais. Mentalmente o praguejei, "porra Edward, por que não trouxe camisinha?".
— Porra Isabella, eu vou gozar – sua voz era pura luxúria para mim e eu adorava.
Ele mexia seus quadros como se estivesse me fodendo. Como eu com certeza queria que ele me fodesse. Aquilo só serviu de estímulo para mim que abri mais a boca para o acomodar melhor, ele continuava se movendo em minha boca, o levei mais fundo em minha garganta e consegui arrancar um gemido alto dele, ele estocou em minha boca mais uma vez liberando seu prazer logo em seguida.
Claro que eu não engoliria pois eu não gostava, mas adorei que ele gozou na minha boca.
— Você me chupando foi a coisa mais fodidamente sexy que eu vi já vi na vida – falou com a respiração entrecortada.
Apenas sorri pra ele e fui ao banheiro cuspir. Esse com certeza foi o rolê mais aleatório da minha vida.
[...]
— Acho que precisamos conversar... você não acha? – Edward perguntou quando já estávamos devidamente vestidos.
O emprestei uma toalha para que ele tomasse banho e pra sorte dele, eu tinha uma escova de dentes nova que ele pôde usar e viemos nos jogar no sofá em seguida. Ai, pelo amor de Deus, não dizer que ele é do tipo que quer ter uma DR depois de fazer sacanagem.
— Sobre o que? – óbvio que eu me fiz de sonsa.
— Sobre o que fizemos? – perguntou meio incerto dando um sorrisinho sem graça, não respondi nada, esperei ele continuar – Acho que precisamos saber como agir, sabe? No trabalho. Eu ainda sou seu chefe e bom, eu ainda sou muito profissional.
— Tá duvidando do meu profissionalismo? – perguntei com uma sobrancelha arqueada.
Melhor medir bem suas palavras Cullen, se não te ponho pra fora a base da vassoura.
— Não, longe disso, por favor, não se ofenda – se apressou em negar – É só que, bom, se envolver assim de forma íntima com colegas de trabalho pode ser complicado, eu realmente não quero que percamos a relação profissional que temos. Eu realmente gosto muito de trabalhar com você.
— Que relação profissional? – perguntei irônica – Você gritando comigo o tempo todo e me chamando só pra apertar a porra do botão 'power' do seu maldito copo? – me fiz de ofendida, ele pareceu atônito com minhas palavras e quando vi que ele ficou realmente desesperado, gargalhei – Relaxa homem, eu sei do que está falando. Entendo, eu sei diferenciar o profissional do pessoal.
— Bom – sorriu aliviado – Não quero que na segunda ache que eu sou um babaca apenas por estar te tratando como sempre a tratei no trabalho.
— Relaxa Edward, eu já te achava um babaca antes – sorri – Só vai continuar sendo meu chefe babaca. Entendo seu lado. De verdade. Até porque não estou disposta a abrir mão da minha rotina sagrada que é por diariamente seu nome no site de macumba.
— Você faz mesmo isso?
— Com certeza. É meu ritual sagrado.
— Certo – falou desconfiado.
Assenti concordando e acabei não conseguindo segurar um bocejo. Edward me olhou e riu.
— Isso é uma forma de me expulsar da sua casa? – ele provavelmente estava só brincando.
Mas eu aproveitaria a deixa.
— Não. Mas se colar colou – sorri amarelo.
Por favor, que dê certo.
— Certo, já entendi que estou sendo expulso – sorriu.
— Interprete isso como um "hora de buscar minha filha sabe Deus onde quer que ela esteja" – incentivei.
Ele me olhou com o cenho franzido por um momento e em seguida bateu com a mão na testa.
— Verdade, eu esqueci da Nat – falou sem graça.
Eu hein.
— Ei Edward – o chamei me levantando do sofá, ele se virou para me olhar e eu sorri para ele, antes de espalmar minha mão em seu rosto com força e vontade.
— Mas que inferno Isabella – esbravejou irritado esfregando a mão no rosto – Por que fez isso?
— Sei lá, me pareceu a coisa certa a fazer – ele me olhou confuso – Da primeira vez você me beijou, foi sem permissão, esse tapa me pareceu correto agora – sorri inocente – Pelos outros você está perdoado.
Tá... não aguentei, lhe dei outro tapa do outro lado do rosto.
— O que inferno foi agora? – perguntou realmente irritado.
— Ah, desculpa eu tenho TOC, bati de um lado e não bati do outro... – óbvio que eu menti.
Eu só queria meter a mão na cara dele há muito tempo mesmo.
Ele não pareceu contente com isso, mas também não disse nada. O acompanhei até a porta e ele ainda teve a ousadia de roubar um beijo depois de se despedir. Achei abuso, mas até gostei. Após Edward ir embora, me escorei na porta e fiquei pensando. 'Caralho, eu acabei de chupar meu chefe, mas ele é gostoso pra porra'. Sinceramente eu nem me arrependo. Com tudo isso acontecendo, eu só conseguia ter um pensamento sólido e concreto:
— Eu vou é dormir que eu estou exausta.
▬ Edward ▬
Por mais que eu tentasse, eu não conseguia tirar esse sorriso irritante da minha cara. Se alguns dias atrás alguém me dissesse que eu estaria com uma puta de uma atração na minha assistente e que eu estaria em seu apartamento lhe fazendo sexo oral e me praguejando por não ter camisinha para fodê-la, eu com certeza riria da cara da pessoa.
Eu nunca tive nenhum tipo de interesse em Isabella e de repente me pego tendo esse tipo de desejo por ela é realmente algo além do surreal, mas porra. Como foi bom.
Não hesitei em parar em uma farmácia quando passei por frente de uma. Isabella estava certa, eu tinha que ter algumas comigo apenas por precaução.
Fui para casa de Rosalie buscar Natalie que pelo horário, já devia estar capotada na cama da tia.
— Não contava te encontrar aqui Alice – murmurei cabisbaixo ao dar de cara com minha irmã e minha prima assim que abriram a porta.
Alice deu um de seus sorrisos demoníacos e enganchou seu braço no meu, Rosalie fez o mesmo em meu outro braço e eu desejei que o inferno fosse e as duas fossem pra lá. Elas me arrastaram para dentro da casa me sentando no sofá e sentando em seguida, uma de cada lado meu. Elas me olhavam com os olhos brilhando em expectativa e como se ansiassem por uma resposta. Que elas com certeza não teriam, ao menos não de mim.
— Cadê minha filha? – perguntei antes que elas falassem algo.
— Dormindo – Rose respondeu – Mas me conta irmãozinho, como foi sua noite? – perguntou sugestiva.
Ela espera mesmo que eu vá dizer algo?
— Normal e a sua?
Rose bufou irritada e puxou meu cabelo com força me fazendo olhar pra ela.
— Não brinca comigo Edward, você sabe do que eu estou falando, me responde logo essa porra ou nós vamos nos atracar nesse chão que nem quando éramos adolescentes e você sabe que nessa eu sempre ganho – me olhou com fúria – Vou perguntar de novo. Como foi a porra da sua noite?
Soltei a sua mão do meu cabelo. Deus, por que não me deu um irmão homem para que eu pudesse descer o braço nele?
— Para com essa porra – falei irritado – Que coisa chata. Você já é casada, vá importunar a vida do seu marido. Põe um detetive atrás dele, vê se ele não tem uma amante ou qualquer coisa, mas para de querer cuidar da minha vida – reclamei.
A louca estreitou os olhos para mim e colocou a mão na minha cabeça fechando os olhos. Respirei fundo. Lá vamos nós de novo. Dai-me paciência Deus.
— O que ela está fazendo? – Alice perguntou assustada – De novo aquilo da conexão?
Assenti concordando. Rosalie tinha o péssimo hábito de colocar a mão na minha cabeça e fechar os olhos, segundo ela, nossa "conexão de gêmeos" faria com que ela pudesse ler minha mente. Quando éramos adolescentes eu até mentia pra ela dizendo que funcionava mesmo e concordando com algumas coisas absurdas que ela dizia apenas para a fazer feliz, mas hoje em dia isso já beira a insanidade.
— Vai pro inferno, Rosalie – esbravejei tirando sua mão da minha cabeça.
— Eu estava quase lendo seus pensamentos – murmurou triste.
Ela que se afogue em lágrimas.
— Então primo – Alice se virou pra mim com um grande sorriso – Quais novidades têm em sua vida? Por acaso tem estado com alguém? – sorriu sugestivamente.
— Sim, com duas loucas e são vocês – levantei irritado – Vou pegar a Nat e vou embora daqui.
Ignorei completamente o que as duas falavam e subi para o quarto onde Nat estava dormindo. A peguei no colo e coloquei sua mochila em meus ombros. Eu bem que devia ter desconfiado do porquê quando saiu, ela trouxe sua mochila. Sorri com o pensamento, essa menina é uma capetinha mesmo.
[...]
— Acordou filha? – perguntei ao entrar em casa e ver que ela se mexia.
— Sim, você me acordou – acusou com a voz sonolenta.
— Desculpe senhorita, não foi minha intenção – brinquei.
Ela assentiu concordando e ainda no meu colo, me abraçou forte deitando novamente a cabeça em meu ombro. Retribuí seu abraço, ela com certeza é tudo pra mim.
Subi para seu quarto com ela ainda no colo, em breve não poderia mais a carregar pois ela estava crescendo muito rápido então aproveitaria enquanto ainda podia. A coloquei em sua cama e beijei sua testa antes de sair do seu quarto.
Fui para o meu quarto e tomei um bom banho. Já havia tomado banho na casa de Isabella mas precisava de outro. Me deitei em minha cama e ainda tinha a merda de um sorriso no rosto. Droga. Eu queria conversar mais com ela, mas ela ainda não havia me dado o número que ela usa no whatsapp e por mais que eu quisesse muito ver seu número no celular de Nat, não faria isso, esperaria que ela me desse... ou pelo menos esperava que ela o fizesse. Quando meu celular vibrou, tive uma ponta de esperança de ser Isabella, afinal de contas, meu número ela tem, mas era Natalie.
Paizinho
00:37 am
"papai você me acordou, não consigo mais dormir ): "
Filha
00:37 am
"Vem aqui deitar comigo"
Não muitos segundos depois, Natalie entrou em meu quarto com seu pijama rosa e seu fiel cobertor a tira colo. Ela pode ter uma mente precoce, mas ainda é só uma garotinha que ama seu cobertorzinho mesmo.
— Deita aqui comigo filha – a chamei abrindo os braços para que ela viesse.
Ela sorriu e praticamente pulou na cama, deitando em meu peito e nos cobrindo com o lençol e em seguida colocando seu fiel cobertor por cima. Ela sempre dormir com esse cobertor, se ele estivesse longe ela surtava. Coitada, mal sabe ela que seu antigo rasgou e eu tive que substituir por um novo, mas em todo caso, eu juraria de pés juntos que é o mesmo cobertor que ela tem desde que nasceu.
— Estava com saudade de você paizinho – falou com a voz sonolenta.
— Filha, nós nos vimos não tem nem muito tempo – ri pelo drama que ela fez.
Nat revirou os olhos parecendo aborrecida.
— Não, eu tô falando de quando eu tive que morar em Londres – falou cabisbaixa – Eu não queria ir, odiei quando me mudei pra lá, queria ter continuado morando com você.
Ouvir ela falando isso partiu meu coração. Natalie sempre morou comigo, quando me mudei de Londres para Seattle, ela e Tanya vieram junto, claro que com Tanya sempre mantivemos uma relação de amizade, ela no quarto dela e eu no meu e convivíamos bem assim, mas quando Nat fez 7 anos, Tanya decidiu que não queria mais morar nos Estados Unidos e voltou para Londres, levando Nat consigo, aquilo me destruiu por inteiro, então quase todo final de semana eu voava para Londres apenas para vê-la, não aguentaria ficar longe dela.
A apertei mais forte em meu abraço.
— Você não vai mais ficar longe de mim meu amor, prometo – beijei sua cabeça.
— Promete mesmo?
— Prometo de dedinho – lhe dei meu dedo mindinho para mostrar que minha promessa era séria.
Pelo menos, era assim que ela levava uma promessa a sério.
— Mas e aí, como foi com a Bella? Vocês brincaram? – a olhei surpreso.
— O que? – perguntei sem acreditar.
— Não sei, a tia Alice disse que quando adultos se gostam, eles tiram um tempo pra brincar juntos, às vezes a noite toda – respondeu parecendo confusa – Eu achei que se beijavam, isso é confuso. Mas se vocês brincaram, vocês brincaram de que? Eu gosto de brincar de banco imobiliário. Faz eu me sentir mais rica ainda – deu um grande sorriso.
Eu realmente tenho que deixar aquelas duas longe da minha filha.
— Ninguém brincou filha – menti, caso contrário ela falaria pras tias – Vamos dormir? – ela fez uma careta mas concordou.
— Boa noite papai, eu te amo – falou me abraçando.
— Eu te amo mais, princesa – beijei sua testa e desliguei a luz do quarto.
Seria realmente uma boa noite.
[...]
Na segunda de manhã, travei outra batalha com Natalie para que ela acordasse para ir a escola, infelizmente, eu perdi a batalha então tive que leva-la para debaixo do chuveiro gelado para que acordasse. Ela ficou mal humorada mas passou assim que viu o que comer.
— Frutinhas? Iogurte? Pãozinho? – Nat olhava para a mesa com os olhos brilhando – Meu Deus, como eu amo a Bella, eu não aguentava mais comer fora – correu empolgada para se sentar à mesa – O único lado ruim é ter que vir tomar café as 5:30 da manhã – ela me olhou de cara feia.
— Acostume-se pirralha – ela me mostrou língua.
Tive que brigar com ela, por mais que não goste de chamar sua atenção, é necessário. Eu ainda era seu pai e ela ainda tinha que me respeitar. Tomamos café tranquilos, ela me contava sobre sua noite com as tias e a cada momento eu só tinha mais certeza sobre mantê-las longe de Nat. Ajudei Natalie a se vestir para a escola e tentei amarrar seu cabelo, mas ficou um desastre. Ela sorriu sem graça e disse que estava bom, estava horrível, mas é o que tínhamos pra hoje. A deixei na escola e fui para a empresa logo em seguida, chegando pontualmente as 7h.
Não vou negar, estava ansioso para ver Isabella, tinha um certo receio de que o que aconteceu sábado, mas quando cheguei não a vi na copa preparando meu café. Fui até uma das funcionárias, olhei em seu crachá, estava escrito 'Jessica', torci a boca pra isso, não, ela ainda seria Ana.
— Ana, onde está Isabella? – perguntei impaciente.
— A-Ainda n-não chegou – gaguejou nervosa – Posso ajudar?
— Por que ela ainda não chegou? – questionei ignorando sua pergunta.
— Eu não sei – choramingou.
Tenha santa paciência.
— Traga meu café. Se pôr açúcar pode ir direto pro RH pegar suas contas – falei sem olhar pra ela e fui direto pra minha sala.
Abri meu e-mail e pelo menos minha agenda semanal ela havia enviado... bom, ela enviou ontem. Peguei o telefone e liguei para ela, mas ela não atendia.
— Você não vai me tirar do sério, Isabella – tentei controlar minha raiva.
Teria uma reunião as 10h e ela precisava estar presente para tomar notas, mas antes, ela tinha que trazer a ata da última reunião que eu não fazia ideia de onde estava.
— Aqui está senhor Cullen – a funcionária que pedi o café entrou na sala.
Suspirei irritado.
— Você não bateu na porra da porta, Ana – custava bater na merda da porta?
— D-Desculpe, eu... –
— Me dá logo essa merda – ela se aproximou trazendo a xícara com o café, provei um pouco e cuspi em seguida – Isso está horrível, vê se trás algo decente – larguei a xícara em cima da mesa – Suma da minha frente – falei ao ver que ela continuou parada me olhando – Não me ouviu Ana? Suma daqui.
Quando ela finalmente saiu do meu campo de visão, esfreguei meu rosto com as mãos até sentir meu rosto queimar. Isabella sabe o quanto eu odeio atrasos, mas não, ela não vai me tirar do sério.
▬ Bella ▬
Acordei totalmente aérea a tudo, estava acordada, porém meu espírito ainda estava dormindo. Me virei na cama e praguejei o mundo inteiro quando senti meu corpo indo de encontro ao chão e minha cara batendo no piso. Merda. Como eu tenho uma cama king size e ainda caio na porcaria do chão?
Suspirei irritada me erguendo e ficando sentada no piso frio. Peguei meu celular da escrivaninha ao lado da minha cama e meus olhos quase saltaram pra fora do rosto, caralho, a merda do despertador não tocou e já são 8:13 da manhã e tenho 15 ligações não atendidas do meu chefe. Puta que pariu, é hoje que eu vou ser demitida.
Saí correndo em direção ao meu closet pegando uma roupa qualquer. Infelizmente hoje o espírito de porco vai ter que me dominar e vou ter que pular o banho, mas pelo menos os dentes eu escovo.
[...]
— Doutor estranho por favor – falei baixinho para mim mesma no carro quando parei em um sinal vermelho – Eu sei que você é real, simpatiza aí com a minha causa. Me dá uma forcinha aí no tempo. Se não puder voltar, pelo menos paralisa ele aí, qualquer um serve, não tenho preferência não.
Merda.
Quando o sinal abriu, achei que tivesse engatado a primeira marcha, mas ao invés disso, engatei a segunda, o que fez o carro dar um solavanco para frente e no susto, acabei perdendo um pouco a direção e com isso, bati o carro num hidrante. Eu bati a porra do carro num hidrante.
Só pode ser obra do satanás manifestado mesmo.
— Porra, queria a ajuda do Doutor Estranho e apareceu o Thanos pra me foder – reclamei – Fuleragem hein.
Saí do carro para ver o estrago. Merda, fez estrago sim. Tive que esperar os bombeiros aparecerem e explicar o que aconteceu já que com a batida fez com que jorrasse água da merda do hidrante e os bombeiros são os responsáveis por eles.
Olhei no relógio nervosa, já eram 9h e Edward teria uma reunião as 10. Porcaria. Peguei meu celular para ligar, informar o ocorrido, suplicar pela minha vida e seja mais o que fosse necessário.
— Mas é claro que essa IMUNDICE IA ESTAR SEM SINAL – berrei para o aparelho vendo que ele estava sem sinal e eu não poderia ligar – INFERNO.
Meu Deus, é obra da Lilith, tenho certeza. Ela foi criada antes de Eva e foi mulher ou de Adão ou do demônio, não sei, tenho que pesquisar isso no meu tempo livre, mas porra.
— Foi mal aí Lilith, eu nem queria pegar seu homem – sussurrei revezando olhares entre o chão e o céu, eu não sei se ela estava no inferno ou não – Ele que pulou em cima de mim, eu sou inocente, eu juro. Alivia aí pra mim moça. Prometo que não vai acontecer de novo – pensei melhor – Não sei né, não vejo o futuro, mas por favor dona mulher do demônio. Eu fico com o corpo e você com o coração dele.
Devo avisar que ele não tem coração? Melhor não né, se eu vou ficar com o corpo ela tem que ficar com alguma coisa... ou pelo menor acreditar que vai ficar com algo... se bem que ela pode é ficar com tudo... Não, deixa o pênis, esse eu ainda não provei.
— Louca – alguém passou por mim me xingando.
QUE TOME NO CU QUEM DISSE ISSO.
É isso. Quando eu morrer vou ser enterrada como indigente, não vou ter emprego, vou ser demitida. Vou ter que vender meu corpo. Deus, eu não quero vender meu corpo, eu gosto de usar só por diversão, de graça, 0800, posso até distribuir meu corpinho, mas de graça e comigo escolhendo quem vai ser. Que vida decepcionante.
Isso é consequência por colocar a boca onde não deve. Minha mãe sempre me falou que isso aconteceria. Deus. Por que eu não ouvi minha mãe?
Hoje é um daqueles dias de merda em que tudo que pode dar errado, dá errado, mas eu sabia porquê. Além de vender minha alma entreguei meu corpo pro demônio manifestado. Poxa seu demônio, nem foi meu corpo todo, alivia aí. Deixa eu manter pelo menos meu emprego.
Já se passavam das dez e quarenta da manhã quando cheguei na empresa. Óbvio que azar de pobre é pouco e meu carro não pegou, tive que mandar pro conserto e de lá pegar um táxi pra vir pra cá.
— Oh querida, você será um espírito aprisionado em breve – Ang disse assim que me viu entrando.
Eu sempre dizia que era um espírito livre, mas acho que agora ela tem razão.
— Um espírito aprisionado dentro de um corpo sem vida – Jess completou.
— Está tão ruim assim? – perguntei mesmo já sabendo a resposta.
Acho que a confirmação para o que eu achava foi ver uma estagiária que trabalhava com Ang passar por nós com lágrimas nos olhos e cara de quem ia no banheiro cortar os pulsos. Eu estou muito fodida.
— Amei te conhecer amiga, adeus – Jess correu para longe de mim.
— Tchau Bella, foi bom te conhecer – Ang disse e seguiu Jess em seguida.
Se nem Jane veio a coisa deve estar feia mesmo.
Se eu der sorte, meu chefe ainda está em reunião, mas eu não dei a ata pra ele então... cara, hoje o Thanos veio com força me foder hein.
— Isabella – ouvi a voz do meu chefe atrás de mim.
O tom que ele usou não foi nada agradável, nada calma, fez todos os pelos do meu corpo se arrepiaram e não de um jeito bom. Respirei fundo e me virei devagar para ele. Meu chefe tinha seu rosto vermelho, suas narinas estavam infladas demonstrando sua raiva e se eu dependesse da sua expressão facial e da forma como ele me olhava... eu já estaria morta.
É isso. Isso tudo é uma maldita consequência infernal por ter colocado a boca na piroca do demônio.
— Bom dia? – eu estou muito entregue a morte mesmo para responder um negócio desses.
— Que merda aconteceu pra você chegar aqui num horário desses e ter perdido uma reunião? – perguntou não parecendo estar nada contente.
Sim queridinho, eu também não estou contente pelo que aconteceu comigo hoje.
— Aconteceu tanta coisa que eu me reservo do direito de me defender pois se eu falar vai parecer mentira – disse tudo de uma vez enquanto eu ainda tinha coragem – No entanto peço perdão pela demora – sorri amarelo – Como foi a reunião?
Edward me olhou de forma assassina e eu pensei em diferentes formas de me humilhar pra implorar pelo meu emprego. Ele simplesmente virou de costas e saiu andando de volta pra sua sala.
— Retomaremos com a reunião em vinte minutos, recomponha-se e assuma seu posto – falou antes de bater sua porta com força.
Jesus. Me salva.
Corri para o banheiro e vi que eu estava uma bagunça. Poxa, não deu pra passar nem uma maquiagenzinha hoje. Me ajeitei o melhor que pude, tentei dar um jeito no meu cabelo, arrumar minha roupa e não morrer. Corri para copa, peguei a xícara maldita que se aquece sozinha e passei um café rápido para servir meu chefe.
— Ele cuspiu todos os cafés que demos a ele – Jess brotou do meu lado sussurrando – Tenho certeza que ele chamou uns dois estagiários de incompetentes, uma delas saiu chorando. Acho que falta de sexo deve afetar muito o humor dele. Acho que ele precisa gozar, sabe? – concluiu.
— Tenho certeza que esse é apenas o humor de lúcifer manifestado mesmo – falei – Agora deixa eu ir que a cruz que eu carrego é o humor dos infernos dele.
Olhei para a xícara em minhas mãos, devo por um tranquilizante aqui?
— ISABELLA – ouvi o grito do meu chefe.
— E essa cruz pesa demais – concluí vendo Jess assentir concordando.
Inferno.
Tranquilizante talvez não, mas um pouquinho de cuspe talvez? Droga, sorte que eu tenho medo de alguma das câmeras de segurança me flagrarem fazendo isso.
Passei em minha mesa já sabendo que ele provavelmente queria a ata – já que ele não se deu ao trabalho de olhar lá – e pegando os relatórios que seriam necessários. Bati em sua porta e já que ele não respondeu nada, eu assumi isso como um 'entra'.
Ai Deus, eu me sinto presa dento de uma música da Avril Lavigne*, com a diferença que eu não me sinto nada viva, pelo contrário, me sinto bem próxima da forca. Entrei com um sorrisinho amarelo no rosto e as pastas na mão.
— Trouxe seu café e a ata das duas últimas reuniões – falei me aproximando de sua mesa – Também trouxe o relatório da avaliação das ações com a Stardust Company, no caso a empresa da reunião de hoje... – me interrompi com o olhar mortal que ele me lançou.
— Eu sei com quem é a reunião de hoje – falou com toda sua irritação palpável presente em sua voz.
Custa ser menos ogro?
— Certo – concordei – Aqui consta que as ações deles desvalorizaram 2% – lhe entreguei as pastas – Achei que seria interessante saber.
— Sua sorte que é competente senhorita Swan – falou pegando os documentos que lhe entreguei e em seguida seu café – Minha xícara está desligada.
AH PUTA QUE PARIU, VAI TOMAR NO CU. Vai cair a porra do dedo se ele apertar no botão "power"? Eu devia mesmo ter cuspido nesse café quando tive chance.
Sorri falsamente, peguei a xícara apertando o maldito botão de aquecimento e lhe entreguei de volta. Espero que queime sua língua, sua boca e de preferência sua alma no fogo do inferno.
— Hora de voltar – falou se levantando e andando a minha frente.
— Voltar? – perguntei confusa.
Voltar pra onde gente?
— Para a reunião Isabella – respondeu com a voz dura.
— Ah é.
MORRA EDWARD.
— Fique atenta e faça a ata dessa reunião. Ana estava fazendo mas é uma incompetente, fez a ata errada e não podemos rasurar a ata, não sei porque ela ainda trabalha aqui se não sabe sequer fazer o mínimo – falou aborrecido.
Ah claro. Sei pra caralho quem é Ana já que todo mundo aqui é Ana seu desgraçado infeliz.
— Você está bem? – ele parou de andar se virando pra me olhar – Você chegou meio...–
Meu cu que ele vai querer ter uma DR agora.
— Ah não começa não – ergui uma mão o cortando – Estamos em horário comercial e de expediente, nada de assuntos pessoais. Ou grita comigo ou fica quieto mas vamos manter o profissional – falei irritada.
— Certo – concordou – Nesse caso Isabella, meu café está velho. Troque – me entregou a porcaria da xícara com o resto de café que tinha nela.
Respirei fundo deixando com que o ar preenchesse bem os meus pulmões.
Especialmente hoje, eu definitivamente colocaria o nome de Edward duas vezes no .
Gente... eu não sei vocês mas eu IDOLATRO a Bella por não ser toda entregue e cheia de amores pro lado do Edward e não ser daquelas que fica sofrendo por ele. Amo que ela olha na cara dele e diz "vc que lute pela minha atenção", kkkkk. Queria uma Bella assim, como não achei, eu fiz uma, kkkk.
A bella metendo a mão na cara do Edward foi tudo pra mim, sério. EU AMEI.
Edward falou pra ela que não ia mudar como a trata no trabalho, então sendo assim... vamos começar um assunto polêmico: "Edward foi ou não foi escrotinho?"
Ah, a música da Avril que eu falei no capítulo é a "Runaway", eu estava ouvindo ela quando escrevi e daí plagiei alguns acontecimentos de lá, rsrsrsrs. Ouçam, é legal.
Me contem o que acharam do capítulo, vou adorar saber
Não seja um leitor fantasma, venha me dar um oi e interagir comigo, vou adorar saber da sua existência
Enfim, é isso. Espero que tenham gostado.
Bejo vocês no próximo
