Oi pessoal, voltei com mais um capítulo, espero que gostem 3
-x-
macumbaonline . com
▬ Edward ▬
Pela manhã quando acordei e fui tomar banho, foi como se a água queimasse a pele das minhas costas e peito, quando olhei no espelho, estava coberto por marcas de unhas, não que eu me arrependa do motivo no qual essas marcas foram parar aí, mas da próxima vez, Isabella terá que se controlar mais ao usar as unhas, ela realmente fez estrago em minha pele.
Edward Cullen
06:15 am
"Você vai descer par ao café comigo ou vai comer sozinha de novo?"
Voltando para dez anos atrás, tive que enviar um SMS pois Isabella simplesmente faz questão de não me ter no whatsapp e bom, eu não vou pedir, se ela não me deu seu número é porque ela realmente não quer, não vou forçar nada.
Isabella Swan
06:17 am
"eu odeio vc, para de ativar o serviço de despertador no meu quarto, mas que inferno, vc não é meu pai"
Bella Swan
06:18 am
"e sim eu vou, odeio comer sozinha e parece que todo mundo nesse inferno fala esse idioma ridículo, mas to me arrumando"
Edward Cullen
06:19 am
"ok"
Decidi ligar para Natalie para saber se ela não foi esquecida em algum lugar pelas tias. Não queria deixa-la sob os cuidados de Alice e Rosalie, mas não é como se eu tivesse muita opção, além do que, sabe Deus porque, eu confio nelas para cuidar da minha filha.
— Achei que a bonita fosse ignorar minhas ligações – falei em tom divertido assim que ela atendeu, no quinto toque – O que você estava fazendo filha?
— Oi papai – falou de modo que parecia que estava de boca cheia e engolindo em seguida – Estava aqui jantando, aqui são oito e alguma coisa da noite – explicou de boca cheia novamente.
A diferença de fuso horário entre Seattle e Helsínquia é de dez horas, então enquanto aqui era início da manhã, lá era meio de noite.
— Certo, o que você está comendo?
— Pizza.
— Você não reclamava por comer isso?
— Sim, quando eu comia todo dia era ruim, a graça de jantar pizza é quando isso não acontece todo dia. Meu corpo precisa de nutrientes e vitaminas pra crescer sabia? – falou em tom debochado, o que ela não puxou para Tanya em aparência física, infelizmente puxou na personalidade – Como meus peitos vão crescer se eu não me alimentar?
Quase engasgo com minha própria saliva.
— Filha, é cedo pra pensar nisso, seu corpo vai se desenvolver na hora certa... –
— Quero que se desenvolva agora – falou me cortando.
— Outra hora falamos sobre isso – mudei de assunto – Aliás mocinha, quando eu voltar de viagem vamos ter uma conversinha.
— Oh oh – seu tom mudou para receoso – O que quer que tenha sido, eu juro que não foi eu e se foi, eu não estava em meu melhor juízo mental, eu culpo a tia Alice, você devia ir ter uma conversinha com ela.
— Com ela e sua tia Rose também.
— Iiihh pai, a ligação tá chiando, eu tô ouvindo nada, ai... tchau – desligou.
Tirei o celular do ouvido e olhei para a tela. A filha da mãe realmente desligou na minha cara e usou uma desculpa esfarrapada?! Realmente vamos ter uma conversa quando eu voltar para Seattle.
Guardei o celular no bolso e saí do meu quarto, estava com fome e ficar aqui estava me irritando, mas ao sair, desejei ter ficado no quarto.
— Este hotel está cada vez mais mal frequentado – Alec ironizou assim que me viu.
— Sim, sua presença aqui torna tudo desagradável – respondi no mesmo tom.
Odiava como conseguia perder a compostura quando ele está por perto, mas era automático, eu não podia evitar.
— Olha Cullen, você um péssimo gosto pra tudo que está relacionado a sua vida patética e empresa falida, mas devo confessar, a única coisa boa que você conseguiu ter foi sua assistente – sorriu malicioso – Ela é uma excelente companhia.
— Devo assumir que você descobriu isso ontem quando saiu com ela? – ele não respondeu, apenas piscou sugestivo para mim e não pude evitar uma gargalhada – Depois de velho resolveu fazer papel de ridículo? Simplesmente patético – o sorriso irônico dele fraquejou por um momento, mas não se desfez.
— Aguarde e veja, Cullen – falou cheio de si e girou nos calcanhares me deixando sozinho no corredor.
Como eu disse, simplesmente patético.
Já eram seis e meia e Isabella ainda não havia saído do seu quarto, eu estava bem próximo de apenas a deixar para ir tomar café sozinha, mas da última vez que isso aconteceu ela trombou com Alec, então, apenas esperaria.
Lembrei do site que Isabella sempre fala, macumba alguma coisa, macumba online? Esse deve ser o nome. Peguei meu celular do bolso digitando o endereço, não foi difícil de achar. Assim que o site carregou, fiquei observando a interface do site, eu faria uma interface melhor. Um desenho de sapo com a boca costurada. Sério? Isso foi o melhor que os desenvolvedores conseguiram criar?
Acho que minha surpresa maior foi com a quantidade de 'macumbas' bizarras que tinham lá. Para crescer a bunda, para crescer o peito, para achar um emprego, para trazer de volta o amor, para perder o BV, para 'dar a roda'... eu estava seriamente cogitando a possibilidade de Isabella falar sobre site apenas por achar bonitinho, não acredito que ela realmente acredite nisso. Ia fechar a janela com o site quando vi uma que me chamou atenção 'Macumba para o chefe'.
Certo, minha curiosidade – e falta de bom senso – falou mais alto. Cliquei nessa aba e meu queixo foi ao chão ao ver que a maior parte das macumbas nessa sessão eram de uma usuária com nick 'bellinhaswan13'.
— Só pode ser brincadeira – murmurei para mim mesmo.
Corri os olhos pelas 'macumbas' feitas por ela. Tinha de tudo, para cair de uma escada, para ser atropelado (mas não morrer pois alguém precisava pagar seu salário) por um carro, por um caminhão e até por uma moto, pra um urso me comer, pra adoecer, para ter uma intoxicação alimentar, para ter diarreia, pra voltar pro inferno, pra ficar preso no elevador, pra um disco voador me levar e me substituir por uma versão melhor, para arranjar alguém pra transar e deixa-la em paz, para broxar na hora do sexo e muitas outras.
— Vamos? – desgrudei os olhos da tela do celular ao ouvir a voz de Isabella.
— Pra broxar na hora do sexo? Sério? – falei virando a tela do celular pra ela que ao ver em qual site eu estava, arregalou os olhos, mas logo se recompôs.
— Eu não sei do que você está falando – deu de ombros.
— bellinhaswan13 – li o nome do usuário em voz alta.
— Nunca nem vi.
— Seu aniversário não é dia 13?
— Muita gente faz aniversário dia 13.
— O engraçado é que em todas essas têm meu nome – rebati.
Ela me olhou por alguns segundos, respirou fundo e jogou os cabelos pra trás.
— Eu não tenho arrependimentos na minha vida – ela simplesmente se virou e foi em direção aos elevadores.
Eu ainda estava surpreso. Eu até entendia suas outras 'macumbas', mas desejar que eu broxasse na hora do sexo, aí já é demais. Durante todo o trajeto no elevador, ela fingia que não estava escutando o que eu falava e eu odiava isso com todas as minhas forças, mas não estávamos na empresa então eu não podia exigir sua atenção... e convenhamos, esse não é um assunto de trabalho.
— Ai meu Deus, aqui tem tanta coisa gostosa – ela falava empolgada enfiando diversos tipos de bolo em seu prato – Que pena que você não pode comer nada disso, sua vida deve ser cinza e triste.
— Nunca me fez falta – dei de ombros.
— Ei, você pode comer isso? – perguntou surpresa apontando para o muffin de cacau em meu prato.
— Se for como a placa diz e for sem glúten e sem lactose, então sim.
— Mas aí tem açúcar – ela parecia confusa.
— Isabella, eu sou intolerante a glúten e lactose, não sou diabético.
— Mas você disse que lactose era um açúcar.
— E é.
Ela ficou me olhando com os olhos cheios de dúvida.
— Esquece, não vou me aprofundar nisso pois tenho medo de receber uma aula de biologia aqui – continuou pegando alguns doces e enchendo seu prato – Mas lembre-se, você só tem horário livre para ir ao banheiro a noite.
— Eu creio ter decorado minha agenda, obrigado.
— Só estou tentando ajudar senhor Cullen.
— Porra – ela me chamando assim me fez recordar a noite passada quando me chamou dessa forma pedindo para que eu a fodesse. Nunca mais vou ouvir ela falar 'senhor Cullen' e não lembrar disso.
— Aconteceu algo? – perguntou sem me olhar e totalmente concentrada em encher seu prato de doces.
— Quanto de comida você ainda vai por no seu prato? – tentei mudar de assuntos.
— Quantos eu aguentar comer, pelo que eu saiba você não é meu nutricionista.
— Grossa.
— Aprendi com o melhor – ironizou.
Como minhas opções eram um tanto quanto limitadas, me servi apenas com ovos, o muffin de cacau, presunto e algumas fatias de pão que segundo a placa, eu poderia comer. Me servi com uma xícara de café preto e sem açúcar.
— Suco detox? – ironizei ao ver Isabella enchendo seu copo de um líquido verde e nada atraente.
— Sim, eu estou de dieta.
Oh sim. A quantidade absurda de doces em seu prato certamente confirma isso.
[...]
— Sério? Vamos mesmo ter que ficar o dia inteiro nessa conferência? – Isabella perguntou desanimada quando saíamos do restaurante.
— Sim. Foi pra isso que viemos – confirmei.
— Você veio pra isso, eu estou aqui forçada e não estou me divertindo em nada.
— Temos uma mesa redonda para ir agora, vão debater sobre... –
— Hey Edward – fui interrompido de falar por um Jacob sorridente que em seguida se virou para Isabella e sorriu sem graça – Oi Bella, como está?
— Eu vou indo, lhe vejo na sala onde ocorrerá a mesa redonda – Isabella se virou para mim falando sem se importar em responder a Jacob, tive que prender uma risada com isso. Apenas assenti concordando – Com licença – se retirou em seguida.
— Porra cara, você fodeu minha vida – meu colega falou assim que Isabella já estava longe o suficiente.
— Foram apenas negócios Jacob – me mantive imparcial – Você não me falou quem namorava e eu certamente não perguntei se Isabella namorava alguém, não tinha como eu saber, minha bola de cristal quebrou, não consegui adivinhar – utilizei uma frase que Isabella falara uma vez.
Confesso que é até uma frase interessante.
— É verdade – respondeu cabisbaixo – Fiquei com medo de você descobrir que eu estava saindo com sua assistente e sei lá, você tentasse sabotar de algum modo.
— Estou um pouco ofendido agora – não que seja mentira o que ele disse, mas...
— Você sabe se ela está saindo com alguém?
— Sim. Ontem a noite passamos a noite juntos fazendo as unhas e conversando sobre nossas vidas, descobri que ela é de aquário – ironizei.
O olhar de Jacob foi para minhas mãos e eu quis lhe estapear ali mesmo.
— O signo dela é virgem.
— Caguei.
— Você se importa se eu a chamar para sair? – perguntou incerto – Sabe... pra a levar pra conhecer a cidade e tudo mais?
SIM, PRA CARAMBA. Fique longe dela.
— Jacob, viemos a trabalho então durante o horário do evento, eu me importo sim, mas eu realmente não posso opinar sobre o se tempo livre após o horário que o evento encerra – apesar de me incomodar, eu tinha que manter minha postura profissional – Eu não mando em sua vida pessoal.
— Valeu cara, sabia que eu podia contar com você – agradeceu sorridente.
NÃO PODE.
— Eu não te vi ontem aqui – falei mudando de assunto.
— Minha assistente confundiu as datas e achou que o evento começava hoje, cheguei essa madrugada apenas. Nem todos tem a sorte de ter uma Bella em suas vidas.
— Certo... até mais, Jacob.
Não esperei sua resposta, apenas saí dali. O fato de eu não mandar na vida pessoal de Isabella não significa que eu não irei interferir.
[...]
— Eu arrisco dizer que mais uma vez você não parece estar prestando atenção na palestra – falei ao notar o olhar de Isabella distante.
Já passava das três da tarde e notei que desde que encontramos com Jacob, Isabella estava calada e distante, era até estranho não a ouvir falando alguma besteira.
— É que o John tá tocando pra mim – respondeu sem emoção ainda olhando para frente sem parecer realmente enxergar alguém.
Olhei para os lados totalmente confuso. De que porra ela está falando?
— Vou querer saber do que está falando?
— Quando estou entediada, um macaco tocando tambor aparece na minha mente – explicou – Normalmente isso acontece quando você começa a falar, mas desde que cheguei nessa conferência ele tem aparecido com mais frequência.
— Isso é ridículo – exclamei.
Pela primeira vez ela se virou para me olhar, seu cenho franzido de irritação e uma expressão nada amigável no rosto.
— Ei, não fale do meu macaco imaginário, eu já me afeiçoei a ele. John é uma doce criatura – ralhou aborrecida.
Pra mim, ela é completamente louca.
— Certo – concordei – Deixando o "John" de lado, você bem cabisbaixa depois de encontrar com Jacob essa manhã – não queria ter que abordar esse tópico, mas ela certamente não falaria por livre e espontânea vontade.
Isabella bufou irritada e olhou pra baixo ajeitando a própria saia.
— Eu só me sinto irritada quando olho pra ele – respondeu voltando a assumir a expressão cabisbaixa em seu rosto – Eu na verdade só queria um pouco de honestidade, entende? Acho que isso não é pedir demais.
Apenas assenti concordando. Eu não tinha nada a falar, não sou do tipo que consola ou dá conselhos, apenas escuto. Continuamos em silêncio, de vez em quando olhava discretamente para ela, continuava olhando para frente sem realmente enxergar alguma coisa, em um momento a tela do celular que estava em sua mão acendeu e pude ver que Jacob havia mandado uma mensagem, ela encarou a tela por uns segundos e depois a bloqueou novamente.
— Você quer ir conhecer a cidade? – questionei quando ela desbloqueou a tela olhando novamente a notificação da mensagem.
Isabella nada respondeu, ficou me olhando por um tempo, parecia avaliar se eu falava sério.
— Tem certeza? Você o senhor 'quero assistir a todas as palestras' vai mesm... –
— Se eu parar pra refletir vamos continuar aqui mesmo – a cortei soando um pouco mais ríspido do que gostaria.
— Isso séria péssimo, seu cérebro é perturbado. Vamos – ela simplesmente levantou e saiu passando por cima das pessoas surrando um 'com licença' de vez em quando.
Que merda eu estou fazendo?
[...]
— Olha só, se o Thor, Loki e Odin não estiverem aí dentro, não tem porque eu estar aqui – Isabella reclamou quando paramos em frente à Catedral de Helsínquia.
Para mim, ela ainda é um pouco perturbada e tem uma séria e estranha obsessão com super heróis.
— Certo, vamos para outro lugar então – sugeri.
— Está louco? – sua cara de ultraje me deixou confuso, ela não tinha reclamado por estar aqui? – Tira aqui uma foto minha. Não vou perder a chance de pôr isso no instagram.
— Não sou seu fotógrafo particular – bufei irritado – Tire você mesma uma selfie e pronto.
— Para de ser ranzinza, não estávamos dando uma trégua? Eu sempre soube que seu mal humor não era falta de sexo – essa última parte saiu baixa demais e creio que ela tenha dito apenas para ela, por isso ignorei – Tira logo uma foto aqui, sua mão não vai cair.
Arqueei uma sobrancelha a olhando, ela acha mesmo que ia mandar em mim?
— Por favor? – sorriu amarelo.
Acabei concordando. Quando ela me entregou o celular, acabei não resistindo a curiosidade e arrastei para baixo a aba de notificações vendo um "podemos conversar?" como sendo a mensagem que Jacob enviara.
— Já tirou? – fui trazido de volta a realidade com a pergunta de Isabella.
Subi novamente a aba de notificações e tirei as malditas fotos enquanto ela fazia poses e fingia estar em um pole dance com as colunas da catedral. Isso era tão desrespeitoso quanto sexy.
Isabella acabou se empolgando mais que o esperado e saiu andando descontrolada pelas ruas da cidade, eu não tinha vontade e nem pique para acompanha-la, eu honestamente preferia estar sentado assistindo a palestra do que estar aqui. Por que diabos eu estou aqui mesmo? Que merda que se passou em minha mente para estar aqui?
— AI MEU DEUS – assustei-me ao ouvir o grito estridente dela – É O THOOOORRRRR E O LOKI – ela pulava empolgava indo em direção aos caras – É o melhor dia da minha vida.
Olhei na direção em que ela olhava. Na verdade, era só um cara com uma fantasia meia boca de Thor seguido por um cara com uma fantasia igualmente vagabunda de Loki. O pior de tudo é que eu sei quem é Thor e Loki. Patético.
— EDWARD VEM AQUI – vou receber ordens agora?
Não me movi, continuei lá onde estava, tenha santa paciência, as pessoas estavam olhando ela dar chilique. Os caras fantasiados que a olhavam e riam, ela ria de volta. Devo avisar que estão rindo dela e não com ela?
Acabei me convencendo a ir até onde ela estava, essa vergonha eu queria ver de perto.
— Tira uma foto minha com eles – novamente me entregou seu celular – Acho que eles não me entendem. Você que fala o idioma, diz que eu amo eles, que eles são meus ídolos, que eu sempre torci pelo Loki nos filmes.
— Não vou falar nada disso – neguei.
— Por favor, eu faço tudo que você quiser – implorou.
Isso poderia ser interessante. Me virei para os homens fantasiados que ela espremia em abraços e gritos, eles não estavam mais rindo. Acho que a diversão acabou pra eles quando ela bancou a Agnes* daquele filme infantil e começou a os sufocar.
— Hän on täysin hullu. Hän todella uskoo sinun olevan Loki ja Thor (Ela é completamente louca. Ela realmente acredita que vocês são o Loki e o Thor.) – falei.
Certo, agora não era justo lhe cobrar pra fazer tudo que eu quisesse, mas eu não tinha como falar nada diferente e não perderia a oportunidade.
— Voi, näen. Olemme pahoillamme, että tyttäresi on erityinen (Oh entendo. Lamentamos por sua filha ser especial.) – o Loki deformado respondeu.
Fiquei encarando os dois. Filha? Eu aparento estar tão velho assim?
— O que eles falaram? – ela perguntou após eu tirar as suas malditas fotos e ela ter se despedido dos dois.
— Acham que você é minha filha – Isabella explodiu em uma gargalhada alta – Tá rindo do que? Pareço velho por algum acaso?
— Com essa carranca que você tem estampada na cara, essa feição séria e suas roupas malditamente formais, parece sim – concordou – Mas você sobrevive. O lado positivo é que eu pelo visto pareço nova – sorriu convencida.
— E especial – retruquei.
— O que?
— Nada.
[...]
Paramos em uma feirinha de rua, Isabella olhava tudo empolgada, estava procurando lembranças para levar para os amigos e eu só queria morrer. A cada segundo me arrependia mais de ter sugerido esse passeio. Eu realmente preferia estar assistindo a palestra sobre gestão empresarial, é sempre bom se manter informado nesses assuntos.
— Você não vai levar nada pra sua filha? – Isabella perguntou quando voltou com uma sacola –literalmente– cheia de chaveiros.
— Chocolate – respondi – Ela é estranha, gosta de colecionar caixa de chocolate de outros países.
— Por que? – questionou confusa.
— Não ouviu o que eu disse? Ela é estranha.
— Seu mal humor está cortando minha vibe – rebateu irônica e isso me irritou ainda mais.
— Porque eu estou irritado por estar aqui – respondi ríspido.
Dessa vez foi intencional.
— Então volta pro hotel. Não estou te obrigando a ficar aqui, está porque quer. Vá para o inferno com seu mal humor – deu de ombros.
Ela girou nos calcanhares e se afastou indo na direção contrária. Tive que contar até dez e respirar fundo umas três vezes. Era muito fácil se estressar com Isabella.
— Como se você conseguisse se virar sozinha. Não fala o idioma – ironizei quando uns cinco passos depois a alcancei em frente a uma barraquinha de artesanatos.
— Não sou tapada quanto pensa, eu sei o nome do hotel, tenho um celular, internet e acesso ao google tradutor, cartão de crédito e alguns dólares. Não dependo de você pra absolutamente nada – mantendo os olhos nas peças que ela segurava da barraquinha, respondeu igualmente ríspida – Vocês homens tem que parar de achar que eu dependo de vocês pra alguma coisa. Não sei se você já percebeu, mas eu sou bem independente.
— Seu ídolo é o Thor – rebati – Você não tem muita moral pra falar algo.
— Meu ídolo é o Doutor Estranho – me corrigiu – Como você é o próprio capeta manifestado, o seu provavelmente é um bode.
— Você é completamente louca.
— E completamente independente. Como disse, não preciso de você pra nada, se quiser ir embora vá, nada te impede e acredite, eu impedirei menos ainda, mas se for ficar, fiquei em silêncio, sua voz está me irritando e eu estou doida pra meter minha mão na sua cara.
Não respondi nada. Não me desculparia pois não estou errado, mas também não a deixaria sozinha, ela não fala o idioma, está em outro país e como eu a trouxe, ela é minha responsabilidade. Ela continuou olhando os artesanatos da maldita barraca e parece que apenas para me irritar, estava demorando mais que o necessário. Depois as pessoas não sabem o porquê de eu ser tão mal humorado, mas não é possível, o universo parece que existe para testar minha paciência.
— Você por algum acaso pretende contrabandear chaveiros e artesanatos nativos? – questionei ao ver a quantidade absurda de itens que ela carregava consigo.
— A empresa é grande, tem muitos funcionários e diferente de você, eu não sou antissocial.
— Eu não me importo – dei de ombros.
Se não precisasse que cada um fizesse sua função, por mim poderiam todos se explodir. Ela não respondeu e eu não continuei o assunto. Eu já estava no inferno mesmo nesse mercado maldito, esperando Isabella terminar suas compras infinitas de lembranças mais infinitas ainda.
Comprei uma água, já que Isabella se recusou e foi ela mesma comprar sua água, que inclusive, foi uma cena muito engraçada de se ver pois ela gesticulava para o senhor que a atendia o que ela queria e ele não entendia bulhufas, quando em cansei da palhaçada, fui um pouco para trás dela e quando o senhor me olhou, apontei para a garrafa e sussurrei sem som um 'ela quer água' no idioma dele e foi assim que ela conseguiu sua garrafa de água. Mexia no celular enquanto Isabella olhava outras coisas, que eu tenho certeza que era apenas para me irritar, e vi que Nat havia enviando uma mensagem.
— Ai que nojo Edward – Isabella exclamou enojada quando cuspi a água que estava em minha boca nela – Está com a boca furada por algum acaso?
— Vê essa porra e pelo amor de Deus, me diz que eu estou completamente louco – com a mão trêmula, entreguei meu celular para Isabella com a janela da conversa com Natalie aberta.
Ela parou para ler a mensagem e gargalhou alto em seguida.
— Está em pleno juízo senhor Cullen. Parabéns, ganhou um genro – ironizou dando um tapinha em meu ombro.
Olhei novamente para o celular vendo a mensagem que Natalie havia enviado. Uma foto dela, com um garoto que aparentava ser uns dois anos mais velho que ela, os dois abraçados e a legenda: 'pai estou namorando, quando voltar de viagem te apresento o Matthew, você vai adorar ele'.
Sim, vou adorar quando o bastardozinho estiver com as mãos longe da minha filha.
— Relaxa Edward... –
— Ela tem dez anos – impedi que ela continuasse falando.
Isabella não parecia prestar atenção no que eu falava, ela olhava alguma coisa no celular e se controlava para não rir, em seguida me olhou e pareceu que explodiria em uma gargalhada a qualquer momento. Como eu digo, é difícil não ser grosso com as pessoas quando elas imploram por isso.
[...]
— Estamos admirando algo em especial? – questionei ao parar ao lado de Isabella.
Enquanto andávamos, ela parou em frente a um estúdio de tatuagem que tinha em uma rua.
— Eu vou fazer uma tatuagem – parecia que ela queria convencer a ela mesma – Sempre quis fazer, mas eu tenho medo de agulhas, imagino que deva doer bastante.
— É suportável – comentei, ela se virou para me olhar, parecia surpresa – Eu tenho uma – expliquei.
— Eu sei, 2009 em algarismos romanos – respondeu olhando novamente o interior do estabelecimento através do vidro, dessa vez eu quem estava surpreso, ela tinha reparado? – Já lhe vi completamente sem roupa duas vezes, eu reparei – falou ao perceber minha surpresa.
— Faz sentido. Você quer entrar?
— Sério? Achei que fosse me dar um discurso sobre tatuagens e blá, blá, blá.
— Não sou contra.
— E se a Nat quisesse fazer uma?
— Quando ela completar dezesseis, se quiser fazer eu mesmo faço questão de ir procurar um lugar com ela e a levar. Eu sou mais liberal.
— Isso vale pro novo namoradinho dela? Acho que no momento ele é o amor da vida dela – abafou uma risada e eu fechei a cara.
— Não. Ela tem dez anos, nessa idade, eu devo ser o único amor da vida dela.
— Ciumento.
— Apenas cuidadoso – dei de ombros – O que pretende tatuar?
— Uma frase.
— Onde?
— Aqui – tocou a curvatura abaixo do seu seio esquerdo.
Achei um péssimo lugar para pois ela ficaria com o seio praticamente exposto para o tatuador, mas também não cabe a mim decidir isso.
— Eu estaria ultrapassando algum limite se perguntasse qual frase?
— 'Expira, inspira, respira' – falou com a voz baixa, parecia perdida em pensamentos – Eu tenho asma, não tenho uma crise desde os dezesseis, mas... quando eu era menor, eu tinha muito dessas crises, minha mãe sempre repetia essa frase pra mim para me ajudar a controlar a respiração e não piorar. Eu ainda repito essa frase pra mim de vez em quando, quando sinto que estou ficando sem ar, ajuda a me acalmar.
Eu sei que não tinha porque eu saber disso, mas ainda assim, fiquei muito surpreso em saber. Eu já havia percebido que as vezes Isabella fica um pouco ofegante, talvez eu devesse parar de mandar ela 'buscar os documentos o mais rápido possível nem que tenha que ir de escada'. Eu com certeza repensaria esse ponto.
— Me parece uma boa escolha – concordei – Quer entrar?
— Até quero, mas eu estou com medo – mordeu o lábio nervosa.
— Você provavelmente vai ter medo pra sempre.
— Isso é alguma forma estranha de me incentivar? – arqueou uma sobrancelha e torceu a boca.
— Sim – confirmei.
— Você é péssimo incentivando alguém. Por favor, nunca escreva um livro de autoajuda.
— Obrigado, você também é ótima – ironizei.
— Quem sabe outro dia eu volte – deu de ombros – Eu quero comer. Nesse país tem pizza? Se bem que não tem graça comer pizza sozinha.
— É... normalmente as pizzas não contam muitas piadas – brinquei.
— Edward, eu não tenho nem palavras pra responder a esse seu comentário. Foi péssimo – gargalhou.
Talvez eu tenha ficado um pouco constrangido, realmente, foi péssimo e eu nem percebi que tinha falado.
— Foi intencional – menti – Que tal voltarmos e jantamos no restaurante do hotel? – propus ao observar que já estava bem tarde.
Ela concordou com um aceno de cabeça. Demorou um pouco para conseguirmos um táxi, mas a viagem até o hotel foi tranquila e conseguimos evitar trânsito. Por sorte, o restaurante do hotel também não estava cheio, acho que as pessoas devem ter saído para conhecer a cidade o que era ótimo, assim não tumultuavam aqui.
— Eu me pergunto – Isabella começou a falar enquanto passava os olhos pelo cardápio – Se você ingerir algo com lactose, você vai direto pro banh... –
— Nem continua sua frase – a cortei.
Eu realmente não queria falar sobre as reações que meu estômago tem nesse tipo de situação. Não era a melhor situação do mundo.
— Ei, eu assisti The Big Bang Theory, eu via os comentários do Sheldon pro Leonard – falou séria.
— Eu vou querer saber o que é The Big Bang Theory ou quem são Sheldon e Leonard? – perguntei e aparentemente foi apenas para ela me olhar como se eu fosse algum alienígena.
— Você nunca assistiu? – acenei negativamente com a cabeça – Mas que merda você faz da sua vida?
— Mantenho minha empresa como a melhor dos Estados Unidos, cuido da minha filha e se der tempo, durmo um pouco – ela torceu a boca e revirou os olhos com a minha resposta.
— Sabe Edward, você é muito... muito... – ela pareceu pensar em uma palavra – Por falta de palavra melhor, vou usar o termo 'sério'. Você devia se soltar mais, viver um pouco, ir pra umas baladinhas, conhecer pessoas, sorrir um pouco, assistir algumas besteiras na internet...
— Por o nome do seu chefe em um site de macumba – completei por ela que gargalhou alto.
— Você não pode provar que fui eu.
— Acho que o usuário 'bellinhaswan13' já deixou isso bem claro.
— Muita gente se chama Isabella Swan – argumentou.
— Sim, cisne é um sobrenome muito comum, tem razão – revirei os olhos – Eu ainda tenho certeza que foi você que espalhou o apelido mais famoso de todos.
— Lúcifer de olhos verdes – sorriu orgulhosa, mas logo tirou o sorriso do rosto voltando a ficar séria – Eu não, não sou tão criativa assim.
— Tá escrito na sua cara que é mentira.
— Então para de ler minha cara e para de falar cara, quem tem cara é cavalo.
— Você é meio grossa mesmo – concordei.
— Tome no seu cu – falou.
Apontei pra ela como que pra provar o que eu tinha acabado de falar, ela olhou para os lados e ao perceber que ninguém estava olhando, me mostrou o dedo médio.
— Pra quem tem medo de ser demitida, você é bem corajosa sabia?
— Sim, mas convenhamos, se você fosse me demitir, já teria feito isso há algum tempo – sorriu convencida – Eu sou meio atrapalhada, mas sou competente. Além do que, não é como se tivesse uma fila de gente disposta a trabalhar diretamente com você, eu só aceitei porque não sabia que estava vendendo minha alma pro diabo – piscou pra mim – Fiquei por conta das amizades que fiz no trabalho.
Minha vontade foi simplesmente levantar e a deixar ali sozinha, mas também não poderia dizer que o que ela falou era exatamente uma mentira. Antes de Isabella, eu tive pelo menos uns 20 assistentes, nenhum durou mais que três meses, além de toda a incompetência que vinha junto com eles, o que foi mais ou menos competente foi Daniel, mas ele simplesmente disse que não era obrigado a perder a sanidade mental e se demitiu. Falta não fez.
— Eu acho que vou de filé ao molho madeira – falou mudando totalmente de assunto – E você?
[...]
— Para de incomodar a menina Edward – Isabella me chamou atenção quando pela milésima vez liguei para Natalie, mas ela não atende ao telefone – Lá deve ser madrugada.
— O impressionante é que nem Rosalie e nem Alice atendem – ignorei completamente o que ela disse.
— Pra que toda essa vontade de ligar repetidas vezes?
— Minha filha de dez anos me manda mensagem dizendo que está namorando e você espera mesmo que eu fique tranquilo? – novamente ela prendeu uma risadinha e de novo isso me incomodou – O que você tanto ri quando eu falo sobre isso?
— Edward, ela não está namorando – a olhei sem saber no que acreditar – Ela apostou 100 dólares com a Rosalie que você ia surtar – pegou seu celular me mostrando a conversa com Nat – Ele é só um amiguinho da escola, pelo que ela conta, a garota mal chegou e já é super popular.
Respirei aliviado ao ler a mensagem, eu realmente não estava preparado pra ter que ir ameaçar um garoto de uns 12 anos.
— Acho que em breve eu terei cabelos brancos e a culpa vai ser toda dessa pirralha.
— Ela é muito bonita Edward, vai te dar o puta de um trabalho quando crescer – assenti concordando.
Eu já estava ciente disso.
— Você está com uma marca roxa no pescoço – disse ao observar uma marca que estava descoberta pela blusa.
— Ah – ela levou a mão ao pescoço e ajeitou a blusa em seguida – Meu corpo todo está marcado, alguém não sabe se controlar – falou sugestiva.
— Sabe que eu concordo? Alguém também precisa se controlar ao usar as unhas, eu estou todo arranhado – ela riu.
— Bom, isso não é nada, eu estou toda destruída, por um milagre ainda estou andando – dessa vez quem riu foi eu – Para rir, é sério, minha coxa está destruída, parece que eu passei a noite toda malhando perna ou fazendo agachamento.
— De certa forma foi quase isso – ri – Mas se você quiser um relaxante muscular eu tenho – ofereci.
— O pior é que eu quero – concordou – Engraçado, eu passei o dia inteiro querendo meter a mão na sua cara porque porra, você me irritou pra caramba e passou o dia sendo um pé no saco, mas eu já estou começando a ficar excitada só por lembrar de ontem – ela se reclinou na cadeira se ajeitando e voltou a me olhar – Eu estava precisando transar, já estava ficando estressada e entrando em abstinência.
Devia comentar que essa falta de pudor dela em falar sobre sexo estava me excitando?
— Nós podemos repetir a noite de ontem, eu estou completamente livre – sugeri.
Eu realmente não tinha oposição nenhuma a repetir a noite passada. O sexo foi incrível.
Isabella me encarou com os olhos crispados, parecia estar pensando em algo, como se pesasse os prós e contras. Ficou um tempo em silêncio apenas me olhando, eu também não falava nada, apenas mantive meu sorriso sugestivo no rosto.
— Certo – concordou por fim – Mas se vamos repetir isso, temos que estabelecer algumas regras.
— Está tentando me conquistar, Swan? – brinquei – Sabe o quanto eu adoro uma regra e uma formalidade. Se pedir pra oficializar um contrato te peço em casamento.
— Mantenha seus pedidos de casamento bem longe de mim – sorriu irônica.
— Quais suas regras? – fui direto ao assunto.
— Primeiro de tudo, vamos deixar bem claro que tudo isso tanto para mim quanto pra você é baseado nas três palavrinhas mágicas e poderosas.
— Eu te amo? – perguntei irônico.
Ela não esperava que eu fosse falar isso, esperava? Isabella revirou os olhos e bufou irritada.
— É só sexo – suspirei aliviado quando ela respondeu – Eu não te amo, na verdade, a maior parte do tempo possuo planos de te envenenar aos poucos colocando veneno de rato no seu café, mas isso não vem ao caso – completou ao ver a surpresa estampada em meu rosto – Segundo, vamos manter isso apenas entre nós. Não preciso de ninguém falando que eu só tenho um emprego por estar dando pro meu chefe.
— Eu realmente não tenho planos de mudar nossa relação profissional no ambiente de trabalho, então tenha isso em mente.
— Ótimo, mas saiba que seu café sempre pode vir com cuspe e talvez o cuspe nem seja meu v sorriu convencida.
— Se você colocar cuspe de outra pessoa, realmente vai estar demitida – falei sério, mas ela riu.
— Você não teria como saber, não tem câmeras nos banheiros – piscou pra mim.
— Continue com suas regras – pedi irritado.
— Certo... o que mais... ah sim. Como foi dito, nossa relação profissional ainda será a mesma, então na empresa me trate como sempre tratou e por favor, nada de repetir aquele dia que você se convidou pra almoçar comigo. Ou eu almoço com meus amigos ou sozinha, eu já olho demais pra sua cara pra querer olhar no meu horário de folga também.
— Como eu amo sua sinceridade, Isabella.
— Voltando a deixar claro, meu horário de expediente é zona totalmente proibida.
— Essa parte já ficou bem clara – falei.
— Tá... hmm... Como eu falei, é só sexo, então não temos nenhum tipo de compromisso, então sem cobranças, mas ainda assim, seremos exclusivos.
— Seja mais clara, Isabella, isso me soa como compromisso.
— Camisinhas me deixam assada e convenhamos, você tem um puta fôlego – ri de sua fala – Vamos fazer exames e cada um terá a cópia desses exames, eu já voltei a tomar pílulas, além do que, prefiro sexo sem camisinha, mas para que isso funcione, ambos não devemos ser promíscuos e ter vários parceiros – explicou – Mas se você for querer ter mais parceiros me avise pois daí mantemos a camisinha.
— Eu prefiro sem, então concordo com esses seus termos – aceitei.
Eu não possuía planos de ter outros parceiros e não sou fã número um de camisinhas.
— Certo, então esclarecendo, nosso trabalho e horário de expediente permanece como uma zona neutra, faremos exames apesar de que eu estou limpa e creio que você também, mas é como dizem, o seguro morreu de velho e o prevenido até hoje vive. Não temos nenhum tipo de compromisso, mas seremos exclusivos e o mais importante de tudo, só vamos transar quando eu quiser.
— Por que quando você quiser?
— Você que quer transar comigo, não o contrário – sorriu vitoriosa.
Eu não estou em posição para reclamar, então apenas concordei.
— Certo, mas com relação a essa dos exames, eu estou limpo, faremos apenas para desencargo de consciência... sua. Mas percebe que é um pouco tarde para isso?
— Por que? – perguntou confusa.
— Fizemos sexo oral, eu gozei na sua boca e você na minha, entende o que eu quero dizer?
— Ah... verdade – pareceu pensar – Então que bom que a empresa nos obriga a fazer exames a cada seis meses.
— Ideia minha – me vangloriei.
— Óbvio que foi – revirou os olhos – Apesar de ter feito esses exames há dois meses, faremos de novo.
É necessário que eu fale que em meu caso é desnecessário pois fizemos os exames há pouco tempo e eu estou há quatro meses sem sexo? Bom, depois de ontem não mais, mas bem... é desnecessário sim.
— Espera... você possui planos de me processar? Por que eu realmente acho que não vou poder fazer muita coisa se você me processar por assédio sexual – perguntei preocupado.
Esse é um assunto que realmente me preocupa.
— Claro que não né Edward – revirou os olhos – Estou fazendo isso por vontade própria, não se preocupe com relação a isso.
— Apenas querendo esclarecer – falei.
Enquanto finalizávamos nossas refeições, continuamos acertando os detalhes de como faríamos isso dar certo sem que afetasse nossa vida profissional. Após o jantar, voltamos para nossos quartos, Isabella alegou estar exausta e precisar descansar e bom, já que concordei, agora dependo da vontade dela para transar.
— Ah, agora você já pode me chamar de Bella – falou quando saímos do elevador e paramos em frente ao seu quarto que era antes do meu.
— Uau, que honra – ironizei.
— Você parece leite coalhado de tão azedo, sabia?
— Obrigado pelo elogio – ela revirou os olhos – Olha, pelo menos uma das suas macumbas no site deu certo... uma parte dela.
— Não vejo nenhum urso te comendo.
— 'Arranjar alguém pra transar e me deixar em paz', a primeira parte se realizou.
— Parece que o feitiço virou contra o feiticeiro – falou fazendo uma careta que me fez rir.
— Ei Bella – fomos interrompidos por Jacob que brotou no chão ali onde estávamos – Estive te procurando desde cedo, podemos conversar? – se virou para mim – E aí Edward – me cumprimentou e eu apenas sorri de volta, ele se virou pra ela novamente – Então Bella, podemos conversar?
— Com licença – me retirei dali.
Tinha que me lembrar que como ela disse, não temos nenhum compromisso, então vou contar com a palavra dela sobre sermos exclusivos como garantia que ela não irá transar com Jacob hoje.
Acho que pelo, visto o próximo usuário a colocar alguns nomes no macumbaonline . com serei eu.
-x-
Temos um Edward com ciúmes? Pelo visto temos sim, rsrsrsrs.
Comentem, digam o que estão achando da fic 3
Caso tenham twitter, me companhem por lá para mais novidades sobre a fic, meu user: winterdxs
