Me empolguei e decidi postar mais um por hoje, rsrsrs e se eu me empolgar mais, eu ainda posto outro, kkk.
Espero que gostem 3
-x-
Lúcifer também era um anjo
▬ Bella ▬
Fiquei olhando Edward nos dar as costas e caminhar até sua suíte. Após ele bater a porta – com um pouco mais de força do que o necessário – Jacob se virou para mim novamente, eu mantive minha melhor cara de tédio.
— Então, podemos conversar? – perguntou.
— Tá mais pra um monólogo – falei sem vontade – Eu não tenho nada a falar, então seria... –
— Por favor – pediu me interrompendo de continuar falando – Apenas me me deixe falar, sim?
— Tá – concordei.
Abri a porta da minha suíte e entrei dando passagem para que Jacob fizesse o mesmo, ele fechou a porta atrás de si e eu chutei meus sapatos para longe. Ah sim, ficar descalça é uma delícia, só perde para a sensação de liberar meus peitos da prisão que é o sutiã, mas deixarei isso para quando Jacob sair daqui. Me joguei na cama e fiquei olhando para ele, é bom que ele comece logo a falar, eu já estou ficando irritada.
— Bella, querida – ele foi se aproximando mas eu fiz uma careta que o impediu de continuar – Eu sei que você está chateada comigo, mas tenta entender meu lado, eu mal te conhecia, não sabia se você iria querer se aproximar de mim por mim ou pela posição que ocupo na empresa do meu pai, mas depois eu te conheci...
Ele continuou falando, mas eu fiquei entediada, então parei de prestar atenção, estava me perguntando se ia demorar muito pra John aparecer e animar meu dia tocando um tamborzinho. Enquanto ele não aparecia, repassei meu jantar de mais cedo com Edward, eu tinha mesmo concordado em transar com ele? Deixa-me reformular, tínhamos mesmo feito um acordo pra isso? Estou quase me sentindo em cinquenta tons de cinza, mas nesse caso, eu seria o Christian Gray, então... isso fazia do Edward a Anastasia Steele? Sabe, ele tá merecendo mesmo umas boas chicotadas na costa pra deixar de graça pro meu lado.
Claro que mais cedo quando ele sugeriu que tornássemos constante nossos 'encontros sexuais' como eu decidi chamar, fiquei nervosa em ele recursar meus termos, sendo sincera, eu também queria e muito continuar transando com ele, o cara é quase um deus do sexo de tão bom de cama que é, mas sabe como é homem, se você demonstrar um pouco mais de interesse eles já querem se sentir os donos da situação, então tive que deixar ele acreditar que só ele estava interessado.
Acabei de me dar conta que substituí Jacob pelo meu chefe, transaremos só no sábado também? Se bem que do jeito que o homem tem fôlego, ele ia é me arrebentar inteira se fizermos isso mais vezes... quero.
Hmm... temos que pensar melhor, ainda não definimos dias, mas já que nossa rotina de trabalho não será afetada, creio que só teremos sexta, sábado e domingo para transar se for considerar que de segunda a quinta fazemos hora extra. Tenho que montar uma planilha mental de como será o desempenho dele durante isso, tenho que comparar, se bem que no momento, meu único padrão de referência é o Jacob, mas ele foi desbancado no primeiro oral que Edward fez em mim, então...
Ih alá, o John voltou, já que ele está aqui, vou aproveitar a batida do tambor pra testar algo que eu sempre quis.
Quantos carneiros eu consigo contar antes de perceberem que eu não estou prestando atenção na conversa? O máximo de carneiros que eu já consegui foram sete, quando eu ia contar o oitavo Edward gritou comigo e me mandou prestar atenção pois o que fazíamos era importante, eu sei que era, mas fazer o balanço geral da empresa estava me entediando. Preenchi dois formulários errados naquele dia, ouvi alguns gritos, mas logo corrigi e ainda fiz melhor do que meu chefe tinha feito... bons tempos.
Vamos lá, será que eu chego a dez carneirinhos?
Um carneirinho, dois carneirinhos, ter carneirinhos, quatro carneirinhos, cinco carneirinhos, seis carneirinhos, sete carneirinhos, oito carneirinhos, nove carneirinhos...
— Bella? – a voz de Jacob me sugou de volta para a realidade – Você está me escutando?
Ah poxa, lá se foram John e os carneiros.
— Na verdade não – falei triste por não cumprir minha meta de dez carneiros – O assunto não era do meu interesse. Você me pediu pra te deixar falar e deixei, não disse que ia prestar atenção.
— Zero filtros como sempre – ele bufou baixando a cabeça, respirou fundo e em seguida levantou a cabeça novamente para me olhar – Eu estou aqui abrindo meu coração pra você e você não está nem prestando atenção.
— Não – respondi simplesmente.
Me ajeitei na cama ficando de peito pra cima, cabeça pra baixo e levantei as pernas apoiando-as na cabeceira da cama. Será que meu sangue vai todo pra cabeça se eu ficar nessa posição?
— Eu já sei o que você ia dizer – continuei falando – Blá blá blá eu sinto muito, blá blá blá eu precisava saber se podia confiar em você, blá blá blá eu estou muito arrependido, blá blá blá me dê mais uma chance, podemos tentar de novo, blá blá blá não foi tão grave assim... estou certa?
— Tem certeza que você não estava mesmo me ouvindo? – riu sem graça
— Sim, mas sabe como é, desculpas esfarrapadas tem sempre o mesmo conjunto de palavras, quando percebi que você não ia inovar no roteiro, parei de prestar atenção.
— Poxa meu amor, tenta entender, você tinha que me dar provas que merecia minha confiança – falou com a voz manhosa.
Se meu sangue não tinha ido todo pra minha cabeça comigo deitada de cabeça pra baixo, com certeza foi todo agora. Eu já não enxergava mais as cores, eu via tudo vermelho. Levantei da cama sentindo meu rosto quente graças ao meu sangue fervendo pela raiva que me consumia.
— Primeiro de tudo, a confiança que eu tinha te dado pra me chamar de meu amor eu retirei então pra você é Isabella – apontei o dedo na cara dele – Segundo de tudo, se enxerga seu entojado, não sou eu que tinha que dar prova de confiança nenhuma e sim você, quem aqui mentiu por omissão foi você. Não me vem com essa de tentar jogar nada pra cima de mim não, está me ouvindo? Quem aqui deu prova de falhas de caráter foi você, pegue suas palavras e enfie no cu, vá pro inferno, não quero mais olhar pra essa sua cara ridícula de filhinho de papai. Sai daqui – exclamei irritada.
— Mas Bella eu... –
— SAI CARALHO – gritei irritada – Se não for sair eu juro que pego cada um dos meus sapatos e atiro em você até sair daqui.
— Não banque a louca, vamos conversar.
O vermelho evoluiu pra roxo. Já que eu estou 'bancando a louca', vou dar motivos pra ele achar isso. Peguei meus sapatos que estavam no chão e atirei nele com toda a força que eu tinha em mim, do primeiro ele desviou, mas do segundo não.
— Para com isso Bella – pediu se encolhendo quando um terceiro sapato foi em direção a ele.
— Sai da merda desse quarto agora – falei entre dentes – E é bom que você não se atreva mais a olhar na minha cara ou se aproximar de mim porque senão eu juro que rasgo minhas roupas e grito que você está tentando me agarrar a força – ele me olhou com os olhos arregalados em surpresa – Já que me chamou de louca, vou te dar motivos pra isso. Se atreva a chegar perto de mim de novo.
— Bella meu amor – ele tentou se aproximar novamente.
— SOCORROOOOOOO – gritei abrindo os botões da blusa que eu usava.
— Tudo bem, tudo bem – levantou os braços em rendição – Parei.
— Sai daqui – apontei para a porta.
Jacob tentou argumentar novamente, mas eu ameacei gritar de novo e isso pareceu o convencer a me deixar em paz. Mas é cada uma que eu sou obrigada a aturar nessa vida. Onde já se viu 'eu ter que provar que merecia a confiança dele'? se ele queria ficar perto de mim, ele que lutasse por isso. Agora se ele tentar lutar eu dou um jeito de quebrar a cara dele.
Bufei irritada ao ter que ir eu mesma catar meus sapatos que estavam espalhados pelo quarto. Ele ainda me dá trabalho, que absurdo.
Fui até o banheiro encher a banheira pois depois dessa raiva, eu merecia um banho quente. Salpiquei na água alguns sais de banho que tinha disponíveis e talvez eu tenha colocado uns dois na minha bolsa... ou três.
Fechei meus olhos para aproveitar a sensação da água quente relaxando meus músculos, eu poderia viver nesse hotel pra sempre... desde que a empresa continuasse pagando, caso contrário eu me contento em levar alguns sais de banho na bolsa. Após o banho coloquei uma roupa confortável para dormir e me deitei na cama.
Fiquei encarando o telefone que conectava o quarto com a recepção... um sorriso travesso se formou no meu rosto, isso jovens, é a vida mandando eu me vingar.
— Boa noite – cumprimentei a recepcionista assim que fui atendida – Aqui quem fala é Isabella Swan, sou assistente do senhor Edward Cullen, ele pediu para que eu solicitasse serviço de despertador, poderiam ativar o despertador do quarto dele às quatro da manhã?
— Claro senhorita Swan— a moça do outro lado da linha respondeu – Poderia me informar o número do quarto do senhor Cullen?
— 7084, por favor, pontualmente as quatro da manhã. É realmente muito importante.
— Certo, pode deixar, o despertador do seu quarto será pontualmente ativado.
— Obrigada querida, você salvou o emprego de alguém – agradeci e desliguei em seguida após falar que não precisava de mais nada.
Agora eu durmo plena.
[...]
— Só posso estar no inferno – esbravejei irritada ao ouvir baterem em minha porta.
Peguei meu celular em cima da cômoda ao lado da cama e olhei no relógio. 4:07 da manhã. Só pode ser castigo. Tentei ignorar as batidas na porta, mas depois de um tempo ficou um pouco difícil. Levantei irritada indo até a porta e dando de cara com um Edward de calça de moletom cinza, descalço, camisa branca e cabelos selvagens apontando para todas as direções. Ele me olhava como se fosse me matar a qualquer instante.
Tentei buscar em minha mente o que eu tinha feito de errado, aí lembrei que coloquei seu despertador para um pouco mais cedo. Mordi a parte interna das minhas bochechas para prender uma risada e tentei fazer minha melhor cara de indignada.
— Mas que porra quer aqui uma hora dessas Edward? – tentei fazer voz de irritada, mas acabei rindo um pouco – Meu expediente só começa as sete, vai dormir – tentei fechar a porta, mas ele me impediu.
— Sério Isabella? – falou sarcástico – Ativar o despertador do meu quarto para as quatro da manhã? Quantos anos você tem? 12?
— Mentalmente sim, agora com licença – tentei novamente fechar a porta, mas fui impedida de novo.
— Qual o seu problema?
— Você me acorda as seis – rebati
— Você só pode estar me sacaneando – respirou fundo – Te acordo as seis pra você estar pronta as sete pois acho que ainda não se acostumou com a diferença do fuso horário, não pra implicar com você, sua tapada.
Hm... ele falando assim, agora eu ter posto seu despertador as quatro foi uma atitude bem idiota mesmo.
— Eu não me arrependo de nada – claro que eu não daria o braço a torcer – Quando sair, por favor feche a porta – simplesmente lhe dei as costas e voltei para minha cama.
O que ele faria eu não sei, mas eu ainda tentaria dormir.
[...]
Eu já estava farta dessa cidade, dessa convenção maldita e ter que ficar o tempo todo insistindo que Jacob tinha que ficar longe de mim era irritante, por sorte este era o último dia dessa semana maldita e amanhã à noite eu já voltaria para casa. Chegaria em Seattle sábado a tarde então ainda teria tempo para descansar antes de voltar para minha rotina de trabalho.
— Por que escolhe cursar administração? – questionei meu chefe enquanto tomávamos café.
Eu definitivamente sentiria falta do café da manhã desse hotel.
— Eu sempre quis assumir os negócios da família – respondeu após tomar um gole do seu café – Por que a pergunta?
— Só curiosidade. Estávamos em silêncio e o silêncio me incomoda.
— É perceptível, você sempre fala demais – ele riu e minha vontade foi lhe chutar por debaixo da mesa – Mas e você, por que administração?
Mordi o lábio me perguntando se devia contar, optei por não contar. Eu considerava um pouco pessoal demais e não estávamos nesse nível de intimidade.
— Edward, para de ser fofo – falei na tentativa de mudar de assunto.
— Fofo? – me olhou com o cenho franzido e confusão estampada em seu semblante.
— É. Fofoqueiro.
Ele revirou os olhos e eu gargalhei da cara que ele fez.
— Eu já quero ir embora sabia? – falei cutucando minha comida – Eu já estou ficando deprimida em ficar aqui, estou entediada como o inferno e por incrível que pareça, estou com saudade da minha rotina na empresa, dos amigos e de sentar numa rodinha e falar mal do chef... – me interrompi ao perceber que estava falando demais.
Edward me olhou com uma sobrancelha arqueada.
— Do chefe, no caso eu? – apesar de ter sido uma pergunta, mas pareceu uma afirmação.
— Eu nunca disse isso, você que está pondo palavras em minha boca, que fique claro – me defendi.
— Por que essa revolta toda comigo? Eu sou uma boa pessoa, sou praticamente um anjo.
Por que toda essa revolta? Ele quer que eu exponha os motivos por ordem cronológica ou ordem de prioridade?
— Lúcifer também era um anjo – respondi – E sério, você é o próprio lúcifer manifestado. Sorrir de vez em quando e dar bom dia não mata, sabia?
— Eu dou bom dia – o olhei cética – Mentalmente.
— A máquina que lê o pensamento das pessoas quebrou, que pena, não conseguimos ouvir seu bom dia e por isso sua morte é muito bem planejada – ironizei.
— Planejam minha morte? – perguntou surpreso – Por favor, me diz que isso é apenas força de expressão.
— Na verdade, também, mas as vezes é meio difícil não pensar em de fato... –
— Edward? – fomos interrompidos por uma ruiva que parou ao nosso lado sorrindo e olhando para o meu chefe – Estou a semana inteira nessa convenção e achei que não fosse encontrar você por aqui – falou animadinha demais.
Edward olhou para ela com o cenho franzido e pareceu não a conhecer, mas depois sua expressão suavizou em um sorriso de exibir os dentes. São besties agora é?!
— Glenda – falou animadinho demais se levantando para cumprimenta-la em um abraço, que ela logo aproveitou pra alisar as costas dele. Oferecida – Não reconheci você, está diferente.
— Mudei o cabelo, gostou? – falou passando a mão no seu cabelo irritantemente ruivo.
— Está bonito, combinou com você – respondeu educadinho até demais.
Eu vou vomitar.
Parei para observar a mulher. Ruiva ferrugem – no ponto pra distribuir tétano para as pessoas–, alta, cabelo liso e cumprido, olhos castanhos em um estranho tom de dourado ou âmbar – pra mim é lente porque convenhamos, não é natural –, magra, elegantemente vestida e tenho certeza que os peitos dela são silicone. Não é possível que sejam grandes, redondos, duros e firmes assim naturalmente.
Apenas ignorei a ceninha dos dois e a demonstração de afeto e simpatia – que eu nem sabia que existia– do meu chefe, continuei comendo e aproveitando para enfiar garfadas e mais garfadas de bolo de chocolate em minha boca.
— Permita-me apressar essa é Isabella Swan, minha assistente – apontou para mim.
Ao ouvir meu nome, levantei a cabeça e me arrependi das garfadas de bolo assim que vi os dois me observarem. Eu estava com tanta comida na boca que estava parecendo o Kiko com as bochechas cheias. Sorri amarelo, mas acho que devia ter um bolo nos meus dentes pois ambos me olharam com certo nojo. Oi azar tudo bem? Aparece mais vezes querido.
— Prazer – a tal ruiva tétano tentou soar educada, mas a cara de nojo dela estava evidente demais.
— Isabella, essa é Glenda Hale, diretora de arte da Silver Têxtil de Seattle – Edward a apresentou a mim, mas diferente dela, ele disfarçou melhor a cara de cu por eu estar com a boca cheia –até demais– de comida.
Tomei meu suco para ajudar a engolir tudo, quase me engasgo, mas consegui engolir.
— Prazer – falei sem vontade levantando para a cumprimentar.
A ruiva tétano me olhou dos pés a cabeça me avaliando e deu seu melhor sorriso de desprezo como quem pensa 'não é competição'. Eu fiz minha melhor cara de 'tome no se cu'.
— Então Edward – ela se virou para ele novamente – Não tenho te visto essa semana aqui pelo hotel, achei que fosse te ver mais. Não me diga que ficou enfurnado nas palestras e não saiu para aproveitar a cidade.
Foi exatamente o que ele fez colega.
— Vim a trabalho Glenda, você sabe como eu sou – respondeu educado.
— Você não tem jeito mesmo hein – a distribuidora de tétano gratuito riu tocando o braço dele. Eu claro ignorei e me sentei continuando a dar atenção a minha comida – Já que não nos encontramos aqui, deveríamos marcar de sair quando voltarmos pra Seattle, sem tudo é trabalho Edward. Você vai acabar surtando se não sair para se divertir.
— Minha agenda está um pouco apertada no momento, Nat está morando comigo novamente – respondeu educadinho demais.
Custa ele ser educado assim com o pessoal da empresa também? Filho da puta.
— Ah – a ruiva respondeu dando um sorrisinho mais falso que o cabelo dela – Achei que ela estivesse com a mãe – torceu a boca.
Se ela falar mão da filhinha do demo eu juro que ponho laxante na bebida dela. Da Nat quem fala mal sou eu.
— Graças a Deus não – Edward riu – Você já tomou café? Gostaria de se sentar conosco?
MEU CU COM 10 QUILOS DE AREIA.
— Imagina, não quero incomodar querido – FALSAAAAAA
— Não incomoda, não é Isabella?
VAI DAR MEIA HORA DE CU, EDWARD!
— Claro que não – forcei educação.
— Então eu fico – a falsiane sorriu de orelha a orelha.
Meu Deus, cadê o Alec ou o Jacob quando se precisa?
Os dois conversavam animados. A tal glande, glenda, grenda sabe se lá o nome da mulher, tinha sobre sua cabeça um letreiro neon piscante escrito 'ME COME EDWARD PELO AMOR DE DEUS'. Eu conseguiria disfarçar melhor que ela. Achei feio, mas o sonso a minha frente fingia que não via que a mulher estava dando o maior mole pra ele.
Eu já estava de fora da conversa mesmo e peguei meu celular, entrando no meu site favorito: macumbaonline . com. eu como a boa usuária premium que eu sou tinha que fazer minha visita diária. Decidi que ia fazer uma nova macumba. Fiz uma pra ruiva tétano para que o cabelo dela caísse e uma para que meu chefe broxasse na hora do sexo.
'Thor por favor, mas se for comigo deixa o homem funcionar', completei mentalmente. Não podia por isso no site, vai que meu chefe entra de novo pra olhar no site? Eu pelo menos posso dizer que sempre fiz isso e é força do hábito, mas se ponho um negócio desses, aí eu me complico.
Edward Cullen
06:43 am
"É feio ficar no celular quando estão conversando na mesa"
Me surpreendi ao ver o SMS do meu chefe. Levantei o olhar e ele me olhava com repreensão. Olhei melhor no relógio... hm... meu expediente ainda não começou. Vou ignorar. Sai do celular você então, a 'visita' é sua.
Continuei no macumbaonline . com e decidi se deveria fazer mais algumas pro meu chefe, quais eu faria? Será que aqui tem ursos pra comer ele?
Edward Cullen
06:44 am
"Você já foi mais educada, Isabella"
'Vai-te pra merda', pensei. Agora pronto. Vou ficar sendo monitorada por celular pelo meu chefe. Por isso eu não tenho ele no whatsapp. Por culpa dele tenho dois números, um que é pra ele me encher o saco e outro que é onde eu sou livre e ele não tem o número. Minha sanidade mental agradece.
Edward Cullen
06:45 am
"Vai mesmo ficar me ignorando?"
Tudo bem, era infantilidade da minha parte, já estava digitando uma resposta, mas antes que eu apertasse em enviar, a mulher a nossa mesa abre a boca e sou obrigada a mais uma vez, ouvir sua voz nojenta.
— Poderíamos sair essa noite para beber – sugeriu, eu permaneci com o olhar grudado na tela do celular – Será nossa última noite em Helsínquia, vamos sair com o pessoal, o que acha?
— Acho uma boa ideia, Glenda – concordou com a voz toda doce e educadinha.
É. Eu vou ignorar ele sim. Apaguei a mensagem de resposta que eu tinha digitado e continuei fazendo algumas macumbas pelo celular.
Viva a internet
[...]
Após o café da manhã totalmente irritante com a voz de taquara rachada vulgo glande, eu ignorei completamente o meu chefe. Acompanhei ele nas palestras malditas que fui obrigada a ir, nas mesas redondas malditas e estava tudo tão ruim que até o John me abandonou. Aquele macaco maldito, eu dou carinho, amor e afeto a ele e é assim que o infeliz me agradece. Vou mentalmente bater nele com o tambor mental quando ele decidir aparecer de novo. Ódio.
Tudo ficou pior quando na última palestra antes do almoço, encontramos a tal glande de novo. Tá, eu sei que o nome dela é Glenda, mas vou chamar de glande do mesmo jeito, é mais divertido. Gente, a mulher parece um carrapato, ela se grudou no Edward de uma forma que olha. Puta que pariu, oh mulherzinha chata, minha vontade é segurar ela pelo ombro e falar 'amada, disfarça que tá feio'.
— Você está bem? – ouvi a voz de Edward próxima ao meu ouvido – Você não está com uma cara muito boa.
Magina amigo, tô aqui adorando ser vela pro casalzinho aí. Amei, se quiserem até tiro uma foto.
— Só estou entediada – dei de ombros.
Infelizmente não podia mandar ele ir à merda e me deixar em paz pois a carrapato tetânica estava por perto e não ia ficar muito legal se eu fosse mal criada com meu chefe. Uma coisa era eu ser assim quando estávamos só eu e ele, outra era quando tinha outras pessoas perto. Por favor, eu tenho bom senso.
— É impossível se entediar aqui – a intrometida se meteu na conversa – Os assuntos são muito atuais e interessantes, mas eu entendo, como não lhe diz respeito então deve ser chato mesmo, como é assistente não precisa por isso em prática – falou irônica – Até te invejo sabia?
Meter ou não meter a mão na cara dessa mulher?
— Isso foi deselegante, Glenda – Edward a repreendeu.
— Oh, perdoe-me – a fingida se fez de arrependida – Não quis ofender, peço perdão se fui rude, não foi realmente minha intenção. Você pode me perdoar, Isabella?
— Não – respondi sem pensar, mas já que falei, não voltaria atrás – Com licença, vou ao banheiro.
Sorri, mas acho que saiu uma careta. Foda-se.
Fui até o banheiro e fiquei ali me olhando no espelho. Deus, como eu queria ir embora, eu só queria estar em minha mesa, rodando na minha cadeira como se não houvesse amanhã. Passei um pouco de água em meu pescoço e passaria no rosto também, mas ia borrar minha maquiagem e se borrasse eu não ia estar nem aí e ia sair parecendo o coringa mesmo e foda-se, então optei por manter meu rosto como estava.
Saí do banheiro quando percebi que estava tempo demais lá parada em frente ao espelho, o fato de minha barriga ter roncado alto colaborou e muito. Eu com certeza ia atrás de algo para comer, se bem que já estava no horário do almoço, iria almoçar.
— Falei que o café não havia feito mal a ela, Edward – porra, mal saí e já tenho que aturar a carrapato ruiva de novo.
Querida, se você quer me constranger, tem que fazer melhor que isso. Você está falando com a pessoa que olha na cara do chefe e diz que estava com diarreia, acha mesmo que isso é suficiente para me constranger? Eu faço isso melhor que você carrapato portador de tétano.
— Até fez mal, mas está tudo sob controle – sorri cínica pra ela que desfez o sorriso.
— Está se sentindo mal? – Edward se afastou da carrapato, que fez uma careta nada amigável, e eu resolvi me aproveitar da raiva dela.
— Bom, um pouco, mas eu sobrevivo, pode deixar senhor Cullen— usei uma entonação diferente nessa última parte.
Edward prendeu o lábio inferior entre os dentes. Eu já tinha percebido que o chamar assim depois que transamos tinha mexido com ele, então eu ia mexer mais um pouco.
— Viu Edward? Nada com o que se preocupar, não é mesmo Isabella? – eu vou dar na cara dessa mulher, alguém me segura.
— Correto – concordei – Bom, vou aproveitar que é horário do almoço e acho que vou passar no meu quarto um pouco, mas tarde lhe encontro para a palestras das 14h, tudo bem pra você, senhor Cullen?
— Claro querida, está tudo certo, descanse um pouco viu? Acho que vai te fazer bem umas horinhas de descanso – a glande tentou parecer educada, mas pareceu mais é aliviada por eu os deixar a sós.
Porra, é de fazer o cu cair da bunda. Virou minha chefe agora querida? Se enxergue piranha ruiva.
— Com licença – sorri e me afastei dali logo em seguida.
Me joguei em minha cama assim que cheguei no quarto. Eu hein, que zé povinho mais aleatório. Fechei os olhos por cinco minutinhos e quando vi já se passavam das 14:30 e eu já tinha 5 ligações perdidas do meu chefe. Acho que encrencada estou. Fazer a sonsa e dizer que sentei no fundo do auditório ou mentir? Ah, uma mentirinha a mais nunca matou ninguém.
Bella Swan
14:47 pm
"acho que não estou muito bem, se importa se eu não descer?"
Ele ainda perguntou se eu queria que ele viesse ou algo assim, mas eu apenas recusei, tirei minha roupa e aproveitei para fazer a única coisa razoável que se tinha para fazer naquele momento: dormir até o cu rachar.
Acordei de novo e já estava escuro, aproveitaria de novo enquanto ainda tenho essa delícia de banheira para mim, preparei mais um banho quente para mim e me despi entrando na banheira. Coloquei uma música relaxante para tocar e fiquei fuçando a vida dos outros no instagram. Aparentemente Nat agora é líder de torcida e quer fazer uma surpresa pro pai, mas aproveitou que ele não tem instagram e já postou várias fotos com o uniforme dela. Ficou uma graça. Dá até vontade de chutar de tão fofa que ficou.
Uma mensagem de Edward chegou e eu me perguntei se abria ou não a mensagem, mas daí lembrei que por SMS não dá pra ver se a pessoa viu ou não a mensagem então fui ler o que ele tinha mandado.
Edward Cullen
19:23 pm
"Alguns empresários querem comemorar o fim do evento indo a um bar aqui próximo, não gostaria de se juntar a nós?"
Claro que sim, adoraria servir de vela pra você e a transmissora de tétano. É tudo o que eu quero fazer na minha última noite nessa cidade maldita. Espero nunca mais voltar pra Finlândia.
Bella Swan
19:25 pm
"ate queria, mas agora estou nua em uma banheira"
Confesso que mandei de propósito. Dependendo da resposta dele, espero que ele e a glande se explodam e que ele broxe em todas as vezes.
Edward Cullen
19:26 pm
"Isso por acaso foi um convite?"
Bella Swan
19:26 pm
"não, mas se você quiser vir eu ainda estou nua"
Edward Cullen
19:27 pm
"em cinco minutos chego ai"
Sorri com a sua resposta. Bella 1 x Transmissora de tétano 0. Chora mais Ariel falsificada.
[...]
— Esses seus cinco minutos é furada – reclamei ao abrir a porta para Edward que chegou dez minutos depois.
— Tive dificuldade de me livrar de algumas pessoas, aparentemente queriam muito me levar para um bar – ele riu baixo.
Tive que morder a língua pra não perguntar se a Maria Madalena moderna era uma dessas 'pessoas'. Apenas demonstrei todo o desinteresse que eu sentia com isso.
— Ótimo, vem enquanto a água ainda está quente – segurei sua mão o guiando até o banheiro, me virei para ele com um sorriso malicioso nos lábios – E eu também – pisquei pra ele apenas para o provocar.
Em silêncio Edward me seguiu até o banheiro e assim que chegamos, ele me segurou pela cintura erguendo meu corpo e colando sua boca na minha, tenho que confessar, qualquer coisa sexual que envolvia esse homem, ele sabia fazer com maestria.
Edward me beijava fervorosamente, sua mão foi até o nó do roupão que eu usava o abrindo em seguida e o deslizando por meu braço me deixando completamente despida. A forma como ele olhava me corpo era sexy e cheia de luxúria, eu adorava esse olhar, me fazia sentir o mulherão da porra que eu sou e sendo honesta, eu não aceito menos do que isso. Se for pra o cara não me fazer sentir assim, nem vale a pena. Minhas mãos foram pra sua gravata afrouxando o nó até a retirar completamente. Eu já estava despida, mas também queria que Edward estivesse despido, era um pecado cobrir o corpo desse homem.
Agora eu vou apelar para o superior do Thor, Odin por favor, lembra quando eu falei sobre meu chefe broxar? Essa não é a hora, por favor.
Só fiquei satisfeita quando ambos estávamos nus, eu mesma não tenho problema nenhum com nudez, inclusive amo e me sinto muito confortável em estar sem roupa. Edward apenas se abaixou para pegar o preservativo em sua carteira, ponderei bem sobre a conversa que tivemos essa semana, a empresa nos obrigava a fazer exames constantes, ele estava limpo e eu também, eu já estava tomando minhas pílulas regularmente, combinamos em sermos exclusivos, íamos transar na banheira, então... por que não?
— Você está limpo não está? – ele me olhou confuso por um momento – Digo, de DST's.
— Eu não tenho nenhuma doença, Isabella – falou com a voz ríspida, talvez ele tenha ficado um pouco ofendido.
— Ótimo, eu também e eu tomo pílula – ele me olhou como se não entendesse o que eu queria dizer – E sabe, nós vamos transar na água...
Ele pareceu entender e largou o preservativo no chão. Edward sorriu malicioso para mim e segurou minha mão me levando até a banheira. Ele entrou primeiro se sentando e me ajudou a entrar em seguida, eu fiquei por cima sentada em seu colo.
Uni minha boca a dele novamente, deixei minhas mãos se perderem em seus cabelos quando senti a textura dos seus lábios quente nos meus. Um gemido reprimido escapou por minha garganta quando ele sugou minha língua, uma de suas mãos que estavam em minha coxa por baixo da água subiu pela lateral do meu corpo, com a ponto dos dedos delineou meu seio me fazendo suspirar alto, para por fim, fechar sua mão em um aperto forte o suficiente para me arrancar um gemido mas não forte o suficiente para machucar.
Quando a circulação de ar por meus pulmões se fez necessário, separei nossas bocas, mas não o abandonei totalmente, passei a lamber e mordiscar sua orelha, Edward arfava pesadamente e isso mostrava o quanto ele apreciava a carícia. Desci a boca para seu pescoço roçando meus lábios em sua barba rala.
Edward infiltrou a mão em meu cabelo da nuca puxando um pouco para trás deixando meu pescoço exposto para ele onde distribuiu beijos por toda extensão até chegar aos meus seios. Notei o quão sedente por ele eu estava e não aguentando mais esperar, me levantei apoiando meus joelhos na banheira e segurei seu membro o alinhando até minha entrada, sentei nele sem muita cerimônia até o sentir me preencher totalmente.
Era diferente o sentir sem a camisinha, por muitos motivos eu sempre preferi sexo sem camisinha, o principal motivo era por o látex me deixar assada depois, mas agora, meu motivo principal vai ser outro, o novo motivo será: puro prazer. Edward gemeu alto agarrando meu quadril com força quando sentei nele, meu gemido se misturou ao dele quando me mexi em cima dele em busca de mais contato.
Apoiei minhas mãos em seu ombro para me dar sustentação para poder me mexer, apesar de estar totalmente imersa por uma onda de prazer que dominava meu corpo, eu sentia que essa estava diferente da primeira vez que transamos, eu estava sentindo algo diferente e não sabia ao certo dizer o que era.
Tudo que eu focalizava era os olhos escurecidos de Edward ao me olhar e um sorriso de canto de boca que dançava em seus lábios, a forma como ele me olhava era diferente, seus olhos tinham um brilho diferente e algo de errado com certeza não estava certo, mas eu nunca fui de me preocupar muito e sempre deixar pra me preocupar depois, então não é agora que eu me preocuparia.
As mãos grandes e firmes de Edward seguravam meu quadril com firmeza enquanto ele impulsionava seu quadril contra o meu estocando fundo em mim. Joguei minha cabeça para trás totalmente entregue quando o senti com o polegar tocar meu clítoris em movimentos circulares, eu sabia que não duraria muito. O beijei novamente, mordiscando seu lábio inferior e sugando sua língua com urgência, era como se eu precisasse desse beijo e precisasse sentir que ele sentia o mesmo.
Edward intensificou seus movimentos me fazendo chegar ao clímax, ele veio em seguida após mais algumas investidas. Nenhum dos dois falou nada, acho que estava impregnado no ambiente que hoje era diferente das outra vez, o motivo não sei, mas não quero descobrir agora. Apoiei minha cabeça em seu ombro, ele passou os braços ao redor da minha cintura me puxando para perto de si em um abraço. Fiquei ali esperando até que minha respiração voltasse ao normal pois eu era a que sempre parecia que ia morrer sem ar.
— Você está bem? – Edward perguntou após um tempo em silêncio, apenas maneei a cabeça em um aceno positivo permanecendo na posição em que estava – Tem certeza? Eu sempre acho que você vai morrer depois que transamos – riu.
— Eu vou sobreviver – respondi e respirei fundo mais uma vez antes de levantar da banheira recebendo um olhar confuso dele – Vem, agora vamos fazer isso de novo mais algumas vezes, mas dessa vez no quarto.
[...]
— Bella? – Edward me chamou enquanto eu vestia meu baby doll.
— Hun?
— Você ficou com ciúmes da Glenda hoje?
— Nem por um segundo – me apressei em responder – Por que ficaria? – parei para o olhar.
— Não sei, você estava estranha... – sua voz morreu no final da frase.
— Você estava lá, viu como ela foi bem filha da puta, fiquei com raiva e quis meter a mão na cara dela, mas só – estendi minha toalha no banheiro.
Edward que terminara de vestir sua roupa deitou em minha cama. Fiquei apenas olhando o abuso.
Era só o que faltava, além de achar que euzinha fiquei com ciúmes dele ainda se sente no direito de deitar em minha cama.
— Hoje ela estava escrotinha mesmo – concordou – Normalmente ela não age assim, irritou até a mim.
— Imagino que sim – me deitei na cama ao seu lado – Você foi ótimo hoje, mas agora você já pode voltar para o seu quarto – sorri o mais educada que consegui.
— Sério? Você está mesmo me expulsando? – perguntou incrédulo.
Mas com certeza não mais incrédulo que eu.
— O que? Não achou que fôssemos dormir de conchinha, achou? – arqueei uma sobrancelha o olhando – Esqueceu das nossas três palavrinhas mágicas? – ele respirou fundo se sentando na cama.
— Não, não esqueci – se levantou logo em seguida pegando sua carteira e celular – Boa noite, Isabella.
— Boa noite Edward – o acompanhei até a porta – Amanhã nosso voo é as 15h, não esqueça, o check out no hotel é ao meio dia, favor não se atrase, eu quero muito ir embora daqui, passei a semana tendo raiva.
— Não vou me atrasar.
— Certo, até amanhã – sorri mais uma vez e fechei a porta.
O que? Ele não achava que eu ia dar beijinho e me despedir toda derretida, achava? Se ele achou isso, ele que tire o pocotozinho dele da chuva pois não vai rolar. Mantenho firme nossa ideia das três palavrinhas mágicas: 'É SÓ SEXO'. É bom que ele entenda isso e mantenha isso em mente.
[...]
Aproveitei que tinha dormido a tarde toda e fiquei a noite anterior toda arrumando minhas coisas e me certificando que não havia esquecido nada pelo hotel, dormi um pouco tarde, mas não afetou meu bom sono. Pela manhã, Edward e eu tomamos café e foi bem mais silencioso do que nossas manhãs habituais, ele não parecia muito disposto a falar e eu mesma não iria insistir pra nada. A única coisa na qual estou disposta é a implorar pelo meu emprego, o resto é resto.
Fizemos o check out e pegamos um táxi em seguida para que pudéssemos chegar com folga no aeroporto.
— Você está me escutando? – a voz de Edward me chamou atenção quando chegamos ao aeroporto.
— Ah não, desculpe, John estava me fazendo companhia – respondi com um pouco de honestidade demais.
Ele olhou ao redor e em seguida me olhou como se eu fosse louca.
— O que?
— O meu macaco de estimação imaginário que fica na minha cabeça tocando tambor pra me distrair quando fico entediada.
— Pois diga ao seu macaco que ele está proibido de aparecer enquanto você estiver em horário de expediente – falou ríspido até demais.
Apenas assenti concordando.
— Claro. O que o senhor havia dito? – assumi minha postura profissional.
Pelo visto hoje estávamos em um dia que meu chefe era apenas meu chefe e não meu chefe amiguinho que transa comigo de vez em quando.
— O voo de volta, pelo amor de Deus me diga que não comprou na classe econômica? Eu não estou disposto a passar a mesma raiva da vind... –
— É classe executiva – o interrompi – O trajeto irá durar 17h, faremos uma escala de seis horas em Londres e de lá, voaremos de volta para Seattle.
— Certo. Qual o meu assento? – não respondi, apenas lhe entreguei sua passagem, ele olhou conferindo para ver se estava tudo certo – Qual o seu assento?
— O voo de volta estava bem cheio, só consegui assento ao seu lado, nem na classe econômica consegui pra mim – respondi meio incerta.
Ele parecia que queria ficar distante. Edward apenas me olhou avaliativo e se virou indo em direção ao setor de despache para despachar sua bagagem. Lá vamos nós de novo. O anjo dos infernos vulgo Lúcifer está de volta galera. Acariciei minha testa como se pudesse tocar em meu doce macaquinho imaginário.
— Não fica assim John, ele é assim com todo mundo – o consolei – Não é nada pessoal, lembra que eu te amo e isso que importa.
Fui despachar minha mala em seguida, me mantendo a uma boa e segura distância do meu chefe uma coisa é ele gritando comigo na empresa, outra coisa é ele gritando comigo em público no meio de um aeroporto. Se ele faz isso eu não ia ter outra ação, ia meter a mão na cara bonitinha dele e isso poderia me trazer sérios problemas, tipo eu ficar desempregava e ser enterrada como indigente após vender meu corpo e não conseguir dinheiro suficiente para comprar um túmulo decente.
Mas eu já sei o que está acontecendo aqui, a mulher do demônio, a tal Lilith está querendo me desafiar, mana... fica com seu homem pra você, só por favor, me garanta uma viagem de volta tranquila e sem problemas que você pode ter seu homem todo pra você de novo, sua demônia psicopata imaginária do caramba.
— Oi Bella – a Lilith quer mesmo me foder, percebi isso quando na filha para o embarque Jacob tem a coragem de me cumprimentar.
— Oi – respondi seca e voltei a olhar pra frente.
— Ainda chateada?
— Ainda sendo um babaca? – devolvi com minha voz carregada em ironia.
— Edward – só pode ser brincadeira, levantei a cabeça apenas para ver a ruiva distribuidora de tétano sorrindo empolgada pra ele – Que surpresa boa, não sabia que iríamos todos juntos no mesmo voo – se ela sorrir mais a cara rasga.
Só então olhei e vi que Jacob estava na mesma fila de embarque que eu estava e a ruiva ferrugem do satanás também estava na mesma fila – furando na minha frente inclusive – que eu.
— Não me diz que você vai nesse voo – apesar de saber a resposta, perguntei a Jacob do mesmo jeito.
— Poltrona A17 – respondeu orgulhoso.
Estava pronta pra reclamar mas vi Alec na mesma fila que estávamos.
Porra Lilith, quer me foder enfia o dedo no meu cu. Isso só pode ser é brincadeira.
