Oi pessoal. Voltei com mais um capítulo pra vocês, espero que gostem 3

-x-

Oi demônio, vamos respeitar os limites?

▬ Edward ▬

— Vai fingir que tá dormindo até chegar no quarto? – perguntei ao ver que Natalie prendia o riso desde quando a trouxe da garagem – Já que você está acordada, já pode ir andando até seu quarto né bonita?! Você já está grande e pesada.

— Eu gosto de ir no colo – respondeu ainda de olho fechado e sorrindo.

— Vai me contar por que você está sorrindo o caminho todo?

— Nat vê, Nat sabe – falou com um sorriso maior ainda.

Eu iria perguntar do que ela estava falando, mas daí lembrei do que poderia motivar esse sorrisinho e ela usar sua tosca 'frase de efeito'. Ele viu meu beijo com a Bella.

— O gato mordeu sua língua papai? Aliás, o gato tem nome? – perguntou sugestiva.

— Tem, se chama 'calada ou eu te jogo no chão' – ela gargalhou mais ainda – Você tá acordada desde quando? – perguntei a colocando no chão e pegando as chaves em meu bolso para destrancar a porta.

— Desde quando o senhor tentou me deixar mais confortável e ficou me mexendo como se eu fosse mingau – ela se jogou no sofá – Eu até tentei continuar dormindo, mas vocês ficaram me mexendo, falando alto e tudo mais, aí eu acordei.

— Nenhuma palavra com as suas tias, ouviu pirralha?

— O QUEEEEE? – perguntou colocando a mão no peito se fazendo de ofendida – O senhor tá mesmo me pedindo pra não contar um bafão desses pra minhas tias queridas do coração? Pai o senhor tá velho, não doido. Isso é algo que eu preciso espalhar pro mundo inteiro, o mundo tem que saber...

— Se você abrir o bico, qualquer coisa que possa ter entre eu e a Bella vai terminar por aí mesmo, esse foi nosso acordo. É isso que você quer?

— Não – ela fez biquinho – Vocês adultos complicam tanto as coisas. Eu sinto que eu vou explodir se eu não contar pra ninguém... posso contar pro Matt?

— Quem é Matt?

— Meu melhor amigo no mundo toooodinho – falou abrindo os braços e fazendo bico.

— Não e de preferência, não seja amiga do Matt, eu não gosto dele. Agora vai tomar banho e dormir, amanhã cedo você tem aula.

— Tá bom, boa noite papai, amo você – correu em direção as escadas subindo apressada, mas quando chegou no topo me chamou novamente – Pai vocês estão namorando?

Tive que morder a parte interior das bochechas para prender um riso. Em teoria não, na prática... sim e talvez isso tenha sido intencional.

— Não estamos filha, agora vai dormir – Nat bufou contrariada, mas foi para o seu quarto.

Quase gemi de frustração ao ver meu celular tocando. Ainda esperei um pouco para ver se o aparelho parava de tocar, mas eu sabia que era inútil, minha única alternativa foi atender. Respirei fundo e apertei no botão para aceitar a chamada, colocando o aparelho no ouvido e me afundando no sofá em seguida.

— Dona Esme, será que eu vou mesmo ter que lhe dar aquele relógio que eu falei outro dia? –falei assim que atendi a ligação, ouvindo a doce e familiar risada do outro lado da linha.

Filho, se você estivesse dormindo, eu nem ligaria, mas te conheço o suficiente pra saber que a uma hora dessas, deve ter chegado da empresa agora, não é mesmo?

— Eu nem vou ficar surpreso se tiver um chip no meu celular monitorando todos os meus passos.

Engraçadinho— riu – Poxa meu bebê, você sabe que eu me preocupo com a sua saúde e agora principalmente com a da minha bonequinha. Vocês têm se alimentado direito?

— Sim – era uma meia verdade.

Nat estava se alimentando bem, minha refeição decente era o almoço e apenas porque Isabella cuidava do meu almoço.

Filho, se eu estivesse aí com você, ia dar na sua cara apenas por mentir pra mim— revirei os olhos, estava me sentindo com 15 anos de novo – Você já achou alguém pra cuidar da Nat?— esfreguei minhas têmporas.

Essa pergunta me incomodava mais do que eu gostava de admitir pois odiava não ter tempo para procurar por alguém de confiança para cuidar da minha filha.

— Você já sabe a resposta mãe, por que não fala o motivo de me ligar quase meia noite?

Filho, você está tão impaciente, você tem transado ultimamente?

— Pelo amor de Deus mãe, não banque a Rosalie, por favor, não sabe o quanto ela e Alice tem me tirado do sério.

Eu não banco a Rosalie, ela que me banca— riu divertida – Mas tá bom, você está um gatinho muito arisco, vou assumir que sua vida sexual continua fracassada, mesmo você sendo um bom pedaço de mal caminho e estar assim porque quer...

— Mãe, foco – a interrompi – Por que ligou?

Tudo bem, tudo bem gato arisco— mesmo que ela não pudesse ver, revirei os olhos – Como eu sei que você não arranjou ninguém pra cuidar da minha única neta, já que vocês se recusam a me dar mais netos, arranjei alguém pra você. O nome dela é Gianna Parker, ela tem 57 anos, é da minha inteira confiança e uma antiga amiga, ela está indo de Londres. Rosalie vai busca-la no aeroporto e leva-la para conversar com você, aí você conversa com ela e vê se ela se enquadra no perfil que você procura par cuidar da Natbaby.

— Se a senhora rebocou a mulher da cidade dela para cá, já sabe que eu provavelmente vou aprovar.

— Eu sei, mas gosto de deixar você achar que tá no controle também.

— Eu não vou nem discutir.

Muito sábio da sua parte meu amorzinho. Mas me responda, você não tem saído com ninguém mesmo? Rose me contou que você está há dois meses na seca, como aguenta? Eu não consigo passar mais do que três dias sem...

— Tchau mãe – a interrompi a tempo de ouvir sua gargalhada e ela se despedir em seguida.

Eu realmente não precisava ouvir sobre a vida sexual da minha mãe.

[...]

Na manhã seguinte, mandei um e-mail para Isabella pedindo para que ela reorganizasse minha agenda pois não iria de manhã. Foi apenas o tempo de eu levar Nat na escola, passar no mercado para comprar algumas coisas pois minha irmã fofoqueira com certeza abriria o bico para Esme que eu não tinha nada em casa e antes das nove, Rosalie chegou em minha casa com a tal Gianna.

Devo confessar, olhei bem torto para a mulher, não era por maldade, mas eu era desconfiado de qualquer um que se aproximasse da Nat

A verdade é que eu era extremamente exigente sobre tudo que envolvia minha filha, mas Gianna pareceu uma boa pessoa, tinha boas referências e se Esme a escolheu, ela de certo não era uma pessoa ruim. Acabei concordando em a contratar e acertamos detalhes como salário, férias, moradia dentre outros detalhes. Como ela não tem família nos Estados Unidos, ela irá morar em minha casa e fica melhor por conta do horário que eu chego em casa.

— Você acha que pode começar hoje, Gianna? – perguntei após acertarmos todos os detalhes

— Claro senhor Cullen... –

— Por favor, me chame de Edward – a interrompi – Bom, Nat está na escola, ela fica lá até as 16h. Ela é muito tranquila... quando quer – ambos rimos – Basicamente preciso apenas que a faça fazer todas as refeições, a busque na escola e a ponha para fazer a lição de casa, pode deixar que quando eu chegar eu confiro se está tudo correto. Também não precisa se preocupar em a arrumar para a escola ou para os jogos dela, eu mesmo faço questão de arrumar o cabelo dela ou a arrumar para os jogos, ela é líder de torcida – disse orgulhoso.

— Então foi você que arrumou o cabelo dela todo torto e feio? – Rose perguntou se intrometendo – Meu Deus e eu achando que ela que tinha arrumado e por isso estava aquele desastre.

— Vai dar sua bunda, Rosalie – falei irritado para a loira que apenas revirou os olhos.

— Dia de dar a bundinha é aos sábados, bobinho – respondeu tocando a ponta do meu nariz e minha vontade foi entortar seu dedo até quebrar.

— Esse é o tipo de coisa que não me interessa e você pode guardar para si mesma, sua estranha.

— Mas eu gosto de compartilhar as coisas com você maninho – sorriu descarada – Qual é o seu dia de dar a bundina?

QUE DEUS ME DÊ PACIÊNCIA.

Gianna nos olhava assustada, mas nada falamos para desfazer a péssima imagem que ela já devia ter da gente. Em breve ela se acostumaria com nosso jeito. Combinei com Rosalie de ela acompanhar Gianna na escola onde Natalie estudava quando fosse a hora de a buscar. Após todos os detalhes acertados, deixei as duas em casa e fui para a empresa, já se passava das uma da tarde e eu tinha muito trabalho a fazer.

Claro que minha irmã ainda me encheu muito a paciência antes de eu sair de casa sobre não 'obrigar Isabella a fazer hora extra' pois ela havia a convidado para uma 'noite das garotas'. Óbvio que eu não poderia me importar menos com isso, mas não tiraria de Alice e Rose a oportunidade de ter alguma amiga que não seja elas mesmas... ou minha filha, então, para o meu completo azar, hoje eu também não teria uma noite com Isabella.

▬ Bella ▬

Esse era exatamente meu dia perfeito na empresa. O demônio ruivo passou a manhã fora, chegou já comido e almoçado e foi direto pra sua reunião, o único lado negativo é que ele disse que hoje não faríamos hora extra. Isso significava que eu teria que ir para a 'noite' das garotas organizada pelas demônias parentes do demônio.

Meu momento de tristeza veio com o fim do meu expediente, a reunião do meu chefe ainda não havia acabado e isso acabou de vez com minhas esperanças de fazer hora extra e não ir pra noite de garotas com as parentes do diabo. Segui para o endereço que Rosalie enviou e quando cheguei, hesitei em tocar a campainha.

— Oh John, por favor não me abandone hoje – sussurrei para mim mesma – Se eu puder escolher, eu quero ouvir One Direction, você escolhe a música – me dei por vencida e toquei a campainha.

— Você veio – mal toquei a campainha da casa da demônia e Alice já abriu a porta empolgada – Achei que não ia vir.

Fiquei tentada a não vir.

— Se você não se importa, eu quero entrar – falei quando a baixinha ficou na minha frente bloqueando a passagem – Eu me entupi de água e agora toda essa água está quase saindo por cada orifício meu.

— Isso é alguma gíria moderna pra 'quero ir ao banheiro'? – questionou confusa.

— Não, esse é meu jeito sincero e honesto de dizer que eu estou quase me mijando – respondi esperando que ela se tocasse e saísse da frente da porta.

Por sorte, ela saiu do caminho e soltando um 'oi já volto', consegui ir ao banheiro. O banheiro de Rosalie era tão lindo e grande, cheio de produtos e sais de banho, tive de vontade de por alguns dos sais de banho na bolsa, mas daí eu lembrei que eu não estava em um hotel e só cometia esses pequenos furtos em hotéis, então deixei meu lado cleptomaníaca de lado, pois sou uma moça honesta e voltei para a sala onde estavam.

— Fizemos aperitivos – Rose disse empolgada.

— Elas que fizeram, eu só fiquei olhando – Nat tirou o dela da reta quando me viu olhar desconfiada para o tal 'aperitivo'

— Nat você fica muito fofinha com essa roupa – apertei a bochecha dela ganhando uma carranca como resposta – Mas devia parar de usar seu uniforme de líder de torcida pois eu já passei muita raiva na mão das líderes de torcida e isso tá me irritando e dando inveja porque eu nunca consegui ser uma. Ah seu cabelo tá uma graça – elogiei.

— É, o Edward amarrou que nem a cara dele – Alice comentou olhando com desgosto para a sobrinha/prima (?)

— Acredita que ele barrou a Gianna de arrumar a Nat? Ele disse que ele mesmo que vai fazer isso – Rose revirava os olhos enquanto falava – Como se ele tivesse competência pra arrumar o cabelo da coitada.

Opa, ouvi algo diferente.

— Gianna? – comentei meio como quem não quer nada.

Não que eu queira ou me interesse saber, eu só sou curiosa mesmo.

— É, minha nova babá – Nat respondeu animada – Ela é um amor, ela veio da Inglaterra, ela super amou meu pai e a tia Rose e ela gostou muito de mim também.

— Edward também pareceu ter gostado muito dela – a loira completou a resposta da sobrinha – Também amei ela, ela é um doce. Ela vai morar lá na casa do Edward já que ela não tem família aqui nos Estados Unidos.

Gianna é? Longe de mim querer falar mal dos outros, nunca que eu faria um negócio desses, jamais, mas pra mim Gianna é nome de puta. Na verdade, eu tenho certeza que ela é puta e só veio com esse papinho de 'não tenho parente aqui' pra tentar passar a mão no chefe, tenho certeza, conheço esse tipinho.

— Ah legal – respondi azeda – Ele tava mesmo procurando uma babá.

— Você vai amar a Gianna também Bella – Nat estava animadinha demais pro meu gosto. Sua pequena traidora.

— Tenho certeza que sim – concordei.

Puta, puta, puta.

O tal aperitivo que as duas loucas prepararam era azeitona recheada com um creme branco suspeito. Tive que ser educadinha e provar né, todas comiam animadas. Peguei um palito de dente, espetei a azeitona e mergulhei no creme branco estranho o levando a boca em seguida.

Meu Deus, estão me dando comida do inferno, tenho certeza, esse gosto de enxofre denuncia tudo. Estão tentando roubar minha alma. Jesus me ajuda.

— Esse creme é de que? – perguntei tentando não demonstrar meu desespero.

— Gostoso né? Tem gosto de que pra você? – a baixinha perguntou animada.

Pra mim tem gostinho de inferno.

— Não consegui identificar o sabor – menti.

— É creme de alho com cebola, mas eu coloquei orégano também. Não conta pra Rose – ela sussurrou a última parte.

— Ah que delícia – ironizei.

Sabia que tinha sentido esse gosto de inferno. Eu vou ficar com um puta mau hálito, nem se eu lavar minha boca com água benta o gosto de enxofre sai.

— Não recebemos muitas visitas – Alice comentou constrangida.

Jura? Eu nem percebi.

— Tá gostoso – menti novamente.

Elas conversavam animadas e eu só conseguia pensar puta inglesa que veio da casa do caralho pra cuidar da Nat. Não que eu me importe claro, na verdade só me importo com as pessoas que vão rodear a Nat. Ela é tão purinha e inocente, devia ter pessoas melhores cuidando dela já que pelo visto o pai dela é um inútil, incompetente que não sabe nem escolher direito quem vai cuidar do inferno da filha dele e escolhe uma puta qualquer.

— Bella?

— Puta – só percebi o que falei quando vi as três me olhando estranho.

Não sei quem me chamou, mas sei que eu acho que na visão delas, eu acabei de me chamar de puta.

— Desculpe, eu estava distraída. Me chamaram?

— Sim, perguntamos se você não está afim de ir ao shopping fazer compras qualquer dia desses – a diaba loira respondeu – Ou então ao salão de beleza, sabe, eu prefiro mesmo renovar o loiro do meu cabelo, minha raiz já está começando a ficar visível.

Assim que ela fechou a boca, meus olhos foram para a raiz do seu cabelo onde uma cor acobreada se fazia presente. Espera, parece a mesma coisa do cabelo da Nat e do Edward.

— Rosalie, qual a cor natural do seu cabelo?

— É a mesma cor do cabelo do Edward – deu de ombros.

— Você está me dizendo que nasceu com olhos verdes, ruiva e ainda assim pinta seu cabelo de loiro? – ela assentiu concordando – Tipo, seu cabelo é ruivo natural e você pinta?

— Sim.

— O que tem de errado com você? Sério. Que coisa mais insana.

— Eu gosto do meu cabelo loiro, combina muito mais comigo – respondeu simplesmente.

Tudo bem que minha vontade foi dar na cara dessa rapariga por ela falar uma besteira dessa, mas apenas ignorei a vontade. Olha o tamanho dela e olha o meu, ela é pouca coisa mais baixa que o irmão, se eu levo um tapa dela quem se quebra toda sou eu, então só fiquei caladinha mesmo.

— Soube que seus pais irão vir para a festa de Halloween da empresa – comentei tentando saber mais sobre os papis diabolísticos.

— Sim, estou tão feliz, já estava com saudade deles. Você vai adorar eles Bella, são uns amores.

— Eu sou apenas uma funcionária naquela empresa, se eu não for demitida pra mim já está ótimo – falei.

Nat soltou uma risadinha e disfarçou quando eu olhei pra ela. Eu hein, garota estranha.

— E como está no trabalho com meu primo? – a baixinha perguntou sugestiva.

— Como sempre esteve... –

— Queremos detalhes Bella – Rosalie praticamente gritou ao me interromper

— Detalhes do que?

— Bella, elas querem saber se você e meu pai tão se pegando – Natalie revirou os olhos – Deixa de ser devagar mulher – as três me olhavam em expectativa.

— NÃO – gritei apressadamente ganhando um olhar sugestivo delas. Pigarreei para limpar a garganta e me recompus – Quer dizer, não, nossa relação é apenas profissional – disse como quem não quer nada.

— Profissionalíssima – Nat falou baixinho.

A garota implorou por isso. Dei um peteleco na testa dela e acreditam que a mini demônio me mostrou o dedo do meio? Garota, seu pai sabe que você faz essas coisas? O espírito de líder de torcida incorporou mesmo na pirralha.

— Se você fizer isso de novo, eu vou quebrar seu dedo – ameacei.

— Desculpe, foi uma atitude muito feia – se desculpou cabisbaixa.

Nossa, eu não esperava por isso. Pois não é que o pai dela educou ela direito?! Surpreendente. A garotinha é educada mesmo.

— Ei Bella – a filhote de lúcifer me cutucou – Meu pai gosta de azul.

— O que?

— Ele gosta de azul.

— Oh fofinha, eu não podia me importar menos – passei um braço por seu pequeno ombro puxando-a para um abraço.

Um clarão se fez presente e eu olhei sem entender, até ver Alice com o celular apontado para mim e percebi que isso foi o flash de uma foto. Virou paparazzi agora, demônia?

— Desculpe, não era pra estar com flash – se desculpo guardando o celular em seguida e agindo naturalmente.

Mas por que inferno ela tirou uma foto minha?

Enquanto falavam comigo e John me abandonou, estou aqui refletindo... o quanto de silicone eu teria que colocar no peito para ter peitos iguais os da Rosalie? Acho que seria uma boa ideia colocar na bunda também, se bem que se fosse pra gastar uma fortuna colocando silicone na bunda, eu ia querer sair do consultório uma tanajura, sabe, aquelas formigas que tem a bunda maior que o corpo. Ia ser bem estilo Nicki Minaj mesmo, pra eu sentir que meu dinheiro foi bem gasto.

— Seus peitos são de verdade ou são silicone? – era pra eu pensar, mas já que falei, eu ia querer a resposta.

— É tudo meu – a loira falou orgulhosa apalpando os peitos – São bonitos né?! O Emmett adora enfiar a cara neles.

Minha vontade foi pedir pra pegar neles só pra constatar, eu ainda acreditava que era silicone, mas desisti de pedir, vai que pedem pra pegar no meu também.

Acabar que no fim da noite, sabe Deus como, eu já tinha concordado em ir ao shopping fazer compras e ir ao salão qualquer dia desses com Alice e Rosalie e eu nem sei como eu concordei já que eu odeio salão, compras e shoppings.

Natalie também me chamou novamente para assistir ao seu jogo que seria essa sexta feira. Ela disse que sexta sim e sexta não teria jogo em sua escola e ela iria estar lá torcendo como a pulga puladora – vulgo líder de torcida – que ela é. Agora faz sentido Edward ter pedido pra deixar livre algumas sexta feiras dele. Segundo Alice e Rose, não iriam para o primeiro jogo pois estavam de passagem comprada com seus maridos para sei lá, alguma vigésima lua de mel.

Claro que quando falaram isso, pela forma como falaram, eu imaginei que seria uma orgia entre eles, mas na verdade compraram passagem pro mesmo lugar, mesmo hotel, mas quartos separados. Isso foi bem mais normal do que o que eu havia imaginado. A culpa não é minha se elas não sabem se expressar.

Aparentemente, Natalie dormiria na casa da tia e Alice também dormiria lá pois Jasper estava viajando a trabalho. Me chamaram para dormir lá também, mas isso já era demais pra mim. Me enfeitiçaram e fizeram eu achar a noite agradável, mas o feitiço não foi sorte o suficiente para eu querer dormir fora de casa e com as três.

As dez da noite, me despedi delas e fui direto pra casa, eu precisava dormir um pouco. Mas daí quando cheguei em casa, após tomar um banho e vestir uma camisa limpa no John, eu fiquei pensando... se a Nat vai dormir na casa da tia, isso vai fazer com que o Edward durma sozinho na casa com a tal Gianna. Não que eu me importe com isso, conforme assinamos o contrato, nós não temos nada um com o outro, mas isso não quer dizer que aquela oferecida não ia tentar nada com ele. Será que ele dorme com a porta trancada?

Tô aqui, não tô fazendo nada... mandei uma mensagem o convidando para vir até minha casa tomar uma taça de vinho, ele prontamente concordou, mas depois fiquei pensando... será que no vinho tem lactose ou glúten? Se tiver e ele tomar, ele vai ter alguma crise de diarreia ou explodir? Se ele sujar meu banheiro, ele que vai limpar.

[...]

Estávamos John e eu sentadinhos na sala esperando Edward chegar. Talvez eu tenha lembrado do que Nat disse e vesti uma camisola de seda azul que eu tinha no fundo do armário, coloquei também uma blusinha azul em John, ele tinha que estar apresentável quando o papai dele chegasse. Sim, papai, já que ele que me trouxe meu peludinho, ele ia ser o pai, mas eu não ia contar isso pra ele, a Nat podia sentir ciúmes. Ai ai, eu devo estar muito carente mesmo.

— Você por algum acaso está com preconceito com meu vinho? – questionei quando Edward chegou ao ver que ele havia trago sua própria garrafa de vinho – Isso não é muito educado, sabia?

— Deixa de ser exagerada Bella, só trouxe um que queria que você provasse – ele revirou os olhos, mas logo seu olhar percorreu meu corpo – Essa cor fica bonita em você – elogiou – Você está bonita com essa camisola.

— Ah obrigada, é só uma roupa velha que estava no fundo do armário – agradeci pegando a garrafa de suas mãos e indo até a cozinha.

— Vai, me conta algo de você que eu ainda não sei – puxei assunto enquanto servia o vinho nas taças.

— Por que você sempre pergunta isso? – ele sorriu torto e apesar de ser um sorriso muito bonito, era bonito demais e eu quis bater nele.

— Por que se eu já soubesse eu não ia perguntar.

— Grossa. Você não usa sapato, usa uma ferradura – revirou os olhos em desprezo.

— Tenho até medo de saber o que você usa então, seu ogro – rebati

— Esse vinho é bom – ele elogiou provando um gole da bebida – Ele é de três anos atrás.

Quase cuspi o vinho na cara dele. Essa bebida tá estragada não está? Olhei disfarçadamente a embalagem tentando ver a data de validade, mas só encontrei um 'indeterminada' como data. Espero que eu não passe mal.

— É bom mesmo, é tão docinho, parece suco – praticamente virei toda a taça de uma vez – Nem parece que tem álcool.

— Mas tem, vai com calma – falou divertido – Já que eu estou ingerindo algo que vem de uma fruta, eu tenho que fazer uma piadinha sem graça.

— Que? – perguntei sem entender.

— Sabe qual é a fruta mais companheira? – perguntou com um brilho de animação no olhar.

Ele espera mesmo que eu responda isso?

— Qual? – merda, eu respondi.

— A uva parça – ele riu.

Gente, ele riu. Da própria piada e ela nem foi engraçada. Eu me recuso a rir disso.

— Que coisa mais... coisa – eu nem tinha palavras e ele nem parecia constrangido – Já que você soltou uma piada, bem sem graça, eu vou falar uma também. Sabe por que a mata é vigem? – perguntei.

— Não?

— Porque o vento é fresco – gargalhei alto.

Edward me olhava como se eu fosse demente. Ah qual é, ele pode fazer piadinha ruim e eu não?

— Isso foi tão sem graça quanto desrespeitoso – comentou – Isso sim é uma coisa bem coisa – revirei os olhos pra ele.

Cansei de brincar de fazer piadas.

— Vem, vamos lá pro quarto terminar de tomar o vinho e quando vier trás o John, ele não gosta de ficar sozinho.

[...]

— Aaaa mas você é tããããão malvado, nós temos tanta vontade de meter a mão na sua cara – falei entre gargalhadas – Mas mesmo assim, a Jane, a Jess e a Ang olham pra sua bunda quando você passa.

— Eu não sei quem é nenhuma delas – ele gargalhou alto.

A garrafa de vinho agora estava vazia e jogada em algum lugar da cama. Não sei dizer quem tomou mais, na verdade, acho que os dois tomaram igualmente muito, lá pela terceira taça, deixamos a taça de lado e bebíamos na boca da garrafa mesmo. Era mais cômodo.

Edward estava deitado na cama com a cabeça apoiada na cabeceira e eu estava sentada em cima dele e não parava de mexer em seu cabelo ou passar a mão em seu peito que a uma hora dessa, eu já havia arrancado a blusa dele. Mas ele também estava me alisando já que suas mãos passeavam por minha coxa e de vez em quando apertavam minha bunda. Eu acho que estamos um pouquinho bêbados, mas não muito.

— Mas você tem mesmo uma bunda bonita, ela é tãããão durinha. Vira, deixa eu apertar – pedi tentando me levantar, mas ele me segurou pelo pulso me prendendo no lugar.

— Não, vem cá, eu quero te beijar – me chamou com a voz quente.

— Tá bom – concordei ainda meio abobalhada pelo efeito da bebida.

Me inclinei sobre ele para conseguir alcançar seus lábios. A mão de Edward traçou um caminho perigoso subindo por minhas costas, sua outra mão estava firme em minha cintura. Não sei se era efeito do vinho, mas eu sentia meu corpo pegando fogo. De repente, aqui estava quente demais e minhas roupas estavam extremamente incômodas.

Nossos lábios se tocaram de forma leve, o beijo começou apenas como um roçar de bocas, mas logo Edward passou sensualmente a língua por meus lábios, lambendo e prendendo de leve meu lábio inferior entre seus dentes. Se ele queria me provocar, era bom saber que conseguiu. Após essa pequena provocação, ele finalmente me beijou, o gosto do vinho em sua boca deixava tudo mais excitante. Minhas mãos subiam por seu peito sentindo o calor da sua pele sob meus dedos, ele desceu com a boca para o meu pescoço, sua língua dançando por minha pele inflamada me causando arrepios.

— Se você não parar de morder o lábio desse jeito eu não respondo mais por mim – sua fale me deixou surpresa.

— Como assim?

— Adoro quando você faz essa cara de safada – sussurrou com a voz rouca em meu ouvido, mordiscando o lóbulo da minha orelha em seguida – Eu fico duro só em te ver mordendo o lábio desse jeito. Aposto que você já está toda molhada.

— Sim – apenas concordei.

No estado que eu estou, muito excitada e um pouco bêbada, eu concordaria com qualquer coisa. Me afastei levantando um pouco cambaleante e tirei eu mesma minhas roupas, não precisava delas e elas estavam me atrapalhando. Edward me olhava com pura luxúria estampada nos olhos e logo se apressou para remover suas roupas também. Um grito escapou por minha garganta quando sem aviso ele me puxou me jogando de costas na cama deitando seu corpo sobre o meu. Com uma das mãos, ele segurou meus pulsos os prendendo acima da minha cabeça.

— O que você quer que eu faça com você Isabella? – perguntou e em seguida sua boca saboreava meu seio direito.

Como alguém ele espera que eu mantenha uma linha de raciocínio com sua língua quente brincando com meu mamilo?

— Me fala o que você quer e como você quer – ordenou mais uma vez.

— Eu quero... – suspirei alto quando sua mão livre deslizou por entre nossos corpos tocando meu sexo e friccionando meu clitóris.

— O que você quer? – perguntou novamente.

Porra, eu nem sei mais quem eu sou agora.

— Quero que você me foda – consegui achar minha voz e um fio de bom senso que tinham se perdido em algum lugar aleatório – Que me foda devagar e depois venha rápido e com força.

— Boa garota – falou ainda tocando minha intimidade.

Abri mais as pernas para lhe dar melhor acesso, eu estava tão molhada que seus dedos não encontraram dificuldades ao deslizarem em minha entrada pulsante arrancando de mim um gemido alto. Ele me penetra com dois dedos me estimulando de forma cálida. Sinto minha excitação começando a escorrer por minhas coxas e Edward limpa cada gota com avidez, como se provasse o mais doce néctar. Meu corpo treme anunciando o orgasmo se aproximando, ele intensifica os movimentos que faz em mim fazendo com que eu rebole em seus dedos e meu corpo arquear.

A minha vontade é chutar sua cara bonita com força quando ele para e tira seus dedos de mim me dando a sensação de vazio. É péssimo.

— Você não vai gozar na minha mão Isabella – anunciou com a voz autoritária enquanto seus olhos queimavam sobre mim – Você vai gozar no meu pau, entendeu?

Apenas assenti concordando. Eu ainda queria chutar ele, mas controlei essa vontade. Edward alinhou o corpo ao meu posicionando a ponta do seu membro em minha entrada me penetrando devagar. Quase gritei de prazer, mas abafei o grito mordendo o lábio. Ele saiu completamente de dentro de mim e segundos depois enfiou com força fazendo meu corpo dar um pequeno salto com o impacto. Cravei minhas unhas em seus braços com força. Isso era maravilhoso.

— É assim que você queria, não era? – provocou – Devagar e com força.

— Sim – concordei – Mas você está me irritando, continua.

— É assim que eu quero você. Em baixo de mim, molhada, pronta pra mim e pedindo por mim – falou.

As estocadas cada vez mais rápidas e mais fortes, minhas costas batiam com força no colchão, tive que morder seu ombro para não gritar, afinal de contas, era tarde e meus vizinhos conseguem ser bem chatos quando querem.

Debaixo dele, rebolei em seu pau envolvendo seus quadris com minhas pernas e o puxando mais para mim. Nesse momento, se eu pudesse, me fundiria a ele. Meu gesto apenas serviu de estímulo para ele e pareceu tirar seu controle já que ele entrava e saía com rapidez intensificando a velocidade dos seus movimentos resultando em uma sequência de estocadas furiosas. Meus olhos reviravam de prazer e eu sentia minhas paredes internas abraçando seu membro com força.

— Você é tão quente amor – sua voz soou quente e rouca.

Não me importei com o apelido, é normal da hora do sexo surgir palavras assim e sendo honesta, eu estava entregue demais ao prazer para me importar com isso.

Nossos corpos suados deslizavam com facilidade, o som dos nossos gemidos e do choque dos nossos corpos se misturavam no ar e como sempre, parece que apenas eu estava completamente sem ar. Ele distribuía beijos de boca aberta em meu pescoço, sugando minha pele e eu sabia que ele provavelmente deixaria alguma coisa, mas essa seria preocupação pra outro momento. Rebolei descontroladamente embaixo dele sentindo minha liberação próxima. Raspei minhas unhas por seu peito enquanto eu sentia ele me preencher e parecia crescer ainda mais dentro de mim.

— Edward eu vou... – não consegui terminar de falar, minha voz fugiu de mim como o diabo foge da cruz.

— Não se segure – incentivou – Vem pra mim Isabella.

Isso foi como música suave aos meus ouvidos. Ele desceu a mão até meu clitóris pressionando meu nervo entre seus dedos até que eu gozasse gemendo seu nome alto e com mais algumas estocadas ele veio em seguida, chegando ao ápice do prazer, se derramando dentro de mim com seu líquido quente me preenchendo e tombando ao meu lado, ofegante, mas não tanto quanto eu.

— Quando formos transar – dei uma pausa para respirar pois estava completamente sem ar – Deixa aquela bombinha perto de mim tá bom? – apontei para a bombinha que há muito não usava, mas sentia que em breve precisaria – Lembra que eu tenho asma.

O som da sua gargalhada preencheu o ambiente e acabou me fazendo rir junto também.

— Calma, respira, você quer sua bombinha agora? – apenas neguei com a cabeça.

Ele me puxou para deixar em cima dele e eu me aninhei em seu colo sentindo o calor do seu corpo e acompanhando o seu coração frenético voltar ao normal.

— Essa história que transar dá sono, tudo furada – falei quebrando o silêncio – Eu não estou com um pingo de sono, estou mais acordada do que antes.

— Também não estou com sono – ele enrolava uma mecha do meu cabelo entre os dedos enquanto falava – Então me conta de você, onde você nasceu?

— Forks.

— Isso se come? – brincou.

— Ei, não bagunça com minha cidade tá bom? – briguei, porém, sem forças para lhe dar um merecido tapa no braço – É uma cidade que fica há quatro horas de Seattle, é tão conflituoso, eu amo a cidade, mas odiava morar lá.

— Por que?

— Eu gosto do sol, amo sentir a vitamina D entrando em meus poros e renovando minha pele, amo o calor do sol, eu sou toda o sol e Forks é... chuvosa, nublada, os dias são cinzas e você pode contar no dedo quantos dias fazem sol no ano – expliquei.

— Então você também não iria gostar muito de Londres. Lá também é frio, os dias são cinzas e chove bastante.

— Você nasceu em Londres? – não aguentei a curiosidade e perguntei.

Sabia que ele veio de lá, que a família mora lá, mas nunca soube onde ele havia nascido.

— Não, nasci em Romford, uma cidade ao leste de Londres, mudei para a capital inglesa aos dez anos, desde lá, nunca mais voltei na minha cidade.

— Por que? – questionei curiosa. Seria mentira dizer que não tinha curiosidade pra saber sobre ele.

— Minha família toda está em Londres, não tem o que fazer lá – deu de ombros.

— Eu vi que você fala finlandês... por que o finlandês e você fala algum outro idioma também? – ele riu com minha pergunta.

— Tem muitos congressos interessantes na Finlândia, isso me incentivou a aprender o idioma – explicou – E sim, eu falo além do inglês, alemão, francês, espanhol, me arrisco no português, finlandês e mandarim, estou querendo aprender japonês também, mas ainda estou no processo.

— Ah porra, vai dar meia hora de cu com o relógio parado – me irritei arrancando uma sonora gargalhada dele – Como você sabe falar tanta coisa? Eu mal consigo entender algumas palavras do meu próprio idioma.

— Eu sempre fui apaixonado pelo estudo das línguas. Eu lembro que meu primeiro livro favorito foi um dicionário de inglês–francês – lembrou com a voz carregada em nostalgia – Enquanto Rosalie queria de presente casas da barbie, bonecas, vestidos e tudo mais, eu quero dicionários de idiomas, eu queria livros em outros idiomas. Eu queria aprender algo novo, com 15 anos eu já era fluente em francês e espanhol.

— Que infância mais decadente – fiz uma careta – Com 15 anos eu estava plena pichando o banheiro da escola escrevendo 'Amber vadia' e reclamando quando minha mãe me botava pra estudar.

— Esme fazia isso com Rosalie – ele riu – Já no meu caso, ela me brigava para parar de estudar, se deixasse, eu virava madrugada estudando.

— Isso explica o tamanho da sua cabeça... ou talvez seja o cabelo.

— Você está me chamando de cabeçudo? – perguntou incrédulo.

— Não, você que se chamou, mas já que disse... – ri ganhando uma carranca como resposta – Tudo é engraçado, eu acho que ainda estou meio bêbada sabia? Minha bochecha está doendo.

— Eu gosto do seu sorriso, é bonito – falou contornando meus lábios com o polegar.

— Obrigada, mamãe que fez.

— Convencida – riu – Como é sua mãe?

— Louca – respondi apressada, ele me olhou com o cenho franzido em confusão – Renée é completamente louca. Ela e Charlie, meu pai, vivem em pé de guerra. Sempre que se veem se alfinetam, eu sempre faço muitas vídeo conferências com os dois e é impossível não rir, se estressar, se animar, se irritar tudo ao mesmo tempo. Ela e meu pai são loucos, eu sou a única normal dessa família.

— Se você é a normal, sua família está mesmo perdida...

— Há muito tempo meu caro, minha família é louca, mas é minha e eu gosto – disse orgulhosa – E como sua mãe é?

— Sabe a Rosalie? – assenti concordando – Ela teve a quem puxar. As duas são loucas, enlouquecem a mim e a meu pai, na verdade, até meu pai me enlouquece. Acho que minha família é meio louca também. Eu trocaria todas elas por um abacaxi.

— Por que por um abacaxi? – o olhei sem entender.

— Nenhum motivo especial, eu apenas gosto de abacaxi.

— E você tem alguma piadinha ruim pro abacaxi?

— Até tenho, mas eu não estou comendo um então não tem graça contar – deu de ombros.

— Ah meu Deus, não me diz que você é do tipo que faz piada tosca com frutas – perguntei quase horrorizada.

— Se eu falar que é quase um toque você nem acredita – ele riu constrangido – Nat se recusa a ter frutas em casa por minha causa.

— Eu vou comprar algumas frutas e vou te dar, vou querer ouvir pra rir de você depois – gargalhei.

— Provavelmente são menos ofensivas do que sua piada do vento fresco.

Mostrei o dedo do meio pra ele. Ele que enfie onde o sol não bate.

— Eu ainda ponho seu nome no macumba online sabia? – comentei de forma totalmente aleatória.

— Ainda pede pra eu broxar durante o sexo? – perguntou em tom de ironia.

— Sim. É meu ritual sagrado, faço isso todo dia – admiti com um grande sorriso no rosto.

— Se eu broxar eu vou ficar tão puto com você – falou sério, mas eu só consegui rir – Vou começar a por seu nome nesse site também.

— Quais macumbas você faria?

— Não sei, mas vou ver algumas bem feias pra você. Talvez eu faça uma pra você não gozar durante o sexo.

— Ei, isso é cruel demais – reclamei – Não faz isso não – praticamente implorei.

Edward gargalhou alto, nem sei por quanto tempo mais ficamos conversando. De repente lembrei do que ele disse quando fizemos o contrato, 'Você está prestes a descobrir que eu sou um bom amigo e uma ótima pessoa para se ter por perto'. Agora parecia fazer sentido. Quando o próprio lúcifer não estava encarnado nele e ele não estava atacado, ou sendo grosso, ou gritando comigo ou querendo me fazer arrancar os olhos da cara de tanta raiva, ele até que era uma pessoinha legal.

Bom, eu não admitiria isso em voz alta, tudo que eu não preciso é que ele fique convencido pro meu lado. Já passava da meia noite e ainda estávamos acordadíssimos conversando, ainda meio bêbados e meio sóbrios, a linha entre esses dois era muito tênue. Estávamos tão confortáveis deitados e conversando, um emaranhado de pernas e braços estavam espalhados pela cama, Edward e eu estávamos enroscados que nem dois embuás transando, eu acho né, nunca vi um emboá transando mas já vi eles enrolados.

Eu não lembro de muita coisa, lembro que conversamos até sabe Deus quando, mas ainda assim foi uma noite agradável. Acordei na manhã seguinte com o barulho do despertador me lembrado que eu sou uma mera proletariada e tinha que levantar para ir trabalhar. Coloquei no modo soneca me permitindo mais cinco minutinhos deitada pois minha cabeça ainda doía. E eu achando que porque o vinho era doce eu não ia acordar de ressaca. Ledo engano.

Quando o despertador tocou mais uma vez anunciando que eu tinha mesmo que levantar, decidi parar de enrolar. Se eu chegar atrasada é capaz do meu chefe me matar e dar meus pedaços para um cachorro de rua comer. Me espreguicei na cama e senti meu braço batendo em alguma coisa.

John você cresceu?

Meio temerosa, meio receosa e meio não querendo, me virei para olhar em que eu havia batido. Meu queixo foi ao chão ao ver Edward deitado, dormindo pleníssimo ao meu lado. O filho de uma mãe estava tão pleno que dormia agarrado a um travesseiro, sua boca formando um pequeno bico e seus cabelos estavam uma completa confusão apontando para todas as direções possíveis, o lençol cobria apenas de sua cintura pra baixo deixando sua costa larga e musculosa e seus braços fortes de fora.

Opa, opa, opa.

Um alerta soou em minha cabeça. Nem Jacob dormia aqui, por que ele está dormindo aqui e por que ele não foi embora como ele disse que iria? Minha vontade é acordar ele a base da travesseirada na cara e dizer 'oi demônio, vamos respeitar os limites?'. Edward dormindo em minha casa é um limite que eu seriamente imponho nessa pseudo relação e é um limite que eu não estou disposta a cruzar e isso tem que acabar, antes que seja tarde demais.

-x-

Já deixei aí uma prévia da personalidade da mamãe Cullen pra vocês já terem uma ideia de como ela é quando ela aparecer, rsrsrsrs.

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