Oiiiiieeeeee !!! Mais um capítulo prontinho pra vcs!!! Já agradeço os comentários! Amei! Então comentemmm e...

Boa Leitura!!!

Capítulo 2

— Você está tão absorvida em seus pensamentos que a impediram de ouvir meus passos.

Que ironia, pois ela nem tinha se preparado para aquele encontro, justamente pensando em Edward.

— Sim.

— Por que você não está dormindo?

Será que ele havia percebido que ainda a estava segurando? Bella mexeu com os ombros para ver se o movimento o afastava.

— Não consegui pegar no sono.

Ele ignorou a insinuação dela para se libertar. Talvez nem tivesse notado.

— Sua mãe morreu há menos de uma semana. É compreensível sua falta de sono.

— Suponho que sim — replicou, satisfeita em deixá-lo tirar suas próprias conclusões.

Bella tinha de lutar muito para não se aconchegar no calor que o corpo forte lhe oferecia. Ela o desejava, e isso já era chocante o bastante. Porém, queria alguma coisa mais, algo que já aprendera há muito tempo que não era possível em sua vida. Amor, compromisso e segurança.

— Entendo você, pois a morte do meu tio causou muito sofrimento à minha família.

Aquilo era, provavelmente, o máximo que Edward admitiria sobre sua própria fraqueza, assim como a razão de estar acordado por causa de sua dor.

O sentimento de tristeza que ela nutria pela morte era pequeno perante o alívio de viver à sombra dos delitos da mãe.

Ela umedeceu os lábios, tentando manter a concentração que a proximidade dele tornava difícil.

— Anthony era um homem bom — disse Bella. Finalmente Edward tirou as mãos dos ombros dela, mas permaneceu perto, deixando-a constrangida do mesmo modo.

— Sim, era, mas eu não deveria ignorar seu sofrimento.

— O que você quer dizer com isso? — Ela não tinha expressado nenhum sofrimento, portanto, como ele o ignoraria?

Bella nem sequer estava certa se seria capaz de chorar a morte da mãe.

— Não fui gentil com você esta tarde, peço desculpas. — As palavras eram formais, diferente de suas conversas com ela. Provavelmente, ele se esforçava para se desculpar, pois não estava acostumado a isso.

— Não se preocupe. Não foi nada.

— Eu a feri, não deveria ter aumentado sua dor.

Oh, Deus, ele levava a sério o remorso. E isso a fez se sentir culpada, porque o que Sebastian lhe dissera não aumentara sua dor pela perda, mas a dor de uma vida inteira como filha de Renée.

— Obrigada por desculpar-se, mas, honestamente, estou acostumada a comentários como aquele.

Edward gemeu. Aparentemente, suas palavras não o confortaram.

Ela suspirou, com vontade de estender a mão para fazer um gesto solidário. Seus dedos pousaram gentilmente sobre o braço forte e isso foi tudo que Bella pôde fazer.

— Não estou zangada com você. — Não mais. — Anthony era um homem bom. Sinto muito que tenha morrido daquela maneira. Lamento que a vida de minha mãe tenha terminado daquele modo também, mas não o culpo por chamar a atenção para a verdade. Sou filha dela e aprendi a conviver com isso.

Uma expressão indecifrável surgiu no rosto dele.

— Antes, eu estava preocupado que você pudesse contar sua história aos tabloides, mas percebo agora que você não faria isso.

— Nunca.

— Renée adorava publicidade, da pior qualidade.

— E tive de conviver com isso minha vida inteira.

— Você não gostava disso.

— Eu detestava. Quando criança, fui expulsa de duas escolas por causa do comportamento dela.

Renée tinha sido pega pela esposa de um dos professores de Bella com quem fazia sexo, e na segunda vez fora presa por posse de cocaína.

— Não foi muito melhor na universidade. O mundo parece enorme, até você ser colocada na mídia.

Na ocasião, Renée tinha se casado com um magnata grego com idade para ser pai dela. Foi um prato cheio para os jornalistas.

Por essa razão, Bella havia mudado legalmente seu sobrenome depois da formatura. Nunca contou a Renée, não queria uma cena dramática, mas ninguém na vida de Bella sabia que era vinculada a uma mulher escandalosa e com atividades sociais questionáveis.

Nos Estados Unidos, a história de Isabella Swan, filha de Renée Swan Mansen, simplesmente não existia.

Ser tímida e ter uma aparência comum podia ser vantajoso, às vezes.

Dessa vez foi Bella que percebeu que continuava tocando em Edward e rapidamente afastou a mão.

— Desculpe-me.

— Não me incomodo.

Ela engoliu em seco.

— Sim, bem, preciso ir embora. Estou certa de que posso conseguir dormir agora — disse ela, mentindo, mas, precisando afastar-se dele.

As mãos de Edward seguraram sua cintura, fazendo-a parar e ofegar.

— Você tem certeza que precisa ir?

— Eu… — Bella perdeu o fôlego quando ele a puxou para mais perto.

Conseguiu normalizar a respiração, mas não conseguiu falar. Os olhos verdes a estavam levando a fantasiar. Uma sensação estranha percorria seus nervos e uma latejante dor no útero irradiava-se pelo corpo, fazendo-a fechar as pernas.

Os lábios másculos esboçaram um sorriso, e Bella tinha certeza de que ele sabia exatamente o que estava acontecendo com ela.

Eles se entreolharam com intensidade, e quando ele a puxou para mais perto ainda, de modo que seus corpos quase se tocaram, Bella não pôde evitar o tremor que percorreu seu corpo.

Triunfo estava estampado nos olhos de Edward.

— Sim, sei que sentiu isso também.

— Senti o quê? — perguntou ela, sabendo que a tentativa de disfarçar era inútil.

Ele ignorou a pergunta.

— Preciso saber. — Edward baixou a cabeça até que seus lábios quase tocaram os dela. — Você não imagina, também?

Ela teria perguntado "Imagino o quê?", mas, então, ele a beijou, e Bella parou de raciocinar. Tudo que podia fazer era sentir.

Sentiu o beijo, a mistura da respiração deles, a gentil sedução dos lábios.

Não tinha conhecido homens como ele, que, mesmo sendo tão forte e poderoso, conseguia ser gentil.

Colocou as mãos no peito largo, levada por uma sedução inexplicável.

De modo sedutor, explorou os músculos salientes que a tinham fascinado. Hipnotizada pela excitação inesperada de Edward, entregou-se.

Gemendo, ele a puxou para si, abraçando-a com desespero, e o beijo tornou-se ardente. Paixão explodiu entre os lábios de ambos e Bella percebeu que não sentia o mínimo medo.

Não pensava em nada, a não ser no deleite erótico despertado por ele. O gosto era delicioso e cada vez mais desejável.

Sem realmente saber como tinha acontecido, sentiu a língua dentro de sua boca, e Edward a fez sentir prazer num beijo íntimo que ela sempre considerara agressivo demais. Querendo retribuir, imitou os movimentos com sensualidade feminina que não possuía.

Emitindo um gemido, Edward ergueu-a da areia, comprimindo seu sexo contra o dela e deixando o corpo de Bella em chamas.

Ainda assim, ela não sentiu temor algum. Nada que apagasse o desejo que percorria suas veias.

Quando ele fez pressão contra seu traseiro, forçando a abertura das coxas, foi natural levantar-lhe as pernas e fazê-la cruzar os tornozelos atrás de suas costas. A saia franziu-se, deixando a pele nua contra ele num encontro excitante, e Bella gemeu com o contato íntimo.

Ela precisava de mais, e pressionou o corpo contra o dele, girando os quadris para aumentar as maravilhosas sensações que a dominavam.

A mão forte foi além da seda de sua calcinha para um lugar que não tinha sido tocado em sete anos. O toque a fez ficar úmida, provocando um prazer delirante. Mas quando o dedo másculo tentou um contato ainda mais íntimo, o medo antigo a invadiu de maneira incontrolável, e o prazer foi substituído por uma necessidade desesperada de se libertar.

Bella afastou a boca da dele.

— Não. Pare. O que estamos fazendo?

— Você realmente não sabe? — perguntou ele, incrédulo, com a voz rouca de desejo.

Ela não respondeu. Não podia responder. O toque daquele dedo quase em seu interior trouxe-lhe lembranças que a afogariam se permitisse.

Descruzando os tornozelos, tentou livrar-se dos braços de Edward.

Depois de um segundo de luta, ele a soltou, praguejando em grego, mas Bella não queria saber o que significava.

— Sinto muito — disse ela, puxando a saia para cobrir as pernas vacilantes.

Seu coração estava descompassado, as palmas das mãos úmidas e a boca completamente seca.

Edward cerrou os punhos e ela deu um passo atrás, incapaz de impedir o retorno do passado.

Com uma expressão frustrada de desejo, ele atirou a cabeça para trás e respirou fundo antes de olhá-la.

Quando a fitou, sua decepção tinha diminuído, mas ele estava sério.

— Não. Sou eu quem deve se desculpar. Um homem não deve se aproveitar da fraqueza de uma mulher. Não foi correto beijá-la, pois você já estava preocupada com os acontecimentos da semana.

Bella não podia acreditar que ele estava assumindo a culpa, mas sabia que não era um homem comum. Em sua mente, estava acima de todos, era quase um santo, por compreender a rejeição.

Edward não entendeu por que tinham se afastado.

— Não tive intenção de deixar isso ir tão longe — disse ela, lembrando-se das acusações do passado.

— E eu não pretendia que acontecesse em absoluto — murmurou ele, fazendo-a sorrir. — Eu a vi da janela do meu quarto e vim para pedir desculpas pela minha observação inapropriada hoje cedo. Em vez disso, aproveitei-me do momento e agi indevidamente.

Apesar de as palavras dele a livrarem da culpa e darem sossego à sua mente, deixavam feridas em seu coração. Edward estava dizendo que eles não se pertenciam.

Ela sabia. Sempre soubera, mas, mesmo assim, aquilo doía. Ele lhe despertara a primeira sensação de paixão verdadeira, e a possibilidade de conhecer a vida sexual com Edward a excitava. Ficara amedrontada, mas somente quando ele a tocara da maneira que Bella havia sido tocada naquela noite fatal.

Se pudesse contar-lhe sobre aquilo… Seria capaz de fazer amor completamente sem medo?

Por que estava com aquelas dúvidas?

Ele deixara claro que estava surpreso por tê-la beijado. Sexo com Edward Cullen não era para ela. Bella forçou os lábios para fingir um sorriso.

— Você está certo. Um relacionamento entre nós estaria fora de questão. — Ela estava tentando parecer natural, porém tinha medo que o disfarce se rompesse a qualquer momento. — Eu acho que vou para a cama agora.

Ele insistiu em acompanhá-la até o quarto, não a aliviando de sua presença, até que fechou a porta, depois de ter lhe desejado uma boa noite.

Edward afastou-se do quarto de Bella chamando a si próprio de tolo. Por que tinha pensado em beijá-la daquele jeito? Ou simplesmente beijá-la?

Certo, ele a desejara por anos, mas não era a mulher certa. Nem mesmo para um caso breve. Podia ser diferente de Renée, mas Bella não deixava de ser filha de uma mulher suja e deplorável.

Além do mais, sua família sofreria as consequências se eles se envolvessem. Ninguém merecia mais fofocas como as que tinham envolvido o casamento de Anthony. Edward tinha amado muito seu tio-avô, mas o velho homem havia se rendido aos prazeres com Renée e envolvera a família em situações desagradáveis.

Como um grego com o mínimo de orgulho podia permanecer casado com uma mulher que sabia ser infiel? Assim mesmo Anthony permaneceu.

A noite do acidente não havia sido a primeira vez que o tio havia encontrado provas de casos extraconjugais de sua esposa.

A cada vez, Edward tinha certeza de que o tio finalmente criaria juízo e se separaria da desavergonhada, mas Anthony nunca tomou tal decisão.

Edward jamais permitiria que uma mulher o fizesse de bobo. Não tolerava mentiras e subterfúgios. Abominava qualquer tipo de desonestidade, principalmente infidelidade.

Seu tio-avô tinha sido esperto o suficiente para impedir que sua esposa bela e desequilibrada o levasse à ruína financeira, e assim havia mostrado que seu cérebro ainda funcionava quando não lhe deixara nada em testamento, mas não havia dúvida de que Renée Mansen destruíra o orgulho do marido.

Para um homem grego, aquilo era a pior coisa que poderia acontecer.

Edward não era capaz de compreender a atitude de Anthony permanecendo casado. Como permitira deixar-se levar pela sexualidade e sujeitar-se a um estilo de vida completamente diferente do que tinha levado em seus primeiros 60 anos? Um homem deveria viver seus últimos anos com dignidade, mas não foi o que aconteceu com o tio.

Humilhação tinha sido sua companhia, principalmente no ano anterior à morte. O que levara Renée a expor suas conquistas sexuais ao marido idoso? O que a fizera comportar-se de maneira tão sórdida? E por que Bella havia ignorado isso tudo, não tentando impedir o abominável comportamento da mãe?

A noite escura, vista da janela do quarto, não lhe ofereceu respostas, mas suas perguntas o faziam recordar que, apesar de diferente da mãe, Bella tinha sido egoísta demais para importar-se com Anthony Mansen. Exatamente como a mãe.

Bella lacrou a última caixa no quarto da mãe e fechou a porta. Um senso de dever cumprido misturava-se com decepção. Tinha vasculhado o quarto de Renée completamente e não encontrara nada relacionado com sua vida antes de casar-se com Anthony Mansen. Nenhuma indicação de quem podia ser seu pai.

Considerando os tipos de companheiros da mãe, ela teria desistido, anos atrás, de saber quem era seu pai, a não ser por duas lembranças dolorosas de sua infância.

Era pequena, 3 ou 4 anos, e estava sentada no colo de um homem. Ele estava lendo para ela, e Bella ainda podia se recordar da sensação de amor e segurança que havia sentido. Ela o tinha chamado de "papai" e beijado seu rosto quando a leitura terminou. Ele a abraçara apertado, e quando fechava os olhos, ela lembrava do abraço que a fizera sentir-se segura.

Em uma outra lembrança, encontrava-se num apartamento escuro, caminhando durante a noite, procurando pelo pai, chorando e chamando o nome dele. Tinha cerca de 5 ou 6 anos na ocasião. Sua mãe havia dormido, alcoolizada, mas Bella ficara acordada a noite toda, aceitando finalmente, ao amanhecer, que seu pai não voltaria mais. Não sabia se o pai queria ficar longe delas, como sua mãe dizia, ou se fora incapaz de encontrá-las. Renée e Bella tinham morado em vários lugares da Europa desde que Bella começara a frequentar a escola. As proezas da mãe apareciam nos tabloides escandalosos, mas não tinham sido dignas de nota nos Estados Unidos. Até casar-se com Anthony, não era nem muito rica nem uma celebridade.

O casamento com Anthony Mansen nem mesmo despertara o interesse de alguns jornais de fofocas nos Estados Unidos.

Enquanto estudantes de sua universidade sabiam o suficiente sobre as proezas de Renée para julgar Bella, isso não significava que um homem que não via Renée há mais de vinte anos a reconheceria em fotos, ou mesmo leria aquele tipo de jornal.

Bella queria acreditar que seu pai era um americano que desconhecia a notoriedade recente de Bella e sua residência na Europa.

Contudo, tinha de reconhecer que ele poderia até mesmo estar morto.

Afastando pensamentos que não levavam a nada, Bella fechou a caixa com uma fita crepe. Por qualquer razão, seu pai estava desaparecido, ponto final. Ela rasgou a fita crepe e soprou uma mecha de cabelo que tinha soltado de seu rabo-de-cavalo. Sem nenhum interesse, supervisionou o quarto que um dia fora decadente e agora estava decorado com luxo e sofisticação.

Edward a havia encorajado a empacotar tudo para o leilão. Planejava reformar o quarto num futuro próximo, apagando totalmente a influência de Renée sobre a villa. É claro que ele não falara isso. Vinha sendo delicado com ela desde a discussão na biblioteca, três dias atrás, mas seus sentimentos em relação a Renée Mansen não eram segredo.

Alongando o corpo cansado, Bella estendeu os braços para cima e depois os movimentou de um lado para o outro. Seus músculos doíam e os olhos estavam fatigados.

Havia passado muito tempo de joelhos, empacotando e selecionando coisas, nos últimos três dias, e dormido muito pouco à noite, tempo demais para reviver o beijo de Edward.

Curvando-se para a frente, tocou as pontas dos dedos no carpete felpudo. Esticando-se, inclinou-se para trás e viu uma calça masculina.

Reconheceu a palavra grega que escutou e assustou-se.

Perdeu o equilíbrio e caiu de costas, batendo com a cabeça no chão.

Edward se ajoelhou ao seu lado, as feições lindas e másculas demonstrando preocupação.

— Você está bem, pedhaki mou?

Ela não podia falar, quase perdeu a respiração, e seus lábios tremiam.

As mãos fortes seguraram-lhe os ombros e gentilmente a puseram sentada.

— Obrigada.

Ele esfregou lhe a cabeça com as pontas dos dedos.

— Dói?

— Um pouco.

— Pelo menos não está inchando.

— Estou bem.

Edward não a soltou, e continuou procurando ferimentos, uma atitude que a deixou tremendo.

— O que você estava fazendo?

Ela sentiu-se corar enquanto tentava controlar a vontade de tocar nele também.

— Alguns exercícios de alongamento.

— Você caiu.

— Você me assustou — murmurou ela em tom irritado. — Perdi o equilíbrio.

— Ah, então foi culpa minha.

Ela virou a cabeça para fitar o rosto dele, mas foi incapaz de notar o humor na sua voz, apesar de estar refletido nos olhos de Edward.

— Sim.

— Então tenho de fazer alguma coisa para compensar tal inconveniência e demonstrar meu remorso.

Bella não pôde dizer qualquer palavra quando a boca de Edward pressionou a dela. Não foi um beijo flamejante, com paixão exagerada, mas seu coração disparou com violência e o corpo tremia de vontade de tocá-lo.

Felizmente, Edward segurava-lhe os ombros com tanta firmeza que não permitia que Bella se aproximasse e se humilhasse.

Ele ergueu a cabeça.

— Você tem lábios doces, Bella.

Ela os lambeu, sentindo seu gosto.

— Obrigada.

Ele a beijou-a novamente, dessa vez deixando os lábios demorarem sobre os dela por alguns segundos, então aprofundando o beijo com incrível sensualidade.

Então, afastou-se apenas o bastante para murmurar:

— Compensei-a por meu erro de ter assustado você?

Ela queria prolongar o beijo, mas sufocou a vontade.

— Sim.

— Que pena.

Meu Deus, aquele homem era perigoso.

— Sim — gaguejou ela com fraqueza.

— Talvez eu deva compensá-la ainda mais.

Bella não foi capaz de responder, pois a boca maravilhosa tomou a sua novamente, mas quando o beijo estava ficando mais ardente e interessante, a voz de Esme surgiu do corredor:

— Ela está bem, Edward? O que aconteceu?

Gemendo baixinho em frustração, ele levantou a cabeça e virou-se para a mãe.

— Eu a assustei quando ela estava se alongando e aí ela caiu.

— Estou bem — acrescentou Bella, constrangida por seu ato desajeitado ter sido revelado, e também por ser pega beijando Edward.

— Tem certeza? Você ainda está no chão.

A risada de Edward fez o peito vibrar contra o de Bella e ela sentiu-se inclinando para a frente, sob o seu feitiço.

— Ainda está no chão porque eu não a deixei levantar-se.

— Oh!

Havia um significado sutil naquela pequena palavra e isso pareceu perturbar Edward, porque sua irreverência logo desapareceu, e levantou-se rapidamente, ajudando-a a fazer o mesmo, mas afastando-se em seguida.

Aquilo parecia uma rejeição, e ela queria que ele lembrasse que o beijo havia partido dele.

Contudo, a camisa branca de Edward estava amassada e marcada pelas mãos empoeiradas que Bella usara para tocá-lo com avidez. Tinha de admitir, mesmo que somente para si, que fora mais do que uma participante passiva.

— Emmett está aqui. Almoçaremos e depois ele me levará de volta para terra firme.

— Você está indo embora? — perguntou Bella.

— Sim. Preciso voltar para meu jardim.

— Obrigada por sua ajuda com as coisas de Renée.

— Foi um prazer. É uma jovem muito gentil. Estive chorando a morte do meu tio e você manteve minha mente ocupada no presente, não no passado. Sou eu quem lhe deve agradecimentos.

Bella não sabia como reagir ao elogio ou ao olhar de interesse que Edward lhe dirigia.

Sentiu-se constrangida e estava tendo dificuldade para respirar.

— Gosto de você — finalmente conseguiu dizer, e Esme sorriu.

— O sentimento é mútuo.

Felizmente, Edward disse qualquer coisa sobre Bella ir refrescar-se antes do almoço, permitindo que ela escapasse da situação.

Edward observou Bella sair apressada do quarto com o rosto rubro.

— Ela não sabe como aceitar um elogio — disse para a mãe.

— Imagino que com a mãe que teve não tenha recebido muitos elogios — replicou Esme enquanto desciam a escada.

— Não, suponho que não recebeu.

— Renée Mansen trouxe muita dor para nossa família.

— Sim — resmungou ele, desejando que seu corpo não estivesse ainda reagindo por ter segurado Bella nos braços.

Quando entraram na sala de jantar, sua mãe deu-lhe um daqueles olhares que ele nunca aprendera a decifrar.

— Ser filha de uma mulher como Renée deve ter sido ainda mais doloroso.

— Bella não fez nada para impedir a decadência neste último ano.

— Talvez ela achasse que não tinha influência.

— Ou que seu próprio conforto fosse mais importante do que a tranquilidade de um senhor.

Edward não teve nenhuma dificuldade em interpretar a expressão da mãe naquele momento, que revelava pura decepção nos olhos verdes. Ele não foi capaz de justificar a acusação que fizera a Bella. Tinha a impressão de que nada que dissesse melhoraria a situação.

Atravessou a sala para cumprimentar o irmão, mas Esme não havia concluído a conversa.

Ela colocou-se entre ele e o irmão.

— Para seu conforto pessoal, você está tentando nivelar Bella à mãe, de modo a não admitir a atração que sente por ela.

— Eu não…

Esme ergueu uma das mãos.

— Minta para você mesmo, meu filho, mas não tente mentir para a mulher que o trouxe ao mundo. Bella não é como Renée, mas se você acreditasse nisso, seu coração estaria em risco, e isso o amedronta.

Aquilo estava indo longe demais.

— Eu jamais poderia amar a filha de Renée Mansen.

— Uh-huh. — A expressão do irmão foi dolorosa e sua mãe deu um gemido de desgosto.

Querendo encerrar o assunto, Edward voltou-se em direção à porta.

Bella estava parada na soleira, os olhos marrons magoados pelo que acabara de ouvir.

Iiiii agora o Edward falou demais! Rsrs

Comentem!!! E até o próximo!