Boa Leitura!!!

Capítulo 5

Bella não respondeu à pergunta dele e apenas suspirou. Edward a olhou, antes de usar a mão livre para acariciar o delicado corpo por baixo da blusa solta.

Ela ofegou fortemente quando os dedos quentes encontraram a pele sedosa e macia bem acima da cintura de sua saia.

Edward deixou a mão parada, sem mexê-la, estabelecendo sua posse, enquanto uma cena do filme passava. Os pequenos dedos de Bella alisaram-lhe o peito, num sutil contato que fez seu coração disparar violentamente.

— Você está brincando com fogo — avisou ele, ainda não acreditando que Bella estava disposta a tornar-se íntima de um homem que não havia lhe prometido nenhum compromisso formal.

— Você está dizendo que posso fazê-lo incendiar? — As palavras deveriam ter sido ditas com sedução feminina, mas, em vez disso, ela parecia chocada com a ideia.

— Não. Sim. — Ele deu de ombros enquanto a ponta de seu dedo esfregava gentilmente um dos mamilos enrijecidos. — Com você, sinto-me como o Vesúvio.

— Pronto para explodir?

— Quente como o próprio coração da Terra.

— Isso é bom. — Bella suspirou enquanto a mão dele continuava uma exploração torturante em seu seio.

Sem tirar os olhos da televisão, Edward começou a acariciar-lhe toda a extensão do estômago sob a blusa, usando o polegar para fazer movimentos circulares e sensuais. Os dedos de Bella contraíram-se sobre os pêlos macios do peito dele.

— Não sou um sujeito bom, pethi mou. — A expressão carinhosa jamais descreveria o que ele estava tentando fazê-la sentir.

— Não, você não é. — Algo além de paixão embargou a voz dela, mas Edward estava transtornado demais para descobrir o que seria. — Entretanto, você é extremamente sexy. — A risada dele tinha uma conotação de desejo não velado.

Bella deu um beijo suave em seu peito e ele sentiu uma pontada no coração. Isso o deixou determinado a se aproximar ainda mais.

Permitiu que o polegar fizesse carícias mais ousadas sobre a parte mais alta da cintura dela, mas sempre parando timidamente nas curvas generosas e tentadoras dos seios.

O pequeno gemido que Bella emitiu foi como música para seus ouvidos.

Então, ela sussurrou o nome dele e pressionou o corpo contra o seu.

— O que é isso? — perguntou Edward, sabendo exatamente o que ela queria.

— Eu preciso.

Ele deixou o polegar descansar bem abaixo da linha do sutiã.

— Do que você precisa?

— De você, Edward. — Bella ergueu a cabeça, e os olhos verdes cheios de emoção encontraram os de Edward, que começou a acreditar em alguma coisa que tinha descartado como conto de fadas anos atrás. — Preciso de você.

A paixão descontrolada e a sinceridade na voz de Bella, aliadas à expressão nos lindos olhos verdes, destruíram seu autocontrole. Bella o queria, não seu dinheiro, nem sequer um anel de casamento. Apenas ele.

Outra mulher já o quisera somente por ele mesmo?

Seu ego queria dizer sim, mas sua conta bancária garantia que não podia dizer isso com plena certeza.

Bella era diferente, e a intensidade de sua ereção refletia a reação de seu corpo àquela verdade. Não podia duvidar dela. Queria entregar-se a ele sem qualquer promessa futura, sem qualquer condição.

E Edward se certificaria de que ela jamais lamentaria aquela escolha.

Sem qualquer aviso, Bella viu-se deitada de costas, um homem sexualmente excitado acima dela, vibrando com a necessidade de possuí-la.

Uma posição que somente tinha causado terror no passado, agora a deixava louca de paixão, e, puxando-lhe a camisa para fora da calça, ela a rasgou toda.

O corpo escultural de Edward excitou-se quando as mãos dela encontraram sua pele quente e os pêlos de seu baixo ventre.

— Você gosta disso? — perguntou ela.

Sentindo todos os músculos do abdômen enrijecerem, ele sussurrou:

— Sim, gosto muito.

Era inacreditável que ela pudesse afetá-lo daquele jeito.

Os delicados dedos continuaram a exploração, percorrendo cada centímetro do torso nu, enquanto o acariciava.

Edward balbuciou sons guturais, então se ergueu para remover completamente a camisa, expondo o torso sólido.

Era justo que um homem fosse tão devastadoramente maravilhoso? Os olhos marrons o devoraram com estonteante prazer.

Ele segurou a bainha da blusa de linha.

— Tire isso também.

Bella achou que sentiria medo ao pensar em ficar nua com um homem, como já acontecera antes, mas isso não ocorreu. Então, sorriu-lhe triunfante, sem nenhuma timidez.

— Sim!

Ele a ajudou a tirar a blusa com mãos ávidas e riu quando os dedos de ambos entrelaçaram-se.

Bella vinha ansiando por aquela intimidade com ele desde a noite na praia, e agora sabia o que iria acontecer. Sua mente pareceu fragmentar-se quando as mãos fortes tomaram posse de sua pele nua. Os mamilos sensíveis ansiavam por sentir o toque dele, mas Edward a tocou em várias partes, exceto ali.

Acariciou-lhe a barriga, deslizou as mãos quentes pelos seus braços e, depois, ao longo de seu corpo inteiro.

Ela tremia de desejo e gemia, mas lhe restava bastante consciência para cerrar os dentes em vez de implorar.

Não adiantou. Quando os dedos quentes tocaram-lhe os seios e fizeram círculos em volta de onde mais desejava, ela gritou numa quase exigência:

— Toque-me aí!

Os olhos verdes fitaram-na sensualmente, enquanto as pontas dos dedos finalmente tocaram os mamilos enrijecidos. Bella inclinou-se para ele, oferecendo-lhe os seios, que foram aceitos com intenso desejo. Ele tirou-lhe o sutiã para vê-la completamente nua e poder tocá-la com prazer.

Edward deu a volta, inclinou-se e beijou cada mamilo, deixando-os úmidos e rijos, antes de erguer a cabeça para encontrar-lhe o olhar. Os olhos marrons estavam marejados pelo excesso de emoção e o nome dele foi balbuciado por Bella num soluço convulsivo. Ele a tocou novamente, dando-lhe muito prazer, e fazendo-a tremer de emoção.

De alguma maneira, Edward retirou o resto das roupas de ambos. O contato dos corpos era total, coração com coração, pele com pele, quadril com quadril.

Aquilo era muito estranho. Entretanto, era mais maravilhoso do que qualquer coisa que ela já havia sentido na vida.

Na triste experiência anterior de Bella, aquele homem não havia sequer se despido durante o ato. Porém Edward queria mais do que liberação sexual do próprio corpo. Queria intimidade com ela. Cada palavra sussurrada, cada movimento do corpo dele lhe dizia isso.

Pernas e torsos entrelaçavam-se. Ele a beijou, os lábios exigindo tudo que ela possuía para dar, e a entrega de Bella foi total e absoluta. Edward pressionou os seios sensíveis contra seu peito, puxando-a para si com mãos ávidas, enquanto forçava a pélvis contra a dela.

Depois, explorou-lhe a boca numa dança sensual, fazendo-a sentir uma onda de deleite, que jamais pensou que pudesse ser tão excitante.

Bem, ela o queria agora. Oh, como o queria!

Bella entreabriu as pernas num convite eternamente conhecido, e ele esfregou o corpo rijo contra o dela, causando-lhe uma sensação maravilhosa e indescritível no centro de seu corpo.

Edward separou os lábios dos dela, apenas para lhe dar diversos beijos sensuais no pescoço.

— Tenho de prová-la — sussurrou ele, contra o pescoço dela.

Bella não encontrou sentido naquelas palavras. Eleja não a estava provando?

Ele mordiscou-lhe a base do pescoço, fazendo-a tremer inteira.

— Oh, Edward. — Ela gemia, enquanto continuava murmurando o nome dele repetidas vezes.

Ele parou de beijar-lhe o pescoço, mas foi em direção aos seios, dando-lhes mordidas amorosas, provocando sensações alucinantes através do corpo inteiro. Quando começou a sugar-lhe os mamilos, a sensação foi direta para seu ventre, e Bella gritou de prazer. A despeito de usar as mãos numa tentativa frenética de conservá-lo em seus seios, Edward moveu-se sobre o corpo dela, parando no umbigo, para submetê-lo a uma tortura sensual que Bella nunca acreditou ser possível. Quando pressionou suas pernas para separá-las, ela permitiu, sem pensar nas consequências, mas no momento que ele abaixou a cabeça e a beijou da maneira mais íntima possível, ela sentiu um choque pela sensação inesperada, e isso o impediu de continuar.

Edward levantou a cabeça com a expressão de um animal selvagem.

— Você não quer o prazer que posso lhe dar?

Como ela poderia responder àquilo?

— Eu nunca…

As sobrancelhas dele arquearam-se.

— Ah, nenhum homem provou seu néctar doce até agora?

— Não… — A expressão dele era interrogativa. — Nunca — completou ela.

Uma satisfação brilhou nos olhos de Edward.

— Quero prová-la, Bella. Deixe-me.

Aquilo parecia mais uma exigência do que um pedido de permissão, mas, de qualquer forma, tinham parado, e ela não podia negar.

— Sim.

O sorriso dele a fez tremer, mesmo enquanto se derretia sob um outro beijo, ainda mais íntimo do que os anteriores.

Edward saboreou a essência de Bella com um desejo consumidor, a fim de deixar claro que ela lhe pertencia.

A excitação era doce e o aroma feminino era tão potente que quase o enlouqueceu. Nenhuma mulher o havia seduzido daquela maneira antes. Fechou os olhos para sentir melhor o corpo delicado.

Então, roçou o polegar contra o ponto de prazer de Bella enquanto usava a língua para provocar-lhe a umidade deliciosa.

Sem qualquer aviso, Bella esticou o corpo em êxtase e um grito de pura satisfação saiu de seus lábios. O som continuou a ecoar na mente de Edward por um longo tempo, até que somente soavam sussurros tênues de prazer.

O corpo dela ainda estava vibrando com pequenos espasmos quando ele se colocou por cima e posicionou o membro rígido entre as pernas quentes, na entrada aveludada.

Ele a beijou com doçura nos lábios que mais pareciam botões de rosa e murmurou:

— Eu quero você.

Bella abriu os olhos, e eles continham uma expressão suave e tão repleta de emoções que pareceu mexer com a alma de Edward.

— Quero você também, mas, por favor…

— Por favor, o quê? — O desejo era tão avassalador que ele quase não conseguiu dizer as palavras.

— Não me machuque.

Ele não entendeu o motivo de tal pedido.

— Você acredita que eu a machucaria?

— Não, mas…

As reações inocentes de Bella, a maneira surpreendida como respondia a cada toque dele, a rejeição instantânea quando ele a tocara mais intimamente… Tudo isso evidenciava uma verdade que Edward quase não podia acreditar.

— Você é virgem?

— Sim.

— Mas você tem 23 anos! — Ele não pôde evitar que as palavras de surpresa fossem proferidas.

— Nunca me senti assim em relação a outro homem.

Ele a estudou por um momento, o coração batendo acelerado, e acreditou em Bella.

— Então, você me dá uma grande honra.

Edward curvou-se e a ergueu nos braços.

Os olhos marrons encheram-se de um apelo sutil, e uma profunda onda de ternura o dominou.

Nunca antes tinha sido tão importante assegurar o prazer de sua parceira, mas estava determinado a fazer que Bella se recordasse para sempre de sua primeira vez.

— Serei perfeito, agape mou. Prometo-lhe.

Ela devolveu-lhe o beijo.

— Acredito em você, meu amor.

Ela sabia do que o tinha chamado?

Edward fitou dentro dos olhos marrons maravilhosos, brilhantes de paixão, e achou que ela não sabia, mas só porque não estava consciente de suas palavras isso não significava que não as sentisse.

Ele tinha ficado cego para os sentimentos dela porque achava que isso era necessário para sua própria proteção, mas Bella era tão diferente da mãe que uma poderia ser freira, e a outra, prostituta. Ele esforçou-se para excitá-la novamente, para levá-la ao auge do clímax antes de começar a penetrá-la com cuidado.

Enquanto sentia o interior dela pressionar seu membro, uma verdade incontestável o assolou: somente o casamento seria suficiente. O pensamento de um outro homem fazendo com Bella o que ele estava prestes a fazer era intolerável.

— Você é minha — ele gemeu, enquanto tentava penetrá-la. Com olhos brilhantes de amor, Bella assentiu.

— Sim. Sou sua. Sempre fui.

Mechas de cabelos castanhos e sedosos desprenderam-se de seu penteado conservador e espalharam-se ao redor das almofadas do sofá, fazendo-a parecer uma deusa pagã da Antiguidade.

Aquilo exigiu mais autocontrole do que Edward pensava possuir, mas penetrou-a, centímetro a centímetro, vagarosamente.

Ele fez amor com Bella num estado semi-entorpecido, explodindo em um prazer imenso, maior do que qualquer coisa que já havia conhecido.

Ela se movimentava sensualmente sob ele, enquanto gemia baixinho. Novamente, não deu sinal algum, mas atingiu o clímax com contrações poderosas. No momento em que Edward atingiu o próprio orgasmo, continuou por cima dela, o corpo tremendo em espasmos descontrolados. Bella começou a chorar, lágrimas suaves e silenciosas.

— Eu a machuquei? — Ele sentiu uma grande angústia diante daquela possibilidade.

Ela meneou a cabeça.

— Em absoluto. Foi a experiência mais incrível da minha vida. Obrigada.

Edward saiu de cima dela e rolou de lado, olhando-a.

— Você está bem?

— Oh, sim. É tão diferente! Todos os movimentos que fizemos pareciam criar um terremoto dentro de mim — disse ela, timidamente.

Ele meneou a cabeça. Ela tinha alguma ideia do quanto era especial?

Bella adormeceu tão logo descansou a cabeça no travesseiro. Edward também sucumbiu ao sono, sentindo-se mais feliz do que jamais se sentira na vida.

Acordou-a duas vezes durante a noite, e em ambas ela se entregou com total abandono.

Edward acordou com uma sensação de ter perdido alguma coisa importante. Nada menos do que a si próprio.

Qualquer homem seria um tolo em permitir que uma mulher exercesse tamanho poder sobre ele, mas, naquele momento, estava impotente para minimizar sua reação a Bella.

A única coisa que amenizava a situação era que as obsessões eram completamente mútuas. Ela também não podia resistir ao seu poder de sedução.

Bella era uma amante incrível, uma mulher como nenhuma outra. O sonho de todos os homens.

Uma sensação de desorientação o dominou quando se lembrou de determinada linha da carta do tio-avô.

Anthony tinha dito a mesma coisa sobre Renée, que ela era o sonho de todos os homens na cama. O velho homem escrevera que continuara sustentando o casamento por tanto tempo apenas por causa do desejo que Renée despertava nele, e também por estar viciado no prazer sexual que ela proporcionava.

Vício. A palavra estava muito ligada aos sentimentos de Edward por Bella.

Mas não estava escravizado por sua libido a ponto de permitir que uma mulher destruísse seu orgulho e esmagasse sua dignidade só porque era boa na cama.

Você realmente não permitiria?, uma voz atormentada surgiu em sua cabeça.

Com pensamentos perturbadores, olhou para a mulher frágil dormindo ao seu lado. Não podia ver-lhe o rosto porque estava coberto pelos lençóis de seda, mas o volume dos seios era revelado sob a coberta fina e podia sentir a maciez de sua pele. Um desejo ardente surgiu e ele teve que se conter para não acordá-la.

Vício. Obsessão. O quão diferentes eles eram?

Mas estava viciado? Ele a queria, mas não tinha de possuí-la. Poderia sobreviver sem fazer amor. Não era escravo da paixão.

Além do mais, uma virgem merecia alguma consideração.

Lembranças começaram a aborrecê-lo, sensações que não fora capaz de assimilar em sua atordoada mente. Não houvera nenhum sangue.

A virgindade de uma mulher tinha de ser cuidadosamente violada porque provocava uma ruptura de uma membrana fina em seu interior, resultando em sangramento. Mas Bella não sangrara. Também não sentira dor. Havia sentido prazer todas as vezes que fizeram amor.

Ela lhe dissera que era virgem, mas não parecia.

A possibilidade de Bella ter mentido com relação à sua inocência causou-lhe uma onda de raiva e dor.

Afinal de contas, Renée não enganara seu tio, fazendo-o acreditar que era mais inocente sexualmente do que na realidade?

Estaria Bella enganando-o da mesma forma que a mãe enganara Anthony?

Ela lhe permitira amá-la apesar de Edward deixar bem claro que casamento não estava nos seus planos. Por quê?

Edward praguejou quando se lembrou de mais um fomento da noite anterior. Não tinham usado preservativos, e Bella não mencionara nada, mesmo sabendo que ele a queria sem prometer qualquer vínculo.

Ela não havia exigido um compromisso porque planejara fazê-lo cair numa armadilha. Bella fora mais astuta que a mãe, porque ele nunca se enganara sobre Renée.

E se entregara a ela completamente!

Quando pensou na decisão da noite anterior de casar-se com Bella, sentiu uma náusea.

Ela era uma jogadora profissional de extraordinária habilidade.

Bella saiu do banheiro enrolada no grande roupão de Edward. Havia acordado sozinha, e tentou não importuná-lo. Ele era um homem de negócios e tinha passado vários dias longe da empresa. Deveria ter muitos compromissos de trabalho.

Mas isso não tinha nada a ver com sua importância na vida dele. Nenhum homem podia fazer amor tão ternamente e não sentir algo além de desejo.

Ele fora tão gentil, tão doce, que seu coração enchia-se de alegria quando se recordava. O ato de amor tinha sido maravilhoso. Edward Cullen era um amante perfeito.

Gostaria que o relacionamento deles não terminasse, mas não lhe pedira promessa alguma, assim como ele não oferecera nenhuma.

Se ela lhe contasse a verdade sobre seus sentimentos e sobre seu passado, isso faria diferença?

Edward precisava saber, sem sombra de dúvida, que ela não era como a mãe.

Bella tinha se entregado virgem. Não havia dormido com ninguém, e o amava. Quase lhe dissera isso no momento que faziam amor. Ousaria repetir as palavras na luz fria do dia?

Por outro lado, poderia suportar o custo que pagaria pela sua covardia, se não contasse? Edward a deixaria voltar para a Califórnia, acreditando que ela não queria nada mais do que um encontro sexual?

Bella duvidava que ele a amasse, mas sabia que sentia algo mais profundo do que apenas luxúria.

Isso seria o suficiente para construir um relacionamento? Ele estaria disposto a tentar? Ela não saberia, a não ser que fosse honesta com ele.

Além do mais, o amor era honesto. Não se escondia atrás de orgulho e medo do passado.

Havia tanta coisa que ela não lhe contara sobre seu passado! Depois de sua experiência como adolescente, tinha rejeitado o modo de vida de Renée completamente, e Edward acreditaria nela quando lhe revelasse tudo, pois era um homem inteligente e compreensivo.

Acreditaria que ela realmente o amava quando percebesse que fora capaz de fazer amor com ele depois do trauma que sofrerá.

Bella estava pronta para lhe contar tudo quando Edward entrou no quarto com expressão severa.

— Você está bem? — perguntou ela, imaginando se não seria melhor esperar um outro momento para discutirem seus sentimentos e seu futuro.

Ele não parecia muito receptivo. Quase imediatamente, ela puniu-se por ser tão covarde. Ele possuía uma empresa multinacional que gerava milhões de problemas, consequentemente, afetando-lhe o humor.

— Estou bem. — Havia uma estranha luz nos olhos verdes. — E você, dormiu bem?

— Sim. — Ela suspirou. — Edward, há algo que preciso lhe contar.

— Há?

— Sim. Por favor, pode me escutar?

Os lábios dele torceram-se numa imitação de um sorriso.

— Acredito que já sei o que é.

— Não, acho que não sabe. — Edward era mais inteligente do que a maioria dos homens que ela conhecia, mas não era um leitor de mentes.

— É relacionado com a questão de sua virgindade.

Chocada, ela o fitou, incapaz de falar por alguns segundos. Como ele poderia saber?

— Renée lhe contou?

— Sim. Calculei, através de sua mãe.

Aquela era uma maneira estranha de colocar as coisas.

— Edward, estou falando sobre o que aconteceu comigo quando tinha 16 anos. Sabe algo sobre isso?

Ele empalideceu e uma raiva amarga cobriu-lhe o semblante.

— Você quer me contar que teve uma experiência traumática com um homem, não?

Ela assentiu, e sentindo os joelhos fraquejarem, sentou-se na beira da cama.

— Não posso acreditar que ela tenha lhe contado. Fez-me jurar nunca dizer uma palavra.

— E agora você vai me contar que não acreditava que poderia responder sexualmente a um homem, mas eu reacendi sua paixão feminina. — A total falta de emoção na voz de Edward deixou-a estarrecida.

— Sim — replicou ela nervosamente.

— Não, sim… não me engano facilmente.

Bella pensou que se ele realmente tivesse se envolvido com ela depois da noite anterior, estaria furioso sobre o que lhe acontecera aos 16 anos.

Era um homem grego, tradicional, possessivo e protetor. Aquilo, provavelmente, era tão difícil para ele quanto era para ela falar sobre o assunto.

— Eu a conheço muito bem.

Ela assentiu.

— Sim, conhece, e talvez esta seja uma das razões pelas quais eu o ame tanto.

O rosto dele contorceu-se, como se estivesse com dor.

— Diga-me uma coisa, Bella!

Ela não esperava que ele se importasse com sua declaração de amor. Homens como Edward não se rendiam aos sentimentos muito facilmente, mas também não pensara que suas palavras fossem descartadas de forma tão fria.

— O quê?

— Você sabia que Anthony tinha planejado divorciar-se de Renée depois que descobriu exatamente quem ela era?

Bella não sabia o que aquilo tinha a ver com eles, mas suspirou.

— Uma das amigas de minha mãe contou-me a novidade por e-mail.

Os olhos dele pareciam duas gotas de esmeraldas.

— Então, saber disso proporcionou a grande cena de sedução da noite passada.

— Que grande cena de sedução? — Nada estava indo pelo caminho que ela tinha antecipado, fazendo-a se sentir cada vez mais confusa.

— O jantar, sua disponibilidade de ficar ao meu lado mesmo depois que lhe falei que não pretendia me casar. Isso tudo faz sentido agora. Você veio para a Grécia sabendo que sua mãe havia sido eliminada do testamento. Não queria que seu "ingresso" para a fortuna terminasse, então fez um jogo para prender um outro homem rico.

— Do que você está falando?

— Estou falando de você, a virgem inocente — acusou ele — permitindo-se ter sexo pela primeira vez comigo, conquistando seu "ingresso" para a fortuna.

Bella estava totalmente horrorizada, não podendo acreditar no que ouvia.

— Você acredita que fiz amor com você porque estava procurando dinheiro? — Ela queria gritar, mas a voz não passou de um sussurro. — Acha que vim à Grécia, para o funeral de minha mãe, pretendendo seduzi-lo?

— Você sabia sobre o divórcio.

— Não soube antes de vir para a Grécia. Descobri ontem.

— Quem lhe contou? Um passarinho verde? — perguntou ele com ironia. Ela quis explicar sobre o e-mail, mas Edward a interrompeu: — Espera que eu acredite que Renée não ligou para você e contou-lhe a verdade, mas que soube disso através de um e-mail depois da morte de sua mãe?

— Não, não espero que você acredite nisso, mas é a verdade — disse ela, sentindo que seus sonhos desmoronavam como castelos de areia.

Iiiii é só o começo meninas, o Edward ainda vai magoar muito a Bella tadinha!!! Comentem e até próximo !!!