Boa Leitura!!!
Capítulo 7
Bella permaneceu por diversos minutos olhando para o telefone agora desligado.
O som das ondas do mar, quebrando na areia, chegava através das portas abertas do pátio, e o espaldar alto da cadeira de vime tocava seus ombros, como sempre fizera, mas ela precisava enfrentar uma outra realidade agora.
Edward Cullen não era o salafrário que ela pensava.
A discussão deles não tinha sido como imaginara. Não houvera recriminações e ele sequer negara a paternidade, embora não a tivesse reconhecido também.
Estranhamente, Edward não fizera uma única acusação, mesmo achando que ela se casara três meses após ter perdido a virgindade com ele.
E Bella não podia culpá-lo por isso, afinal, mudara o próprio sobrenome.
Pelo que podia entender, ele nem mesmo tinha ficado zangado, mas por que desligara o telefone tão abruptamente?
Talvez precisasse de algum tempo para digerir o que estava acontecendo.
A própria Bella não havia aceitado imediatamente a realidade de sua gravidez e de seu estado de saúde, e, para Edward, com certeza tinha sido pior.
Ele a dispensara, e agora ela aparecia grávida, uma mulher que ele não queria, em quem não confiava e que, obviamente, esperava nunca mais ver.
O outro lado do pesadelo que estava vivendo era estar grávida de um homem muito arrogante, contudo Edward não reagira como se estivesse num pesadelo.
Se pudesse acreditar no que ouvira, Bella teria de admitir que o tom de voz de Edward ao final da ligação fora de alívio, seguido de preocupação.
Como podia um homem que a considerava a mais baixa das mulheres ficar preocupado com ela?
A situação seria até engraçada se não fosse quase trágica, e, em vez de rir, ela sentiu uma pontada no coração. Durante todos aqueles meses ficara em estado de torpor emocional, e não estava nem um pouco receptiva a esse sinal de que os sentimentos pudessem estar voltando para atormentá-la.
Então, percebeu que o que estava sentindo era uma dor física, provocada por sua gravidez. Tinha de ser. Não havia restado nada dentro do seu coração para reagir àquele telefonema num nível emocional.
Pensamentos sobre Edward, sobre o bebê e as condições de sua saúde atormentavam-lhe a mente durante a noite, impedindo-a de dormir.
Edward não voltou a telefonar, e Bella não sabia qual o motivo.
Não importava quantas vezes voltasse a pensar na conversa que haviam tido ao telefone, continuava intrigada com a atual atitude do homem que dera vida a seu bebê e depois a rejeitara com tanta crueldade.
Além disso, medo do futuro e preocupação com a saúde da criança ao nascer deixavam-na em um lastimável estado de tensão.
Bella tentou achar uma posição confortável na cama, mas não conseguia relaxar o corpo o suficiente para repousar e dormir. Finalmente, com os cobertores e lençóis desarrumados, desistiu e saiu da cama.
Leite quente sempre ajudava, diziam os livros, e ela bebeu uma xícara com um pouco de açúcar e baunilha.
Não se sentiu menos cansada ou relaxada, mas voltou para o quarto, determinada a descansar.
A pilha de lençóis e travesseiros amarfanhados e o acolchoado de seda azul atestavam sua noite mal dormida. Precisou até refazer a cama antes que pudesse pensar em voltar para ela.
Afofou os travesseiros, colocou-os de volta na cama e estava ajeitando o lençol no lugar quando a campainha da porta tocou. Um rápido olhar para o relógio de cabeceira mostrou-lhe que eram três da manhã. A campainha soou novamente, de modo insistente.
O lençol azul-claro escapou de seus dedos e ela ficou indecisa se atendia ou hão à porta. Não podia imaginar quem pudesse visitá-la no meio da noite. Nenhuma das amigas da mãe tinha seu endereço atual e ninguém que ela conhecia seria tão inconveniente.
Um punho forte e insistente bateu na porta de aço, e Bella colocou a mão contra o peito, tentando acalmar as batidas fortes do coração, quando olhou pelo olho-mágico.
No início, viu somente uma camisa social branca imaculada, desabotoada no pescoço, sem gravata. Não conseguia ver o rosto do homem, mas o reconheceria até na hora de sua morte. Não era ninguém menos do que Edward!
Bella destrancou a porta e seus lábios se abriram para cumprimentá-lo, mas não conseguiu articular as palavras.
Os olhos dele pareciam estar mais verdes, com uma emoção indescritível, e suas feições eram de absoluta fadiga. Estava mais magro do que na última vez que ela o vira, como se tivesse estado doente recentemente, e linhas de estresse marcavam sua boca. Os últimos três meses deviam ter sido de trabalho muito árduo para que Edward parecesse tão desgastado.
Bella estendeu-lhe a mão num gesto voluntário para confirmar a realidade de sua visão, uma vez que sua mente era incapaz de aceitar que Edward Cullen estava de pé, ali, na soleira da porta.
Ele segurou-lhe a mão exatamente quando seu coração começou a disparar outra vez, de modo louco, enquanto sua respiração parecia cada vez mais difícil. Bella rezou para que não estivesse prestes a desmaiar de novo. Mas não teve chance, pois com um movimento ágil ele a ergueu nos braços e a carregou para dentro.
— Onde é o seu quarto?
Ela apontou para o corredor e Edward a conduziu até o quarto, deitando-a sobre o lençol que Bella acabara de colocar na cama.
O suave movimento oscilante do colchão de água juntou-se aos sentimentos de desorientação de Bella.
— Você está bem? Precisa de um médico?
— Não, foi apenas o choque ao vê-lo. Foi apenas uma leve falta de ar.
— Eu deveria ter telefonado para avisá-la sobre minha vinda, mas não pensei em nada, exceto em chegar até você, desde o momento que me ligou.
Ele não queria dizer aquelas palavras daquela maneira, que soassem como se estivesse louco de saudade…
— Por causa do bebê — disse Bella, questionando se ele podia duvidar que fosse o pai, mas a lealdade da família o tinha feito checar.
A boca de Edward contraiu-se numa linha severa.
— Isso é, sem dúvida, no que você acredita.
— Não é verdade? — Nada estava fazendo muito sentido no momento.
Era madrugada, ela estava cansada e vendo Edward, que, como sempre, a deixava desequilibrada. Mesmo assim, a conversa não estava indo no rumo que ela esperava. Exatamente como ao telefone.
— Eu estava preocupado com nosso filho, mas também estava preocupado com você.
Lembrando-se do modo tão fácil que ele a tinha descartado de sua vida e em circunstâncias incríveis, Bella meneou a cabeça. Estava cansada, mas não totalmente entorpecida.
— Acho isso impossível de acreditar.
Ele assentiu, com expressão desanimada.
— Eu sabia que acharia.
Bravo. Não precisava ser um gênio para saber o pouco que ele se importava com ela.
Então, algumas das palavras de Edward foram registradas pela mente de Bella.
— Você disse nosso filho?
— Sim.
— Acredita que o bebê é seu?
— Sim.
— Não quer fazer testes?
— Não haverá testes.
Ela ofegou fortemente.
Os lábios dele delinearam um sorriso cínico.
— Você parece surpresa, pethi mou.
— Eu diria que estou totalmente chocada.
— Então, o resto que tenho a dizer certamente a deixará sem ar. — O homem realmente queria ser pai, pensou ela. — Melhor esperar até que amanheça.
— Você vai embora? — Bella não queria que ele fosse, não poderia suportar o pensamento de ficar sozinha novamente. Por outro lado, não sabia o que seria melhor para ela.
— Relaxe, não vou a lugar algum — murmurou ele, sentando-se sobre o colchão onde Bella estava.
— Mas…
— Dormirei no seu sofá esta noite e conversaremos pela manhã.
Como seu sofá era um canapé de vime que a teria deixado com câimbras, ela não podia imaginar aquilo.
— Você ficaria mais confortável num hotel. — Bella detestou dizer isso, mas sabia que era a verdade.
Ele meneou a cabeça, os cabelos cobres brilhando sob a luz do abajur.
— Não a quero longe da minha vista novamente.
— Não seja bobo. Pode voltar pela manhã. Estarei aqui ainda.
— Você não está segura sozinha aqui, por sua própria conta, Bella. — Ele apertou-lhe os ombros. — Até que esteja com a medicação certa, sua saúde está em risco. — Ela moveu-se um pouco e olhou para as mãos fortes. Afrouxando o aperto, Edward falou: — Desculpe-me.
— O médico disse que não posso tomar determinados remédios.
— O médico deveria ter sua licença médica suspensa. Isso não é verdade.
— Não tomarei nada que ponha o bebê em risco.
— Eu não pediria que você fizesse isso.
Ela acalmou-se, perturbada por achar até gostoso o calor das mãos fortes sobre seus ombros. Ele as retirou e se levantou.
— Você tem outra roupa de cama para o sofá?
— Você não será capaz de dormir nele.
Bella levantou-se e pegou o acolchoado de seda azul de onde o tinha jogado antes.
Enquanto arrumava a cama, sua mente pensava em oferecer uma outra solução, mas imaginou se teria coragem de propor.
— Eu não a deixarei sozinha — declarou Edward, com firmeza, e ela soube que nada o persuadiria a fazer o contrário. — Se isso significa dormir no chão, dormirei.
— Onde já se viu um alto executivo dormindo no chão? — perguntou ela. — Eu sabia que você protegeria o bebê quando soubesse que era seu. — As palavras saíram sem que ela pensasse melhor.
— Então, pelo menos você confiou em mim.
Ela deu de ombros, supondo que ele estava certo. A crença no compromisso com a família tinha grande peso no caráter de Edward, mas a certeza de Bella sobre a integridade dele como amante não era mais a mesma.
Ela suspirou e olhou para a cama king-size que ocupava a maior parte do pequeno quarto.
Era, definitivamente, grande o suficiente para que os dois dormissem, com um oceano de espaço entre eles.
Um ano atrás, teria ficado horrorizada em compartilhar a cama com ele platonicamente, com medo de que se rendesse ao desejo enquanto dormisse. Não sentia mais nada parecido com isso agora. E depois que ele a dispensara de sua cama, meses atrás, Bella não estava preocupada se sua oferta fosse mal-interpretada.
— Você pode dormir aqui na cama.
— Não quero desalojá-la de sua própria cama. — Ele parecia realmente preocupado.
Ela sorriu.
— Eu não estava pretendendo dormir em qualquer outro lugar. A cama é enorme e podemos dormir nela a noite toda sem nos tocarmos.
Edward não disse nada, parecendo surpreso com a proposta.
— Você não se importa se eu dormir aqui com você?
Os olhos marrons não hesitaram nem por um minuto.
— O lado sexual de nosso relacionamento está definitivamente terminado. Portanto, não estou preocupada sobre você tentar se aproveitar da situação.
Aquelas palavras feriram a dignidade de Edward.
— Eu não me aproveitei antes. Você esteve comigo o tempo todo porque quis.
— Não o tempo todo, Edward. Eu não o acompanhei em sua viagem mental sórdida, que o deixou convencido que eu era uma réplica de minha mãe.
Não, ela realmente não o acompanhara. Ele fizera a tal viagem por conta própria e não podia culpar ninguém a não ser a si mesmo pelo resultado.
— A verdade é que estou com medo.
— De que você tem medo?
Ela bocejou e os olhos estavam vermelhos de fadiga.
— Não quero desmaiar, como aconteceu no trabalho, com ninguém em volta para se certificar de que o bebê está bem.
Com expressão perturbada, Bella mordiscou o lábio.
— Diga-me a verdade, pethi mou.
— Não sou mentirosa, não importa se acredita ou não.
— Você me falou que estava bem. — Ele não queria dizer aquilo como se a estivesse acusando de ser desonesta, mas a expressão de Bella dizia-lhe que era assim que suas palavras soaram.
— Eu estava e estou bem. Caso contrário, eles não teriam me liberado do hospital.
— Você esteve no hospital? — perguntou ele com fúria incontida.
— Foi apenas um pronto-socorro. Meus colegas chamaram a ambulância quando eu desmaiei.
Ele meneou a cabeça. Teria de conversar sobre o emprego de Bella no dia seguinte, também. Trabalhar nas atuais circunstâncias era loucura, mas ele não esperava que ela entendesse isso.
— Acho que é hora de irmos para a cama — disse ele. Ela assentiu, escondendo com a mão outro bocejo, a mão que deveria estar usando um anel de casamento.
Edward esperou que ela se acomodasse na cama antes de desligar a luz, então, deitou-se, e Bella adormeceu quase imediatamente.
Ele levou muito tempo pensando com que facilidade ela dormira. Também estava precisando muito dormir. Tinha sofrido ao vê-la novamente, uma vez que as coisas haviam acontecido diferentemente daquilo que esperava.
Bella não queria vê-lo mais, porém se esforçara para lhe telefonar pelo bem do filho deles e tinha permitido que ele dormisse em sua cama porque acreditava que o lado sexual do relacionamento estava terminado.
Certamente, os dois não sentiam mais a mesma coisa. Bella não confiava mais nele, considerando-o um perfeito patife.
Usar a paixão que acontecera entre os dois era o único meio que Edward podia pensar para uni-los novamente. Mas não podia usar isso ainda. Tal ação não seria segura até que Bella estivesse com a medicação adequada, a que o médico da confiança de Edward tinha mencionado. Portanto, estava determinado em não feri-la mais, de modo algum.
Podia e controlaria sua vontade de seduzi-la, mas não havia feito promessas de não tocá-la durante a noite. Bella dissera que podiam dormir juntos sem se tocarem. Ele sabia que isso não seria tão fácil quanto parecia. Não depois de dez semanas procurando-a para finalmente encontrá-la com a saúde frágil, em perigo, e grávida de um filho seu.
Esperou até que ela dormisse profundamente, antes de, com gentileza, puxá-la para seus braços e aninhá-la ao seu corpo.
Pela segunda vez, Edward acordou ao lado de Bella.
Saboreou o inconfundível aroma dela, e o toque da pele sedosa e quente contra a sua. Ela havia dormido com uma camiseta muito grande, a qual subira tanto que as coxas delgadas e sensuais tocavam as dele. Ele fora para a cama apenas de cueca, e ficara surpreso que Bella não tivesse feito objeção alguma quanto a isso. Na verdade, não se importava com mais nada porque havia declarado que a relação dos dois estava terminada, para sempre.
Os minúsculos pés estavam enfiados entre suas panturrilhas e a ereção matinal de Edward estava pressionada contra o traseiro arredondado, mas ele achou que Bella não gostaria se acordasse e os encontrasse naquela posição. Poderia até acusá-lo de estar se aproveitando, pois fizera aquele comentário na noite anterior.
Cuidadosamente, a fim de não acordá-la, Edward separou-se de Bella e saiu da cama, mas não deixou o quarto imediatamente. O sol brilhante da manhã infiltrava-se através das persianas e ele a observou dormindo. Era tão bonita, tão gentil, e, ainda, mãe de seu filho.
Deu graças a Deus pela gravidez de Bella, certo de que se ela não tivesse engravidado nunca mais o procuraria. Não tinha ideia de quando o investigador Jenkins a encontraria.
Edward tinha contratado os serviços de uma firma de investigação internacional no dia em que Bella partira, pois ela sumira sem deixar rastro de que avião pegara ou para onde fora. Ele entendia isso agora. Tinha viajado com sobrenome diferente. Newman.
Ele não podia acreditar. Nunca lhe ocorrera, mesmo depois da discussão com sua mãe, que Bella pudesse ter aquele tipo de reação, a fim de se distanciar para sempre de uma mulher como Renée Swan Mansen.
Ela construíra uma vida nova nos Estados Unidos, e naquele dia no escritório lhe dissera como detestava a atenção da mídia.
Edward se sentiu bem quando deparou com a realidade. Após tentar encontrar uma pista no apartamento de Renée em Nova York, percebera o quanto a nova vida de Bella era diferente da antiga.
O único número do telefone que Renée tivera lá, havia sido desligado dois anos atrás. Perguntou a Esme como ela entrara em contato com Bella para lhe comunicar a morte da mãe e ela lhe disse que o número estava num livrinho de endereços da própria Renée, o qual Bella tinha jogado fora quando se desfez de todos os pertences da mãe.
A atitude severa de Esme para com Edward, quando ele dispensara Bella de maneira tão vil, suavizou um pouco ao perceber que o filho não tinha ideia de como encontrar Bella, e que queria muito, pelo que tudo indicava.
Mais tarde, lembrou-se da reclamação de Bella, de que uma das amigas da mãe havia lhe contatado por e-mail, e pedira a Jenkins para entrevistar todas as mulheres que faziam parte do círculo de amigas íntimas de Renée.
O investigador só conseguira o endereço de e-mail de Bella, tendo de praticamente subornar uma das mulheres com alguns dólares.
Edward contatara Bella imediatamente, mas ficou decepcionado quando o e-mail voltou, o que significava que havia sido desativado.
Jenkins estava trabalhando para rastrear seu provedor de Internet quando Bella ligou.
Sim, Edward tinha muitas razões para agradecer a ela, inclusive por ter engravidado na primeira vez que fizeram amor. Mas estava também preocupado com a saúde dela.
O fato de Bella estar sem tratamento há duas semanas o fez tomar algumas providências.
Não era um homem violento, mas, afinal de contas, ela poderia ter morrido.
Bella foi para a cozinha, sentindo o cheiro gostoso de bacon, torradas e café fresco.
Parou no limiar da porta quando avistou uma tigela de salada de frutas frescas no centro da pequena mesa da cozinha. Ainda mais chocante era a cena: Edward descalço, ao lado da cafeteira elétrica, e a camisa nos quadris.
— Você escondeu suas habilidades, sr. Cullen. — Ela inalou o aroma do café que tomara conta da pequena cozinha, por acaso, sua marca preferida. — Nunca imaginei que soubesse cozinhar alguma coisa.
Edwar virou-se de onde estava, servindo café nas canecas, e Bella percebeu que sua camisa não estava apenas fora da calça, mas também desabotoada.
A pele bronzeada cobria o peito musculoso, quando ele inclinou-se para colocar as canecas na mesa.
— Não cozinho, mas um dos meus guarda-costas estava me dando uma ajuda aqui na cozinha, e acabou de sair.
Pela aparência do café-da-manhã, perfeitamente preparado, o segurança particular dele estivera cozinhando enquanto Edward a acordara para dizer-lhe que tinha apenas 15 minutos para tomar uma ducha.
Eles ficaram em silêncio por alguns momentos, antes de Bella perguntar:
— Onde seus guarda-costas ficaram na noite passada?
O que ela realmente queria saber era onde Edward tinha dormido naquela noite. Se dentro de casa, teria dormido ao seu lado na cama, com os braços ao seu redor? Lembrou-se de ter acordado no meio da noite e se sentido envolta pelo calor do corpo dele. Havia se sentido protegida e dormira melhor do que nunca, desde que deixara a Grécia, mas ele tinha acordado e levantado da cama antes dela.
— Eles hospedaram-se num hotel próximo.
Ela puxou um dos banquinhos da pequena mesa de refeições e se sentou.
— Nardo concordou com isso?
O chefe da segurança fazia questão que os guarda-costas seguissem Edward para todos os lugares. Embora ficassem na retaguarda, havia homens da segurança o tempo todo, tanto no apartamento como na villa, quando ele estava lá.
— Ele não teve escolha — respondeu Edward. Bella apostava que Nardo não estava nada satisfeito naquela manhã.
— Não quero ser um problema para você, Edward.
— Você não é um problema. — Ele acomodou-se à mesa, também, com a caneca de café em uma das mãos e o olhar fixo no corpo dela, de modo perturbador. — Afinal de contas, você é a mãe do meu filho que vai nascer.
— Você diz isso com tanta segurança, mas ainda estou surpresa por ter se recusado a fazer testes.
— Você era virgem quando fizemos amor. O bebê não podia ter outro pai.
— Você está certo da minha virgindade agora?
— Sim.
— Pelo amor de Deus, por quê? — Nada tinha mudado que pudesse ver, mas de repente ela não era mais uma mentirosa horrível ou uma interesseira.
O que estava acontecendo?
Os ombros largos ficaram tensos.
— Porque você reagiu como uma completa inocente. Eu deveria ter dado mais crédito na manhã seguinte, mas não dei.
— Você estava ocupado demais fazendo considerações porque não tinha havido sangue. — Edward era tão antiquado que deveria estar num museu, ela pensou.
— Você disse que sofreu violência.
— E você disse que eu estava inventando histórias a fim de ludibriá-lo, como minha mãe, que usara mentiras para seduzir Anthony.
Aquilo havia doído muito.
Ela nunca contara a ninguém sobre o que acontecera na adolescência e a única pessoa com quem compartilhara o ocorrido a tinha desacreditado, e isso fora tão aterrorizante quanto a total rejeição que posteriormente Edward lhe fez sentir.
O queixo dele estava tão rijo quanto granito.
— Seria melhor que nos esquecêssemos das coisas que disse naquela manhã, depois que fizemos amor.
Simplesmente assim, era de espantar! Teria um bebê e então deveria fingir que estava tudo bem entre os dois? Bella não pensava assim, em absoluto.
E o Edward chegouuuu! Kkkkkk não fez mais que a obrigação dele! Mas parece que ele está arrependido e procurou a Bella desde que ela foi embora! Mas pelo jeito ela não vai facilitar as coisas para ele não! Comentemmm!!!! Estou amando cada comentário! Bjim!!!
