Feliz Páscoa!!! Boa Leitura!!!
Capítulo 8
— Então, você está me dizendo que agora acredita em mim sobre o meu passado?
— É exatamente o que estou dizendo.
Ela meneou a cabeça, não acreditando nele nem por um segundo. Era fácil demais a súbita aceitação por parte de Edward de algo que havia rejeitado de modo tão violento.
— Gostaria de entender por que você está tão certo agora de que o bebê é seu. — Ele pareceu sério e isso aguçou a curiosidade dela. — O que mudou, Edward? Quando saí de seu apartamento, você pensava que eu era um pouco menos que uma meretriz.
— Jamais.
— Você me acusou de usar meu corpo para obter vantagem financeira. Como chamaria isso?
— Estupidez minha.
— Diga-me por quê.
O desconforto dele era evidente.
— Minha mãe acha que sou um tolo.
— Você só pode estar brincando. — As mães gregas reverenciavam seus filhos e Esme achava que Edward e Emmett eram o melhor que a espécie masculina tinha a oferecer. Além do mais, por que a opinião de Esme mudaria a de Edward?
— Ela me chamou de homem das cavernas e disse que falta de sangue não é indicação de um passado sexual.
Levou um minuto para o significado das palavras fazer sentido, mas, quando entendeu, Bella saltou da cadeira e gritou:
— Você contou à sua mãe que fizemos sexo?
O que Esme deveria pensar sobre ela? Sua mãe e padrasto haviam morrido há menos de duas semanas e Bella estava se divertindo na cama com Edward? Com toda certeza, isso deveria ter parecido indecente para Esme.
Edward segurou-lhe o pulso.
— Sente-se e acalme-se, Bella.
Ela sentou-se, mas somente porque começou a sentir-se tonta e não queria demonstrar. Desvencilhou o pulso do aperto dele e o olhou. Passara sua vida inteira calma e nunca havia percebido que tinha qualquer tipo de temperamento forte, até Edward começar a instigá-la, depois do funeral.
— Por favor, diga-me que você não discutiu o que aconteceu entre nós com sua mãe.
Ela notou que Edward corou levemente.
— Contei-lhe, sim. E acredito que foi a primeira vez na vida que minha mãe falou livremente comigo sobre assuntos de natureza sexual. Eu ficaria satisfeito se fosse também a última vez.
Se ela não estivesse tão zangada e mortificada, teria rido diante da expressão magoada de Edward.
— Então Esme acredita que eu disse a verdade sobre ser virgem e você aceitou a opinião de sua mãe como se estivesse escrito num Evangelho, depois de me chamar de mentirosa.
— Infelizmente, sim.
— Ela lhe disse que acreditava em mim sobre o outro, também?
— Não! Não lhe contei nada sobre isso.
— Por que não? Você contou tudo mais.
— Não tudo. — Ele esfregou os olhos como se estivesse cansado.
Bella perguntou-se o quanto Edward havia dormido na noite anterior.
— Não diga, você se esqueceu de mencionar a cor das meias que eu estava usando?
— Você não estava usando meias. Suas pernas encantadoras estavam nuas, e não entrei nesse detalhe importante com minha mãe. Realmente acredita que eu faria uma coisa dessas?
— Infelizmente, acredito que faria.
Ele fez uma careta.
— Bem, eu não fiz. Coma seu desjejum. Precisa ficar forte, pelo bem de seu bebê.
Olhando para a comida lindamente preparada, ela achou que ele estava representando, muito apressadamente, o tipo de pai que ia ser, colocando-a no papel de mera incubadora.
Na verdade, não se importava mais que Edward pudesse não amá-la.
Parando de repente de comer, ele levantou-se e colocou o prato sobre o balcão.
Ela o fitou e quase perdeu o fôlego diante da visão da camisa aberta, que evidenciava o tórax sólido, coberto de pêlos pretos e sedosos. A protuberância da semi-ereção sob a calça provocou uma resposta indesejada no coração de Bella.
Não havia possibilidade de estar experimentando desejo por ele novamente. Não depois de tudo que tinha acontecido.
Afastando o olhar daquele corpo que emanava masculinidade, ela concentrou-se na comida.
— Quando você acabar de comer, iremos a um cardiologista e a um especialista em tireoide. — Pelo tom da voz dele, Bella não podia saber se Edward notara ou não sua avaliação sobre aquela famigerada masculinidade. — Enquanto estivermos no consultório — continuou ele —, meus funcionários começarão a empacotar suas coisas. Se houver alguma mobília pela qual você tenha um apego sentimental, podemos despachá-la por navio para a Grécia, ou para o apartamento em Nova York, por enquanto.
Ela o encarou com olhos fulminantes.
— Empacotar minhas coisas? Do que você está falando? Não vou para a Grécia.
A expressão no rosto maravilhoso de Edward era impassível.
Vilões deveriam ser feios, com bigodes e cabelos oleosos, não homens que podiam competir para capas de revista femininas.
— Bella, você precisa ser cuidada por alguém. Não posso fazer isso estando a meio mundo de distância de você. Portanto, irá para a Grécia.
Ele era irritantemente arrogante, tão seguro de que sabia o que era melhor para ela que Bella abriu a boca para argumentar, mas fechou-a em seguida. Afinal de contas, não tinha lhe telefonado com esse propósito?
Ela queria alguém que tomasse conta do bebê se algo lhe acontecesse. Podia discordar do modo prepotente de Edward, como se fosse o "rei do mundo", mas, dessa vez, tinha de se render.
— Tudo bem, mas não temos de levar nada do meu apartamento. Não ficarei grávida para sempre.
— Sim, levaremos ou despacharemos tudo.
— Por quê?
— Sua gravidez pode não ser permanente, mas as mudanças que ela provocará em sua vida serão.
Ele tinha razão, mas Bella ainda não iria deixá-lo decidir quando era hora de ela mudar-se para uma casa maior. Quem ele pensava que era?
— Posso muito bem me arrumar num único quarto, pelo menos até o bebê começar a andar.
— Como minha esposa, você não terá necessidade desse aluguel ou de se arrumar com qualquer coisa.
O coração de Bella começou a bater descompassado, e não tinha ideia se aquilo se devia a uma arritmia tola ou à extraordinária declaração que Edward fizera de modo casual. Falava como se já tivesse se decidido por um casamento.
— Não me recordo de ser perguntada se queria casar-me com você — disse ela com ironia.
— O que você ou eu queremos não é importante agora. Nosso bebê precisa ser criado num ambiente seguro, por dois pais, pais que o aceitam e se importem com ele.
— Não preciso me casar com você para que se torne presente para o bebê.
— Sim, precisa. Nada menos do que um casamento entre nós dará ao nosso filho um pai, e você não irá me privar da oportunidade de criá-lo.
— Não quero um marido que pensa que sou boa candidata a meretriz do ano — disse ela, empurrando o prato pela metade.
Edward cruzou os braços sobre o peito, com expressão desanimadora.
— Eu já lhe disse que não penso isso de você.
— Sim, pensa. Não acredite que sou tola o suficiente para não ver que está sendo bom para mim pelo bem do bebê, mas isso não muda sua opinião verdadeira sobre mim.
— Eu lhe disse que não acredito mais que mentiu para mim.
— Mas seu cérebro maquiavélico imaginou que uma mulher manipuladora teria propositadamente esquecido de proteger-se na esperança de engravidar e pegá-lo numa armadilha, a fim de ser sustentada e ter um futuro razoável.
— Eu não disse essas coisas!
— Mas, pelo que sei, está pensando nelas. — Bella suspirou, sentindo-se cansada. — Sei como se sente sobre a família, Edward. Acredita que o bebê é seu porque sua mãe o convenceu de que eu não menti sobre você ser meu primeiro amante. Isso significa que fará tudo que for necessário para proteger seu filho, mesmo fingindo uma reconciliação com uma mulher que despreza e considera mentirosa.
— Você não confia em mim em absoluto.
— Ainda fico me perguntando por que você nunca nem mesmo levantou a possibilidade de eu ter ido para a cama com outro homem nos três meses que estive em casa quando vim da Grécia. Afinal de contas, não faltam homens bonitos e disponíveis na Califórnia.
Os olhos de Edward emitiram faíscas de raiva agora.
— Você não irá para a cama com nenhum outro homem.
— Mas como pode estar certo que já não fui?
— Você foi violentada. Tinha medo de intimidade. Embora tenha superado o medo comigo, não há garantia de que teria reagido do mesmo jeito com outro homem.
— Você tem uma mente incrivelmente rápida, Edward, mas ainda não acredito em nada do que diz. — Ela havia cometido o erro de confiar nele uma vez, mesmo sabendo que confiar em alguém daquele mundo era estupidez.
As mãos de Edward socaram o ar num gesto de impaciência.
— Não acho que você seja uma meretriz. Sei que nunca teve outro homem além de mim, e eu era experiente. Se alguém é culpado pela falta de preservativo naquela noite, sou eu.
Bem, aquilo explicava um pouco melhor o que o estava motivando agora. Ele estava assumindo a responsabilidade pela gravidez não planejada.
Bella era honesta demais para deixar a responsabilidade só para ele.
— Somente porque nunca fiz amor não significa que sou ignorante sobre métodos de prevenir uma gravidez. Apenas nunca pensei nisso.
— Eu também não.
— Então, a culpa é de nós dois. Isto não significa que você tem de se sacrificar casando comigo.
— Esta é uma discussão inútil. Não gosto de andar em círculos. Você vai se casar comigo, e quanto antes aceitar isso, melhor para todos os envolvidos.
— Você acha?
— Sim, porque você é muito inteligente para não fazer o que é melhor para ambos e para nosso filho.
— O que ganho com isso?
— Passarei a villa da ilha para seu nome e estabelecerei um fundo bancário para você, de modo que nunca lhe faltará dinheiro.
— Você está querendo comprar meu bebê?
Edward afastou-se do balcão numa explosão de ira e puxou-a da cadeira para encará-lo.
— Não quero comprar o nosso bebê, nem estou comprando você. Estou tomando conta de você. Isso é tudo. Entendido?
Ela nunca o tinha visto perder o controle como agora. Nem mesmo aquela vez na praia quando Edward estivera tentando convencê-la a ficar na Grécia. O aperto em seu braço não estava machucando, mas Bella podia senti-lo vibrar de fúria.
Então, ele a libertou e deu um passo atrás.
— Falaremos sobre isso mais tarde. Você tem uma consulta médica.
No FINAL das contas, ela teria três consultas, e Edward insistiu em estar presente em todas.
O especialista em tireoide explicou que o hipertireoidismo estava apenas no início e que ela poderia tomar remédios para controlar os níveis durante a gravidez, sem riscos para o bebê. O cardiologista disse que com medicações certas sua arritmia desapareceria; e a ginecologista a informou que, assim que os betabloqueadores fizessem efeito, Bella poderia voltar a ter relações sexuais, sem risco para o coração ou para o bebê.
Bella não apreciou aquela parte particular da informação, ou a audácia de Edward em perguntar aquilo, e quando já estavam dentro da limusine, comentou que aquele tipo de pergunta era incabível.
— Era uma pergunta necessária — argumentou ele.
— Por que imagina que seja? — Bella ainda se sentia beligerante e mais do que disposta a fazê-lo perceber isso. — Quase não pude acreditar que você perguntava à médica uma coisa tão constrangedora. Nós não temos relações sexuais. Tivemos uma noite de sexo casual, isso é tudo.
— Não foi uma noite de sexo casual.
— Como mais você a define?
— Antecipação para nossos votos de casamento.
— Você é inacreditável!
Ele riu sardonicamente.
— Obrigado. — Bella deu um suspiro profundo. — Encare isso, Bella: um casamento platônico entre nós será uma impossibilidade.
— Primeiro, eu não disse que me casaria com você, e, segundo, se eu concordar com essa loucura, será somente com a estipulação de que teremos quartos separados.
— Não. Fora de questão.
Uma frase simples e direta. Sem argumentos e sem justificativas.
Era difícil acreditar que ele fosse tão convencido a ponto de acreditar que ela o deixaria tocá-la depois da maneira como a havia rejeitado.
— Eu já lhe disse mil vezes: não quero sexo com você novamente.
— Verdade?
Uma aura de perigo inundou o interior da limusine, e embora Edward não tivesse se aproximado fisicamente, Bella descobriu que queria se afastar dele.
— Sim, verdade. Você duvida? — indagou ela, com um tom de voz que revelava constrangimento.
— Vamos ver, então.
— O quê? Não…! — Mas o protesto de Bella foi um som abafado contra os lábios dele.
Edward não exigiu, não forçou, mas usou uma sedução gentil que ela achou infinitamente mais difícil de enfrentar. Apenas tomou-lhe a boca com ânsia incontrolável, beijando-a de modo arrebatador, enquanto Bella podia sentir a tensão do corpo dele contra o seu.
Seu corpo, gelado há semanas, acordou como se nunca tivesse adormecido. Um milhão de impulsos elétricos despertaram cada terminação nervosa, enviando ondas de prazer para seu cérebro.
Bella pensara que estivesse desinteressada, mas na realidade estava faminta por uma sensação que somente Edward podia lhe proporcionar.
Ele parecia sentir isso, e segurando-lhe ok rosto com as mãos grandes usou os polegares para alisar-lhe o queixo de maneira sensual. A língua provocou-lhe os lábios, procurando permissão para entrar. Ela deu um gemido baixinho, abrindo os lábios num convite intenso.
Imediatamente, ele aproveitou-se disso, deslizando a língua para dentro da boca quente, saboreando-a como se nunca se satisfizesse com aquele beijo intimo.
Bella correspondeu com uma devassidão que horrorizou sua mente, mas o corpo não tinha forças para combater o desejo. Sentiu uma ligação com ele primitiva demais para ser reprimida pela lógica, e muito forte para ser interrompida pelas feridas ainda abertas que Edward infligira ao seu coração.
— Você tem um sabor tão doce — disse ele contra seus lábios, e puxou-a para seu colo.
Ela não protestou, mas viu-se sentada no colo dele, passando os braços em volta do seu pescoço.
Edward era como sua âncora numa tempestade violenta, num furacão.
As mãos grandes deslizavam por suas curvas, segurando-lhe os seios e brincando com seus mamilos enrijecidos e palpitantes sob o tecido rendado do sutiã e da blusa de seda, até que Bella pensou que perderia totalmente a razão. Arqueou-se contra ele, sentindo a evidência do desejo dele sob as nádegas. Queria a boca bem delineada e quente em seu corpo e não protestou quando ele começou a desabotoar os botões da blusa.
Com um estalar de dedos, Edward soltou o sutiã dela e começou uma exploração, que lhe roubou todo o ar dos pulmões.
De repente, seu coração parecia querer saltar do peito e ela quase não conseguia respirar, por mais que tentasse.
Afastou-se num impulso, tomada de terror.
— Edward, pare. Não posso…
Ele levantou a cabeça e fitou-a com olhos apaixonados.
— O que foi?
— Meu coração — Ela se esforçava para respirar.
Ele praguejou e seu semblante foi coberto de preocupação e de uma fúria autodirigida.
— O que eu estava pensando, meu Deus?! — perguntou ele, com o sotaque muito carregado. — Bella, você está bem, agape mou!
A sensação começou a ceder tão rápido quanto tinha chegado, e ela assentiu.
Ele inclinou-se, passou um braço ao seu redor num gesto protetor, enquanto falava ao interfone com o motorista, dando-lhe uma série de ordens em grego. Em seguida, acomodou-se novamente, puxando-a para si e aninhando-lhe a cabeça contra o peito.
— Eu não deveria ter beijado você ainda. — O tom de Edward era de puro remorso. — Nós nem sequer providenciamos as receitas médicas. — Ele praguejou em grego outra vez. — Desculpe-me, não tive a intenção de colocá-la em risco.
— Você não tinha permissão para me beijar. — A raiva de Bella perdeu um pouco do impacto quando percebeu estar aninhada contra ele, seus dedos agarrados ao fino tecido da camisa de seda, sentindo-se fisicamente fraca para mover-se.
— Você é minha mulher. Beijá-la é um direito meu, exceto quando isso a põe em risco, então preciso me conter.
— Posso ser a mãe de seu filho — Bella sentou-se de modo que pudesse ver os implacáveis olhos esmeraldas —, mas não sou sua mulher.
— Como pode dizer isso depois da maneira que correspondeu ao meu beijo?
— Sim, posso. — Diante da falta de argumentos, ela deixou a cabeça cair contra o peito dele novamente.
A sensação de fraqueza tinha se estendido, mesmo que o coração tivesse voltado a um ritmo menos irregular, embora ainda continuasse a bater rápido demais.
Minutos depois, estavam de volta ao cardiologista e Edward estava reprovando o médico mundialmente renomado por permitir que ela saísse da clínica sem ter lhe dado uma dose do remédio prescrito. O médico, que era provavelmente um dos homens mais eminentes em sua especialidade, apresentou um pedido de desculpas e com rapidez fez Bella tomar sua primeira dose do betabloqueador.
Edward não estava satisfeito e insistiu que ela ficasse na clínica para passar a noite em observação. Eles não voariam para a Grécia até que se certificasse que ela estava forte o suficiente para a viagem.
— Sinto muito, yineka mou. É meu dever protegê-la, mas coloquei sua saúde em risco. Você parecia tão saudável em seu jeito teimoso que não percebi o quanto estava frágil.
Já no quarto particular da clínica, Bella apertou o botão para deixar a cama mais inclinada, tendo se rendido, com má vontade, à insistência dele em mantê-la ali por uma noite.
Ela sabia que era a coisa certa a fazer, mas não gostava daquilo. Todas aquelas atitudes de cuidado a faziam sentir-se como se estivesse em débito com ele, e não queria isso, em absoluto.
— Estou bem. Você ouviu o médico. Meu coração teria de estar muito mais estressado antes de nos preocuparmos com um infarto ou um derrame. — O rosto dele se petrificou, e Bella desejou que não tivesse sido tão específica.
— Desculpe-me — disse ele novamente.
Ela era capaz de apostar que ele tinha se desculpado mais na última hora do que em toda sua vida.
Enquanto pensava que Edward deveria sentir-se mal por tê-la beijado quando não tinha o direito, sentiu-se desconfortável com o excesso de culpa dele.
Bella mordiscou o lábio e observou-o com emoções conflitantes na consciência.
— Eu não estava fazendo nada mais estressante além de estar sentada na minha mesa quando desmaiei e tive de ser levada para o pronto-socorro, portanto, a culpa não foi sua.
— Foi. — Edward ficava tão perturbado quando se sentia culpado quanto quando estava zangado. Parecia não raciocinar nesses estados emocionais.
— De acordo com o médico, dentro de 24 horas, com o efeito do betabloqueador, não precisamos ficar preocupados com ataque cardíaco, mesmo se fizermos amor. — Ela havia corado violentamente quando o cardiologista compartilhara aquela informação, mas esperou que, repetindo isso, pudesse diminuir a culpa de Edward.
— Isso é bom. — Ele sorriu pela primeira vez em uma hora. — Estou feliz que você tenha reconsiderado compartilhar minha cama.
— Não reconsiderei — disse ela, horrorizada por ele ter interpretado mal suas palavras.
— Se não reconsiderou, então por que levantou a segurança futura de tal evento?
— Eu estava apenas tentando livrá-lo do sentimento de culpa — disse ela, exasperada.
— Estranho que você se importe com meu bem-estar emocional quando me detesta.
— Eu nunca disse que o detesto. — Ele parecia muito complacente diante daquela afirmação. — Falei apenas que não confio em você.
— Mas disse que confia em mim para cuidar de você e do nosso bebê.
— Não é o mesmo que confiar em você para ser meu amante de novo.
— Uma vez que você não teve outros amantes, ainda sou seu amante.
— Pare de discutir semântica. Não vou para a cama com você novamente.
— Tudo bem. Podemos fazer amor no sofá, como na primeira vez. Mas acautele-se, Bella. Faremos amor novamente, isso é inevitável.
Ela o encarou.
— Não é inevitável.
O sorriso de Edward dizia-lhe que estava errada e Bella desejou que pudesse sentir mais segurança no que estava dizendo.
Será??!! Comentemmm!!!!
