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Aqui está o Dia 11!
Tenham uma boa leitura!
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PS: Capítulo longo novamente! Seja paciente e leia em dois ou três tempos!
NO EPISÓDIO ANTERIOR:
(leitura não necessária)
No dia anterior, Satoshi lidou com o pós-evento da Operação Yubizume. Transbordando de recursos saqueados ele decidiu que iria construir um orfanato na cidade de E-Rantel através de sua persona o Aventureiro Atari, que foi recém-promovida ao ranking Oricalco. Após tomar as medidas iniciais para criação desse orfanato e de participar de uma confraternização de Aventureiros para comemorar a promoção a Oricalco, Satoshi é abordado por uma estranha mulher na rua. Ele é conduzido por ela até o cemitério e lá ele tem que lidar com a mulher chamada Clementine e com um homem chamado Khajiit. Após pacificar o cemitério, ele tem um bom tempo com Clementine.
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Descolorindo a Escritura Negra
Dia 11
- PARTE UM -
Caminhada Matinal
Satoshi só foi capaz de deixar o local três horas após o amanhecer.
"Pensar que uma organização deste tipo existiria neste mundo…"
Ele disse isso despreocupadamente em voz alta após saltar habilmente o segmento não vigiado do muro que cercava o vasto Cemitério onde ele passou a noite.
Satoshi tinha aprendido muitas coisas proveitosas nas prazerosas oito horas anteriores as quais passou em companhia de Clementine naquele cemitério.
A parte mais interessante do aprendizado, e também a que consumiu mais tempo e energia de ambos, foi sobre as diversas formas com as quais um homem e uma mulher podem obter prazer sexual interagindo um com o outro.
Mas não era sobre esta parte agradável que Satoshi refletia no momento, mas sim sobre o que aprendeu com ela durante a última hora do tempo deles na entrada daquele Mausoléu.
Satoshi passou a hora final dele naquele cemitério interrogando uma dócil e um pouco tonta Clementine que de forma surpreendente estava muito apegada a ele após a intensa noite de descobertas que tiveram.
Durante aquele interrogatório ele obteve algumas informações sobre o grupo ao qual ela pertencia antes de ser reivindicada por Satoshi como uma Escrava Sexual e um Toilet Humano.
O Grupo em questão foi o mesmo que Khajiit mencionou quando quis intimidar Satoshi na noite de ontem.
A Zurrernorn.
Aquele era um grupo de Cultistas da Morte e Adoradores de Mortos-Vivos que estava presente em maior ou menor grau em todos os países da região e que era liderado por um misterioso morto-vivo que dizia ser o único que podia estabelecer contato com o Primeiro Seguidor.
A alegação feita pelo morto-vivo que liderava a Zurrernorn de que tinha formas de contactar o Primeiro Seguidor não era totalmente fiável e muitos não acreditavam nisso.
Esse tal Primeiro Seguidor, por sua vez, era uma figura histórica importante, quase lendária, dentro da Teocracia de Slane e era conhecido como um dos principais servos do Deus da Morte, tendo chegado a liderar a Teocracia por várias décadas durante o período crítico após a morte daquele Deus.
Segundo Clementine esse figurão lendário estava adormecido há muitos séculos e ninguém na Teocracia tinha meios de se comunicar com ele, o que fazia da alegação daquele morto-vivo ao mesmo tempo uma heresia e uma esperança.
Independentemente disso, a Macabra Congregação da Zurrernorn já existia a mais de cem anos enquanto se financiando com charlatanismo e cultos a falsas deidades.
Na surdina, a Zurrernorn prosseguia com uma perversa agenda de coleta de recursos e almas para um misterioso objetivo maior.
Clementine disse que ela suspeita que tal objetivo seja o despertar pleno do Primeiro Seguidor do Deus da Morte.
Satoshi ficou muito surpreso durante o interrogatório quando descobriu que Clementine não conhecia profundamente os objetivos da organização a que ela pertencia e que ela nem mesmo concordava com os dogmas praticados por aquele grupo.
Mesmo ela sendo, assim como o tal Khajiit, um dos chamados Doze Executivos e portanto, sendo uma das treze pessoas mais importantes da Zurrernorn, Clementine não era uma profunda conhecedora da Organização.
Atualmente, ela só estava nesta organização para não ter que ficar sozinha no mundo agora que era uma criminosa procurada no país dela e uma pária para a poderosa família dela.
Clementine era uma antiga agente especial da Teocracia de Slane e tinha começado a se envolver com a Zurrernorn fazia menos de quatro anos, na época que ela ainda era uma jovem de 18 anos.
Foi apenas recentemente que Clementine decidiu abraçar de vez esta organização macabra que prometia liberdade para ela fazer o que quisesse.
Faz cerca de vinte dias que ela abandonou em definitivo a posição privilegiada dela na Teocracia para ingressar nessa maluquice de culto da morte. Antes de partir, ela matou uma pessoa importante daquele país e roubou a Tiara que agora estava com Satoshi, fugindo na sequência rumo à 'liberdade' tão desejada.
Na cabeça maluca dela, ela sempre foi uma prisioneira tanto do país quanto da família dela e para sair daquela prisão, que a limitava e a impedia de fazer o que quisesse, ela usou a Zurrernorn como um suporte temporário para se tornar livre.
Uma cabeça-de-vento… eu aposto que até os demais figurões da Zurrernorn também reprovaram o que ela fez.
Ela basicamente abriu mão da pouca influência na Teocracia que ela podia ofertar a Zurrernorn e, sem ter necessidade, ela cutucou uma onça com vara curta ao matar uma sacerdotisa do alto escalão daquele país antes de desertar.
Seja lá como for, liberdade é algo que ela não vai ter a partir de agora, já que Satoshi usou a habilidade {Enslave} para por grilhões naquela beleza e não ia soltar ela nunca mais.
Acho que vou transformar o cadáver de Khajiit em um vampiro… ele vai poder me falar muito mais sobre a Zurrernorn do que minha tola Clementine pôde.
Segundo Clementine, Khajiit era uma puta velha na organização. Tendo estado nela trinta anos e sendo um dos Doze Executivos a vinte anos.
Nos últimos cinco anos Khajiit esteve a maior parte do tempo em E-Rantel para um projeto funesto que envolvia sacrificar a cidade inteira apenas para virar um mísero Elder Lich.
Minha Clementine disse que a Teocracia talvez rastreie ela até E-Rantel nos próximos dias… tenho que ficar atento a isso.
Seja lá o que aconteça nos próximos dias, Satoshi não estava a fim de permitir que essa Teocracia leve embora a estimada Escrava Sexual dele.
De fato, ele estava indo para comprar uma briga com aquele país se eles insistirem nisso.
Por mais merecedora de um julgamento formal que Clementine seja, agora já era tarde para isso. Era tarde porque Clementine já tinha sido julgada e condenada pelo mais importante Tribunal existente nesta jurisdição que foi o Supremo Tribunal Satoshi.
Agora que ele já tinha condenado ela a se tornar uma propriedade dele, Satoshi não ia considerar aceitável qualquer situação onde ele tivesse que se desfazer da prezada Boneca de alívio dele.
Depois da última noite, Satoshi ficou ainda mais cativado pelo perfume de Clementine, pelo gosto do néctar dela e pelos som dos gemidos dela enquanto concedendo a ele todas as primeiras vezes que ele pôde roubar dela naquela noite.
Mesmo agora enquanto ele fazia seu caminho pela rua principal passando entre as velhinhas que saiam da adoração semanal no Templo da Água, a coisa mais forte na cabeça de Satoshi era a lembrança de quão agradável foi para ele enfiar a cara entre as coxas de Clementine e sorver a perfumada intimidade dela enquanto ouvindo ela gemer uma melodia de êxtase.
Acho que com o tempo posso ficar completamente viciado nisso… espero que anoiteça logo para eu voltar para lá.
Foi um pouco difícil para Satoshi deixar o conforto das coxas de Clementine após amanhecer. Apenas depois de receber a desagradável luz do sol sobre as costas nuas dele por duas horas inteiras é que ele teve força de vontade suficiente para se separar dela.
Após aquilo ele a interrogou por uma hora e finalmente usou {Enslave} em Clementine, que a essa altura até que não ofereceu muita resistência.
Se sexo fosse esse bom para mim quando eu estava na Terra, eu teria tido mais coisas para conversar com Peroroncino…
Isso dito, Satoshi não estava a caminho de se tornar um pervertido como aquele cara. Ele ainda tinha seus princípios e noções de dignidade. As noites intensas no Cemitério que ele teria a partir de agora, seriam apenas uma válvula de escape para este aspecto de sua fisiologia.
Uma das coisas que Clementine disse durante o interrogatório foi sobre as temidas 'Seis Escrituras' da Teocracia de Slane.
Ela comentou que além da Escritura da Luz Solar, que era uma velha conhecida de Satoshi, havia outras cinco unidades de Elite na Teocracia.
Pelo nível de poder nacional que ele observou em Re-Estize, Satoshi estava certo que este Reino não teria como montar e manter como força permanente nem mesmo uma única Escritura da Luz Solar.
Ao saber que há um país por aqui que sozinho é capaz de sustentar seis unidades de elite como a Escritura da Luz Solar ficou claro para Satoshi que a balança internacional de poder nesta região do mundo estava completamente desequilibrada.
Clementine também disse para Satoshi, enquanto ajoelhada na frente dele e empenhada em tirar uma última vez naquela manhã o fruto do êxtase de Satoshi, que entre estas 'Seis Escrituras' da Teocracia a mais poderosa era aquela da qual ela participou no passado.
A Escritura Negra
Essa Escritura era composta pelos campeões do país, segundo Clementine, todos estavam acima de Aventureiros de Adamantina, sendo eles o que ela classificou como heróis e dentre eles havia até mesmo uma pessoa que segundo ela 'era um monstro que nunca poderá ser derrotado'.
Satoshi até que tinha um certo receio em relação à Teocracia de Slane. Ele sentia que cedo ou tarde ele ia se tornar um inimigo deles.
Embora, até onde Satoshi soubesse, a culpa pela destruição da Escritura da Luz Solar não pudesse ser imputada a ele, já que aparentemente não houve vazamentos, Satoshi tinha certeza que em algum momento a Teocracia de Slane iria arrumar encrenca com a cidade dele, a Famicômia.
As coisas que o levavam a pensar assim era a postura que viu em todo viajante vindo da Teocracia que conheceu na cidade de E-Rantel e também a descrição que recebeu de Favel dos dogmas da religião da Teocracia, a Religião dos Seis Deuses.
De acordo com o que Favel contou a Satoshi, a Teocracia é impiedosa com os semi-humanos. Até aí tudo bem, mesmo Re-Estize tem problemas com semi-humanos, sendo que, segundo Favel, os poucos semi-humanos civilizados que às vezes passam aqui vindos do Império, onde são mais ou menos respeitados, tinham que ouvir ofensas por todo lugar que andavam, mas estes mesmos semi-humanos civilizados se dessem um único passo no solo da Teocracia, iam ser sistematicamente mortos.
Naquele país mesmo os elfos não tinham perdão e eram escravizados apenas por não serem 'seres humanos'.
Como aquele país tinha este tipo de mentalidade racista enraizada, o surgimento de conflitos e inimizades com a Cidade de Famicômia vai acabar por ser inevitável.
A cidade que Satoshi estava erguendo ia ser uma cidade multi-racial onde pessoas de todas as raças seriam bem-vindas desde que estivessem dispostas a se submeter às normas da comunidade.
Essa característica era algo que Satoshi fazia questão que a cidade dele tivesse e ele não abriria mão disso, mesmo se sofresse forte pressão de países estrangeiros.
Quando eu voltar a Instant Fortress vou perguntar a Tsuki se ela terminou de registrar os conhecimentos de Nigurath...
Alguns dias atrás, Satoshi tinha pedido a humunculi Dread Necromancer Tsuki que registrasse as informações que o Vampire Lord Nigurath, antigamente conhecido como o Capitão da Escritura da Luz Solar Nigun Grid Luin, tivesse sobre o país dele e sobre os países vizinhos.
A esta altura ela provavelmente já deve ter um bom material.
Depois de cruzar a cidade vindo do cemitério, Satoshi chegou na porta de seu destino e suspirou profundamente.
Espero não ter que lidar com essa Teocracia idiota tão cedo, depois desta noite de amor virei um pacifista, só quero viver em paz na minha cidade enquanto fodo com força, jeito e vontade minha Escrava Sexual…
Depois de se esforçar para pôr de lado a tentação de voltar ao Cemitério para se entregar ao prazer e ao desejo enquanto se afoga entre as coxas de Clementine por mais algumas horas, Satoshi abriu a porta do Pavilhão Dourado para mais um dia como o Aventureiro Atari.
- PARTE DOIS -
Um Segredo Racial Perdido
Uma vez no Pavilhão Dourado, Satoshi caminhou até a recepção daquela hospedaria de luxo que era a mais cara da Cidade.
Ele tinha sido informado quando contratou a hospedagem daqui que eles ofereciam um serviço de Banho de Imersão e como Satoshi passou a noite se 'exercitando' ao ar livre ele desejava tomar um banho para começar o dia limpo.
Apesar de um banho quente em uma banheira poder ser considerado algo básico na Terra, neste mundo isso aparentemente era um luxo que muitos poucos tinham.
A maioria dos habitantes deste mundo viveriam toda a vida deles e então morreriam sem ter a chance de se banhar em uma banheira de água quente, apenas tomando banhos com baldes e toalhas molhadas quando em cidades ou em rios e córregos quando em áreas abertas.
Mas como esta era uma hospedaria de luxo que atendia a comerciantes ricos, oficiais governamentais nacionais e estrangeiros, além de também receber nobres idiotas, era óbvio que esse tipo de banho estaria disponível aqui.
Quando chegou na recepção Satoshi foi informado que os banhos aconteciam em um prédio imediatamente ao lado da hospedaria que podia ser acessado do Pavilhão Dourado sem a necessidade de sair para a rua.
Também era naquele prédio lateral onde estavam os salões para encontros sociais disponibilizados pela hospedaria aos hóspedes, onde funcionavam as renomadas cozinhas desta hospedaria e onde os funcionários que residiam no trabalho passavam as noites.
Ele também foi informado que como era um hóspede do segundo andar do Pavilhão Dourado ele precisaria pagar a taxa mínima de 5 moedas de prata para ter acesso ao banho por um dia ou 20 moedas de prata para ter acesso ao banho por uma semana.
Não está incluído no meu plano, hein?
O prédio principal do Pavilhão Dourado era um dos mais altos do segundo anel da cidade e tinha quatro andares que eram ocupados quase que totalmente por quartos disponíveis para hospedagem.
O primeiro andar era o andar que tinha quartos mais baratos, pequenos e numerosos, sendo dedicados aos hóspedes mais modestos. Mesmo que tivesse os quartos mais simples daqui eram poucas as hospedarias de E-Rantel que tinham quartos no mesmo padrão que os do Primeiro Andar do Pavilhão Dourado.
O segundo andar, onde Satoshi estava hospedado, tinha quartos que tinham pelo menos o dobro do tamanho dos quartos do andar abaixo e eram muito melhor mobiliados também, essas melhorias também se refletiam no preço da estadia que era quase em média três vezes maior.
O terceiro andar, onde os três homunculi espiões de Satoshi tinham se hospedado enquanto estiveram nesta cidade, tinham quartos ainda maiores e melhores mobiliados do que os quartos do segundo andar, sendo também mais caros que aqueles.
Satoshi ficou sabendo que os hóspedes do terceiro andar não precisavam pagar pelo uso dos serviços de Banho de Imersão, mas para Satoshi isso era esperado já que o preço médio dos quartos lá era 50% maior do que o que ele pagava no Segundo Andar.
Havia também o Quarto Andar, naquele andar existia apenas uma dúzia de quartos e era onde as Rosas Azuis estavam hospedadas, Satoshi que tinha estado no quarto de Lakyus por alguns minutos divinos ontem tinha reparado que aquele quarto era pelo menos duas vezes maior que o dele no Segundo Andar e que o quarto de Lakyus também tinha duas portas laterais que levavam a um quarto pessoal de banho e a uma latrina elegante.
Sendo assim, os hóspedes do Quarto Andar, embora pudessem 'gratuitamente' frequentar o Banho de Imersão, ainda tinham acesso a uma banheira própria dentro do quarto deles.
Além disso eles tinham o luxo de ter latrinas privadas, enquanto todos os outros hóspedes tinham que compartilhar a latrina do andar deles.
Em retorno a esses privilégios, os hóspedes do Quarto Andar tinham que pagar em média 50 moedas de prata pela estadia diária que, obviamente, incluíam as refeições.
As Rosas Azuis são 5 então… putz! Elas gastam 2,5 de ouro por dia só com essa hospedaria!
Aquilo era realmente uma boa soma então Satoshi pensou que elas deveriam receber algum tipo de desconto ou que o contratante delas pagava a hospedagem durante as missões.
Depois de pensar com um pouco mais de cuidado, Satoshi lembrou que Lakyus dividia o quarto dela com Evileye, o que devia acontecer com as outras também, então elas certamente não gastavam esse valor absurdo.
Satoshi pagou para a recepcionista do hotel a taxa de 20 moedas de prata e depois de alguns minutos ele recebeu da recepcionista um token para acesso aos banhos por uma semana onde estava escrito o nome dele e o quarto onde estava hospedado.
Depois que ele pegou aquilo dela, ela conduziu ele para os banhos, já que era a primeira vez dele acessando aquela área.
Honestamente, Satoshi não precisava pagar por este serviço já que tinha esperando por ele nos aposentos dele na Instant Fortress uma banheira enorme que, quase certamente, era muito melhor do que esta hospedaria poderia oferecer.
No entanto, era importante que ele mantivesse uma fachada como o Aventureiro Atari.
Depois de ser conduzido através de corredores, passar por uma pequena área aberta e então ter que passar por mais corredores, ele chegou no lugar destinado aos banhos.
Tal qual ele esperava, os banhos eram individuais e não coletivos.
Ele não ficou decepcionado com isso, já que se os banhos fossem coletivos eles certamente seriam separados por gênero, o que tirava todo o mérito de se banhar em grupo, por isso não fez diferença para Satoshi os banhos serem individuais.
Em um corredor com várias salas de banho ele foi levado até uma das salas e a recepcionista explicou para ele como usar as ferramentas mágicas que suprem de água quente a banheira.
Após se assegurar que ele entendeu, ela se foi.
Certo, certo… agora vamos limpar todo esse cheiro de sexo e morte em mim.
Dado a noite ativa e intensa que teve ao ar livre fudendo uma beleza louca em um cemitério sob o olhar de centenas de mortos-vivos, Satoshi tinha muitos cheiros saindo dele.
Satoshi já tinha descoberto neste mundo que o ato de se banhar é muito melhor quando feito com companhia do sexo oposto, isso foi marcado tão profundamente nele pela jovem Enri Emmot de Aldeia de Carne, que quando a recepcionista ruiva deixou a sala de banho ele sentiu como se estivesse faltando algo ali.
É um tanto solitário fazer isso sem ter nem mesmo algo de bom para olhar...
Satoshi pensava isso enquanto se despia para começar a se lavar e retirar o excesso de sujeira para poder entrar na banheira que estava lentamente sendo cheia com água quente por um artefato mágico.
Essa geringonça… é a primeira vez que vejo algo assim, me pergunto como isso funciona.
Ele estava nesse mundo há onze dias e nunca tinha visto um item mágico sendo usado para algo tão banal.
Itens mágicos, pelo menos aqui em E-Rantel, sempre pareceram coisas importantes demais para que fossem usadas para gerar e esquentar água para o banho.
Bem… talvez seja apenas que eu não tive tempo suficiente com as elites desta cidade.
Pelo jeito, essas comodidades eram apenas para ricos e poderosos.
Satoshi entrou na água quente e ficou naquela água algum tempo se esfregando com cuidado para se limpar por completo, como o japonês que era ele se sentia mais completo durante um bom banho de imersão em água quente.
Enquanto fazia isso ele pensou na situação dele.
Já fazem onze dias que estou neste mundo… se o fluxo de tempo correr igual tanto aqui e quanto na Terra, então acho que a essa hora já devem ter arrombado meu apartamento e achado meu cadáver.
Ele pensou imaginativo em vários cenários fantasiosos onde ao invadirem o apartamento dele, que esteve tanto tempo ausente do trabalho, as autoridades encontram um misterioso círculo mágico queimado no chão, ou talvez vestígios de um contato alienígena, ou mesmo o corpo dele preso em um caixão de cristal.
As autoridades então chamam uma unidade especial de Homens de Preto que normalmente lida com estas situações anormais.
Como se chamava mesmo aquela série...
Depois dele exercitar por vários minutos a memória e a imaginação com a ajuda de elementos da cultura popular do antigo mundo dele, ele recostou relaxado naquela banheira que, de tão pequena, apenas permitiria que duas pessoas se banhassem se em algum momento do banho elas se tocassem.
Não acho que o fluxo do tempo é igual...
Tendo conversado com Evileye no telhado de um prédio dois dias atrás, Satoshi sabia que pelo menos um outro jogador e até mesmo um NPC de Yggdrasil já tinham estado neste mundo.
A grande questão é que isso foi há uns bons 200 anos no passado.
Yggdrasil durou 12 anos… então está fora de questão a possibilidade do tempo correr igual em ambos os mundos.
Aprendendo aquele fato histórico de Evileye, Satoshi considerou que não seria estranho se durante a história deste mundo, em diversas ocasiões além daquela dita por Evileye, gente de Yggdrasil tivesse chegado aqui.
Além dos casos do 'Líder' e do 'Cavaleiro Negro' contados por Evileye, Satoshi tinha aprendido nas conversas dele com pessoas deste mundo sobre outras figuras lendárias daqui que podiam se encaixar muito bem no papel de jogadores dado o poder avassalador que tinham.
Aqueles caras eram tão poderosos que não se comparavam ao restante dos nativos.
Quase como se não fossem daqui hein...
Ele suspeitava que figuras como os Deuses Demônios, os Reis da Ganância, os Deuses de Slane e os Lordes Dragões tivessem todas elas algo a ver com Yggdrasil.
Claro que aquelas eram apenas suspeitas, mas ele planejava se aprofundar nisso no futuro.
Muito em breve farei Commodore visitar Evileye novamente para uma longa conversa sobre o passado deste mundo...
De todas as pessoas que ele conheceu até agora, Evileye era, sem nenhuma dúvida, a fonte de informação mais promissora disponível para ele.
Evileye viveu por 254 anos, se isso fosse na Terra significaria que aquela vampira seria do ano de 1874… naquela época ainda havia baleias.
Satoshi, que de forma incomum para seu tempo sempre gostou de ler não só livros de ficção mas também livros de história, sabia que foi durante o Século 20 que os humanos da Terra iniciaram sua caminhada para a autodestruição, que foi no Século 21 que a caminhada virou uma corrida e que seria no Século 22 que a autodestruição tão perseguida pela humanidade seria alcançada.
Ele sempre se perguntou o que aquelas pessoas que viveram o Século 20 e 21 tinham na cabeça para fuder o mundo durante os séculos deles de um jeito tão grotesco que a geração de Satoshi tinha que usar máscara com suprimento auxiliar apenas para andar ao ar livre.
Não é como se minha geração pudesse condenar eles...
Por mais fudido que o mundo estivesse, não havia um grande esforço das pessoas para colocar ele no lugar.
Cada pessoa na Terra só estava preocupada com a vidinha e rotina dela, em como ela consumiria a minúscula fração restante de recursos do mundo que foi destinada a ela.
Satoshi estava certo que o Século 22 marcaria o fim da aventura humana na Terra, o que era triste, em apenas Três Séculos os humanos teriam consumido o mundo fértil onde tinham vivido por milhares de anos no passado e que poderiam viver muitos milhares de anos no futuro caso se preocupassem mais com o ambiente em que estavam do que com seus próprios desejos egoístas de consumo.
Não que esse problema ainda possa me afetar… não estou mais naquele mundo fodido, estou em um mundo verde e florido agora.
Satoshi, que concluiu um período de avaliação de 10 dias neste mundo, já tinha se decidido que, no que dependesse dele, ele nunca mais pisaria naquele mundo depredado que foi a Terra.
Se possível, ele viveria aqui o até o momento da morte dele.
Por sinal, Satoshi não tinha certeza, mas ele acreditava que como um Vampiro Superior, ele era um imortal.
Imortalidade hein… a mais perseguida benção e ao mesmo tempo a mais cruel maldição.
Se de fato ele fosse imortal e o cenário ideal onde ele tem a chance de ter uma vida longa se realizasse, então ele não tinha a menor intenção de permitir que este mundo seguisse o destino sinistro que a Terra seguiu.
Claro, influenciar o destino do mundo inteiro era um fardo grande demais para um único indivíduo como ele, ainda mais quando ele tinha que se preocupar com a própria segurança mas apesar dessas coisas ele faria o possível para que os erros dos Humanos da Terra não se repitam aqui.
No entanto, será que eu vou ter uma vida longa mesmo?
Nas histórias que ouviu sobre o passado deste mundo, das personalidades que julgava serem jogadores como ele, não sobrou ninguém ali para trocar uma ideia com ele.
Os Deuses Demônios, os Reis da Ganância, os Seis Deuses de Slane e os Lordes Dragões todos eles tinham se matado.
Ouvi dizer que ainda existem Lordes Dragões vivos em um país do oeste… mas no geral parece que há um filtro que impede as pessoas as quais eu suspeito que sejam de Yggdrasil envelheçam neste mundo.
E, aparentemente, esse filtro era a aparição de novas pessoas de Yggdrasil que eliminavam os veteranos.
Esse individualismo e auto-sabotagem… certamente isso é algo esperado dos humanos da Terra.
Satoshi não sabia se atualmente haveria jogadores no mundo lá fora, mas ele tinha que ficar cauteloso quanto a eles.
Ele estava confiante que as maiores ameaças a essa nova vida dele neste mundo viriam provavelmente de Yggdrasil.
Satoshi acreditava que embora ele fosse 'Imortal' ele encontraria a morte em algum momento e aquele encontro seria um encontro violento.
Bem, que seja! Mas espero pelo menos viver tanto como Evileye!
Se ela, mesmo sendo tão fraca, viveu tanto, ele estava certo que podia igualar aquele feito, já que ele era forte.
Como a temperatura da água já deixava a desejar, Satoshi se levantou da banheira para se secar e vestir.
Um espelho de corpo levemente embaçado estava a alguma distância da banheira, Satoshi foi em direção àquilo enquanto ele se secava e depois de desembaçar o espelho ficou olhando o próprio reflexo por um tempo.
O corpo humano de Atari que Satoshi estava usando com ajuda do Ring of Doppelganger era bem menos bonito que o corpo de Greater One possuído por Famicom.
Isso era esperado… afinal eu mesmo fui a matéria prima.
Quando ele chegou em E-Rantel e teve que se disfarçar como humano, Satoshi fez o corpo que usaria entre os humanos deste mundo se baseando no corpo dele na Terra.
Mas, obviamente, ele fez algumas melhorias como, por exemplo, o retorno do braço amputado dele, a redução da idade aparente, ele também cortou umas gordurinhas, aumentou bastante a pouca massa muscular de programador que ele tinha, reajustou a disposição dos pêlos no corpo, pôs um fim no V que surgia na testa dele pela falta de cabelo e, obviamente, Satoshi aumentou bastante o tamanho o órgão fálico que ele tinha na Terra.
Afinal, Satoshi era um Japonês, um integrante de um povo insular de uma zona temperada que não miscigenou o suficiente, um povo que tinha desvantagem estatística neste aspecto físico masculino e Satoshi, infelizmente, pelo que ele sabia, estava perto da média do Povo Japonês neste assunto, mas mesmo que estivesse perto, ele ainda estava abaixo da média.
Depois de garantir com os sentidos dele que não havia ninguém vindo em direção a sala de banho onde estava, apenas por curiosidade, Satoshi removeu o Ring of Doppelganger assumindo a forma de Greater One por alguns minutos.
No reflexo do espelho ele viu as diferenças gritantes do corpo dele de Greater One em relação ao corpo dele de Atari.
Famicom, além de ter uma face que mesmo o hetero Satoshi admitia ser linda, ele também tinha um corpo pálido atraente, atlético e definido, e aquele corpo atrativo ainda era pelo menos 10 cm mais alto do que o corpo que Satoshi fez para Atari.
Era quase como se Famicom fosse um modelo fotográfico masculino ocidental de sucesso.
O mais incrível era que aquele corpo estupendo era apenas a Default Skin da raça Greater One.
Satoshi nunca tinha alterado em nada aquele corpo, já que nunca usava o corpo de Greater One dele em Yggdrasil, preferindo usar o grotesco corpo de True Vampire.
Mas enquanto fazia poses nu no espelho avaliando o corpo de Greater One dele, Satoshi lembrou de uma coisa naquele corpo excessivamente perfeito que o incomodava muito desde que notou aquilo quando se lavava com as três escravas élficas e com Miya alguns dias atrás.
A coisa que o incomodava era o tamanho do órgão sexual dele.
Está certo que Satoshi era complexado com essa coisa já que quando vivia na terra, não atingia nem mesmo a média do país dele, média esta que já era baixa comparada ao resto do mundo.
Sendo por isso que ele praticamente tinha dobrado o tamanho do órgão fálico dele quando fez o corpo humano de Atari.
Mas mesmo ele, olhando o corpo dele como Greater One, foi capaz de perceber que este corpo de Greater One ia além de qualquer bom senso e razoabilidade.
Satoshi até sentia pena em adiantamento por qualquer mulher que eventualmente se envolvesse com a persona dele como Famicom.
Esses desenvolvedores não tinham nenhuma noção de praticidade… eles fizeram essa coisa de um tamanho tão exagerado que praticamente inventaram um novo instrumento de tortura.
Dado que tinha uma libido ínfima quando viveu na terra, Satoshi tinha visto muito poucos AV e menos ainda H-Anime na vida dele. Mas ele não se lembrava de ver qualquer ator em um AV que igualasse aquilo.
Pensando bem, no jogo haveria uma censura borrada em cima desse pé-de-mesa então talvez eles sejam inocentes sobre isso e não tenham culpa na criação dessa monstruosidade.
Satoshi esperava que esse fosse o caso.
Por outro lado, seria muito triste se isso na verdade fosse a obra de algum desenvolvedor lamentável que, assim como Satoshi, era complexado com o tamanho do próprio cacete e por isso abandonou a ética laboral ao dar para Default Skin de Greater One uma Anaconda no lugar de um pênis apenas para aliviar a própria frustração de ter um pau pequeno.
Aquilo seria o ápice da derrota… nem mesmo Freud explica.
Satoshi sacudiu a cabeça, aquela sobre o pescoço, para afastar essas ideias ridículas. Ele então abandonou a forma de Greater One dele e adotou a forma de Atari dele para começar a se vestir.
Hoje ele tinha algumas tarefas a fazer então era melhor não perder tempo com esses pensamentos idiotas.
Ele então foi até a porta da Sala de Banho já pronto para sair.
Então um último 'pensamento idiota' nasceu na mente dele.
Será que o nome da raça jogável Greater One é uma piada secreta dos desenvolvedores para o que sempre esteve debaixo da censura borrada mas que nunca nenhum jogador veria?
Parado com a mão na maçaneta da porta da sala de banho, um surpreso Satoshi considerou aquela possibilidade por três longos minutos.
Se aquilo fosse verdade, aquilo mostraria que os Desenvolvedores de Merda eram profissionais ainda piores do que os jogadores rotulavam eles nos fóruns de jogo.
Não… isso é impossível, aquele é o trabalho deles, eles não fariam uma piada tão idiota, digna de um pirralho do fundamental, em um material oficial de jogo.
Satoshi descartou a ideia para sempre, girou a maçaneta e seguiu o caminho dele.
Não é possivel culpar Satoshi por se enganar aqui, apenas aqueles com acesso a uma visão privilegiada saberiam que a raça superior vampírica Greater One, uma das mais fortes em Yggdrasil, foi de fato um piada interna sobre pênis e censura que os desenvolvedores fizeram.
- PARTE TRÊS -
Sobre Bananas e Flores
"Ah, você finalmente voltou Atari, posso ter um tempo contigo?"
Ao retornar para a recepção do Pavilhão Dourado, Satoshi tinha cruzado aquele aposento e começava a subir as escadarias principais quando ouviu uma voz feminina conhecida dizer aquilo por trás dele.
Assim que ouviu a voz, ele se virou para olhar a garota que, apesar de ter estado todo este tempo posicionada de forma discreta no ambiente, foi a primeira pessoa que ele notou ao entrar na recepção.
A garota, tinha cabelos loiros amarrados com uma fita vermelha, olhos de um tom vermelho-gema e vestia uma roupa exótica que se fosse comparada ao padrão deste mundo seria considerada como sendo de alta exposição.
Aquela era a ladina Tina, uma membro da Equipe Adamantina chamada Rosas Azuis, que chegou na cidade poucos dias atrás.
"Tina… sim, claro que pode, é sempre um prazer ajudar um colega Aventureiro, por favor, vamos indo."
Satoshi tinha completamente parado de usar os honoríficos com essa garota. Ela não usava com ele e ela mesmo já tinha solicitado a ele fazer o mesmo com ela.
Depois de dizer aquilo, Satoshi começou a descer os poucos degraus da escadaria que ele tinha conseguido subir. A intenção dele era ir até uma área de interação que havia na recepção, mas a descida dele foi detida pela mão pequena de Tina que o parou quando ela tocou o abdômen dele na altura do umbigo.
"Acho que é melhor ser no teu quarto, Atari. Lá teremos mais liberdade e privacidade."
"Oh, certo, então, novamente, por favor, vamos indo."
Os dois começaram a subir a escadaria em direção ao segundo andar onde ficava o quarto de Satoshi.
Acho que sei sobre o que ela vai querer falar… espero conseguir dobrar ela.
Satoshi suspeitava que, como uma equipe renomada como a das Rosas Azuis estava nesta cidade que carecia de Adamantina e que tinha sofrido tão incomum evento onde mil pessoas tinham desaparecido, muito certamente a equipe delas seria contratada pelas autoridades locais para ajudar na investigação do acontecido.
Uma vez que os dois chegaram no corredor do segundo andar, Satoshi foi até o quarto dele e abriu a porta que tinha trancado ontem de manhã quando deixou a pensão.
Satoshi tinha, para segurança dele, orientado as funcionárias da pousada a não entrarem ali enquanto ele fosse o hóspede do quarto.
"Por favor, Tina, sinta-se à vontade, este quarto não é tão bom quanto os lá de cima, mas isso ainda cumpre suas funções..."
Para surpresa de Satoshi a garota pareceu aceitar na literalidade as palavras dele já que ficou bem à vontade. Ela caminhou até a cama e, após remover as sandálias e algumas adagas, ela sentou no colchão se deixando cair de costas com os braços abertos na cama de Satoshi.
Tina realmente toma muitas liberdades comigo...
Satoshi não pôde deixar de notar isso.
Tina sempre tomava liberdades excessivas com ele, ela sempre tocava ele e ela nunca usou um único honorífico ao dizer o nome de Atari.
"... certo, no que eu posso ajudar você hoje, Tina?"
Satoshi continuou a fala dele enquanto ia até a escrivaninha e pegava uma cadeira, carregando aquilo até perto da cama e sentando na frente de Tina que estava esparramada na cama.
"Tavina."
Tina disse isso e girou deitada na cama de Satoshi.
"Eh?"
Satoshi que não entendeu o que ela quis dizer, apenas disse isso enquanto a via girar na cama e em algum momento ela afundou a face longamente no travesseiro dele.
"Essência de Tavina."
Depois que ela disse isso ele entendeu o que ela quis dizer.
"Sim, sim, é o que eles usam aqui para perfumar a roupa de cama. Você tem um bom nariz, Tina."
Tina estava se referindo ao perfume de uma erva local chamada Tavina que era usada na lavagem dos lençóis. Ele perguntou a si mesmo se talvez ela tivesse uma mania por cheiros assim como ele mesmo tinha.
Seria bom compartilhar essa mania com alguém..
Ainda deitada confortável na cama, Tina tirou a cara do travesseiro, se virou de lado relaxada e olhou para Satoshi nos olhos.
"Não tem cheiro de Atari nesta cama."
Ouvindo aquilo os olhos de Satoshi se abriram de surpresa quando teve um mau pressentimento.
"Você esteve fora a noite não é, Atari?"
Tina perguntou aquilo imediatamente na sequência assim que notou a reação de surpresa dele.
Satoshi pensou rapidamente no que dizer aqui.
"Estive sim."
Ele estava certo que ela já tinha checado isso com a recepção, então não tinha sentido mentir. No entanto, ele deu propositadamente uma resposta curta torcendo para que ela não insistisse no tema.
"E onde Atari esteve?"
"Ora, Tina, acho que não posso falar isso para uma donzela como você..."
"Eu não sou donzela."
"... mesmo assim é deselegante falar essas coisas diante de uma jovem garota..."
"Sou maior de idade e não me incomodo com elegâncias."
"... honestamente não acho que sou capaz de dizer algo tão indelicado para uma dama..."
"Tente dizer, você é um homem capaz, você consegue."
Satoshi suspirou audivelmente para demonstrar à jovem na frente dele a insatisfação que ele estava sentindo por ela insistir em saber onde ele esteve ontem a noite.
Acho que desde que eu não revele para ela que estive fora no dia dos desaparecimentos ela não vai poder deduzir nada...
"Bem, esta noite eu estive na companhia de uma mulher."
Tina levantou uma sobrancelha e sorriu divertida.
"Uma amante, um caso ou uma puta?"
Satoshi pensou um pouco.
Acho que dos três, Clementine tá mais para...
"Uma puta."
Depois da resposta dele, Satoshi pôde ver Tina fazer um leve 'pfft' e dar uma risada contida, cobrindo os dentes brancos com a mão.
"Heh, não tá fácil pra ninguém, não é Atari? Hahahahaha!"
Satoshi não entendeu o que Tina, que já não continha mais as risadas dela e rolava na cama, quis dizer com aquela frase.
"Então, Tina, você veio aqui apenas para saber da minha vida íntima?"
Tina, que estava rindo bastante sabe-se lá por quê, demorou bastante para responder enquanto prendia a risada.
Não há nenhum demérito para um homem em contratar uma prostituta… é um serviço como qualquer outro!
Um pouco mais controlada, uma Tina sorrindo olhou para Satoshi um tempo.
Ela então engatinhou de onde estava na grande cama até se sentar com as pernas cruzadas em cima da cama de frente para a cadeira onde Satoshi estava.
"Não, não, Atari, saber sobre isso foi só um bônus para mim, sou muito curiosa sobre você, sabe? Mas hoje, eu vim aqui em um trabalho oficial em nome da cidade para avaliar algumas suspeitas que tenho sobre o teu possível envolvimento com o numeroso sumiço de criminosos que aconteceu duas noites atrás."
Os olhos de Satoshi se abriram surpresos.
Surpresos pela sinceridade dela ao ser tão direta e anunciar logo de cara que ela suspeitava dele.
E também surpresos com a parte do 'trabalho oficial' e com o distintivo que ela tirou de um bolso para provar isso.
Ela mostrou aquilo brevemente para Satoshi e guardou de novo.
Bem, aquilo podia até ser uma Medalha de Primeiro Lugar em um Concurso de Cuspe a Distância e mesmo assim, como eu não sei ler, ainda ia ter o mesmo efeito para mim...
No entanto, Satoshi pensou que se ele insistisse em verificar a validade daquilo ele se tornaria ainda mais suspeito aos olhos dela.
Ainda assim, isso é uma droga! Mas pelo menos segundo a fala dela, apenas ela está suspeitando então eu tenho que estancar isso aqui antes que espalhe para qualquer outro investigador...
Sem que Satoshi percebesse ele já tinha tomado a postura padrão que normalmente algum suspeito que tivesse culpa tomaria aos ser interrogado por oficiais de polícia.
"Atari, você, obviamente, soube dos desaparecimentos que aconteceram na cidade, não é?"
"Sim"
"Quando eu te encontrei naquele beco prestes a ser sodomizado você estava sendo atacado por bandidos dos Oito-Dedos, não é?"
"Eu acredito que aqueles caras eram do Oito-Dedos sim, agora, sobre essa coisa de 'sodomizado'... eu agradeceria se você não colocasse desse jeito..."
"O homem que liderava o grupo de onze violadores que te encurralaram acusou você de atacar três lugares, o 'Ralo da Bica', o 'Rabo da Porca' e o 'Canto do Sapo', ele não fez isso?"
"Ele fez, mas veja, em momento nenhum meu cu correu perigo, eu sempre tive tudo sobre controle então, por favor, abandone essa conversa de sodomia..."
"E você atacou aqueles lugares?"
"Não."
Satoshi mentiu na cara dura.
Nunca que eu vou segurar esse rojão! Tenho uma reputação a zelar!
Tina levantou uma sobrancelha como se sentisse algo estranho na resposta de Satoshi.
Então, sem qualquer aviso, ela se levantou da cama e caminhou até Satoshi com os olhos fixos nele e um passo estranhamente sensual.
Para a absoluta surpresa de um Satoshi que ficou sem palavras com a mudança de ares no quarto, após cruzar a pequena distância entre os dois dando alguns poucos passos que lembravam os passos de uma felina predadora, Tina chegou na frente de Satoshi e se sentou no colo dele como se aquilo fosse algo natural para se fazer, como se aquele assento pertencesse a ela.
Depois que Tina sentou no colo dele frontalmente, ela aproximou o rosto dela do dele o encarando frente a frente e pôs ambas as mãos na nuca dele e colou os seios dela no peito dele, enquanto movia brevemente os quadris se ajeitando para achar uma posição confortável no colo dele.
"Relaxa, Atari. Você não precisa ficar tão tenso quando for responder uma pergunta com uma negativa tão simples, soa falso, sabe?"
Apesar de estar com a cabeça em branco com o súbito desenvolvimento, umas duas linhas de raciocínio passavam pela periferia da mente de Satoshi.
A primeira delas o fazia tentar entender o porquê de Tina estar sentada em uma posição de Cowgirl em cima dele e a segunda linha de raciocínio planejava uma forma dele sair dessa situação em que estava tão acuado.
Era difícil de acreditar, mas Tina percebeu que Satoshi mentiu quando respondeu a pergunta anterior apenas porque ele 'ficou tão tenso' ao dizer a palavra 'Não.'
Não há dúvidas! Ela é uma profissional do interrogatório!
Para Satoshi, mesmo a posição em que ela estava agora era provavelmente uma técnica de interrogatório.
Tina aproximou o rosto dela do dele e tocou a ponta do nariz de Satoshi com a ponta do próprio nariz dela e, parada nessa posição, continuou a conversa enquanto exalava seu hálito tentador na face de Satoshi e o olhava nos olhos.
"Diga Atari, como se chamava a puta?"
Mudando o assunto do nada enquanto naquela posição dominadora que o estava excitando tanto, Tina perguntou isso para Satoshi.
"Clementine."
Meio inebriado pelo odor atrativo da boca dela e pelo perfume de excitação que ela começava a exalar pela pele do corpo, Satoshi deixou escapar a resposta sem perceber.
Merda, falei demais.
"Clementine, huh, esse é o nome da puta de Atari. Atari teve um bom tempo com ela, ele não teve?"
Ela falou isso enquanto mexendo a ponta do nariz dela de um lado para o outro e soprando o hálito dela na boca de Satoshi sempre que ela respirava.
O que essa garota está fazendo?
Satoshi tinha certeza que o que ela perguntava não tinha nada a ver com investigação dos desaparecimentos.
Mas então por que ela me pergunta essas coisas?
"Sendo honesto, eu nunca tive uma noite tão intensa e prazerosa minha vida inteira, acho que para ela foi o mesmo."
Satoshi viu que os olhos dela se estreitaram um pouco.
Mas eu falei a verdade, juro!
De fato a noite foi tão boa que Satoshi lamentava intensamente que as manhãs existissem.
"Então foi assim tão bom, hein... Mas para Atari ser capaz de dar a uma puta a melhor noite da vida dela… você por acaso comprou a virgindade de uma criança?"
Aquilo ofendeu Satoshi de tal maneira que metade do clima que Tina tinha tão habilmente construído até agora foi violentamente soprado para longe.
Comprar a virgindade de uma criança?! Que tipo de monstro ela pensa que eu sou?!
"Ela era mais velha que você."
Ele respondeu seco e levemente irritado.
Tina pareceu perceber a irritação dele com a sugestão dela e se aproximou sedutora para reconstruir o clima comprometido.
"Sim, sim, estou certa disso, acho que fui um pouco rude, não? Não quis ofender Atari, sabe Atari, confio muito no teu potencial como macho, posso sentir esse enorme potencial contra minha pele mesmo agora, então relaxe, sim? Você pode fazer isso por mim, não é? Agora voltando ao tópico principal, você atacou aqueles lugares assim como os violadores acusaram?"
Enquanto ela dizia isso, Tina tirou as mãos da nuca de Satoshi e desceu as mãos dela lenta e carinhosamente sentindo os ombros, braços e, no fim, o tórax dele, ela então levou às mãos até as costas dele enquanto o abraçava e terminou a fala dela com os lábios dela no ouvido dele.
De fato, os lábios dela chegaram por um instante a tocar a orelha dele.
Totalmente aceso e com dificuldade em raciocinar qualquer coisa que o afastasse dessa mulher que se atirava nele, Satoshi se superou e conseguiu pensar uma ação para sair daqui.
Ele suspeitava que Tina estava usando alguma habilidade, ou mesmo um talento natural, para interrogar ele.
Talvez seja algo que valide respostas...
De forma que ele ficou um pouco preocupado com o desenrolar disso.
Seria muito preocupante se ela tivesse um meio confiável de verificar se ele estava mentindo ou dizendo a verdade.
Não tendo muitas opções de ação e com o pau dele já dolorosamente latejando dentro da calça, Satoshi viu uma possível saída.
Ele decidiu retribuir o abraço de Tina e tomar uma postura assertiva, revertendo a posição dela de dominância, uma vez que estivesse por cima ele então iria além do flerte e insistiria em ir até a última base.
Fazendo isso ele esperava que, ou ela fosse obrigada a abandonar o interrogatório para se preservar, ou que o clima se decompusesse de uma maneira tal que a conversa dos dois se encerrasse por hoje.
Esse é o melhor caminho!
Esse caminho ainda tinha o bônus que entre os possíveis desfechos disso estava a pequena chance de Satoshi ter sua vez com Tina de fato.
Claro que era uma pequena possibilidade, ele acreditava, mas pensar que era possivel já fazia pulsar o rolo de carne dele.
Satoshi então começou a agir.
Ele repousou ambas as mãos dele na cintura dela e deu um leve aperto, até agora as mãos dele estavam penduradas inúteis ao lado do corpo.
Ao sentir as mãos dele na pele exposta da cintura dela, Tina quase que saltou de surpresa sentada no colo dele.
Ela realmente não parecia esperar que ele mudasse a postura defensiva e submissa que vinha mostrando.
Ela inteiramente me trata como um bocó... vamos mudar essa percepção!
Satisfeito com a reação dela, ele passou a correr a ponta dos dedos pela pele de Tina, que em grande parte estava exposta pela escolha de roupa dela, alisando suas costas e quadril e, um pouco ousado, soprando no ouvido dela.
"Ei... Atari, o que você pensa que está fazendo…?"
"Eu ataquei os três lugares que ele me acusou."
Como Satoshi suspeitava que ela estava validando as palavras dele, ele não podia mentir para ela, senão ela pularia imediatamente para conclusões.
Tudo o que Satoshi poderia fazer era mudar os temas.
Satoshi deu um amável beijo no pescoço de Tina, ao mesmo tempo, as mãos dele percorriam a pele dela enquanto ele estudava atraves das reações dela onde eram os lugares onde as caricias dele seriam mais bem recebidas.
Ele considerou que se fosse direto para as partes que mais o atraíam nesse momento de excitação, os seios e as nádegas, talvez isso acabasse imediatamente, com ele levando um tapa, ou com Tina mudando de estratégia.
Se este interrogatório acabasse agora seria algo ótimo para ele já que ele se livraria de um problema, mas, duro como Satoshi estava, ele queria pelo menos tentar prolongar isso um pouco e, quem sabe, obter o resultado perfeito onde ele se livra do interrogatório e tem a chance de foder Tina neste quarto.
As reações de Tina aos toques dele estavam sendo bem inesperadas. Para alguém que vinha mantendo uma inabalável postura femme fatale por todo este tempo, ela reagiu ao toque das mãos de Satoshi de um jeito muito maiden-like.
Curiosamente, ela, que se esforçava para manter uma frente, não retirou as mãos dele, que carinhosamente exploravam o corpo dela, remover as mãos do homem que a toca deveria ser o mínimo que uma mulher que realmente quisesse preservar a si mesma nessa situação deveria fazer.
Mas Tina não fez esse mínimo.
Muito certamente ela tinha o temor que ao repreender Satoshi pela ousadia dele, ele se irritaria e o interrogatório se comprometeria. Ela estava obtendo progressos no interrogatório e, apesar do terreno ter se tornado difícil, Satoshi ainda estava respondendo as perguntas.
"E por que você faria isso, Atari?"
Satoshi estava tão focado em tirar proveito do corpo desta jovem cheirosa e macia sentada no colo dele em uma sensual posição de Cowgirl que ele tinha acabado por se distrair tempo demais o que acabou por permitir que ela fizesse outra pergunta.
Tenho que inverter logo isso...
"Dinheiro. Eu precisava de dinheiro. Quando cheguei nessa cidade, eu não tinha sequer uma única moeda daqui para usar, então decidi tirar alguns recursos daqueles bandidos abastados que ganharam suas riquezas fazendo mal aos outros."
Ele disse devagar essas longas palavras verdadeiras apenas para distraí-la enquanto ele levantava ela e a carregava até a cama.
Ainda falando, Satoshi depositou ela de costas na cama, da mesma forma que estavam na cadeira, ou seja, com ela dando um abraço nele com as pernas dela, só que desta vez ele estava por cima, Satoshi então segurou ambos os pulsos dela que repousavam nas costas dele e abriu os braços dela na cama.
Ele continuou a falar.
"Você tem me feito muitas perguntas Tina, acho que eu mereço ser recompensado por ter respondido elas."
Tendo sido posta contra o colchão da cama e sendo pressionada pelo peso do corpo dele, tendo tido as mãos dela presas por ele de uma forma que assegurava uma posição dominante dele sobre ela e sentindo o corpo dele se esgueirar para entre as pernas dela, deixando ambos em uma posição que inconscientemente remetia ao sexo, Tina não pôde deixar de ficar corada e quente, com uma respiração um pouco mais forte e, sem nem mesmo notar, ela entreabiu o boca de forma convidativa.
Satoshi, por sua vez, ficou ainda mais animado quando notou com os sentidos dele que Tina agora estava muito mais ligada nisso que antes. Ele realmente esperava que em questão de instantes ela abandonasse o interrogatório e se entregasse inteira a ele aqui nesse quarto.
No entanto, mesmo estando bem movida, ela ainda encontrou palavras para dizer.
"Não tenho nenhuma necessidade de te recompensar, Atari."
"Tem certeza disso? Mesmo tendo me feito tão mal?"
"Mal? E que o mal que te fiz?"
"Como você pode sentir com seu corpo, você me deixou em uma grande crise lá embaixo. Agora você tem que tomar a responsabilidade por isso."
Satoshi viu ela virar a cabeça de forma fofa e envergonhada, fugindo dos olhos dele que tinha provocativamente mencionado a coisa dele que neste momento era pressionada lá embaixo contra o corpo dela.
Ele não teve dúvidas que quando ela ouviu ele implicitamente mencionar a coisa dele para ela, um falo idealizado deve ter surgido na mente dela, esse falo imaginário certamente continha todas as preferências dela para falos, mas, Satoshi sabia que que a coisa que ela imaginou certamente teria características difíceis de se encontrar entre homens comuns.
Ela parece uma garota experiente e exigente… embora seja difícil, espero atender as expectativas dela hoje.
Enquanto pensava isso com o pouco raciocínio que ainda tinha, Satoshi aproveitou a oportunidade e desceu uma das mãos dele que segurava o pulso dela distante do corpo dela, os dedos dele seguiram todo caminho do braço exposto dela, passando pelo ombro e pescoço, até tocar no rosto dela, que, em resposta aos toques dele, já tinha voltado a olhar para ele.
Após ele segurar a face vermelha dela afetuosamente, olhar os olhos vermelho-gema dela por alguns segundos, Satoshi moveu por um breve instante o foco do olhar dele para os lábios dela.
Ele então começou a fechar os olhos dele enquanto descendo a cabeça para aproximar os lábios dele dos convidativos lábios entreabertos dela.
*SLAP*
Esse som ecoou pelo quarto.
Satoshi abriu os olhos e afastou a cabeça dele da dela sem ter sido capaz de alcançar o objetivo de beijar ela.
Tina tinha dado um sonoro tapa na cara de Satoshi com a mão livre dela. Como aquilo não foi forte o suficiente para causar dano, ele não teve a habilidade {High Tier Physical Immunity II} ativada.
Mas mesmo que não tenha causado dano no HP dele, aquele tapa foi um acerto furtivo crítico que pôs completamente abaixo a moral de Satoshi como um homem.
"Acho melhor você me soltar, Atari… eu não sou chegada em bananas."
De todas as coisas que ela poderia dizer após esbofetear ele, foi isso que ela disse.
"Eh?"
Satoshi só pode responder com isso.
Ao ter a animação dele completamente cortada ao tomar o primeiro tapa na cara da vida dele, ele realmente não entendeu o que Tina quis dizer quando sem qualquer motivo citou o gosto dela para frutas.
"Prefiro jogar com flores..."
Vendo a surpresa e a dúvida estampadas na cara dele, uma ainda corada e quente Tina disse aquilo.
Mas aquilo apenas acentuou a dúvida dele sobre o que ela estava falando.
"Eu não entendo..."
Ele realmente não entendia.
Satoshi achava honestamente que receber um tapa na cara dado por essa garota na situação acesa em que estavam foi o acontecimento mais brochante da vida dele.
"Vocês homens não me interessam..."
Foi só depois de passarem vários segundos, nos quais ele imaginou uma vergonhosa marca de mão na face dele e nos quais o pau dele encolheu totalmente de frustração, que Satoshi entendeu o que Tina quis dizer por 'Bananas' e 'Flores'.
Entendo… Tina é Only Yuri.
Ele entendia e respeitava a posição dela.
Mas ele não entendia o porquê de uma garota que cola velcro e pinta com os dedos com outras garotas ia de boa vontade bancar a Cowgirl para cima dele.
"Oh! Entendo… mas você está reagindo naturalmente a tudo que faço, não é? Digo, você está tão movida e bonita..."
"Ainda assim eu prefiro não fazer isso, Atari… você pode respeitar minha decisão?"
Obviamente que Satoshi respeitaria isso.
Por mais que ele estivesse pronto para beijar, despir e amar ela durante toda esta manhã e além, indo até a tarde enquanto trocando carícias com ela, isso era impossível se ela dissesse não, o corpo dela era domínio dela.
Claro seria uma coisa totalmente diferente se ela fosse uma Escrava Sexual Aliviadora de Libido como Clementine, cujo corpo tinha Satoshi como único dono.
Além do que, pensando bem, Satoshi conhecia Tina muito pouco para se dar a essas intimidades com ela.
Ainda tendo algumas dúvidas sobre as ações dela, Satoshi decidiu que antes de liberá-la, ele tentaria entender os objetivos dela.
Não é possivel que ela não cogitasse esse tipo de resultado… quero dizer, eu sou um homem, ela é uma mulher, ela desavergonhadamente se oferece para mim… o resultado não é óbvio?
Satoshi não entendia por que uma lésbica ia se expor a tal risco e provocar um homem em tal grau dentro de um quarto fechado.
Talvez ela sempre tenha me considerado um frouxo que nunca faria nada com ela e por isso tomou essa postura… fuuu
Ele então decidiu começar a falar para tentar descobrir isso.
"Tina, você começou com isso mais cedo, não foi? Você estava praticamente se esfregando em mim, então agora..."
Mas ele foi interrompido.
"Comecei sim, e daí? Só por causa disso você vai me estuprar?"
"..."
"Essa é uma atitude bem masculina, típica de vocês homens, uma atitude nojenta. Vocês não conseguem se conter e nos obrigam a fazer isso, só porque a natureza os fez um pouco mais fortes."
"..."
"Pensar que você seria um estuprador, Atari. Que decepção… tsk, tsk, tsk. Para conseguir ter isso, ou você paga uma puta ou você se força sobre uma mulher mais fraca, realmente, um esgoto de homem!"
"..."
"Você não tem vergonha na cara? Como alguém que quase foi violado em um beco por onze caras você deveria ao menos ter sensibilidade para essas coisas mas não, você é apenas como aqueles onze, um estuprador nojento!"
"..."
"Me pergunto se você realmente passou a noite com uma prostituta, você, seu animal selvagem, pode muito bem passado a noite fazendo vítimas em becos escuros!"
"..."
"... Você não vai começar?"
"..."
"... Atari?"
"Ei Tina, Você não era uma lésbica?"
"Claro que sou, seu estuprador escroto..."
"Então, porque você está praticamente me convidando, praticamente implorando, para ter um forceplay comigo?"
Os sentidos de Satoshi não mentiam para ele.
Enquanto Satoshi tinha brochado completamente com o desenrolar das coisas, Tina estava nessa ainda mais do que antes, de fato, ela estava tão animada, que o néctar perfumado dela já nascia abundante a ponto de gotejar no lençol da cama.
Acho que sei o tipo de fetiche dela… mas, não vai rolar.
Por mais que haja um acordo tácito das partes, esse tipo de brincadeira de violência contida sempre teve sérias repercussões trágicas na Terra e Satoshi não podia se permitir vacilar com a cautela dele.
"Eh? 'Frorcepray'? O que você quer dizer com isso…?"
"Fuu… Tina, Tina, eu tenho um pouco de receio de participar deste tipo de brincadeira sexual, sabe? De onde eu venho, existe uma coisa chamada 'Exame de Corpo de Delito', eu não estou dizendo que Tina faria isso, mas você poderia muito bem alegar para a polícia que eu te estuprei de verdade, digo, para a Guarda, e eu ia ser preso e para sempre tachado de maníaco, sendo apontado na rua e tendo que ouvir coisas como 'Olha ali, é aquele tarado!', 'Fique longe dela, sua aberração!'…"
Isso podia não ser uma coisa tão comum assim na Terra, mas Satoshi conhecia casos de homens que foram arruinados por acusações de estupro que, mas tarde, foram provadas falsas.
Satoshi pensava menos de 1% dos Casos de Prisão por Estupro deviam ser originados de falsas acusações, mas seria muito ingênuo pensar que apenas por este ser um tema sensível não existiriam falsas acusações feitas por mulheres mal intencionadas.
Embora a população de filhos-da-puta do mundo fosse majoritariamente masculina é óbvio que também existiam filhas-da-puta entre as mulheres. Ainda mais óbvio é que essas filhas-da-puta femininas iam se aproveitar de questões de gênero, como acusações de estupros, para fazer seus esquemas.
Apesar de Tina não parecer ser destas, Satoshi faria bem em evitar situações onde falsas acusações pudessem florescer.
"... então, Tina, por causa disso, vou ter que te dar um definitivo não como resposta para seu convite para um Forceplay."
Satoshi disse aquilo enquanto saía de entre as pernas da garota e se afastava sentando na cama cerca de um metro de distância dela.
Depois que ele fez isso, após um curto tempo de confusão, ela também se sentou na cama, visivelmente esfriada com a negativa dele, tal qual Satoshi ficou quando levou um tapa na cara.
Demorou meio minuto para que Tina tentasse começar a falar algo para Satoshi com um tom aborrecido e confuso, mas ela seria repetidamente interrompida por Satoshi que desejava encerrar qualquer chance de uma nova sessão de interrogatório hoje.
"O que você..."
"Não adianta, Tina. Eu não vou fingir que estou te estuprando. Se você quiser me dar tanto assim, você vai ter que fazer isso do jeito normal, que tal?"
"O que diabos você está..."
"Então, vai ou não vai? Entendo que você goste de buceta, Tina, o difícil é entender quem não gosta. Mas você também curte que algum cara que te chame a atenção coloque o rolo de carne quente dele dentro de você às vezes, não é?"
"O que infernos você está dizendo..."
"Pessoalmente eu até que entendo você, mesmo que eu não tenha qualquer apreço ou atração por pirocas, eu entendo que você, como uma mulher, precisa ter os buracos preenchidos por uma delas de vez em quando. Mas se você quer que minha piroca te preencha, vamos fazer isso sem violência, ok?"
"O que demônios você está dizendo seu idiota..."
"Claro, se sua vontade de me dar não for alta o suficiente para aceitar fazer isso de um jeito não-violento, apenas venha acompanhada por uma buceta adicional quando for me visitar no futuro, assim enquanto você poliniza com a boca uma flor, eu encho você por de trás com minha banana…"
"Atari! Você é o pior!"
A gêmea da Rosas Azuis tacou o travesseiro nele e se levantou brava para pegar as coisas dela e ir embora.
Enquanto fazia isso ela, intencionalmente, deu todas as brechas para ele deter ela, mas ele não a deteve e apenas a observou pegar a sandália e as adagas enquanto fumaça de raiva saia pelas orelhas dela.
Ela estava tão irritada que sequer vestiu as coisas, apenas pegou aquilo e foi descalça para porta.
Quando ela chegou na porta e pôs a mão na maçaneta Satoshi disse algo.
"Quando você quiser variar da dieta de flores e desejar experimentar uma banana de qualidade, me procure, eu tenho a melhor banana dessa cidade e terei prazer em te introduzir ela, está bem?"
Talvez ela esperasse que ele pedisse desculpas ou algo do tipo, porque depois que ele começou a falar ela parou de girar a maçaneta no meio do caminho para ouvir atentamente.
Mas quando ele terminou a fala dele, ela olhou para ele com um expressão de total descrença pelo que tinha acabado de ouvir e, também, com uma expressão de orgulho ferido.
Ela abriu a porta com força, saiu do quarto com os pés dela descalços e bateu a porta atrás de si.
Aquela foi a forma com que Tina abandonou de uma a vez a tentativa dela de interrogar Satoshi naquele dia.
Feito… mas eu nunca antes tive que dizer tantas grosserias assim para alguém.
Honestamente, Satoshi estava tão envergonhado das coisas que disse que queria enfiar a cara no chão mas como o chão era duro, ele enfiou a cara nos lençóis da cama, mais precisamente na parte dos lençóis onde algumas gotas do néctar perfumado de Tina tinham caído e passou a respirar com o nariz contra aquilo.
Depois de tomar um tapa na cara e acordar para realidade, Satoshi não teve escolha a não ser forçar ela a abandonar o interrogatório.
Aquela forma não foi a forma mais correta de fugir das perguntas de Tina, mas serviu no final.
Dado as coisas que aconteceram neste quarto, estava claro para Satoshi que Tina não era uma lésbica raiz, ela era apenas uma meia-lésbica ou uma lésbica ¾.
Mas para pensar que o interesse dela por homens se manifestaria em uma doideira tão problemática como um fetiche por simulação de estupro...
Mesmo tendo encontrado essas duas adversidades nela, Satoshi estava confiante que ele tinha atingido alguma coisa com aquela garota.
Ele tinha certeza que ela tinha algum interesse nele, apesar de se declarar lésbica e de ele ter se negado a levantar a mão para ela.
Acho que com minha ajuda essa mulher vai poder se corrigir e poder viver o melhor de dois mundos…
Satoshi ficaria feliz se pudesse ampliar as possibilidades de Tina, aquela garota se mostrava uma clara bissexual que se forçava a ser apenas uma lésbica.
Embora Satoshi fosse um hetero e não pudesse entender corretamente a bissexualidade, ele estava certo que Tina, ao escolher negar própria natureza, estava jogando fora a possibilidade de se envolver com metade da humanidade.
Farei o possivel para te ajudar Tina! vou te mostrar que nós, os detentores de picas, também podemos te satisfazer!
Ele estava muito animado por ter captado interesse dela e por isso ter a chance de ajudar ela com esse problema dela.
Afinal é sempre bom poder ajudar os outros.
Como diria Touch Me:
'Ajudar alguém com problemas é senso comum!'
Para Satoshi, seria questão de tempo até que Tina viesse interrogar ele novamente sobre os Desaparecimentos dos Oito-Dedos.
Naquele momento, ele faria questão conduzir as coisas de um jeito que permitisse a ele colocar na boca dela uma coisa grande o suficiente para que ela não pudesse fazer essas perguntas inconvenientes e que também fizesse ela pegar um gosto por ele.
Satoshi pensou sobre isso por vários minutos enquanto rolando nos lençóis, sentindo as marcas residuais da excitação de Tina e se excitando por si mesmo.
*TOC TOC*
Foi só quando alguém bateu na porta que ele se levantou e separou o rosto daquele lençol doce.
"Um momento, já vou."
Depois que se levantou, ele se ajeitou para desamassar as roupas e ajustou o lençol na cama enquanto se perguntava o que tantas pessoas desconhecidas queriam com ele.
Aquele grupo grande de presenças esteve no corredor do outro lado da porta desde o momento que Tina saiu do quarto e além de verem a saída vergonhosa da Aventureira Adamantina, irada e descalça, também trocaram algumas palavras curtas com aquela Gêmea das Rosas Azuis antes dela partir para longe.
Honestamente… espero que esses ai não sejam problemas.
Era o que ele pensava ao chegar na porta.
- PARTE QUATRO -
Camaradas Magos
Havia oito pessoas no corredor em frente a porta do quarto de Satoshi.
Essas pessoas eram um homem velho e sete adolescentes, sendo o grupo de jovens composto por cinco garotos e duas garotas.
A idade aparente que Satoshi deu para os sete mais jovens variava dos quatorze anos até os dezoito anos, sendo que, segundo o que ele acreditava, a pessoa mais nova era uma das duas garotas, que pela aparência tinha apenas recentemente deixado a infância e entrado na idade na qual o cortejo era admissível para Satoshi desde que o ato fosse autorizado por um guardião, já a pessoa mais velha entre os sete era um dos garotos, um garoto obeso e sem pescoço que apesar de ser a coisa mais feia daquele grupo de jovens era o que tinha o maior nível segundo a habilidade de Satoshi, {Level Evaluation}, tendo alcançado o incrivel Nivel 16.
Já o homem velho aparentava ter excedido os 70 anos. Ele era um velho com um cabelo grisalho cortado curto e não tinha nenhuma barba ou bigode no rosto muito enrugado dele.
Ver aquele rosto que não tinha nenhum pelo visível ou corte na pele apesar de estar cheio de rugas e dobras causadas pela idade fez Satoshi pensar que aquele senhor era muito experiente em se barbear, tendo provavelmente lapidado a técnica dele durante a longa vida que teve.
O nível daquele homem também era consideravelmente alto, segundo {Level Evaluation} ele tinha Nível 27, o mesmo nível que a mulher brutamontes das Rosas Azuis, a guerreira Gagaran.
Todos os sete mais jovens se vestiam com roupas de conjurador que realmente lembravam um uniforme escolar verde e branco, estas roupas tinham um brasão bordado no peito onde se via representado um leão e um conjunto cruzado de um cetro nobre e um cajado mágico.
Satoshi, um pouco triste, concluiu que se de fato aquele traje fosse um uniforme escolar então o uniforme feminino estava muito incompleto já que nenhuma das duas jovens presentes usava uma saia de pregas, meias três quartos ou uma gravata com laço.
Elas usavam uma saia verde clara lisa e plana, cujo comprimento ficava na altura do joelho. Satoshi observou curioso que uma delas, a mais velha e de aparência rica, tinha optado, assim como as colegiais fazem na Terra, por subir a barra da saia vários dedos revelando o começo das coxas jovens dela.
Quanto aos uniformes masculinos, bem, eram uniformes masculinos. Como Satoshi não seria obrigado a vestir eles, ele não deu muita atenção ou pensamento àquelas roupas.
O velho por outro lado vestia uma elegante roupa de conjurador verde escura e negra, tinha muitos itens mágicos com ele e na mão esquerda ele segurava um cajado mágico com um globo esfumado na ponta, que Satoshi pensou ser muito estiloso, apesar de ter certeza que aquilo era um Item Lixo.
Assim como Satoshi avaliava os oito visitantes durante aqueles poucos segundos em que abria lentamente a porta e ficava à vista, os oito pareciam estar avaliando ele também.
Satoshi estava muito curioso quanto a identidade dessas pessoas, então decidiu começar a troca rapidamente.
"Pois não?"
Ele disse para as oito figuras que bateram na porta do quarto dele.
O velho desconhecido olhou para Satoshi com olhos surpresos antes de responder.
"Ah, olá, meu jovem. Talvez você por acaso seja Atari-dono?"
"Correto, senhor, sou Atari. E vocês quem seriam?"
"Impressionante! Você é ainda mais jovem do que nós ouvimos falar, não é crianças?"
O velho desconhecido se virou para os sete mais jovens e disse aquilo.
Alguns dos sete mais jovens concordaram gestualmente com ele, outros verbalmente, dois dos garotos ficaram calados.
É impressão minha ou o fato de 'Eu' ser 'Eu' desanimou esses adolescentes?
Com exceção das duas garotas e de um dos garotos, a alegada juventude de Satoshi apontada pelo velho desconhecido pareceu ser uma fonte de desânimo para aqueles jovens.
O velho desconhecido pareceu perceber isso, já que ignorou Satoshi um pouco e continuou falando com os jovens, dessa vez com o tom de quem passa uma lição.
"Vejam, crianças, alguém alcançar o 4º Nível com tão jovem idade foi algo que, até agora, eu tinha visto apenas uma vez nesse meu quase um século de vida. Meu finado condiscípulo Melchior foi capaz de tal feito na idade de trinta anos! Mas não se iludam ou desanimem comparando a velocidade do progresso dele com a de vocês! Por exemplo, apesar do rápido crescimento de Melchior, ele nunca foi páreo para mim, o senpai dele! Um rápido progresso muitas vezes é acompanhado de um limite pesado, por isso, vocês devem se esforçar para progredir no tempo de vocês, o caminho da magia é o caminho da curiosidade, da dúvida, da experimentação e do esforço! Vocês devem trilhar sua própria estrada para..."
Para surpresa de Satoshi a lição motivacional aleatória que o velho desconhecido dava aos sete mais jovens fez até ele próprio sentir que aprendeu algo.
Ele então se afundou nos próprios pensamentos, enquanto o velho desconhecido continuava falando longamente com os sete mais jovens.
Diferentes progressos e limites pesados, hein… eu estava pensando nessa possibilidade antes.
Em breve, Satoshi conduziria um experimento de nivelamento com ajuda da equipe Falcão Negro em Katze.
Desde muito, Satoshi se pergunta por que foi Zara e não Helenda a única que ganhou um nível durante a última viagem do grupo à Katze.
Helenda tinha nível menor do que Zara e tinha destruído muito mais mortos-vivos que a outra aventureira, sendo portanto a mais propensa a ganhar um nível, já que ela tinha conquistado mais XP e devia ter um teto de 'XP Necessário para Nivelamento' menor.
No entanto, foi Zara a ganhar um nível.
Satoshi conjecturou muito sobre isso e agora considerava a possibilidade de este mundo tivesse uma 'Tabela de Custos em XP para Progressão de Níveis' que, diferente daquela que havia em Yggdrasil, não era igual para todas as classes.
Outra possibilidade era que cada pessoa deste mundo tivesse uma 'Absorção Parcial de XP' que variasse bastante de pessoa para pessoa, permitindo que algumas pessoas ganhassem mais com o Drop de XP do que outras.
Ele estava cada vez mais tendendo a pensar que essas duas possibilidades estranhas eram ambas verdadeiras.
Apenas diferenças deste nível em relação a Yggdrasil explicariam o fato de Helenda não ter sido aquela que nivelou naquele dia em Katze.
Bom, talvez sequer exista XP neste mundo e o nivelamento ocorra aleatoriamente… bom, descobrirei no experimento daqui a três dias.
Daqui a três dias Satoshi e a Falcão Negro voltariam as planícies de Katze para caçar mortos-vivos, naquela ocasião Satoshi planejava realizar um experimento de nivelamento com a ajuda não consciente dos amigos.
"... Ah, perdão pelo meu lapso, Atari-dono, como trabalhei como educador minha vida toda, muitas vezes faço isso sem notar."
O velho desconhecido voltou os olhos novamente para Satoshi depois de lecionar por três longos minutos aos sete mais jovens.
"Não há por que se desculpar, senhor, é um bom hábito esse seu. Agora, eu poderia saber a identidade de vocês?"
"Sim, sim, deixe este velho se apresentar corretamente, me chamo Anather Vux, sou um dos Três Vice-Ministros da Magia do Império de Baharuth e Diretor da Academia Imperial de Magia, estes são alguns dos meus estimados alunos, Kael Zimar, Frianne Wyliea Van Gushmond, Alonzo Sidarino..."
Satoshi já tinha ouvido falar numerosas vezes desse velho senhor antes.
Baseado no que sempre ouviu, Vux era um Mago de 4º Nível famoso, discípulo do renomado Mago da Corte Imperial Fluder Paradyne.
Tinha sido Vux que, a pouco mais de dois meses atras, tinha visitado esta cidade por alguns dias e ao partir de volta para o Império tinha levado com ele vários dos magos de talento de E-Rantel.
Satoshi olhou para o garoto acima do peso que estava no grupo, Vux chamou aquele jovem de Alonzo Sidarino, Satoshi se perguntou se esse garoto feio e sem pescoço era o amado da amiga dele, a bela e jovem Helenda.
O Amado de Helenda tinha abandonado ela, a Equipe Falcão Negro e a Cidade de E-Rantel para ir estudar na Academia Imperial de Magia a convite de Vux.
Se esse for o caso, as escolhas do coração são incompreensíveis… mas bem, pelo menos esse cara na minha frente é tão forte quanto o irmão dela.
A única qualidade aparente que Satoshi viu nesse Alonzo Sidarino diante dele foi que segundo os padrões deste mundo ele era muito forte para a idade dele.
Como Satoshi estimava muito a amiga adoradora de bolos dele, ele, obviamente, desejava que ela escolhesse um homem de qualidade para ela e, Satoshi considerava que ser forte e ter uma boa personalidade eram duas coisas muito mais importantes do que ser um cara bonito.
No entanto, se esse Alonzo Sidarino diante dele fosse o Escolhido de Helenda, então ele tinha apenas a força como característica positiva.
Isso porque além de não ser bonito, ele não parecia ter uma boa personalidade.
Quer dizer… eu não poderia afirmar isso com certeza já que não sei como anda a relação deles e quais são os termos do relacionamento que eles acordaram entre si...
Satoshi sabia apenas que desde que foi embora, Alonzo nunca entrou em contato com Helenda. Então talvez eles até tivessem informalmente terminado, mas a apaixonada Helenda insistisse nisso e fingisse não entender que acabou.
Seja lá como for… me pergunto se esse garoto gorducho é recheado com mel.
Satoshi disse aquilo olhando de Alonzo para a garota mais velha das duas garotas do grupo de alunos, aquela garota se chamava Frianne Wyliea Van Gushmond e aparentava ter uns 17 anos.
Estava claro para os sentidos invasivos de Satoshi que aquele Alonzo e aquela Frianne tiveram suas intimidades coladas recentemente.
Bem, se Helenda gosta tanto do homem dela, tenho certeza que ela permitiria a ele ter um harém… mas se esse for um relacionamento monogâmico então esse cara seria um traidor.
Isso dito Satoshi sequer sabia se este era o Alonzo de Helenda, talvez esse fosse apenas um nome popular nesse mundo.
"É um prazer conhecer todos vocês. Vux-sama, rapazes, moças, há algo que possa fazer para ajudar vocês?"
Depois de encarar Alonzo e Frienne por um pouco de tempo, Satoshi se voltou novamente para Vux que por sua vez parecia curioso com o interesse que Satoshi teve nos dois alunos dele.
"O prazer é nosso, Atari-dono. Veja bem, na verdade, há algo sim, bom, na verdade não apenas uma, mas existem algumas coisas que gostaria de discutir com você, em privado obviamente."
Satoshi olhou brevemente com uma interrogação na própria face para os sete estudantes atrás de Vux.
"Ah, não se incomode, isso contará como um aprendizado para eles."
"Então, por favor, entrem todos, apenas temo não ter tantas cadeiras..."
"Isso não será de forma alguma um problema..."
Depois que os oito deles entraram, Satoshi demorou no batente da porta para fazer uma última coisa.
Ele pôs a cabeça para fora do quarto para olhar a intrometida que todo este tempo esteve escutando a conversa dele com Vux naquele corredor.
Sem nem perceber, Satoshi sorriu vendo a figura da intrometida tentar inútilmente esconder ainda mais a já quase imperceptível presença dela.
Escondida no batente fechado de uma porta distante, uma garota de olhos da bonita cor vermelho-gema observava a porta do quarto dele.
Quando os olhos dele cruzaram com os olhos dela, ele disse algo sussurrando muito baixo para que só ouvidos profissionais como os daquela garota fossem capazes de ouvir.
"Minha banana é sua banana."
Foi o que ele disse para a pessoa que o espionava.
Quando a garota espiã processou o que ela ouviu, ela se agitou irritada no esconderijo dela e retornou um olhar de raiva.
Satoshi então entrou no quarto e fechou a porta.
Ele lidaria com Tina mais tarde.
No quarto alugado por Satoshi, apenas alguns breves minutos foram necessários para Satoshi e os oito convidados dele se acomodarem perfeitamente.
Para surpresa de Satoshi os convidados tinham com eles bancos portáteis que tiraram de uma sacola mágica. Os bancos em si também eram mágicos e cresceram em tamanho parecendo bem confortáveis.
Satoshi estava sentado na cama, Vux se sentava na frente dele em uma das poucas cadeiras do quarto, os seis discípulos ficaram ao redor de Vux, sentados nestes estranhos bancos mágicos.
Satoshi estava feliz por tudo ter dado certo e eles não terem precisado se sentar na cama. Graças a isso, a integridade do lençol dele que Tina tinha batizado e abençoado com love néctar dela vários minutos atrás foi mantida.
"Então Vux-sama. O que posso fazer por você?"
Satoshi começou a conversa com o Vice-Ministro da Magia do país vizinho.
"Antes de começarmos, me permita lançar alguns feitiços anti-divinatórios no seu quarto, Atari-dono?"
"Fique à vontade, Vux-sama."
Vux então lançou quase uma dúzia de feitiços de nível baixo em cinco minutos. Em algum momento em que o velho estava nisso, Satoshi sentiu ele mesmo ser alvo de um mesmo feitiço por quatro vezes, tendo resistido todas elas, até que finalmente Vux pareceu desistir de lançar aquilo nele e continuou a lançar feitiços anti-divinatórios.
Me pergunto que feitiço ele queria lançar em mim… apesar de eu ter usado {Arcane Vision} pude apenas identificar como um encantamento de 2º Nível...
Satoshi não estava de forma alguma irritado com Vux por tentar encantar ele. Como era um encantamento de nível tão baixo, no máximo aquele feitiço misterioso, caso tivesse funcionado, seria para melhorar o humor e facilitar as negociações.
Depois que terminou, o velho mago voltou os olhos para Satoshi.
"Agora podemos falar mais abertamente uns com os outros... Como um colega Conjurador Arcano de 4º Nível, eu gostaria de conversar muitas coisas com Atari-dono, mas, primeiro, vamos tratar de uma vez da questão oficial que me trouxe aqui, o que este Vice-Ministro de Magia aqui gostaria de conseguir com Atari-dono hoje são informações sobre esta cidade. Atari-dono é um aventureiro de Oricalco, não é?"
"De fato sou, apenas ontem fui agraciado com esta honra."
"Ótimo! Meus parabéns! Então, veja, é meu desejo contratar Atari-dono como um informante!"
A sinceridade de Vux ao propor aquilo chocou Satoshi.
Embora Satoshi não se lembrasse inteiramente das regras da Guilda de Aventureiros que ele ouviu de Catelina no primeiro dia quando se registrou na Guilda, ele estava certo que o que Vux propôs era algo que estas regras proibiam e puniam com severidade.
Havia uma regra entre as três mais sensíveis sobre não interferir em assuntos entre estados nacionais...
Ele não tinha certeza, mas trabalhar como um 'informante' para uma nação estrangeira semi-hostil deveria se enquadrar nesta regra. E mesmo que não se enquadre, dependendo da interpretação de quem fosse avaliar o caso, seria muito possível impor a Satoshi o estigma de ter cometido uma infração às regras da Guilda.
Satoshi sabia que uma vez que um aventureiro cometesse uma infração grave ele seria expulso da Guilda e, a partir de então, tinha que se virar fora dela.
O destino de um Aventureiro expulso geralmente era ser contratado como soldado por um nobre ou fazer missões como um Trabalhador.
Trabalhador era como se chamavam os 'Aventureiros Fora da Guilda', eles geralmente tendem a fazer qualquer serviço contratado desde que sejam pagos e por isso, cedo ou tarde, sempre são tentados a pegar trabalhos ilegais que são oferecidos a eles.
Muitos dos Trabalhadores que atuavam em E-Rantel estavam, até Satoshi realizar a Operação Yubizume, empregados pelo Departamento de Segurança dos Oito-Dedos de E-Rantel, o mesmo, Satoshi pensava, devia acontecer em todas as cidades onde aquela Organização Criminosa operava.
Vendo a naturalidade com que Vux propôs aquilo, Satoshi pensou que, talvez, ele tenha interpretado de forma exagerada as intenções do velho senhor na frente dele.
Mas mesmo que Satoshi tenha reagido exagerado na reação dele, Vux ainda havia ignorado um procedimento ainda mais elementar ao vir diretamente até Satoshi propor isso.
"Vux-sama, os pedidos de missão devem passar pela avaliação da Guilda e, se aprovados, devem ser apresentados aos Aventureiros com a intermediação da Guilda..."
Isso era uma regra básica.
Afinal a tutoria e proteção recebida da Guilda de Aventureiros era o que diferenciava os populares Aventureiros dos pouco estimados mercenários e trabalhadores.
"Ah! Atari-dono, isso é desnecessário! Se fizermos isso haveria apenas burocracia e mais burocracia! Por que não pulamos de uma vez essas etapas desnecessárias e fazemos logo o negócio? Nós podemos fazer isso entre nós dois agora, um acordo de cavalheiros, do outro jeito, acredite, a Guilda fica com pelo menos 20% do valor final pago pelo contratante..."
Satoshi olhou longamente para Vux enquanto ouvia os malabarismos verbais dele.
Esse velho não está querendo fazer de mim um espião, certo?
Para Satoshi, se fosse o caso das intenções de Vux serem essas, este seria um grande problema. Poderia haver sérias consequências para os planos de Satoshi se Atari se tornasse um espião de Baharuth.
Pensando nisso, Satoshi disse para Vux de forma direta.
"Vux-sama, o que você tem em mente?"
Satoshi queria entender bem o que o velho mago na frente dele quis dizer ao usar o termo 'informante' antes de tomar qualquer decisão.
"Oh! Atari-dono, é apenas que, em minha mente tenho muita curiosidade sobre o que está acontecendo em E-Rantel recentemente... mas, veja você, nesta sacola eu também tenho algumas coisas, para ser mais preciso tenho 20 moedas de platina nela..."
Vux tirou uma pesada bolsa de moedas do manto e jogou para Satoshi, que a pegou no ar com uma das mãos.
Isso é um suborno escancarado?!
Com aquele gesto, claramente, o velho mago estava botando o pau dele na mesa para impressionar Satoshi. Vux estava dizendo com aquelas vinte moedas de platina que, como um Vice-Ministro de Magia, ele tinha um bom cacife.
20 moedas de platina, isso são 200 moedas de ouro!
Aquilo era muita coisa para uma simples missão de Oricalco. Na verdade, aquilo era muita coisa até mesmo para missões de Adamantina.
Missões de Oricalco pagavam geralmente entre 71 e 100 moedas de Ouro e as missões de Adamantina começavam em 101 e não tinham teto. Esse valor alto das recompensas era um dos muitos motivos de missões nestes rankings serem tão raras.
Satoshi examinava o conteúdo da bolsa que recebeu de Vux, aquilo era platina do Império e aquelas moedas de metal eram muito novas, sem amassados ou arranhões, quase como se recém cunhadas.
Enquanto dedilhando as valiosas moedas na mão, Satoshi pensava no que fazer com a proposta deste senhor.
Acho que seria bom eu ter uma posição e conhecidos no Império e bem, dependendo do que for pedido talvez os riscos sejam pequenos para mim...
"Eu gostaria de ter uma bolsa de moedas como essa… Mas não posso deixar de me perguntar o que eu teria que fazer para ter algo assim."
Satoshi decidiu dar corda para o velho mago sentado na frente dele.
"Bem, bem, digamos que você apenas deveria responder sinceramente minhas perguntas hoje e nas poucas vezes que nos encontraremos até o fim ano… Oh, certo! Você também deveria se comprometer a pagar uma visita no futuro próximo ao meu Estimado Mestre Fluder Paradyne na Seção Prime do Ministério da Magia em Arwintar, claro, você teria que fazer isso antes da guerra sazonal..."
Satoshi pensou alguns segundos.
Aquilo seria um negócio lucrativo para Satoshi.
Cedo ou tarde ele teria que encontrar aquele tal Fluder Paradyne e ele não se incomodava em responder as perguntas que esse velho na frente dele pudesse fazer.
Claro, a resposta de Satoshi seria diferente se ele tivesse que fazer coisas contra E-Rantel para o Império, mas como tudo que ele precisava fazer era responder perguntas, não havia porque não embolsar essas moedas.
"... certo, essas coisas eu acho que posso fazer."
"Excelente! Excelente!"
Depois que Satoshi aceitou, o clima no quarto se aliviou bastante.
Vux ficou sorridente e animado agora que tinha conseguido o objetivo oficial dele aqui, já os sete mais jovens suspiravam aliviados com o sucesso do Sensei deles. Satoshi reparou que, de forma fofa, a garota mais nova, que se chamava Palema, até bateu palminhas de excitação pela resposta positiva de Satoshi.
Penso agora… não é muita irresponsabilidade de Vux fazer isso na frente desses pirralhos?
Depois que pensou isso, Satoshi ficou um pouco preocupado, afinal se muitas pessoas sabem de algo é mais provável que isso se espalhe. E se as pessoas erradas soubessem disso, Satoshi teria que dançar pelado em cima de uma mesa para evitar ter que sentar numa giromba.
Acho que Vux sabe o que está fazendo… quer dizer, ele é um cara velho e experiente, não penso que ele não considerou isso.
Enquanto Satoshi, corretamente, ficava cada vez mais preocupado, Vux retirou uma esfera de vidro do tamanho de um punho de uma das mangas das vestes dele.
"Atari-dono, por favor, antes de começarmos, acione este item."
Após pegar das mãos de Vux aquele item mágico e olhar curioso para aquela bola que não dava nenhum sinal de ameaça para os sentidos dele, Satoshi fez o que foi pedido.
Ele sentiu uma ínfima quantidade de magia deixar o corpo dele e no instante seguinte a esfera de vidro transparente ficou completamente escura.
Satoshi esperou um pouco olhando a esfera, mas parecia que nada mais ia acontecer, aparentemente aquela bola era apenas um item mágico que ficava escuro quando ativado.
Que lixo de item...
Era o pensamento dele, mas então ele decidiu olhar para os outros no quarto que estranhamente já estavam em completo silêncio a alguns segundos.
Vux tinha os olhos tão arregalados que os olhos do velho mago já tinham invadido, reivindicado e tomado posse de metade da área da testa dele.
Os sete estudantes tiveram reações parecidas, embora todas fossem menos exageradas que a do Sensei deles. Satoshi viu que a caçula do grupo, a garota Palema, chegou a pôr, de uma forma fofa, as mãos no coração enquanto abria a boca espantada.
Essa garota, além de ser formosinha ainda é bem fofinha… mas, o que há com essa reação de todos?
Enquanto Satoshi pensava isso, Vux pegou com as mãos trêmulas uma paleta de cores da manga dele e passou para Satoshi.
Aquela era uma paleta de cores que cobria apenas tons de cinza, tinha vários tons indo do branco ao preto e pessoas comuns teriam dificuldade de fazer as distinções.
Vinte tons marcados na paleta e cada um deles tinha algo escrito embaixo.
Embora Satoshi não soubesse ler letras, ele já esteve neste mundo tempo suficiente para entender os números, foi por isso que vendo aquela paleta ele teve um horrível pressentimento.
Com essa sensação ruim, Satoshi olhou apressado da paleta de cores que tinha em mãos para o rosto de Vux que, talvez percebendo as reações de Satoshi, começou a dizer algo.
"O tom de pretro mais forte da escala, o Quartil Superior do 5º Nível de Magia Arcana, talvez… talvez Atari-dono esteja escondendo seu verdadeiro poder?"
Satoshi congelou ouvindo aquelas palavras ditas por Vux.
Esse filho-da-puta desse velhote! Ele me fez usar uma porcaria de item que mensura magia!
Satoshi se sentiu muito irritado, mas depois que pensou com cuidado percebeu que ele sequer tinha perguntado o que o item que usou fazia.
Ao não perguntar aquilo ele praticamente implorou para que uma merda acontecesse e, infelizmente, uma merda aconteceu.
Vários segundos passaram com Satoshi pensando no que faria agora que o leite tinha sido derramado, ele tinha que responder algo para o velho surpreso na frente dele.
Finalmente ele se forçou a dar um sorriso e disse em voz alta.
"Bem, bem, acho que você me pegou no pulo hein, Vux-sama..."
Satoshi podia pegar com seus sentidos emoções ruins e boas nos convidados, sendo as emoções boas as emoções dominantes.
Os sete mais jovens estavam apenas replicando a reação do velho mago com eles, que tinha escolhido, antes de qualquer coisa, ouvir Satoshi em silêncio.
Mesmo que eles estivessem tão alterados em seus batimentos cardíacos e humor, eles estavam surpreendentemente contidos e tentavam não demonstrar fisicamente qualquer reação exagerada.
Mas ainda assim, mesmo se contendo, o Velho Mago Vux tremia de leve com a excitação de ter descoberto o segredo de Satoshi.
"... eu meio que preferia não ter sido pego, sabe? Mas bem, essas coisas acontecem… acho. Dizem que o destino das coisas ocultas e que sejam reveladas, não é? Agora quanto a coisa em questão..."
Satoshi, falou uma coisa qualquer para ganhar um tempo para pensar em um jeito de sair disso. Ele tinha sido desmascarado por causa de um desleixo dele e agora estava em problemas.
Enquanto falava, Satoshi devolveu a paleta de cores e o item mágico em forma de globo para Vux. O velho mago pegou aquilo avaliando as palavras vazias que Satoshi tinha dito até agora.
"... bem, de fato, sou um mago capaz que alcançou o 5º Nível Arcano, mas como por todo país que eu passo isso sempre sempre me trazer apenas responsabilidades e atenção indesejada, desta vez eu decidi manter isso em segredo e dizer a todos que meu limite é o 4º Nível..."
Um Vux que ainda estava sem palavras e profundamente imerso em pensamentos começou a colocar o Item Mágico que recebeu de Satoshi dentro de uma das mangas das vestes dele.
Vendo aquilo Satoshi falou rapidamente para tirar uma dúvida e também ganhar ainda mais tempo para bolar uma história.
"... Vux-sama, esse item de mensuramento, nunca vi essa coisa antes, o que é isso?"
O velho mago Vux parou de guardar o item e, depois de fechar os olhos e respirar fundo para se acalmar, começou a fazer o movimento dele explicando a Satoshi o que aquilo era em um tom que lembrava um vendedor.
"... Isso, Atari-dono, é um 'Globo de Classificação do Arcano'. Este é um dos muitos frutos da avançada pesquisa mágica de nosso país que é liderada pelo Ministério da Magia e ancorada na Academia Imperial de Magia. Quando preenchido com a mana de alguém, este item classifica a densidade e composição do mana dessa pessoa e retorna o resultado em uma escala de cores, embora atualmente funciona apenas com energia arcana estamos trabalhando em versões para Magia Espiritual, Natural e Divina, e já alcançamos um bom progresso na Versão Divina. Saiba, Atari-dono, que graças ao nosso Iluminado Imperador, quando se trata do estudo da Magia Arcana, nosso país sempre dispõe de amplos fundos para investimento, nós temos investido mais em pesquisa e em pessoas na última década do que este Reino de Re-Estize investiu em toda a existência dele, em Baharuth temos as melhores condições de trabalho e vida para Conjuradores arcanos, pessoas talentosas são pesadamente remuneradas e tem um plano de elevação social formidável..."
Vux que começou a falar sobre o item como um vendedor, agora estava falando como um recrutador de uma companhia que quer empregar alguém habilidoso.
Entendo… então é assim que vai ser.
Satoshi temia que ao ser descoberto por Vux, o velho mago fosse enfiar ele em dificuldades, mas pelo jeito não seria esse o caso.
Aparentemente, Vux apenas tentaria recrutar Satoshi como um seguidor do Império pondo ele como uma peça no campo imperial do tabuleiro.
Obviamente Satoshi não iria aceitar um recrutamento, mas para a própria segurança dele, ele estabeleceria algum nível de parceria com o Império.
Como Vux quer me recrutar, enquanto o meu recrutamento ainda for uma possibilidade plausível no horizonte eu não preciso me preocupar com eles me causando problemas...
Claro, se Satoshi deixasse claro para eles que não aceitaria nunca se subordinar ao Império então ele certamente enfrentaria sanções daquele país que poderiam variar de chantagem a eliminação.
Felizmente aquele 'Globo de Classificação do Arcano' estava limitado ao quinto nível de Magia Arcana, teria sido um grande problema se aquele item desse a Satoshi um nível de conjuração mais alto.
Afinal, neste mundo um mago que consegue conjurar o mísero 6º Nível é considerado o Mago Supremo.
Satoshi não podia imaginar a reação destes caipiras se descobrissem que ele não só pode conjurar magias do 10º Nível como também pôde lançar magias de Super-Nível.
Depois que Vux fez uma extensa exposição das vantagens de trabalhar para o país dele, o velho decidiu usar ele mesmo o 'Globo de Classificação do Arcano' para mostrar a Satoshi a engenhosidade dos bem remunerados Engenheiros Mágicos que trabalham no país dele.
Quando usado por Vux, aquele item ficou em um tom muito escuro de cinza, Vux, que estava no terceiro quartil do 4º Nível, fez na sequência com que todos os estudantes dele presentes usarem aquilo para mostrar a Satoshi o comportamento do item em níveis mais baixos e também para fazer um propaganda da qualidade dos alunos da renomada Academia de Magia que ele dirigia.
Então essa é a distância que estes jovens estudantes da escola de Vux chegaram… surpreendentemente. Curioso também que os dois pombinhos combinem nisso...
Do grupo de sete alunos adolescentes que era o orgulho da Academia Imperial de Magia, Alonzo e Frianne eram os únicos capazes de usar o 3º Nível, todos os outros cinco estavam em um dos dois quartis superiores do 2º Nível.
A garota fofa Palema e um garoto de cabelos ruivos chamados Kael, apesar de aparentarem ambos terem apenas uns 14 anos, eram os dois únicos no quartil superior do 2º Nível.
Bom… eles até podem ser talentosos, mas eles não se comparam a minha amiga Ninya!
Se Satoshi fosse justo ele assumiria que, com as informações que ele tinha, em termos de resultado, os dois alunos mais jovens estavam progredindo melhor que Ninya, mas ele era parcial como uma mãe quando se tratava do incenso preferido dele e iria favorecer ela sempre que possível.
"... então, Atari-dono, você gostaria de aprofundar a sua relação com meu país?"
Vux perguntou aquilo depois que terminou a longa palestra dele sobre como o Império era um paraíso para magos e como Re-Estize era um túmulo para grandes talentos arcanos como Satoshi.
Se Re-Estize é um túmulo de talentos então Vux deve ser um Saqueador de Túmulos!
Vux tinha praticamente assassinado o potencial da Guilda de Magia de E-Rantel quando veio aqui antes e levou os maiores talentos da cidade para o Império.
Infelizmente para Vux, Satoshi não tinha planos para se converter em um seguidor do Império, mas apenas planejava colaborar temporariamente com eles.
"... penso que devemos manter nossa relação como está, Vux-sama, enquanto ambos os lados aprendem mais um sobre o outro."
Depois de declarar aquilo, Satoshi teve, assim como tinha negociado antes com Vux, que responder às muitas perguntas feitas pelo Mago Imperial.
Durante metade do tempo em que respondeu às perguntas, Satoshi falou muitas coisas sobre o que estava acontecendo em E-Rantel e sobre a Cidade na Floresta.
Ele ficou sabendo que Vux tinha conseguido um apontamento para falar com o Embaixador Kuro das Luzes Tortuosas esta tarde, Satoshi então deu a Vux muitas informações para que a reunião dele com o subordinado de Satoshi fosse proveitosa.
Durante a outra metade do tempo, Satoshi teve que falar sobre si mesmo. Ele fez firulas verbais e tergiversou sempre que um assunto problemático surgia, mas para compensar estes momentos foi excessivamente detalhado quando o assunto não representaria problema para ele.
Foi apenas ao meio-dia que o velho mago saiu do quarto com os alunos dele.
O encontro de Vux com o embaixador seria daqui a pouco mais de meia hora e eles tinham que se apressar para aquele encontro na Mansão do Prefeito na Villa VIP.
Satoshi soube que o velho mago vinha tentando falar com Satoshi desde o dia que chegou na cidade, mas Satoshi, mesmo que fosse hóspede na mesma hospedaria que ele, nunca calhou de estar disponível.
Vux e os estudantes estavam em E-Rantel rumo à Teocracia, eles seriam os representantes do Império em um evento que ocorreria em uma Escola de Magia Arcana da Teocracia.
O grupo deles não podia se permitir atrasar ainda mais para esta missão, então eles teriam que partir, no mais tardar, amanhã a tarde, o que era exatamente o que Vux planejava fazer.
Por causa disso, Satoshi teria que se encontrar com Vux novamente amanhã pela manhã para conversarem mais.
Os oito magos estavam hospedados no Quarto Andar do Pavilhão Dourado desde dois dias atrás.
Uma coisa que surpreendeu Satoshi foi saber que os magos eram escoltados por uma equipe de Adamantina chamada Oito Ondulações que contava com nada menos do que oito membros e que estavam hospedados no primeiro andar daqui.
Nossa, todo este tempo existiam outros oito Aventureiros de Adamantina aqui e eu não encontrei nenhum...
Se Satoshi pensasse com cuidado, ele perceberia que também não se encontrou antes de hoje com nenhum dos magos que deixaram o quarto dele agora e que também estavam hospedados aqui.
Isso era apenas natural, como a pessoa ocupada que ele era, Satoshi quase não passava o tempo dele nesta pousada.
Satoshi esperou alguns minutos depois que os convidados saíram e lançou uma [Mensagem] para o homunculi Wizard Kuro, instruindo ele sobre o que falar quando encontrasse Vux durante esta tarde.
Depois de gastar uns bons dez minutos nesta longa chamada, Satoshi deixou o quarto dele e saiu da pousada.
Assim que saiu pela porta principal da pousada, Satoshi lembrou de Tina.
Honestamente, ele achou providencial que ela não tivesse ficado esperando do lado de fora da porta do quarto dele a saída de Vux.
Afinal, o encontro dele com Vux foi demorado, durando mais de três horas, e ela, assim como ele próprio, devia ter as tarefas dela.
Se por acaso Tina tivesse esperado Vux deixar o quarto e tivesse insistido em provar hoje a banana de Satoshi, então sem nenhuma dúvida, todas as demais atividades deles durante o resto do dia estariam comprometidas já que eles ficariam um bom tempo naquilo.
Mas acho que ainda é cedo para ela...
Satoshi achava que Tina ainda estaria visitando jardins de flores, até que finalmente chegaria o belo dia em que ela pensaria 'Ei, por que não tentar uma banana hoje?'.
Seria então que ela procuraria por ele.
Pensando nessa idiotice, Satoshi, que já tinha sido corretamente visto pelos funcionários da Pavilhão Dourado deixando a pousada, entrou em um beco alguns quarteirões de lá e se teleportou para a Instant Fortress.
- PARTE CINCO -
Dando nome para um Verme
O meio-dia já tinha passado há algum tempo quando Satoshi se teleportou para os aposentos dele na Instant Fortress.
Hoje ele tinha duas coisas importantes para fazer aqui, uma era auxiliar Miya com o trato dos viciados coletados, a outra coisa era criar um novo servo com um recurso que estava se deteriorando.
O único motivo dele não ter vindo diretamente para a Instant Fortress assim que terminou as intensas atividades dele no cemitério pela manhã, foi que ele tinha ao menos que passar algum tempo no Pavilhão Dourado e dar algum sinal de vida como Atari.
No entanto, ele nunca esperaria que aquela visita cosmética dele ao Pavilhão Dourado fosse tomar a manhã inteira tal qual acabou ocorrendo.
Agora, uma vez que ele já tinha dado sinais de vida como o Aventureiro Atari em E-Rantel, era a vez dele fazer o mesmo na Instant Fortress como o Vampiro Famicom.
Assim que ele teleportou para o quarto dele na Instant Fortress, ele retirou o Ring of Doppelganger e tomou a bem desenhada forma dele como um Greater One.
Satoshi então foi até a estante repleta de livros que havia no quarto pessoal dele e depois de ter lido os títulos de vários livros e avaliado as capas deles ele coletou alguns tomos que achou interessantes.
Daqui a três dias Satoshi iria com a Falcão Negro até as Planícies de Katze, o que seria uma viagem demorada, então ele queria ter algo para fazer na carroça durante a viagem.
Depois de se sentar, ler o sumário e fazer uma breve inspecção dos seis livros que tinha pré-selecionado pelo título e pela capa, Satoshi escolheu dois dos seis tomos e pôs os dois no inventário, ele então retornou os outros quatro para o lugar deles.
Após pôr os livros de volta na escrivaninha, Satoshi conjurou [Perfect Unknowable] sobre si mesmo e saiu dos aposentos dele assobiando.
Ele avançou devagar pelos corredores observando tudo ao redor enquanto rumava em direção ao andar mais fundo da fortaleza que era integralmente ocupado pela masmorra.
Durante todo o caminho que fez, um Satoshi ocultado por magia de alto nível deu especial atenção a observação das escravas humanas e elfas vestidas em um uniforme conservador e simples de empregada nas cores rosa e negro.
Aquele uniforme delas foi retirado do Loot dos Oito-Dedos e, apesar de ter cores interessantes, era bem sem graça aos olhos de Satoshi que preferia muito mais os uniformes curtos, cheios de laços e babados que ele tinha presenteado as estimadas escravas elfas dele, Tantalle, Mirella e Pazuka.
Satoshi ficou feliz ao espionar as mulheres tiradas dos Oito-Dedos durante o trabalho delas na Instant Fortress, já que dessa forma ele pôde ver com máxima precisão como elas estavam se virando na condição incomum que tinham sido postas ao terem as propriedades delas reivindicadas por um Lorde Vampiro que era Senhor de uma Fortaleza encravada no interior profundo de uma Grande Floresta.
Ele notou que, apesar de ainda haver dúvidas perceptíveis em algumas delas, a maioria das mulheres que encontrou fazia o trabalho delas na fortaleza com um sorriso no rosto e com esperança no coração.
Satoshi tinha certeza que Tantalle, Mirella e Pazuka tinham sido muito gentis e justas com aquelas mulheres, ele também sabia que o tratamento que aquelas mulheres estavam recebendo aqui era muito mais positivo do que o que elas estavam acostumadas a receber quando estavam nos porões dos Oito-Dedos aguardando para serem vendidas a algum homem mau-caráter.
Quanto aos escravos homens, a maioria deles não estava nesse momento na fortaleza pois tinham sido pegos por Miya para ajudar na construção da cidade fazendo trabalhos de gerência.
Satoshi ficou tão entretido enquanto observava oculto as damas em seus afazeres diários que até chegar no seu destino, no terceiro andar subterrâneo, ele gastou mais de meia-hora.
Depois de chegar na masmorra ele notou que o lugar estava vazio, não havia ninguém lá, aquele lugar também estava com um horrível fedor de carne podre que empestava todo o ambiente.
Assim que entrou lá, Satoshi ordenou por [Message] que a homunculi Dread Necromancer Tsuki viesse até ele, mas ela estava bem ocupada fora da Instant Fortress fazendo algo para a construção da cidade, por isso ela demoraria um pouco para chegar aqui.
Já que ela não estaria aqui tão cedo, Satoshi decidiu começar sozinho.
Ele foi até uma mesa de madeira inclinada diagonalmente que tinha sido posta no meio do hall de entrada da masmorra.
Naquela mesa o cadáver putrefato de um homem estava amarrado com diversas marcas de perfurações e diversos pedaços de carne faltando, como alguns músculos, partes da pele, olhos, lábios, nariz, orelhas, dedos e genitália.
A decomposição daquele corpo estava muito avançada ao ponto que obrigou Satoshi a ter que tapar o nariz sensível dele para poder se aproximar do corpo, mas não havia muitos insetos ou vermes ali sendo que os maiores responsáveis pela decomposição daquele corpo eram os pequenos microorganismos que entraram nessa fortaleza pelo ar.
Aquele homem morto era o Tolo Sem Nome, que há cerca de cinco dias atrás foi todo picotado pelas amáveis e dóceis escravas elfas de Satoshi, as belezas Tantalle, Mirella e Pazuka.
"Oi, boa tarde, camarada."
Obviamente que o homem morto não respondeu a Satoshi que falava com uma voz de pato muito estranha já que tinha tapado o nariz completamente.
"Vamos ver se me lembro corretamente você era quase tão forte quanto Nigun… então vou tentar vou fazer de você um morto-vivo superior como aquele cara."
Satoshi começou a explicar para o homem morto o destino que o esperava, enquanto falava ele desfazia as amarras que prendiam o corpo na mesa de madeira.
Quando ele terminou de desfazer as amarras o corpo morto escorregou pela superfície da mesa inclinada deixando para trás uma mancha escura e caindo no chão com um *ploft* úmido e fedido.
"Eca… bom, vamos adiante, apenas porque sou um homem com educação, antes que você vire um capacho meu na pós-vida, queria te falar algumas coisas."
Satoshi disse isso estando com os olhos dele focados no rosto podre no chão, olhando os olhos vazados do cadáver que tinha uma expressão lamentável com dentes quebrados, lábios e nariz removidos.
"Tantalle, Pazuka e Mirella têm ganhado peso esses dias, sabe? Elas têm comido bem e são poucas as vezes em que vejo elas e elas não estão sorrindo. Esteja certo, camarada, que as três terão uma longa e feliz vida ao meu lado, então não se preocupe com elas, está bem?"
O corpo do homem morto não reagiu às palavras de Satoshi.
Afinal era o corpo de um homem morto.
"Mas eu acho que você não tem essas preocupações, não é? Afinal, você tratou minhas preciosas escravas como vadias sem valor quando você ainda era vivo, correto? Bem, hehe, acho que você pagou um pouco caro por isso, não?"
Satoshi disse isso dando uma olhada na cintura do homem que tinha sido emasculado durante as horas que durou a cruel execução dele realizada pelas mesmas escravas que ele estuprava e espancava diariamente.
"Mas sabe fulaninho, ninguém mais vai abusar delas ou espancá-las enquanto eu for vivo e eu planejo viver bastante. Elas vão ter um futuro quente e alegre ao meu lado e se elas desejarem, por que não, num futuro distante talvez eu até as integre como uma futura família secundária minha, fazendo elas mães de algumas das minhas numerosas crianças. Isso se for desejo delas, claro."
Satoshi disse aquilo imaginando um futuro hipotético onde ele já teria consolidado a Famicômia e teria uma família grande, com muitas esposas, concubinas e filhos, tal qual um Soberano dos tempos antigos teria.
"Eu agradeço profundamente a você, desconhecido, por cruzar meu caminho e me conceder tão dóceis e belas empregadas."
Satoshi abaixou profundamente a cabeça para o corpo do homem morto em um sincero sinal de agradecimento.
"Isso dito, como a partir de agora você vai me servir por um bom tempo em uma pós-vida miserável cagando crianças feias para mim então talvez, em algumas ocasiões, você tenha a chance de testemunhar as três sorrindo felizes ao meu lado, naqueles momentos, bem, lamenta sua perda... [Special Magic: Create Undead X]!"
Satoshi lançou [Create Undead X] que era uma das três únicas magias de criação de mortos-vivos que ele conhecia, ao lançar essa magia ele também usou o talento metamágico Special Magic que, no caso dessa magia, dava a ele acesso aos monstros na lista especial de criação do 10º Nível.
A criação demorou longos trinta minutos, demorou mais que o dobro do tempo que a magia [Create Undead V] que Satoshi usou para criar os High Wraith Gaspar, Bibidi, Babidi e Boo.
No final desta meia-hora o corpo apodrecido no chão tinha se tornado um grande, pálido e gordo verme anelar do tamanho de uma carroça grande, aquela montanha desagradável de carne branca soltava um ofensivo cheiro de podridão e parte do couro liso dele parecia apodrecida.
A boca do verme era vertical e tinha a altura de Satoshi tendo dezoito dentes muito espaçados, cada um desses dentes tinha o tamanho do antebraço de Satoshi.
Quatro longas patas articuladas que lembravam patas de inseto saiam do couro liso do verme, elas não tinham a função de locomoção, já que ficavam na cabeça e essa criatura era uma criatura rastejante, a função daquelas patas era manusear o alimento e levar aquilo a boca do verme.
No topo da cabeça do verme gordo e feio havia algo surpreendente.
Era o tronco de uma mulher.
O corpo da bem dotada e pálida mulher estava colado da cintura para cima na cabeça do verme, como se aquela criatura fosse um centauro macabro.
A mulher tinha muitas jóias mágicas menores com ela e segurava na mão direita um cetro régio, mas, fora isso, ela usava apenas um fino pano que cobria os mamilos.
A função daquele tronco feminino no verme era apenas a de portar itens e manusear coisas com as mãos e isso ficava claro quando se notava que a cabeça da mulher não tinha olhos, nariz ou boca, embora tivesse orelhas longas como a de elfos onde um par de brincos mágicos estava pendurado.
Aquela criatura era uma Graveyard Queen de Nível 70.
Esse tipo de monstro da lista especial era especializado em criar Mortos-vivos e, segundo o lore, eles se estabeleciam em grandes cemitérios onde devoravam corpos e excretavam Mortos-vivos para serví-los, estabelecendo assim uma colônia que, se deixada solta, poderia se tornar uma necrópolis.
"A magia de Famicom-sama é fabulosa como sempre. Este é um maravilhoso espécime, Famicom-sama."
"Muito bem-feito, Meu Tudo! Como se chama a nova escrava?"
A homunculi Dread Necromancer Tsuki tinha aparecido neste meio-tempo em que Satoshi criava a Graveyard Queen, junto com ela estavam Miya e Nigurath.
"O nome dele, ou melhor, dela, vai ser… Lady Verminose."
Depois que ele disse o nome da nova escrava ele percebeu que o nome era ridículo e que extrapolava o mal gosto, ele já planejava voltar atrás em suas palavras mas então ele ouviu a reação das duas garotas presentes.
"Você escolheu um nome maravilhoso, Famicom-sama. Eu nunca seria capaz de pensar em um nome tão apropriado."
"Isso era apenas o esperado, Tsuki. Meu Tudo é ótimo em tudo que faz!"
Percebendo que era muito estimado pelas servas dele, Satoshi perdeu a coragem de voltar atrás.
O Morto-vivo feminino feito a partir do corpo do Tolo Sem Nome passou então a se chamar Lady Verminose.
"No que a nova escrava Lady Verminose será usada, Meu Tudo?"
O monstro Graveyard Queen além de poder engolir os corpos de mortos e excretar Morto-vivos, também podia engolir Mortos-vivos fracos para converter eles em mortos-vivos do nível intermediário e engolir mortos-vivos de nível intermediário para excretar versões muito fortalecidas deles.
Se Satoshi fosse seguir o Lore do jogo, ele poderia muito bem soltar essa Graveyard Queen em um grande cemitério, como os das capitais de Re-Estize e Baharuth, e deixar ela gerar uma necrópole naquele lugar.
Mas Satoshi nem considerou muito esta opção.
Se ele fizesse aquilo aconteceria uma profanação em massa de corpos de gente comum e inocente.
Por isso o plano de Satoshi para Lady Verminose era, em algum momento no futuro, soltar essa coisa em Katze e deixar ela trabalhando na criação de um exército de mortos-vivos de nível intermediário para ele.
Em Katze os mortos-vivos nascem espontaneamente, então ao fazer isso a consciência de Satoshi não seria ferida como no caso da liberação dessa coisa em um cemitério urbano.
Isso dito, o plano de Satoshi de soltar essa coisa em Katze deveria esperar um pouco. Primeiro ele tinha que fazer experimentações com Lady Verminose.
"Tsuki, vou delegar Lady Verminose como uma subordinada tua. Eu quero que você explore, tanto quanto possível os limites e possibilidades de criação que ela possui."
Satoshi delegou a Tsuki a tarefa de realizar experimentos com aquela Graveyard Queen.
"Famicom-sama me fornecerá insumos ou devo coletar eles eu mesma?"
Tsuki estava obviamente se referindo a cadáveres.
"Eu vou falar com Manzu em E-Rantel esta noite para reservar 100 humanos para você ter insumos, então amanhã pela manhã envie Nigurath aos esgotos para coletar aqueles insumos."
Satoshi disse isso enquanto alisava o topo da cabeça da pequena Miya que estava do lado dele, a Eidolon deu um largo e genuíno sorriso pelo gesto inesperado de afeto que recebeu dele.
"Entendido, Famicom-sama."
Depois daquilo, Satoshi pediu a Tsuki os registros que ele tinha pedido que ela fizesse vários dias atrás. Naquela ocasião ele tinha pedido a ela que escrevesse as fofocas de Nigun, atualmente Nigurath, sobre a Teocracia e os países vizinhos.
Para surpresa de Satoshi ela já tinha terminado aquilo completamente e entregou a ele um caderno com um monte de coisas escritas.
Satoshi folheou aquilo brevemente, agradeceu ela pelo trabalho duro e guardou o caderno no inventário.
Ele ia ler aquilo com muita calma em um melhor momento.
Agora, Satoshi faria a segunda tarefa dele hoje na Instant Fortress.
- PARTE SEIS -
Coletando alguns humanos
Satoshi perguntou a Eidolon dele sobre os homens e mulheres do grupo de ex-viciados que tinham sido sequestrados por ele no ataque aos Oito-Dedos e forçados a se tornarem colonos na cidade que ele estava construindo.
Miya respondeu a ele que ela obedeceu a ordem dada por Satoshi na ocasião da chegada dos colonos.
A ordem dada por Satoshi foi para que ela facilitasse a vida daqueles humanos na cidade.
Para completar essa ordem, Miya tinha alojado todos os colonos humanos naquelas que eram as melhores residências da cidade depois das residências dos Três Reis.
Ela disse também que em razão da ordem de Satoshi ela tinha dado trabalhos fáceis para todos eles.
Satoshi pediu para ver os ex-viciados e então uma Miya animada se ofereceu para levar Satoshi para uma caminhada até eles.
Ela então conduziu Satoshi pela mão para fora da 'Instant Fortress' feliz e orgulhosa por ter a oportunidade de mostrar a ele a cidade na qual ela vinha trabalhando por uma semana inteira.
Pelo que ela disse a ele, agora que os primeiros tributos das vilas ao redor da cidade chegaram, a questão da escassez de alimentos foi completamente resolvida.
A Instant Fortress tinha meios de gerar alimentos por magia, mas não o suficiente para mais de 10 mil pessoas, muito menos quando havia entre os que deviam ser alimentados várias centenas de Ogres e dezenas de Trolls.
Miya comentou com Satoshi que cerca de um terço dos alimentos consumidos na cidade eram retirados da Instant Fortress que tinha vários itens mágicos que geram alimentos em grande quantidade e variedade, indo de frutas a peixes e da água ao conhaque.
Outro terço era produzido por parte dos habitantes da cidade que não estavam trabalhando na construção dela, eram principalmente carne de caça e pesca, mas também havia muitas frutas, raízes e nozes coletadas na floresta ao redor.
Segundo Miya, a agricultura já estava sendo usada, embora, dado o curto período, ainda não tenha dado resultados práticos, sendo que as únicas colheitas realizadas até agora foram as que foram obtidas através da magia druídica de algumas convocações de Miya e estas colheitas só tiveram por finalidade a produção e seleção de sementes e mudas de qualidade para as lavouras iniciais.
Miya já tinha começado com os goblins uma grande plantação que iria cobrir toda área ao redor da cidade e agora que os humanos tinham chegado ela tinha delegado aos homens daquela raça a tarefa de continuar a estabelecer a plantação e a comandar os goblins agricultores.
Como a agricultura é muito rudimentar entre os povos da floresta, Miya esperava que os humanos introduzissem melhores técnicas na fazenda.
Mas infelizmente, segundo ela, menos de dez dos dezesseis homens humanos que ela tinha estavam acostumados ao campo, sendo o resto 'ratos de cidade'.
A ideia de Miya, por enquanto, era plantar em larga escala as culturas que já eram praticadas pelos goblins de forma primitiva e limitada. Ouvindo aquilo, Satoshi disse a Miya para fazer uma lista de sementes e afins que ela não tinha no momento para ele trazer aquilo de E-Rantel e melhorar o rendimento da plantação.
Lembro de ter lido que as Plantas que passam por seleção artificial rendem mais que as versões selvagens...
O terço final dos alimentos da cidade era obtido na forma de impostos sobre as vilas vizinhas da floresta.
Segundo Miya, já eram mais de duzentas as vilas com as quais eles tinham entrado em contato e subjugado, estas vilas cobriam quase toda parte sul da Floresta de Tob.
A Companhia América do Batalhão Latino estava responsável por esta parte e cabia a eles descobrir as comunidades, as subjugar e coletar os tributos delas.
Ela disse a Satoshi que no ritmo que as coisas iam, apenas com os crescentes tributos, muito em breve os alimentos seriam abundantes na cidade.
200, hein? Acho que precisarei usar mais alguns Horn of the Goblin General para ter mais tropas...
Satoshi temia que os poucos menos de 500 goblins do Batalhão Latino ficariam sobrecarregados e em problemas por terem que administrar tantas pequenas comunidades vassalas.
Depois que eles saíram da Instant Fortress e andaram um pouco por uma grande área descampada que Miya tinha reservado para grandes projetos no futuro, eles finalmente chegaram no bagunçado anél urbano que era a área construída da cidade.
Aquele Anel era formado por milhares de habitações individuais e construções comunais temporárias, que eram precárias e feitas de madeira. Apesar de pequenas, todas elas tinham um quintal reservado para quando a construção definitiva fosse feita.
Estas cabanas com pequenos quintais estavam mais ou menos organizadas em quarteirões e, apesar de Satoshi não ter visto nenhuma casa decente, Miya havia dito para ele que, embora as casas pelo caminho que os dois fariam estivessem precárias, a décima parte das casas da cidade já estavam aceitáveis.
Ela comentou um pouco aborrecida que foi obrigada a gastar um bom tempo insistindo para os goblins e hobgoblins se dividirem em núcleos familiares pequenos.
Como antes de serem integrados a Famicômia essas pessoas tinham uma vida comunitária primitiva e viviam em cabanas com dezenas de pessoas sempre compartilhando tudo, Miya precisou impor através da força uma mudança de pensamento, ampliando assim o limitado senso de propriedade privada desses primitivos.
No percurso deles através daquelas ruas de terra batida ladeadas por casas de madeira, Satoshi também viu diversas vezes Elder Lichs comandando ogres e goblins nas construções.
Na forma dela de garotinha indigena mesoamericana, Miya, guiava Satoshi pelas mãos através da cidade e ela ficou muito mais animada depois que eles terminaram de passar por aqueles quarteirões feios e finalmente chegaram no destino deles, o Pavilhão Hachi.
Com isso ela poderia mostrar coisas bonitas para o mestre dela.
Miya tinha erguido três pequenos bairros residenciais com especial atenção, naqueles lugares as casas de madeira eram grandes e com fundação de pedra, as ruas estavam em processo de pavimentação com pedras talhadas e em cada um destes três bairros havia uma grande construção destacada em expansão.
Esses três bairros eram onde viviam os Três Reis e onde a elite sob serviço de cada um deles também vivia.
Um dos bairros era Habitado por Guu e seus subordinados, um outro por Ryraryus e seus subordinados e um terceiro, era habitado por Hachi e pelos desistentes dos dois primeiros grupos que tinham se alinhado à aquela glutona Hamster Gigante.
Nos planos de Miya para a cidade, tanto Guu, quanto Ryraryus e Hachi, iam receber a chefia de casas de nobreza na cidade.
Não sei se vale a pena ter nobres aqui… mas por enquanto deixa ela se divertir.
Miya disse que as pedras usadas aqui eram sobras do grande muro que começava a ser erguido a mais de um quilômetro de distância dos muros da Instant Fortress.
Aquele muro era o local de trabalho de quase metade da força de trabalho da cidade e lá trabalhavam goblins, hobgoblins, trolls, nagas, ogres, mortos-vivos além de dezenas de Golens que Satoshi tinha concedido a Miya para construção das muralhas na ocasião da 'Missão Cidade na Floresta'.
Segundo Miya a construção da muralha demoraria pelo menos três meses.
Estou confiante de ser capaz de erguer isso com magia… mas perpetuar isso custaria dinheiro de Yggdrasil demais então é melhor ser paciente, além do que isso também será um aprendizado para Miya.
Se ele resolvesse tudo em um passe de mágica, lição nenhuma seria aprendida pela Eidolon dele. Satoshi pensava dessa forma quando disse não ao convite de Miya de ver a muralha mais tarde.
No entanto, apesar de não ajudar com magia a garotinha caminhando de mãos dadas com ele na difícil tarefa que ela enfrentava, apenas por desencargo de consciência, Satoshi decidiu ajudar de outro jeito.
Ele entregou mais algumas dezenas de 'Condensate Alchemical Servant' para que Miya comandasse ao realizar a tarefa dela. Uma sorridente Miya agradeceu bastante ele enquanto prometia dobrar os esforços dela.
Eu conheço três magias de criação de golens… mas como eu farei para substituir os cristais de dados necessários?
Em Yggdrasil, além do material e de ouro, criar golens também exigia um cristal de dados de baixo nível.
Enquanto caminhava pela cidade em construção, Satoshi não pôde deixar de notar que a cidade estava incompleta, mas como Famicômia tinha uma semana de vida ele estava positivamente surpreso.
Satoshi tinha certeza que em menos de um ano, conforme novos habitantes fossem chegando, esta cidade seria uma beleza, tal qual uma pequena e requintada E-Rantel.
Todos os habitantes com quem eles cruzavam caminho durante o trajeto pela cidade, sempre paravam o que estavam fazendo quando viam Miya e imediatamente colocavam a testa no chão em um sinal de respeito e submissão.
Foi desta forma, atrapalhando o trabalho diário de todos, que eles chegaram até a Mansão de Hachi, onde a maioria dos ex-viciados trabalhavam.
O Pavilhão Hachi era composto de vários quarteirões cercados por um muro de pedra baixo com telhado em V.
Aquilo era como uma pequena Villa Vip e em seu interior as casas eram mais bem trabalhadas e maiores. A maior das construções ali era também a maior que Satoshi viu até agora na cidade, mas, na opinião dele, não era arquiteturalmente bem feita.
Satoshi só viu os primeiros humanos que buscava aqui quando se aproximou dessa grande casa. Miya tinha informado a ele que a maioria dos humanos raramente saía do Pavilhão Hachi já que eles tinham receio dos outros moradores da cidade.
Foram 97 os humanos viciados resgatados dos Oito-Dedos por Satoshi e todos eles residiam agora em casas que ficavam neste pavilhão. No grupo de humanos, os homens contavam 12 e as mulheres 85.
Satoshi tinha intenção que os humanos fossem uma parte significativa da população da Famicômia e, se tudo ocorresse como Satoshi planejava, aqueles 97 humanos que agora moravam com Hachi seriam apenas os primeiros de muitos humanos a chegar na cidade dele.
A maioria dos colonos homens daquele grupo de humanos estava trabalhando em posição de gerência na fazenda em uma área externa da cidade, já as mulheres, estavam todas dentro do Pavilhão trabalhando assiduamente para transformar através da costura os tecidos looteados dos Oito-Dedos nos vários itens solicitados por Miya.
Miya tinha posto os humanos para viver com Hachi pois a hamster tinha menos subordinados que os outros dois membros dos Três Reis, além de ser mais gentil que eles e acima de tudo pelo fato dela já gozar de grande respeito por parte dos humanos.
Satoshi soube que quando os humanos souberam que aquela roedora gorducha e gigante era o Sábio Rei da Floresta eles ficaram muito mais calmos e tranquilos, até mesmo encantados.
O Sábio Rei da Floresta tinha muito boa fama na humanidade sendo até celebrado localmente como um benfeitor durante o festival da colheita por manter os monstros afastados das vilas.
Satoshi pediu a Miya que agrupasse todos os 97 humanos em um dos salões da grande e vazia construção que servia de 'Mansão' para Hachi.
Como os homens estavam fora na fazenda e demoraria um pouco até que eles fossem trazidos aqui, Satoshi decidiu ir adiantando a tarefa dele e optou por falar primeiro com as 85 mulheres.
A primeira tarefa de Satoshi aqui era verificar como estes colonos estavam indo na nova casa deles.
Conversando com as mulheres, ele ficou feliz em saber que em sua maioria todas elas estavam muito bem adaptadas.
O fato delas terem sido curadas e tratadas dos ferimentos e doenças delas com zelo e cuidado, de terem sido livradas por anjos dos malditos vícios que anteriormente tinham reduzido elas a uma vida sub-humana e, também, o fato de até agora serem respeitadas neste novo ambiente que viviam ajudou muito para que elas tivessem uma boa impressão de Miya e de Famicom.
Estava claro para maioria delas que o futuro delas não seria desolador como se podia esperar. Mas algumas delas tinham dependentes ou pessoas queridas na cidade e estavam aflitas para voltar lá.
Assim que o último dos homens tinha chegado, Satoshi então começou a segunda tarefa dele ali.
Como estes 97 humanos assistiram a Operação Yubizume, Satoshi não podia permitir que eles voltassem a viver em E-Rantel, tendo em vista que agora eles sabiam demais.
Ele daria a eles então duas opções: ou eles presenteavam as pessoas cuja separação os afligiam com 2 moedas de ouro através de Satoshi ou iriam brevemente com Satoshi a E-Rantel para convencer aquelas pessoas a virem viver aqui com eles.
Satoshi deixou claro que haveria consequências sérias se algum deles fugisse dele enquanto eles estivessem na Cidade Humana ou se falassem demais para a pessoa que estavam indo buscar.
Enquanto cada um dos colonos considerava o que faria, Satoshi começou a planejar uma longa operação com ajuda de Tsuki, Tantalle, Mirella, Pazuka e outras três escravas de confiança da Instant Fortress que foram recomendadas por Tantalle.
Satoshi tinha trago essas sete para o Pavilhão Hachi através de magia de transição e elas pareciam determinadas a serem úteis nessa missão.
Depois que ele explicou as coisas para as sete ajudantes e fez alguns planos com elas, ele voltou a atenção para os Colonos que estavam conversando entre si.
Apenas 25 colonos decidiram ir com Satoshi para E-Rantel e 38 decidiram presentear um ente querido com o Ouro.
Entendo… um terço destes humanos estão sozinhos no mundo e não tem ninguém.
Não era de todo inesperado que 34 destes colonos não tivessem laços fortes na cidade, mas Satoshi pensou que eles ao menos iam enviar ouro a um conhecido distante através de Satoshi, tal qual, ele desconfiava, alguns poucos colonos espertinhos fizeram.
Depois de registrar tudo que precisava com eles, Satoshi então abriu um portal para um ponto seguro perto da entrada dos esgotos, um lugar que sempre usava para chegar a Manzu.
Depois de isolar o local com uma ilusão, ele fez meia centena de convocações de monstros da raça humana com uma magia [Summon Ally].
Depois disso ele distribuiu como escoltas essas convocações entre Tsuki e as Escravas da Instant Fortress, delegou para duas das escravas e para as escoltas delas a tarefa de distribuir o ouro pela cidade.
Para cada um dos cinco esquadrões restantes, Satoshi atribuiu a missão de realizar os encontros dos colonos com as pessoas queridas que eles queriam trazer a Famicômia.
Ele então enviou cada um dos cinco esquadrões atráves da cidade com um dos casos em mãos para resolver. Cada vez que um esquadrão retornava ele recebia outro caso e partiam novamente.
Toda aquela operação complexa durou apenas cinco horas, sendo que, incrivelmente, o último a terminar o serviço foi um dos esquadrões que distribuía ouro.
Infelizmente, nem tudo deu certo durante a operação, tendo ocorrido várias complicações.
Houve dois casos de tentativas de fuga por colonos, no caso mais grave uma mulher colona quase pôs tudo em risco ao pedir ajuda a um guarda no meio de uma rua cheia dizendo aos berros que estava sendo mantida prisioneira por monstros.
Nesse caso, os Nibelung Warrior convocados tiveram que nocautear os guardas e fugir com a mulher delatora e com Tantalle debaixo dos braços através dos telhados das casas enquanto abaixo deles os guardas apitavam e enxameavam.
Quando ouviu sobre isso, Satoshi ficou tão puto que pediu a Tantalle para dar uma surra de tapas na cara daquela mulher antes de curá-la e a enviar novamente para pegar os pais idosos.
Ele ficou seriamente tentado a deixar os pais dela aqui em E-Rantel, mas como ela ficou implorando chorosa dizendo que eles eram velhos e doentes e não podiam ficar longe dela, Satoshi deu uma segunda chance para ela.
Se ela realmente quisesse o bem dos pais, os teria levado a Famicômia onde eles seriam curados por Miya e não teria feito uma idiotice como arriscar tudo com aquele show de mau gosto no mercado.
Afinal foi Miya que removeu daquela própria mulher o vício em drogas dela e as doenças venéreas que ela tinha ganho trabalhando em uma casa de drogas na função de puta barata para pagar uma dívida desnecessária que contraiu com o consumo de drogas.
Aquela mulher foi realmente incompreensível para Satoshi.
Um outro caso problemático, foi um caso estranho onde Tsuki avaliou que um colono homem que foi entregue a ela e que deveria ter vindo buscar um ente querido dele estava agindo de má fé se aproveitando da gentileza de Satoshi.
Tsuki disse para ele que o colono em questão queria fazer com que Tsuki forçasse uma mulher a voltar com eles para que assim ela pudesse viver com o colono na Famicômia como a esposa dele.
A questão era que aquela mulher era casada com outro homem, tinha filhos com o marido dela e também desprezava muito o colono, um desprezo que tocava o ódio e que aparentemente era bem fundamentado.
Claramente, o colono tinha um amor não correspondido e estava desejando usar Tsuki para cometer um sequestro nupcial.
Neste caso, novamente, Satoshi ficou puto, mas dessa vez ele ficou tão puto que ele mesmo deu uma surra no homem e deixou ele com os joelhos virados, deitado no chão e sem cura até o fim da operação.
Também houveram três casos em que as escravas e os Nibelung Warrior convocados precisaram fazer ações violentas ou invasão de propriedade para trazer rapidamente os dependentes para Famicômia.
Em um dos casos eles tiveram que invadir um posto da guarda e em outro uma igreja.
Porém foi o último destes casos que mais moveu Satoshi, ele se entristeceu tanto com aquele caso que ele se ajoelhou para pedir desculpas às vítimas, que eram uma mãe e uma filha.
A criança tinha sido usada como brinquedo desde a manhã do dia de ontem por um vizinho filho-da-puta. Aquele homem se aproveitou que a mãe da menina não retornou do trabalho noturno e das notícias de desaparecimento no local de trabalho da mulher para aprisionar e abusar sexualmente da jovem garota que tinha presumivelmente se tornado órfã.
Satoshi se sentiu muito culpado por isso já que, no fim de tudo, isso foi totalmente culpa dele que decidiu ontem que ia adiar em um dia essa operação de resgate em E-Rantel.
Como um desculpa para mãe e filha, ele ordenou a Tsuki que aquela mulher chamada Valenzia e a filha dela chamada Prina, fossem levadas a Instant Fortress onde deveriam viver como convidadas a partir de agora.
No fim das cinco horas gastas com esta operação, quando o último esquadrão dedicado à entrega das moedas de ouro retornou, Satoshi deu por encerrada aquela cansativa mobilização e enviou todo mundo de volta à Famicômia.
Mas antes de fazer isso, ele deu instruções a Tsuki sobre como proceder do outro lado do portal e como lidar com os resultados da operação.
Como resultado daquele dia agitado, 44 novos colonos, entre eles muitas crianças, alguns velhos doentes e uns poucos adultos, foram enviados à Cidade da Famicômia onde viveriam a partir de agora.
Depois que o portal que levava até Famicômia se fechou e todos eles foram embora, Satoshi fez questão de pedir aos Nibelung Warrior que trouxessem até ele o homem que abusou da jovem Prina.
Aquele homem abusou daquela garotinha de apenas 10 anos no momento de maior dificuldade da vida dela.
A menina Prina que ingenuamente bateu na porta daquele homem procurando por ajuda já que a mãe dela não voltou para o barraco delas e as pessoas da rua não paravam de comentar sobre mil pessoas terem desaparecido na cidade, foi posta para dentro da casa dele com palavras de conforto apenas para ser presa e abusada repetidamente por ele do dia de ontem até a chegada de Tsuki hoje.
Quando os Nibelung Warrior trouxeram o homem na frente dele, Satoshi o espancou por alguns minutos, mas se cansou rápido pois era um saco ter que reduzir a força cada vez que batia nesse merda porque senão esse lixo poderia morrer.
Ele então arrastou o corpo quebrado e amassado do homem pelo pé brutalmente até a entrada dos esgotos.
Assim que ele entrou nas trevas dos esgotos, que era um dos domínios dele, Satoshi dispensou a magia que convocou os Nibelung Warrior e também uma outra magia de ilusão que até agora vinha mantendo a área ao redor daquela entrada oculta.
"Vamos falar com Manzu…"
- PARTE SETE -
Ascendendo do Esgoto ao Palácio
Depois de entregar aquele homem nojento, que tanto o tinha enfurecido, a Manzu e de ter dado ao Vampire Knight a ordem para atormentá-lo tanto quanto possível antes de convertê-lo em um Manzuri, Satoshi passou alguns minutos com Manzu nos esgotos.
A Maligna Ordem dos Manzuri já tinha membros na casa dos três dígitos e o número de membros dela continuaria crescendo pelos próximos nove dias, seria apenas naquele momento que Satoshi ia revelar a Maligna Ordem dos Manzuri a E-Rantel, ele então esperava que a cidade tomasse medidas imediatas para eliminar a Ordem realizando uma mobilização geral dos aventureiros e das tropas da cidade.
Seria durante os eventos de Subjugação dos Manzuri que Satoshi planejava alcançar os objetivos desejados por ele ao planejar isso tudo, esses objetivos eram três:
Aumentar o Ranking de Atari como Aventureiro, aumentar a estima de Re-Estize pelo embaixador Kuro das Luzes Tortuosas e, tanto quanto possível, impressionar Lakyus favoravelmente, facilitando assim as coisas para que Satoshi tivesse o caminho dele com aquela beleza.
Como ele já estava nos esgotos, Satoshi aproveitou para informar a Manzu que 100 dos bandidos dos Oito-Dedos capturados durante a Operação Yubizume seriam cedidos para a homunculi Dread Necromancer Tsuki que os buscaria aqui mesmo pela manhã através do Vampire Lord Nigurath.
Aqueles 100 bandidos iam se tornar os insumos que Satoshi prometeu a Tsuki para os experimentos dela com a Graveyard Queen Lady Verminose.
Como Manzu pareceu ficar um pouco triste com a retirada de parte do potencial da Ordem que ele liderava, Satoshi decidiu finalmente informar a ele que ele tinha obtido no cemitério várias centenas de elites Skeleton e elites Zombie, além de dois Skeletal Dragon e quatro Necrosome Giants.
Aqueles mortos-vivos seriam dados integralmente para a Maligna Ordem dos Manzuri como um presente para que eles cumprissem melhor o objetivo de vida deles no futuro.
Manzu ficou tão agradecido por ter recebido um presente do mestre dele que chegou a se ajoelhar e fazer uma renovação de juramentos de lealdade a Satoshi.
Apesar de Satoshi achar aquilo um momento muito vergonha alheia, ele deu corda e aceitou o juramento do vampiro.
Manzu é tão dedicado que até dá um pouco de pena eu ter que sacrificar ele…
Isso dito, Satoshi não voltaria atrás na decisão de sacrificar esse vampiro, afinal ele lucraria muito com isso, ganhando uma insígnia de Adamantina e promovendo a cidade dele frente a E-Rantel.
Além disso, eu vou poder me aproximar de Lakyus e, quem sabe, no futuro, ser capaz de me afogar nos perfumados líquidos íntimos dela...
Diante dessas recompensas, o que era a vida do dedicado Manzu?
No entendimento de Satoshi, nada.
Manzu uma vez foi Ferum e junto com a Escritura da Luz Solar dele, ele matou centenas de aldeões por aqui, mesmo mulheres e crianças, pessoas comuns, honestamente, ele vale menos do que o que eu cago quando vou à latrina...
Embora ele estivesse pensando tais coisas, quando Satoshi se despediu do Vampire Knight ele fez aquilo do mesmo jeito educado de sempre.
Atrás de um Satoshi que partia, um Manzu completamente orgulhoso por servir Satoshi e por ser estimado por ele a ponto de receber presentes, comandava os subordinados para separar 100 humanos para serem coletados amanhã de manhã.
Enquanto saía dos esgotos Satoshi fazia algumas considerações.
Aquele tal Nigurath também me irrita muito… o jeito que ele é próximo a Tsuki, a ponto dela sempre escolher ele para usar como cadeira, imperdoável!
O Vampire Lord Nigurath uma vez foi Nigun Grid Luin, o capitão da Escritura da Luz Solar, e também foi aquele que comandava Ferum durante os massacres de aldeões.
Por conta disso, aos olhos de Satoshi, ele merecia uma punição pior que aquela que Manzu teve, Nigurath não merecia de forma alguma o prêmio que recebeu da homunculi dread Necromancer Tsuki, que agraciou as costas dele como o local de repouso da maravilhosa bunda dela.
Não posso perdoá-lo por isso...
Satoshi gastou o tempo dele pensando em como se livraria de Nigurath sem entristecer Tsuki que perderia uma peça de mobília e um dos 'cães indignos' dela.
Ele não poderia pedir a Tsuki de forma direta que se livrasse de Nigurath pois, além disso ser um pedido de mau gosto, ficaria muito óbvio que ele tinha um grudge com Nigurath e estava prejudicando o servo dela.
Devo fazer dele um KIA, a questão é quem neste mundo pode matar um Vampire Lord de nível 54?
Ele não tinha encontrado, até agora, ninguém que fosse capaz disso. Então, por agora, ele decidiu abandonar esse tema.
Satoshi, que durante todo este tempo esteve na bem moldada forma de Greater One dele, conjurou a magia de ocultação [Perfect Unknowable] e a magia de voo [Fly] e saiu dos esgotos, fazendo isso através da mesma entrada pela qual ele tinha usado para entrar ali alguns minutos atrás.
Satoshi então começou a voar lentamente sobre E-Rantel.
Ele só fazia isso tão abertamente no céu noturno da cidade, porque os habitantes daquela cidade eram todos de nível baixo e, portanto, incapazes de contrariar a magia de ocultação de 9º Nível que ele estava usando.
Alguém precisaria ser pelo menos um especialista em adivinhação nos níveis superiores ou ser alguém que detinha um item muito acima do padrão de poder da cidade para negar os efeitos daquela magia.
Satoshi não acreditava que houvesse uma única pessoa assim aqui nesta cidade.
Isso dito, mesmo que existisse tal pessoa aqui, ele ainda tinha seu anel anti-divinatório e seria difícil que, uma vez superado o [Perfect Unknowable], alguém visse alguma das coisas comprometedoras dele.
Claro, neste mundo havia mecânicas estranhas que ele mesmo desconhecia, como, por exemplo, os talentos.
Mas E-Rantel não tinha lá muitos Detentores de Talento e dificilmente haveria alguém com algo tão específico como ter uma visão que permitisse ver através de [Perfect Unknowable].
Além disso, seria ainda mais improvável que esse hipotético alguém que se enquadre nesses pré-requisitos estivesse olhando para a parte do céu onde Satoshi voava naquela noite.
Enquanto voava devagar e despreocupado acima da cidade, Satoshi, pela primeira vez, admirou com cuidado a grandiosidade de E-Rantel e de suas três camadas de muros maciços.
Espero que a Famicômia chegue nesse nível no fim do próximo ano...
O não muito modesto Satoshi realmente desejava construir em menos de dois anos, uma cidade do porte de E-Rantel, que levou séculos para ser levantada.
Os prédios mais altos de E-Rantel ficavam na Vila Vip, que por sua vez também ficava em uma colina, o que dava aquela área um ar ainda maior de grandiosidade.
A Villa Vip por sinal era o destino do voo de Satoshi sobre a cidade naquela noite.
Satoshi circundou o segundo maior prédio residencial da cidade, que era onde o Prefeito residia, enquanto voava pelo céu ele estava atento às janelas do prédio.
Como fato de curiosidade, o maior prédio residencial da cidade era um palácio reservado para as visitas da realeza a E-Rantel, visitas essas que, devido às Guerras Anuais com o Império, vinham acontecendo todo ano.
Depois de circular por completo a Residência do Prefeito, Satoshi finalmente viu em uma grande janela aquilo que vinha procurando por todo este tempo.
Isso é, ele finalmente viu um homenzinho verde fumando um charuto fumacento.
Depois que encontrou o objetivo dele, Satoshi se aproximou voando dos fios de fumaça de fumo e depois de confirmar que aquele era o cômodo certo, Satoshi passou cuidadosamente pelo homenzinho verde e entrou naquele cômodo pela janela.
Assim que ele entrou no cômodo uma voz soou.
"... Famicom-sama?"
Um garoto adolescente de cabelo curto tingido de loiro e um extravagante manto de mago na cor vermelha com estampas de flores azuis falou com Satoshi.
Satoshi pensou inicialmente que o garoto percebeu a chegada dele, mas como o garoto olhou o relógio e suspirou, voltando a olhar os papéis e continuando a tarefa que fazia antes, ele concluiu que o jovem tinha apenas dito aquilo ao vento, não tendo notado ele de verdade.
Satoshi desfez a magia de ocultação para poder ser ouvido e visto com clareza pelo jovem.
"Sim, Kuro, já cheguei. Confio que já isolou o quarto?"
Kuro pareceu surpreso pela aparição de Satoshi, apesar dele estar esperando a chegada de Satoshi, Satoshi ainda era o estimado criador dele e por isso ele se ajeitou na cadeira antes de responder composto.
"Correto, Famicom-sama. Fiz o meu melhor para isolar o quarto, os guardas e aventureiros do lado de fora não poderão nos perceber."
De fato, agora que estava dentro do aposento, Satoshi não podia sentir o exterior dele com seus sentidos. O homunculi Wizard Kuro deve ter usado Over Magic para usar uma magia de 6º Nível na ilusão que pôs no quarto.
Ilusões não se resumem a 'enganar os olhos'.
Em Yggdrasil, com ilusões de alto nível era possível alterar praticamente toda percepção da realidade de um alvo, até mesmo falseando dados. De forma que ilusionistas de nível alto eram, normalmente, formidáveis adversários.
Infelizmente Kuro era de nível baixo, tendo apenas Nível 38, portanto não tinha acesso às boas magias de Ilusão de nível superior, mas ainda assim ele podia se virar muito bem em uma cidade de baixo nível como essa.
Kuro ofereceu a poltrona de destaque do quarto de hóspedes para Satoshi e ficou ele mesmo no chão sobre um joelho, junto com os sete goblins do Esquadrão K presentes, o que também incluía o fumante da janela.
Depois de se sentar naquela poltrona e cruzar as pernas de forma masculina, Satoshi olhou para os enviados diplomáticos que tinha despachado para esta cidade.
Espero que eles estejam fazendo bem… a verdade é que nos últimos três dias eu agi de forma muito irresponsável ao deixar tudo nos ombros desse garoto.
Quando Satoshi soltou o homunculi Wizard aqui em E-Rantel, ele tinha orientado Kuro a se introduzir a Panasolei com uma frente forte, mas respeitosa.
Ele também deu a Kuro alguma margem para estabelecer negociações por si próprio, além de orientar Kuro a sempre manter contato com Tsuki e Miya, e principalmente, só entrar em contato com Satoshi em caso de necessidade.
Satoshi estava curioso para saber o que Kuro obteve nestes três dias em que esteve negociando sozinho com a cidade de E-Rantel, mas antes disso tinha algo a perguntar.
"Você fez tudo que pedi com a comitiva de Magos do Império, Kuro?"
Segundo o que o Mago Imperial Vux tinha dito para Satoshi hoje de manhã, o encontro da comitiva dele com o diplomata da Famicômia ia ocorrer durante a tarde, como agora era de noite, Satoshi queria saber dos resultados.
Ainda estando sobre um dos joelhos no chão em frente a Satoshi, Kuro respondeu ele.
"Parcialmente, Famicom-sama. Eu felizmente obtive uma opinião muito favorável do Vice-Ministro de Magia do Império com relação a mim e ao mestre Famicom. Ele ficou particularmente encantado com a informação de que Mestre Famicom tem outra discípula humana que é tão capaz como eu e que Famicom-sama é um mago de 6º Nível..."
Kuro explicou longamente para Satoshi sobre o encontro dele com Anather Vux e os sete alunos da Academia Imperial de Magia que viajavam com o velho mago.
Satoshi tinha pedido a Kuro que encantasse verbalmente Vux, que era um viciado em magia, com elogios as capacidades arcanas da Famicômia e tinha pedido também que ele desse a entender que uma proposta de aliança entre o Império e a Famicômia seria muito bem recebida pelo Mestre de Kuro, Famicom, caso a ideia viesse do Império.
Infelizmente, o anfitrião Panasolei esteve presente durante todo o encontro dos dois, junto com as três das Rosas Azuis que faziam a segurança dele, estando todos os quatro muito atentos à conversa de Kuro e Vux.
Por conta disso, Kuro pôde apenas insinuar a Vux que uma aliança em 'prol da magia arcana' seria mais do que esperada entre os dois países dado o interesse que ambas as nações demonstram no tema.
A verdade é que boa parte da Floresta de Tob estava a leste das montanhas Azerlisia em uma área que o Império clama possuir embora segundo Miya, com exceção de uma forte exploração de madeira no despovoado extremo nordeste da Floresta, os humanos do leste não estavam presentes de forma significativa em lugar nenhum na floresta.
Satoshi queria obter o reconhecimento da cidade dele como a inquestionável Soberana da Floresta de Tob assim que iniciasse as relações com o Império.
Satoshi iria exigir que o Império abandonasse qualquer clamor sobre Tob e sobre as vilas humanas nas imediações da floresta e, em troca, ele ofereceria ao Império de Baharuth uma Aliança estratégica com a Famicômia.
Mas esse assunto deveria ficar para o futuro.
No presente momento, Satoshi estava voltado para Re-Estize, já que oficialmente a Famicômia estava se esforçando para dar os passos iniciais e estabelecer relações diplomáticas com aquele país.
Segundo a intel que Satoshi pôde coletar até agora, Re-Estize era uma nação muito aquém do Império e da Teocracia, sendo a nação mais bagunçada da região.
Por Re-Estize ser um país tão frágil e instável, Satoshi tinha planos ambiciosos para aquele país a longo prazo.
Uma vez que as relações entre com Re-Estize fossem estabelecidas, Satoshi planejava gradualmente ganhar influência interna em Re-Estize até o ponto onde pudesse influenciar decisivamente as decisões nacionais daquele país.
Para fazer isso ele contaria com o apoio que compraria ou conquistaria entre os alguns dos muitos detentores de poder que governavam esta nação descentralizada.
A longo prazo, Satoshi planejava influenciar Re-Estize até um ponto onde este país pudesse ser considerado um fantoche dele.
"Faça seu relatório em relação a Re-Estize, Kuro."
Depois que Kuro terminou de falar sobre o encontro dele com o enviado do Império, ele começou a narrar a estadia dele aqui em E-Rantel como um enviado diplomático da Famicômia.
"Como deseja, Famicom-sama. Nestes três dias me encontrei com o líder da cidade humana e seus oficiais quatro vezes. No primeiro dia eu ofereci a ele, conforme ordenado por Famicom-sama, os vários que me foram confiados presentes para celebrar nosso primeiro encontro, naquele dia nós discutimos apenas questões básicas sobre nossas cidades para termos um correto entendimento um do outro. No segundo dia, nós nos encontramos duas vezes, na primeira nós discutimos possibilidades de cooperação no futuro e uma possível visita de enviados de E-Rantel para Famicômia, o que eu..."
O report foi um pouco longo, mas Kuro pareceu ter, pelo menos, conquistado a curiosidade de Panasolei, que chegou a pedir para a cidade de Satoshi receber uma delegação de E-Rantel.
Mas aquilo foi negado porque a Famicômia é um 'Santuário Sagrado na Floresta' e pessoas de fora não devem ter livre acesso à cidade.
Isso foi obviamente uma mentira inventada por Satoshi de antemão. A verdade é que a atual bagunça da Famicômia causaria risos aos humanos acostumados com cidades bem organizadas como E-Rantel.
Por causa dessa bagunça, Satoshi não permitiria a entrada de visitas, pelo menos durante os próximos meses enquanto as coisas se ordenam.
Depois que Kuro terminou o longo relatório, Satoshi pensou um pouco sobre o que ouviu e perguntou a Kuro algo que percebeu nas palavras do homunculi e que o incomodava.
"E qual você acha que é a intenção dele para nossa pequena cidade?"
"Eu acredito, Famicom-sama, que ele está apenas nos mantendo em espera enquanto procura orientações na capital. Não penso que ele tenha qualquer grande opinião sobre nós e, temo que, dependendo da resposta que ele obter na capital humana, ele talvez nos traia, desrespeite ou ataque."
"Entendo."
Foi mais ou menos o que Satoshi pensou que aconteceria.
Que a cidade dele, a despeito de toda informação e sinais que Satoshi ofereceu, fosse subestimada pelos humanos.
Um dos motivos de Satoshi preparar a Maligna Ordem dos Manzuri foi para mostrar a E-Rantel que Kuro era poderoso. A ideia de Satoshi era que fosse Kuro a derrotar Manzu e seu exército de Zombies, Skeletons e Vampire-kin e salvar heroicamente esta cidade humana.
Aquilo faria com que o Prefeito daqui ficasse alerta sobre o explosivo poder de Kuro e da Famicômia depois que ele testemunhasse o show de fumaça e luzes de onde Kuro ia emergir vitorioso.
Mas no meio do caminho um problema inesperado apareceu para prejudicar os planos de Satoshi.
Esse problema era Evileye.
Evileye possivelmente está em uma liga muito superior a Kuro… ela vai roubar o papel principal de salvador!
Kuro pode ser ofuscado durante a batalha daqui a nove dias se Evileye estiver aqui.
Merda! Talvez ela possa até mesmo descobrir que a Ordem é falsa e que o conflito foi ensaiado!
Satoshi considerou que teria que remover Evileye temporariamente da cidade, ou pelo menos deixar a vampirinha ocupada e fora de vista, durante a Operação de Subjugação dos Manzuri.
Mas, enquanto eu me ocupo de Evileye, alguém vai precisar fazer o papel de Atari…
Satoshi concluiu aquilo.
Cedo ou tarde ele teria que ter um servo fazendo um dos muitos papéis que ele assumiu neste mundo.
Ele já tinha concluído isto antes quando percebeu a necessidade de ter Atari e Commodore se enfrentando na frente das Rosas Azuis para poder deixar a figura de Atari fora de qualquer suspeita em relação aos numerosos desaparecimentos dos Oito-Dedos.
Um simples Doppelganger já seria o suficiente para fingir ser Atari... bom, acho que está decidido, meu primeiro monstro perpetuado neste mundo vai ser um Doppelganger.
A persona de Atari inventada por Satoshi era um mísero mago capaz de conjurar o 4º Nível de Magia Arcana (capaz do 5º Nível para o pessoal de Vux), ou seja, Atari era um fraco.
Para simular Atari, Satoshi não precisaria nem mesmo gastar uma fortuna para conjurar permanentemente um Great Doppelganger, que é um monstro de nível muito alto e sendo portanto muito caro para perpetuar com a classe Planar Trader.
Se Satoshi convocasse permanentemente um Doppelganger comum isso já seria mais do que o suficiente para simular um Atari de até Nível 40.
Depois de decidir fazer essa convocação no futuro, Satoshi começou a explicar a Kuro, ou melhor, Kuro das Luzes Tortuosas, o plano para os próximos dias e o que ele queria que o homunculi Wizard fizesse.
Ele ficou falando com Kuro por vários minutos, em um ponto o assunto tocou os Aventureiros de Adamantina que Kuro já conhecia.
"Aquela aventureira mascarada é assim tão poderosa, Famicom-sama?"
"Sim, Kuro. Ela esconde a real figura dela com itens, mas ela é uma vampira de nível 51."
"Compreendo… isso explica como ela pôde notar os dois High Wraiths que a irmãzinha Tsuki me emprestou para a missão e obrigar eles a se afastarem dela para não serem abordados."
Neste exato momento em que eles conversavam, Evileye e Gagaran estavam de guarda na porta de Kuro junto com os guardas do prefeito.
Lakyus estava guardando o próprio prefeito.
E Tina e Tia não estavam no prédio, provavelmente encarregadas da investigação sobre o sumiço massivo dos bandidos Oito-Dedos.
"Se ela é tão poderosa assim, talvez fosse bom nós a eliminarmos durante os eventos para evitar problemas futuros..."
"Isso não será necessário. Já tenho planos para ela durante os eventos e após eles quero converter ela para uma valiosa aliada nossa. Apesar da aparência de garotinha dela, ela é uma velha e sabe muita coisa sobre o passado desta terra, por isso eu terei longa conversas com ela no futuro."
"Como esperado de Famicom-sama! Sempre considerando todas as coisas!"
Kuro elogiou Satoshi sem motivo, como ele sempre fazia, e por isso deixou Satoshi sem jeito.
"Nem tanto, nem tanto… diga Kuro, e quanto aos Aventureiros de Adamantina da equipe Oito Ondulações que faziam a escolta de Vux? Como eles eram comparados a Rosas Azuis?"
"Não sou um especialista em avaliar pessoas, Famicom-sama, mas acredito que eles eram melhores que as escoltas do prefeito apenas pela quantidade e não pela qualidade."
"Sei, sei, afinal, eles são um Grupo grande, composto pelo incrível número de Oito Aventureiros… diga Kuro, havia mulheres entre eles?"
Satoshi perguntou aquilo na expectativa de que entre aquele grande grupo de Aventureiros de Adamantina do Império houvesse uma mulher que alcançasse os joelhos de Lakyus.
Era uma marca muito elevada e difícil para alguma outra mulher alcançar, mas como a Equipe Oito Ondulações era uma equipe de Aventureiros de Adamantina, ou seja, pessoas poderosas que desafiam os limites, talvez fosse possível que houvesse uma mulher que chegasse aos joelhos de Lakyus entre eles.
"Mulheres, Famicom-sama? Não havia nenhuma dessas, os oito aventureiros daquele grupo eram todos homens."
No entanto, apesar de sua expectativa alta, para infelicidade de Satoshi, havia apenas machos naquele grupo.
Um Grupo de Aventureiros de Adamantina com oito homens… Isso é desesperador! Posso apenas imaginar o fedor grosseiro de homens fortes que esse grupo solta, santa piedade...
Satoshi se imaginou em um beco, cercado por Oito Aventureiros de Adamantina brutamontes iguais a Gagaran, só que, diferente do bom perfume de Gagaran, eles fediam tal qual Tibur, tinham a cara feia de Khajiit e, entre as pernas deles havia algo assustador pendurado assim como com Reed.
O inferno seria melhor que uma tragédia dessas!
Satoshi balançou a cabeça violentamente transtornado com aquela imagem que se formou na mente dele sem motivo.
"Algo errado, Famicom-sama?"
"Nada Kuro, estava apenas fazendo algumas conjecturas por mim mesmo, pensando nos piores cenários onde eu poderia estar, pensando em situações de catástrofe."
"Fabuloso! Famicom-sama é tão brilhante que considera até mesmo as impossíveis chances de seus planos darem errado..."
Enquanto Kuro falava uma bajulação qualquer, Satoshi sentiu que alguém tentava com muita dificuldade olhar para ele a partir do teto do palácio do prefeito.
No início ele não entendeu o que foi essa sensação, mas depois de olhar para o teto por quase um minuto, ele tinha entendido o que aquilo queria dizer.
"Algo errado, Famicom-sama?"
O humunculi Wizard Kuro perguntou a Satoshi preocupado já que além de Satoshi não estar reagindo envergonhado às bajulações dele como Satoshi sempre fazia, o criador dele também passou a ignorar ele e olhar intensamente para o teto.
"Não é nada sério, Kuro. É que eu apenas acabei de ver um rato tentando xeretar onde não deveria."
Kuro então acompanhou o olhar de Satoshi e depois de considerar ou perceber algo ele fez uma cara de surpresa e raiva e começou a ensaiar uma magia.
"Não faça nada Kuro. Deixe para mim."
Satoshi tinha percebido graças ao anel dele, que alguém estava tentando espionar sem sucesso a sala onde estavam.
Uma vez que Kuro o obedeceu e parou de fazer o movimento que fazia, Satoshi fez o seu próprio movimento.
"[Boost Magic: Counter Divination], [Maximize Magic: Mark of Intrusive], [Boost Maximize Magic: Pursue Scout]!"
Satoshi então lançou essas três magias básicas de contra-espionagem melhoradas com talentos mágicos. Ele teve que melhorar elas pois eram todas de nível inferior ou intermediário, tendo portanto pouca chance de sucesso.
Como ele era basicamente um Convocador, Satoshi tinha poucas magias de Adivinhação e Anti-Adivinhação disponíveis, para ser mais claro, ele tinha no máximo o básico esperado para alguém do nível dele.
O certo seria ele usar magias de alto nível através dos pergaminhos consumíveis no inventário dele, mas, apenas para efeito de aliviar a consciência dele antes de queimar recursos limitados e não renováveis, Satoshi lançou essas três magias fracas da lista de magias conhecidas dele.
Por estar pensando assim, Satoshi se surpreendeu muito quando obteve o melhor resultado possível com aquelas três magias que de tão fracas que eram, se ele pudesse, ele as desaprenderia para poder aprender outras mais úteis.
Não pode ser… funcionou perfeitamente!
O fato destas magias de nível baixo terem funcionado tão bem evidenciava que o outro lado era um amador nisso ainda pior que ele.
"Kuro, estou indo agora lidar com isso. Vocês têm feito um bom trabalho, para o futuro vocês apenas fiquem mais atentos com ratos e façam as tarefas que nós combinamos a pouco."
Tendo recebido de uma das magias que lançou uma noção clara de onde o bisbilhoteiro estava, Satoshi se despediu do grupo de Kuro, se ocultou com magia e voou pela janela.
Era tarde da noite quando ele corajosamente voou rumo ao exterior dos muros de E-Rantel para enfrentar aquela que foi a primeira coisa desde que veio a este mundo que lhe deixou com a desagrádavel sensação de estar sendo ameaçado.
- PARTE OITO -
Batalha com o Comando Delta
Satoshi voava devagar pelo céu noturno indo na direção em que a magia dele apontou estar o bisbilhoteiro que tentou espiar a conversa dele com Kuro na casa do prefeito.
Graças ao trabalho conjunto das magias [Pursue Scout] e [Mark of Intrusive], Satoshi além de saber a posição do bisbilhoteiro ainda tinha acesso a uma estranha visão periférica que, felizmente, não compromete a visão original dele.
Essa visão periférica era centrada na pessoa que foi marcada com [Mark of Intrusive] e graças a esse campo de visão adicional, Satoshi podia ver em tempo real um raio de cinquenta metros ao redor do bisbilhoteiro.
Ela é realmente uma beleza… mas por que ela se veste desse jeito? Vestida assim ela está pedindo para pegar um resfriado...
O que ele via agora com essa visão periférica dele era uma mulher de longos e cheios cabelos azuis presos em caudas gêmeas e que, apesar de estar estar cercada por várias pessoas e de estar ao ar livre, estava vestindo um sensual conjunto de roupa de dormir de duas peças que expunha muita pele e que em nada aquecia ela ou a protegia do sereno da noite.
Aquela mulher aparentava estar no início dos 20 em termos de idade e tinha formas curvilíneas que eram ainda mais acentuadas por aquele conjunto de duas peças que lembrava uma lingerie confortável.
Porém, apesar da enorme beleza dela, por incrível que pareça, a coisa que mais chamou a atenção de Satoshi na visão periférica que ele recebeu da magia não foi aquela beldade ao ar livre vestida para noite em uma posição de destaque no centro da imagem, mas sim o grande grupo de pessoas que ela tinha em volta dela.
Ao todo, o grupo dela era composto por 13 pessoas sendo que todas essas pessoas pareciam muito bem equipadas para o padrão deste mundo e estava claro para Satoshi, que observou jeito que eles se posicionavam na clareira de floresta onde estavam, que aquele grupo era composto de combatentes treinados e experimentados em batalha.
Devido aos limites da magia de nível baixo que ele lançou, Satoshi, que não era de forma alguma um especialista em magias de adivinhação, não podia usar naquelas pessoas a habilidade racial {Level Evaluation} uma vez que ele não tinha as qualificações para usar isso de forma remota.
Apesar de não poder ter uma ideia clara da força daquele grupo, sempre que se concentrava na visão periférica dada pela magia, os instintos vampirescos de sobrevivência de Satoshi gritavam 'perigo' e 'mantenha distância disso'.
Tal senso de perigo imediato foi algo que ele, até agora, nunca tinha sentido neste mundo.
Para ser ainda mais preciso, os instintos dele gritavam essas coisas apenas quando ele olhava para um único membro dentre os treze que compunham aquele grupo.
E por incrível que pareça esse membro era aquele que, em uma situação normal, teria sido considerado por Satoshi o menos perigoso entre aquelas pessoas.
A sensação de ameaça e perigo que Satoshi sentia vinha quase que totalmente de uma mulher muito velha e castigada pela idade que vestia um bonito vestido chinês que não era adequado a ela e que revelava as pernas secas e enrugadas dela.
Como o grupo estava nas imediações de E-Rantel, a poucos quilômetros do muro, o voo de Satoshi até eles não deveria demorar, mas ele escolheu propositadamente voar devagar pelo céu, administrando assim o tempo que tinha enquanto pensava em como abordá-los.
Satoshi perguntou-se qual era a identidade daquela senhora de idade que tinha cara de vovó ranzinza e uma aura ameaçadora, ele realmente não fazia ideia, mas como ela era ameaçadora para ele, Satoshi chegou a cogitar que ela fosse uma jogadora.
Se ela for mesmo uma jogadora…. como que eu lido com isso?
Caso aquela mulher fosse uma jogadora, então Satoshi, obviamente deveria se preocupar.
A abordagem ideal que Satoshi usa quando lutando seriamente com um inimigo é a de dar o primeiro dano e, quem sabe, infligir alguma dificuldade ao adversário, seja com um efeito de status, uma alteração do terreno ou dificuldade de movimentação.
Mas se essa mulher for uma jogadora, Satoshi não ia poder atacar ela de imediato, já que, como ele, ela seria uma pessoa da Terra e, portanto, alguém com quem ele poderia ter ótimos diálogos e trocas.
Satoshi estava tão pensativo sobre isso que em algum momento ele parou de voar em direção aquele grupo e ficou pensando parado no ar.
Que seja! Parado aqui não vou resolver nada!
Apenas depois de vários minutos de reflexões e pensamentos circulares é que ele se moveu decidido a encarar de uma vez esse problema.
Durante aquele tempo Satoshi tinha decidido que não iria aparecer na frente daquele grupo na forma atual dele como Greater One.
Ele suspeitava que o encontro iria escalar para violência com mais facilidade se ele aparecesse em uma forma tão imponente como aquela, ele então preferiu adotar de antemão uma aparência mais frágil e bonitinha, uma aparência que passasse um sentimento menos intimidador.
Ele decidiu usar aquela que foi a primeira forma dele no jogo, a forma dele como Vampire.
Satoshi se concentrou para mudar de forma e uma energia vermelha o envolveu, na sequência a magia [Perfect Unknowable] perdeu o efeito e o grande corpo dele encolheu dolorosamente por longos segundos.
No fim deste tempo o bonito e bem constituído homem de 180 cm com longos cabelos brancos, que era o corpo da forma de Greater One dele, já não estava mais flutuando naquele céu.
O que estava flutuando no céu agora era um garotinho loiro com traços ocidentais, um metro de altura, profundos olhos vermelhos, cabelos que chegavam aos ombros e a aparência andrógina das crianças pequenas.
Aquela era a forma personalizada de Vampire dele, alterada por ele a partir da forma padrão que ele recebeu da a raça Vampire ao começar o jogo.
Satoshi só usou aquela forma ativamente durante os primeiros meses dele jogando o jogo Yggdrasil, como já passaram tantos anos desde aquele tempo, ele agora nem se lembrava de como aquela forma era em detalhes.
Após ele se tatear para conhecer o novo corpo dele, se alongar e se mover para se acostumar com as dimensões desse novo corpo, Satoshi também vestiu aqueles que eram os melhores equipamentos que ele tinha.
Era uma lástima que o visual sinistro de equipamento principal dele jogasse para longe metade da beleza e fofura da forma de criança dele, mas ele usaria aquelas coisas mesmo assim
Afinal, existia a possibilidade daquela mulher velha ser uma jogadora e, mesmo que não fosse o caso, os sentidos de Satoshi diziam que ela representava uma ameaça real para ele, então Satoshi tinha que usar o melhor que tinha em mãos.
Ele tirou do inventário o cajado Major Styx, que era um cajado especializado em convocações e também era um item Divine-class.
Satoshi usou também o caríssimo Necklace of Phoenix Tears, que era um colar feito com uma dezena de pérolas. Atualmente apenas três das pérolas eram brancas, mas antes todas as dez eram, as sete delas que eram negras como piche ficaram assim quando concederam a Satoshi um uso único de Instant Resurrection nos dias de Yggdrasil.
Na prática aquilo significava que Necklace of Phoenix Tears ainda poderia conceder a Satoshi 3 Instant Resurrection.
Satoshi também fez questão de usar o Item Mundial que pegou da criação de Tabula na última hora de Yggdrasil, o Ginnungagap.
Aquele item era ideal para danificar objetos, construções e terreno sendo quase tão potente quanto a magia de Super-Nível [Sword of Damocles], porém, diferente daquela magia, ele não tinha limites de uso diário e nem tempo de preparação ou recarga, apesar disso o usuário deveria gastar d MP para usar ele, o que servia como um pequeno limite.
Afinal, mesmo que fosse fato conhecido que qualquer jogador de nível 100 fosse capaz de regenerar 5 MP matéria de minutos, ainda assim havia builds que nem mesmo davam atenção ao valor de MP, havia até aquelas que deixavam o MP zerado, então não era um limite de todo negligenciável.
Uma vez que estava pronto, Satoshi voou, desta vez rapidamente, até o destino dele enquanto novamente usava [Perfect Unknowable] em si mesmo e também usava [Delay Teleportation] para prevenir ser pego de surpresa por qualquer aproximação indesejada.
Com muita cautela e observando os arredores com a habilidade {Arcane Vison} para checar a presença de magia ativas, Satoshi finalmente se aproximou o suficiente do grupo para ser capaz de observar eles com os próprios olhos e não mais apenas com a visão periférica dada pela magia dele.
Enquanto voava distante no céu a algumas centenas de metros deles, Satoshi concluiu que cada um dos 13 membros daquele grupo era uma pessoa muito estranha tanto em aparência quanto em aura.
Vendo-os a partir de uma altitude tão elevada, Satoshi percebeu que, mesmo para os olhos privilegiados dele que enxergavam muito bem objetos distantes, o grupo deles parecia com um pequeno enxame de insetos no chão.
Ainda assim, agora que vejo essa velha com meus olhos me bate um alívio e ao mesmo tempo uma decepção...
Satoshi estava quase que completamente certo que aquela mulher velha não era uma jogadora.
Ele pensava assim porque agora que ele podia usar {Level Evaluation} e ver com clareza o nível daquela velha, ele sabia que ela tinha apenas nível 21, o que era um nível baixo demais para qualquer um, que não fosse um iniciante curioso, possuir nos anos finais de Yggdrasil.
A única chance da velha ser uma jogadora seria se ela fosse o tipo de jogadora que se esforçava muito para mascarar dados, mas Satoshi não achava que fosse esse o caso, já que quando isso acontecia era tendência entre esse tipo de jogador ou assumir o extremo da força ou o extremo da fraqueza.
"Isso é estranho… agora que estou vendo ela de perto, toda ameaça se foi, não?"
Satoshi subitamente percebeu que a mulher não parecia mais ameaçadora para ele, embora ainda desse um pequenino sinal de perigo.
Ele também notou de forma tardia que o humor dele estava mais leve e tranquilo já a algum tempo, indicando que a sensação de ameaça tinha sumido naturalmente alguns minutos atrás.
Quando pensou assim, uma lâmpada acendeu na mente de Satoshi revelando uma possível resposta para essa questão e ele decidiu fazer um pequeno teste para confirmar a veracidade dessa possivel resposta.
Satoshi então desequipou o Ginnungagap.
Imediatamente o sinal de alerta disparou para as alturas quando ele olhou para a mulher velha e enrugada que vestia o vestido chinês. Foi uma ameaça tão forte que Satoshi se mexeu desconfortável e temeroso no céu.
"Não pode ser! Como é possível! Como esse fracote pode usar isso?!"
Um pouco assustado e muito surpreso, Satoshi imediatamente equipou Ginnungagap, no mesmo instante a sensação de ameaça que aquela mulher dava enfraqueceu enormemente ficando apenas um pequeno sinal de 'possível perigo' vindo dela.
"{Measure Power}!"
Agindo um pouco dentro da emoção, Satoshi usou uma habilidade para ter certeza do nível da mulher.
Não tinha como ter dúvidas aqui.
Aquela mulher velha era apenas de nível 21 e ela ainda assim estava usando um Item Mundial. E como agora Satoshi tinha equipado o Ginnungagap, que também era um Item Mundial, ele não era mais ameaçado pelos elementos especiais do item dela e vice-versa.
O que mais surpreendeu Satoshi naquilo foi o fato que alguém de nível baixo como aquela mulher poder usar um Item Mundial.
Pelo menos em Yggdrasil isso seria impossível já que, até onde Satoshi sabia, Itens Mundiais tinham um requisito para uso que era a necessidade de estar acima do nível 70.
Mas a realidade na frente dele era clara e não podia ser negada.
A mulher na clareira abaixo, que ao que tudo indicava não era uma jogadora de Yggdrasil, tinha um Item Mundial equipado nela. Além disso, dada a quantidade de magia que emanava do vestido chinês da mulher, era aquele vestido revelador que era o Item Mundial.
Aquilo ser um Item Mundial explicaria o porquê dessa senhora vestir uma roupa que não caía bem nela não importa como se olhasse para ela. Aquele vestido revelava muita coisa que não devia ser vista, como por exemplo as coxas secas e enrugadas daquela velha senhora.
Apesar do vestido ficar muito ruim na velha senhora, Satoshi tinha certeza que ele ficaria ótimo em uma garota mais jovem.
"Fabuloso! Fabuloso! Gostaria muito de ver Miya vestindo esse vestido, seria lindo! Uma criança mesoamericana com um vestido chinês, acho que ninguém nunca viu algo assim..."
Satoshi estava decidido a despir aquela velha do item mundial que ela vestia.
Espero que esta senhora esteja com calcinha e sutiã, seria muito ruim se eu visse coisas que eu não devia ver...
Ele realmente não queria ver os seios secos pendurados dessa senhora nem a intimidade possivelmente negligenciada dela.
Satoshi pôde notar brevemente através da visão periférica dele uma agitação naquele grupo de 13 pessoas, depois dessa breve agitação, a visão periférica dele, sem aviso, desapareceu.
Até que enfim! Pensei que você ia ficar a noite toda nisso...
Finalmente, após vários testes e numerosas tentativas fracassadas que devem ter consumido bastante MP, o conjurador arcano de aspecto sinistro do grupo deles teve sucesso em dissipar a magia [Mark of Intrusive] que Satoshi tinha posto na beldade de cabelo azul que tinha tentado espionar o encontro dele com Kuro.
A jovem beldade recuperou a consciência dela e agora conversava meio tonta com um homem de cabelo preto que portava uma lança de aspecto excelente.
O grupo lá embaixo estava começando a abandonar a postura defensiva deles se preparando para se mover novamente.
"É um grupo muito estranho esse… eles são muito bem equipados. Tenho certeza que estes itens devem valer um bom dinheiro..."
Satoshi se perguntava como abordaria estas pessoas e tomaria os itens delas para si.
Apesar deles serem humanos de baixo nível, a consciência mole de Satoshi fazia ele precisar de uma desculpa aqui para fazer deles uma fonte de loot.
Se ele apenas os atacasse e os roubasse, ele seria um ladrão barato, mas se ele fosse atacado por eles e só então os derrotasse, ele poderia levar os itens como uma compensação pela ameaça que sofreu do grupo deles.
Enquanto eu estiver com Ginnungagap eles certamente não serão ameaça para mim… na verdade, sendo rígido, eles são todos fracos...
Para ser justo com o grupo, nem todos eles eram muito fracos.
Apesar de em termos de nível, onze deles serem inferiores a Kuro e de um deles ser igual a Kuro, esses doze sendo portanto incapazes de ferir Satoshi por si mesmos, embora ainda pudessem ferir através de um equipamento de qualidade, havia entre eles um único homem, que parecia ser o líder, que era a pessoa mais forte que Satoshi viu neste mundo, tendo alcançado a incrível marca de Nível 58.
Aquilo era sete níveis acima da vampirinha com perfume erótico que era Evileye e o dobro da mulher-deusa de perfume atraente que era Lakyus.
O nível daquele homem de cabelo preto era tão alto para os padrões deste mundo que Satoshi mal podia imaginar o avassalador fedor de homem forte que aquele homem devia liberar.
Satoshi estava decidido que, para segurança do nariz afiado dele, ele ia conviver o menor tempo possível com aquele cara.
"Vou usar o nível do líder como base para as minhas convocações…"
[Silent Magic: Domain of Prudence]
Satoshi lançou de forma silenciosa uma popular magia de 9º Nível que lhe permitiria fazer convocações e buffs sem chamar atenção de outros jogadores.
Desde que Satoshi não fosse alvo de procura ativa por parte dos outros ou fizesse um movimento grande e chamativo como começar o lançamento de uma magia de Super-Nível, ninguém seria capaz de notar o que acontecia dentro do domínio mágico que a magia dele criou.
"[Summon Angel X], [Summon Demon X], [Summon Dragon X], [Major Styx: Summon Ally X], [Major Styx: Summon Elemental X]!"
Satoshi queimou cerca de metade do MP disponível dele em magias de convocação especializadas e convocou vinte e cinco criaturas que iam do Nível 58 ao 75.
Um grupo desse porte seria sozinho um inimigo razoável para a maioria dos jogadores de nível 100 que fossem emboscado por eles, obtendo a vitória em talvez dois terços dos casos, mas se fosse uma luta onde o outro lado tivesse a chance de se preparar então uma vitória deveria vir em apenas um terço dos casos o que obrigaria Satoshi a repor as tropas.
Claro, se o inimigo fosse um Top player ele não veria grande ameaça naquele grupo genérico de convocações, quando enfrentava Top Players, Satoshi tinha que queimar neurônios pensando em combinações de monstros que explorem as fraquezas do adversário para poder ter alguma chance de vitória.
Em Yggdrasil, um jogador comum podia manter apenas uma magia de convocação de alto nível por vez, mas como Satoshi era um Convocador especialista ele podia manter três.
Além disso, o cajado dele chamado Major Styx que era um item Divine-class, tinha várias magias de convocação armazenadas nele e podia manter de forma simultânea até duas magias de convocação de alto nível.
Foi apenas por isso que Satoshi pôde sustentar cinco magias de convocação de Nível 10 de uma vez, na verdade ele sustentava três e o cajado dele duas.
O Major Stix também deixava as convocações dele mais baratas e fortes, além de dar uma pequena possibilidade de convocação dobrada. Foi devido a esta última habilidade do item que os vinte e um monstros planejados para serem convocados originalmente se tornaram vinte e cinco.
Aquele item foi muito custoso de ser feito e Satoshi recebeu ajuda de duas Party de membros da Ainz Ooal Gown por uma semana inteira para reunir os componentes.
Além disso, ele ocupou o tempo de Amanomahitotsu por dez dias para preparar aquilo. Satoshi chegou a dar um dinheiro real fora do jogo para o ferreiro pôr de lado as toneladas de projetos que tinha e fazer logo o cajado de Satoshi.
Me pergunto por que Amanomahitotsu-san parou o jogo… um dia ele simplesmente parou de vir.
Satoshi esperava que estivesse tudo bem com o amigo dele que morava em Kyushu.
Depois de lembrar por alguns instantes dos amigos de guilda, Satoshi voltou à realidade na frente dele.
Ele verificou o solo e viu satisfeito que nenhum dos membros daquele grupo reparou nas aparições de nenhuma das vinte-cinco poderosas criaturas que agora voavam ao lado de Satoshi dentro do [Domain of Prudence].
Satoshi deu vários comandos aos monstros convocados que estavam voando com ele a cerca de trezentos e cinquenta metros acima do solo dentro da área de efeito de [Domain of Prudence].
Após aquilo, Satoshi fez seu movimento.
"[Teleportation]!"
Ele se teleportou para o solo, no outro extremo da clareira, cerca de cem metros distante das treze pessoas daquele grupo.
Apesar da distância dele em relação ao grupo, assim que ele apareceu no chão o grupo notou imediatamente a presença dele e se rearranjou mudando o posicionamento deles de forma maestral, aguardando Satoshi terminar sua aproximação.
Enquanto andava até o grupo no corpo infantil de Vampire dele, Satoshi refletia o quão incomum foi a reação deles já que, graças ao anel dele, ele não devia chamar mais atenção do que uma criança humana de nível 1 chamaria.
Eles devem ter notado o teletransporte...
Vendo de tão perto às 13 pessoas, Satoshi não pôde deixar de se impressionar com a qualidade dos equipamentos que essa gente possuía e com o profissionalismo da postura que tomaram ao vê-lo.
No entanto, o que mais impressionou Satoshi foi o alto nível de beleza das três mulheres jovens daquele grupo.
A jovem mulher bisbilhoteira, que tinha longos cabelos azuis em caudas gêmeas e que estranhamente vestia um traje de dormir sensual naquela noite fria, ainda estava meio tonta pelo efeito de [Mark of Intrusive], ela se mantinha de pé apenas porque ela usava como apoio os ombros de uma outra mulher que a ajudava a sustentar o corpo.
A mulher que ajudava a bisbilhoteira e que olhava para a colega tonta com um olhar caridoso de preocupação era por si mesma uma beleza do mesmo porte que a beldade de cabelo azul que ela sustentava nos ombros, aquela mulher tinha longos e sedosos cabelos loiros mantidos soltos, um rosto feminino angelical e vestia uma roupa conservadora verde que tentava fracassadamente esconder os dotes femininos de alto padrão dela.
Diferente da bisbilhoteira, a loira vestida de verde era, aparentemente, uma conjuradora divina e não uma conjuradora arcana.
Um pouco atrás de ambas as belezas, estava uma garota adolescente de beleza elegante com um uniforme que, não importa como você olhasse, era um uniforme de estudante colegial de uma escola da Terra, com saia de pregas muito curta, um par de meias que ia apenas até o joelho e uma feminina gravata com laço.
Comparados às pessoas normais deste mundo, todos naquele grupo cheiravam a força e poder, o que era algo desesperador porque nove dos treze membros eram homens cujos odores grosseiros empestavam o ambiente.
Mas mesmo naquele mar de desagradáveis odores que remetiam a grosseria e masculinidade, Satoshi pôde sentir, com alívio e satisfação gigantes, os traços dos agradáveis rios de perfume que estas três jovens mulheres liberam e que acabavam por se misturar naquele oceano repulsivo de fedor daqueles homens fortes.
Mesmo de longe e com a amostra comprometida, Satoshi estimava que o perfume dessas três pudesse se igualar em valor como incenso ao perfume de Clementine, a mulher que era tanto o Toilet Humano quanto a Escrava Sexual dele.
Apenas pensar um pouco em Clementine e perceber que já estava de noite fez a roupa do corpo de criança de Satoshi se apertar na área da virilha e ele desejar terminar isso logo para ir aliviar a libido dele por mais uma noite entre as coxas de Clementine.
Satoshi sacudiu a cabeça com força para focar no problema na frente dele e afastar as faces eróticas de Clementine da mente dele.
Ele então reparou algo.
Todas as três jovens mulheres e também meia-dúzia dos homens tinham olhos vermelhos-púrpuras do mesmo tom que Clementine.
Um dos homens inclusive tinha semelhanças físicas com Clementine, com as linhas do rosto lembrando muito vagamente as linhas do rosto dela e com o cabelo muito parecido.
Outra coisa que chamou a atenção de Satoshi foi que a jovem em uniforme de colegial, segurava uma bolsa escolar de mão para meninas que Satoshi reconheceu no ato.
Aquele era um artefato de Yggdrasil e foi um item muito popular entre a rara espécie de jogador de Yggdrasil que eram os Jogadores do Sexo Feminino.
O motivo artefato ser popular e de muitas jogadoras comprarem aquilo era devido a um anime Shoujo febre sobre Alquimistas que bombou na segunda década do século 22.
Pelo que Satoshi lembrava, aquele artefato era usado por alquimistas, uma das classes com o mais alto ratio feminino no jogo, para armazenar e reparar Golens e, dependendo da versão comprada, podiam armazenar entre 50 e 250 níveis de Golens.
Golens eram um misto de ser inanimado com ser vivo, porém, apesar deles serem em inúmeros aspectos considerados meros itens, eles não iam tão longe como se permitirem serem postos em inventários.
Por isso era necessário armazená-los com itens específicos como aquele que aquela garota estava carregando e que tinha um design curiosamente muito parecido com o usado pelo interesse romântico do protagonista de um popular anime shoujo gakuen.
Antes mesmo que o líder do grupo deles tivesse a chance iniciar a conversa com o recém chegado, Satoshi, ainda a quarenta metros do grupo, apontou para a jovem vestida como estudante colegial e disse, com uma voz infantil e andrógina que assustou ele mesmo.
"Onee-san, essa é uma 'Karin's Schoolbag'?"
Ninguém no grupo respondeu Satoshi, eles apenas reagiram levemente enquanto fortaleciam a postura deles, à espera de algo.
Conforme Satoshi continuou se aproximando deles, Satoshi percebeu que algumas magias estavam sendo formadas por um homem alto e magro de aparência sinistra e pela linda mulher loira de roupa verde, mas como não sentiu ameaça não fez nada.
Buffs, heim...
Por precaução, Satoshi parou quando chegou a vinte metros do membro mais adiantado do grupo.
Ele estava certo que se ele chegasse mais perto eles iam iniciar algum movimento ensaiado para cima dele.
"Me responde, Onee-san. Não seja tímida. Essa é uma 'Karin's Guarded Schoolbag'?"
A garota que recebia diretamente o olhar de Satoshi pareceu um pouco perturbada, ela estava surpresa e irritada de que, dentro de todo grande grupo dela, foi logo ela aquela que chamou a atenção desse garoto estranho.
"Alena, como é, você ainda não avaliou ele?"
Um homem que empunhava uma lança pronto para o combate e que Satoshi presumia ser o líder daquele grupo, já que ele era de longe o mais forte deles tendo nível 58, perguntou aquilo com urgência na voz para a beleza de cabelos azuis.
A bisbilhoteira em roupa de dormir, mesmo que precisasse de apoio para se manter de pé, tinha uma das mãos sobre uma grande bola de cristal flutuante e já a algum tempo inspecionava Satoshi com aquilo, mas o rosto dela mostrava que os resultados não a agradavam.
"Não consigo, Capitão! É impossível! Eu não posso definir nem mesmo a raça desse garoto! Mas estes itens dele são absurdos! O Cajado da mão direita é insano… aquilo está no nível do Tesouro Sagrado mantido por Lady Kaire!"
Ouvindo as palavras dela, todos os outros membros daquele grupo perderam uma parte da perfeita compostura e confiança que mantinham.
Até que enfim eles começam a me levar a sério...
A segurança que cada um dos membros daquele grupo exalava incomodava Satoshi demais. Era como se eles não vissem Satoshi nem de longe como uma ameaça, dando a ele apenas a cautela que alguém desconhecido merecia.
Era como se eles pensassem que, seja lá o que Satoshi oferecesse, eles poderiam superar com facilidade e alguns poucos movimentos.
Satoshi pensou que aquilo era muita arrogância.
Pessoal, pessoal... vocês não chegaram nem nos níveis 70 ainda e já são tão confiantes.
Depois que a beldade de volumosos cabelos azuis e conjunto de roupas de dormir sensual, que aparentemente se chamava Alena, disse com uma voz alta e urgente, recheada de preocupação, sobre o alto nível dos equipamentos de Satoshi, a atenção e cautela de todos subiu vários níveis em um instante, muito perigosamente.
"Ei, ei, eu não sou inimigo de vocês. Se vocês não me atacarem eu não vou atacar vocês, mas se me atacarem eu vou me defender e vou exigir compensação depois que tudo terminar."
Satoshi disse isso para evitar um ataque iminente que eles já desenhavam, a fala de Satoshi pareceu ter sucesso, já que o líder respondeu ao invés de ordenar uma investida.
"Se identifique, criatura!"
Satoshi pela primeira vez deixou de se concentrar em algumas das jovens mulheres do grupo e voltou seus olhos para o líder.
Realmente ele é responsável por boa parte desse fedor, mas… acho que esse rosto dele é muito estranho, é como se fosse falso.
Satoshi não pôde deixar de reparar que o líder usava algo para mascarar a face e distorcer os próprios traços para parecer mais velho do que era.
"Ok, ok, vou me identificar para vocês. Mas me deixem dizer novamente: Eu não sou inimigo de vocês, se vocês não me atacarem eu não vou atacar vocês, mas se me atacarem eu vou me defender e vou exigir compensação depois que tudo terminar. Bem, tendo deixado isso claro de antemão, este vampiro na tua frente atende pelo nome de Famicom."
Aquela fala séria e postura adulta não cabia em Satoshi que estava no corpo de uma criança bonitinha vestindo um manto de trapos e cheio de anéis nos dedos.
Seja como for, assim como os samurais deviam tomar qualquer decisão importante dentro do espaço de no máximo sete respirações, o líder do grupo armado com uma lança que no mínimo era um Legendary-class Item, reagiu rápido às palavras de Satoshi.
Após ouvir Satoshi dizer 'Famicom', ele parou um instante, avaliou Satoshi de cima a baixo e, antes da terceira respiração, ele comandou os demais.
"Cerquem ele! Lady Kaire, use!"
Entendo… ele conhecia meu nome.
Enquanto observava a velha senhora começar a ativar o vestido chinês que era um Item Mundial e descobria que a velha se chamava Lady Kaire, Satoshi ficou se perguntando como este grupo sabia dele.
"Vocês dois, fiquem parados onde estão!"
Satoshi usou {Command Mantra} para deter dois homens que se aproximavam demais dele. Um dos dois homens tinha uma corrente que dava um pequeno sinal de ameaça para Satoshi, o outro se movia furtivamente, lembrava um monge mascarado e se aproximava furtivamente de Satoshi.
Os dois, apesar de serem bem equipados, não tinham imunidade a efeitos de mente, apenas resistência, e pararam os movimentos deles tal qual Satoshi ordenou depois de um pequeno delay.
Quando os três que se aproximavam pararam, os dois outros que seguiam atrás cessaram o avanço e passaram a olhar Satoshi com cautela tentando entender o que deteve os colegas deles que estavam na dianteira e se aquilo poderia acontecer com eles também.
Um deles era um homem empunhando um machado gigante e que ostentava o maior nível no grupo depois do líder, Nível 38, o mesmo nível que Kuro, já o outro homem era um guerreiro com ares de paladino que apesar de não estar montado empunhava uma lança que parecia ter sido feita para cavalaria.
Foi durante aquele pequeno impasse, onde Satoshi encara aquele dois e aqueles dois encaravam Satoshi, que um dragão oriental de de luz dourada surgiu serpenteando no ar e acertou em cheio no pequeno peito da forma infantil de Satoshi.
Aquilo tinha partido da velha senhora que foi chamada de Kaire e por um breve momento a mente de Satoshi ficou em branco, o que o deixou ele assustado pra caralho, mas alguns centésimos de segundo depois daquela breve 'pane' a mente dele ganhou cor novamente.
Satoshi esperava que o dragão de luz sumisse sem fazer nada, mas claramente alguém tentou por ínfimos instantes controlar a mente dele antes de ser expulso pelo Ginnungagap.
Ele considerou que talvez aquilo aconteceu porque aquela Lady Kaire era uma usuária experiente daquele item mundial e tentou, mesmo após uma clara negativa inicial, se forçar sobre a mente de Satoshi.
"Cero, está feito! Parabéns equipe! Grandão veja o que há de errado com Corrente Divina e com o Céu e Terra, Lydianne tente remover a paralisia deles..."
"Espere! Capitão! O Tesouro não funcionou!"
Enquanto o capitão usuário de lança distribuía ordens, a mulher velha que estava meio pálida e tonta disse com uma voz fraca as palavras que puseram todos em alerta novamente.
"[Boost Magic: Mass Hold Species]!"
Satoshi que estava parado de olhos fechados lançou uma magia em menos de meio segundo. Apesar de ter sido esse rápido o capitão do grupo adversário foi ágil o suficiente para sair da área de efeito antes da magia terminar de ser lançada.
Não é como se essa magia fosse funcionar nele...
Aquela magia de restrição de movimentos paralisou quase todos os membros daquele grupo, com exceção da velha Lady Kaire, de um homem que usava um escudo em cada mão, de um homem com uma espada de esgrima ocidental e do mago de aspecto sinistro.
Provavelmente estes tinham itens que os protegiam do efeito.
Satoshi obviamente tinha que se livrar primeiro do mago que apesar de segundo o {Level Evaluation} ser apenas de nível 33, também era, aparentemente, o único conjurador restante.
Mas tão logo ele pensou isso todo ambiente ao redor perdeu a cor e o ar ficou parado.
Satoshi não entendeu o que aconteceu de imediato, mas o entendimento veio logo quando reparou no rapaz que usava uma espada de esgrima e vestia uma roupa colorida partindo em linha reta na direção dele.
Então assim é o efeito da [Time Stop] neste mundo...
Parece que alguém entre os inimigos tinha parado o tempo, felizmente Satoshi, como todo jogador de Nível 100 que se preze, tinha proteção contra isso.
Satoshi reparou que o líder do grupo também se moveu em linha reta para atacar ele, aparentemente aquele cara também não foi afetado pelo [Time Stop].
Para o choque dos dois que esperavam terminar tudo sem contratempos, Satoshi não estava congelado como todo o mundo estava, Satoshi recuou de costas para fugir do ataque deles o mais rápido que sua Agility 60 permitia.
Com um pouco de irritação ele percebeu que o líder do grupo usou uma série de Artes Marciais que Satoshi desconhecia e estava se aproximando dele mais rápido que ele se afastava, mas, como Satoshi já feito uma distância entre ambos, houve tempo mais do que suficiente para que ele lançasse a magia dele.
"[Teleportation]!"
Satoshi, que ainda estava sob efeito de [Fly], se teleportou cem metros acima do grupo, tendo cuidado de não se afastar demais e perder a autoridade do {Command Mantra}.
[Silent Magic: Invisibility]
Aproveitando o [Time Stop], Satoshi olhou para o campo de batalha de cima.
Depois de uma breve análise ele considerou que dava para terminar isso com uma única magia. Após poucos segundos o efeito do [Time Stop] passou, os dois guerreiros lá embaixo ainda não o tinham localizado.
Lady Kaire, o conjurador de aspecto sinistro e o homem dos escudos duplos também estavam perdidos olhando em volta, confusos por Satoshi não estar finalizado após a parada do tempo.
Aquele ataque do [Time Stop] devia ser um dos movimentos mais eficientes daquele grupo, Satoshi tinha certeza que muitos inimigos poderosos deles caíram para aquilo.
O que Satoshi achava risível, já que proteção contra magia temporal era uma das coisas mais elementares do jogo, afinal magia temporal era mortalmente perigosa se não fosse contrariada.
"[Triple Maximize Magic: Hundred Magic Arrows]!"
Satoshi considerou bem qual magia ia usar e optou por usar essa magia de 8º Nível junto com dois talentos metamágicos.
Esta magia anti-exército entregava aos alvos tanto dano quanto uma magia média antipessoal de 8º Nível entregaria, mas o dano disso deveria ser dividido em pelo menos três alvos e no máximo trinta alvos, como a magia foi melhorada com dois talentos metamágicos então o dano total causado seria o dano máximo triplicado.
Abaixo de Satoshi, trezentos feixes de luz choveram no céu da noite e cada um deles atingiu um dos cinco ainda aptos a se mover lá embaixo. Satoshi tentou concentrar um terço dos feixes de luz no líder do grupo.
A magia foi um sucesso parcial já que Lady Kaire, o conjurador sinistro e o esgrimista ocidental estavam totalmente fora de combate. Satoshi realmente esperava que eles não estivessem mortos, ele fez o possivel para alvejar os membros deles e não o tronco.
O líder do grupo ainda era capaz de se arrastar no chão, com a mobilidade completamente comprometida, mas não havia dúvidas de que ele ainda podia se defender caso Satoshi se aproximasse dele.
Assim como Satoshi esperava, o guerreiro com dois escudos era o menos ferido do grupo que foi alvo da magia. Como ele era um 'tanque' ele devia ter itens para reduzir o dano recebido ou para aumentar a defesa dele, apesar disso aquele cara também estava sangrando profusamente de vários buracos nos membros.
Ele estava de pé ao lado do corpo de Lady Kaire, a quem ele tentou proteger com o próprio corpo dele e com os dois grandes escudos dele também, mas ele não foi capaz de defendê-la dos ataques que caíram de todas as direções.
Satoshi se deixou cair no chão ao lado desse cara.
Quando o guerreiro dos escudos viu Satoshi ele fez uma cara de ira e partiu imediatamente para cima de Satoshi um barulhento grito de batalha.
Isso é sério?! Ele não vai nem sacar uma espada, vai vir para cima com pancada de escudos?!
Enquanto pensava isso, Satoshi deu um golpe de leve na massa de metal e carne que se aproximava brutalmente da pequena figura infantil de Vampire que era ele.
Para dar esse golpe, Satoshi usou Ginnungagap, um Item Mundial especializado em destruir objetos, construções e o ambiente, mas Satoshi tentou usar a menor força possível ao golpear o homem.
Sob o impacto de Ginnungagap o escudo do homem se partiu em centenas de pedaços e o homem foi enviado voando em giratória até se chocar com uma árvore a uma centena de metros de onde estavam.
Depois disso Satoshi rapidamente olhou para o líder do grupo que estava parcialmente recuperado depois de beber uma poção e agora tentava se aproximar por trás na surdina.
O líder tentava se aproximar não de Satoshi, mas do corpo de Lady Kaire que estava perto de Satoshi.
Satoshi ficou sem entender se ele queria pegar algum item que estava com ela, checar a vida dela ou fazer uma retirada com teletransporte levando ela junto.
Apenas por garantia Satoshi não quis permitir que aquele cara fedido chegasse nela, ele correu em direção ao líder do grupo e o golpeou com Ginnungagap.
O homem tentou parar o golpe de Satoshi com a lança dele, mas felizmente a lança do líder não se quebrou quando o líder foi enviado voando uma centena de metros para a linha de árvores distante tal qual o homem dos escudos tinha sido antes dele.
Satoshi tinha maneirado MUITO na força do golpe, afinal ele não queria quebrar aquela lança, já que daquela noite em diante aquela lança era DELE.
Todos os inimigos estavam temporariamente fora de combate, mas por segurança Satoshi fez seus vinte e cinco monstros convocados, que tinham níveis que iam de nível 58 a 75 descerem no chão antes que alguém decidisse beber uma poção ou fugir com teletransporte.
Ele pediu a um dos demônios de alto nível que proibisse imediatamente o teletransporte naquela área e ordenou aos demais monstros que imobilizassem todos do grupo, removendo todos os itens mágicos deles, deixando eles apenas com a roupa não-mágica.
"[Create Greater Item]!"
Satoshi então criou um trono de realeza para si e sentou nele para observar os monstros depenarem aquele grupo enquanto fazia uma teatral pose de líder.
O coração de Satoshi queimava com vergonha por ter que agir como um rei arrogante, encenando uma pose de desleixo e superioridade, com o cotovelo descansando em um dos lados do trono.
Mas Satoshi não podia negar que ficou satisfeito quando viu o olhar que os membros daquele grupo davam para ele enquanto eram depenados pelas convocações de Satoshi.
Já não havia mais um olhar de superioridade confiante neles, apenas resquícios de ódio revanchista nos idiotas e o reconhecimento de derrota absoluta dos espertos.
Essa é uma lição de aprendizado para o grupo de vocês que está apenas começando o nivelamento... no futuro vocês vão me agradecer e me chamar de Famicom-sensei por isso.
Aquele era um grupo de nível baixo, então não havia nenhum mérito para Satoshi em derrotar eles. Se alguma coisa Satoshi estava fazendo bullying aqui, mas preferia interpretar que estava ensinando novatos.
Foi um ato de legítima defesa… eles tentaram me matar, mas são muito sortudos que eu não vou matar ninguém hoje.
Qualquer outro jogador sério de Yggdrasil partiria para o 'Kill and Loot' nessa situação.
Menos de vinte minutos após as convocações terem descido do céu, Satoshi estava em seu trono criado por magia, com uma pilha de itens mágicos ao lado dele e diante dele havia as pessoas daquele grupo que foram forçadas a se ajoelhar pela voz de Satoshi enquanto vestindo apenas suas roupas de baixo, uma delas nem isso.
[Silent Magic: All-Appraisal Magic Item]
Satoshi estava sentado no trono enquanto avaliava aquele que foi o item mágico que mais chamou a atenção dele.
Uma calcinha.
Aparentemente a roupa de dormir sensual da responsável pela vinda dele aqui, a bisbilhoteira de cabelos longos azuis presos em caudas gêmeas que se chamava Alena, era um item mágico personalizado que melhorava a divinação mas, em contrapartida, tinha que ser a única roupa vestida pelo usuário.
A necessidade de se expor tanto para poder bisbilhotar os outros melhor... Isso foi uma ironia do criador, né?
A beleza de cabelos azuis era uma das pessoas alinhadas de joelhos na frente de Satoshi agora, ela era a única que estava completamente nua pois ela era a única que tinha roupas íntimas mágicas.
Aquela mulher chamada Alena tentava se cobrir como podia enquanto era vigiada de perto por um demônio que olhava para ela com absoluta luxúria.
O ser que fazia isso era realmente um demônio, um dos que foram convocados.
Satoshi também não podia evitar de olhar para ela com luxúria, mas ele não era um demônio e sim um morto-vivo, além do que luxúria de Satoshi estava corretamente contida na calça dele, diferente do demônio chifrudo cuja tanga precária tinha virado uma bandeira presa na base de um grande e caloso mastro vermelho.
Realmente… demónios são modelados para tortura, felizmente são calos e não espinhos.
Satoshi se voltou para a beldade de cabelo azul nua de joelhos no chão cobrindo o tanto quanto podia as áreas de desejo expostas enquanto a menos de um metro dela um demônio excitado com cabeça de cabra balançava desnecessariamente um falo inumano de um lado para o outro querendo chamar a atenção dela.
Ver a forma como Alena tentava se cobrir enquanto olhava para o lado oposto em vergonha deixou Satoshi cativado.
Mas Satoshi não era um maníaco que tiraria satisfação de momentos difíceis de uma beldade, então ele se ajeitou na cadeira e olhou para outro lugar.
Se ele não se policiar, talvez ele se torne um pervertido neste mundo.
Enquanto olhava a floresta ao longe e fazia considerações, ele sentiu olhares de repúdio caírem sobre ele e voltou a olhar para o grupo que tinha subjugado.
Muitos daquele grupo olhavam para ele agora com repulsa e asco.
Isso agora… vocês antes estavam desolados, por que essa mudança de olhares? Será que… ops, meu mal!
Aparentemente a mudança de olhares se deu pelo fato de que enquanto Satoshi estava sentado no trono e olhando as árvores pensativo, ele sem sequer perceber, tinha levado o item mágico que tinha em mãos ao nariz e começado a fungar aquilo.
A questão é que como o item era uma calcinha usada eles olharam para ele com olhos condenatórios.
Satoshi se esforçou para superar a vergonha de ter sido pego em tão lamentável comportamento furtivo masculino e rapidamente pôs aquele item no inventário dele.
Ele então deu algumas tossidinhas para limpar a garganta já que ia falar muito a partir de agora e acenou para um dos monstros convocados, uma enorme figura humanoide de seis metros e três cabeças que era chamada Tiamat Dragonborn e tinha Nível 75.
Aquele era o monstro que mantinha o líder daquele grupo preso usando uma das três caudas monstruosas dele para imobilizá-lo.
Quando todos os derrotados tinham perdido os itens deles, Satoshi tinha mandado alguns Anjos curarem todos os feridos e tinha temporariamente castrado a magia dos conjuradores daquele grupo com {Command Mantra}.
Ele ainda não sabia que grupo era aquele, mas ele os tinha avisado de antemão.
Por duas vezes.
"Eu não sou inimigo de vocês, se vocês não me atacarem eu não vou atacar vocês, mas se me atacarem eu vou me defender e vou exigir compensação depois que tudo terminar."
E mesmo assim eles o atacaram.
Com aquilo eles tinham dado a Satoshi uma desculpa para exigir uma compensação e Satoshi iria demandar todos estes itens mágicos empilhados do lado dele, bem como a calcinha perfumada que ele tinha posto no inventário para analisar mais tarde.
O Tiamat Dragonborn respondeu ao aceno do convocador dele e trouxe o líder até a frente de Satoshi, liberando a seguir a pressão que fazia na mandíbula do líder do grupo, permitindo assim que ele pudesse abrir a boca e falar as respostas às questões de Satoshi.
Era hora do interrogatório.
- PARTE NOVE -
Dinheiro, Escravos e Concubinas
"Então vocês são Alena, Lidyane e Ethora. É um prazer conhecer vocês três, estejam certas que o período que vocês permanecerão como reféns será, bem… agradável, para todos nós."
O garotinho de um metro de altura que sentava relaxado em um trono para adulto a céu aberto falou aquilo para as três jovens mulheres membros da Escritura Negra ajoelhadas no chão de grama na frente do trono improvisado dele.
Aquelas três não tinham como responder já que o garoto tinha selado a voz delas com uma estranha habilidade de dominação, a mesma habilidade que ele usou para obrigar elas a vergonhosamente se ajoelharem ali vestidas apenas em roupa íntima ou, no caso a mulher chamada Alena, sem qualquer roupa.
Aquela era uma situação muito estranha que acontecia nas Terras de Karst, alguns poucos quilômetros a oeste de E-Rantel.
Ao redor dos quatro havia muitos monstros e dez outros humanos, dentre esses humanos, nove deles estavam na mesma situação das três jovens mulheres de antes, todos em roupa íntima e ajoelhados no chão, presos naquelas posições pelas palavras poderosas do garoto.
"Nós não concordamos com seus termos! Você acha que nosso país vai aceitar esse absurdo?! Seja razoável! Você não pode tomar as relíquias sagradas que nos foram deixados pelos deuses e exigir resgate por elas! Isso é uma profanação imperdoável! Você está fechando qualquer caminho! Isso é heresia da mais alta ordem..."
Aquelas foram palavras ditas pelo último humano do grupo naquela clareira, diferente das três jovens mulheres e dos nove de antes ele não estava ajoelhado no chão, embora, assim como eles, ele estivesse apenas com as roupas de baixo e também tinha os movimentos restringidos, só que os movimentos eram restritos de através de um método diferente.
Aquele humano era um garoto de talvez dezessete anos, antes ele usava uma máscara para nublar a própria idade e parecia ter mais de vinte anos, mas aquilo foi tomado dele por uma das convocações de Satoshi depois que ele foi derrotado e agora ele mostrava a verdadeira face dele.
O jovem humano estava falando longamente sobre as implicações políticas e religiosas das ações de Satoshi, ou melhor, das ações de Famicom.
Apesar dele ser um pirralho ele fala como um adulto...
Basicamente, ele estava argumentando insistentemente para tentar convencer Satoshi a voltar atrás com a palavra vampírica dele.
Aquilo definitivamente não devia acontecer, porque manter a palavra vampírica dele era o jeito vampiro de ser de Satoshi.
Satoshi tinha descoberto enquanto conversava com aquele jovem nos últimos minutos que aquele garoto se chamava Feldran e, apesar de ser tão jovem, ele era o poderoso Capitão da famigerada Escritura Negra da Teocracia de Slane.
Tsk, Escritura Negra hein… eu sabia que teria que enfrentar eles algum dia, mas não no maldito mesmo dia que descobri que eles existem!
Satoshi tinha aprendido sobre este grupo hoje de manhã, durante a sessão de interrogatório de Clementine, a Escrava Sexual dele.
Ela havia explicado longamente para ele sobre este grupo antes de Satoshi sair para trabalhar pela manhã.
Segundo o Toilet Humano dele, a Escritura Negra era a elite da elite entre combatentes da Teocracia, e era formada integralmente por pessoas que alcançaram o reino dos heróis, sendo que a própria Clementine já tinha feito parte daquele grupo antes de se vender para Zurrenorn.
Ela disse que dentre as Seis Escrituras da Teocracia, a Escritura Negra recebia as missões mais secretas e difíceis, também disse que entre os membros daquela Escritura havia um membro com poder imensurável que destoava muito dos outros.
Minha Clementine devia estar falando desse garoto fedido Feldran… ele têm 20 níveis a mais que o grandão do machado.
Feldran por sua vez continuava falando para tentar fazer Satoshi mudar de ideia e desistir de exigir resgate pelos itens que ele estava saqueando desse grupo chamado Escritura Negra.
Satoshi não pôde deixar de notar que na argumentação dele o jovem Capitão estava mais preocupado com os itens tomados por Satoshi do que com as três mulheres reféns que ele estava fazendo.
Pensando bem, ele é tão forte mesmo sendo apenas um adolescente... talvez ele seja mais velho do que aparenta?
Satoshi já estava cansado de ouvir a voz de Feldran insistindo repetidamente que ele devia mudar de ideia, então ele resolveu silenciá-lo.
"Muito barulhento, Meu Capitão. Você, Escamoso, cale a boca do prisioneiro."
O jovem falante, que todo este tempo era imobilizado por uma das três longas caudas de um Tiamat Dragonborn, foi silenciado quando o aperto da cauda do monstro aumentou e o maxilar do jovem já não podia abrir.
"Agora, voltando ao que interessa, qual das três quer conversar comigo primeiro? As três de vocês podem falar."
Ao mesmo tempo as três garotas falaram com Satoshi.
"Isso… você não vai escapar disso… fique certo que você será punido..."
"Seu monstro! Eles irão detê-lo! Os homens santos vão mandar até mesmo ela para te deter!"
"... por favor, menino, repense suas ações, você está abrindo mão de ter um futuro..."
Ouvindo a voz das três jovens mulheres, Satoshi abandonou a postura relaxada que o corpo infantil dele mantinha no trono e se mexeu desconfortável.
"Vocês falam coisas desnecessárias. As três fiquem em silêncio."
Ao ouvir as palavras de Satoshi que tinham sido fortalecidas por {Command Mantra}, as três mulheres novamente estavam impedidas de usar voz
Fingir ser um rei arrogante era difícil.
A verdade é que Satoshi estava muito receoso da decisão que ele tomou alguns minutos atrás.
Mas em sua defesa ele podia dizer que todas as três soluções que ele conseguiu cogitar quando ouviu a problemática identidade dessas pessoas eram opções ruins.
A primeira solução era ruim para a consciência e para o espírito dele, apesar de ser de longe a mais eficiente de todas as três.
Esta solução envolvia matar todos estes treze ou converter eles em vampiros ainda vivos. Se fizesse isso, Satoshi ganharia servos de qualidade além de ficar em posse dos itens do grupo deles, ele também não teria problemas com a Teocracia que não saberia de nada, ou no pior dos casos, ele teria problemas com aquele país apenas quando isso vazasse em um futuro distante.
Essa opção era uma solução quase perfeita e era muito tentadora.
Mas se Satoshi fizesse isso ele seria apenas um latrocida comum e ele queria fugir disso. Satoshi queria ter uma vida longa e o maior mérito de quem vive muito é envelhecer sem perder a racionalidade. Satoshi temia que se ele começasse a fazer coisas desse tipo agora em poucos anos ele já teria se tornasse um monstro.
A segunda solução pensada por Satoshi era pedir desculpa aos treze, devolver os itens deles e despachar eles de volta para a Teocracia.
Isso estava fora de questão aqui.
Se Satoshi fizesse isso quase certamente haveria em muito pouco tempo uma resposta negativa da Teocracia, uma resposta possivelmente agressiva e Satoshi além de ser atacado novamente não ganharia nenhum bem material com isso.
Pelo jeito que essa Escritura reagiu quando ouviu meu nome eu já sou um alvo para o país deles...
Ainda mais preocupante para Satoshi era o vestido chinês com cheiro de mulher velha que estava naquele momento dobrado no joelho dele.
Se ele simplesmente devolvesse isso para Teocracia sem que eles respeitassem ou temessem ele e a Cidade da Famicômia, a Teocracia poderia usar esse Item Mundial contra ele ou mesmo usar isso em Miya, o que obrigaria Satoshi a ter que matar aquela coisa fofa que era a estimada Eidolon dele.
Imperdoável! Se isso acontecesse eu temo que passaria a odiar o país inteiro, poderia virar um genocida!
Além dessas duas soluções ruinosas, ele havia pensado também em uma terceira solução que ele considerou como sendo a menos nociva.
Aquela opção, que também foi a que ele escolheu seguir, era provocar a Teocracia de tal modo que ela fosse forçada a mostrar o melhor que ela podia fazer, ou seja, fazer aquele país mandar seus trunfos contra Satoshi e então, uma vez que Satoshi os derrotasse, seria temido e respeitado por eles, além de enfraquecer eles ao destruir estes trunfos, o que ia tranquilizar Satoshi a médio prazo em relação aquele país de fanáticos.
Claro, Satoshi só pôde tomar esta decisão pois ele tinha uma ideia razoável da força da Teocracia graças a sua Escrava Sexual e Toilet Humano, a beldade louca Clementine.
Ele sabia que, felizmente, esta Escritura Negra em roupa íntima que tinha sido obrigada a se ajoelhar na frente dele era a nata do que eles podiam produzir.
E como ele estava confiscando muitas armas dessa elite da Teocracia, o contra-golpe que receberia seria ainda mais leve do que o passeio que foi a batalha que ele teve agora a pouco com eles.
Melhor ainda, ele não precisaria se preocupar com este Item Mundial que, quando avaliou, descobriu ser o 'Downfall of the Castle and Country'.
Satoshi lembrava vagamente desse item em Yggdrasil.
Se ele não estava enganado, quando ele era ativo em Yggdrasil esse item pertencia a uma amigável Guilda do Top 50 de Asgard chamada 'Sacred Pillars', mas era possível que nos seis meses que ele deixou o jogo aquilo poderia ter mudado, de fato, até onde ele sabia aquela guilda tinha sido abandonada na época que ele parou de jogar.
Eu cheguei a ter dois daqueles dezoito caras na minha lista de amigos...
Embora a Guilda Sacred Pillars não fosse uma aliada propriamente dita da Guilda Ainz Ooal Gown de Famicom ela era uma contribuidora frequente da Guilda dele e foi graças a ela que a Ainz Ooal Gown pode fazer com segurança várias das quests que existiam apenas em Asgard, o mais hostil mundo para Heteromórficos.
Satoshi parou de pensar um pouco nos bons tempos de Yggdrasil, que inteiramente se foram e que não voltariam mais, e se concentrou no problema que tinha em frente a ele agora.
Por ter escolhido a terceira solução, Satoshi tinha que provocar a Teocracia tanto quanto pudesse.
Pensando assim, ele fez algumas demandas absurdas aqui, essas demandas inaceitáveis e desrespeitosas forçariam a Teocracia a atacar Satoshi com o melhor que aquele país possuía já no dia combinado para o próximo encontro.
Satoshi tinha estipulado um valor de resgate por cada Item Mágico que eles quisessem resgatar, esse valor era de 20.000 moedas de ouro da Teocracia, além disso, o vestido chinês que era o 'Downfall of the Castle and Country', custaria 1.000.000 de moedas de ouro da Teocracia.
Se eles quisessem todos os itens teriam que pagar mais de dois milhões de moedas de ouro para Satoshi!
Ele também demandou da Teocracia o reconhecimento da Floresta de Tob como território soberano do Vampiro Famicom e o envio de 1.000 escravos elfos jovens ou escravos elfos jovens adultos de cada sexo como um 'tributo de boas-vindas'.
Por último, apenas para ter certeza de que estes termos não seriam aceitos e que a Teocracia usaria violência, Satoshi demandou que eles concedessem a Famicom o direito de escolher até seis concubinas entre quaisquer mulheres livres ou escravizadas da Teocracia, sejam elas solteiras ou não.
Estas eram exigências impossíveis de serem aceitas.
Em verdade, eram exigências ultrajantes.
Satoshi marcou a data do encontro para troca dos itens mágicos para daqui a duas semanas, o encontro seria neste mesmo local ermo e se a Teocracia não demonstrasse interesse em comprar os itens pertencentes a Famicom ele não os ofertaria novamente.
Além disso, se Teocracia não desse a Famicom o 'tributo de boas-vindas' ou não lhe permitisse escolher concubinas entre as mulheres do país deles, como uma compensação, ele tomaria as três reféns femininas da Escritura Negra como concubinas dele.
Com um prazo apertado deste, era impossível que eles pudessem preparar um contra-golpe elaborado, tendo que partir para um ataque direto com força bruta.
O tempo dado também foi um período muito curto para uma grande mobilização militar nacional ou para procura de ajuda internacional, por isso, Satoshi realmente acreditava que a Teocracia não faria uma loucura como declarar guerra total ou levar esta questão ao grande público.
Afinal seria vergonhoso para eles se isso vazasse, além do que, Satoshi tinha alguns reféns humanos e vários reféns materiais consigo, então eles não correriam esse risco, ao menos até terem os itens ao alcance dos olhos.
A expectativa de Satoshi para a resposta deles era uma só.
É que, daqui a quatorze dias, eles usariam todos os combatentes de Elite do país deles aqui para derrotar Satoshi e reverter a situação.
Claro, neste meio-tempo eles iam investigar pesado E-Rantel e a Floresta de Tob. Talvez eles até começassem a se mover para prejudicar a relação da Cidade de Famicômia com o Reino de Re-Estize.
Mas, para Satoshi, era certo que eles iam tentar dar um headshot nele daqui a quatorze dias quando houvesse a troca de reféns.
Acho que esse plano tem muitos elementos e foi fruto de sobre-pensamento… mas dificilmente pode dar errado, né?
Se algo desse errado, bastaria a ele improvisar saídas.
Realmente espero poder resolver isso sem começar uma guerra… essas coisas são trabalhosas.
Honestamente, ele não tinha a menor ilusão de que poderia ter uma relação amigável com a Teocracia, portanto era essencial confrontar a Teocracia de uma vez e enfraquecer ela agora.
Se Satoshi saísse desse primeiro confronto tendo sido capaz de tirar da outra parte a nata das forças dela até um ponto em que a Teocracia não fosse mais uma ameaça para a cidade dele no futuro e sem ter começado um conflito de nível nacional enquanto fazendo isso, então ele teria o melhor dos mundos, o cenário perfeito.
Porém a possibilidade de isso descambar para uma guerra ainda existe, muitos inocentes morrem em guerras… eu até posso ser seletivo em quem eu mato, mas e o outro lado?
Satoshi decidiu parar de pensar nessas coisas um pouco quando percebeu que estava começando a pensamentos depressivos e circulares.
Ele então deu uma olhada demorada para a beldade nua de volumosos cabelos azuis presos em caudas gêmeas na frente dele que se esforçava para cobrir as vergonhas dela com a mão.
Cara, assim como os de Mirella, os pêlos de Alena são azuis lá embaixo também...
Claro que Mirella tinha uma pelagem azul clara como a de um céu limpo e também muito pouco volume de pêlos. Por seu lado, a maga divinatória na frente dele tinha uma pelagem de um azul escuro, como o do oceano, com um grande volume que lembrava ondas.
A beleza azul de corpo voluptuoso atendia pelo nome de Alena e neste grupo ela era conhecida como 'Astróloga das Mil Milhas' ou alguma coisa do tipo. Pelo que Satoshi sabia, ela era a responsável pela Adivinhação na equipe deles.
Já a jovem mulher formosa com longos cabelos loiros, que usava uma roupa de baixo tão conservadora e rústica quanto a da camponesa Enri da Aldeia de Carne, se chamava Lidyanne e, segundo Clementine tinha comentado, era uma clériga capaz de usar 5º Nível e magia de ressurreição.
Satoshi apostava que este fato fazia dela uma refém ainda mais valiosa para ele.
A última guria se chamava Ethora e era a garota mais jovem aqui, ainda estando no final da adolescência. Ela tinha corpo magro com poucas curvas, porém tinha uma pele lisa e feminina, além de usar óculos, o que dava a ela um ar de intelectual.
Ela vestia uma roupa íntima de qualidade, coisa digna da nobreza deste mundo e que no mundo de Satoshi seria reconhecida como uma Lingerie Mortal, usada por mulheres bem resolvidas quanto a sua sexualidade e que sempre estavam preparadas para um encontro não-programado.
Segundo Clementine tinha comentado pela manhã, ela era uma alquimista especializada em golens. Ela era a que tinha o menor nível entre as três, Nível 30.
Satoshi tinha dificuldade em classificar essas três hierarquicamente usando a qualidade do incenso exalado por elas como critério. Se ele tivesse que dar a medalha de ouro para uma delas seria para Alena, mas isso não era justo, pois como Alena estava mais exposta e mais no clima, o perfume dela era mais proeminente que o das outras.
O pequeno garotinho loiro que aparentava ter oito ou nove anos encarava por longos minutos em silêncio as três jovens mulheres expostas no chão na frente dele, ele fazia isso com olhos bem adultos e desejosos o que deixava as três preocupadas com os dias futuros.
Satoshi repentinamente ficou consciente da hora.
Em menos de meia-hora suas convocações iam expirar e, mais importante que isso, já tinha passado da meia-noite a algum tempo, o que diminuía muito o tempo que ele poderia passar com Clementine hoje.
Satoshi se levantou do trono repentinamente apressado.
A Escritura Negra, que já há um tempo esperava humilhada em silêncio alguma palavra do garoto que derrotou eles, se agitou com aquele súbito movimento de Satoshi.
"[Gate]!"
Satoshi abriu um portal até o cemitério e ordenou que três anjos segurassem as três damas reféns como se elas fossem princesas. Aos demônios ele ordenou que levassem os itens mágicos e as roupas de tecido mágico.
Ele não queria os demônios tocando estas mulheres pois temia que eles tirassem uma casquinha e se aproveitassem para apalpar elas ou para se esfregar contra elas.
Satoshi realmente não queria se estressar com esses caras que não respeitavam as mulheres então deu a tarefa para os anjos que pareciam caras legais, pareciam até mais legais que o próprio Satoshi, que era um auto-proclamado cavalheiro.
Bem... eles são anjos, seria difícil concorrer com eles como um cavalheiro...
Satoshi então se virou para o Capitão da Escritura Negra.
"Então, meu Capitão, já lhe disse o que quero, mas vou repetir para que não haja dúvidas. São vinte mil douradas por cada item menor e um milhão por este vestido aqui. Eu também demando o reconhecimento por vocês da minha soberania sobre a Floresta de Tob e exijo como tributo dois mil escravos elfos que não sejam velhos, metade deles mulheres e metade deles homens. Como um mimo adicional, quero como concubinas seis mulheres de minha escolha a serem selecionadas por mim dentre todas as mulheres que vivem no seu país, sejam elas humanas, elfas ou de qualquer outra espécie que eventualmente me conquiste o interesse. Fui claro?"
Satoshi sinalizou com a cabeça para o Tiamat Dragonborn de Nível 75 que detinha com a cauda o Capitão da Escritura Negra.
Com o maxilar liberado, o jovem que antes usava uma máscara que o deixava mais velho pôde falar novamente.
"... Entendo suas demandas. Passarei a mensagem aos superiores. Mas fique sabendo, Lorde Vampiro Famicom, eu posso ter falhado em derrotar você, mas eu não sou o mais forte no meu país, você deveria ter mais cautela e respeito ao lidar com os Campeões da Humanidade..."
Saber disso era algo que preocupava Satoshi, ele procuraria saber mais sobre o real poder de guerra deles quastionando Clementine amanhã depois da Sessao de Foda que ele teria com ela hoje.
Satoshi lembrou que tinha no inventário um caderno de anotações feitas por Tsuki recheado com inúmeras delações de Nigurath nas quais o ex-Capitão da Escritura da Luz Solar detalha com precisão as forças da Teocracia.
Vou ler isso sem falta amanhã...
Por enquanto, Satoshi decidiu apenas provocar o Capitão Fedido na frente dele e esnobar a ameaça que recebeu.
"Eh, então tem gente mais forte, hein… E quantos são?"
"... o que?"
"Dois, três, uma dúzia deles? Cada um mais forte que dois de você?"
"... Entendo, você se nega a considerar o recado, não é? Monstros sempre são arrogantes e essa sempre será a derrota deles..."
"Sei, sei, mais importante, quantos desses 'Campeões da Humanidade' são mulheres qualificadas para serem uma das minhas seis concubinas exigidas? Tenho certeza que se elas forem fortes, nossas futuras crianças serão fortes… ah, você parece tocado com algo?"
Quando Famicom falou sobre filhos o Capitão pareceu reagir preocupado.
"Sabe, meu Capitão, eu quero filhos e filhas fortes, muitos deles, encher o mundo com eles, por isso terei muitas esposas fortes. Espero encontrar ventres qualificados entre os ventres disponíveis no seu país, não para meras concubinas, mas quem sabe para uma esposa..."
A verdade é que, se possível, Satoshi queria adiar a paternidade por várias décadas, idealmente um século, por isso que ontem todas as vezes que fodeu Clementine no buraco fértil dela ele recorreu ao coito interrompido, que não era esse eficiente, mas que era o possível no momento.
Ouvi dizer que há ervas contraceptivas, se necessário posso improvisar uma camisinha com a tripa de um animal, naahh isso seria nojento, esquece...
No Planeta Terra do Século 22, as mulheres há muito já tinham domínio de seu ciclo fértil e os homens raramente tinham uma contagem de esperma alta o suficiente para engravidar alguém, por isso as camisinhas eram necessárias apenas por questão de saúde.
Neste mundo, pelo que Satoshi pôde perceber por Clementine, elas mal tinham um entendimento do ciclo delas dependendo de achismos para determinar a ocorrência dos dias de fertilidade delas.
Apesar de Satoshi abominar intensamente a ideia de ser pai agora, como o Capitão da Escritura Negra na frente dele estava estranhamente abalado com a possibilidade de um vampiro engravidar suas conterrâneas humanas, Satoshi insistiu em flertar com a ideia em voz alta apenas para chocar ele mais.
"... por isso, daqui a quatorze dias não falte em aparecer aqui para comprar meus itens. Naquele dia vamos discutir minha ida ao seu país à procura de ventres para minha semente. Se você quiser se adiantar pode trazer candidatas aqui no dia do nosso encontro, estou muito interessado nesses tais ventres que são mais fortes que você, garanto que mulheres com seu nível de poder são dignas de serem minhas esposas e eu ficarei feliz em dar para elas uma dúzia de filhos pálidos e de caninos longos, Dhampirs, mestiços de humanos e vampiros, ou mesmo mestiços de elfos e vampiros. Bom, tenho que ir agora, Meu Capitão, neste momento um par de coxas femininas está esperando ansioso para envolver minha cabeça e se banhar na minha saliva. Tchau ~!"
Com estas palavras maduras, o garoto que aparentava no máximo dez anos, cruzou o portal, com os anjos que carregavam os reféns e com os demônios que carregavam o Loot.
Ele deixou o capitão para trás em um silêncio pensativo enquanto envolvido pela cauda de um Tiamat Dragonborn.
Ele deve ser muito eugenista para repudiar a ideia de mestiçagem tanto assim...
Depois que Satoshi saiu do outro lado do portal, ele esperou o último demônio passar e fechou o portal imediatamente.
Ele estava agora em um ponto conhecido do cemitério de E-Rantel, a entrada de um mausoléu onde ele tinha tido momentos incríveis com Clementine ontem a noite e hoje pela manhã.
No entanto, não havia sinal da beleza que era Clementine aqui agora, pois ela tinha tomado para si os aposentos do finado Khajiit. Aqueles aposentos eram os únicos quartos mobiliados em todas as Catacumbas abaixo desses mausoléus antigos e a partir de agora seriam usados como um Ninho de Foda por Satoshi e a Escrava Sexual dele.
Além de Satoshi, na entrada daquele Grande Mausoléu havia apenas alguns anjos, alguns demônios, duas mulheres seminuas e uma mulher completamente nua.
Satoshi tirou três mantos do inventário e deu para as três mulheres vestirem. Não era correto torturar mais elas com essa grosseria. O papel dele como rei arrogante era para enganar o capitão, não elas.
No que dependesse de Satoshi, ele queria que elas tivessem um boa impressão dele se possível, afinal elas tinham um bom charme e apelo tendo capturado o interesse dele.
Essas mulheres eram bem fortinhas para o padrão deste mundo e eram todas conjuradoras, por isso Satoshi iria usar itens de selamento de magia nelas para prevenir qualquer problema.
Apesar de Satoshi não ter itens que selassem magias superiores, felizmente elas no máximo começaram a caminhar no uso de magia intermediária, então poderiam ser castradas magicamente por alguns dos itens que Satoshi tinha.
No momento apenas {Command Mantra} as impedia de lançar magias, mas aquilo só iria funcionar enquanto Satoshi estivesse por perto. Mesmo agora na clareira da Floresta de onde eles vieram os membros da Escritura Negra que ficaram lá já não precisavam obedecer ao {Command Mantra}.
Ao pensar nisso, Satoshi deu um comando para as Convocações que ficaram para trás dizendo que caso os humanos decidam atacar elas então elas devem espancá-los bastante mas em nenhuma hipótese matar os humanos.
Quanto às três jovens mulheres na frente dele, Satoshi planejava fazer alguns mortos-vivos com os corpos dos necromantes da Zurrernorn que estavam dentro das catacumbas e pôr estes mortos-vivos para vigiarem as três esta noite.
Enquanto aqueles mortos-vivos vigiam elas, Satoshi teria seu Fuck Time com Clementine sem precisar ter quaisquer preocupações com uma possivel fuga das reféns.
Satoshi tomou a forma adulta de Greater One dele e se virou para falar com as mulheres que agora já estavam cobertas com os mantos de qualidade excepcional que Satoshi forneceu e que também pareciam muito surpresas com a mudança de forma dele.
"Podem entrar, vocês três. Vocês vão viver neste Mausoléu nos próximos dias. Nós não vamos nos ver muito, pois eu só venho aqui a noite e sempre que eu vier aqui eu vou estar ocupado com outra coisa... mas vocês não vão ter que se sentir solitárias já que durante o dia vou ordenar uma velha conhecida de vocês a agir como sua guardiã. Ela foi uma colega de vocês quando esteve na Escritura Negra, o nome dela era Clementine e agora é minha estimada Escrava Sexual, hehe, bem, ela é meu Toilet Humano também, sabe..."
Elas três pareceram pálidas e tristes quando souberam que Clementine também tinha sido pega por Satoshi e que ela agora era um mero Toilet Humano dele.
As três devem ser muito amigas de minha Clementine, elas devem estar tristes pelo fim que ela teve… bom isso é uma preocupação desnecessária já que Clementine está mais feliz que nunca vivendo neste cemitério e estando casada com meu caralho.
Satoshi e as três mulheres, que obedeciam o {Command Mantra} e não podiam falar, entraram no mausoléu rumo às catacumbas.
E também elas vão ter muito tempo juntas para matar a saudade de Clementine… tenho certeza que Clementine vai se alegrar passando o dia com estas velhas conhecidas, vou até pedir que Clementine fale bem de mim para elas...
Satoshi pensava que talvez ele até conseguisse alguns pontos com essas três através de elogios de Clementine.
Ele realmente achava que isso era possível pois, afinal, Satoshi era um completo sem-noção que maturou no tempo errado.
Ah! Me pergunto como minha Clementine vai reagir quando ela ver essa Giromba anormal do meu corpo como Greater One... ela pareceu aprovar bem minha ferramenta como Atari, mas essa coisa aqui está em outra liga, com esse pé-de-mesa eu sou capaz rasgar ela ao meio...
Com este pensamento imbecil Satoshi deixou para trás os anjos e demônios, que ficaram do lado de fora sem nenhum comando para cumprir.
Satoshi ia deixar aquelas convocações permanecerem ali até que o tempo da magia que convocou elas se esgotasse.
- FIM DO CAPÍTULO -
NOTA DO AUTOR:
Opa, Blz?
Anather Vux é considerado o terceiro mago mais forte do Império.
Graveyard Queen é um monstro feminino, no jogo o par dela é o monstro Graveyard King, que comanda as tropas da parceira e luta para defendê-la.
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No Dia 12 teremos… Zy'tl Q'ae!
