Boa Leitura!!!

Capítulo 2

Bella abriu os olhos, estonteada, e sentou. Ainda estava vestida e dormira numa cama enorme, num quarto estranho. O ambiente masculino estava banhado pelo sol que entrava pelas janelas. Ela bocejou e sentiu a boca seca. Quanto tempo dormira? Quem a levara até ali? Teria sido Edward?

A ideia de que ele a carregara em seus braços fortes, junto ao peito, levou-a a estremecer e a pular da cama como se tivesse levado um choque. O relógio em cima da lareira marcava 15h. Dormira durante horas! Ela se espreguiçou e bocejou novamente. Edward fora gentil em deixá-la dormir. Sentia-se muito melhor... Até que ela se viu no enorme espelho do outro lado do quarto...

Bella se aproximou do espelho e ficou horrorizada. Sabia que não se vestia na moda e que estava acima do peso, mas não tinha ideia de que estava naquele estado. Atravessara o Pacífico duas vezes, vestindo uma camiseta amassada e um jeans masculino muito largo, de segunda mão. Durante o voo de Seattle, ficara espremida entre dois passageiros gordos e suados, e não escovava os dentes havia dois dias...

Ela gemeu ao perceber que se encontrara com Edward naquele estado. Sentia vergonha só de pensar em como ele estava vestido com roupas caras, em seu corpo perfeito, na maneira como ele parecia sexy e poderoso como um deus grego.

Tudo bem. Ela podia ser sem graça, mas jamais iria vê-lo de novo sem tomar um banho e vestir roupas limpas!

Bella procurou a mochila, encontrou-a perto da porta, pegou-a e correu para o banheiro luxuoso, todo em mármore e prata. Ela abriu a mochila, procurou a escova de dentes e ficou irritada. Bela bagagem! Com apenas alguns segundos para embalar suas coisas antes que Emmett Cullen fosse buscar Rosalie no apartamento de Honolulu, pegara pouca coisa de útil: a peça superior de um biquíni, o velho casaco esgarçado que fora de sua mãe, alguns chinelos. Esquecera-se de pegar roupas de baixo!

Desesperada, Bella remexeu o fundo da mala. Algumas lembranças baratas de Waikiki, o celular mudo – esquecera o carregador –, um romance gasto que fora usado por sua mãe quando professora, um porta-retratos com a fotografia da família, tirada um ano antes de seu nascimento.

Ela sentiu o coração apertar. Na foto, a mãe ainda saudável, o pai sorrindo com orgulho e Rosalie, aos 5 anos, sorrindo e exibindo a falta de um dente. O papel estava gasto por ter passado tantas noites sob seu travesseiro enquanto ela ficava por semanas aos cuidados de uma babá.

Bella sempre vivera com a sensação de que, se não tivesse sido concebida, sua mãe não teria adiado a quimioterapia para preservar sua gestação e morrido um mês depois de seu nascimento, levando seu pai ao fundo do poço. Ele abandonara a carreira de professor e fizera com que Rosalie, uma garota-prodígio no jogo de pôquer, o acompanhasse pela costa do Alaska, à procura de turistas para depenar.

Se ela não tivesse nascido... Seus pais e Rosalie ainda poderiam estar vivendo felizes, em algum subúrbio.

Bella suspirou, guardou a fotografia e começou a escovar vigorosamente os dentes. Minutos depois, entrava debaixo do chuveiro, deixava que a água quente a livrasse da tristeza e do suor e lavava os cabelos com um xampu com perfume de laranja, que tinha um rótulo escrito em árabe.

Tudo daria certo, ela repetia mentalmente. Logo, sua irmã estaria em casa.

Assim que Rosalie estivesse livre das garras de Emmett Cullen, ela teria coragem de lhe dizer o que sentia e que nunca ousara lhe dizer: que a amava e apreciava tudo que fizera por ela, mas que não era mais uma criança. Estava com 22 anos e queria aprender muitas coisas e ter liberdade para cometer os próprios erros, sem que Rosalie a protegesse sob as asas, como uma galinha.

Ela queria crescer.

Bella fechou a água e saiu do banho. Enrolou-se em uma toalha felpuda e observou o conteúdo da mochila. O que iria vestir? O sutiã do biquíni ou o casaco de lã? Com um suspiro, ela olhou para a camiseta, o jeans e a roupa de baixo, que amontoara no chão. Usara aquelas roupas durante dois dias e a ideia de vesti-las sobre a pele limpa e cheirosa era repulsiva, mas não tinha outra escolha.

Ou teria... ?

Ela viu algo pendurado atrás da porta do banheiro. Um vestido branco, com um bilhete colado no cabide.

" Toda noiva precisa de um vestido. Encontre-me no terraço da piscina, quando acordar."

Ela sorriu ao ver os ângulos da caligrafia. Achara que não iria querer um vestido, que iria preferir que o casamento fosse o menos romântico possível, mas, agora... Como ele percebera que um pequeno gesto teria tanto significado?

E, então, ela viu a etiqueta do vestido: Chanel. Uau! Não fora um gesto tão pequeno! Por um momento, Bella ficou com medo de tocar no tecido. Depois, passou os dedos sobre a renda leve como um suspiro.

Talvez, realmente, tudo fosse dar certo.

Ela suspirou e conteve as lágrimas. Arriscara alto ao usar tudo que tinha para voltar a Honolulu, confiando que Edward iria ajudá-la, mas valera a pena. Pela primeira vez na vida, fizera algo certo. A sensação era estranhamente estimulante.

Bella sempre fora do tipo que estragava as coisas em vez de salvá-las. Desde cedo, aprendera que a melhor maneira de compensar os problemas que causava era pegar um livro e lê-lo tranquilamente, tornando-se invisível.

Mas desta vez...

Imaginava a cara que Rosalie faria ao vê-la surgir com o príncipe Edward, para salvá-la. Ficaria surpresa por sua irmãzinha ter feito algo importante e difícil, sozinha?

Bella sorriu e se olhou no espelho. Estava na hora de fazer sua parte. Afinal, talvez não fosse tão difícil. O que havia de difícil em vestir o lindo vestido de noiva e em se casar com um lindo príncipe?

Ela colocou o vestido, mas ele parecia muito curto, acabando na metade de suas coxas. Tudo bem, contanto que... Tentou fechar o zíper, mas o vestido estava muito apertado. Bella expirou, encolheu a barriga e puxou o zíper para cima, centímetro a centímetro, com medo de arrebentá-lo. Por fim, olhou-se no espelho.

O vestido justo erguera-lhe os seios, que pareciam querer pular do decote, deixando-a mais curvilínea.

Rosalie jamais iria deixá-la sair de casa daquele jeito.

Mas, para não vestir as roupas sujas, Bella resolveu que poderia aguentar o aperto. Só precisaria tomar cuidado para não abrir alguma costura a cada vez que se mexesse. Com muita cautela, escovou os cabelos molhados, deixando manchas úmidas sobre a seda. Calçou suas sandálias cor-de-rosa, passou um brilho nos lábios e saiu do quarto com elegância, de cabeça erguida.

Ela desceu a escada e passou por algumas salas, até conseguir a ajuda de uma empregada que encontrara na cozinha.

— Por ali, senhorita. No final do corredor, do outro lado do salão.

Bella atravessou um enorme salão onde havia um piano e saiu no terraço. Edward estava sentado à mesa, falando ao telefone, e, ao vê-la, arregalou os olhos.

Bella se aproximou, caminhando de um modo bamboleante e nada natural para não rasgar o vestido, e começou a suar. Talvez, por causa do calor, ou por causa da maneira como ele olhava para ela.

— Falo com você mais tarde. — Edward desligou e levantou, sem deixar de olhar para ela. — O que você está vestindo?

— O vestido de casamento que você me deu. Não deveria?

— Esse é o vestido que eu deixei para você? — perguntou ele em tom abafado.

— É. Está um pouco apertado. — Bella corou. Não costumava ser o centro das atenções masculinas, muito menos de um homem como Edward, e não queria dar a impressão de que se queixava. — Mas foi muito gentil de sua parte.

Ele olhou-a de cima a baixo.

— Você está... — Ele percebeu que ela ficara ansiosa. — Bonita... Sente-se, por favor.

Bonita? Ela respirou.

— Obrigada. — Mas, conseguiria sentar? Bella puxou a barra do vestido e sentou-se com cuidado. O vestido bem valia o preço: as costuras aguentaram. Mas ela notou que, ao puxar o vestido para baixo, o decote descera, mal lhe escondendo os mamilos. Angustiada, ela mordeu o lábio e tentou puxar o decote para cima e a barra para baixo.

Felizmente, ao sentar do outro lado da mesa, Edward parecia ter o cuidado de manter os olhos grudados em seu rosto e de lhe mostrar o que havia em cima da mesa.

— Você chegou bem na hora.

Bella viu salada de galinha, frutas frescas, pãezinhos... Tudo parecia delicioso, mas ela sabia que o vestido lhe impunha limites.

— Acho que eu não deveria...

— Não seja ridícula. Você deve estar morrendo de fome. Dormiu antes de tomar o café. Você não come algo decente há dias. — Edward pegou um prato e começou a colocar nele um pouco de cada coisa. — Não queremos que você desmaie durante o casamento.

Bella sentiu vontade de rir. Ela? Desmaiar de fome?

Comer sempre fora o prazer secreto de Bella. Ela se sentia culpada por estar acima do peso, mas não o suficiente para desistir das massas e dos doces que adorava. Ao contrário de Rosalie, que sempre comia salada, nozes e peixe, ela adorava comidas exóticas, principalmente quando podia pagar com cupons de desconto.

— Quem disse que não existem refeições gratuitas? — Ela sorriu.

— Que bom que você entendeu. — Edward colocou o prato diante dela. — Você será minha esposa, Bella. Isso significa que, enquanto for minha, só terá prazer.

Os dois se olharam, e ela ficou arrepiada. Um arrepio que nada tinha a ver com biscoitos, doces ou chocolate.

— Certo — sussurrou ela, lambendo os lábios, sem perceber. — Se você insiste...

— Admito que o vestido está um pouco apertado. Para mim, as roupas femininas sempre foram um mistério. Raramente eu lhes dou atenção... A não ser quando estou despindo alguém.

— Aposto que sim — disse ela, estremecendo. Ele teria percebido que ela era virgem, sem nenhuma experiência sexual? Como poderia saber? Envergonhada, Bella fitou o prato. Mesmo do outro lado da mesa, ele lhe parecia estar muito próximo. E muito bonito. Por que precisava ser tão bonito? Para não dizer sofisticado e poderoso...

Edward recostou na cadeira, fez um prato para ele e empurrou uma pilha de papéis na direção de Bella.

— Você precisa assinar isso.

— O que é?

— Um acordo pré-nupcial.

— Ótimo — falou ela, aliviada.

Ele ergueu as sobrancelhas.

— Essa não é a reação que eu esperava.

— Lembre-se de que quero fazer um acordo justo e oficial. — Ela começou a ler e a rubricar as páginas enquanto comia. — Você já encontrou minha irmã?

— Acho que tenho uma ideia de para onde Emmett a levou.

— Para onde?

— Vou investigar melhor, depois que nos casarmos.

— Ah. Tudo bem. O contrato. — Ela respirou fundo. — Mas você acha que ela está bem?

— Ela é esperta e hábil. Acho que nem meu irmão é capaz de controlá-la — Edward falou secamente. — É provável que ela o esteja fazendo passar o inferno.

Bella apoiou os cotovelos na mesa.

— Você não gosta dela, não é?

— Ela é uma mentirosa, uma golpista.

— Não é mais! — exclamou Bella, magoada.

— Há dez anos, ela disse a meu irmão que poderia vender legalmente suas terras enquanto tentava distraí-lo dos detalhes do testamento, com seus lindos olhos e um decote.

Bella umedeceu os lábios.

— Estávamos desesperadas. Meu pai acabara de morrer e alguns homens violentos exigiam o pagamento das suas dívidas...

— Claro. Todo criminoso sempre tem uma história triste. Nossa empresa era nova. Queríamos nossas terras de volta, mas não podíamos perder os milhares de dólares que ela planejava nos roubar. Ela envolveu Emmett de tal maneira que teria conseguido...

Bella abanou a cabeça.

— Ela me contou toda a história. Àquela altura, ela se apaixonara por ele e planejava lhe pedir perdão.

— Pedir-lhe perdão? Eu lhe contei a verdade sobre ela, e ele se recusou a acreditar. — Ele evitou olhar para Bella. — Resolvi voltar sozinho para a Rússia. No aeroporto, bebi e contei a história a um repórter. Na manhã seguinte, ao descobrir que fora humilhado publicamente, meu irmão acabou com nossa sociedade e me eliminou do contrato que assinou dois dias depois, na Sibéria, e que valia meio bilhão de dólares.

— Sinto muito pela briga entre vocês, mas a culpa não foi de Rosalie!

— Não. Foi de Emmett. E minha. — Ele franziu os olhos. — Mas ela merece ser punida.

— E já foi — disse Bella, olhando tristemente para o prato vazio. — Ela ia contar tudo ao seu irmão. Pretendia ser honesta a qualquer preço, mas ele não lhe deu a chance. Deixou-a sem dizer uma palavra. Entregou-a aos lobos. Sozinha, tomando conta de uma criança de 12 anos. — Ela olhou para Edward. — Creia, minha irmã foi castigada.

Ele olhou para ela, e seu olhar suavizou.

— Em tudo isso, você é a única inocente. Juro que vou trazê-la de volta para você.

Bella deu uma risada sem graça.

— Quer parar com isso? Deixe de ser tão...

— É melhor não dizer gentil — interrompeu ele.

— Então, pare de me lembrar!

— De quê?

— De que você é um príncipe bonito, atraente, e eu... — Ela se calou.

— Você o quê?

— Eu sou uma idiota que nem se lembrou de trazer roupas de baixo! — Ah, não. Ela realmente dissera aquilo, e era tarde.

Edward arregalou os olhos e perdeu o fôlego.

— Você não está usando nada sob esse vestido? — perguntou ele baixinho.

Bella assentiu, odiando-se por sempre falar o que lhe vinha à cabeça. Por que falara das roupas de baixo? Por que não conseguia manter a boca fechada?

Edward olhou demoradamente para as curvas sob seu vestido e contraiu o queixo.

— Tudo bem. Precisamos lhe comprar algumas roupas, depois do casamento — falou ele secamente.

Entristecida, Bella pensou que o ofendera. Passou manteiga numa torrada e tentou mudar de assunto.

— Alteza...

— Chame-me pelo meu nome.

— Acho melhor, não... Parece muito pessoal, e você está tão irritado...

— Eu não estou irritado.

Ela engoliu em seco, olhou para ele e sussurrou:

— Edward...

A maneira como ela falou seu nome foi muito sensual. Pronunciando as sílabas lentamente, com um "a" vibrante e ronronando o "d" como num beijo.

— Exatamente assim — falou ele gentilmente.

— Gosto do seu nome. É um antigo nome eslavo, um nome de guerreiro: destruidor da paz. — Como sempre, ela falava qualquer coisa quando ficava nervosa. — Tem um significado bem diferente do nome de seu irmão. — Ela se calou. Aquele assunto não acabaria bem. — Desculpe. Esqueça.

— É fascinante — Ele voltara a falar friamente e estava tenso. — Continue. Conte-me mais.

— Desde os 18 anos, trabalho como camareira. Enquanto faço a limpeza, costumo ouvir gravações de livros. O que se consegue aprender é incrível. — Ela deu um sorriso luminoso. — Por exemplo: sabia que no Havaí só existem três espécies de orquídeas nativas? Todos pensam que existem centenas, porque estamos numa floresta tropical, mas em Nevada, que é quase um deserto, existem doze espécies de orquídeas diferentes. Existe uma flor...

Edward não se mexerá. O reflexo da água da piscina formava desenhos em seu terno preto.

— Você estava falando sobre o significado do nome do meu irmão.

Bella engoliu em seco. Não tinha saída...

— Emmett. Alguns acham que significa "senhor da paz", mas a etimologia indica que o sufixo "mett" é ainda mais antigo e vem do gótico, significando "supremo". Emmett quer dizer... — Ela hesitou. Edward a observava friamente. — Senhor supremo.

Edward levantou e cerrou os punhos. Assustada, Bella se encolheu na cadeira, mas subitamente ele relaxou.

— O meu irmão não é "Todo-Poderoso". E logo ele irá saber disso.

— Espere. — Ela levantou e segurou-o pelo braço. — Desculpe. Eu sou tola. Minha boca sempre é mais rápida que meu cérebro. Minha irmã sempre diz que eu deveria ser mais cuidadosa.

— Não fiquei ofendido. Você não deve seguir o conselho de sua irmã. Eu respeito muito mais uma mulher que não tem medo de dizer a verdade do que aquela que recorre ao silêncio para esconder suas mentiras.

— Eu já lhe disse que ela não é assim... Não mais. — Bella deu uma risada amarga. — Se fosse, agora estaríamos ricas, não pobres. Ela abandonou o jogo e os golpes para me proporcionar uma vida honesta e respeitável. E veja só o problema que lhe causei. — Bella fitou o chão. — Entrei naquele jogo de pôquer, e ela precisou se sacrificar para me salvar. Mais uma vez.

Edward pegou-a pelo queixo e forçou-a a encará-lo.

— Bella... A culpa não foi sua.

— A culpa não foi minha? — repetiu ela, fitando involuntariamente os lábios de Edward, que se inclinara em sua direção. Ela sentiu os lábios formigarem e o desejo se espalhou por seu corpo. Seu coração batia como louco. — Como pode dizer que a culpa não foi minha?

— Porque conheço sua irmã. E conheço você. — Ele tocou-lhe o rosto e levantou-lhe a cabeça. — Acho que, a não ser pela minha mãe, que morreu há muito tempo, você é a única mulher decente que eu conheço. E não é apenas decente. É incrivelmente bonita.

Bella ficou boquiaberta. Ela? Bonita? Seria possível que ele estivesse flertando com ela?

Não seja ridícula. Ele está sendo gentil. Nada mais. Ela não tinha experiência com homens, mas sabia que um lindo príncipe milionário não iria flertar com alguém como ela. Ainda assim, sentia-se estonteada ao olhar para ele, para os seus olhos verdes, agora calorosos como uma manhã de junho.

— Não faça isso — disse Edward.

— Fazer o quê?

— Olhar para mim desse jeito.

— Então, não me diga que sou bonita. Ninguém me disse isso antes.

— Então, todos os outros homens são tolos. Nosso casamento será breve, mas, pelo tempo que você for minha... — Ele pegou na mão dela. — Não vou parar de lhe dizer que você é bonita, porque é verdade. — Ele sorriu e falou gentilmente. — Não acabei de lhe dizer que sempre se deve falar a verdade?

Pare, Bella ordenou ao próprio coração. Não sentiria uma paixão adolescente pelo futuro marido! Claro que não!

Mas já era tarde. O trato estava feito.

— Você está pronta para se casar comigo? — Edward sorriu, como se tivesse visto a derrota de seu coração inocente.

— Ah, sim, claro.

Ele a levou até o saguão, onde lhe entregou um buquê de flores brancas. Bella agradeceu e cheirou as flores para esconder as lágrimas de emoção.

— Não me diga que nenhum homem lhe deu flores — falou ele com ironia.

— Bem...

— Você está brincando! Os homens que você conhece são idiotas.

Bella deu um sorriso pálido.

— Na verdade, não conheço nenhum. Seria absurdo esperar que algum me desse flores.

— Você não conhece nenhum homem? — Ele ficou surpreso. — Mas você é tão falante, tão amigável.

— Eu não falo com os atraentes. Fico muito nervosa. Além disso, Rosalie não me deixaria namorar. Ela tem medo de que eu seja magoada.

— Você nunca teve um encontro?

— Uma vez, eu tive um namorado — admitiu ela depressa. — Na escola. Nós nos encontrávamos na aula de química. Ele era gentil.

— Gentil — resmungou ele. — Considerando a ingenuidade, ele deveria usar cabelo de moicano e uma coleira e ter tendência para roubar.

— Isso não é justo — protestou ela. — Afinal, acho você gentil, e você não é ladrão.

Edward ficou aborrecido e pigarreou.

— Continue.

— Algumas vezes, saíamos para tomar sorvete. Estudávamos juntos, na biblioteca. Ele me convidou para o baile de formatura, e eu fiquei toda animada. Rosalie me ajudou a enfeitar um vestido comprado num brechó, e me senti uma Cinderela.

Ela se calou.

— O que aconteceu? — perguntou ele.

— Ele não apareceu — sussurrou ela, sem olhar para ele. — Levou outra garota, que acabara de conhecer. — Bella deu um sorriso trêmulo. — Mas ela era fácil, eu não era...

Edward soltou um gemido rouco. Bella se agarrou ao buquê e olhou para o chão.

— Acho que beijar é algo especial. Acho que a pessoa só deve se entregar a alguém que ame. — Ela bateu os pés e o ruído das sandálias ecoou no saguão. — Você deve me achar estúpida e antiquada.

— Não — falou Edward em voz baixa. — Eu costumava achar o mesmo.

— O quê? — Ela ficou de queixo caído.

— Pode parecer uma piada, mas fui virgem até os 22 anos.

— Você? — exclamou Bella, chocada pelo fato de ele lhe ter contado algo tão íntimo. — Um playboy internacional?

— Todos têm uma primeira vez. A minha foi com Irina. Ela trabalhava em uma empresa de Relações Públicas em Moscou, e nós a contratamos para fazer propaganda. Ela era mais velha que eu. Tinha 30 anos. Namoramos durante alguns meses. Depois que perdi minha parte da Cullen's Mineradora, voltei para a Rússia. Eu estava confuso, mas pretendia pedi-la em casamento. — Edward sorriu com ironia. — Encontrei-a na cama com um banqueiro gordo e velho.

Bella soltou uma exclamação.

— Pensei estar apaixonado por ela. Na primeira vez, a gente sempre pensa isso. Mas Irina me via apenas como um cliente. Para ela, sexo significava "manter contatos". Quando deixei de ser lucrativo, ela não tinha mais motivos para me encontrar.

— Ah. — Bella suspirou, com os olhos cheios de lágrimas. — Sinto muito.

Edward deu de ombros.

— Ela me fez um favor. Ensinou-me uma grande lição.

— Só porque uma mulher o magoou, não precisa desistir do amor para sempre.

Edward sorriu com sarcasmo.

— Você não diria isso se me visse do lado de fora do apartamento dela, na neve, com cara de idiota.

— Mas...

— Você será minha única esposa, Bella. Porque é temporária. Esse casamento de mentira acabará em algumas semanas. — Ele deu um sorriso de ironia e estendeu os braços. — Vamos, minha bela noiva. O casamento nos espera.

Uma hora mais tarde, Edward e Bella faziam seus votos e colocavam as alianças durante uma cerimônia simples, no cartório de Honolulu. Edward não conseguia afastar os olhos da noiva. Nem acreditar que lhe contara tanto a respeito de seu passado. O que acontecera com ele?

Ainda que ela olhasse para ele com olhos úmidos e um sorriso vulnerável, nunca mais ele iria confortá-la com um pedaço do seu coração. A partir daquele momento, calaria a boca.

— E você, Isabella Marie Swan, aceita este homem como marido, para amá-lo e confortá-lo, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, até que a morte os separe? — dizia o juiz de paz.

Bella olhou para ele com os olhos brilhando.

— Sim.

Edward olhou para ela, para seu belo pescoço, para as linhas curvilíneas apertadas no vestido branco, e começou a suar, jurando que iria manter as mãos longe dela, que não tentaria seduzi-la por todos os motivos que imaginara antes de vê-la com aquele vestido. Quem diria que ela escondia aquelas curvas por debaixo das roupas largas?

Quando ela aparecera, ele quase se engasgara ao telefone, falando com James. O homem se atribuíra todo o crédito pela maneira como Emmett e Rosalie haviam saído juntos, depois do jogo de pôquer, e exigira um bônus.

— Tive muito trabalho — choramingara James. — Contratei as irmãs Swan's, fiz com que confiassem em mim. E consegui fazer com que seu irmão fosse embora com uma delas. Acho que mereço o dobro.

Ele vira Bella chegando e desligara. Mas, agora, sabia toda a história. Rosalie assumira o lugar de Bella no pôquer para tentar pagar sua dívida. Conseguira, no entanto, ao sair, Emmett a convidara para uma última cartada.

O orgulho de Rosalie fora sua ruína. Se ela estava nas mãos de Emmett, a culpa fora sua.

Edward se irritava principalmente por Bella se culpar pela situação de Rosalie. Bella era boa e daria a roupa do corpo a qualquer pessoa. Precisava ser protegida de sua própria bondade.

Edward observou a maneira como os seios de Bella se empinavam sobre o decote, como a renda branca lhe apertava a cintura e os quadris. Ele olhou as curvas de suas pernas e viu suas sandálias cor-de-rosa.

Percebeu que precisaria protegê-la contra ele próprio.

Porque ele a queria em sua cama.

Não planejara desejá-la, mas desejava. E, vê-la olhando para ele como se fosse um herói, só piorava as coisas. Fazia com que ele a desejasse ainda mais. Bella era muito diferente do tipo de mulher que ele conhecia. Ela não era sarcástica, irônica, irritante. Bella realmente era confiante.

"Acho que beijar é algo especial. Acho que você só deve se entregar a alguém que ame."

Ela não tinha ideia da força do desejo. Sua primeira experiência a atingiria como a onda da maré. Seria fácil seduzi-la. Um beijo, uma carícia. Ela estaria totalmente despreparada para o fogo, mas seria uma ótima aluna. Era o que ele percebia ao vê-la tremer enquanto ele lhe colocava o anel de brilhante no dedo, e corar enquanto colocava a aliança no seu. Só precisaria beijá-la, acariciá-la, e ela se perderia num redemoinho de prazer contra o qual não saberia como se defender. Cairia em suas mãos como um fruto maduro.

Mas ele não deveria. Não podia.

Já era ruim que ele a mantivesse como refém durante algumas semanas para chantagear Rosalie e se vingar do próprio irmão. Ele podia ser implacável e até cruel com pessoas que mereciam, mas não com uma garota doce, confiante e antiquada como Bella. Ela merecia algo melhor.

Portanto, por mais difícil que fosse, ele iria se controlar e não levaria a própria esposa para a cama.

— Eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Bella olhou para Edward, com um sorriso trêmulo. Ele se inclinou, mas hesitou. Tinha medo de provar o que lhe era proibido, embora, ao sentir o perfume dos cabelos dela, tivesse vontade de beijá-la e de sentir seu gosto doce...

Ele beijou-lhe o rosto e recuou.

Bella pestanejou, pegou o buquê e sorriu, como se não tivesse esperado um beijo mais adequado à cerimônia. Edward entregou a certidão e as fotos tiradas durante o casamento ao advogado, que servira de testemunha, assinalando que esperava que a propriedade no Alaska estivesse em seu nome até o final de janeiro.

— Você tem quatro semanas — disse Edward ao advogado. Seria tempo suficiente para coagir Rosalie Swan a levar seu irmão a lhe entregar a empresa. E tempo demais para suportar a tentação representada pelo corpo de Bella e pela paixão adormecida que via em seus olhos e que consumiriam o primeiro homem que a possuísse.

E não seria ele, Edward decidiu. Ele não iria tocá-la, ainda que isso o enlouquecesse.

— Edward...? O que há de errado? — perguntou Bella preocupada.

Ela enxergava demais...

— Nada — retrucou ele.

— Você... — Ela mordeu o lábio. — Já se arrependeu de ter se casado comigo?

— Não. Só não quero que esse casamento seja mais difícil para você do que deve.

Bella olhou para o vestido, para o buquê e para o enorme diamante em seu dedo.

— Realmente... Tem sido difícil — brincou ela.

— Guardei o melhor para o final: seu bolo.

— Não! Que tipo de bolo? — exclamou ela alegremente.

— Três camadas, com rosas de glacê. Como você dormiu, não pude perguntar qual seu sabor preferido. Então, cada camada é diferente.

— Você é tão gentil — sussurrou ela.

— Não ouse chorar — ordenou ele.

— Não seja tolo. — Ela enxugou os olhos. — Não estou chorando.

— Como pode um bolo levá-la a chorar?

— Você me escutou. — Ela sorriu. — Ninguém costuma me ouvir. Até Rosalie, quando fala comigo, me diz o que devo querer.

— Não mais. Lembre-se de que você é uma princesa. — Ele deu um sorriso atrevido. — Princesa Isabella Cullen. — Ele lhe acariciou o rosto. — Princesa Bella, você é perfeita.

— Princesa... — Ela sacudiu a cabeça e riu. — Se as meninas que implicavam comigo na escola me vissem agora!

— Se elas estivessem aqui, eu faria com que se arrependessem de terem nascido.

Bella deu uma risada, piscou e fungou.

— Não comece com isso novamente — falou ele, exasperado, puxando-a pela mão e levando-a para fora do cartório. O céu azul brilhava acima dos arranha-céus de Honolulu. Um Rolls-Royce os esperava.

— Beije-a — alguns turistas gritaram de um ônibus, ao vê-la de vestido branco e carregando um buquê.

— Eles querem que eu beije você.

Bella arregalou os olhos, assustada.

— Tudo bem. Sei que você não quer.

— Já que este será meu único casamento... Seria minha única chance de cumprir a tradição. — Ele viu que ela tremia e entreabria os lábios, pronta para ser colhida. Edward sabia que seria fácil, muito fácil, possuir não apenas seu corpo, mas também seu coração. — Bella... — falou ele em voz rouca.

— Sim?

— Você vai se lembrar de que nosso casamento é apenas de fachada. Você sabe disso, não sabe?

Ela ficou pálida, soltou a mão dele e deu uma risada sem graça.

— Claro que sim. Você acha que não sei?

— Ótimo. — Ele também precisava se lembrar disso. Edward se afastou e abriu a porta do carro.

— Sei que não sou seu tipo — disse ela, entrando no carro.

— Não — resmungou ele, sentando-se ao lado dela, enquanto o motorista fechava a porta.

Bella ficou calada, mas, assim que o carro começou a andar, ela se voltou para ele.

— Então: qual é seu tipo?

Seu tipo. Edward endureceu o queixo. Estava na hora de estabelecer limites e acabar com a estranha ligação emocional que se criara entre os dois desde que impulsivamente falara sobre Irina, mas Bella lhe parecera tão triste e vulnerável que ele quisera consolá-la.

Ele rompera os limites. Durante a última hora, ela olhara para ele como se ele fosse um herói, só por causa de algumas flores, de um bolo e de confidências sobre seu passado. Pela maneira como ele agora precisava controlar o próprio corpo, seria melhor que Bella se voltasse contra ele. E, para lembrar aos dois que ele era exatamente o que o mundo achava que ele fosse, um playboy, Edward pegou na mão dela e abriu a boca para falar a respeito de várias mulheres, mas se ouviu dizendo apenas:

— Meu tipo de mulher não chega aos seus pés. — De onde viera isso? Como ele abrira a guarda? Estaria absorvendo o hábito que Bella tinha, de dizer o que lhe vinha à cabeça?

Ela estava boquiaberta, tremendo e com os olhos brilhando. Edward soltou a mão dela.

— Mas não tenho coração, Bella. Não sou o homem bondoso que você pensa.

— Você está enganado — sussurrou ela. — Eu sei...

Edward passou a mão pela cabeça e olhou pela janela.

— Não quero magoá-la — disse ele baixinho. — Mas receio que vá fazê-lo.

Na verdade, ele estava começando a gostar da admiração que via nos olhos dela. Bella tinha um bom coração e achava que ele também tinha — uma opinião que jamais seria compartilhada por ele e pelo resto do mundo.

Ele não queria que aquele olhar de admiração se apagasse, mas iria se apagar assim que ela descobrisse a verdade. Nenhuma quantidade de bolo, de diamantes ou de flores faria com que Bella perdoasse o homem que iria chantagear sua irmã.

Não importa, ele pensou asperamente. Estava feliz por ela admirá-lo. A ilusão iria mantê-la próxima. Bella não teria motivos para tentar deixá-lo. Não que ela pudesse...

— Por que você usou o passaporte para tirar a licença e casamento? Não tem carteira de motorista? — perguntou ele abruptamente.

— Rosalie tem medo que eu me distraia com algo e sofra um acidente, que eu esqueça onde estacionei ou, talvez, que eu dê o carro para algum mendigo. Não que tenhamos um carro... O velho carro com o qual saímos do Alaska quebrou quando cruzamos a fronteira de Nevada. Eu bem que gostaria de aprender a dirigir, mas Rosalie...

— Você é adulta. Se quiser aprender, aprenda. Nada poderá impedi-la. Se Rosalie a trata como criança, é porque você se comporta como uma, obedecendo-lhe cegamente. Fico surpreso por ela deixar que você tenha um passaporte — falou ele com sarcasmo. — Ela não tem medo de que você voe para a Ásia e cause problemas? Que cause impacto no mercado internacional da América do Sul?

Bella arregalou os olhos.

— E como eu faria isso?

— Esqueça. — Ele olhou pela janela. — Fico furioso pela maneira como você se deixa controlar. Não acredito que tenha feito isso por tanto tempo, achando que ela era mais esperta. Se você tentasse se esforçar, iria conquistar seu respeito e sua confiança... — Ele se calou ao perceber que não estava mais falando a respeito da irmã de Bella. Olhou para ela, esperando que não tivesse percebido. Seu tipo habitual de mulher, concentrada apenas em si mesma, nunca teria notado.

Bella olhava para ele, com os olhos arregalados.

— Rosalie é mais esperta que eu. Não me importo. Eu a amo do mesmo jeito, assim como você ama seu irmão.

Edward amaldiçoou a sensibilidade natural de Bella.

— Amava. Há muito tempo. Quando eu era estúpido demais para perceber.

— Você não deveria ter se afastado dele. Deveria...

— Esqueça — resmungou ele.

— Mas você passou dez anos tentando destruí-lo numa batalha intestina...

— Intestina?

— Mutuamente destrutiva.

— Ah. — Ele sorriu. — A nossa rivalidade realmente foi assim. Perdemos milhões de dólares disputando os mesmos alvos, sabotando um ao outro, espalhando boatos. Emmett merecia isso tudo. Mas eu nunca esperaria que ele não reagisse. Se ele não revidasse, eu iria ficar desapontado.

— Ah, vocês são como dois garotos que brigam, que se socam até que saia sangue e um deles se renda. Você é muito agressivo porque sente falta dele.

Edward sentiu os ombros pesados e ficou aliviado quando o celular tocou.

— Cullen — atendeu ele.

— Aconteceu, Alteza — disse seu detetive. — Mais cedo que o senhor esperava. Seu irmão está à procura de Bella.

— Você sabe por quê? — Ele percebeu que Bella o observava com ansiedade.

— Por algum motivo próprio, ou a pedido da irmã dela. Ele rastreou o voo dela de Seattle Honolulu. É apenas questão de tempo até que ele descubra que ela está com o senhor.

— Compreendo. — Edward desligou.

— Quem era? — perguntou Bella. — Era a respeito da minha irmã?

— Mudança de planos. Vamos ter que pular o bolo.

— Você a encontrou? — gritou ela. — Onde ela está?

— O que você acha de uma lua de mel? — Ele fingiu não ouvi-la.

— Por que eu iria querer uma? — perguntou ela com ironia.

Touché. Ele tentou ignorar o golpe em seu orgulho.

— Você nunca desejou ir a Paris? Hospedar-se nos melhores hotéis, visitar a Torre Eiffel, comprar roupas nas melhores butiques...

— Eu só quero minha irmã de volta. Como você prometeu!

Edward suspirou. Eles seriam encontrados em Paris, assim que fossem cercados pelos inevitáveis paparazzi.

— Tudo bem: nada de lua de mel.

— Mas você sabe onde Rosalie está? — insistiu ela.

— Tenho uma leve ideia. — Mentira. Ele sabia exatamente onde Rosalie estava, desde o dia anterior. Na casa de praia de Emmett, do outro lado de Oahu. Perto demais para seu sossego. Era um milagre que, durante quase uma semana, sua presença tivesse passado despercebida em Honolulu.

— Ela está bem? — Bella agarrou a mão dele, ansiosa. — Ele não a machucou?

Machucar? Edward quase bufou. O investigador vira Emmett beijando Rosalie ao luar, numa praia, na noite anterior. Ela usava um biquíni e correspondia ao beijo entusiasticamente.

— Ela está bem

— Como você sabe?

— Porque sei. — Edward massageou as têmporas e se dirigiu ao motorista. — Para o aeroporto. Fico feliz por você ter um passaporte... — Ele se calou. Já estavam na rua onde ele morava, e ele viu James andando na calçada, diante do edifício. Viera exigir o pagamento pessoalmente. Maldição! Se Bella o visse, tudo estaria arruinado. Intuitiva como era, logo descobriria que ele subornara James para contratá-las e por quê. Casada ou não, ela daria um jeito de sair do carro e aquele seria o fim de seu plano de vingança.

— Espere. Estamos na sua rua? — Ela se dirigiu ao motorista. — Por favor, pare no apartamento para eu pegar minha bagagem. — Ela sorriu para Edward. — Vou trazer o bolo.

O motorista olhou para Edward, pelo retrovisor, e não parou.

— Diga a ele para parar — implorou ela a Edward, segurando a maçaneta da porta. Em alguns segundos, ela veria o ex-patrão e o plano de Edward estaria destruído.

Ele não raciocinou, apenas agiu. Mais tarde, diria a si mesmo que fora a única justificativa para fazer o que fez.

Arrastou-se no banco, abraçou-a, ouviu-a soltar uma exclamação e viu-a arregalar os olhos, num misto de pânico e de desejo inocente. Viu-a corar, sentiu o perfume de pêssego de seus cabelos e, com um gemido rouco, ele fez o que desejava fazer havia horas.

Beijou a esposa.

Ohhh rsrs já começou assim em!? Essa história é realmente super fofa! Kkkk Desculpem pela demora mas estava sem cabeça pra adaptar, com tantas coisas acontecendo no Brasil e no mundo, não sei onde vcs vivem, mas por favor tomem muito cuidado ao sair de casa e se possível fiquem em casa! Eu moro no interior do Espírito Santo e graças a Deus aqui está bem tranquilo quanto a esse novo Corona vírus, mas se alguém vive nas área mais de risco, por favor fiquem em casa e se protejam! Fiquem com Deus e comentem se quiserem falar sobre onde vcs moram e como está aí! Prometo não demorar a postar e já que é pra ficar em casa vamos ler pra fugir dessa realidade tão triste e alarmante! Bjim!