9 de dezembro... 3 meses, 13 dias e algumas horas e o casal tem a sua primeira grande discussão.
- Donna!
- Não Harvey não pode ser!
- Eu não percebo porquê.
- Eu já disse namorados fora da empresa colegas de trabalho dentro dela!
- Mas não é um dia normal é a festa de Natal da empresa e eu não entendo porquê que não podemos agir como namorados.
- Porque a partir do momento que todos souberem que nós namoramos eu deixo de ser Donna Paulsen a tua secretária e passo a ser a secretária que dorme com o chefe.
- Donna as coisas não são assim...
- Para ti! Porque tu és homem e és o advogado querido aos olhos da Jessica, tu serás sempre o Harvey Specter. E eu? Eu não a partir do momento que eles nos virem passarei a ser a secretária que dorme com o chefe... tudo o que conquistar a parti daí será posto em causa. Então não Harvey não vamos assumir que estamos num relacionamento.
- Então vai ser sempre assim? Vivemos juntos, casamos, temos filhos e escondemos de toda a gente é isso? ASSIM NÃO FUNCIONA!
- TENS RAZÃO NÃO FUNCIONA MESMO! ADEUS HARVEY...
Donna sai do apartamento de Harvey furiosa deixando Harvey, também furioso, sozinho. O que devia ser uma noite tranquila para aproveitarem para namorar, visto que ele tem em mão alguns casos mais complicados, tornou-se numa noite que os deixou a pensar se valia a pena continuar o relacionamento.
A festa seria no dia seguinte ambos tinham confirmado a sua presença, mas agora nenhum dos dois tinha vontade de estar lá.
Dia 10, dia da festa. O evento já decorria à quase 1 hora e Donna ainda não tinha aparecido.
- Estás constantemente a olhar para a entrada. O que se passa Harvey? - pergunta Jessica.
- A Donna disse-me que vinha, mas ainda não chegou.
- Ela pode estar atrasada.
- A festa começou à quase 1 hora e ela nunca se atrasa!
- Podes sossegar porque ela chegou - diz Jessica e discretamente aponta para a entrada.
Quando Harvey coloca os olhos em Donna ele fica sem reação. Ela estava maravilhosa e por alguns segundos ele esquece-se de como respirar. Depois de uma intensa troca de olhares Donna pega numa taça de champanhe e aproxima-se da Chloe, uma associada com quem fez amizade.
A festa já decorria algumas horas e eles ainda não tinham falado um com o outro. Não conseguindo resistir mais Harvey aproxima-se dela.
- Podes dançar comigo? - pergunta com uns olhos de cachorro abandonado que derrete o coração de Donna.
- Não Harvey não podemos.
- Porquê?
- Porque eu não quero dançar contigo.
- Por favor Donna - implora Harvey - só uma dança e eu não te incomodo o resto da noite.
Donna acaba por aceitar e pega na mão de Harvey que a conduz para o local onde o resto dos convidados dançam. Depois de alguns minutos a dançar Harvey fala:
- Estás maravilhosa.
-Pára Harvey. Aceitei dançar contigo, mas continuo sem querer falar contigo.
- E vamos ficar assim até quando?
- Harvey sem falar...
- Mas eu quero falar contigo, eu preciso de falar contigo. Vá lá vamos resolver as coisas.
- Não é hora nem local para falarmos.
- Onde vais? - pergunta Harvey quando sente que Donna começa a afastar-se.
- Era uma dança Harvey e a música já acabou.
- Está bem eu deixo-te ir mas antes quero te dizer uma coisa...
- Está bem diz lá.
Harvey volta a aproximar Donna do seu corpo olhando nos olhos dela e quase como um sussurro, num tom de voz calmo e suave apenas para que só a mulher que ele tem nos braços ouça ele fala:
- Eu amo-te, amo-te mais do que alguma vez amei alguém. Depois do que a minha mãe fez nunca permiti sonhar com o futuro, mas depois tu entraste na minha vida e viraste-a ao contrário... no bom sentido. Depois de 3 anos admiti o que sentia por ti e o que disse ontem é verdade quando olho para nós no futuro, porque sim eu sonho com uma vida ao teu lado, eu vejo uma casa, um casamento, filhos e até um cachorro. Por favor diz-me que este sonho se vai realizar.
- Harvey... - diz Donna num sussurro com lágrimas nos olhos. Harvey vulnerável era uma visão que Donna achava que nunca iria conseguir se habituar.
- Por favor diz-me que não sou o único. Diz-me que queres isto tanto quanto eu, diz-me que vamos arranjar uma solução, diz-me que vamos resolver as coisas juntos...
- Eu também quero um futuro ao teu lado Harvey... eu amo-te tanto.
- Posso dar-te um abraço?
- Sempre Harvey, sempre.
- Amo-te tanto - sussurra inúmeras vezes Harvey ao ouvido de Donna enquanto estão abraçados.
- Eu preciso de ir à casa de banho retocar a maquilhagem - afirma Donna quando se afasta de Harvey.
- Desculpa teres que chorar por minha causa.
- Foram lágrimas felizes Harvey.
- Eu estava a pedir desculpa por todas aquelas entre a nossa discussão de ontem e as de agora.
- Desculpas aceites!
- Podemos dançar outra vez mais logo?
- Prometo que se não o fizermos aqui, será a primeira coisa que faremos quando entrarmos no teu apartamento.
- Isso quer dizer que ficas comigo esta noite?
- Sim Harvey eu fico. Acho que temos muito que falar... Agora eu tenho mesmo de ir à casa de banho.
- Até já!
-Até já!
