Nota: Já todos sabemos que matemática é difícil em Suits…

Para esta história eu segui a seguinte linha de tempo:

Donna disse durante o jantar na S9 que estiveram juntos praticamente todos os dias durante os últimos 15 anos.

E tanto Harvey como Donna, também na S9, deram a entender que "The Other Time" foi à 12 anos.

Na S5 Harvey diz a Donna "Obrigado por 12 anos"

Assim sendo, e para esta história, Harvey e Donna conheceram-se em 2003/2004 logo dormiram juntos em 2006/20007.

-Hmm … não me quero levantar

- Harvey, temos de ir trabalhar!

- Eu prefiro ficar aqui… - diz sonolento.

- Desde quando Harvey Specter, um workaholic, não quer ir trabalhar?

- Desde que tenho uma certa ruiva deitada ao meu lado!

- Temos de ir na mesma.

Mais tarde, ainda durante a manhã, Harvey aproxima-se do seu escritório ao telemóvel:

-Como sei que os Patriots não vão vencer 19 jogos seguidos? Porque nenhuma equipa de Boston fica invencível quando passam por New Iorque.

- Tens toda a razão – diz Donna com um jornal na mão quando Harvey chega ao lado dela.

- Raio dos Patriots…

- O teu pai ligou. – afirma Donna mudando de assunto.

- Eu ligo-lhe mais tarde quando tivermos os dois sozinhos em minha casa.

- Quem disse que vou embora contigo? – pergunta divertida.

- Tu vens…

- Voltando ao que interessa ele pergunta sempre como é que ainda não te fizeram sócio. Ele está tão orgulhoso. É querido.

- Ele está certo!

Mais tarde quando o problema com Hardman é resolvido, Harvey volta para o escritório muito feliz, até ver Donna…

- Harvey eu não sei como te dizer isto.

- Diz Donna! – responde Harvey percebendo que o assunto é grave.

- O teu pai teve um ataque cardíaco.

Harvey não teve reação… com um simples olhar perguntou se ele sobreviveu e ela da mesma forma respondeu o que ele mais temia.

- Eu sinto muito Harvey – diz Donna e abraça-o com toda a força que tem.

- Eu preciso de sair daqui. – afirma com os olhos cheios de lágrimas depois de se afastar do abraço que durou alguns minutos.

- Claro vamos para o telhado, assim apanhas ar e ninguém nos incomoda. – Donna entrelaça a sua mão na dele e puxa-o para fora do escritório até aos elevadores.

-Harvey eu preciso… - diz Louis quando os vê no corredor.

- Agora não! – exclama Donna

- Mas é ….

- AGORA NÃO!

Quando chegam ao destino Donna pede para Harvey se sentar no chão assim como ela. Ele de imediato obedece e ela puxa-o para si de modo a que a cabeça dele esteja no peito dela e os braços em volta da cintura. Durante largos minutos Harvey permitiu-se chorar nos braços da mulher que mais ama no mundo até que finalmente fala.

- Porquê agora? Porquê agora que me tinha voltado a aproximar dele?

- Harvey…

- Eu não consigo perceber… isto é tão injusto.

- Eu sei Harvey! Mas tu conseguiste voltar a aproxima-te dele…

- E o que adianta se agora não o vou voltar a ver? Eu nem liguei de volta quando ela me ligou esta manhã… Que tipo de filho sou eu?

- O filho que ele estava tão orgulhoso, mas tão orgulhoso… ele amava-te e cada dia tinha mais orgulho em ti…

- Eu não consigo aceitar…

- Logo temos de ir para Boston…

- Eu não vou!

- Harvey tens de fazer luto tens de ir…

- Mas ela vai estar lá.

- Eu sei que vai, mas o funeral não é sobre ela e vais-te arrepender se não fores. Eu não vou deixar que isso aconteça!

- Donna…

- Não Harvey eu não te vou deixar fazer isso! Vamos os dois!

- E o que a Jessica vai dizer? Qual é a justificação para faltares?

- Eu vou dizer a verdade… estamos juntos e não te vou deixar sozinho. Além disso, eu não quero saber se ela autoriza ou não eu recuse-me a deixar-te sozinho nesta altura.

- Eu amo-te tanto. – responde e volta a aconchegar-se nela quando as lágrimas voltam a escorrer pelo rosto.

Depois de quase uma hora sentados no telhado da empresa, Donna chama por Ray e explica-lhe a situação. Enquanto Harvey vai logo para o carro, Donna para no escritório de Jessica para lhe explicar tudo.

- Jessica posso? É urgente!

- Entra Donna.

- O pai do Harvey teve um ataque cardíaco e não sobreviveu. Amanhã cedo vamos para Boston e só voltamos daqui a dois dias.

- Vamos?

- Desculpa ser tão direta, mas… eu e o Harvey estamos num relacionamento e eu não o vou abandonar nesta altura. Eu vou ficar com ele o tempo que ele precisar e eu tiro férias, despeço-me ou o que for preciso, mas vou ficar com ele.

- Realmente és especial!

- Desculpa o quê?

- Foi o que o Harvey me disse quando eu lhe perguntei sobre ti. Por mim fica o tempo que precisares com ele. Eu sei que ele se faz de forte, mas deve ter o coração todo partido. Cuida do meu menino. E nunca lhe digas que eu te disse isto.

- Combinado! Agora tenho mesmo de ir ele está à minha espera!

- Sim. Vai dando novidades por favor.

- Harvey queres deitar-te um pouco? – pergunta preocupada poucos minutos depois de entrarem na casa dele.

- Eu acho que preciso de um banho primeiro.

- Vai lá e eu vou preparar algo para comeres antes de te deitares… Eu não tenho fome e se não te importares eu quero que venhas comigo tomar banho, não me quero separar de ti agora.

- Harvey eu não vou a lado nenhum.

- Por favor… - suplica com lágrimas nos olhos.

- Prometes que depois tentas comer alguma coisa?

- Prometo.

O casal vai para o chuveiro e durante todo o tempo Donna vai deixando um rasto de beijos carinhosos por todo o peito e costas do namorado que de uma forma ou de outra está em permanente contacto com ela. Depois de vestir o pijama ele faz um esforço para comer um pouco de sopa e quando termina vai para a cama com Donna. Harvey deita-se com a cabeça no peito dela e ela abraça com tanta força que ela pensa que ainda vai partir uma costela, no entanto, não diz nada e passa a mão pelo cabelo e costas dele quando sente que ele está a chorar novamente.

Na manhã seguinte…