- Hmmm… - murmura Harvey quando o despertador toca.
- Temos de nos levantar…
- Ainda não… eu quero aproveitar todos os minutos contigo na cama.
- Temos de ir trabalhar.
- Ainda não… - responde abrindo os olhos pela primeira vez e olha para ela – Hoje é o nosso dia não devíamos ter de trabalhar.
- Sim? – pergunta divertida fingindo que não sabe do que ele está a falar.
- Sim… - responde a sorrir e começa a aproximar-se mais dela.
- Não, não, não, não… temos de ir tens uma reunião com o Louis…
- Primeiro não fales de outros homens quando estamos os dois na cama ou em qualquer outro lugar pensando bem. Em segundo lugar nós vamos trabalhar, mas mais tarde porque agora vamos aproveitar.
- Harvey não.
- Donna sim. – responde e prende-a ao colchão e começa a deixar um rasto de beijos pelo corpo dela fazendo com que ela se renda.
- Tu és doido e eu posso estar chateada contigo! – diz autoritária quando se acabam de vestir e esperam que Ray chegue.
- E posso saber porquê? – pergunta com um sorriso e puxa-a pela cintura.
- Nem penses! Já estamos duas horas atrasados!
- Duas horas muito bem passadas!
- Ughr tu és impossível. – diz com um sorriso.
- Eu amo-te. – afirma num tom sério.
- Eu também te amo. – declara e aproxima-se para lhe beijar – Agora vamos que o Ray já chegou.
- De certeza que não podemos ficar?
- Tu és doido! Temos de ir, logo pensamos nisso.
- Logo a noite é nossa. Não quero saber de trabalho nem de ninguém somos tu, eu e quero que o resto do mundo expluda!
- A noite é nossa está prometido!
Quando chegam à empresa estão mais de 2 horas atrasados. Donna, apesar de furiosa por não chegar a horas, teve de se esforçar para tirar o sorriso do rosto ao contrário de Harvey que não queria saber a que horas chegava desde que passasse todos os minutos com ela. O advogado nem consegue chegar ao seu escritório para receber as o aviso que Jessica o mandou chamar.
- Eu não acredito que nem chegamos ao escritório antes de levar na cabeça.
- Eu posso domar a fera! – brinca Harvey.
- E tu ainda brincas?
Harvey esboça um sorriso e vira costas para se dirigir ao escritório da mentora.
- Mandaste chamar? Porquê?
- Pedi que viesses aqui há 2 horas porque o Louis veio furioso por tu estás a arruinar o contrato de propósito. Posso saber porquê que não foste à maldita reunião? Espera eu sei muito bem, não me digas. – responde Jessica à própria pergunta quando vê o sorriso e o olhar dele.
- Devias ter mais reuniões matinais… irias sentir-te muito melhor.
- Adeus Harvey! E vai falar com ele!
- Onde é que ele está? – pergunta Louis furioso quando se aproxima do escritório de Harvey e só encontra Donna.
- Primeiro baixa o tom de voz que eu ainda ouço perfeitamente!
- Desculpa. Podes, por favor, dizer-me onde é que ele está?
- Muito melhor. Foi falar com a Jessica e… esquece já está aqui.
- Louis! Querias falar comigo? – pergunta com um sorriso.
- Só podes estar a gozar comigo! Tínhamos uma reunião marcada! Tu não vais ficar com o meu cliente!
- Louis eu não quero o teu cliente para nada. Tenho coisas mais importantes para pensar do que nos teus problemas! Se não consegues negociar com o teu cliente a culpa não é minha!
- Posso saber o que estavas a fazer para não apareceres?
- Tive uma reunião matinal.
- Mas a tua primeira reunião era comigo. Porquê que marcaste outra reunião em que eu não estava presente? – pergunta inocentemente.
- Louis… eu NUNCA irei ter uma reunião matinal contigo. – responde e Donna tem de fazer um enorme esforço para não começar a rir.
- Podemos falar agora?
- Tenho 25 minutos.
- Perfeito! Vamos! – exclama e dirige-se para o escritório do colega.
- Queres que marque uma reunião matinal com o Louis na tua agenda? – pergunta Donna com um sorriso assim que o outro advogado entra no escritório de Harvey.
- Volta ao trabalho!
O dia pareceu que demorou anos a passar. O casal estava cheio de trabalho e a vontade de sair da empresa era enorme fazendo com que o tempo não passasse. Já depois das oito da noite Harvey sai do seu escritório e dirige-se ao cubículo da namorada.
- Onde vais?
- Nós vamos embora. – responde apoiando as mãos na cadeira dela quando o seu peito toca nas costas de Donna.
- Chega para lá ainda estamos no trabalho e já sabes que aqui somos apenas colegas de trabalho.
- Mas eu quero muito levar a minha namorada a jantar fora e depois ir para casa para celebrar com ela. – afirma e beija a bochecha dela
- Hmmm e o quê que tu e a tua namorada têm para celebrar?
- Hoje faz um ano que ela admitiu que está apaixonada por mim. – responde e quando vira a cadeira dela para que fiquem frente a frente continua – e que eu também lhe disse que estava apaixonado por ela.
- Parece uma data importante. – declara continuando a fingir que não são um casal.
- E é por isso que eu quero sair daqui. Agora podemos, por favor, sair daqui?
O casal rapidamente termina o que tem a fazer e quinze minutos depois está a sair da empresa para se dirigirem para o restaurante que Harvey insiste em ser surpresa.
- Porquê aqui?
- Porque foi aqui o nosso primeiro encontro e eu quero começar uma tradição contigo.
- E que nova tradição queres começar aqui no Del Posto?
- Todos os anos, não importa o quê, nós vimos aqui jantar. Não me interessa se tenho um caso importante, se tu tens uma peça de teatro, se a nossa família nos vem visitar ou até mesmo de estamos zangados um com o outro…
- Zangados um com o outro?
- Sabes melhor que eu que nós vamos discutir muitas vezes, mas vamos prometer um ao outro que mesmo nessa situação nós vimos aqui jantar.
- Eu prometo Harvey.
- E eu também prometo Donna.
No final do jantar o casal dirige-se para o apartamento de Harvey. Depois de alguns beijos roubados entre o elevador e o corredor eles finalmente entram no apartamento dele.
- Antes de continuarmos eu quero te dar uma coisa.
- A sério? Isso é curioso porque eu também tenho uma coisa para ti.
- Tu, Harvey Specter, a comprar presentes? Devo relembrar-te que esse não é um dos teus pontos fortes?
- Primeiro o teu e depois de veres o meu logo me dizes se sou bom ou não a dar presentes.
- Isso não estava cá esta manhã quando saímos. – diz Harvey quando Donna volta do quarto com um enorme embrulho nas mãos.
- Eu tenho os meus meios…
- Donna… eu não sei o que dizer…
- Não precisas de dizer nada porque o olhar no teu rosto diz-me tudo.
- É da minha mãe… - declara Harvey a olhar para a pintura que Donna lhe deu. Um retrato perfeito de um dos ensaios de Gordon com Harvey sentado num banco a assistir.
- Eu posso ter conspirado com ela na última vez que falamos.
- É perfeito. Tu és perfeita. – afirma e aproxima-se para lhe dar um beijo.
- Ainda bem que gostaste.
- Agora é a minha vez.
- Eu já tenho a chave do teu apartamento. – diz Donna quando ele tira a chave do bolso.
- Mas esta, se tu quiseres, será a chave do nosso apartamento. – declara apontando para o espaço.
- Tu estás a pedir que venha morar contigo?
- Sim… eu amo-te, tu amas-me e nos últimos quatro meses passamos todas as noites juntas e eu tenho a certeza de que quero passar todas as seguintes contigo. Então, o que dizes?
- Eu digo sim Harvey. Sim!
- Eu amo-te Donna Paulsen.
- Eu amo-te Harvey Specter.
Depois das declarações de amor o casal troca um beijo apaixonado e dirige-se para o quarto mostrando um ao outro o quanto de amam.
