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Bella.
Acordei com meu telefone vibrando, levantei a cabeça com dor no corpo e senti os pontos darem uma leve puxada. Estava doendo de novo, provavelmente precisaria tomar a medicação novamente. Olhei a tela do meu telefone e estremeci. Meu pai, minha mãe, Alice e até o Sr. e a Sra. Cullen. Por que eles estavam me ligando? Antes de responder as mensagens e chamadas, abri os aplicativos de notícia e soltei um gritinho.
Puta que pariu!
Uma fotografia no qual estou de calcinha, sem sutiã, abraçada com meu chefe só de cueca estava em todas as mídias. A maioria se referia ao ataque. A notícia vazou como uma bomba, mas a fotografia me deixou tensa. Parecia que éramos um casal, quando na verdade, passamos por uma situação ruim juntos. Estava seminua porque estava trocando de roupa para comermos quando o maluco me atacou.
Não me dei conta que estava nua porque o desespero foi maior que tudo. Cresci com armas, meu pai sempre me ensinou por ser um policial e porque ficava muitas horas sozinha em casa. Na hora, não lembrei de nada. Apenas entrei em pânico. Barnes estava claramente com sentimento de vingança e nunca vi uma pessoa atacar com tanta fúria quanto Edward. Era de conhecimento público que ele era brigão quando novo, pavio curto, mas fazia anos que não se envolvia em brigas.
Edward foi para cima dele com tanta força que acho que Barnes apagou no primeiro soco. O nariz foi quebrado, ele ficou desacordado e precisei segurar Edward, abraçando-o pelas costas e gritar no seu ouvido para parar. Tyler entrou no quarto e meu chefe me protegeu com o corpo, mais consciente da minha nudez do que eu, que estava em completo choque.
Agora a mídia estava usando aquela imagem, sem nenhuma autorização, em uma completa falta de respeito e invasão de privacidade como confirmação de um relacionamento que não existia. Levantei-me da cama, com a cabeça girando, o corte da minha cabeça era o que mais doía e troquei de roupa, me arrumando cuidadosamente sem nenhuma vontade. Enquanto me vestia, escrevi uma mensagem padrão, porém, carinhosa para todos.
Saí do quarto ouvindo os rapazes na sala. Liam estava na cozinha, Tyler estava no sofá, com dois computadores na frente apoiados na mesinha de café. Edward estava falando em chamada de vídeo no canto.
— Ela acabou de acordar. — Disse e olhei na sua direção. — Meus pais e a Carmen. — Sinalizou e parei ao seu lado.
— Oi, querida. Como você está? — Esme me perguntou com carinho.
— Estou bem. Foi só um susto, muito inconveniente.
— Imagino que sim! Deve ter sido horrível. Edward comentou que você se machucou...
— Ah, um corte no braço, na cintura e um na cabeça, é o único que está doendo.
— Você precisa de ajuda? — Carmen apareceu na tela. — Posso chegar aí em algumas horas.
— Estou bem, vou dar conta de tudo e ainda vamos alinhar o que será feito. — Meu telefone vibrou. — Desculpe, meu pai está me ligando.
— Claro, vá atendê-lo. — Esme era sempre muito gentil.
Me desliguei totalmente da conversa dos pais do Edward, me afastando e atendendo meu pai. Ele gritou, esbravejou por um tempo e só quando me permitiu falar que entendeu toda situação querendo aparecer em Nova Iorque. Foi preciso mais de quarenta minutos convencendo-o que estava bem, foi um acaso. Charlie estava irredutível, precisei lembrar que era uma mulher adulta e ele não podia sair correndo sempre que tivesse um problema.
— Você está em um relacionamento com seu chefe? — Charlie perguntou e suspirei. — Tudo bem, entendi a parte que você estava trocando de roupa. Mas ele também? Ao mesmo tempo?
— Pai... Eram dois quartos. Duas suítes, chamam-se de apartamento... Não foi nada assim, por favor. — Estava exausta daquele assunto.
— Tudo bem...
— Eu te amo, vou ligar para a mamãe.
Em seguida foi a vez da minha mãe, que estava chorando, querendo saber se estava bem, machucada e quando se acalmou, entendendo a versão resumida da situação, gritou que estava namorando o homem mais lindo do mundo (aos olhos dela) e não tinha falado nada. Tentei fazê-la entender, mas a minha mãe já estava vivendo na Terra do Nunca há muitos anos e só entendia o que lhe cabia.
Quando chegou a vez da Alice, já estava cansada de repetir a mesma história.
— Todo mundo pensa que estamos em um relacionamento. — Sentei-me no sofá. — Acham que estamos escondendo.
— A mesma coisa aqui, aparentemente, minha fama é maior do que realmente faço. — Edward fez uma careta. — Não vou negar e muito menos confirmar, a não ser que isso te prejudique em alguma coisa.
— Não. Supostamente, deveriam acreditar na minha palavra. O que vamos fazer?
— Usar o ataque do Barnes em uma distorção tão grande, nos transformar em vítimas que quando anunciarmos o novo CEO e as mudanças, as pessoas ainda estarão sensibilizadas com tudo que aconteceu. De um homem desesperado e demitido, ele vai se tornar um psicopata. — Edward me olhou nos olhos. — Ele agiu bem friamente ao planejar tudo, não foi um homem de sangue quente. Estava roubando a empresa, tentou me chantagear com informações sigilosas e depois tentou te machucar. Eu não vou sair como vilão, ele sim.
— Então vamos usar o nosso suposto relacionamento. Se parecermos de alguma forma unidos e muito sensibilizados... — Parei um pouco, minha cabeça estava doendo. — Desculpa, preciso tomar um remédio.
— Você deveria continuar deitada, Bella. — Tyler levantou-se. — Seus remédios estão no saco na cozinha? Eu pego.
— Sim.
— Deixe-me ver seus pontos. — Liam saiu da cozinha e mexeu na minha cabeça. — Quatro pontos, cabeçuda. Vai doer mesmo... Perfeitamente normal. Você deveria descansar, por que não volta para cama?
Tomei a medicação, relaxando um pouco no sofá. Edward estava coordenando uma ação para culpabilizar as atitudes do Barnes perante a mídia. Enquanto ele falava com seus contatos seguros e de confiança, acessei o aplicativo criado pelos técnicos da CHE que filtrava todas as palavras ligadas a família e a empresa para medir a intensidade e pedir que o setor de comunicação quebrasse o algoritmo de algumas notícias.
Nosso café-da-manhã chegou junto com Victória e James, que sem Jacob, foram nos visitar.
— Ele é um louco. — Victória sentou-se ao meu lado. — Está realmente bem? Precisa de ajuda em algo?
— Estou bem, obrigada por vir aqui.
— Então você lutou com ele corpo a corpo? — James analisou os nós dos dedos do Edward. — Cancelo o anúncio do novo CEO?
— Por enquanto sim. — Edward não entrou em detalhes. — Estamos bem, foi um susto e daqui a pouco precisaremos ir a uma estação policial para prestar depoimento mais uma vez. Você precisará me representar na conferência hoje.
— É claro, conte comigo.
— Vou enviar todo conteúdo das palestras dele, no mais, os gerentes de campanha e a equipe de marketing está realmente a par de tudo. — Peguei meu telefone, selecionando os textos, arquivos e informações que ele poderia precisar para se apresentar no lugar do Edward.
Victória e James foram embora, após comer e com o efeito do remédio, troquei de roupa, usando preto. Blusa preta, calça jeans preta, sapato scarpin de veludo também preto. Deixei meu cabelo solto, como era bem longo, ia até a minha cintura e um casaco porque estava um pouco mais frio com uma chuvinha fina.
Deixei meu casaco cinza apenas pendurado nos ombros, sem maquiagem, com minha bolsa preta presa no antebraço. Sem combinarmos, Edward também estava todo de preto. Peguei um par de óculos escuros da Chanel que foi presente de aniversário do Jasper no ano anterior, ele era enorme, mas era lindo e serviria para o propósito.
A polícia noticiou que nós éramos esperados a qualquer momento para prestar depoimento, então, eu sabia que o local estaria cheio.
Tyler e Liam nos conduziram até a estação policial. Estava um caos. A imprensa avançou no carro sem nos esperar sair. Liam saiu primeiro, abrindo caminho. Edward saiu sem esperar, me dando apoio para descer do carro e os dois me cobriram para andar entre a confusão e gritaria. Alguns policiais criaram um corredor e pudemos andar em paz.
Não consegui entender metade das palavras na gritaria. Edward parou para falar com uma repórter certa, enviada pelo seu contato e praticamente lhe deu uma exclusiva.
— O que aconteceu foi uma tragédia, uma total invasão de privacidade e uma violência sem precedentes. Não vou ficar tolerando ofensas quanto a uma mulher que foi brutalmente atacada por um lunático. Nós estamos profundamente abalados. — Disse com uma expressão de choro. Tão cínico. Ela perguntou se estávamos feridos. — Sim. Ela está com cortes profundos em alguns lugares do corpo. Nós viemos aqui prestar nosso depoimento, no mais, não queremos falar sobre o assunto.
Tocando minhas costas, me conduziu para dentro da estação. Graças ao status do Edward, nós não demoramos um minuto aguardando para repetir exatamente tudo que aconteceu na noite anterior, como estávamos juntos, nossos depoimentos bateram exatamente como o separado.
Quando saímos, o caos estava mais contido por policiais graças ao Tyler. Entramos no carro longe do estresse da entrada, saímos disparado pela rua e olhei para meu chefe. Minha mente viajou por vários segundos, lembrando o quanto ele tinha um físico torneado, do tipo de pessoa que era ativa, não necessariamente malhada e sua cueca era justa o suficiente para dar entender que havia um preenchimento.
Estava em pânico e meu cérebro conseguiu a gentileza de gravar esse momento. Esse era o momento ruim de ter uma memória fotográfica, porque nunca iria esquecer. Toda vez que o olhar, vou lembrar. Será que ele vai esquecer que viu meus peitos? Minha calcinha pequena de renda? Que constrangedor.
Edward me encarou divertido, limpei minha garganta e cruzei meus braços, ciente que meu rosto estava vermelho.
— E agora? — Olhei para seu rosto tentando passar confiança. Ele me viu seminua, caramba!
— Vamos ficar no apartamento, só nos bastidores... Além do mais, você precisa descansar.
No caminho, providenciei nosso almoço e usei um aplicativo para fazer compras de mercado, se iriamos ficar o dia inteiro sem sair, era necessário ter água, comida, alguns petiscos e bebidas. Enviei uma mensagem para Liam sair e comprar as bebidas caras que Edward gostava de beber. Dei a ele meu cartão de crédito de assistente. Era uma conta que podia fazer gastos relacionados ao meu trabalho, nunca de forma pessoal.
Entrei no apartamento, enjoada e com dor de cabeça.
— Por que não descansa um pouco?
— Vou apenas trocar de roupa, tenho muito que fazer e seus e-mails simplesmente não param de chegar. — Passei por ele, indo até meu quarto.
— Pensei que o médico disse para ficar de repouso. — Falou atrás de mim.
— Vou fazer isso deitada.
Edward saiu do meu quarto, fechei a porta, troquei de roupa e peguei uma mais confortável, porém não muito íntima para ficar na sala com eles. Respondi algumas mensagens no meu telefone, pegando meu computador e me instalando na sala para trabalhar. Fiquei concentrada, respondendo e-mails, recebi as encomendas e Liam voltou com bebidas.
Enquanto almoçava com Tyler, observei que meu adorável chefe estava no segundo copo cheio de bebida. Ele sempre bebia uma dose ou outra, mas aquilo estava além e montei um prato com vagens, batatas e filé grelhados. Peguei um garfo, faca e uma garrafa de água, colocando na sua frente e o desafiei no olhar. Estiquei minha mão e com uma expressão muito irritada, me deu o copo com uísque.
Bebi o finalzinho, sorri e voltei para o meu lugar.
Tyler e Liam continuaram comendo em silêncio, mas Liam era o único a não esconder o sorriso. Me movimentei, incomodada com a dorzinha latejante no corte na cintura.
— Deixe-me ver seus pontos, branquela. — Liam pediu. Ergui minha blusa e ele olhou bem de perto, conferindo.
— Você parece saber que o vendo.
— Ele é um médico. — Edward disse e cortou um pedacinho de carne, enfiando na boca. Seu olhar estava atento nas mãos do Liam em mim.
— Pensei que fosse fuzileiro.
— Médico e fuzileiro. — Liam sorriu. Queria saber o que o fez sair, estar trabalhando como segurança de um bilionário playboy, mas, seria indelicado perguntar.
— Que sorte a nossa. — Sorri e toquei seu ombro. — Está tudo certo?
— Seu ponto está bem feito, mas se você não tomar cuidado, vai infeccionar. Respeite o repouso e não faça esforço. Combinado?
— Combinado.
Tyler se ofereceu para lavar a louça, voltei para o sofá com meu notebook no colo e levei mais duas horas só respondendo e-mails, acertando arquivos e realinhando a agenda da viagem. Edward confirmou o retorno em dois dias, ou seja, no dia seguinte, iriamos para conferência e no último, anúncio do novo CEO ou ele pode protelar mais alguns dias devido ao ataque.
Acabei adormecendo devido a medicação, me enrolei no sofá e não me dei conta de quantas horas realmente dormi porque acordei com a sala escura, coberta e meu chefe estava adoravelmente jogado no sofá, assistindo televisão e olhei para televisão, estava assistindo a algum filme de ação. Ele não percebeu que estava acordada e aproveitei para observá-lo em sua beleza, os cabelos despenteados, usando uma calça de pijama e os olhos meio arregalados de tão concentrado.
Edward Cullen respirava beleza e me atraía como nenhum outro.
Sentei-me no sofá, prendendo meu cabelo e passei a mão no meu rosto.
— Aonde estão os meninos?
Edward desviou o olhar da televisão.
— Tyler está jogando no quarto e o Liam saiu para dar uma voltinha, disse que estava sentindo-se enclausurado em casa.
— Algo mais?
— Tudo tranquilo. A mídia está acampada do lado de fora do prédio, há milhares de postagens sobre a nossa ida a polícia e o quanto você parecia fragilizada. A esposa do Barnes postou nas redes sociais que estava chocada com as atitudes do marido e disse a polícia que ele estava estranho nos últimos meses, agressivo, irritado com as crianças e ela acreditou ser só uma fase. — Comentou e peguei uma garrafa de água na mesinha, bebi quase toda e olhei para televisão. — Sabe quanto tempo não assisto a um filme?
— Não faço ideia.
— Eu também não. Já assisti o primeiro da sequência, estou na metade do segundo e ansioso para o terceiro. Tyler me deu uma lista de filmes legais, estou alugando um por vez.
— Quer pipoca?
Edward ficou animado como uma criança.
— Sabe fazer? Eu tentei, mas queimei o fundo da panela. Tyler mandou parar antes que incendiasse a casa e te acordasse.
— O que Liam me deu? Eu apaguei e não estou mais sentindo dor em lugar nenhum.
— Sorte a sua, porque ele não vai te dar mais. É um remédio muito forte, que soldados usam para aguentar a dor em campos de guerra e ele só te deu metade. — Edward sorriu e andei até a cozinha. A panela com fundo queimado estava dentro da pia, com água dentro e ri. Peguei o pacote, outra panela, mais manteiga e fiz a pipoca. Peguei duas latas de coca-cola.
Me sentei no mesmo sofá que ele, me cobrindo e ele agarrou a pipoca, enchendo a mão e enfiando na boca. Aquela cena era tranquila, familiar, um descanso merecido após dias tão corridos e literalmente dolorosos para mim. Nunca iria imaginar que compartilharia mais um momento íntimo com meu chefe porque era algo totalmente inadequado de maneira profissional e mesmo assim, só parecia certo.
N/A: Meninas, eu fico muito feliz com os comentários de vocês! Estou amando, de coração e espero que continuem.
Em compensação, preciso que entendam: eu não faço promessas sobre voltar a escrever fanfics, essa história foi uma empolgação de férias e eu me comprometi com três amigas que iria terminá-la.
Eu trabalho com a escrita, publico minhas histórias de forma independente e eu não vou compartilhar minhas histórias por e-mail, em pdf. Eu sei que elas existem, mas eu discordo totalmente dessa postura e ao ver, eu faço a denúncia porque algumas delas se tornaram originais e eu já fiz o registro, portanto, é ilegal o repasse.
No meu perfil tem algumas notificações. Scorpions será publicada como LVEB está sendo, então, não existe a possibilidade de escrevê-las em fanfic para depois reescrever em original. E pelo amor de Deus, eu não vou enviar UD e HG por e-mail. Ainda agora, ouvi que deveria me sentir lisonjeada que alguém queria ler minhas histórias.
Isso vai me fazer falar algumas coisas:
É OBVIO que eu AMOOOO que minhas histórias sejam lidas, mas HOJE EM DIA a escrita PAGA AS MINHAS CONTAS e infelizmente o Brasil não é um país no qual pagar por um livro seja incentivado. Sabe quantas horas passo na frente de um computador escrevendo? O quanto pesquiso, estudo, me dedico e invisto financeiramente para simplesmente pegar um pdf e compartilhar?
Ainda tenho um LONGO CAMINHO para melhorar, muito a aprender, mas eu sou uma pessoa que meu sorriso não convence o dono do mercado me dar as compras de mês. E se tenho como fazer a escrita da minha profissão, faço com prazer. Realmente amo que minhas histórias sejam procuradas, porém, ao mesmo tempo que muita gente procura, eu tbm tenho elas sendo compartilhadas de forma ilegal ou sendo repostadas por outras pessoas sem autorização e sem dar os devidos créditos.
Enfim, espero que compreendam o que é muito simples para vocês, não é para mim. Agradeço quem está acompanhando Blue Sky e se empenhando em fazer essa reunião Twilight nas nossas vidas algo realmente incrível.
